História Obsession Paulo Dybala - Capítulo 55


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi minha lindas! Estou sentindo saudade dos comentários

Capítulo 55 - Quinquagésimo terceiro capítulo


|• Paulo

 

Ter que enganar Antonella de certa forma me deixava triste, eu imagino como ela vai ficar com raiva por eu esconder algo assim porém é para o bem dela, e sempre foi.

 

Ela estava comendo algo, finalmente estava conseguindo comer e falar. Sua recuperação foi tão rápida que me sinto muito mais aliviado de saber que ela não sofreu sequelas graves.

 

Emre estava na sala vendo algo no celular, não queria sair do lado dela assim como eu. 

 

- Emre eu vou entender se você quiser ir para casa, já está aqui o dia todo. - Antonella diz chamando a atenção dele. - Está tudo bem?

 

Ele me encarou.

 

- Eu estou preocupado com você apenas isso, amor. - Diz. - Eu quero ter certeza que você está bem.

 

- Eu estou ótima, até me alimentando sozinha. Agora eu só quero ver o meu pai, mais não me deixam levantar. - Bufa. - Paulo, por que está aqui?- Pergunta. - Melissa está por aqui também? - Pergunta preocupada.

 

- Não, ela está em casa. Precisava descansar.

 

- Paulo e eu não saímos deste hospital desde que você sofreu o acidente, a Melissa ficou mau nos últimos dias e ficou internada aqui também quando tudo aconteceu. - Can diz.

 

- Eu sei, muito bem.- Antonella diz.

 

- Mais você esteve desacordada quando ela esteve internada. - Digo.

 

Eu estava curioso.

 

- Deixa, você não iria acreditar em mim Paulo. - Antonella me encara.

 

- Pois eu sim, pode me dizer. - Emre se levantou e caminhou até ela, e eu fiz o mesmo. - Não tem nada que você me diga que possa me deixar em dúvida. - Ele parecia querer me desafiar.

 

- Diga, o que Melissa queria aqui? - Pergunto.

 

Antonella respirou fundo e encarou os meus olhos.

 

- Eu estava acordando lentamente, na verdade apenas conseguia ouvir oque ela dizia. Mais acabei me assustando com ela. - Antonella explica. - Eu não imaginei que ela me diria coisas tão cruéis, eu juro que nunca mais quero ver a Melissa na minha vida. - Diz com os olhos marejados. - Ela disse que tinha envolvimento com o acidente.

 

Eu gelo, não posso acreditar que Melissa possa estar envolvida em algo assim.

 

- Você só pode estar brincando! Melissa envolvida nisto? - Emre ri. - Antonella ela é sensível, está grávida! Uma mulher grávida não teria coragem de fazer algo tão ruim assim com a própria prima.

 

Ela encarou Emre de modo estranho, parecia decepcionada.

 

- Não acreditam em mim. - Diz. - Eu deveria saber não é? Mesmo com tudo que ela já me fez vocês acreditam nela.

 

- Você estava sedada, pode ter ouvido errado ou pode ter tido uma alucinação. 

 

Eu não digo nada, apenas deixo que Emre se complique mais com ela, assim terei um tempo com Antonella. 

 

- Eu não sou louca, ela esteve aqui! Ela disse que queria me ver morta e me ameaçou, ameaçou o meu pai! Por isso não vou conseguir ter paz enquanto não ver o meu paizinho! - Diz tentando se levantar porém eu a paro. 

 

Eu tentava me manter calmo, não estava surpreso. Não duvido nada que Melissa tenha vindo a este quarto, porém duvido que ela tenha envolvimento com o acidente.

 

- Não! Fica aqui, não pode fazer esforços. - Digo. - Calma, está tudo bem!

 

- Meu pai está bem? Ele acordou? - Pergunta com os olhos cheios de esperança. - Vocês veem ao meu quarto e não me dizem nada sobre ele!

 

Eu me sentia péssimo por mentir.

 

- Sim, ele está ótimo. - Digo por pressão. - Mais agora se acalme, volte para a cama e descanse. - Sorri.

 

- Você tem certeza? - Pergunta. 

 

- Sim, eu tenho. - Digo com certo medo na voz. 

 

- Paulo, podemos falar rapidamente a sós? - Emre diz educadamente e eu apenas digo um sim.

 

 

- Não vão brigar hein! - Anto diz sorrindo.

 

Eu apenas sigo para fora com Emre.

