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História Obsession - VMIN - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Quarto


Fanfic / Fanfiction Obsession - VMIN - Capítulo 5 - Quarto

Jimin  sentia de forma esmagadora a sensação de estar sendo observado, era tão angustiante e amedrontador que seu corpo mergulhava em pura tensão e seus músculos doíam. 

Claro que sempre teve aquela sensação, por várias e várias vezes aquilo foi tão latente que o garoto chegava a parar nos cantos agoniado procurando para ver se encontrava alguém, entretanto, o homem vestido de preto na frente do shopping foi a única evidência que tivera. 

Ele estava caminhando lentamente em direção a casa da amiga, tinha passado boas horas conversando com a avó, mas nada o consolaria mais do que os braços de Hye-jin. 

Estava triste, profundamente e tudo se dava ao modo horrendo como Taehyung o tratou, tudo bem, aos olhos de muitos aquilo era tão insignificante, era normal pessoas tratarem mal uns aos outros e ele mesmo não era o melhor exemplo de um ser amigável. Ele também não entendia porque estava daquela forma por conta do Kim. 

Outras pessoas já haviam o tratado mal e apenas deixou passar, mas com ele era diferente. Talvez Jimin  tivesse o idealizado demais e quando Taehyung  deixou de ser o príncipe encantado que em seu consciente já estava formado, e se externalizou em um cara totalmente diferente, Jimin  se sentiu decepcionado e triste, profundamente. Com isso, ele apenas seguiu para casa da amiga de cabeça baixa e não deu a devida importância ao fato de ter alguém a alguns metros de distância lhe observando por trás de um amplo arbusto e sorrindo, como se estivesse diante a paisagem mais linda do mundo.

*** 

Hye-jin simplesmente surtou ao saber que seria tia e que o irmão estava longe o suficiente para que ela não pudesse acompanhar a gestação da cunhada, mesmo que não simpatizasse lá essas coisas com a mesma. 

Queria está presente na primeira ultrassonografia e ser a primeira a saber o sexo do bebê, cochichar palavras de carinho contra a barriga estufada e acompanhar de perto todos os detalhes para a decoração do quarto. Já se imaginava ensinando o sobrinho ou a sobrinha a dar os primeiros passos ou correr no meio da chuva, lhe entupindo de doces a escondidas e a mirar direito para que a papinha batesse bem no meio dos olhos do pai. 

Mas seu irmão, Ahn Hee-Min, morava em outro estado e nem que ele repetisse constantemente que "Hyen, o bebê ainda é uma semente, você só poderá fazer isso daqui a uns bons meses" a garota ainda não conseguia parar de berrar ao telefone insinuando que o irmão a detestava e não queira ela perto do seu futuro sobrinho. 

HyunJu, mãe deles, por outro lado teve uma reação mais branda, parabenizou o casal extremamente feliz pela notícia ao mesmo tempo em que sentia seus olhos marejando de emoção, amava o filho e tudo que queria era que ele construísse sua família, se realizasse profissionalmente e, acima de tudo, fosse feliz com todas as suas conquistas. A mulher ficou com a filha até dar a hora de ir ao trabalho, ela era médica pediátrica no maior hospital da cidade, motivo esse que a fez mudar anos atrás, e normalmente Hye-jin tinha a casa só para ela pelo menos três noites na semana. 

Quando a mãe saiu depositando um beijo na testa da filha, Hye-jin preparou um sanduíche rápido na cozinha e foi para sala, já não estava mais brava, os ânimos haviam acalmado e resolver procurar qualquer filme que pudesse lhe distrair. 

O prato com os farelos de pão estava em cima da mesa de centro, um filme qualquer passava na TV enquanto Ahn se via mais entretida em algumas fotos em uma rede social qualquer e na troca de torpedos com o namorado, do que de fato nas cenas que devia estar assistido. Fazia em média quinze minutos que Jimin havia lhe ligado avisando de uma visita nada surpresa e ela sabia bem que algo tinha acontecido com ele. 

Jimin  não era um amigo que lhe entupia de dramas e problemas, apesar de ter muito dos dois rondando sua vida nos últimos tempos, as conversas deles eram leves acompanhadas de gargalhadas com vontade e gestos de carinhos, mas havia momentos que um precisava do colo do outro, chorando as pitangas no ombro do amigo e ela sabia que esse era o único motivo para ele sair a noite de sua casa para ir até a dela, quando em outros casos se contentava em passar horas ao telefone conversando sobre coisas que não deu tempo no decorrer do dia. 

Jimin  já era íntimo o suficiente tanto da casa quanto das donas para não precisar apertar a campainha, a noite estava abafada e isso o fez pôr apenas algumas roupas leves, o que rendeu quase um discurso por parte da sua tia-avó sobre como era importante sempre sair bem vestido de casa. Assim que entrou ele encontrou Hye-jin deitada de qualquer jeito no sofá, a televisão ligada para ninguém e um silêncio enorme na casa. 

