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História Obsession - A História de Phillip Thompson - Capítulo 39


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Capítulo 39 - Bêbado e Possessivo!


Fanfic / Fanfiction Obsession - A História de Phillip Thompson - Capítulo 39 - Bêbado e Possessivo!

Abril, 2003.

Nós saímos da casa dela e estávamos no carro indo para a Ônix. A turma já estava lá e ninguém ficava mais esperando todos chegarem para entrar. Depois de ficarmos muitas vezes sem um sofá para ficarmos, ou alguma mesa, achamos melhor que quem chegasse primeiro entrasse logo para garantir algum lugar para ficarmos.

Os sofás eram distribuídos ao redor da pista, e as mesas ficavam na parte de cima. Como as garotas sempre gostavam de dançar, nós sempre ficávamos em algum sofá ou na pista mesmo.

Como eu e Melanie éramos os únicos da turma comprometidos, o resto da turma paquerava muito a noite toda. Eu, obviamente, passava a noite toda perto da Mel, agarrado a ela. Mas como ela gostava muito de dançar, ela sempre se soltava, e eu ficava de olho.

Eu dirigia pensando na conversa com Dylan e em como eu falaria sobre isso com Melanie. Eu tinha que impor a ela as minhas vontades sem que ela percebesse que eu a estava manipulando. Tinha que parecer uma conversa, uma discussão entre namorados.

Olhei para ela sentada ao meu lado, no banco do passageiro do meu carro e ela estava calada olhando a rua pela janela fechada, com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo na porta. Não parecia feliz pela escolha da roupa para sair naquela noite. Ela estava com uma saia preta, solta acima do joelho. Uma blusa branca fechada no pescoço, mas que deixava seus ombros e braços de fora, e uma sandália preta, aberta, de salto alto, e que prendia no tornozelo. Ela estava elegante e comportada, mas eu sabia que ela não estava contente, não era assim que ela queria estar vestida para dançar em uma noite de diversão na Ônix, mas era o que eu queria, e mesmo estando melhor do que os vestidos de antes, ainda assim ela chamava atenção. Além da roupa, ela estava maquiada e com os cabelos soltos. Isso ainda era algo que eu precisava modificar.

Depois da conversa com Dylan, eu tinha subido para o quarto dela e ela estava irritada em escolher uma roupa. Ela não estava gostando de nada que colocava e já tinha trocado de roupa umas dez vezes, até optar por aquelas peças, a contragosto.

— Está linda! Vamos Mel – eu disse para ela encostado ao batente da entrada do seu closet, enquanto ela se olhava no espelho da penteadeira.

— Não sabia que você achava freiras lindas – ela me olhou rapidamente com deboche e olhou para a penteadeira, pegando o batom.

— Deixa de exagero, você não está parecendo uma freira. Você está me lembrando de quando você tinha dezesseis anos assim.

— Ah, ótimo! Agora eu estou parecendo uma adolescente?!

— Não. Só quis dizer que você está elegante e graciosa, como você era antes – disse e ela se manteve calada passando o batom. Um batom vermelho.

Batons vermelhos sempre se destacam muito mais do que as outras cores e chama a atenção para a boca. E claro eu não gostava de nada que se destacasse demais nela, que chamasse a atenção para qualquer coisa nela. Ainda mais se fosse para as partes principais.

Bunda, seios, boca, e claro, sua região íntima.

A sua bunda, seios e sua região íntima eu já tinha resolvido o problema. Agora só faltava resolver a boca, e ali eu achei que seria um bom momento para começar a falar sobre sua maquiagem. Eu tinha que fazer ela parar de usar. Mas teria que ser de uma maneira sutil. Eu começaria pelo batom, e aos poucos o resto, até ela não usar mais nada.

Era arriscado naquele momento, depois da conversa com Dylan? Era.

Dylan poderia ter aconselhado Melanie, conversado com ela e falado que eu estaria tentando controla-la. Falar agora sobre sua maquiagem poderia piorar tudo. Mas eu já sabia muito bem o que iria fazer, até mesmo sobre o Dylan, então fui em frente.

