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História Obsessed (EXO - Baekhyun) - Capítulo 1


Escrita por: BabyBaekhyun

Capítulo 1 - Preocupação, atenção, ou algo a mais?


Baekhyun Pov’s On

Eu estava bem inquieto, e nervoso com alguns alunos, já de manhã, e no começo da aula. E esses alunos, eram novos, acabaram de chegar, e querem aproveitar o momento; mas desde que você entra na sala de aula, e o professor quer silêncio, você deveria respeitar, e seguir com seu papel de aluno, não?

Coloquei meu livro na mesa, e me levantei calmamente, chamando a atenção dos alunos, a qual já me conheciam; e esses, sabiam que isso não era um bom sinal.

Segui  para o final da sala, após observar que uma das alunas não estava fazendo o dever; eu posso ser chato, muito chato, mas exijo pelo menos força de vontade, o que ela nem estava tentando fazer.

Só porque era o começo do ano letivo, não quer dizer que não fará nada, não na minha aula.

-Se você não fizer o dever, não vai para a detenção… mas posso te garantir, que seu castigo será pior.

A avisei assim que me coloquei do seu lado, a encarando nos olhos; e assim que ela estava prestes a se pronunciar, cruzei meus braços, e tombei minha cabeça para o lado minimamente, arqueando minha sobrancelha em seguida, indignado consigo.

-Mas, senhor Byun… eu...

-Apenas o obedeça. - um dos alunos a avisou, interrompendo a mesma com certo nervosismo, e ela, por sua vez, acabou se calando, engolindo em seco.

E quem sabe, engolindo suas próprias palavras, literalmente falando.

Logo, a mais nova direcionou seu olhar e atenção para o rapaz, o mesmo que lhe deu um belo aviso; e em segundos, ambos começaram a murmurar, e eu apenas respirei fundo, antes de me pronunciar.

-Escute seu amigo, ele está mais tempo que você, e me conhece… - comentei subitamente, chamando a atenção dos mais novos para mim, e meu olhar automaticamente, se dirigiu para a jovem aluna.

Suspirei, e a analisei discretamente; ela não duraria muito ali, não comigo.

-Boa sorte para sobreviver comigo, novata.

Sussurrei calmo, com um sorriso ladino, e a mais nova me encarou receosa; provavelmente, vai se perguntar várias coisas sobre mim, e até para seu amigo, que acredito eu, que ele dirá muitas coisas “boas” sobre mim.

Mas, não interessa, e não ligo o quanto tenham medo, ou ódio de mim; não quero ser amigo deles, eu sou um professor, nada mais.

Alguns alunos, vinham até a mim para me pedir desculpas, seja no final do ano letivo, ou na metade; e isso, justamente por agirem de forma errada comigo, e coisas relacionadas, dizendo que se não fosse meus avisos, e por ser rígido, não teriam chegado onde estão.

Bem, isso também não me importa, eu não quero gratificação, nem pedido de desculpas, apenas, faço o meu trabalho. Se eu sou orgulhoso, ou algo assim?

Não… apenas… incapaz de sentir algo de bom, se pode me entender.

Nunca amei alguém, sempre fui fechado, cético, frio… 

Motivo? Eu não sei, e nem me dou ao luxo de saber…

Assim… eu estou muito bem.

Baekhyun Pov’s Off

...Quebra de Tempo…

S/n Pov’s On

Eu estava tão feliz, por conta do meu namorado ter me mandado muitas mensagens fofas, e até aconchegantes, a qual deixava meu coração alegre.

E isso, não faz nem tanto tempo; sim, eu estava mexendo no celular durante a aula, mas, era começo do ano letivo, não tinha muito o que se fazer.

Felizmente, eu estava com a professora Yoona, e não o professor Byun… acho que qualquer professor seria melhor que ele… quero dizer, não falando mal dele, senhor Byun é muito bom no que faz, e etc… além de ser muito bonito, e até novo para um professor, mas… é muito chato, e às vezes, dá até medo.

Corri até meu amigo, e subi em suas costas, beijando sua bochecha.

-Bom dia!

-Shh… - meu amigo me repreendeu de imediato, me deixando até entristecida, mas quando ele fez um gesto mínimo com sua cabeça, entendi que havia um porquê.

Então, sua repreensão tinha motivo... e posso dizer, que já desconfiava do que poderia ser.

Era o único que acabava com a “festa” dos alunos, e se bobear, até dos outros professores, e diretores.

