História Obrigado, Senhor - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga)
Tags Bts, Bts Fem!au, Bts!fem, Fem!au, Fem!bts, Fem!suga, Fem!yoongi, Homofobia, Suga Bts, Suga!fem, Yoongi!fem
Visualizações 36
Palavras 542
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


baseado em uma história totalmente verídica.

Capítulo 1 - Mais uma entre tantos.


Fanfic / Fanfiction Obrigado, Senhor - Capítulo 1 - Mais uma entre tantos.

Há algum tempo atrás, minha mãe leu em um diário antigo que eu sentia atração por meninas. Uma menina que gostava de outras meninas.

“Eu vou te aceitar da forma que é, filha”, ela disse com indiferença, “Não importa o que prefira.”

E eu, tola e inocente, sorri, feliz com o apoio que havia recebido.

No outro dia, saí de casa saltitante. Sabia que passaria a tarde estudando física, química e matemática, mas tudo que importava naquele momento eram as palavras doces de minha mãe para mim; estas ecoavam na minha cabeça como lindas borboletas.

E eu acreditava cada vez mais na minha própria auto-aceitação.

Às dezessete horas em ponto, eu deixava os cálculos para lá e caminhava de volta para casa me sentindo leve como uma pena, mas algo dizia-me que alguém iria acabar com a minha situação em questão de segundos.

E eu, tola, pensei que fosse apenas mais uma sensação ruim.

Observava o vento bater contra as folhagens do coqueiro quando o meu celular voltou a vibrar. Vibrava feito louco, como se tentasse a todo custo chamar a minha atenção, e eu atendi ao seu chamado, reparando então que o nome da minha irmã brilhava no visor escuro do aparelho.

Destravei e rolei a tela, lendo o que parecia ser tão importante naquele momento.

Você saiu do caminho de Deus.

Travei. Do que ela está falando?

Está sendo guiada por Satanás. Deus nunca permitiria isso.

Todos os meus músculos tremeram e eu tive que parar na calçada para sentar-me sobre o pé do coqueiro.

As mensagens viam sem parar. Eram versos repetidos da Bíblia, sobre o que devo fazer para me libertar desse pecado e mais irônico: que Jesus havia saído de minha vida.

Mensagens e palavras que atingiram como se eu fosse feita de vidro; quebrou-me, estraçalhou-me e me fez perder, de imediato, toda a admiração que tinha pela mulher que atacava-me, usando e abusando das escritas da Bíblia.

Comecei a chorar. Nunca havia me sentido daquela forma em toda a minha vida.

Esquecida, odiada, uma aberração que fugiu do circo.

Parabéns, Jesus, por ter feito a Sua seguidora me atacar com Suas palavras, porque nem dela mesma eram. Obrigada, Senhor, por ter trago os mesmos sentimentos de quando eu era espancada na escola, de quando eu era abusada e mal falada na escola. Obrigada por feito uma única pessoa ter trago todos os meus sentimentos ruins de uma vez só.

Obrigada também por ter feito o ódio ser compartilhado, obrigada por fazer Seus seguidores ameaçar e matar pessoas inocentes que estão a procura por suas próprias felicidades.

Obrigada, Senhor, por colocar pessoas tão ignorantes como Seus fiéis escudeiros, os mesmos que transbordam ódio por onde passam.

Obrigada mais uma vez por eu ter me tornado a errada nessa história e não aquela que agredia-me e exorcizava-me com Seu livro, até porquê ela era abençoada por Sua sabedoria e não eu.


Assinado: Min Yoongi, mais uma entre tantos adolescentes a acabar com a própria vida pela ignorância alheia.


“Era tão jovem...”

“Tinha tanto o que viver, não sei porquê decidiu se matar.”

“Tinha tanto a oferecer.”

Minha irmã cometeu suicídio e eu ainda tento entender o porquê. Nunca demonstrou nada."

“Ela era jovem e eu fiz de tudo para que minha filha vivesse com melhor.


Notas Finais


O apoio da família é essencial, seja elx gay, bi, pan, assexual, transgênero/transsexual, travesti entre outros. A agressão não é somente física, ela começa com brincadeirinhas de mau-gosto, com os xingamentos verbais e virtuais, com os assédios e a invasão de privacidade.



Entre 1980 e 2012, as taxas de suicídio cresceram 62,5% na população em geral. Na faixa etária dos 15 aos 29 anos, a média aumenta em ritmo mais rápido do que em outros segmentos. São 5,6 mortes a cada 100 mil jovens (20% acima da média nacional). Os dados são da pesquisa Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil e do Mapa da Violência: os Jovens do Brasil, ambos coordenados pelo sociólogo Julio Jacopo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), organismo de cooperação internacional para pesquisa.

Segundo a cartilha Suicídio, Informando para Viver, da Associação Brasileira de Psiquiatria, apenas 3% dos casos não podem ser relacionados a alguma doença psiquiátrica. Para todos os outros, há tratamento – 36% dos suicidas apresentam distúrbios de humor e 22% transtornos por uso de substâncias psicoativas. (
⠀ ⠀⠀ ↳ https://www.claudia.abril.com.br/sua-vida/precisamos-falar-sobre-suicidio-taxa-cresce-no-brasil/amp/



Há 38 anos coletando estatísticas sobre assassinatos de homossexuais e transgêneros no país, o Grupo Gay da Bahia (GGB) registrou um aumento de 30% nos homicídios de LGBTs em 2017 em relação ao ano anterior, passando de 343 para 445. Segundo o levantamento, obtido pelo GLOBO, a cada 19 horas um LGBT é assassinado ou se suicida vítima da “LGBTfobia”, o que faz do Brasil o campeão mundial desse tipo de crime.

A causa das mortes registradas em 2017 segue a mesma tendência dos anos anteriores, predominando o uso de armas de fogo (30,8%), seguida por armas brancas cortantes, como facas (25,2%). Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se mais homossexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra os LGBTs.

O maior número dos assassinatos (56%) ocorreu em via pública, mas também é grande o número de crimes que foram registrado dentro da casa das vítimas: 37%, segundo o levantamento. A pesquisa mostra, ainda, que em geral esses crimes ficam sem punição. A cada quatro homicídios o criminoso foi identificado em menos de 25% das vezes. Além disso, menos de 10% das ocorrências resultaram em abertura de processo e punição dos assassinos.
⠀ ⠀⠀ ↳ https://www.oglobo.globo.com/sociedade/assassinatos-de-lgbt-crescem-30-entre-2016-2017-segundo-relatorio-22295785%3fversao=amp


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