- Está sozinha? 

- Mamãe foi trabalhar - respondeu sem fazer questão em tirar os olhos do celular - Eu vou ser tia. 

- Oi? - o tom surpreso na voz dele fez Hye-jin olha-lo pela primeira vez notando o seu rosto levemente avermelhado - Como assim? 

- Meu irmão engravidou a esposa e terão um filho. 

Jimin se juntou a ela no sofá sentado na ponta desocupada conseguindo enfim a total atenção da amiga, que com um simples gesto o convidou para se juntar a ela ali e ele, sem pensar ao menos uma vez, deitou-se junto ao corpo curvilíneo e alto de Hye-jin, usando o antebraço dela como travesseiro enquanto ela passou a mexer em seus fios tingidos. Passaram alguns minutos em silêncio, a presença um do outro parecia fazer eles se acalmarem de uma maneira a qual ninguém mais entendia, e naquele momento nenhum dos dois pareciam interessados em romper a bolha de calmaria que se encontravam. Mas ela sentiu seu coração verdadeiramente dolorida ao ouvi-lo chorando baixinho, e por mais que aquela vez não fosse a primeira, aquele som sempre iria partir o seu coração. 

- Quer me contar o que aconteceu? 

- Eu sou uma aberração. - sussurrou segurando um soluço no meio da fala. 

- Não fale assim, por favor. Você é uma das coisas mais preciosa que existe nesse mundo e em minha vida, jamais será uma aberração. 

- Todos os dias me deparo com situações em que parece que o destino criou estrategicamente para me fazer lembrar que eu só apenas um qualquer, rejeitado pelos pais e considerado por muitos como alguém doente. Detesto me sentir desprezado e humilhado, e quando ele me fez tocar naquele assunto tão particular e depois me deixou para trás como se fosse um nada, me senti o mais insignificante dos seres. 

- Ele? - ela questionou confusa e com isso Jimin se levantou dando total visão do seu rosto branco coberto por um forte rubor rosa por conta do choro. 

Ele fez questão de contar a Hye-jin tudo que havia acontecido desde o primeiro momento em que pós os olhos em Taehyung. A forma como o sol brilhava sobre sua pele bronzeada ou o quanto adorável ficava com os olhos apertados em um sorriso e até mesmo como as mangas da camiseta repuxava em seus bíceps toda vez que retirava os cabelos dos olhos. E Hye-jin escutou a tudo erguendo apenas a mão para enxugar as lágrimas que escapavam dos olhos dele, sem se importar com o fato de Jimin está usando mais detalhes do que normalmente usaria para descrever alguém ou até mesmo um fato ocorrido. 

Quando Jimin terminou seus relatos ela pode constatar que seu coração parecia ainda mais dolorido e por isso apenas o abraçou forte, sem dar espaço algum para que ele saísse dali e Jimin agradeceu mentalmente por isso e a única coisa que fez foi chorar e nada mais. 

- De um tempo a ele, quando esse Taehyung  pensar no quão idiota foi, aposto que irá lhe pedir desculpas. Mas até lá, jamais volte a se pôr tão pra baixo, você é incrível exatamente do jeitinho que é e se as outras pessoas não conseguem ver isso e te julgam por querer ser feliz, dane-se todas. 

*** 

Taehyung  já não sabia quantas doses do seu amado whisky ele tinha tomado em menos de dez minutos, a bebida quente descia áspera por sua garganta como água e cada copo que virava, tudo que ele queria era continuar bebendo e bebendo. 

Fazia em média 29 horas que ele não dormia, seus olhos estavam pesados e vermelho pela mistura de sono e álcool, sua cabeça latejava e seus ombros doíam como se sustentasse toneladas de quilos nas costas, na verdade, todo o seu corpo parecia dolorido e nem mesmo os milhares de banhos gelados que tomou naquele período de tempo o ajudou com aquilo. 

Seus pensamentos estavam inquietos, minto, seus pensamentos estavam em uma verdadeira guerra. Ele passou tanto tempo lutando contra aquele seu lado, foram anos reprimindo seus desejos e diariamente enfrentava incansavelmente todos os fantasmas do passado, entretanto, depois daqueles malditos olhos miúdos, a batalha de Taehyung  se tornou ainda mais árdua. 

Céus, ele só queria poder fechar os olhos e não ouvir os gritos da sua mãe ou os xingamentos do pai, queria deitar a cabeça no travesseiro e poder está tranquilo, mas, era inevitável não lembrar daquele fatídico dia ou pior, não havia um dia sequer que ele não lembrasse da cena em si. E tudo havia piorado consideravelmente depois que o loiro apareceu em sua frente. 

