História Obsessed - markson - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, Mark
Tags Akai Ito, Daesang, Fanfic, Jackson Wang, Mark Tuan, Markson, Markson Akai Ito
Visualizações 69
Palavras 1.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Parabéns, Mark!


P.O.V Mark Tuan

Quando acordo, tenho a estranha sensação de que não dormir nem por um segundo, ainda sinto minha mente perturbada e meu coração palpitante. Faço minha rotina normalmente e saio do quarto. 

Quando me aproximo do andar de baixo, consigo escutar a música suave que toca, harmonizando o ambiente onde a comemoração acontece, mas especificamente a celebração dos meus vinte anos. A sala está adequadamente arrumada, de um modo simples porém elegante e aconchegante. 

Típico de mamãe. 

Desço os últimos degraus da escada e avisto Jinyoung, sentado em uma mesa no canto mais discreto da mediana sala, ele está acompanhado por outros dos meus amigos, Bambam e Yugyeom. 

Os olhos do Park captam a minha chegada, contudo, sou interrompido de me aproximar por mamãe, que segura meu punho e sorri alegremente. 

Ela parece descansada, diferente de mim, que não dormi nem por uma hora depois que eles saíram.

Os sonhos continuaram me perseguindo, e eu continuei sendo dominado por eles. 

Era como cair em um buraco negro, sufocante e pequeno. Eu cedi facilmente as sombras. 

A agonia desenfreada. 

E agora como resultado, possuo olheiras avermelhadas, cabelos desgrenhados e lábios rachados. 

Sou uma versão terrível de mim mesmo.

- Bom dia, Mark. - ela diz, tocando minhas bochechas com suas palmas gélidas.

- Bom dia, mamãe.

- Você dormiu bem? Seus amigos chegaram há pouco tempo e você estava lá ainda, dorminhoco. - ela brinca, ao mesmo tempo que me analisa. Sei que a mesma está tentando me decifrar, descobrir como estou e até mesmo se sonhei com a minha alma gêmea como esperado.

No entanto, não estou pronto para dizer a verdade crua e nua: tenho vinte anos e absolutamente nada apareceu para mim. 

Me sinto condenado apesar de não ter plena certeza do que me espera. 

É angustiante e desgastante.

- Sim, eu dormi bem depois que vocês saíram. Estou bem, juro!. - faço sinal de positivo como uma criança. Meu coração erra a batida uma vez, mas mamãe parece acreditar em minhas palavras. Só imagino que meus olhos pedem socorro enquanto minha boca se abre descaradamente.

- Que bom, meu filho! - novamente suas mãos apertam minha face. Mamãe junta nossas testas e me abraça delicadamente, inalo seu cheiro protetor e solto um longo suspiro. É bom saber que tenho alguém apesar de não ter certeza se a colocaria para lutar comigo. - Eu te disse que as coisas poderiam mudar. Você tem vinte anos e daqui para frente será só sentimentos bons, tenho certeza.- algo sobre mamãe: ela sempre fora uma otimista nata. Fora assim que conheceu meu pai cujo era um alcoólatra que devia mais do que podia pagar, um perdido na vida, até ela aparecer em inúmeros sonhos com o sorriso brilhante e as mãos cheias de flores coloridas. Ele sempre diz que ela o salvou e eu admiro o fato.

Decido encerrar a conversa torturante e me despeço de mamãe com um beijo. Ela retorna para seus afazeres, me deixando livre para caminhar em direção a mesa de Jinyoung, este que puxa uma cadeira para mim e dá tapinhas no assento, indicando o que devo fazer, audacioso.

- Ei, Tuan! Nós estávamos quase desistindo de te parabenizar. Você não dormia há quantos dias? - a pergunta é uma brincadeira mas me parece de mau gosto pelo simples fato de que realmente existe um motivo para que eu não durma normalmente como todo ser humano deveria fazer.

