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História Obsessão - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olááááááá queridos leitores!

Trago mais um capítulo para vocês, mas não sem antes agradecer por comentarem, por todo o apoio que vocês estão dando! Obrigada de coração!

Boa leitura para vocês!

Capítulo 9 - Sweet But Psycho


1 mês antes

Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil.

 

Sofia suspirou ao se deparar com mais uma foto com Tyler em seu celular, apagando-a rapidamente para não prolongar seu sofrimento. Quase um ano de namoro, para ele terminar com ela tão de repente. Ele a disse que ela merecia alguém mais estável e menos problemático. Mas, o que fazer quando o única cara que ela queria era exatamente ele?

 

-Sofia... volte ao trabalho. -Falou o pai calmamente, voltando a se concentrar nos fundos da loja. No fundo ela sabia que o pai apenas estava tentando distrai-la do término recente.

Mãe estadunidense e pai brasileiro. Se divorciaram quando ela tinha 12 anos, fazendo ela se mudar para os EUA novamente, mas precisamente em Arendelle, com a mãe. Voltava ao Brasil nas férias, o país que ela mais se identificava.

-Tudo bem? -Reconheceu a voz de um homem se aproximando no balcão. Estava tão distraída que nem havia percebido que haviam pessoas na pequena lanchonete de sua família, que ela estava trabalhando para ajudá-los.

-Ah sim... Claro. O senhor deseja alguma coisa? -Sofia se surpreendeu ao se deparar com um homem, que para ela era incrivelmente familiar e possuia um forte sotaque americano. Ele a lembrava alguém.

-Bom não parece... Você está meio... -Ele parou para pensar um pouco. Parecia que alguma palavra tinha sumido da sua mente.

-Meio triste né, papai? -Falou uma linda garotinha ao seu lado. Ela já dominava o português perfeitamente, melhor do que o homem.

-Não é nada... -Sofia respondeu. -Só alguns problemas, mas logo eu supero. -Ela disse em inglês, na tentativa de facilitar a conversa com ele. Por algum motivo ela sentia que o conhecia.

-Entendo... -Ele disse aliviado por voltar a ter uma conversa em sua língua materna. -Relacionamentos podem ser complicados.

-Como você sabe que tem haver com relacionamentos? -Perguntou Sofia curiosa.

-Você é nova... -O homem disse. -Esses são os problemas de adolescentes, causado na maioria das vezes por falta de diálogo. Converse com ele ou ela. Vou supor que vocês se gostam bastante.

-Acho que o senhor é um vidente. -Sofia respondeu brincando.

-Não... só to treinando para quando a minha filha chegar nessa fase. -Brincou pegando a menina no colo.

-Eu sou a Hope... qual o seu nome? -Indagou a menina.

-Sofia. - Se apresentou. -Prazer em conhecer vocês.

O cara estava perto de apertar sua mão. Ele iria se apresentar, era só uma questão de tempo até ela terminar de passar suas compras.

-Amor! -Chamou uma mulher. -Vamos logo! Agora! -Pediu, claramente muito nervosa.

-Mas... -Tentou dizer ele.

-Vem logo! -Falou mais alto. Todos da lanchonete voltaram a atenção para eles, deixando o albino envergonhado.

-Foi um prazer te conhecer. -Falou ele, saindo rapidamente acompanhando sua esposa.

O dia inteiro foi uma verdadeira tortura. Agora seus pensamentos foram voltados a buscar em todas as memórias de onde ela conhecia. Precisava descobrir. Sentia que era urgente.

Mas, não pode deixar de ficar surpresa, ao fim da tarde, limpar a mesa e se deparar com a carteira de motorista do homem, esquecido pelo mesmo. Ele tinha nome e sobrenome, idade e tudo o que fosse possível para ela juntar os pontos.

Jack Overland Frost. Esse era o seu nome. E foi a partir daí que memórias lhe tomaram impulso.

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-Esse é o meu pai. -Disse Tyler, mostrando um álbum de fotografias para ela. -Ele desapareceu. -Jack Frost, é o nome dele.

 

Ambos tinham apenas doze anos, ela havia acabado de chegar na cidade. Viraram amigos rapidamente

 

-Meu Deus... -Falou ela triste. -Eu sinto muito.

 

-Eu só tinha seis anos, e-eu não me lembro detalhadamente. -Alegava ele com a voz embargada. -S-só sei que um dia ele estava aqui e no outro... ela levou ele.

 

A história de desaparecimento mais conhecida da cidade. Sabia da existência de uma tal de Toothiana Collins, mas não que sua vítima havia sido o pai de seu novo amigo. Não ousou perguntar mais nada. Apenas o abraçou.

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Ela encarava a identidade perplexa sem nem acreditar no que estava acontecendo. Por isso que lhe parecia tão familiar. Aquele homem lhe lembrava Tyler, havia visto fotos dele. Ela havia acabado de encontrar Jack Frost.