E ao olhar de relance, vi o professor Byun por perto, me olhando como se estivesse condenando meu ato.

-Merda… - murmurei após engolir em seco, descendo das costas do meu amigo.

E em um piscar de olhos, ele estava se aproximando de nós, ou melhor, de mim, já que seu olhar me encarava firmemente.

Que bom, minha alegria acabou.

-Senhorita, S/n. - ele me chamou com seu tom de voz frio, me arrepiando na hora.

-Sim, senhor Byun. - o respondi nervosa, encarando o mesmo em seus olhos, enquanto o mais velho se posicionava bem na minha frente.

Ele não sabia que estava muito perto?

Dava para sentir seu perfume; e devo comentar, que perfume viciante… eu nunca o senti dessa forma.

-Você não me entregou seu dever, quer fazer companhia a sua nova amiga? - ele sorriu ladino, com seu tom de voz, e jeito de se portar indiferente.

Era como se já soubesse, que eu não fiz o dever. OK… claro que ele sabia disso, eu não costumo fazer o dever, pelo menos, não antecipadamente, sabe?

-Não senhor… - o respondi desviando meu olhar para baixo, logo abaixando minha cabeça minimamente, para fitar o chão.

Eu não sou frágil, ou algo assim… eu só sei… que estou errada.

-Então, onde está? Espero que esteja com ele. - Byun usou um tom de voz diferente, o sussurro, algo que ele nunca fez, não comigo.

Talvez, fosse apenas um simples sussurro, sabe? Como se estivesse entediado.

Porque isso faz sentido… eu devia causar tédio para si, sempre era a mesma tolice que faço… realmente, não tiro sua razão. E além disso, ele odeia uma aluna como eu.

Acredito que ele estava doido para que eu saísse da universidade.

-Err… então…

-Quero te ver no final da aula…

-Mas…

-Preciso ser mais claro?

Ele questionou com superioridade, me fazendo o olhar de imediato; e eu só pude notar o quão perto estávamos.

E assim que ele me encarou por um momento, o mesmo arqueou a sobrancelha.

-Não, senhor. - o respondi simplista, desviando meu olhar para o lado, cruzando meus braços com indignação.

Por que ele tinha que ser bonito? Um estrago naquele rosto seria um desperdício.

-Ótimo, já tomou meu tempo demais. - ele comentou rispidamente, enquanto se virava de costas, já caminhando... para o inferno, talvez, de onde ele saiu.

-Grosso… - resmunguei subitamente, o olhando de relance, de costas.

Até assim ele era bonito… até sua sombra deve ter uma bela silhueta.

-Mas, você gosta, huh. - meu amigo comentou desnecessariamente, me irritando um pouco.

-Shh… ele vai escutar seu retardado. - o repreendi nervosa, porque do jeito que Byun é, pode cismar com isso, e achar que é verdade. -E você não está falando por mim, e sim, por si mesmo. - comentei me aproximando do mais novo, logo batendo no seu ombro de leve.

-Cuidado que ele deve atacar quem quer que seja.

-E seu namorado? - ele me perguntou sorridente, após me colocar do seu outro lado, para pegar meu anel que caiu no chão.

-Ah, ele vai bem… muito bem… ontem então… acho que nossa noite foi muito…

E antes que eu terminasse de falar, escutei uma porta sendo fechada com força; e claro, eu me assustei na hora, levantando meu olhar, para o tal lugar.

Mas, como eu poderia saber de onde veio esse estrondo?

-Huh?

-O que deu nele?

-Foi o Byun? - sussurrei para meu amigo, virando meu rosto para si.

-Será que estava escutando? - ele questionou após assentir com minha pergunta.

-Não… sei… - sussurrei pensativa, do porquê dele agir assim.

Deve estar estressado… deve estar pensando “essa menina só sabe namorar, e os deveres a ser feito?”.

Droga… ele tem razão…

Peguei meu anel no chão, e em seguida, peguei meu celular no bolso do meu blazer, guardando o acessório na bolsinha do aparelho.

Não deve ser nada importante, o que Byun acabara de fazer… ele me parece bipolar.

-Vamos na festa hoje? - meu amigo me perguntou animado, assim que me levantei.

Me virei para o mais novo, e o olhei por um momento, o deixando incomodado com meu suspense; e logo ganhei um peteleco na minha testa.

Outro que é estressado.

-Sim, seu estressadinho… vocês dois combinam, hmm. - resmunguei passando meus dedos na testa.

