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História Obsessão - Capítulo 3


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Notas do Autor


Obrigada a todos pelos comentários e favoritos!
Fico muito feliz como vocês comentam positivamente o meu trabalho.
Vocês são a minha motivação para continuar escrevendo fanfics!

Capítulo 3 - Segundo Contato


Algumas horas atrás...

 

Tom vestiu suas vestes e pôs o seu distintivo de monitor. Ele saiu de sua cabine, que dividia com Abraxas, Orion e Walburga, para fazer a ronda no trem. Uma das coisas que mais odiava, era o fato de sempre ser parado por alguma garota. Isso fazia seu sangue ferver de ódio. Passando por uma cabine, três garotas saíram de lá e pararam Riddle no corredor. Uma lufana, uma grifinória e uma corvina.

- Como vai Riddle?- Questionou a lufana.

- Vou bem. – Disse Educado. – E as senhoritas?

Todas deram risadinhas escandalosas. Tom detestava isso.

- Melhor agora que temos você aqui. – Disse a corvinal. – Suas férias foram boas?

- Sim, apesar de que elas sempre podem ser melhores. – Disse Tom.- Eu geralmente sempre fico sozinho.

- Ah, pobrezinho. – Disse a grifinória. – Qualquer coisa, eu posso te fazer companhia...

- Seria agradável, mas não seria prudente, afinal eu sou um garoto. – Disse Riddle dando seu melhor sorriso para elas.

Elas continuavam dando aquelas risadas histéricas que tanto irritavam Riddle, mesmo ele estando com uma cara sorridente para elas.

- Se está tão irritado, faça alguma coisa! – Ouviram uma voz gritar atrás no corredor.

Riddle se virou no mesmo instante e viu um garoto com vestes sem cores e a mão na cabeça, vindo em sua direção. O garoto se chocou contra Riddle e caiu no chão. Ele se virou e pegou os óculos que haviam caído longe. Ele se virou para eles e então pareceu por um momento chocado. Riddle lhe estendeu a mão, para o ajudar a se levantar, em uma tentativa de ser simpático, mas o garoto se levantou rapidamente.

- Desculpe. – Foi o que ele disse, antes de dar as costas e sair dali.

 As garotas deram aquelas risadinhas.

- Pobre coitado... – Disse a corvina. – Ele estava falando sozinho?

- Eu acho que sim. – Disse lufana. – Ouviram ele gritar?

- “Se está tão irritado, faça alguma coisa”. – Disse a grifinória. – Quem é que está irritado aqui?

Apesar de Riddle estar sorrindo, ele estava irritado. O garoto falara como se soubesse o que Riddle estava sentindo no momento.

- Sinto muito senhoritas, mas sou monitor e tenho que fazer a minha ronda. – Disse Tom. – Se me derem licença.

- Toda. – Disseram em conjunto.

Riddle então rumou para verificar o resto do trem. Chegando a Hogwarts, foi o mesmo de sempre. Ele se sentou na mesa da Sonserina, e como os demais observou a seleção dos novos alunos. Ele olhou e viu o garoto que havia esbarrado nele no trem. Ele era um aluno transferido pelo visto. De onde será que ele tinha vindo?

Após a seleção dos demais alunos, foi a vez do garoto.

- Esse ano, temos um aluno transferido de llvermorny para Hogwarts. – Disse o professor Dumbledore. – Harry Potter, venha ser selecionado.

- Um Potter? – Disse Abraxas. – Mais um Potter?

- Deve ser parente do Fleamont. – Disse Walburga.

- Provavelmente outro traidor de sangue que vai para a grifinória. – Disse Orion.

- SONSERINA! - Gritou o chapéu seletor.

Houve um breve silencio na mesa da Sonserina. Na mesa da grifinória o choque era obvio. Os sonserinos começaram a aplaudir o novo membro de sua casa. As vestes dele mudaram para a cor da Sonserina. Ele ia se sentar junto aos primeiro anistas, mas Abraxas tomou a frente.