— Será que você poderia não usar batom hoje? – perguntei e ela me olhou incrédula.

— É sério Phillip?

— Eu só estou pedindo hoje Melanie! Nossa, parece o fim do mundo se não usar batom, se não usar maquiagem! – revirei os olhos.

— Eu gosto de usar batom Phillip. Gosto de usar maquiagem. Eu me sinto bem, me sinto bonita.

— Eu já te disse mil vezes que você é linda naturalmente. Não precisa disso. Além do mais, toda vez que eu te beijo com esse batom, eu fico parecendo o coringa! – disse sem rir e ela também não riu.

— Quem é que está exagerando agora?! – ela perguntou me olhando. – Eu não vou desfazer a maquiagem Phillip – ela fechou o batom e colocou de volta na penteadeira.

Eu não ia insistir. Eu sabia que para fazê-la parar de usar maquiagem seria mais difícil. Eu não poderia usar o ciúme como desculpas como fiz com as roupas. Eu não podia impor tudo de uma vez, tinha que fazer isso aos poucos. O meu objetivo era deixar a Mel menos atraente. Primeiro foram as roupas, depois seria a maquiagem e por fim, o cabelo. Então logo eu faria com que ela deixasse de se arrumar tanto e aí ela não seria mais tão desejada por outros e eu teria o controle total.

— Tudo bem. Quer usar, usa. Só te fiz um pedido – disse com tom de voz magoado olhando para baixo. Fiz isso propositalmente, claro. Eu não estava realmente magoado, eu estava apenas fazendo uma pequena chantagem emocional. Queria deixar ela com remorso de ter me negado um pedido tão simples. – Eu vou esperar você ficar pronta aqui no quarto – me virei ainda do mesmo modo e saí do closet.

Quando Melanie saiu do closet, eu estava sentado na beirada da cama dela, olhando para o coelho branco e rosa que eu tinha ganhado na barraca do tiro ao alvo no píer de Santa Monica para ela. O coelho estava sempre no mesmo lugar, na poltrona do quarto, de frente para a cama e ao lado da cômoda. Ela tinha todos os presentes que eu já tinha dado para ela todo esse tempo, inclusive o porta-retratos com a borboleta roxa e a mesma foto da turma no shopping. O porta-retratos ficava na cômoda junto com a coleção de borboletas de cristais dela, as quais ela sempre ganhava de William no seu aniversário.

Por alguns instantes, olhando para o coelho e o porta-retratos, eu me lembrei de como éramos naquele tempo, mas de alguma forma, eu tinha mudado, Melanie estava mudando, claro que por atitudes minhas, eu reconhecia isso, tinha plena consciência de que eu tinha mudado, mas o fato é que eu não sentia vontade de voltar a ser como era antes, eu estava gostando de estar assim.

— Estou pronta. Vamos – ela disse e virei o rosto para ela. Então precisei conter um sorriso.

Ela tinha tirado o batom vermelho. Ainda estava de batom, só tinha mudado a cor. Agora estava com um tom rosado.

— Mudou o batom? – perguntei levantando e abrindo um sorriso. Ela assentiu se aproximando de mim.

— Eu não quero o meu namorado parecendo o coringa na Ônix. Halloween ainda está longe – ela disse esboçando um sorriso e eu ri de leve. Ela se aproximou mais tocando em meus ombros e coloquei minhas mãos na sua cintura. – Desculpa por não entender antes – esticou os braços por cima dos meus ombros e me deu um selinho.

— Tudo bem. Eu só quero que entenda que eu te acho linda de qualquer jeito. Com maquiagem ou sem. Parecendo uma freira ou não – disse colocando uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e ela riu de leve baixando a cabeça no meu ombro. – Eu te amo – disse em seu ouvido e dei um beijo em seu rosto e outro no seu ombro. A abracei apertado e sorri de canto.

— Eu sei disso – ela levantou a cabeça e me olhou me dando outro beijo em seguida. Um beijo mais profundo e demorado.