-Sim, err… não… - ele me respondeu apressadamente, bem enrolado, e eu passei do seu lado, dando um tapa em seu bumbum. -Traga seu namorado também. - ele comentou tentando disfarçar a sua resposta, bem nervoso com a sua situação.

-Pode deixar, sabe que ele vai, precisa cuidar da sua garotinha... eu!

Comentei já me afastando dele, caminhando para o lado oposto ao seu, infelizmente.

Eu queria estar na mesma sala que ele, porém… fui reprovada… porque será?

E posso acrescentar, que foi o próprio Byun, que me disse na cara de pau, que eu merecia.

-Até mais, baby girl! - meu amigo praticamente gritou, já que estava de longe, me deixando nervosa, e eu me virei de costas, lhe dando a língua.

Bobo, mas éramos assim.

-Hey, sabe que sou bem dominadora quando quero, hmm…

Sim, eu disse isso mesmo… não posso ficar por baixo, literalmente falando também.

Digamos que meu nervoso, não era tanto por ele ter dito em si, gritado, e por medo de alguém escutar; e sim, de me verem… dessa linda forma, sabe?

-Sabemos, mostrou isso na festa passada.

Ele comentou assim que parou na frente da sua sala, feliz… porém, sua expressão mudou na hora. Byun estava ali?

E antes que ele entrasse na sala, a qual provavelmente ganharia um chamado do mais velho, meu amigo virou seu rosto para mim, e balbuciou um palavrão.

É… sentirei sua falta… ele era um bom amigo…

Bem… esse era o senhor Byun, chato com tudo e todos; mas, porque no fundo, eu acredito que isso é falta de ser amado, e quem sabe, falta de mulher…

S/n Pov’s Off

Baekhyun Pov’s On

Faltava pouco para minha aula terminar, e meu foco, era apenas em S/n; ela estava desatenta como sempre, mas dessa vez, a deixei sem um aviso sequer. Porque além de perder meu tempo falando com ela, gastar minha voz, com algo que a mesma está cansada de saber, era desperdício para mim... e também, parece que não acrescentava em nada para si.

Infelizmente, não?

No entanto, ela não era criança, sabe o que está fazendo.

E acho que encontrei uma exceção… dela… eu queria ouvir um pedido de desculpas.

Já perdi as contas, de quantas vezes tive que chamar sua atenção, e não era apenas isso, não sei quantas horas ao todo gastei com ela, na detenção, e até na sala de aula com outros alunos em recuperação.

E pelo visto, ser repetente não era nada para S/n.

Deixando ela de lado… em assunto de peculiares…

Eu não posso acreditar no que ouvi hoje, e no que presenciei; não gosto que ela fique de agarramento com os garotos, mesmo que esse seja seu amigo, e que sua preferência sexual não fosse mulheres. Além de saber muito, até demais... o desnecessário, e até… o que eu não queria saber… sobre ela e seu namorado.

Tudo bem que ela era adulta, e poderia ter transado com outros garotos… mas, porque eu não aceitava isso?

Será que passei tanto tempo com ela, se posso dizer assim, que estou com uma visão diferente dela, e…

Não… não pode ser… 

Algo me deixa nervoso. O que estou sentindo por ela?

Escutei o sinal tocar, e me dispersei dos devaneios, logo encarando a mais nova firmemente, a qual já estava me observando. E com calma, fiz um gesto mínimo com o dedo, para que ela ficasse no mesmo lugar onde estava. E por um milagre, ela voltou a se sentar na cadeira, permanecendo no mesmo lugar.

E pelo que vi, ela estava emburrada, e logo desviou seu olhar de mim, enquanto pegava uma bolsinha no bolso do seu blazer, a qual deduzi ser a capa do seu celular.

Eu posso não gostar de alguém, nem nada… mas aprecio quando uma mulher está bela, e quando ela é bela… e posso ousar dizer, com toda certeza, motivos e vontade, que S/n era o tipo ideal de mulher que queremos para nós; isso ao meu ver, e até por muitas bocas, que falam bem, e muitas coisas a mais de si nessa universidade, e principalmente, em festas.

E mesmo que para mim, eu só tivesse um pensamento, que nem vinha em questão, mas eu tinha em mente… a qual era, “eu gosto, de quem gosta de mim”, S/n era sim, uma mulher que eu queria tomar para mim.

Ela tinha seus charmes, sensualidade, beldade e entre outros aspectos, que só a favorecem mais. E sobre sua personalidade… bem, eu não convivo com ela para saber, mesmo que já tenha me mostrado o suficiente. No entanto, acredito que bem no fundo, ela só precise de limites.