 

- Você acabou de confirmar que o pai dela está vivo. - Ele diz me dando uma bronca. - Que merda você tem na cabeça? Eu não vou me prestar a isso, não vou esconder isto dela!

 

- A família me disse que ela não deve saber, porque ela está se recuperando. - Digo. - Você não leu as mensagens que te mandaram não é? As malditas mensagens de família, você não leu nenhuma. 

 

Ele revira os olhos.

 

- Eu estava tentando a ajudar, fiquei o tempo todo com a Izabel chorando no meu ouvido. Eu não estava preparado para ter que organizar um velório! - Ele diz. - Eu não vou carregar a culpa de ver Antonella se iludindo, achando que o pai está vivo! Eu me recuso a mentir em algo tão grave. - Ele diz. 

 

- Se você gosta dela vai mentir pelo seu próprio bem! Não vou a deixar sofrer assim. Antonella é capaz de ter um treco se souber que o pai morreu. Ela nem ao menos se recuperou do acidente como deve.

 

Emre revira os olhos e passa as mãos por seu rosto.

 

- Dybala, Dybala, a responsabilidade é toda sua. - Ele bateu no meu ombro. - Eu preciso descansar, infelizmente vou te pedir para ficar com a minha namorada enquanto eu descanso e como alguma coisa. - Ele diz. - Sobre a minha namorada... - Emre fez questão de ser claro. - Não tente nada, ou eu juro que não vou ser bonzinho.

 

- Eu não tenho medo de você, não se preocupe. Ela estará segura comigo. - Sorri simpaticamente para ele.

 

Entro novamente no quarto e vejo Antonella encarando o teto depois de comer o mínimo possível.

 

- Ele precisou sair, descansa um pouco. - Digo me sentando próximo a ela. - Está melhor? 

 

- Estou, não se preocupe Paulo. - Diz. - Minha mãe não me visitou hoje, sabe se aconteceu alguma coisa?

 

Eu tento organizar alguma resposta na minha cabeça.

 

- Sua mãe está se dividindo entre você e o seu pai. - Digo. - Mais eu não sou uma boa companhia?

 

Ela sorriu timidamente.

 

- Não é isso, você sabe. Eu nem ao menos sei como minha prima te deixou vir aqui. - Comenta.

 

- Uma trégua, pelo seu bem. - Digo e vejo a expressão dela mudar.

 

- Ela disse isso? - Antonella estava visivelmente incomodada. - Eu nem ao menos sabia que ela queria o meu bem, ela sempre fez questão de me fazer mau.

 

- O que foi Antonella? Me diz. - Falo.

 

- Melissa não é quem diz ser, e ninguém quer acreditar em mim! Paulo você não pode se casar com ela, e muito menos deixar que ela fique com os seus filhos! - Antonella fala rapidamente e eu vejo o quão este assunto a deixa irritada e nervosa.

 

Descido não perguntar o porquê, não quero ela ainda mais tensa hoje. Sei que deve ser apenas um rixa recente das duas e que Antonella estava relembrando de fatos. 

 

- Paulo! - Ela diz. - Eu preciso que você se afaste dela, eu preciso que você não deixe os seus filhos perto dela. Por favor!

 

Eu me incomodo.

 

- Antonella você está com medo de Melissa? Ela está mudando, não é a mesma de antes. - Digo. 

 

- Meu Deus do céu, como você é burro. - Ela diz alterada. - Como você consegue Paulo?

 

- Antonella você acabou de acordar, estava sedada a dias! Quer que eu acredite que a minha noiva arquitetou um plano de morte para ambos e esteve no seu quarto te contando tudo isso?

 

- Eu sabia que você não iria acreditar em mim, de novo Paulo! Ela mentiu sobre um estrupo, tentou me matar uma vez. E você se recusa a ver que ela está tentando acabar comigo e com a minha família. - Antonella diz se levantando de vez. - Eu quero que você sai daqui! Eu deveria me lembrar o quão cego você é!

 

Ela apontou para a porta.

 

- Antonella...- Digo.

 

- Você não acredita em mim, não tem nada oque fazer aqui. - Diz cheia de raiva. - Anda Dybala.

 

- E se eu acreditar em você? Como vai provar que a Melissa fez tudo isso? -Pergunto.

