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História Obrigatório Amar. - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo Dois


Fanfic / Fanfiction Obrigatório Amar. - Capítulo 3 - Capítulo Dois

              Obrigatório Amar

                          ♥


Seto Kaiba estava tenso.

Era a primeira coisa que os funcionários da Kaiba Corp notaram. Seus cenhos franzidos acompanhavam o olhar nervoso e chateado do homem dos cabelos chocolate, era certo que ele não andava aos pulos e sorrisos pela empresa, no entanto quase nunca ficava com os ombros tensionados e maxilar travado, suas mãos inquietas e ansiosas coçando a barba por fazer comprovando a tese dos trabalhadores da KC.

Aquele ele com certeza o homem mais discreto e controlado daquele edifício. Sempre calmo e calculista enfrentando contratempos com uma tranquilidade assustadora que despertava inveja em muitos, sua voz quase sempre saindo em sussuros roucos e graves entoando frases muito bem pensadas antes de proferidas. Ele quase nunca se alterava ou gritava, seu tom marcante e persuasivo era o suficiente para desarmar qualquer coisa ou pessoa que o desafiasse e o máximo da demonstração de inquietude e irritação era ele abrindo os botões de seu terno e firmar as mãos na cintura franzindo a testa.

Isso era o máximo que os colaboradores da empresa conheciam. Agora, aquele estado, era definitivamente preocupante.

Seto afrouxava o nó da gravata como se esta o estrangulasse, uma veia pulsante vibrava em sua testa e pequenas gotículas de suor desciam para seu pescoço. O ar condicionado estava ligado, mas parecia que para o empresário chefe, o próprio inferno tinha subido até seu escritório.

Sua porta robusta foi aberta, e de lá, uma mulher impressionantemente atraente e séria surgiu, balançando o corpo enquanto suas pernas torneadas surgiam na longa fenda que sua saia longa negra tinha, sua blusa era levemente grande, seus lábios em um vermelho quase vinho e seus cabelos longos devidamente amarrados.

De repente, o calor tinha aumentado mil milhões de vezes no peito do Kaiba.

— O senhor está bem? — o sotaque egípcio temperou seu timbre enquanto colocava um ênfase arrastado no "senhor". Ela estava irritada e isso estava longe de ser bom para o moreno.

— Ishizu... — ele disse massageando as têmporas com força. Ele se sentia tão malditamente sujo naquele instante. Se sentia nada menos que um trapo incapaz de olha-la nos olhos.

— Quem esperava que fosse? Sua esposa? — as palavras saiam ácidas, duras e magoadas da boca encarnada.

Kaiba suspirou pesadamente.

— Precisamos conversar. — ele decretou retirando o terno. O colete azul por cima de sua camisa branca o deixava elegante, seus ombros másculos e costas largas mais acentuadas e seus músculos interminavelmente irresistíveis eram possíveis de ser detectados quando ele colocou as mãos grandes apoiadas na mesa. A morena mordeu o lábio inferior e desviou o olhar se recriminando pelos seus pensamentos.

— Mas nós já não conversamos anteriormente? Ou estar casado está lhe roubando a memória também Seto?

— Ísis... — lhe chamou pelo apelido carinhoso, sua voz sussurante demonstrava repreensão e súplica — Eu só preciso... Só preciso que me escute e que talvez, depois do que eu dizer, não me abandone.

— Você já me disse essa frase antes... — Ela comentou — ... E dias depois disso você estava se casando, mas olhe só!? Ainda estou aqui. Sendo a terceira parte dessa confusão estúpida! Mesmo que eu queria Seto... Eu não conseguiria abandona-lo. 

— Eu sei — Seto disse contornando a mesa de carvalho para segurar as mãos pequenas e bronzeadas da egípcia para logo em seguida pousar seus lábios rosados ali. — E eu agradeço imensamente por isso. E sabia que eu também jamais a abandonaria.

— Seto...

— Me deixe falar, antes que minha covardia me proíba de o fazer... — ele fechou os olhos, e flashes de uma noite distante de inverno invadiram sua mente. Engoliu em seco ao abri-los e encontrar os olhos azuis violetas de Ishizu o olhando com atenção. " Maldito!" Sua consciência gritava sem parar. —... Mas antes, saiba que independentemente do que eu diga ou o que você fará depois disso Ishizu, eu amo você, unicamente a você.

— Por favor só diga o que está acontecendo de uma vez... — com um caroço na garganta ela pediu, agora assustada.

Kaiba fechou os olhos, não querendo encara-la ao confessar seu erro imperdoável.

— Eu...

Com licença querido!

Ambos se afastaram a velocidade da luz quando uma terceira figura interrompeu o moreno, entrando sem bater.

Kisara estava parada na porta, uma mão ainda a segurava e outra estava ocupada com a bolsa branca. Seu semblante estava entre confusão e culpa nitidamente fingida.

— Oh... Eu estou atrapalhando algo? — ela olhou do moreno para egípcia e para o moreno outra vez. Ambos não responderam — Bem... Se não estou, acho que posso entrar a vontade. Ainda bem.

Kisara bateu os saltos pretos no piso fazendo, propositadamente, o maior ruído possível com eles. Ela não esperou um convite ou algo parecido e se sentou em uma das confortáveis cadeiras em frente a do CEO.

— Olá amor! — com cinismo ela cumprimentou, um dos cantos de seus lábios carnudos se erguendo em um sorriso satisfeito e provocativo.

Um incêndio — desta vez por raiva — estava acontecendo dentro do presidente da Kaiba Corp, no entanto, por fora ele apenas ergueu uma de sombracelhas a olhando friamente.

— O que está fazendo aqui?