Ouvindo o garoto conversar soou bastante interessante. Talvez agora Riddle pudesse ter mais um seguidor. Apesar de Riddle sempre ser encarado pelos alunos, devido a sua beleza, Harry em nenhum momento olhou para ele. Será que ele estava envergonhado pelo que aconteceu no trem? Riddle logo saberia. Após o jantar, os alunos novos foram guiados para o salão comunal. Após Riddle ter falado as regras, percebeu que Harry pareceu chocado. Provável que em sua antiga escola não tinha essas regras.

- Venha Harry. – Disse Abraxas. – Seu quarto é por aqui.

Harry estava seguindo Abraxas e Riddle aproveitou esse momento para tentar invadir a mente do garoto, e quem sabe conhecer mais do mesmo. Ficou surpreso quando subitamente Harry se virou para ele e o encarou. Riddle sabia que o garoto percebeu sua tentativa de invasão. Sorriu como sempre fazia, mas Harry se virou para frente, o ignorando completamente. Isso o irritou. Ele queria respostas. Se aproximou com aquele olhar que fazia qualquer um sair correndo, o que foi o caso de Abraxas. Quando este viu Riddle se aproximar com fúria nos olhos, se despediu e saiu correndo. Antes de fazer qualquer coisa, Harry conseguiu entrar no quarto e fechar a porta bem na cara de Riddle.

Tom ficou um tempo parado em frente a porta, mas suspirou e saiu de lá. Ele teria mais chances de falar com ele depois.

 

--

 

Harry ficou aliviado ao perceber que a sombra na fresta havia sumido. Respirou fundo por um momento e passou algumas magias pelo quarto. Queria ter certeza de que Riddle não tentaria nada. O quarto era espaçoso. Tinha uma cama de solteiro, um guarda roupa e uma mesa de canto com uma cadeira. Harry desfez a mala e começou a guardar suas coisas. A capa foi escondida no malão. Harry trocou de roupa e se deitou, ficando com a varinha em baixo de seu travesseiro.

Na manhã seguinte, Harry se acordou cedo. Ele caminhou até o banheiro principal masculino que ficava no salão, só para ficar boquiaberto. O banheiro era enorme. Totalmente feito em mármore verde e branco. Haviam estátuas esculpidas a mão para todos os lados. Haviam o que pareciam piscinas de um lado, as cabines ficavam mais afastadas, para dar privacidade. Haviam várias pias. Em um canto haviam alguns chuveiros e do outro haviam banheiras. Harry estava boquiaberto olhando aquilo, que nem percebeu que haviam alguns sonserinos de banhando em uma das piscinas.

- Hey Potter! – Gritou Abraxas.

Só então Harry percebeu os rapazes. – Ah, bom dia!

- Venha aqui! – Disse Abraxas com um sorriso. – Essa piscina é térmica. Hoje vai ser um dia bem complexo. Vamos relaxar antes de enfrentar as aulas de hoje.

Harry ficou envergonhado. Ele nunca pensou em tal situação. Os rapazes estavam nus na piscina.

- Se você tem vergonha, nós nos viramos. – Disse Abraxas.

Na piscina com ele estavam Orion e outros quatro rapazes.

- Ah, pode ser. – Disse Harry.

Os rapazes e se viraram e Harry entrou na velocidade da luz, ficando em um canto mais afastado deles.

- Hey, a gente não morde. – Disse Orion.

Harry apenas sorriu e se permitiu relaxar na banheira. Realmente aquilo estava sendo maravilhoso. Os rapazes conversavam sobre coisas aleatórias e Harry nem percebeu Abraxas se aproximando dele. Provavelmente para falar algo, mas ficou quieto por um momento.

- O que é isso no seu ombro? – Questionou Abraxas.

Harry olhou para seu ombro esquerdo. As marcas que o dragão lhe deixara, viraram cicatrizes.

- Ah, isso?- Questionou Harry, apontando para a cicatriz.- Foi de um dragão que eu matei ano passado.

Harry disse sem pensar muito, mas logo um silencio pairou sobre a piscina. Os garotos pararam de conversar e olharam para ele de olhos arregalados.

- O que? – Questionou Abraxas surpreso. – Um dragão?

- Sim, um rabo-córneo húngaro. – Disse Harry.