 

 

 

 

Agora

 

Arendelle

 

Tyler

 

-V-você tá me dizendo que... -Tentei falar alguma coisa mais mas as palavras haviam desaparecido.

 

Sofia me mostrou a carteira de motorista... era ele. Claramente um pouco mais velho, mas era ele... meu pai estava vivo.

 

-Desculpa só tá te falando agora. -Falou Sofia quebrando o silêncio que ficou. -Eu fiquei todo esse tempo tentando investigar, mas desde aquele dia, é como se ele tivesse desaparecido de novo. -Afirmou.

 

-Porque provavelmente Toothiana percebeu que você desconfiou, ou algo do tipo. -Minhas mãos estavam trêmulas e eu sentia que estava fora de mim.

 

Sentei-me no sofá ainda atordoado.

 

-Mas... como que isso é possível? Os documentos, ele... -Me questionei me voz alta.

 

-Eu também pensei nisso. Daí eu me dei conta do furto que fizeram aqui na sua casa pouco tempo depois do desaparecimento do seu pai, que você me contou.

 

Há alguns anos atrás, meses depois do sequestro do meu pai, entrou alguém em nossa casa e roubou de nós todos os documentos possíveis que tínhamos do meu pai... certidão de nascimento, identidade, carteira de motorista... tudo. Óbvio que sempre soubemos que tinha relação com o sequestro, mas nunca descobrimos quem foi.

 

-É claro... -Afirmei juntando os pontos. -Toothiana pegou todos os documentos do meu pai para facilitar uma fuga! 

 

-E uma vida com ele. -Sofia disse me fazendo ficar confuso por alguns minutos, até entender do que ela estava falando.

 

-Eles estão juntos não estão? -Perguntei triste o que a fez apenas abaixar a cabeça e concentir. -Meu pai não faria isso. Não faria isso comigo, com a nossa família! Ele amava a minha mãe!

 

-Não acho que ele esteja fazendo isso porque ele quer, Tyler- Tentou me acalmar. -Ele parecia... infeliz com ela.

 

Ficamos alguns minutos em silêncio. Eu apenas tentava digerir todas as informações, que giravam na minha cabeça como uma roda gigante. Eu estava com raiva, porém confuso. Com raiva, pelo medo do meu pai estar vivendo ao lado daquela mulher nos deixando sozinhos e desesperados por anos, e confuso, pois no fundo uma voz me garante que Jack Frost nunca faria isso em sã consciência. Preferi ouvir aquela voz, pois queria confiar no lado daquele que eu pensava todas as noites.

 

-Seja lá o que isso for. ..Eu preciso saber. -Conclui fazendo Sofia me encarar. -Toothiana na época era a mulher mais procurada não só da cidade, mas de todo o estado. Ela não voltaria aqui de volta pra roubar documentos...

 

-A não ser se tivesse um cúmplice... -Sofia alegou me completando. -Quem ela mandou vim aqui?

 

-Talvez o único irmão que ela tinha algum contato. -Recordei-me da cara daquele homem estampada em vários jornais, logo após a volta do meu primo Antony. -Breu Collins. Preciso de mais informações vindas dele.

 

-E... como você conseguiria isso? -Perguntou.

 

-Conheço alguém que pode nos ajudar... -Afirmei me lembrando dela. Me levantei pegando as chaves da minha moto, na intenção de procura-la. -Você vem comigo, Soh? -Questionei. Não saberia como lidar se não tivesse ela ali do meu lado.

 

-É claro. -Disse ela com um sorriso compreensivo.

 

Subimos na moto e pegamos a estrada, mas não antes de escrever um recado para minha mãe dizendo para onde ia e que iria demorar um pouco. Não expliquei exatamente minhas intenções e suspeitas, pois não queria lhe dar falsas esperanças. Precisa cavar um pouco mais fundo antes de contar para ela o que estava acontecendo. Precisava absorver tudo que eu havia descoberto antes de anunciar que meu pai estava vivo.

 

Seguimos rumo à quem eu sei que pode nos ajudar.

 

Jack

 

-Como assim só na semana que vem? Vocês também me disseram isso na semana passada! -Exclamei nervoso pelo telefone.

 

Eu tentava concertar o problema que havia dado desde que perdi minha carteira de motorista, algo super necessário. Não podia viver em um paz sem respeitar leis óbvias. Toothiana se soubesse do sumiço dessa carteira daria um surto, e pior, iria querer se mudar de novo. Não aguento mais mudanças. Hope gosta daqui e não vejo porquê fazer isso com ela.

 

Essa é uma das coisas que eu nunca consegui entender durante esses anos de casamento. A necessidade de se mudar toda hora. Toothiana dizia que ela queria conhecer lugares novos, e não importava o quanto que eu relutava para não ir, ela sempre dava um jeito. Já mudamos de cidades várias vezes, ficamos na Inglaterra um tempo antes da Hope chegar, e quando viemos para o Brasil, já vivemos no Amazonas e no Rio de Janeiro, fazendo apenas 2 anos que estamos em Minas Gerais. Eu que tive que me virar para aprender uma nova língua em todos esses anos.