Depois disso ela limpou minha boca com o polegar e saímos.

Eu voltei a prestar atenção à rua, dirigindo até a Ônix, pensando em uma maneira de falar com ela sobre Dylan. Então pensei que a melhor maneira seria abordar o assunto de outra forma. Falar da forma como fazíamos antes.

— Mel – chamei sua atenção ainda olhando para frente. –, sempre fomos sinceros e honestos um com o outro, não é? – perguntei e olhei para ela rapidamente. Ela estava com o cenho franzido, sem saber porque eu estava perguntando aquilo.

— Hãn... Eu acredito que sim. Por que está me perguntando isso?

— Porque eu quero que você me responda com sinceridade o que eu vou te perguntar – disse fazendo uma pequena pausa. – Você está feliz com essas mudanças? – perguntei e olhei rapidamente novamente para ela que abriu o rosto em surpresa pela pergunta.

— Eu estou usando uma roupa que eu não queria usar. O que você acha?

— Eu sei que essa não foi a melhor maneira de resolvermos as coisas, mas foi a única que eu achei. Se você não está feliz com isso... Não precisa fazer isso – disse e ela me olhou mais surpresa ainda. Ela ia falar alguma coisa, mas eu continuei. – Eu só espero que você saiba que se for voltar a usar as roupas que você usava antes, e agir como antes... Eu não vou conseguir controlar os ciúmes. Sendo assim só há duas opções: Aguentar as minhas crises de ciúmes, ou terminar o namoro – disse como dando a cartada final.

Eu tinha que dizer dessa maneira. Assim quando ela falasse novamente com Dylan sobre isso, ela falasse que a escolha de manter o namoro e mudar havia sido dela, e não que eu tinha imposto isso e estivesse manipulando e tentando controla-la.

— Eu só espero que você saiba que ninguém, ninguém vai te amar do jeito que eu te amo, ninguém vai fazer o que faço por você.

— Eu sei que você me ama Phillip, e eu não quero terminar. Eu aceitei reatar o namoro nessas condições para não termos que fazer isso. Eu só queria que não fosse dessa maneira. Eu só queria que você confiasse mais em mim.

— Já te disse que confio, eu não confio...

— É nos outros! – ela completou cansada de tanto me ouvir dizer isso. – Esquece isso... Eu não quero discutir – ela disse apoiando a cabeça na mão, com as pontas dos dedos em sua testa. – Por que está tocando nesse assunto agora? – ela perguntou e eu contive um sorriso. Era justamente nisso que eu queria que ela chegasse e poder falar sobre Dylan.

— Porque Dylan conversou comigo. Me deu um maior sermão! Disse que você falou com ele sobre isso e que você não estava feliz e ficou me culpando por isso. Você disse a ele que não estava feliz e que eu fiz você mudar suas roupas e seu modo de agir? – perguntei olhando rapidamente para ela.

— Eu não disse a ele que você me fez mudar, eu só contei a ele sobre a conversa que tivemos.

— Mas você não disse a ele que foi decisão sua reatar aceitando isso, disse? – perguntei e ela não soube responder.

— Eu achei que ele tinha entendido.

— É, mas ele não entendeu. Ele está achando que eu te obriguei a isso, que eu não te dei escolha. Ele está me culpando por isso e por você estar infeliz.

— Eu não disse a ele que não estava feliz. Mas ele pode ter deduzido isso. Ele me conhece muito bem.

— Por que você foi falar para ele sobre isso? – perguntei e ela me olhou incrédula.

— Ele é o meu irmão! Você sabe que eu conto tudo para ele.

— É, eu sei disso. Mas você não precisa contar exatamente tudo para ele. Principalmente sobre nós dois. É o nosso relacionamento Melanie. Nossos problemas! No que diz respeito a nós dois, tem que ser resolvido entre nós dois, não ficar falando com outras pessoas o que se passa entre a gente e ter gente se intrometendo em nossos assuntos, em nossas discussões. Por acaso quando casarmos vai ser assim? Quando tivermos problemas, discussões e brigas no casamento, você vai ficar falando da nossa vida juntos, de nossos assuntos pessoais para os outros? Fazer isso é dar oportunidade e espaço para as pessoas se intrometerem no que não devem.