- Você está falando sério? – Questionou Orion.

- Estou. – Disse Harry.

- Poxa vida!- Disse Abraxas, surpreso. – Um dragão!

Harry sorriu. Então ele podia chamar a atenção de Abraxas com os seus feitos.

- Foi de longe o animal mais perigoso que já enfrentei. - Disse Harry. – Quando eu tinha doze anos, matei um basilisco adulto, com uma espada e a ajuda de uma fênix. – Harry mostrou uma cicatriz no seu braço direito. – Ele tentou me abocanhar, mas consegui enfiar a espada pela boca dele e atingir a cabeça, onde ficava o coração. Uma das presas dele perfurou o meu braço, e se não fosse pelas lagrimas da fênix, eu estaria morto agora. Ela já tinha me ajudado bastante ao cegar a criatura e ainda salvou minha vida no fim.

Abraxas ficou boquiaberto, bem como os outros rapazes.

- Você enfrentou essas coisas na sua antiga escola? – Questionou Abraxas.

- Sim. – Disse Harry. – Essas coisas começaram desde meu primeiro ano. No meu primeiro ano, eu enfrentei um trasgo montanhês adulto, um cão de três cabeças, visgo do diabo, um ser maligno que bebia sangue de unicórnio na floresta e um professor que passou o ano inteiro tentando me matar.

Abraxas o olhou incrédulo. - Meu deus!

- E ai? – Questionou Orion. -  O que aconteceu? Um professor te atacou e?

Harry nunca parou para perceber o que havia feito com Quirrell aquele dia. Harry se encolheu e olhou para a água.

- Eu matei ele. – Harry disse encarando a água.

Ouve um silencio mortal no banheiro.

- Foi a primeira vida que tirei...- Harry disse, encarando as próprias mãos. – Eu o fiz virar pó nas minhas mãos...

Todos viram que a expressão eufórica de Harry se perdeu com aquela história.

- Pelo menos você se livrou dele. – Disse Orion. – Agora ele nunca mais vai poder te machucar.

Harry sorriu. – Ele teria que entrar para a fila.

- Caramba...- Disse Abraxas. – Nunca pensei que uma escola poderia ser tão perigosa.

Harry sorriu. – Gostaria de ter uma no tranquilo ao menos uma vez...agora tenho que enfrentar os N.O.M.S.

Abraxas deu um sorriso e uma batidinha no ombro de Harry. – Relaxa. Sonserinos cuidam dos seus. Se tiver com problemas, basta dizer.

- É. – Disse Orion. – Podemos te ajudar se estiver com dificuldade em alguma matéria.

- Obrigado. – Disse Harry.

- Você realmente passou por maus bocados...- Disse uma voz mais afastada.

Riddle estava em uma piscina sozinho, mais ao fundo. Ele ouviu toda a história que Harry contou e ficou curioso com o mesmo. Apesar de estar com os olhos fixos em Harry, o mesmo nem o olhou. Continuou olhando para os meninos.

- Acho melhor eu sair. – Disse Harry. – Vou me vestir e ir tomar café.

- Vamos com você. – Disse Abraxas.

Os meninos se levantaram na hora. Harry virou o rosto no mesmo instante.

- Haha. – Riu Orion. – Parece uma garota envergonhada.

- Não é como seu eu quisesse ver. – Disse Harry. – Cadê aquela história de privacidade?

Abraxas riu. – Em março você vai ver de todos os meninos.

Harry ficou estático. – Como assim?

- Ostara. – Disse Abraxas.

- Isso eu sei. – Disse Harry. – Meu primo, Fleamont, mencionou que vocês faziam algo em março e...

- O que ele te disse?! – Berrou Abraxas.

Aquela voz animada, fora substituída por uma mais fria e enraivecida.

- Ele não me disse nada. – Disse Harry. – Só me disse que vocês praticavam os sabbats no salão comunal, porque não comemoram os feriados bruxos na escola...

Aquilo foi um pouco assustador para Harry.

Abraxas suspirou. – Ah, foi só isso? É verdade... nós praticamos os sabbats no salão comunal...

- Mas o que quis dizer com isso de “em março você vai ver de todos os meninos”? – Harry questionou.