-Eu quero o seu dever, na minha mesa agora. - chamei sua atenção assim que todos saíram da sala, e a mais nova, nada fez, apenas engoliu seco.

Era de se esperar...

-Eu… eu… não fiz.

-Seu mau comportamento está me deixando inquieto. - comentei subitamente, enquanto cruzava meus braços, sem deixar de expressar meu desapontamento. -Está indo muito a festas, não?

-Não…

-Se mentir para mim, será pior… - a avisei sendo mais intimidador como de costume, confesso, mas nada que seja fora do limite. -Mas, para alguém que mente para seus pais, porque não faria comigo, certo?

-Como… como o senhor sabe? - ela gaguejou levantando seu olhar para o meu, bem assustada por sinal, claro, S/n sabe que eu poderia muito bem ligar para seus pais, e ter uma conversa bem séria com eles.

E isso não seria nada legal… para ela.

-Me diga… você foi para uma festa, mais do que para adultos… huh? Onde garotas como você, não deveriam estar por lá. - me pronunciei enquanto me ajeitava na cadeira, logo apoiando meus braços em cima da mesa, tentando controlar meu temperamento.

-O senhor não pode dizer o que devo, ou não fazer, eu sou adulta, hmm. - ela aumentou o tom de voz comigo, me deixando bem alterado enquanto a isso, mas ciente que S/n não sabia mesmo o que estava fazendo, pois se estivesse, pensaria duas vezes antes de me responder com tais palavras, e nesse tom de voz.

No entanto, com isso, pude notar algo. Por que eu gostei dela ter agido dessa forma comigo?

-Tem razão, e eu espero que esteja preparada, para quando o pior lhe acontecer também, porque da forma que você está levando a sua vida, não terá bons frutos. - comentei com um sorriso ladino, a olhando bem nos seus olhos, e a mais nova, não parecia se intimidar, ela me encarava na mesma intensidade.

E eu estava gostando mais e mais disso.

-Não me subestime. - ela se pronunciou me parecendo bem irritada, e sem evitar, acabei rindo abafado.

-Subestimando? Para com isso... garota tola… - meu tom de voz foi quase um sussurro, e logo me levantei, apoiando minhas mãos na mesa, enquanto respirava fundo, soltando o ar pela boca em seguida.

Logo, virei meu rosto para o lado, e fechei meus olhos por um momento, pensando no que era certo de lhe dizer no momento. Digamos que eu tinha muito o que lhe dizer, boas e duras verdades; mas com esse seu jeito, ela não estaria preparada o suficiente para receber tais palavras. Precisa ser mais madura do que aparenta ser. 

Ela é uma mulher do lado de fora, mas do lado de dentro, ainda não deu nem o primeiro passo para a realidade.

Umedeci meus lábios, enquanto passava a mão no meu cabelo, o colocando para trás em seguida.

-Olhe ao seu redor… vê algo de bom nisso tudo que faz? A não ser, se divertir? 

Me pronunciei calmamente, mesmo que estivesse alterado, voltando meu olhar e atenção para a mais nova, que me encarava com atenção.

Pelo menos isso, e agora. Só espero, e muito, que S/n esteja entendendo o meu aviso devidamente, porque era a última vez que falaria com ela.

-Já parou para pensar, que está fazendo isso só do jeito errado, senão, tudo na sua vida? E que sim, tem vários jeitos de se divertir de modo coerente.

S/n se levantou, e pegou sua bolsa, parecendo bem afetada com o que acabei de dizer. E isso, porque não era nem o começo dos meus “avisos”.

-Me deixe. 

Ela resmungou assim que passou do meu lado, e por impulso, a segurei pelo pulso, com certa firmeza.

-Eu não vou te deixar… 

-Me solte. - ela reclamou enquanto fechava seus olhos, mas sem ser agressiva, como tentar afastar seu braço, ou algo assim.

Ainda bem, porque eu não ia soltá-la tão fácil; e se ela fechou seus olhos, era porque queria reagir. Eu a conheço, o bastante para dizer isso, e afirma que ela iria sim, reagir.

-O senhor não se preocupa com ninguém, porque faz isso comigo? É estranho e assustador. - ela comentou em um sussurro, ainda de olhos fechados, e eu apenas sorri com malícia, ao ouvir isso de si.