— Não são pessoas desconhecidas e estranhas que não nos conhecem. É a minha  família!

— Não importa! Sobre o nosso relacionamento, sobre nós dois, temos que resolver nossos assuntos entre nós dois! Precisamos saber lidar com isso sem interferência de nossos pais ou do seu irmão! – exclamei e soltei o ar passando a mão no cabelo enquanto a outra segurava o volante. Melanie se manteve calada e eu tentei amenizar a discussão. – Eu não estou dizendo para você deixar de contar as coisas para o Dylan. Ele é seu irmão e eu sei como vocês dois são apegados. Eu só estou dizendo para não contar tudo a ele. Você não contou a ele sobre o que aconteceu no campo naquela vez que eu apertei o seu braço. E quando for contar algo para ele, não deixar de falar certas coisas também, porque nessa agora, eu que me saí de ruim.

— Eu já entendi Phillip. Eu não quero mais falar sobre isso. Não quero mais discutir – ela disse olhando para frente, ainda com a cabeça apoiada na mão.

Eu não disse mais nada durante o resto do caminho até a Ônix. Eu sabia que aquela pequena discussão tinha surtido o efeito que eu queria. Dylan não ficaria mais sabendo dos detalhes sobre o nosso namoro. Eu tinha certeza disso, mas eu ficaria atento a qualquer coisa.

Nós chegamos a Ônix e entramos. Melanie estranhou o fato de não terem colocado uma pulseira em mim por não ter idade para beber e queria avisar de terem cometido um erro, mas eu a impedi.

— Mas Phillip, você está sem a pulseira, você não tem idade para beber.

— Tenho sim. Olha – disse abrindo novamente a carteira e puxando a identidade falsa, mostrando para ela.

Melanie olhou e abriu a boca me olhando espantada em seguida.

— Randall Hunt?! Você fez uma identidade falsa Phillip? Ficou maluco? – ela exclamou.

— Shh! Fala baixo. Quer me entregar? – perguntei guardando a identidade e olhei para os lados. – Eu e o Steve fizemos, agora vamos.

— Foi isso que você foi fazer hoje de tarde? Com o Steve? – ela perguntou ainda espantada e eu a puxei pela mão andando para dentro da boate. – Eu não estou acreditando nisso Phillip! Vocês dois são malucos?!

— Melanie, quer parar? Não tem nada de mais nisso!

— Não tem nada de mais? – ela parou me puxando e me virei para ela. – Isso é ilegal Phillip! Se seu pai descobre isso você está ferrado! Quer ficar de castigo de novo trancado no quarto?

— Ele não vai descobrir. Isso se você não contar.

— Eu não sou dedo-duro Phillip. Mas você tem noção do que você está fazendo? Você não pode beber!

— Melanie, amor... Vão ser só algumas cervejas. Eu não vou ficar bêbado, está bem? Fica tranquila – dei um beijo nela e voltei a andar puxando ela pela mão.

Nós encontramos o pessoal na pista de dança e cumprimentamos todos. Quando os primeiros ali chegaram não havia mais sofás disponíveis e resolveram ficar por ali. Steve já estava com uma garrafa de cerveja na mão e disse que aquela já era a terceira. Eu avisei a Mel que ia ao bar e saí.

Quando voltei com uma garrafa de cerveja, Melanie estava dançando com as amigas, conversando e rindo. Steve se animou me vendo com a garrafa e levantou a sua batendo na minha.

Uma hora havia se passado e o assunto entre nós, homens, era um só. Mulheres, claro. Os cinco ficavam olhando ao redor jogando flerte para algumas mulheres e eu só observava rindo e fazendo comentários. Steve era o que mais paquerava, mas logo o assunto dele voltou para a sua abstinência de duas semanas e de que não estava aguentando mais, comentando que estava cercado de gostosas com seus decotes e saias curtas. O que me fez olhar para Mel dançando com as amigas, e em volta delas, muitos homens olhando para cada uma delas. Puxei Melanie pelo braço para perto de mim e ela se virou.