Isso soou estranho, ainda mais lembrando da expressão no rosto de Fleamont ao mencionar isso.

- Bom...te contarei depois do yule. – Disse Abraxas.

- Eu quero saber agora. - Disse Harry.

- Não vou te contar. – Disse Abraxas.- Vamos sair e nos vestir. Você pode sair depois. Vamos te esperar lá fora.

Harry ouviu os meninos saírem da piscina. Ouviu passos e logo percebeu que eles haviam saído do banheiro. Na hora que foi se levantar, ele ouviu a voz de Riddle.

- Eles homenagem a deusa da fertilidade, amor e do renascimento em março. – Disse Riddle.

-Ah, ok. – Disse Harry, que havia se levantado e logo correu para pôr suas vestes e saindo do banheiro.

Tom ficou mais um pouco na piscina. Ele imaginava como Potter iria reagir quando soubesse o que acontecia em março, além do que aconteceu com Fleamont nesse mês.

 

--

 

Harry foi para o grande salão acompanhado dos meninos. Eles conversavam sobre coisas aleatórias. Harry avistou de longe Fleamont conversando com outro grifinório.

- Eu já volto. – Disse Harry se afastando dos sonserinos.

Harry se aproximou de Fleamont. – Bom dia primo!

Fleamont olhou para ele e logo sorriu. – Bom dia! Como foi sua primeira noite no ninho de cobras?

Harry revirou os olhos. - Não implique com a minha casa...- Logo deu um sorriso. – Foi tudo bem. Sabia que temos quartos individuais? Eu tenho um quarto só para mim.

Fleamont arregalou os olhos por um momento, logo fazendo um beiço.- Poxa vida, é sério? O que eu não daria para não ouvir os roncos do Septimus a noite toda.

- Hey! – Disse o grifinório a seu lado.

Harry nesse momento olhou para o garoto. Ele tinha cabelo ruivo e os olhos o lembravam de Arthur.

- Ah, mas que falta de educação. Harry, esse é Septimus Weasley.- Disse Fleamont.

- Prazer. – Disse Harry lhe estendendo a mão. - Harry Potter.

Septimus apertou sua mão. - Prazer. Fleamont ficou chateado ontem, sabia? Ele achou que você viria para a grifinória.

Harry sorriu. – Eu tinha avisado a ele que eu poderia não ir.

- É, você acabou acertando. – Disse Fleamont.

- Melhor irmos tomar café. – Disse Harry. – Logo teremos aula.

- É verdade. – Disse Fleamont. – Até mais então.

Assim que Harry se despediu, ele foi para a mesa da Sonserina, onde ficou mais afastado dos sonserinos. Ele sabia que não poderia se apegar muito a eles, mas os rapazes insistiam em ficar ao seu lado. Uma coisa que Harry notou em Abraxas, era que ele sempre estava olhando para seu primo Fleamont na mesa da Grifinória. Fleamont sempre se sentava de costas para a mesa da Sonserina. Haviam mil e uma perguntas que Harry queria resposta, mas não poderia as obter ainda.

Não demorou muito para o professor Slughorn passar distribuindo os horários das aulas para os alunos. Harry parecia empolgado com poções. Agora, sem Snape, tudo parecia mais fácil. A primeira aula do dia foi herbologia. O professor após a aula deu uma tarefa para ser entregue na próxima aula, que ocorreria em três dias. Na aula seguinte, poções, Harry gostou bastante do professor Slughorn. Ele parecia muito mais agradável do que Snape.

- Bem alunos! – Hoje eu tenho para vocês uma pequena lição...Como sabem, esse ano vocês tem N.O.M.S. Eu vou fazer desafios em todas as aulas e passarei uma tarefa. Aquele que tiver total sucesso no desafio, não precisará fazer a tarefa. Aqueles que perderem, vão ter que fazer um pergaminho de um metro sobre as vantagens de se moer asas de fadas nas poções. – Disse ele animado. Vocês poderão fazer em dupla.

Quando o professor falou isso, todos os sonserinos, menos Harry, se atiraram em Riddle, pedindo para que ele fosse sua dupla.

