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História Obsessed (EXO - Baekhyun) - Capítulo 2


Escrita por: BabyBaekhyun

Capítulo 2 - Mensagem de um anônimo?


-Quero que deixe seu celular na minha mesa, agora.

Avisei a S/n enquanto continuava a escrever no quadro, tentando controlar meus nervos no meu limite; e sem mais uma palavra, fechei meus olhos por um momento, e logo olhei meu relógio de pulso, vendo que meu horário não seria um problema, nem para continuar, ou parar ali mesmo, isso só dependia dela.

-Mas… senhor Byun…

-Eu não vou repetir o que acabei de falar. - a interrompi com sua manha, não gostando muito do seu jeito infantil, mesmo que isso pudesse ser instigante, no entanto, estávamos em aula, e não era conveniente.

E sem evitar, respirei fundo e soltei o ar pela boca com calma, voltando a escrever no quadro.  Mas, bastou ouvir seu murmúrio de longe, que eu parei de escrever de imediato, me virando e jogando o livro na minha mesa, lhe dando um grande susto; e em segundos, me apoiei com as mãos na mesa, encarando firmemente S/n.

A minha aluna de temperamento forte, difícil de lidar, e extremamente inconveniente.

-Mas posso acrescentar, que se você não fizer isso, eu paro por aqui, e lhe dou um zero em seu trabalho, agora mesmo.

S/n engoliu em seco, e eu continuei a observando atentamente, bem sério e nervoso.

Eu queria arrancar o celular de sua mão, mas, não era prudente, e nem respeitoso… e quem sou eu para fazer isso? 

-Estou esperando…

Meu tom de voz saiu rouco, por conta da dificuldade de falar; eu não acredito que eu estava tão afetado por ela.

Isso tudo era estresse? 

Provável…

Eu estava cheio de lhe dizer o certo, e ela achar errado.

Eu não prejudicaria sequer um aluno meu, além de ser meu trabalho, não sou tão ruim assim…

No entanto, se um deles não tiver consideração, eu apenas o desconsidero também. Não é pessoal, só não sou tolo.

E com S/n, era como falar com as paredes… e posso dizer, que eu preferia falar com as paredes, já que essas não me respondem. Mas confesso, que além de tudo, eu gosto de suas respostas.

E agora, a sós com ela… e tendo as atitudes que estou tomando… só vejo o quanto… eu a considero, não?

Por que isso? E agora?

S/n reclamou mais um pouco, e se levantou; pelo menos isso… não importa se estava reclamando, nessa hora, eu só queria que ela me obedecesse, mesmo reclamando.

Sabe, não me preocupo que estão falando mal de mim… pelo menos, estão falando de mim. Ao meu ver, isso é um bom sinal, e vindo dela, eu recebia como algo importante; tudo indicava que eu estava a incomodando, huh?

Eu amo isso.

Pode ser… estranho, até de por um lado, doentio, mas se ela gosta de mim, ou me odeia, de qualquer forma, pensa e fala de mim quando não estou ao redor; e isso, me deixava feliz de certo modo, saber que estou "vivo" em sua mente.

Logo, ela coloca seu celular em cima da minha mesa, e em seguida, antes de voltar para seu lugar, a mais nova me encara no fundo dos meus olhos, e eu faço o mesmo. Eu não podia me deixar intimidar, até porque… quem ela acha que está intimidando... eu? E porque eu ficaria? Ela é uma criança perto de mim, não por idade, mas por quem ela é, como pensa, e age. 

E eu nem podia rir, do quão ridículo isso foi, porque eu não queria que S/n me desrespeitasse assim novamente.

E como ela é infantil, vai achar que por estar rindo, é porque eu achei bonitinho, e levará tudo na brincadeira.

Quem ela pensa que é? 

Em segundos, ela abaixou a cabeça e seguiu para seu lugar, assim que eu me virei para si, com os braços cruzados, e mostrei superioridade em minha postura.

S/n não era do tipo durona, rebelde, nem nada… mas, sempre que se sentia ameaçada, se posso dizer assim, ela ficava na defensiva.