— O que foi? – ela perguntou e eu passei meu braço em volta da sua cintura.

— Fica aqui comigo – pedi e dei um beijo nela.

— Você está com gosto de cerveja – ela comentou no meu ouvido e eu voltei a beijá-la.

Ela me abraçou pelo pescoço e aprofundou o beijo enquanto acariciava a minha nuca. Eu amava beijar aquela boca. Amava esse carinho na nuca enquanto sua língua procurava a minha.

Melanie começou a se balançar no ritmo da música e parou com o beijo cantando a música e querendo se soltar de mim para dançar.

— Me deixa dançar Phillip – pediu com as mãos nos meus ombros.

— Você está dançando – disse a segurando pela cintura enquanto ela se mexia limitadamente no ritmo da música.

— Não assim, eu quero dançar solta – ela juntou os cabelos e o torceu, fazendo um coque.  O seu pescoço ficou à mostra e eu me inclinei a beijando ali.

Eu amava o cheiro dela, o gosto e o toque da sua pele, mesmo estando suada de tanto dançar. Isso me fazia lembrar de quando ela ficava suada no sexo.

— Eu vou no bar. Quer beber alguma coisa? – perguntei em seu ouvido e a olhei.

— Uma Coca.

— Vamos comigo?

— Eu quero dançar Phillip!

— É rápido Melanie – a soltei e segurei em sua mão me virando para sair e a puxei.

Peguei mais uma cerveja e a Coca dela e voltamos para onde estávamos. Melanie se juntou as amigas e eu não estava gostando de ficar ali, com um monte de homem ao redor da gente e delas. Então sugeri aos rapazes de sairmos dali, dando a desculpa de a pista estar cheia e irmos para um lugar que estivesse mais calmo. Eles aceitaram e avisaram as garotas que quiseram ficar ali, mas a Mel ia comigo. Segurei em sua mão e a puxei com ela reclamando que queria ficar ali com as amigas.

— Phillip, eu quero dançar! – ela reclamou.

— Você pode dançar onde vamos ficar.

— Mas eu quero ficar com as minhas amigas.

— Melanie, elas são solteiras, estão paquerando, você não! Você vem comigo!

— Eu não vou fazer nada Phillip! Viu só que você não confia em mim?

— Melanie, não começa! – exclamei me virando para ela. – Um cara chega em você, você não consegue se defender, ele te agarra e eu não estou perto para te defender! Não discute, você vai ficar comigo! – me virei voltando a andar puxando ela e seguindo os outros.

Nós paramos em um canto da pista de dança, próxima a parede e estava bem mais folgado.

Estávamos ali havia alguns minutos e Melanie estava com os braços cruzados atrás de mim, segurando a lata de Coca-Cola em uma das mãos, enquanto eu conversava e ria com meus amigos. Max estava ao meu lado e olhou para Mel atrás de mim e passou por mim indo falar com ela. Eu olhei rapidamente para eles dois e voltei a minha atenção para os outros quatro.

Passados poucos minutos olhei de novo para trás e Mel ria de algo que Max estava falando e ele se remexia, logo percebi que ele não estava falando e sim cantando. Estava tentando animar Mel e fazer ela dançar. Puxou os braços dela, fazendo com que ela descruzasse os braços e os segurou mexendo os braços dela para frente e para trás e ela riu de leve. Então ele levantou um braço dela e a girou a fazendo rir.

— Ei, Max – o chamei tocando nele e ele me olhou. –, vem cá. – o puxei e passei o braço em volta do ombro dele. – Olha aquela gata ali – apontei com o dedo e o braço esticado para uma mulher aleatória dançando na pista de dança.

— O que é que tem? – ele perguntou em voz alta para ser ouvido.

— Ela estava te olhando. Vai lá, chama ela para dançar – disse e o empurrei de leve. – Vai beijar uma boca!