Muitas jovens, acabam dizendo isso, achando que eu queria algo com elas, e coisas parecidas; eu pude comprovar isso, e não foi poucas vezes. Era como insinuar algo, sabe?

-Você é adulta, não deveria ter medo de algo do tipo, mesmo que esse venha da sua mente. - comentei indiferente, soltando seu pulso de vez, e voltando para a minha mesa, para recolher meus pertences.

Afinal, ela não tinha feito o dever, e ainda por cima, não queria meus conselhos, e claro, nem um sermão, mas quem quer? E o que eu deveria fazer? Isso, nada, a não ser, me retirar dali também.

-Huh? - ela murmurou enquanto eu estava guardando meus livros na minha bolsa, ou seja, eu não lhe daria atenção, se fosse falar consigo.

Na verdade… eu não deveria, era nem ter falado nada...

-Achou mesmo que eu estou querendo algo, ou…

-Arr… não… eu só…

-Isso não me interessa. Eu só queria lhe dizer algo, sou seu professor, querendo ou não, preciso ser zeloso de alguma forma… mas depois, não diga que eu não avisei… 

Me pronunciei sendo bem direto e até rude, no entanto, não tem nenhuma criança aqui, huh; e em seguida, peguei minha bolsa, e passei do lado de S/n, sem me voltar para si, e nem ao menos olhá-la, mesmo que quisesse... ainda mais, por sentir seu perfume adocicado, que me fez ficar levemente desnorteado.

Só fiquei “levemente” desnorteado, porque eu ainda estava alterado, ou então, eu poderia me perder por um momento, em seu perfume. 

E assim que abri a porta da sala, antes de sair, algo me fez parar de imediato.

-Me responda uma coisa, porque está assim? Preocupado, e…

-Sua pergunta, não tem resposta, huh.

A interrompi prontamente, sorrindo de leve com o porquê dela ter me perguntado isso; S/n estava querendo minha atenção em silêncio? Queria que eu me preocupasse consigo?

E em segundos, um calor percorreu pelo meu corpo involuntariamente. E sem pensar muito, respirei fundo, e me vire de lado para ela, a olhando nos olhos,

-Quero que você vá para casa, e faça seu trabalho... para me entregar, ainda hoje.

-O que…

-Qual era a data de entrega? - a perguntei interrompendo S/n com meu tom de voz baixo, quase indiferente com isso, e a mais nova, apenas me olhava nervosa. -Tem até dez horas da noite para me entregar, depois que eu pôr meus pés para fora da universidade, eu não vou aceitar mais.

-Isso hoje.. eu não posso... amanhã…

-Você é boba, ou se faz de boba? - questionei um pouco incomodado com seu jeito de agir, ela queria me fazer de idiota por acaso?

-Desculpa… eu…

-Está nervosa… - comentei subitamente, me virando de frente para si, logo a olhando discretamente de cima a baixo, desviando meu olhar para meu relógio de pulso em seguida. -Que bom… porque você só tem pouco tempo, para um trabalho que requer dois dias, então, boa sorte.

-O senhor não pode me ajudar? - ela me perguntou apressadamente, antes que eu saísse da sala.

-Eu? - questionei rindo abafado, surpreso por sua “consideração”, se posso dizer assim.

Para alguém que sempre me quer à distância… era uma grande diferença, não é?

-Não fez esse trabalho, porque não entendeu direito? - questionei tombando minha cabeça para o lado minimamente, bem perplexo com a situação.

-Eu não tenho a ajuda dos meus pais, sabe? - ela me respondeu com um sorriso sem graça, me fazendo desconfiar de sua resposta.

-E onde estão seus amigos, uma hora dessas? E está bem grandinha para fazer lições de casa.

Posso ter pegado pesado, na visão de todos, mas, ela entendeu bem meu recado, tanto que concordou com seu silêncio, e com um leve balanço de cabeça. Eu digo apenas verdade, e se doeu, só comprava minhas palavras ditas... porque é realmente verdade.

-Sente-se, passarei algo rápido, depois disso, você se vira.

Me pronunciei, e voltei para perto da minha mesa, tirando apenas o que era preciso; eu não ia me demorar, ainda tenho o turno da tarde para dar aula… ela deu sorte, por esse meio tempo que eu tenho… 

Mas… porque eu estou fazendo isso… por ela?

...Quebra de Tempo…

Notei de relance, enquanto escrevia no quadro, que S/n estava mexendo em seu celular; e não tem nada que deixe um professor mais aborrecido do que isso.

-Me dê seu celular…

-Huh?



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