Entendo, e muito.

Mas, eu não sou o inimigo aqui… ela mesma é inimiga de si, e acaba se prejudicando. 

-S/n… se você não prestar atenção hoje, a qual eu saberei pelo seu resultado no trabalho, eu não vou lhe ajudar mais, fui claro? - chamei sua atenção, enquanto fitava a carteira do celular da mais nova, que tinha um nome estampado no mesmo, e infelizmente, eu sabia quem era o dono daquele nome.

Logo respirei fundo, bem frustrado, e até com… ciúmes?

Levantei meu olhar para ela, e a mais nova encarava meus braços com grande atenção; e de imediato, notei que a mesma gostava muito de certas partes, no corpo de um homem.

S/n gostava de apreciar o colo.

Interessante...

Talvez, tivesse algo a mais, porém, eu não sabia.

Que infortúnio, não?

Mas, eu saberei…

Bem, depois de um tempo a encarando, enquanto a mesma tinha sua atenção para meu corpo, nada dela me responder… como de se esperar, mas eu queria uma resposta.

-Fui claro? - questionei mais uma vez, seriamente e de forma ríspida, e S/n assentiu de imediato, parecendo assustada dessa vez. -Espero que lhe sirva de aviso, você não é novata, sabe muito bem o que faço.

Comentei subitamente, ciente de que ela estava distraída com outra coisa agora, sem ser o seu celular.

Isso me deixava excitado, de uma forma abrangente... ansioso e inquieto.

Só que dessa vez, o que eu poderia fazer para cessar sua distração? Se era eu, o empecilho.

Suspirei pesado, e peguei o livro novamente… era melhor eu terminar tudo, e sair daqui o quanto antes; assim, tudo seguirá de forma correta.

Espero eu, que sim…

...Quebra de Tempo…

Depois de fazer o que era para ser feito, recolhi meus pertences, e os guardei na minha bolsa, deixando o celular de S/n em cima da mesma; e tenho que ressaltar, que ao pegar a carteira do aparelho, senti um… anel… dentro do mesmo, o que me deixou mais tenso do que antes.

Sério, o que está se passando comigo?

E o porquê, que eu ainda estava ali?

Talvez, eu não tenha respostas concretas para as minhas perguntas. Mas, eu sei quem era o motivo.

S/n estava fazendo seu trabalho em silêncio, e posso dizer que a mesma estava prestando bastante atenção, com seu foco apenas no dever, felizmente. E eu, apenas a encarava do meu lugar, sentado na minha cadeira, com pensamentos a mil.

E confesso, que ficar a observando, estava se tornando um vício perigoso.

Mas, depois de um tempo, escutei alguém bater na porta, antes de entrar, me dispersando de todos os pensamentos, e da minha apreciação para com S/n.

Sorte dela...

-Senhor Byun, ainda por aqui?

Escutei uma voz familiar, que me fez encarar a dona da mesma devagar; eu estava um pouco sério, e com repulsa, e a mais velha, por sua vez, me encarava sem jeito.

-Tive um imprevisto. - a respondi simplista, após um suspiro, enquanto começava a bater lentamente, com a ponta do meu dedo indicador na mesa.

-Não almoçou? - ela perguntou curiosa, não preocupada, claro... no entanto, essa demonstrou uma expressão de preocupação.

Mas, não se deixe enganar, eu a conheço mais do que ela mesma.

Era óbvio que era fingimento. Que coragem, e falta de caráter. 

-A que posso ser útil? - questionei não respondendo a sua pergunta, a qual ela demonstrou muita “preocupação” para meu gosto, e fui direto ao ponto, sem temer, e sendo sincero, algo que ela não faz a tempo. -Não me procura para nada...

-Senhor Byun, não diga isso, não…

-Por quê? Eu não vejo nenhuma criança aqui. E não falamos por detalhes.