Ele me olhou com o cenho franzido, andando e se virou indo até a mulher. Eu virei o gargalo da cerveja na boca enquanto olhava ele ir até ela.

— Max vai chegar naquela ali? – perguntou Tyler ao meu lado e eu assenti.

— Ele precisa dançar com alguém e beijar na boca – disse em voz alta e Tyler riu.

“Precisa dançar com alguém que não seja a minha namorada!”

Olhei para Mel atrás de mim que estava cantando a música que tocava e se balançando de modo contido. Me virei e me aproximei rapidamente dela a beijando com vontade, encostando ela na parede. Eu estava louco para me sentir dentro dela. Tinha passado a semana toda sem conseguir uma foda. A minha mão estava em sua cintura e a desci até a sua bunda, que agarrei com vontade.

— Vocês dois aí! – ouvi a voz do Steve em alto e bom som. – Vocês não estão me ajudando! Arrumem um quarto!

“Ah, com certeza eu vou depois que sair daqui!”

Desci o beijo pelo pescoço dela e senti vontade de abrir aquela blusa e beijar seu colo, mas não era possível. Isso era o ruim dela não usar decote. Eu estava excitado, meu pau estava duro, latejando de vontade em meter nela. Projetei meu quadril para frente a apertando mais contra a parede e fazendo ela o sentir dentro da calça.

— Phillip... – ela disse em meu ouvido e eu tomei os seus lábios com avidez. Ela colocou as mãos nos meus ombros e afastou o rosto para o lado. – Phillip, para com isso.

— Parar com o quê? Com o beijo? Com o amasso? – perguntei desprendendo ela da parede.

— Isso aqui não é lugar!

— Claro que é! – eu disse rindo e ela me olhou séria. – Ah Melanie, sério? Cadê a minha namorada que tirou a calcinha no carro?

— Foi embora junto com as roupas dela! – ela respondeu e se soltou de mim.

— Ei aonde vai? – segurei o braço dela.

— Ao banheiro. Posso? – ela perguntou se virando para mim.

— Eu vou com você.

— Phillip, eu posso ir sozinha! Que saco! – ela disse irritada.

— Eu também quero ir ao banheiro! Posso mijar também? – perguntei da mesma forma. Ela se virou começando a andar e eu a segui.

Eu sempre ficava esperando ela ir ao banheiro para ir também, mesmo que eu estivesse apertado.

Depois que nós saímos do banheiro, eu fui ao bar novamente com ela reclamando de que eu já tinha bebido demais, que eu disse que seriam poucas cervejas, mas eu já tinha passado da conta. Eu não dei ouvidos e peguei mais uma.

Quando voltamos para o local onde estávamos as garotas estavam lá e Mel se animou novamente. Ficou conversando com as amigas próximas a parede que ela estava antes e dançaram um pouco.

Mais uma hora se passou e Steve já estava bêbado. Ele ficava gritando que era virgem de novo, perguntando quem queria tirar a virgindade dele, fazendo a gente rir. Ele ficou perturbando Tiffany quase a noite toda pedindo para ela beijar ele e tirar o cabaço dele de duas semanas. Mas ela levava na boa, ria e tirava zoação dele.

— Até essa mulher está me esnobando! O que foi que eu fiz Senhor? – ele perguntou olhando para cima depois de pedir mais uma vez para Tiffany o beijar e ela recusou. – Eu vou pegar uma mulher aqui nessa porra! Vou perder a minha virgindade hoje! – ele gritou se virando para a pista de dança e apontou com o dedo aleatoriamente para as mulheres na pista e fazendo uni-duni-tê. Todos nós ríamos.

Tyler passou o braço no ombro dele e ficou falando com ele enquanto o resto voltava a conversar paralelamente e dançar.

Quanto a mim, eu também já estava bem bêbado, mas continuava virando o gargalo da garrafa na boca e Melanie reclamando, me pedindo para parar.

~~O~~

Às três da manhã, depois de muita cerveja, resolvemos todos ir embora. Steve e eu saímos da boate abraçados, cantando, falando em voz alta e rindo que nem dois idiotas bêbados. Tinha sido a melhor noite de todas.

