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História Obscure Love ; Sally Face x Leitora - Capítulo 2


Escrita por: _jimiglowp0

Notas do Autor


Yo! Como estão?

Boa leitura! ☕

Capítulo 2 - Dreams


Muitos pensamentos rondavam sua cabeça naquele momento, e para sua surpresa as primeiras aulas passaram voando. Você suspirou observando o restante dos alunos saindo da sala animados com o intervalo, você apenas os acompanhou até o refeitório. Não havia levado nada de casa para comer, não estava com fome alguma no momento.

Se aproximando da mesa aonde seus amigos estavam, você sentou-se ao lado de Sal e afundou o rosto sobre os braços, soltando um murmuro de frustração.

— S/N? — ouviu a voz de Sal, o garoto havia percebido sua inquietação naquele dia. — Tudo bem? Aconteceu algo?

Você apenas negou, sem responder nada ou erguer a cabeça para encarar seus colegas. Por outro lado, havia ficado nítido para todos ali que algo lhe incomodava, já que havia deixado tão visível.

— Não quer mesmo contar o que aconteceu...? — o menor insistiu mais uma vez, e então você virou o rosto apenas para encara-lo, observando os olhos azuis do mesmo carregados de preocupação.

— Uh, quero... — você disse, ainda pouco duvidosa. — Mas, não aqui... — concluiu, observando os outros colegas conversando no momento. Não que não confiasse neles, apenas se sentia de alguma forma mais segura com Sal. E também, não queria falar sobre aquilo abertamente ali, no refeitório e na escola, iria esperar até o fim das aulas para conversarem quando já estivessem em casa. Sal apenas concordou, respeitando sua vontade.

— Eu segui o concelho da S/N e trouxe comida de casa — Larry comentou, olhando para você que apenas riu, concordando com a cabeça.

— Por que? A comida da escola é ótima! — Chug disse então com a boca cheia, devorando o lanche como se fosse a única coisa que importasse no mundo, todos na mesa apenas riram.

[...]

O caminho até em casa havia sido um tanto silencioso, e Sal havia notado o quão pensativa e aérea você se encontrava novamente, o deixando ainda mais preocupado do que quando estava na escola. O garoto quase não conseguiu prestar atenção nas aulas direito imaginando o que poderia estar se passando na sua cabeça naquele dia.

Por sua vez, você mesma tentava compreender seus próprios pensamentos, seus sonhos se tornando cada vez mais frequentes e estranhos, flash's de memórias e recordações dos sonhos insistindo em lhe alcançar enquanto você estava em um de seus devaneios.

— E então, vão fazer alguma coisa hoje? — Larry quem perguntou logo após vocês adentrarem o prédio.

— Acho que vou tentar dormir um pouco, quase não consegui essa noite, estou cansada — você disse como desculpa, olhando de canto para Sal que também a olhava, parecendo buscar por algo. O garoto havia notado que era uma desculpa.

— Eu tenho que fazer uns trabalhos para a escola hoje, cara — Sal disse, e Larry olhou para vocês dois com a sobrancelha arqueada, mas apenas concordou com a cabeça.

— Bem, vejo vocês mais tarde então — e com um aceno de mão, o mais velho seguiu para o elevador.

— Meu pai vai ficar até mais tarde no trabalho hoje, se quiser podemos ir para o meu apartamento conversar, ninguém vai atrapalhar — Sal disse assim que a porta do elevador fechou e não avistaram mais Larry, então, você apenas concordou.

Seguiu o garoto até o elevador que ficara desocupado minutos depois, vendo o mesmo apertar o botão para o 4° andar. Aqueles minutos pareciam ter durado mais que o necessário, ambos estavam em silêncio, a ansiedade repentina lhe atingindo. Após as portas do elevador se abrirem ambos seguiram até o apartamento 402, e assim que entraram foram direto para o quarto de Sally. Não era tão diferente do seu, a não ser pelos quadros e alguns detalhes unicamente do garoto, mas a estrutura e até mesmo as cores das paredes, eram as mesmas, assim como provavelmente o restante dos apartamentos.

— Quer alguma coisa? Você não comeu nada na escola — ele ofereceu levando o olhar até você, que apenas negou e agradeceu. Ele não insistiu por mais que houvesse uma preocupação estabelecida ali, ele apenas se sentou sobre o colchão e a chamou para se sentar ao lado dele, e assim você fez. — No seu tempo.