 

- Eu vou provar de um jeito ou outro. Ela disse que iria matar o meu pai, me disse que esse acidente foi planejado! E tudo isso porque me quer longe de você! Eu estou começando a achar que é melhor eu sumir pelo mundo, porque você além de não acreditar em mim vai acabar me matando. 

 

Ela apontou para a porta pela última vez.

 

- Eu sou o problema, como sempre! Eu sei, a culpa é minha. - Digo. - Eu vou fazer o certo, Melissa não vai te incomodar. - Sorri. - Mais não me peça para acreditar em você sem ter alguma prova, está acusação é grave demais. Principalmente com oque aconteceu!- Digo. - Ela pode ser arruinada caso isso apareça na mídia, então cuidado.

 

- Você vai saber, quando a perícia trazer o laudo do meu carro! - Ela respira fundo, estava se apoiando na cama, tentando me explicar tudo. - Eu vou provar para você que ela fez tudo isso, e eu não vou me importar com ela e nem com ninguém que estava no meu caminho. Eu quero justiça Paulo, já estou cansada de me calar. Ninguém vai me calar, eu já decidi isso.

 

Eu me aproximo dela e ela se afasta.

 

- Acho melhor você ir, não quero do meu lado alguém que duvida de mim, novamente. 

 

Ela estava certa, eu sempre duvido dela e ela sempre está certa! Mais agora isso seria demais, Melissa pode ameaçar e coisa parecida, agora sabotar um carro é demais! Ela correria o risco de ser presa.

 

- Eu confio em você, se ela fez isso iremos descobrir! Ok? - Digo. 

 

- Ok, tudo bem Paulo. - Diz friamente.

 

A porta se abriu e a enfermeira logo deu uma bronca em Antonella por estar de pé sem o consentimento médico.

 

- Senhora, você está proibida de fazer esforços. Venha, está na hora de você ser medicada. 

 

- Eu disse para ela não realizar esforços. - Comento.

 

- E para piorar está queimando de febre. - Ela diz. - Senhora Antonella, por favor! Mantenha-se deitada e calma, ou teremos de voltar a te sedar. - A enfermeira alerta. 

 

- Não, eu não quero ser sedada. Não quero correr o risco de ter a Melissa no meu quarto novamente me ameaçando. - Ela diz. 

 

Eu ainda não consigo digerir tudo que Antonella disse sobre a minha noiva.

 

- É só proibir a entrada dela, então por favor se acalme. - Digo. - Eu mesmo vou fazer isso, ok?

 

- Nada me faria ficar mais tranquila! - Responde sem me encarar. 

 

- Tudo bem.

 

- Pode voltar para sua casa, eu vou ficar bem. Vou esperar minha mãe. - Antonella diz. - Por favor, não precisa se preocupar comigo. 

 

- Mais Antonella ....- Tento falar.

 

- Eu vou descansar, pode ficar tranquilo estou bem. - Sorriu. - Antes de ir pode ver como meu pai está? Por favor, ninguém me falou nada. - Diz.

 

A enfermeira me encarou, acho que nesta altura todos já sabem até porque a família dela é super famosa pela Itália.

 

- Claro que sim, eu vou E-eu te digo como ele está. - Sorri. 

 

- Obrigada, parece que apenas você me diz a verdade. - Ela respira fundo. - Não é?

 

- Claro, agora descanse por favor! - Beijo seu rosto. 

 

- Quando você o viu pela última vez ele estava acordado? Falou de mim? Ele deve estar me achando uma péssima motorista.

 

 

- Não, ele te acha a melhor motorista de todas. Disse que te ama tanto, que não consegue mensurar. - Beijo sua testa. 

 

- Eu também o amo muito, mais do qualquer outra pessoa neste mundo. 

 

 

[....]

 

Eu menti, para Antonella era isso ou a ver surtar e sofrer. Eu sei como é perder um pai. 

 

Chegando em casa eu tentava pensar no que Antonella disse sobre Melissa. 

 

Minha mãe estava na sala me esperando, parecia que eu era um criança.

 

- Mãe! - Digo. - Uma hora dessas acordada? 

 

- Eu fiquei esperando você chegar, Melissa estava até agora comigo. Mais eu a fiz deitar e descansar eu disse que esperaria você chegar. - Sorriu.

 

- Ela me esperou chegar? - Sussurro. 

 

As vezes ela me assusta.

 

- Eu andei pensando, analisei nos últimos dias a minha futura nora. Sinceramente, não acha melhor ela ter um acompanhamento médico...