A interrompi com meu tom de voz indiferente, sendo frio enquanto isso, e para si; e logo, olhei S/n de relance, que nos olhava com atenção. Mas assim que a mais nova desviou seu olhar para mim, voltou ao seu foco principal, seu trabalho. 

-O senhor tem um tempo, já que está por aqui…? Queríamos convidá-lo para uma pequena reunião, e...

-Duas perguntas. - a interrompi desviando meu olhar para a mais velha lentamente, a fazendo engolir em seco, e assentir de imediato.

-Sim...

-Se eu não estivesse aqui, seria a mesma coisa? Me chamariam para a reunião?

Me pronunciei a encarando firmemente, e ela fez o mesmo comigo, porém, estava bem nervosa... eu sabia que iria mentir.

-Sabe que não gosto de mentiras, huh.

-Mas, é verdade… digamos que essa reunião, é diferente das outras...

-Me sinto especial agora, e honrado. - comentei subitamente com desdém, e sorrindo ladino, enquanto a mais velha me encarava com reprovação. -Mas não confunda isso, com o fato de confiar em si.

-Como o senhor quiser. - ela me respondeu com um sorriso fraco, bem desgostoso, o que me deixou satisfeito.

E em segundo, me levantei e ajeitei as mangas da minha camisa social, às descendo para cobrir meu pulso.

-Só um momento. - me pronunciei sem me voltar para a mais velha, enquanto dava atenção para a S/n, a encarando de longe.

-Estarei esperando na sala dos diretores.

-Faça isso.

Assim que ela se pronunciou, a mais velha fechou a porta, e se retirou dali, pelo menos, eu acho.

Bem… não me importa o que ela irá fazer, no entanto, será pior para ela, se ficar bisbilhotando.

Peguei a carteira do celular de S/n, e guardei na minha bolsa, com todo cuidado, já que não era meu.

-Huh… o senhor vai levar meu celular?

-Sim… e não se preocupe com ele... eu garanto a você, que seu celular estará mais seguro comigo, do que com você… - a respondi enquanto fechava a minha bolsa, logo a olhando de relance, com sua expressão confusa e nervosa, me fazendo rir abafado com sua preocupação.

Se ela fosse assim com seus estudos, seria muito bom.

-Porque se eu ligar para seus pais, e dizer o motivo da sua distração… esse celular levaria uma grande culpa. E isso não seria bom, hm. - a expliquei resumindo em poucas palavras, e a mais nova fechou seus olhos por um momento, provavelmente, falando palavras de baixo calão para mim.

Seria demais, e até louco, dizer que eu queria ouvi-la dizer tais palavras... para mim, e comigo bem pertinho de si, a sós... porém, em outro lugar, e em outra hora... seria?

-O senhor vai me entregar…

-Quando terminar seu trabalho, que acredito eu, que seja hoje ainda, devolverei seu celular. Dou a minha palavra, que eu não sairei dessa universidade, se você não terminar, então não se preocupe. - a expliquei sinceramente, a interrompendo de imediato, já sabendo o que ela queria saber, e logo, a mais nova abre seus olhos, me encarando atentamente.

Em seguida, me dirigi até a porta, e segurei a maçaneta, prestes a sair dali; mas antes, eu voltei minha atenção para S/n.

-Sabe onde estarei, qualquer coisa, não hesite em ir até lá, e me chamar, lhe dou esse direito.

-Nossa…

-Não deboche. - meu tom foi firme, mesmo que minha voz tenha saído baixa.

Eu estava sim, afetado, mas de outra forma; e sem evitar, mordi meu lábio inferior, encarando a mais nova, me olhando assustada.

-Eu não…

-Senhorita S/n, não aja assim comigo... eu a conheço muito bem, e sei de muitas coisas, relacionada a você, ou não... de coisas que você não sabe, não fez, e que jamais passa por sua mente.

-Desculpa. - ela usou um tom de voz baixo, parecendo ciente do que fez, e de minhas palavras.

E logo, tombei minha cabeça para o lado minimamente, olhando a mais nova com atenção.