— Uh, bom... — você começou, coçando a nuca enquanto pensava por onde começar. Eram tantos pontos, isso te afligia de alguma forma, principalmente não sabendo por onde começar ao certo.

E então, você sentiu o toque da mão de Sal sobre a sua, tentando lhe passar algum conforto. Você observou ambas, e então Sal acariciou a sua com o polegar.

— Eu ando tendo alguns pesadelos, eu não sei muito bem — você começou, sem desviar o olhar de sua mão junta a de Sal. — É como se eu buscasse por alguma coisa, sempre parecem ser reais, mas quando acordo eu simplesmente não lembro de mais nada, mas eu sei que aconteceu e que estão ali... — você disse, apertando a mão do garoto. — E sempre que acordo, eu sinto uma sensação estranha, eu não sei explicar ao certo... É como se fosse um déjá vu, algo me esmagando por dentro. As vezes, eu consigo ter alguns flash's dos sonhos, mas eu não consigo explicar o que são exatamente, pode soar como algo bobo, mas isso tem me deixado tão aflita ultimamente...

— Não é bobo — Sal tentou a tranquilizar, ainda passando a acariciar sua mão. — Consegue se lembrar pelo menos de algum detalhe?

Você negou. Realmente, não conseguia. Eram sonhos monótonos e você gostaria de classifica-los como sem importância alguma, mas lhe incomodava.

— É como se... Todos os dias eu sonhasse com a mesma coisa, ou como se nesses sonhos os objetivos sempre fossem os mesmos... E, quando estou chegando no final disso, eu acordo, e não me recordo de mais nada. — você contava, deixando um suspiro angustiado escapar.

— Talvez, seus sonhos possam estar ligados aos acontecimentos dos últimos meses, ou até mesmo a esse lugar — Sal iniciou, e então, sua atenção se estabeleceu totalmente ao garoto. — Bom, é aparente que há algo estranho que paira sobre os Apartamentos Addison além dos fantasmas, é claro.. Depois do assassinato da Sra.Sanderson, me lembro que comecei a ter pesadelos muito frequentes, não os tinha desde que minha mãe morreu — você apertou a mão do garoto, o assunto era de certo delicado, queria de certa forma passar algum conforto, confiança.

E bom, Sal confiava totalmente em você, não havia sombra de dúvidas. O garoto não negava, por mais que te conhecesse há apenas alguns meses, a confiança do baixinho era fortemente depositada em você e Larry.

— Pode ser... — você concordou, ainda um tanto incerta. Mas de fato, a observação de Sal era a única explicação para seus sonhos constantes, mas de certo modo, ainda lhe incomodava. — Eu só não consigo compreender o porquê de me incomodar tanto sendo que eu nem mesmo consigo me lembrar...

— Bom, muita coisa nesse lugar tendem a nos incomodar em algum momento — o de cabelos azuis disse, tentando lhe tranquilizar. — Talvez devesse tentar se distrair um pouco disso, não pensar tanto, não deixar sua atenção focar-se apenas nisso. Fará bem para você — ele segurou sua outra mão, e por mais que não conseguisse ver a expressão do rapaz por de trás da prótese, imaginava que ele estivesse sorrindo.

Você sorriu de volta, concordando com a cabeça desviando o olhar para ambas as mãos. Se lembrara da primeira vez em que você e o garoto haviam tido um contato físico mais "íntimo", havia sido o mesmo. Sal havia tomado sua mão para lhe confortar de algo que a chateava, e de imediato quando percebera o que acontecia ele se afastou, com as bochechas rubras e envergonhado. Você ria da forma em como o garoto ficara tão constrangido na época, se desculpando tantas vezes como se o que ele havia feito fosse errado.

Mas agora, por mais que se encontrasse tímida com os atos era normal, você gostava, se sentia segura. E Sal percebera isso, e também, havia se acostumado, e muito bem. Gostava de te ter por perto, e isso de sua parte, era recíproco.


Notas Finais


Boiolas, apenas KAKAK
Relembrando que irá ter atualizações recentes dessa história porque já tem mais de 20 capítulos prontos, enfim
O que acharam? Continuo?

Fiquem bem! A tia ama vocês ☕💜✨


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