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História Obsession - A Chave Final - Capítulo 15



Notas do Autor


Olha só quem veio alegrar a tarde de vocês?

Só teremos esse bônus como prometi okay.

Então, apreciem.

Capítulo 15 - Bônus: A verdadeira face do doutor Kim


Passava das dez horas da noite, quando o traumatologista Kim JongDae recebeu um chamado da ambulância que chegava ao hospital com um homem bastante ferido, depois de uma briga com outro mais forte que si. JongDae o levou até a sala de raio X, imaginando vários traumas que o homem sofrera, já que as feridas eram visíveis, inclusive ossos quebrados.

— Ele está consciente? — O radiologista perguntou, percebendo que o paciente estava imóvel, a respiração estava fraca e JongDae o arrumava no equipamento para iniciar os exames.

— Acho que está mas está sob o efeito de medicamentos. Acredito que será necessário um coma induzido para a cirurgia. — O médico analisava o homem ferido, sabendo do que seria necessário. — Quem bateu nele, queria sua morte. Com certeza.

Fez o comentário, dando início ao procedimento que duraria um tempo até descobrirem o que deveriam fazer para passarem para o médico responsável.

Foi exatamente como JongDae previu. O homem, cujo nome descobrira pelo prontuário, Wu Yifan, sofreu um ataque violento de um outro homem enciumado, Park Chanyeol que de fato, desejava a sua morte. Naquele dia, Yifan passou por uma cirurgia na cabeça que por sua sorte, não foi grave o trauma. Passou muitos dias no hospital e quando acordou do coma induzido, a primeira pessoa que viu em seu quarto, foi Kim JongDae.

— Como está se sentindo, senhor Wu?

— Quer ganhar muito dinheiro, doutor?

Yifan foi objetivo em sua oferta, essa que durou dias para ser concluída entre ambas as partes e Kim JongDae passou de médico responsável, esforçado e inteligente para cúmplice de um sequestro muito bem arquitetado. Mas, o peso em sua decisão, foi o filho, este que Yifan descobriu que morava com a mãe e precisava de cuidados especiais. O médico receberia uma pequena fortuna para ajudar a aterrorizar aquelas pessoas que não conheciam, exceto Kim Minseok, um afeto que se tornou desafeto em seu passado.

JongDae foi colocado na casa, junto aos outros rapazes que não faziam ideia de como foram parar ali e precisou fazer coisas para que sua participação fosse realista.



O ombro deslocado de JongDae


O médico recebeu algumas instruções antes de entrar na casa com a ajuda de Luhan e ZiTao. — Os caras estão machucados, você vai ter que dar um jeito de se machucar também para que eles não desconfiem. — Tao avisou quando parou com a Van em frente ao portão de acesso ao porão e JongDae teve a ideia.

— Realismo? Fácil demais. — O Kim segurou o próprio ombro, apalpando o osso que já havia sido deslocado uma vez em uma partida de futebol com outros médicos do hospital onde trabalhava, pegou um pano, o mordendo em seguida. Encontrou a fissura que havia ficado mesmo com a cicatrização, ali apertou de uma forma, deslocando o próprio ombro, deixando os dois outros homens assustados com a atitude bizarra.

JongDae estava dentro da casa finalmente, junto com os outros rapazes que choravam desesperados tentando entender o que acontecia à sua volta.




O Desafio de Minseok


Os homens tramavam os desafios para cada um dos participantes da casa, maquinavam ideias surreais para cada um, aterrorizando os meninos e JongDae teve a ideia para o desafio de Minseok.

— Ele é um tolo. Vai fazer o que está escrito no papel.

E foi o que Minseok de fato fez. Usou o isqueiro e o manto negro, colocando fogo na cortina sem imaginar que, quem estaria por trás de tudo aquilo, era o próprio Kim.

No labirinto, Minseok era para estar mas JongDae criou certa inimizade com Park Chanyeol, este que o desafiava a cada dia que passavam naquele inferno. Yifan lhe mandou escolher quem participaria da prova consigo e para brincar um pouquinho com a sanidade do Park, o Kim o escolheu, mas Yifan quis fazer com que Sehun pagasse o que havia feito contra o seu irmão, o colocando para correr aquele pequeno perigo sendo atacado pelos cães.




A seringa que paralisou Minseok


Luhan achava que os desafios não estavam sendo intimidadores o bastante, os rapazes na casa estavam aproximando-se mais do que se afastando e desconfiando um dos outros, até que JongDae pensou um pouco, em uma forma de se vingar do que Minseok lhe fizera no passado.

— Eu consigo fazer a combinação de medicamentos que podem paralisar todos os músculos do corpo, mas a pessoa pode ouvir, sem conseguir se movimentar. — Comentou com os homens em um de seus sumiços repentinos na casa, Yifan gostou da ideia e quis colocar em prática.