Kisara se levantou para retirar seu sobretudo, revelando seu vestido preto e colado para se sentar e teatralmente fazer uma feição ofendida e magoada.

— Como assim, "O que estou fazendo aqui?" Não posso mais fazer uma surpresa ao meu marido? Sabia que estava com saudades meu amor, por isso vim. Mas pelos vistos, me enganei. Você me magoa tanto Seto-kun, nem parece mais o mesmo... Mais um pouco e eu começarei a achar que tem uma amante.

— Eu preciso ir. Com licença... — Ishizu finalmente disse com um gosto amargo na boca apertando o arquivo que trazia consigo contra o peito.

Seto apertou os olhos tentando conter sua fúria, ele sabia o que ela estava fazendo e sem dúvida, não o agradava nem um pouco.

— Escute aqui-

— Espere querida! — Kisara o ignorou chamando por Ishizu que parou sem virar para olha-la — Você poderia me trazer um café? Não tomei o meu hoje, ele tem que estar morno. Nem quente, nem frio.

— Ainda sei o significado de morno senhora Kaiba — a outra respondeu entre dentes e ameaçou sair.

—... E bolachas de canela! Sinto uma necessidade desesperada de comer qualquer coisa com canela.

Kisara... — seu nome sendo sussurado em ameaça não a intimidou.

— Mais alguma coisa? — a morena perguntou ainda de costas, segurando com força a maçaneta.

— Não obrigada, você é tão prestativa Carmela... — ela ainda acrescentou, com simpatia tão verdadeira quanto avestruzes voadoras.

Ishizu saiu fechando a porta com brusquidão.

Kisara enrugou a testa e balançou a cabeça em repreensão.

— Ela poderia ao menos fingir melhor não? — questionou cruzando as pernas vaidosamente.

Pare. Eu sei o que está tentando fazer e para o seu próprio bem, pare imediatamente.

Kisara virou para o moreno de pele caramelo e tremeliscou os olhos continuadamente criando uma miragem de inocência que não tinha.

— E o que eu estou fazendo fofucho?

Seto rugiu auditivamente, dando exatamente o que ela fora procurar ali.

Raiva, fúria, brigas...

Você é uma-

Ele não terminou, pois Ishizu voltou rapidamente — como se tivesse medo de deixá-los sozinhos — com uma bandeja de prata.

— Aqui está. — sem delicadeza ela pousou a bandeja na frente da albina que segurou o riso. Aquilo estava saindo melhor que a encomenda.

Muitíssimo obrigada Karina, Seto tem sorte de ter você. — ela comentou com um sorriso. A egípcia revirou os olhos.

— Espero que esteja do seu agra-

— Mas que horrorozidade!!! Droga, vocês formaram algum complô para me evenenar!?!? — Kisara quase gritou logo que sentiu o mau cheiro de mais cedo no café, mas ao levantar resignada com aquilo a mão que estava segurando a xícara amarela bateu contra Ishizu que engoliu um grito quando a bebida castanha se derramou toda em cima de si.

Kisara piscou surpresa e Seto logo se levantou indo ao socorro da morena. A albina o viu inspensionar a outra com preocupação e revirou os olhos cristalinos voltando a si sentar.

— Ainda bem que eu pedi morno. Ainda sabe o significado disso Mariella?

Ísis a olhou com iris faiscantes antes de se afastar de Seto e sair com passos pesados. Dois segundos depois da porta bater ela foi segurada pelo pulso, seu corpo sendo impulsionado para frente e ela quase tropeçou quando se viu de pé e de frente com o rosto bonito de Seto.

Soltou um impropério pela surpresa.

Os olhos azuis encobertos por negritude estavam gelados, tanto quanto um iceberg gigante, e apesar de seu rosto não transparecer toda sua irritação, o ar quente que suas narinas soltavam dizia por ele.

— Onde quer chegar fazendo isso? — ele sussurrou roucamente. Kisara estreitou os olhos zangada, esquecendo-se do seu teatro por segundos.

— Você não vai querer saber Kaiba. — ela respondeu seriamente tentando soltar seu braço da mão do moreno. Foi em vão.

— Acredite Pegasus. Eu vou querer saber e quando isso acontecer... Quando eu descobrir, você sequer sonhará em dar um passo em diante.

Kisara bufou zombando.

— Até lá, eu estarei tomando um chá esperando você chegar a primeira pista.

Eles se olharam, desafiadores e perigosos como touros raivosos. Kisara movimentou a mão presa, sinalizando para que ele a soltasse e quando ele não o fez ela sorriu.

— O problema Seto, é que você está viajando alto demais sendo que a resposta está a sua frente... — ela disse e depois se aproximou mais, sua boca na altura dos ombros dele  — É simples... Se eu não posso ter, você também não pode.

Em seguida Kisara de súbito aproximou seus lábios nos dele, simulando querer beija-lo e o efeito foi o que esperava. Seto se afastou rapidamente como quem foge de uma praga esquecendo-se que a estava segurando. Previsível como uma criança.

Kisara jogou sua cabeça para trás gargalhando maleficamente, maliciosamente e verdadeiramente para depois pegar suas coisas, piscar o olho para ele, e sair rebolando em honra de seu triunfo.

Seto balançou a cabeça negativamente e abrindo a gaveta retirou uma das cópias do contrato do casamento para revisá-lo pela milionésima vez.

— Tem que haver uma maneira de me livrar daquela mulher...







Notas Finais


Heeeeeeeloooooo! Everybody is Okay? Yes? Good! Please click into the Litlle heart and comment what you think about the chapter.

My English is very bad! Sorry! Kkkkkk

Amo vocês queridos!!!


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