- Ho ho. – Disse o professor. – Eu não disse que deixaria vocês escolherem as duplas.

A animação do povo se foi.

- Eu vou sortear. – Disse o professor.

Ele pegou um pequeno potinho, com pedaços de pergaminhos dentro.

- Vocês vão fazer hoje a poção da força vital. – Disse Slughorn. – Agora, ao sorteio das duplas.

Slughorn começou a tirar os papeis e dizer o nome das pessoas que iriam fazer pares.

Harry ficou como par de um corvino chamado Roman Soyer. Abraxas ficou com outro rapaz da Sonserina, que Harry conheceu por Vincent Heavensbe. Tom, como na maioria dos casos, ficou com uma corvinal que o encarava como se fosse o devorar. Harry podia sentir sua cicatriz formigar. Tom deveria estar se sentindo incomodado.

- Podem começar. – Disse o professor.

Harry começou moendo as asas de fada, enquanto Roman esmagava os ovos de fadas mordentes. Enquanto faziam a poção, Harry percebeu o caos na sala, com alguns caldeirões explodindo, algumas poções ficando estranhas, alguns alunos simplesmente desistindo, mas ao mesmo tempo, haviam outros concentrados. Riddle era um deles. Ele manuseava com precisão a faca para cortar as asas de fada, mas a corvina ao seu lado, estava mais interessada em o olhar, do que fazer a poção. Harry e Roman pareciam satisfeitos, pois a poção estava na cor exata.

- Muito bem, o tempo acabou. – Disse Slughorn.

Ele passou de mesa em mesa, olhando para as poções dos alunos.

- Tente um pouco menos de libélulas da próxima vez, Sr. Malfoy.

- Moa mais as asas de fada, Sr. Nott.

- Menos ovos de fadas mordentes, Sr. Brown.

E assim foi até a mesa de Riddle. O professor olhou a poção entusiasmado. – Oh, meu jovem! Você chegou mais perto que todos!  - Slughorn mechou um pouco a poção. – Você precisaria colocar os ingredientes na ordem e no tempo exato. É mais difícil em dupla, eu imagino. Um não tem o mesmo ritmo do outro.

Slughorn veio em direção a mesa de Harry e Roman, logo olhando o caldeirão e sorrindo em seguida. – Pelas barbas de Merlin! Deixe-me testar.

 O professor tomou um pouco da poção e conseguiu facilmente erguer a mesa com todos aqueles apetrechos, com uma única mão.

- Sim! Uma poção perfeita! Parabéns Sr. Potter e Sr. Soyer! Vocês não precisarão fazer a tarefa. Vocês fizeram um verdadeiro trabalho em equipe! – Disse Slughorn animado. – Coloquem suas poções nos frascos e deixem na minha mesa.

Harry e Roman assim o fizeram.

- Poxa, tivemos sucesso. – Disse Roman. – Confesso que no começo achei que não daria muito certo.

Harry sorriu. – Sim, eu acreditei no mesmo. O professor deve ter feito esse sorteio, pois sabia que aconteceria de muitos alunos quererem se escorar no que teria mais habilidade para executar a tarefa. Com isso, ambos da equipe teriam que se esforçar. É mais justo assim.

Roman deu uma batidinha no ombro de Harry. – Uma ótima conclusão. Você teria se dado bem na Corvinal.

- Mas ele é da Sonserina. – Disse Malfoy mal humorado. – Agora dá o fora, Soyer.

- Como sempre educado, Malfoy. – Disse Roman. – Nos vemos por ai Harry.

Logo que Roman saiu, Abraxas ficou na frente de Harry. – Isso foi impressionante.

- Eu apenas considero um trabalho a menos. – Disse Harry. – Ainda vou ter várias tarefas para fazer das outras matérias. – Disse Harry.

N.O.M.S. não eram brincadeira. O nível de crueldade dos professores estava alarmante. Depois do almoço e das aulas da tarde, Harry tinha tantas tarefas já no primeiro dia que precisou ir na biblioteca pegar livros. Em determinado momento, enquanto empilhava os livros para levar, ele sentiu um arrepio na nuca. Ele sabia que Riddle estava ali. Harry não se virou. Ele ficou procurando os livros nas prateleiras.