-Agora, faça seu dever corretamente, ou levará um zero, mesmo com seu esforço, afinal de contas, eu lhe ajudei, e até demais... posso até dizer, que eu fiz o trabalho para você. Então, se você errar... ou você tem sérios problemas, o que não é... ou está me provocando, porque sua distração, o seu celular, está comigo…

Comentei seriamente, enquanto a mais nova me encarava sem jeito, bem assustada, e nervosa; e tenho que dizer, eu estava… amando fazer isso com ela. Por quê?

-Acho bom não provocar quem não conhece, me entendeu? - me pronunciei com certa intimidação, e de imediato, ela assentiu, sem dizer absolutamente uma palavra.

Agora sim, ela estava agindo como uma boa garota. Já posso lhe dar um presente por bom comportamento, não?

-Assim que terminar a reunião, voltarei para essa sala… e se eu não ver você, ou seus pertences aqui, caso for comer algo, ou fazer outra coisa... eu juro que não sei o que farei com você, porque não vou me importar mais com seu feito. Afinal, se não me escutou, não quis minha ajuda, então ele não importa para você, certo? Sendo assim, então... porque para mim importa, huh.

Após me pronunciar, sorri ladino, logo respirando fundo, e soltando o ar pela boca.

Por que meu subconsciente, não queria fazer o que era imposto por mim?

Mesmo que eu dissesse, eu não vou, ou não me importo com você, e com o que você faz... no fundo, eu me importo tanto com essa garota, que eu era capaz de enlouquecer. 

-Apenas, pare um momento, pense em tudo, no seu futuro. E eu espero que não venha me pedir desculpas depois de um tempo. 

-Eu nunca farei isso… porque… eu…

-Por que com você seria diferente? Acha que você é uma santinha, uma boa menina, boa aluna... bem… está enganada. - a interrompi arqueando a sobrancelha, rindo fraco logo após comentar.

Isso poderia ter sido algo, que talvez, fosse desnecessário comentar, mas, eu não ligo com o que ela vai pensar, é bom um choque de realidade.

-Lhe dei muitos conselhos, e hoje é o seu último dia para se redimir. Você sabe o que aconteceu com seus amigos, e acredito que você deverá pedir desculpas para mim.

-E se eu não pedir? - ela questionou séria, me fazendo rir um pouco consigo, enquanto eu balançava a minha cabeça vagarosamente.

-Acha que me importo assim? Se não pedir, não mudará em nada na minha vida, e talvez, nem na sua.

-E se eu pedir?

Assim que ela questionou mais uma vez, a olhei bem em seus olhos, engolindo em seco, e logo suspirei pesado, rindo abafado em seguida.

-Eu não irei aceitar… e aí sim, poderá causar um impacto grande na sua vida. - a respondi seriamente, um pouco tenso com a situação. 

-Por que… o que…

-Me diga… tudo que você falou, me pareceu que você se acha importante… para mim, S/n. - comentei a interrompendo sem evitar, a fazendo arregalar os olhos. -Gosta de ser o centro das atenções?

-Não… não é isso. - ela respondeu prontamente, mostrando sua alteração, e mudança de comportamento para mim.

O que eu disse de errado para ela? Ou… certo o bastante, para a deixar assim, huh...

-Então, que diferença faz para você, se eu aceitarei ou não suas desculpas, huh?

-O senhor deve estar achando que é importante para mim, não? - ela questionou sorrindo de forma vitoriosa, como se estivesse falando algo correto, e coerente.

-Não… mas… acredito que você, quem tem a resposta para isso, não eu…  

-Huh?

-Não falaria de mim, tanto mal, quanto bem, se eu não fosse importante. - a explique com um sorriso satisfeito, e sim, vitorioso, com motivo, e logo recebi um riso abafado da mais nova.

-Falar bem do senhor? - ela questionou revirando os olhos, balançando a cabeça devagar, como se fosse uma bobagem.

-Então, porque acha que me pediria desculpas?

Questionei seriamente, ganhando a atenção da mais nova novamente, que engoliu em seco ao me encarar por um momento.

