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História Obsessão do esquizofrênico 908 (imagine Felix - Stray kids) - Capítulo 2


Escrita por: Hot_Sweet_2

Notas do Autor


Tomás é um novo personagem dentro da história!

Capítulo 2 - Tomás


---- SN você não sabe que não deve mexer nas vitrines?! Vê se aquele louco te pega! ---- Sua mãe gritava enquanto arrastava a sua filha para longe.

---- Mas ele não parecia mau, ele até sorriu pra mim. ---- A garota sorriu e deu um giro no lugar.

---- SN... ---- Sua mãe parou e passou a mão na testa. ---- Ele é doente, assim como todos esses também. ---- SN olhou de uma forma diferente para a sua mãe.

---- Então quer dizer que eu também sou? ---- Seu olhar começou a entristecer e ela começou a fazer bico.
---- Filha, não foi o que eu quis... ---- Sua mãe tentou colocar as mãos em seu rosto mas SN começou a correr pela direção de onde foi puxada.


Ela estava chorando e apenas corria pelo o corredor de volta para perto de Felix, que estava dormindo agora por conta do calmante. Ela se sentou em frente à vitrine e começou a chorar. O sorriso de Felix de mais cedo trazia ela conforto, e, principalmente, porque ela pôde ouvir os gritos de Felix.


"---- Ela deve ficar comigo....Não vou deixar machucar ela...".
Aquela frase, que somente ela pôde ouvir, a deixava mais tranquila e sentia aquela proteção vindo. Mas ela via que ele não estava consciente no momento, então ela resolveu conversar com o seu amigo imaginário.

    Seu amigo se chamava Tomás. Ela imaginava ele como uma marionete e sempre conversava com ele quando se sentia sozinha. Sua imaginação era tão grande que ela poderia ver como se fosse uma pessoa real em sua frente. Era fantástico.

Mas será que é somente ela que pode o ver? Será que ele pode ser um ser real invés de um ser imaginário? Ninguém sabe. Mas a única explicação para saber se aquele ser que ela tanto imagina existe, é se outra pessoa puder ver também. Se mais de duas pessoas vê, quer dizer que o ser que achavam que imaginavam existe realmente, mas só aparece para essas cujas pessoas. Mas não se sabia ainda que ser era aquele e se ele for real ou só fruto de imaginação de SN, mas ver ela via. Sempre aparece quando ela chama.


---- Tomás. ---- Ela chamou baixo enquanto chorava.

Logo ela sentiu um toque em seu ombro e se virou para trás. Ele tinha cabelos enrolados pretos até o ombro e tinha pele morena um pouco escura. Seu rosto era pintado como de um apresentador de circo e se movia como um boneco. Quando era pra andar, ele ficava de barriga pra cima e os pés e as mãos no chão, andando de quatro de cabeça pra baixo. Era um ser flexível e bem resistente.


---- Tomás. ---- Ao ver, ela abraça o mesmo.

---- Está tudo bem, SN? ---- Ele perguntava calmo e acariciava os cabelos dela.

---- Não! ---- Falou alto. ---- Eu não estou bem. Minha mãe está querendo me internar aqui porque sou uma doente. ---- Ela começou a chorar mais alto.

---- Bom, de qualquer forma, eu estou aqui, não estou? ---- Sorriu e acariciou seu rosto.

---- Eu não seria muita coisa se não fosse você. ---- Ela o abraçou.

   Mas o que as pessoas ao redor viam era ela abraçando um "nada"  cochichavam entre si. Ela sabia que ninguém podia ver além dela e se envergonhava em parece uma louca. Ela o puxou para mais perto da vitrine de Felix que ainda estava dormindo.

---- Quem é ele? ---- O garoto marionete perguntou.

---- Meu anjo da guarda. ---- Sorriu olhando o loiro dormir.

---- Os cabelos dele é loiro cor de mel, parece que é misturado com laranja. ---- O garoto admirava Felix. Ele percebeu o que ela disse e olhou de incrédulo pra ela. ---- Seu anjo da guarda?! Mas não era eu? ---- Ela riu.

---- Você é o meu melhor amigo! ---- Ela apertava as bochechas do boneco.

---- Eu achava que eu podia ser mais importante pra você que isso. ---- Cruzou os braços.

Os dois olharam para Felix se levantando na maca ficando em transe por alguns segundos. Depois ele olhou para vitrine, vendo SN. Ele se aproximou lentamente da garota do lado de fora e ficou de joelhos para ficar a altura dela (a sala que Felix ficava era mais alta que o chão do lado de fora) e ficou hipnotizados com aqueles olhos brilhante pelas lágrimas.

---- É você de novo... ---- Ele olhava para ela por completo e sorriu.

---- Sim. ---- O sorriso de Felix se desfez ao perceber as lágrimas.

---- Vo-você estava chorando? ---- Perguntou analisando sério o rosto da garota. ---- Quem te machucou? Que-que -quem fez isso? ---- Ele estava quase começando a ser alterar, até olhar para o lado. ---- Tomás? ---- Perguntou ao ver o boneco ao lado da jovem.

SN ficou de olhos arregalados. Felix podia ver seu amigo "imaginário", que agora não é mais por outra pessoa poder ver.

---- Você pode vê-lo?! ---- SN sorri.

---- Posso. ---- Falou simples dando de ombros. Um segundo depois ele arregalou os olhos. ---- Você pode vê-lo?! ---- SN balançou a cabeça.

Os dois não estavam acreditando naquilo. A vida toda toda SN foi chamada de estranha até pelos seus próprios pais por conversar com um ser que nem existe. E Felix também era a mesma coisa, quando os problemas psicológicos começaram a surgir.