 

Eu queria ir embora. Queria sumir para bem longe dessa mulher. Mas, sinto que estou eternamente preso à ele, como se tivessem feito um pacto ou algo do tipo. Ela é única pessoa de minha antiga vida antes de perder a memória que eu conheço, além de já ter tentado suicídio após eu ter ameaçado ir embora. Não sei se iria me perdoar por ser responsável pela morte da mãe da minha filha um dia, por mais problemática que ela seja.

-CALA A BOCA! -Berrou Toothiana na cozinha. Bufei cansado. Óbvio que ela estava brigando com Hope de novo e desnecessariamente.

 

-NÃO VOU CALAR! VOCÊ É CHATA E MENTE! VOCÊ MENTE PRO MEU PAI! -Gritava Hope.

 

Elas duas tinham uma relação péssima. Era como se Hope se transformasse em uma adolescente quando brigava com a mãe. Toothiana era extremamente narcisista. É como se por ela, Hope não existiria. Mal sabe, que Hope é uma das poucas razões para eu ainda atura-la.

 

Separei as duas da briga e afastei minha filha, levando ela logo para o carro. Ignorei Toothiana dizendo que eu mimo demais a garota, que não a puno como deveria.

 

-Olha debaixo da última gaveta do armário que fica no closet, papai. -Pediu.

 

-O que? -Perguntei confuso.

 

-Tem um baúzinho lá dentro. -Alegou. -É só pegar a chave que a mamãe deixa em baixo da cama e abrir esse baú... tem... umas fotos esquisitas lá dentro.

 

Estávamos no carro a caminho da escola. Ao chegar lá, não deu tempo de Hope terminar todas as informações, e eu também não entendia mais nada.

 

-Ela é um bruxa má. Tipo aquelas dos filmes, mas bem pior. -Afirmou Hope se referindo a mãe e saindo do pai rapidamente.

 

Não liguei muito pelo fato dela não se despedir, pois ela fazia isso quando estava com raiva, igual está agora da mãe. Mas agora é diferente. Ela sabe de algo. Algo que eu provavelmente não vou gostar de saber.

 

Cheguei em casa pronto para fazer o que Hope falou. Precisava mesmo descobrir do que ela estava falando, o que a deixou tão pertubada.

 

-Oi, querido... -Disse Toothiana num tom de voz sedutor vestindo uma camisola. Não era possível... estávamos no meio do dia, ela realmente tava querendo isso? Apenas ignorei.

 

-Não vai dar, eu to ocupado. -Cortei logo suas intenções.

 

-Sério? -Perguntou ela aborrecida. -Você me diz que tá ocupado o tempo todo. Tô cansada disso. Não fazemos tem meses.

 

-Eu já te disse que eu to sem vontade... -Expliquei procurando a chave em sua gaveta, e ela nem percebeu o que eu estava procurando.

 

-Então vai em um médico! Que saco! O que eu posso fazer para você me querer? -Continuou questionando e eu explodi.

 

-EU NÃO SEI, TOOTHIANA! TÔ JUNTO COM VOCÊ FAZ 10 ANOS E NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DO QUE FAZER PRA TE QUERER! -Berrei. -VOCÊ GRITA E MENOSPREZA A MINHA FILHA, MENTE E OMITE DE MIM TANTOS FATOS SOBRE UMA VIDA QUE EU NÃO LEMBRO! O ÚNICO MOTIVO PARA TE QUERER DEPOIS DE TE TUDO ISSO SERIA TE AMAR, O QUE É QUASE QUE IMPOSSÍVEL PORQUE VOCÊ FAZ DA MINHA VIDA UM INFERNO!

 

-N-não fala isso amor! -Pediu ela chorando e se jogando no chão. Era sempre assim. Merda. -Eu te amo!

 

Achei a maldita chave e segui para o porão. Ela ficou pálida ao ver que do que se tratava.

 

-Por que tá pegando isso?-Ela falou indo para frente da porta me impedindo de passar.

 

Consegui tirar ela da minha frente e segui para o pequeno quarto onde estaria esse maldito baú. Toothiana continuava berrando e berrando, mas eu ignorava totalmente, até ela me jogar no chão.

 

-Não vou deixar você entrar aí! -Dizia chorando. -Você não vai entender, meu amor! Não faça isso comigo!

 

-Me desculpe, mas dessa vez não vou aceitar suas tentativas de me esconder verdades! -Consegui me levantar correndo rapidamente até o local.

 

Me tranquei lá dentro. Ela batia e chutava na porta desesperada, mas eu não queria ouvir. Mirei no baú que Hope mencionou, e ele abriu assim que girei nele a chave.

 

O que estava lá poderia mudar tudo. 


Notas Finais


E aí? Gostaram?

Deixem nos comentários suas teorias e opiniões!

Até o próximo capítulo! BJS!


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