- Se está procurando um bom livro para o trabalho de aritmância, te aconselho o Numeral das Artes Arcanas. – Disse Riddle se aproximando.

- Oh, obrigado. – Disse Harry olhando para um dos livros que pegou na estante.

Ouve um breve silencio, até Riddle falar novamente.

- Sinto uma enorme hostilidade de sua parte contra mim...Tem algo que eu tenha feito a você? – Questionou Riddle.

Harry quis rir da ironia, mas se manteve sério.

- Não. – Disse Harry se sentando e pegando um pergaminho para começar a fazer o trabalho de herbologia.

Tom se sentou ao lado dele, como se esperasse alguma resposta mais elaborada. Harry não queria que Riddle o ficasse encarando.

- Você não vai fazer os seus trabalhos? – Questionou Harry.

Riddle sorriu. - Eu terminei todos eles a algumas horas.

Harry não era um tolo. Ele sempre soube que Voldemort sempre foi um aluno talentoso. Ao invés de demonstrar surpresa, ou qualquer reação, Harry apenas respondeu um “ok”, e continuou a fazer seu trabalho.

Sua cicatriz ardeu. Riddle estava irritado. Ele esperava que Harry ficasse impressionado. O garoto ignorava sua presença desde o primeiro dia, e agora, ainda tinha audácia de não achar seu feito incrível?

- Quer uma ajuda? – Questionou Riddle, com uma voz agradável.

- Não. – Disse Harry, lendo sobre plantas carnívoras.

A cicatriz ardeu mais.

- Amanha você receberá mais tarefas. – Disse Riddle. – Provavelmente vai estar exausto até o fim de semana... posso te ajudar sem problemas.

- Não precisa. Ficarei bem. – Disse Harry, anotando suas ideias no pergaminho.

Sua cicatriz pulsava.

- Eu insisto. Você veio de outra escola, e agora tem que se adaptar a nossa. – Riddle disse, se sentando um pouco mais perto. – Eu imagino que pode passar por muitas dificuldades, por isso, me deixe te ajudar.

Harry percebeu que teria que dar uma resposta mais elaborada para se livrar de Riddle.

- Olha, eu agradeço, mas eu quero fazer meus trabalhos sozinho. Quero testar meus limites. Quero provar a mim mesmo que posso superar esse desafio, bem como sempre superei os outros. – Disse Harry olhando suas anotações. – Eu tenho que acreditar em mim, Riddle, e não ser mais um para você carregar.

A cicatriz de Harry ardeu ao ponto de ele fechar os olhos.

- Mais um para mim carregar? – Questionou Tom.

Harry respirou fundo e olhou para Tom. Agora ele podia ver nitidamente o rosto de Tom. Realmente, ele era um rapaz bonito. Não tinha como alguém não olhar para ele.

- Sim. Eu imagino que você seja um aluno brilhante, e que por isso, muitos outros sempre querem estar com você, pois assim eles atalham muitas coisas. – Disse Harry. – Realmente foi um fato notável que você conseguiu fazer todos os trabalhos em algumas horas. Isso é mérito totalmente seu. Eu quero fazer o meu trabalho por mérito meu, e não recebendo ajuda do melhor aluno que temos, pois assim vão dizer que eu consegui porque tive sua ajuda, e não porque eu fiz.

A dor de sua cicatriz diminuiu, o que fez Harry perceber que isso havia acalmado Riddle.

- Entendo. – Disse ele, mas logo deu um sorriso. – Mas, se precisar pode me procurar.

- Ok. – Disse Harry voltando a ler seu livro.

Riddle ainda ficou um tempo o encarando. Isso foi até Fleamont aparecer com Septimus.

- Hey Harry. – Disse Fleamont sorridente.

- Oh, como vai Fleamont? – Harry deu um grande sorriso.

Fleamont se sentou na frende de Harry, e ao seu lado Septimus.

- Tudo ótimo, só estou cansado. Muitos trabalhos. – Disse Fleamont.

Ele olhou para Riddle por um momento.