Eu nada mais disse, assim como ela, que não respondeu; e sem demora, me retirei da sala, seguindo o grande corredor.

E meus pensamentos, ainda estavam presos, e perdidos em S/n.

Como ela relutava com algo tão tolo? E principalmente, algo que dava até para saber a distância...

Garota tola… só que eu acho, que sou mais tolo ainda, por me deixar ser atraído por ela.

Sim, eu estava atraído por aquela jovem.

O porquê, eu não sei… mas, algo em si, me fazia ter os mais obscuros pensamentos.

E perguntas como: Ela me ama? Ela se importa?

Estavam sendo formuladas em minha mente, e em meu coração cada vez mais.

E temo, que se isso não cessar, eu posso passar dos limites.

Isso não seria nada bom para mim, mas principalmente para ela. Afinal, quem seria o alvo nisso tudo?

É possível controlar o monstro dentro de nós, uma vez desperto?

Baekhyun Pov’s Off

S/n Pov’s On

Assim que terminei de fazer o trabalho, me peguei pensando em Byun; o que ele disse, o que ele fez… não era do seu feitio. Com exceção, claro, da sua intimidação.

Mas, hoje… ele estava extremo.

E sobre ele deixar de almoçar… para me ajudar… 

Isso era surreal, parecia mentira.

E só em saber, que isso tudo, envolvia eu… 

Eu estou exagerando, quando penso que sou uma das alunas, que ele tem esse “cuidado” pessoal? Senão, a única?

Eu estou me “achando” de certa forma?

Ele estava certo, quando disse sobre eu querer ser o centro das atenções, e até querer ser importante para ele?

Mas, para quê, e porquê, eu queria isso?

Me levantei, e segui para a papelaria, para poder ajeitar o trabalho; não queria entregar tudo mal feito, mesmo com tudo que aconteceu. E devo admitir, Byun estava certo, eu deveria pensar no futuro, em minha carreira…

Mas, lhe pedir desculpas, não está em meu plano.

Nunca!

Depois de organizar meu trabalho, senti um arrepio súbito, ao sentir um ar quente no pescoço.

Eu sabia quem era, essa pessoa era a única, que sabia o meu ponto fraco.

-Fazendo o dever…

-Chegou agora? - perguntei para meu namorado, o olhando de relance, assim que ele se pronunciou, e logo voltei minha atenção para o trabalho, ganhando uma carícia na minha nuca.

Ele estava bem intencionado, se posso dizer assim… se é que me entendem também.

-Estava observando, você... toda feliz com o trabalho. - ele comentou calmo, me fazendo rir consigo, principalmente ao olhar sua expressão, de “isso não está certo, está?”. -Senhor Byun, fez uma lavagem cerebral em você, meu amor? - ele perguntou rindo também, e eu mordi meu lábio inferior, um pouco tensa com o assunto, mesmo que fosse uma brincadeira.

-Não, mas pode fazer…

-O que houve?

Assim que ele me perguntou, ri fraco, enquanto balançava a minha cabeça devagar, para afastar meus pensamentos de imediato.

-Não foi nada, só comentei mesmo. - o respondi calmamente, para não levantar suspeitas.

-Quer que eu te leve para casa? - ele me perguntou, mas já sabendo a resposta, claro, já que ele sempre fazia isso.

Digamos que ele “brincava” de ser cavalheiro, como se fosse o primeiro dia em que nos conhecemos, sabe?

-Quero ser preguiçosa não, mas aceito. - o respondi rindo fraco, enquanto terminava de organizar meu trabalho de vez.

-Você é minha preguiçosa. - ele comentou docemente, beijando a minha bochecha de forma fofa, dando um estalo bem alto, e claro, me deixando com as bochechas ardendo de vergonha pelo seu ato.

-Aish, para… - murmurei sem jeito, olhando para os lados, enquanto pegava meu trabalho no balcão, já com os resíduos de papéis e outras coisas nas mãos, para jogar no lixo.