 

- Não estou entendendo mãe.

 

- Psicólogo ou psiquiatra, não sei... eu tenho a achado tão grudenta. - Minha mãe diz calmamente.

 

- Ela sempre foi assim mãe, grudenta e ciumenta. - Me jogo no sofá e a encaro. 

 

Esvazio meus bolsos colocando meus pertences na mesa de centro. 

 

- Mais ela passa dos limites. - Minha mãe me corrige, ele ascendeu um cigarro. - Ela tem crises de ciúmes em eventos, em família. Ela surta com qualquer contato seu com Antonella. - Minha mãe diz tragando. - Eu a adoro, ela é perfeita! Mais essa perfeição me faz ter um pressentimento.

 

Eu reviro os olhos assim que a fumaça de seu cigarro chegou perto de mim. 

 

- Eu sempre dei motivos mãe, mais as vezes ela exagera eu não vou negar. 

 

- Então, porque não marca um acompanhamento psiquiátrico para ela? Pelo seu próprio bem e pelo bem dos gêmeos. - Ela acariciou meu cabelo. - Só quero a sua felicidade Paulo, não quero que tenha um casamento infeliz.

 

- Eu estou tentando ser legal com ela, o casamento foi remarcado e eu só quero que ela seja feliz, mesmo que isso me custe muita coisa. 

 

- Te custe Antonella? - Pergunta e eu apenas me calo.

 

- Ela tem o Emre agora, eles estão bem. Não tenho direito algum de a questionar e a querer de volta. - Fui rude. - E por que você está fumando mãe? Que droga, cadê aquele sermão de católica fanática?

 

- Você e seus irmãos me obrigam a fumar e beber, sinceramente Paulo. - Ela ri. - Mais você desviou o assunto. Paulo, me diga com sinceridade. - Ela pausa. - Antonella ou Melissa? Melissa ou Antonella?

 

Eu a encaro, estava com um tom divertido na voz.

 

- Eu vou dormir mãe, boa noite. - Beijo seu rosto e subi para o quarto. Não queria falar sobre isso, Antonella estava com Emre sei lá por qual motivo e eu estava noivo não tinha que decidir quem eu preferia, tinha que escolher sempre a minha noiva.

 

Eu estava cansado, não tinha sido nada legal o meu dia.

 

Entro no quarto e vejo tudo quieto, Melissa se mexeu algumas vezes na cama, ela já não encontra uma boa posição para dormir. Tomo um banho e  me visto. Encaro a cama novamente e Melissa já não está mais lá, em nenhuma parte do quarto eu diria.

 

Apenas bufo, e vou a sua preocupa. Assim que saio do quarto a vejo no corredor.

 

- Melissa, está tudo bem? - Digo baixo por conta dos meu familiares estarem dormindo. 

 

Ela nem se quer me respondeu, apenas ficou de costas e continuou andando lentamente. Corri até ela e vejo que provavelmente ela estava com uma crise de sonambulismo, não seus olhos fechados e seus passos lentos já deixavam claro. Apenas tento não a acordar, a conduzo lentamente até o quarto e deito de volta na cama. 

 

Eu não sabia que ela era sonâmbula até porque isso nunca aconteceu com ela enquanto estava comigo, minha preocupação eram as escadas da casa ela poderia se machucar.

 

Melissa estava soando, e sua respiração estava descompassada. Eu a observo, e vejo que não posso a acordar de modo algum. 

 

Como alguém como ela pode pensar em fazer mau a alguém? Ela não teria coragem de praticar algo tão ruim eu sei disso. Antonella deve ter tido uma alucinação só pode. 

 

- Mais que droga.- Melissa diz em meio ao sono. - Me deixa em paz...por favor.... não....fique longe de mim! - Ela parecia desesperada enquanto pronuncia essas palavras repetidamente. - Ele não vai deixar...Paulo, Paulo! Por favor, você prometeu.

 

Ela me chamou e eu apenas me assusto a balançando para a acordar. Seja lá oque ela estava sonhando não era algo agradável e eu não a queria assustada.

 

- Hey! Melissa! - Digo seu nome a tentando acordar.

 

- Os meus bebês.... fique longe. - Ela diz acordando bruscamente e se sentando na cama.

 

Seu rosto suado e sua voz trêmula me fizeram a abraçar.

 

- Está tudo bem, estou aqui. - Digo enquanto ela chora.