— E eu sigo sendo virgem! – ele disse em voz alta, já na rua e riu alto se curvando para frente e eu também. – Que aposta mais filha da puta essa! Tiffany! Tiffany! – ele a chamou se virnado para trás.

— Nem vem Steve! – ela disse e ele me soltou.

— Eu te amo TiffTiff! – ele abriu os braços indo em direção a ela e rimos.

— Esse aí está bem bêbado mesmo, dizendo que ama Tiffany! – Rebecca disse rindo e rimos dele abraçando Tiffany que ria.

— Está certo Steve, eu acredito – ela disse.

— É sério, ó – ele se virou soltando ela e abriu os braços. – Eu amo todos vocês! São os melhores amigos, amigos pra caralho!

— Olha o papo de bêbado – disse Lisa em voz alta e rimos.

— Porra, ninguém me leva a sério! – ele disse baixando os braços e fazendo biquinho.

— É agora que vem a choradeira de bêbado? – perguntou Shane.

— Vocês são os meus melhores amigos, porra – ele fez cara de choro.

— É! – todos responderam a pergunta do Shane e riram.

— Eu também amo você amigo! – eu disse abrindo os braços e ele veio de encontro a mim com os braços abertos.

— Eu sabia! Eu sabia que tinha um que me amava! Tinha que ser o meu puto!

Nós dois nos abraçamos e não sabia quem estava segurando quem para não cair.

— Dois bêbados! – gritou Louis e riram.

— Vocês são uns ingratos! – Steve me soltou olhando para os outros. – Eu e meu amigo Phillip, vamos sair dos doze e vamos ser apenas os dois!

— Certo, chega. Vamos embora – disse Tyler se aproximando do Steve. – Vamos para casa seu bêbado! – ele o puxou e pediu a chave. Steve deu  chave do carro dele para Tyler ir dirigindo.

— Vamos Phillip, vem – Mel me chamou esticando o braço com a mão aberta e eu segurei em sua mão. – Me dá a chave – pediu abrindo a mão.

Melanie sabia dirigir, só não tinha carro. Por escolha dela mesmo. Mas depois que tínhamos terminado o namoro, ela pensou na possibilidade de ter um e não ficar pedindo carona para Jennifer ou ter que deixar a mãe levar ela para o colégio. No dia em que ela saiu com Dylan, enquanto eu estava de castigo, foi justamente para treinar a direção. Ele a tinha ensinado bem. Mas eu não queria que ela fosse dirigindo, eu queria dirigir.

— Não. Eu vou dirigindo.

— Phillip, você não vai dirigir coisa nenhuma, você está bêbado. Me dá a chave.

— Eu posso dirigir sim, eu estou ótimo!

— Phillip, eu não vou entrar no seu carro com você bêbado!

— Vai sim!

— Não vou não! E eu não vou deixar você dirigir desse jeito. Ou você me dá a chave ou eu não vou com você

— Eu vou dirigindo e você vai comigo! – segurei no braço dela com firmeza e comecei a andar para o carro.

— Phillip eu não vou com você nesse estado! Me solta! – ela disse em voz alta e girou o braço se soltando de mim. Eu em virei rapidamente e a segurei de novo.

— Você é minha namorada e vai comigo sim! – vociferei e logo os sóbrios da turma vieram ajudar Melanie.

— Ô, ô, Phillip, para com isso, solta ela – disse Max.

— Não se intromete! Ela vai comigo!

— Eu não vou com você dirigindo nesse estado Phillip! – ela disse e se soltou novamente se afastando rapidamente para eu não segurá-la de novo. Eu avancei para ela e me impediram criando uma barreira entre mim e ela.

— Melanie você vai comigo e ponto final! – esbravejei tentando passar.

— Phillip, pensa bem! – disse Max na minha frente.

— Pensa bem o caralho! Ela vai comigo! 

— Ela não vai com você dirigindo e nem a gente vai deixar você dirigir assim – disse Jennifer com firmeza. – Eu levo a Mel e Max leva você.