Felizmente, meu namorado me ajudou, recolhendo o que eu usei, e os guardando para mim. E logo, terminamos de guardar o que era para ser guardado, e estávamos prestes a sair da papelaria.

-Vamos entregar seu dever. - ele comentou me abraçando de lado, assim que saímos do lugar, já caminhando pelo corredor.

Acredito que ele estava até que… feliz... com minha importância em relação ao estudo.  

-Onde ele está? - meu namorado perguntou sorridente, me apertando mais um pouco na cintura, me deixando ciente que ele estava querendo algo comigo, sabe? 

Atenção.

-Na sala dos diretores. - o respondi simplista, mordendo meu lábio inferior, por conta de seu ato, e só de pensar no que ele estava querendo comigo.

-Então, vamos… quero sair daqui logo, para ficar a sós com você.

Ele se pronunciou quase em tom inaudível, e logo riu um pouco, me deixando envergonhada.

Viu… ele queria atenção.

E assim que chegamos em frente a porta da sala dos diretores, engoli em seco; eles pareciam estar falando algo sério, e eu não queria interrompê-los.

Então, esperei um pouco, estranhando o fato de não ouvir a voz de Byun; e quando ficou um silêncio, resolvi bater na porta, e logo a abri sem querer.

Bem, já era tarde. E assim que dei de cara com meus superiores, mais uma vez engoli em seco, ficando assustada, e tensa.

Acho que não foi legal aparecer aqui.

E quando foquei em uma pessoa, ela estava sorrindo ladino, parecendo se satisfazer com a situação. O que podia se esperar dele?

Juro… eu estava implorando para senhor Byun, me chamar... para não ficar aquele climão entre eles.

E sem demora, Byun fez um gesto mínimo com a cabeça, me induzindo a entrar.

-Com licença. - me pronunciei timidamente, abrindo mais a porta, e logo entrando na sala, ficando congelada bem ali mesmo, na entrada da sala.

-Senhorita, S/n? - uma das diretoras daquela universidade se pronunciou, confusa e sem jeito, sorrindo fraco, me deixando mais nervosa.

-Só vim entregar… o meu trabalho. - comentei um pouco trêmula em minha voz, mas não era por conta dos demais, e sim, por conta do olhar de Byun.

Ele parecia me encarar como nunca me encarou antes.

-Venha, me entregue, por favor. - ele chamou a minha atenção na hora, me fazendo ter um súbito frio na espinha.

Que tom de voz foi aquele? 

Ele achava que estávamos a sós na sala de antes?

E sem pensar, me aproximei dele, que encarava atentamente, meus passos e movimentos. Logo, o entreguei meu trabalho, levemente trêmula, assim que fiquei a sua frente; e o mais velho, pegou meu trabalho, após encarar o mesmo por um momento.

Claro, ele viu que eu mudei algumas coisas, era mais do que nítido.

Por que até sentado naquele sofá, ele estava tão instigante, e atraente? E não posso deixar de dizer… bem mais intimidador do que antes... 

-Irei corrigir, pensando em você com carinho. - ele comentou quase em um sussurro, levantando seu olhar para mim lentamente, me deixando surpresa e sem jeito com suas palavras, e sua atenção. -Se esforçou demais, não?

Byun estava ciente que não estava sozinho ali?

Acredito que saiba, mas não temia… típico dele.

E logo, Byun desviou seu olhar para o meu lado, olhando de forma fria para um certo alguém; e engoli em seco, ao deduzir quem poderia ser a pessoa que ele lançou esse olhar.

Meu namorado?

-Ele te ajudou? - Byun me perguntou após respirar fundo, voltando a atenção e o olhar para mim, e me apressei em respondê-lo.

-Não, senhor Byun.

Apenas o respondi, sem gesticular, nem nada, para poder ganhar sua confiança, e não demonstrar nervosismo. E acredito que funcionou, já que ele assentiu duas vezes, logo desviando seu olhar para sua bolsa, e tirando da mesma, meu precioso filho.