 

- Ele queria me matar... eu vi Paulo ele me disse coisas horríveis. - Ela dizia apressadamente.

 

A acalmo e espero que ela conte-me exatamente tudo.

 

- Me diz, com o que sonhou?

 

Ela apenas se levantou, se afastou de mim.

 

- Não quero falar sobre isso, não quero. - Ela diz passando as mãos por seu rosto. - Só garanto que não foi nada bom, e eu sei que ele irá me matar mesmo que eu fuja.

 

Ela se controla, pegou o celular e não disse mais nada. 

 

- Pode me contar o que está acontecendo? Por que está assim? - Me levanto me aproximando dela. - Confia em mim!

 

- Eu não confio em ninguém Paulo, em ninguém. - Ela diz jogando o celular em qualquer lugar. - Eu não quero perder os meus filhos, você.... Eu não quero morrer.

 

- Mais não tem motivos para isso, eu não vou deixar acontecer nada. - Acaricio seu rosto. - Nada com a nossa família, Sanromán. 

 

- Mais se acontecer, você jura que nunca vai deixar Antonella se aproximar de você e dos meu gêmeos? - Ela segurou minha camiseta. - Promete! Eu quero ela longe de vocês.

 

- Melissa, eu prometo. - Digo para a deixar mais tranquila.

 

- Se promete eu acredito, pelo bem dos meus filhotes. - Ela sorri para mim. 

 

- Agora me responde uma coisa, eu não sabia que você tinha crises de sonambulismo, quando começou? - Pergunto.

 

- Eu tive a alguns anos atrás, depois nunca voltou a acontecer. - Responde. - Por que? Eu tive uma dessas crises? 

 

- Sim. - Digo e ela desvia o olhar.

 

- Eu falei ou caminhei? - Pergunta assustada. - Eu disse alguma coisa? Se eu disse por favor não leve a serio.

 

Ela parecia preocupada.

 

- Não, estava caminhando apenas. Mais eu fiquei preocupado, principalmente porque temos está escada enorme aqui em casa. Já pensou se você cai?

 

- Deus me livre, não me fale algo assim! Mais um motivo para mudarmos de casa. - Ela diz.

 

- Então procure, se achar uma que me agrade nos mudamos ano que vem. - beijo seu rosto. - Agora durma, teremos um grande dia mais tarde. 

 

- Eu já escolhi minha roupitia, quero estar tão linda amanhã até escolhi um vestido que meu tio odiava. - Ela diz segura.

 

- Melissa? - Eu falo a encarando. - Para de ser fria parece até que gostou da morte dele.

 

- Aí meu Deus, que insensível da minha parte. Eu caçoando do homen que me odiava e não perdia a oportunidade de acabar comigo! Que dia triste, que tristeza. Eu sou mesmo uma garota muito má.

 

Eu senti o quão fria ela estava perante a situação, e isso me fazia levantar uma suspeita tão ruim, eu não queria acreditar.

 

[....]

 

|• Antonella 

 

Eu estava com medo, medo de estarem me escondendo algo. Minha mãe não me visitou mais e Emre toda vez que eu pergunto do meu pai desvia o assunto. Não o culpo, talvez eu tenha o assustado com minhas paranóias e minhas cobranças desnecessárias. Talvez a única pessoa em quem eu confie seja Paulo, até porque ele me ama e eu duvido que ele me esconda algo grave.

 

Eu só queria ver o meu pai. 

 

Paulo não acreditou em mim, talvez ninguém acredite que Melissa possa ter planejado algo assim. Minha própria irmã tramou contra mim, e eu não consigo me sentir bem a odiando, mas é mais forte do que eu, por tudo que aconteceu eu a odeio! Eu quase morri e nem ao menos neste momento ela teve empatia, ela apenas pensou nela! E eu não quero mais passar por isso novamente.

 

Minha melhor amiga havia vindo me ver, saiu da Inglaterra para me dar um apoio, seus olhos marejados me deixam na dúvida se algo a mais aconteceu com ela. Verônica roeu todas as unhas das mãos, e está batendo freneticamente os pés no chão. Está avoara como se algo estivesse errado.

 

- Por que está me encarando assim? - Pergunto para Verônica que parece ensaiar algo para me dizer.

 

Ela apenas passa a mãos por seu rosto.

 

- Nada amiga, como você está? - Ela diz se sentando comigo na cama.