— Vai porra nenhuma! Ela vai comigo! – avancei e me impediram. Jennifer virou Melanie e eu tentei passar. – Melanie, volta aqui!

— Me dá a chave! – ela pediu firme. – Se não eu não vou!

— Eu não vou dar chave porra nenhuma e você vai comigo! – vociferei.

— Phillip, calma! – pediu Stephanie.

— Calma o caralho!

— Espera aí gente, calma, calma – pediu Max. – Deixa eu falar com ele. Phillip, me escuta.

— Eu não quero saber de nada Max, não se intrometa!

— Phillip, você está bêbado, dirigir assim pode ser perigoso! Pensa na Mel. Se acontece um acidente e ela se machucar? A culpa vai ser de quem? – ele perguntou e eu olhei para ele.

Ele tinha ganhado a minha atenção em me falar isso, pois se tinha uma coisa que eu não queria, era que ela se machucasse ou por a vida dela em perigo. Se acontecesse algo com ela, eu não suportaria. Se ela morresse? Eu morreria junto.

— A culpa vai ser sua e teria sido evitado se você desse a chave para ela e deixar ela dirigir quando você estiver bêbado. Essa não vai ser a primeira vez, então porque não dá a chave para ela e vocês vão para a casa juntos e sem perigo de acontecer um acidente? – ele perguntou e eu fiquei calado. – Sem falar que a policia pode te parar e a merda vai ser grande. Vamos, me dá a chave – ele pediu e eu tirei a chave do bolso e entreguei a ele. – Toma Mel – ele esticou a mão e abriram espaço para ela que pegou a chave.

— Obrigada Max – ela agradeceu a ele e se pôs ao meu lado.

— Obrigado Max, desculpa amigo, eu te amo cara – eu o abracei e ele riu.

— Tá, tá. Eu também. Agora vai cuidar dessa bebedeira. Cuida dele Mel.

— Eu vou.

Nos despedimos de todo mundo, pedi desculpas as garotas também da mesma forma que pedi ao Max e eu e Mel andamos até o carro.

Chegamos ao meu carro, entramos e saímos logo em seguida.

Quando chegamos à casa dela, ela deixou meu carro no pátio da casa, debaixo de uma das árvores para não pegar muito sol pela manhã e entramos. Ela tentava fazer com que eu não fizesse barulho, mas eu estava muito bêbado e quando chegamos ao quarto dela, eu caí na cama rindo.

— O que foi que aconteceu? – perguntou Dylan na porta.

— Dylan! – eu disse em voz alta levantando os braços. – Meu cunhado foda!

— Phillip, para de gritar – Melanie pediu e Dylan entrou no quarto. – Ele bebeu demais.

— Bebeu? Como assim ele bebeu? Vocês foram pra onde? Não foram para a Ônix?

— Fomos, mas ele arranjou um jeito de beber – ela disse olhando para ele. – Arranjou uma identidade falsa – ela disse e Dylan riu. – Não tem graça Dylan.

— Ah Mel, isso é tão comum! Eu tive uma – ele sorriu e eu levantei a cabeça.

— Ahá! Viu só? O Dylan teve uma, por que eu não posso? – disse em voz alta.

— Phillip, fica quieto! Vai acordar a casa toda! – Melanie me repreendeu e eu fiz careta.

— Não me chamo Phillip, me chamo Randall Hunt! – eu disse e Dylan riu achando graça.

— E você ainda acha graça! – disse Melanie para Dylan.

— Ah Mel, é engraçado! Randall Hunt! – ele riu e eu sorri com a cabeça erguida. – É o nome que está na identidade? – ele perguntou rindo e ela assentiu séria.


— Vê se eu posso com isso? – ela perguntou para ele cruzando os braços. – Mas e você? Como assim você teve uma? 


Os dois ficaram conversando enquanto eu via o quarto da Mel girar. Eu me virei para o lado e subi mais na cama engatinhando. Peguei um travesseiro, o abracei de bruços e apaguei.



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