- Haha, Jinyoung. - brinco com uma pétala de flor falsa e mordo os lábios. Meus amigos seguem em silêncio e posso visualizar o olhar de cada um sobre minha pessoa. Todos me conhecem o suficiente para saber quando minha boca está cheia de questões que não tenho coragem de perguntar. 

- Melhor soltar isso logo ou vai se engasgar. - Jinyoung diz de novo, e os outros dois caem na risada. É verdade. Então não rebato e aproximo minha cadeira da dele. 

- Eu tenho que te perguntar uma coisa...- digo para meu amigo que espreme os olhos, me estudando. Jinyoung é o mais sensato de nós, o único que já completou os desejados vinte anos. Sei que, se existe alguém com experiência para me ajudar, esse alguém é ele. - Quando você sentiu que Jaebum era sua alma gêmea? Como, digamos, tudo ficou claro? - questiono e ele sorri como sempre faz quando citamos seu namorado.

- Hm, você quer saber quando os sonhos deixaram de ser apenas sonhos e se tornaram reais? - pergunta de volta e eu dou de ombros, fingindo não estar desesperado por uma resposta que bata com as minhas.

- Sim, quando você soube que ele era a pessoa?

- Quando eu fiz vinte anos, Mark. No início, os sonhos eram somente borrões. Eu o via como em vulto, sabe? E o sentia próximo a mim. Mas com o tempo, perto do meu aniversário, tudo ficou forte e eu tive certeza que era ele.

- Hum. - ignoro a sensação dilacerante em meu peito devido nossas sensações serem basicamente iguais. Eu também vi o rosto do garoto nitidamente hoje, no meu aniversário. - E seus sonhos com ele? Eram bons?

- Sempre foram. Ele é uma pessoa boa, inclusive disse que o máximo de coisa ruim que sonhou comigo era que eu jogava meu suquinho no cabelo recém penteado dele. Fora isso, tudo foi normal. É sempre assim. Almas gêmeas se encontram, Mark. Uma hora ou outra. Você lembra do perrengue que passamos? Meus pais não queriam aceitar Jaebum por ele ser somente um mecânico, mas não deu certo. Eu fui para ele, não importava o quanto eles tentassem nos afastar. É natural a partir do momento que os sonhos esclarecem. - por alguma razão, sinto nojo do vasto conhecimento dele e me retiro da mesa para não ser bombardeado com mais lições a respeito da vida. 

Não quero acreditar que realmente é verdade, não quero!

Subo as escadas correndo e tranco a porta para não ser incomodado. Corro em direção ao meu pequeno banheiro e me ajoelho no chão, colocando para fora tudo que não comi.   

Estou completando enjoado da vida e de me sentir tão exausto.

 Não quero dormir mas parece inevitável.

 É como escolher entre ser torturado por informações que só vão me causar paranóia e ser morto pelo sono. 

Opto pela segunda alternativa. 

 Jogo-me na cama e a última coisa que escuto antes de apagar é o som da minha mãe batendo na porta.

(...)

Eu estou correndo, correndo sem ter direção alguma. Meus pulmões falham e minha perna está vacilando até que caio de cara no chão, arranhando minhas palmas. Levanto o olhar, vendo uma mão estendida à minha frente, me entregando uma fita vermelha como aquelas que só bonecas usam. Pego a pequena tira e minhas mãos mancham de sangue. O garoto de cabelos castanhos ergue meu queixo e seu olhar profundo me causa secura na boca. Ele sorri.

  - Como é seu nome? - sussurro mas recebo somente um olhar frio. - De quem é esse sangue? - tento gritar, acorda-lo, mas continuo falhando. Seu olhar se desvia para a grama queimada ao lado, há um corpo caído ali, o corpo de uma pequena garotinha, a fita é dela, e o sangue, também.


Notas Finais


Perdão quaisquer erros que devem ser muitos visto que eu achei minha escrita horrível nesse capítulo.
Obrigada por cada comentário e favorito :)
Até o próximo!


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