 

- Estou bem, já me perguntaram mil vezes a mesma coisa apenas hoje. - Digo. - Eu queria o meu celular, ou oque sobrou dele.

 

- Anto, posso garantir que seu celular está em pedaços. - Ela ri.- Eu acho melhor você ficar longe da TV e das redes sociais. Podemos jogar alguma coisa e eu posso te comprar um bolo delicioso que vi na lanchonete. - Verônica me faz cócegas. - Falar sobre o Paulo.

 

- Queria muito, eu iria adorar. - Sorri. - E sobre o Paulo, eu acho que estou ruim na parte da conquista já que acordei para a vida e decidi não sacrificar-me mais por Melissa.

 

A porta se abriu em um brecha, ficamos em silêncio por alguns segundos, até que vimos uma pessoa desconhecida.

 

- Bom dia, eu tenho uma encomenda para Antonella Sanromán. - Ele diz entre a porta.

 

- Tudo bem, mais você se identificou na recepção? - Perguntou Verônica.

 

- É só um presente que me pediram para entregar. Não faça disso uma burocracia dona. - O homem diz.

 

- Tudo bem, pode entrar não ligue para minha amiga ela está estranha. - Digo esperando que ele entre. - Obrigada!

 

Ele apenas sorri, sumiu por alguns instantes e logo voltou com algo perturbador demais.

 

- O que é isso? - Verônica pergunta cheia de raiva enquanto eu tento assimilar oque está acontecendo.

 

Uma coroa de flores cheia de girassóis a minha flor preferida.

 

- Descanse em paz? - Leio a faixa e solto uma risada. - Uau, se isso não for assustador eu não sei oque é.

 

- Some com isso agora! Eu sabia que tinha alguma coisa errada! Não te falaram na recepção que este quarto não quer receber esse tipo de coisa?  está proibido. - Verônica grita.

 

- Certeza que foi a Melissa. Mais deixe isso aí, quando Paulo chegar eu mostro para ele. - Analiso a cena.

 

- Antonella, você não quer isso aqui! Certo? Por favor garoto tire a droga desta cora daqui! - Verônica diz e logo em seguida o homen começou a retirar. - Que idiota!

 

Ela estava nervosa, tremia.

 

- O que foi? - Pergunto. - Está assustada? Não me surpreendo mais amiga. E por que disse que esse tipo de coisa está proibida de entrar aqui? As pessoas acham que eu morri? Minha nossa!

 

- Não! Mais é que.... - Ela não completa a frase. - Antonella e-Eu... sinceramente que merda! Eu não consigo esconder nada de você eu não consigo agir assim!

 

- Você está me escondendo alguma coisa. - Me levanto da cama com delicadeza. - Por que falou que os presentes devem passar pela recepção e que eu não ando recebendo esse tipo de  condolência? - Sorri, eu queria resposta e ela estava calada. - Eu só receberia condolências se alguém próximo..... se alguém próximo tivesse morrido. Mais este não é o caso não é? - Analiso a coroa de flores e o pequeno envelope que estava preso a uma fita. - O que é isso?

 

- Não abre, deixa isso aí. - Minha amiga diz.

 

Eu apenas fui firme e o abri, com medo do que viria a seguir mais eu precisava saber.

 

" Espero que seu querido pai, tenha uma boa estadia no inferno! ".

 

Eu tento me apoiar em algo, me sinto mau.

 

 

 

Meus olhos ficam marejados, eu tento buscar respostas. Melissa só deve ter achado que eu mandei isso para ela em seu noivado e agora está devolvendo por provocação.

 

- Fala alguma coisa! - Grito. - Fala, Verônica.

 

Ela me encarava, estava chorando. 

 

- Eu sou uma piada para você? Que porra está acontecendo?

 

- Não, eu não quero mais esconder de você! Principalmente depois do que você recebeu. - Ela diz e eu tento não ficar mais nervosa e tensa. Meu corpo estava gelado, e um frio na barriga.

 

- Então diga com calma. - seguro sua mão. - Não me esconda nada, eu preciso saber.

 

- Não é uma brincadeira de mau gosto, essa cora de flores foi com certeza de alguém bem intensionado. - Ela diz. - Você precisa me ouvir, e ser forte. Pelo seu bem. Me desculpe se eu escondi isso se eu fui uma amiga tão má de esconder algo assim! Eu só queria te proteger, só isso. Antonella você é quase uma irmã para mim, eu te amo tanto e não queria que você se sentisse tão mau como eu me senti quando aconteceu comigo. Mais eu precisava fazer isso pelo seu bem, não me julgue! 