- Estou atrapalhando alguma coisa? – Questionou Fleamont.

- Não. – Disse Harry. - Eu acredito que o Riddle já estava de saída, não é?

A cicatriz de Harry ardeu para um inferno.

- Claro. – Disse Riddle sorrindo. – Lhe vejo mais tarde.

Riddle se retirou dali calmamente, mas Harry sabia que ele estava com raiva.

- Cara esquisito. – Disse Septimus.

- Vamos fazer o trabalho de Herbologia. – Disse Fleamont.

- Opa, é o que eu estou fazendo agora. – Disse Harry animado. – Vamos fazer juntos?

- Então ok. – Disse Fleamont.

De longe Riddle viu a cena. O garoto abertamente negou sua ajuda, mas estava aceitando compartilhar com Fleamont e outro. Riddle sentiu algumas pessoas se aproximarem dele. Eram a Abraxas, Orion e mais alguns sonserinos. Abraxas olhava para o sorridente Fleamont, que parecia rir de alguma coisa que eles conversavam. Riddle olhou para ele e teve uma ideia.

- Hoje à noite teremos uma reunião. – Disse Riddle.

Todos entenderam o que significava. A noite, logo após todos estarem dormindo, o pequeno grupo passou um feitiço de desilusão e rumaram para a sala precisa. Riddle já os esperava.

- Hoje farei uma reunião mais atípica... – Disse Riddle. – Eu pretendo testar o Harry, para ver se ele é digno de se juntar a nós.

Muitos se entreolharam.

- O Potter? – Questionou Abraxas.

- Sim. – Disse Riddle. – Se tudo o que ele disse for verdade, então ele deve ser muito poderoso. Precisamos de pessoas assim, sem contar que seria mais um puro sangue ao nosso lado.

Todos concordaram.

- Armin, você ficara encarregado do primeiro teste, amanhã à noite. - Disse Riddle.

Armin concordou um a cabeça. - Farei isso Milord.

- Ótimo, agora... vamos aos relatórios.

Após uma série de assuntos relacionados a ideia de sua nova ordem mundial, os rapazes começaram a sair.

- Abraxas. – Disse Riddle. – Você fica. Quero conversar.

Abraxas engoliu a seco, mas se sentou obediente.

- Porque não fala mais com Fleamont? – Questionou Riddle.

Abraxas o olhou incrédulo, mas logo olhou para o chão. – Não acho que devo milord...

- Você o usou no Ostara em março. – Riddle o olhou arqueando a sobrancelha. – Achei que tentaria novamente.

- Não depois da forma como ele reagiu. – Disse Abraxas.- Todos concordaram em não contar nada. Até mesmo ele.

- Entendo...- Riddle se levantou e foi em direção a Abraxas. – O que pretende fazer no Ostara desse ano?

- Milord, você sabe que tem que ser com a mesma pessoa, ou alguém que tenha o mesmo sangue. – Disse Abraxas. – Eu pretendo usar Harry esse ano.

Os olhos de Riddle o fuzilaram. – Ficou louco? Potter é de nossa casa.

- Você sabe que ele não será machucado... Eu não machuquei Fleamont.

- Se não o machucou, porque ele te odeia tanto? – Questionou Riddle.

Abraxas encarou o chão. – Eu o machuquei de outra forma. Trai a confiança dele quando pratiquei a homenagem. Ele se ofendeu e resultou no estamos agora.

Riddle suspirou. - Você vai usar o Fleamont novamente. Esqueça o Harry.

Abraxas o olhou.- Mas milord, eles compartilham o mesmo sangue...o Harry parece ser mais aberto e...

- Você ofenderá a deusa ao escolher outra pessoa. – Disse Riddle. – Se esqueceu de que tipo de pessoa deve ser usada na homenagem?

Abraxas encarou o chão novamente. – Não milord...

- Então, sabe que não pode ser outro senão Fleamont. – Riddle começou a se afastar. – Vai tentar reatar a amizade que vocês tinham. Potter suspeita de algo. Eu fico imaginando como ele iria reagir ao saber o que você fez ao primo dele.

Abraxas arregalou os olhos.