— Me fala do que você precisa que eu irei providenciar.

Yixing encarou o primo com receio, sabia que aquilo não daria certo, todos os limites já haviam sido ultrapassados mas para aqueles homens que buscavam vingança, não existia limites. — Cara, sabia que você pode matá-lo?

— Mas se acontecer, o doutor vai dar graças a Deus, não é doutor?

JongDae o encarou sério, Yifan iria até o final com aquilo e JongDae queria pagar para ver. Não acreditou que o chinês de fato, faria aquilo.

Conseguiu tudo o que o médico precisava para a fórmula e, como JongDae se negou a aplicar em Minseok, o próprio Yifan o faria, para que o Kim não se sentisse culpado caso o pior acontecesse. Assim, viu que o Wu era capaz de tudo e não tinha nada a perder.




Na caixa de vidro


Junmyeon abriu os olhos, vendo JongDae na caixa ao lado, achou estranho e quis saber o que o médico fazia ali. — O que você... Por que está aqui? Onde está o Minseok?

JongDae engoliu em seco, não sabia explicar como tomou o lugar do outro mas o arrependimento bateu com bastante força em seu rosto e mesmo que não adiantasse voltar atrás, tentaria ao menos fazer o certo dali para frente.

— M-Minseok destruiu a minha vida, Jun.

— Não! Ele não destruiu. Você conseguiu tudo o que queria, ele não. Minseok é um bom garoto, JongDae, não faça isso.

JongDae relutou inúmeras vezes para falar, sabia que Junmyeon dizia a verdade, Minseok não merecia nada do que estava vivendo ali. Na verdade, nenhum deles. Era covardia demais serem julgados por uma mente insana como a de Yifan, que se subjugava Deus, assinando a sentença de cada um por seus atos no passado.

— Eu... Eu... Não deveria ter feito isso. Me perdoe.

— Como você sabia que era o Minseok que deveria estar aqui, JongDae? Como?

— Eu achei o bilhete antes, então vim no lugar dele. Olha Jun, se algo acontecer comigo, o proteja por favor. O proteja de tudo e todos. — Suspirou rapidamente, ouvindo Sehun dar socos na porta para poder entrar. — O proteja de mim.

— Por que está me pedindo isso? JongDae, o que você tem a ver com esses caras?

JongDae sentiu os olhos encherem de lágrimas, estava enrolado até o pescoço naquela história mas talvez, ainda desse tempo de se redimir. — Me perdoe, mas não posso dizer. Se conseguir se soltar daqui, a chave está no fundo da caixa. Ela abre a porta. Salve-se e proteja Minseok. É só o que eu te peço.

— Como sabe dessa chave?

— Não me faça perguntas, Jun. Não poderei respondê-las agora. Faça apenas o que eu estou te pedindo.

Naquela noite, Junmyeon percebeu que JongDae havia se arrependido de tudo o que havia aceitado, sabia que ele estava metido com o irmão mesmo que não tivesse falado nada e não lhe restaria outra saída, além de tomar as rédeas da situação e enfrentar toda aquela vingança que o Wu e o seus comparsas tramaram, decidindo proteger à todos, sem exceção, inclusive JongDae.




[...]




Meses depois do acontecido, Junmyeon estava em uma cafeteria conversando por vídeo com alguns investidores, estava negociando para vender a empresa onde era sócio com o irmão falecido já que não queria nada mais daquele império onde Yifan se tornou tão ganancioso, a ponto de machucar outras pessoas.

Conseguiu fechar o negócio com chineses, se livrando daquela vida que só lhe trouxe sofrimento, quando viu um rapaz alto, moreno adentrando o local, tirando seus óculos escuros e sorrindo ao vê-lo sentado em uma das últimas mesas. — Kim Junmyeon, não acredito que te encontrei.

Acabou puxando o Kim para um abraço forte, cheio de saudades e tantos sentimentos guardados.

— Por que? Você me procurou?

Sehun puxou uma cadeira, sentando-se ao seu lado, segurou suas mãos às beijando continuamente, com um sorriso único nos lábios. — Lembra quando disse que nos encontraríamos de novo? — Segurou em seu pescoço, o puxando para lhe beijar e Junmyeon aceitou finalmente, podendo dar continuidade ao que deveria ter acontecido no passado porém, esse passado se tornou mais do que distante em sua vida.


Notas Finais


Agora sim, acabou de verdade kkkkkkkk
Espero que tenham gostado mesmo.
Quero agradecer novamente a @choientist, que me ajudou tanto com essa fanfic, lendo ela, me dando o aval para postar tudo dentro das regras do site.

Obrigada a quem leu e surtou também claro kkkkkkk quem sanou as dúvidas ou ficou mais ainda confuso kkkkkkkkk

Se não leu a primeira temporada, leia A 7 Chaves ❤️
Ela é o início de tudo ❤️

Bjo bjo e até


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