---- Eu pensava que era apenas eu que via! ---- SN se vira para o seu amigo. ---- Por que não disse que você conhecia ele? ---- Perguntou.

---- Por que você não perguntou. ---- Falou simples.

---- Que palhaço! ---- Falou rindo.

---- Ué, nenhum de você perguntaram se alguém mais poderia me ver. ---- Começou a roer as unhas de madeira que tinha.

---- Mas e você? ---- Felix Perguntou à SN. ---- Quem te machucou? ---- Perguntou começando a tremer.

---- O que? Como assim? ---- Ela perguntou olhando para os lados. Então ela lembrou das lágrimas secas. ---- Está falando disto? ---- Ela apontou para os olhos. ---- Isso é que... Minha mãe está me internando aqui por eu ter infantilismo. ---- Falou simples, mas, triste.

---- Infantilismo? ---- Felix parou de tremer e início um sorriso de lado e assustador, perguntando com aquela voz demoníaca.  ---- Isso te torna mais fofa. ---- Sorriu aberto, mas depois o sorriso foi mudando para um olhar sério. E seus olhos começaram a piscar rapidamente e começou alunicar. ---- Eu tenho que te proteger... Você é ingênua e frágil demais.... ---- os lábios começaram a tremer. ---- ME TIRE DAQUI!!!!!!! ---- Gritou. Sua voz parecia que rasgava a garganta e era a iniciação de ficar rouco.

    Felix começou a bater violentamente na vitrine, super forte, e o vidro começou a rachar. No primeiro barulho da rachadura o hospício parou e aquele medo se instalou. Felix era o ser mais descontrolado de lá, e quando ele colocava algo na cabeça era difícil tirar.


SN e Tomás deram passos para trás. SN começou a sentir medo e começou a chorar. Tomás viu que na roupa dela tinha um bolso e pegou a chupeta que estava lá, pondo na boca da menor. Aquilo sempre acalmava ela. Mas SN chorava, e não era pouco; chorava demais e Felix cada vez mais fazia força para quebrar aquela vitrine.


---- POR QUE ESTA CHORANDO?! O QUE ACONTECEU?! ---- Felix continuava a bater e sua voz saía demoníaca.

Felix não tinha noção que era ele quem estava dando medo na SN. Pra ele, alguém tinha feito algo a não ser ele. SN viu a sua mãe aparecer correndo ao ouvir a gritaria, vendo a sua filha, assustada. SN correu de medo até a sua mãe e pulou em seu colo. Ela escondeu o seu rosto no ombro da mãe.

---- SN, POR QUE VOCÊ ESTA ASSIM?! SAI DAÍ! ---- Felix gritava e parecia que tudo aquilo saía rasgando a garganta ou como se fosse um garfo fazendo barulho em um prato de vidro.


    Felix não conseguia pensar em mais nada em proteger a garota. Ele desejava que ela ficasse longe da mãe e das pessoas ao redor vendo aquilo. Ele achava que todos queriam fazer mal à ela, e não sabia que ele quem estava fazendo medo nela.


Os médicos entraram na sala branca e seguraram Felix pelo braço. Eles começaram arrastar ele para fora para ir em outra sala que tinha mais segurança nas vitrines já que quebrou daquela. Felix tentou se soltar e ia até SN com dificuldade.

---- Por que você está assim, princesa? ---- Sua voz já estava calma mas sua voz estava rouca causando um tom grave. Sua expressão não estava mais como o louco de segundos atrás. Era como se ele agisse de uma forma e logo depois esquecesse o que ocorreu. ---- Esta com medo de que? ---- Ele tentou alisar o rosto dela, mas a mãe da garota e afastou com ela no colo.

---- De você. Eu estou com medo... de Você! ---- Gritou apavorada. ---- Você é mau. Não quero mais vê-lo. ---- Por fim, ela escondeu o rosto no ombro da mãe que fazia força para aguentar o peso da garota.

---- O que...? ---- Sua voz era inaudível.

---- Vamos. ---- Um infermeiro apareceu por trás e agarrou Felix, o arrastando para outro lugar.

---- NÃO! POR QUE ESTA COM MEDO DE MIM?! O QUE EU FIZ?! ME SOLTEM! ---- Ele se debatia nos braços dos médico, mas foi arrastado com eles para outro lugar.

    SN olhou para o seu amigo Tomás e ele só olhou com um olhar triste e desapareceu.


     [...]


---- Coloque ele aí! ---- Um médico disse aos outros que seguravam Felix prontos para colocaram em outra sala. ---- um... dois... três! ---- os médicos empurraram Felix para dentro e fecharam a porta às pressas.


     Felix começou a bater que nem um maluco na vitrine.

---- ME TIRE DAQUI! ---- Ele gritou.

---- Você deve se acalmar. ---- O médico disse calmo e saiu com os outros, deixando Felix sozinho.

---- SN... ---- Felix começou a tremer novamente e foi se arrastando na parede até chegar no chão. ---- Por que esta com medo de mim? O que eu fiz? ---- Sua voz estava calma e triste. Felix começou a chorar.


   Ele se deitou no chão e se cotorcia enquanto chorava. Seu choro saía como de uma criança, com birra e tudo. Até que ele se senta rapidamente e fica com uma cara séria.

---- Eu vou protege-la. Eu vou levá-la. Eu vou ama-la. ---- Dizia rangendo os dentes. 


Notas Finais


Se puderem, dar uma olhada nos meus outros imagines


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