- Se tudo o que ele disse for verdade... você não será nem mesmo um desafio para ele. – Disse Riddle. – Pode ir.

Abraxas se levantou e saiu de lá o mais rápido que pode. Riddle sorriu. Poderia pôr o seu plano em prática logo.

Na manhã seguinte, Harry se levantou e fez a sua higiene. Ele se vestiu e foi para o grande salão, no meio do caminho acabou encontrando Fleamont e Septimus. Eles estavam com cara de quem não havia dormido nada.

- Bom dia. - Disse Harry. – Mas que cara são essas?

- Dormimos mal. – Disse Fleamont. – Trabalho de poções.

- Poxa, se quiserem eu posso ajudar e...

Um braço se pôs no ombro de Harry. Era Abraxas. Ele olhou diretamente para Fleamont.

- Como vai, Potter? – Questionou Abraxas sorrindo.

Fleamont ficou sério. Ele fechou os punhos, o que fez Harry perceber que ele estava muito irritado.

- O que quer, Malfoy? - Questionou Septimus.

Ele também aparentava estar furioso.

Abraxas arqueou a sobrancelha. - Eu não falei com você, Weasley.

- Não devia andar com esse cara Harry. – Disse Fleamont. – Ele não presta.

Antes de Harry falar alguma coisa, Abraxas tirou o braço de seu ombro e se aproximou de Fleamont.

- Nós nunca mais conversamos... – Disse Abraxas com as mãos nos bolsos da calça. – Eu quero conversar com você e...

- Cale a boca! – Gritou Fleamont. – Você contou ao Harry?! Contou o que você fez?!

Harry arregalou os olhos. No corredor, vários alunos pararam para olhar a cena.

- Obvio que não. – Disse Abraxas. – Do mesmo jeito que sei que você também não contou...

Fleamont olhou para Harry. Seus olhos eram de pura raiva.

- Escute Harry... se esse desgraçado, ou qualquer um deles tocar em você de um modo estranho... não hesite. Mate! – Disse Fleamont.

Abraxas arregalou os olhos. Provavelmente não esperava isso.

- Se nenhuma daquelas coisas que você enfrentou teve a menor chance contra você...Eles não vão ser nada. – Disse Fleamont.

- Melhor nós irmos. – Disse Septimus, tentando arrastar Fleamont com ele.

- Fique longe do meu primo, Malfoy! – Gritou Fleamont, sendo arrastado por Septimus.

Depois que eles já estavam longe, Abraxas passou a mão na cabeça.

- Nossa...- Disse Abraxas. – Seu primo é esquentadinho...

- O que você fez para ele? – Questionou Harry. Seu tom de voz dizia que ele não estava para brincadeira.

Abraxas olhou para Harry por um momento.

- Desculpe... não posso te contar. – Disse Abraxas.

Harry o olhou feio. – Escute...eu quero saber o que você fez para o meu primo.

Harry começou a chegar mais perto de Abraxas. O olhar sério dele dizia que ele não estava brincando.

- Não me obrigue a descobrir por mal. – Disse Harry.

- Sinto muito... – Disse Malfoy. – Você vai saber quando a hora chegar.

Abraxas saiu dali o mais rápido que pode.

Harry bufou no corredor. O que será que teria acontecido? Será que Malfoy implicava com Fleamont, bem como Draco com ele?

- Está curioso? - Questionou Riddle atrás de si.

Riddle esperava que Harry se virasse e afirmasse. Ele queria sentir que tinha algo que o garoto fosse querer dele, mas Harry o olhou por um momento.

 - Uma hora, cedo ou tarde, por bem ou por mal, eu vou saber. - Dizendo isso, Harry saiu dali e foi tomar seu café.

Sua cicatriz ardeu, mas Harry tinha mais o que pensar no momento.

Riddle ficou um tempo no corredor, vendo Harry sair dali. Ele nunca era rejeitado, mas Harry estava testando sua paciência a um nível que Tom nunca imaginou que seria capaz de aguentar. A iniciação de Harry começaria naquele dia. Ele mal podia esperar para saber como Harry reagiria ao ser atacado no meio da noite.

 

Continua...



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