Ele estava esparramado no sofá da sala pequena, seus sapatos estavam jogados em algum canto do cômodo e sua camisa sobre o encosto da poltrona. O botão da sua calça estava aberto e a mão vaga dentro do jeans enquanto na TV Led passava uma imagem de um dos seus amados filmes, uma loira dos peitos fartos fazia um belo oral em um homem alto e musculoso. 

Quantas e quantas noites ele não gastou daquela forma, se masturbando enquanto assistia coisas tão sujas. 

Não era como se ele sentisse um prazer extremo ao ver caras estranhos fudendo incansavelmente mulheres cobertas de lubrificantes, na verdade, ele nem sequer entendia qual era a lógica dos filmes pornôs e normalmente avançava as cenas focadas de penetração, mas ele tinha a errônea convicção de que aquilo era o que um “homem de verdade" fazia e tinha o seu estilo de vida como um refúgio e também um martírio, dependendo do caso. E, no que se tratava de Park Jimin, tudo era um grande e verdadeiro tormento. 

Taehyung  sentia sua cabeça girar só em lembrar aquela figura loira, e não era como se pudesse negar, mas na manhã seguinte ao fatídico encontro na praça, ele se pegou masturbando na hora do banho imaginando os lábios avermelhados de Jimin  em torno do seu membro e o mesmo lhe olhando com aqueles olhos lindos e as bochechas rosadas enquanto tinha o prazer de abrigar toda sua extensão dentro daquela boca quente. 

Enquanto pensava nisso, desistiu do que estava fazendo dentro da calça e apenas focou sua atenção na TV ligada e na mulher que gemia vergonhosamente enquanto um homem a penetrava de quatro, em algum lugar distante da sua mente Taehyung  até ouviu o celular chamando, mas não tinha a menor capacidade em atender ou até mesmo ler o remetente. 

E foi daquela forma, os cabelos cacheados grudando em sua testa e nuca devido ao suor, o peito desnudo e molhado de whisky, olhos inchados, o pênis apontando livremente para fora do jeans e a mulher gemendo a sua frente que Taehyung  tomou o último gole da sua garrafa de whisky aquela tarde. 

- Essa é pra você, papai – um soluço alto e embriagado escapou dos seus lábios ao que ele gargalhou sem motivos algum - Espero que esteja queimando no inferno. 

Por fim, finalmente adormeceu. 

*** 

O céu estava em um aspecto bonito, as nuvens brancas refletiam bem o brilho da lua e deixava tudo sombrio e estranhamente lindo. 

Ele estava no escritório da sua casa observando a vista pelas longas janelas de vidros, no notebook em cima da mesa mostrava Jimin dormindo sereno na pequena cama do seu quarto e isso fazia seu coração apertar, só em imaginar que seu menino estava tendo dessa vida muito menos do que deveria. Na parede oposta à janela, o mural de fotos do garoto enfeitava todo o espaço e dava um ar bem mais medonho a tudo. 

Um bipe soou escândalo pelo escritório e ele apenas revirou os olhos quando a voz da sua companhia saiu pelo interfone da secretaria eletrônica avisando que já iria se recolhendo no quarto deles e o esperava para dormir. Sem a menor pressa, retirou o celular do bolso da calça e discou o número dois, aonde ia direto para a chamada rápida do aparelho. 

- Senhor... - a voz grave atravessou o pequeno aparelho em sua mão após dois míseros toques - Aconteceu algo? 

- Conseguiu entrar em contato com o garoto? 

- Ainda não, senhor. 

- Quanta incompetência! - grunhiu sem a menor cerimônia ou paciência, não era do seu feitio tal coisa - Pois bem, trate de fazer isso o mais rápido possível, quero ter uma conversa bastante séria com ele após o café. 

E sem rodeios algum, ele apenas desligou a chamada de voz e voltou a enfiar o aparelho celular no bolso e foi em direção à mesa do escritório. Como todas as noites, conferiu se Jimin estava mesmo dormindo tranquilamente em sua cama e apenas sorriu ao vê-lo esparramado sobre o colchão calmo como um verdadeiro anjo. 

Em seguida foi até a parede repleta de fotos e passou os dedos longos sobre os retratos do garoto sorridente, havia ali imagem de todas as formas possíveis e de épocas e ângulos diferentes, um verdadeiro santuário de Park Jimin. 

Ele deixou um beijo sobre uma determina foto onde o garoto olhava para algo fora da janela do quarto e logo em seguida, preferiu as palavras que preferia todas as noites, religiosamente. 

- Boa noite, meu menino, eu amo você. 


Notas Finais


PRESTEM ATENÇÃO NOS NOMES!


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