-Tome… - ele sussurrou estendendo seu braço, para me entregar o celular. -E eu espero, que saiba usar seu celular a seu favor, huh.

Ele comentou calmamente, enquanto eu estendia minha mão, para pegar o meu celular; mas, ele não soltava o aparelho, talvez, estivesse esperando uma resposta de mim. 

-Serei mais cuidadosa. - comentei ciente de suas palavras, e o mesmo sorriu de leve, me entregando de vez o celular.

E com isso, nossas mãos se encostaram uma na outra, me arrepiando involuntariamente. E ao olhar Byun de relance, segundos depois do nosso feito, o mesmo deixou sua boca entreaberta minimamente… ele sentiu o mesmo que eu?

-Me mostre que sim. 

Assim que ele se pronunciou, com intimidação e um sorriso pretensioso, eu só queria sair daquele lugar.

-Err… até amanhã. - me despedi um pouco sem jeito, e creio que ele notou, mas não falou nada enquanto a isso, e nem sorriu, ou riu de mim.

-Até. - ele sussurrou me encarando no fundo dos meus olhos, e sem demora, me virei de costas para si.

O que foi tudo isso? Por que eu estava nervosa? Tensa? 

Posso dizer que não era por conta dos outros, nem do meu namorado… era apenas por conta de… Byun Baekhyun.

Ele fez uma lavagem cerebral em mim, de verdade?

S/n Pov’s Off

Baekhyun Pov’s On

Eu já estava em frente a minha casa, mas ainda dentro do meu carro.

Eu pensava em S/n, e seu namorado.

Era assim sempre, ele a levava para casa, e vai saber o que faziam… 

Por que eu estou incomodado com isso?

Eu não queria muito pegar seu celular, mas não gosto de ser invasivo, e não quero me passar por hipócrita, mesmo que seu celular estivesse recebendo muitas mensagens, me deixando intrigado, e até irritado com isso… ainda mais, por deduzir ser mensagens do seu namorado.

De fato, deveria ser dele… quem poderia ser a mais? Ele deveria estar procurando sua garotinha… em uma hora daquelas.

Mas… e se eu entrasse nesse meio?

Ela me daria mais atenção?

Saberia quem eu sou?

Gostaria das minhas mensagens? 

Eu sei que eu queria a mesma longe do aparelho, mas, se fosse por mim, não teria problema; afinal, eu não tenho como conversar com ela durante a aula, certo?

Suspirei, e peguei meu celular no painel do carro, registrando o número de S/n de vez.

Como eu peguei o seu número, fácil, na sua planilha. Por destino, parece que ter ido à sala dos diretores, me rendeu muito.

Me endireitei no banco do carro, e respirei fundo ao ver o que estava escrito em seu status. Ela era bem devota a seu namorado… mas será que ele era assim, para com ela?

Comecei a digitar, e mandaria a mensagem sem remorso, sem sentir absolutamente nada em relação ao recíproco; apenas, o que eu sentia de loucura…

E era isso que eu iria escrever, para ela saber o quão intenso era o meu desejo, sentimento e loucura, claro… então, não seria apenas um… oi.

Baekhyun Pov’s Off

S/n Pov’s On

Eu estava conversando com meu namorado, no celular mesmo, já que ele tinha ido embora hoje… me deixando sem suas carícias, seu amor, aconchego…

Mas tudo bem, sobreviverei. Não sou dramática assim, mesmo que pareça… eu acho.

E ao me levantar, enquanto deixava meu celular de lado, para pegar algo para comer, escutei o aparelho tocar.

Mas… espere… o toque era diferente do costume. Quem poderia ser?

Voltei para a cama, me deitando de bruços, e pegando meu celular rapidamente, com minha curiosidade a mil… no entanto, meu sorriso diminuiu gradativamente.

Era um anônimo?

Será que ao adicionar, aparece a foto dessa pessoa, ou algo assim?

Abri o chat, e li a mensagem, me arrepiando por inteira.

Mensagem On

O que fazer quando nos encontramos obcecados por alguém?



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