 

Eu sabia que havia algo errado, eu sinto dentro de mim que tem alguma coisa que eu não sei, ou melhor eu sei mais tento negar para mim de todas as formas possíveis.

 

- Meu pai? Aconteceu alguma coisa com o meu pai? - Me desespero. - Não pode ter acontecido nada, o Paulo disse que meu pai está ótimo.  Então deve ser outra bomba que vai explodir não é, meu pai está perfeitamente bem. - Sorri para ela. Eu confio em Paulo de olhos fechados.

 

- Anto, se acalma por favor, me deixe falar. - Ela tentou me fazer sentar porém eu não consigo. - Antonella não é como parece.

 

- Meu pai piorou? - Digo tentando buscar uma resposta. - Foi isso? Ele é forte e vai sobreviver eu sei disso. Ele vai reclamar tanto pela minha distração, mais ele é perfeito do jeito que é. Eu já pensei em milhões de pedidos de desculpa, nem imagino oque dizer. 

 

Ela não me responde apenas se cala como se não tivesse coragem.

 

- Antonella, ele não resistiu, o seu pai morreu!- Ela diz de uma vez. - Ele se foi, e eu não sei como falar isso de uma forma menos dolorosa. Eu sinto muito, eu sinto tanto por isso! Me perdoe se eu escondi me perdoe pelo amor de Deus!

 

Parece que um buraco se abriu sobre meus pés, eu não conseguia a encara só queria tentar formular tudo que ela havia me contado. Eu estava em choque, eu não sabia se espera realmente isso. Ele era tudo para mim além de minha mãe, e a agora eu o perdi.

 

- Meu pai, morto? - Digo. - Não, o Paulo disse que o viu ontem e meu pai estava perfeitamente bem! O Paulo me disse eu confie nele, eu confiei na palavra dele.

 

- Seu pai morreu a quase dois dias, Antonella. Ele só queria que você não soubesse por agora, te poupar do sofrimento.

 

Eu só consigo lembrar de Melissa me ameaçando só consigo lembrar disso, mais eu não consigo imaginar que fui enganada por Paulo.

 

- É mentira! - Eu digo abrindo a porta do quarto e saindo sem a menor preocupação. Eu tinha certeza que era um equívoco dela. - Vou até o meu pai, nem tente me impedir.

 

- Senhorita, você não pode se levantar. - A enfermeira diz tocando meu braço assim que me vê fora do quarto e descalça.

 

- Tira a mão de mim! - Grito. - Cadê o meu pai? - Pergunto. - Meu pai ele estava bem, me disseram isso. Como ele pode ter morrido? Como? Foi a Melissa, a Melissa matou o meu pai eu tenho certeza!

 

- Antonella, por favor. - Verônica pedia tentando me acalmar mais eu só queria me sentar e chorar.

 

Minha cabeça girava eu estava confusa.

 

- Meu pai, meu pai morreu. Eu não o disse o quanto eu o amava eu não disse nada Verônica! Ele estava brigando comigo e eu me distrai e tudo culpa minha! Eu quero ver meu pai eu preciso ver meu pai, Verônica me leva com o meu pai. - Eu digo desesperada.

 

Eu não conseguia mais falar, meus soluços estavam ecoando pelo hospital e eu sabia que não conseguiria suportar esta dor. Eu avisto Paulo caminhando em minha direção, ele estava com um buquê de girassóis, esse malditos girassóis.  Eu estava possessa de sofrimento e raiva eu só queria que ele saísse dali, eu não aguentaria o encarar depois de ser enganada!

 

Eu me aproximo dele, enquanto minhas lágrimas cobriam meu rosto, eu só queria o acerta com um tapa no rosto mais nem para isso eu tive força.

 

- Senhorita Sanromán, você precisa voltar para o quarto. - A enfermeira diz e eu ignoro. - Pelo seu bem, por tudo que presa precisa ficar bem!

 

- Ele disse para você que eu era uma ótima motorista? - Eu estava com raiva, fui enganada pelo homem que eu amava. - Você disse que ele estava acordado! - Eu bato em seu peito. - Voce mentiu Paulo, Mentiu como os outros!  Eu não acredito que acreditei em você! Como eu fui burra, eu deveria ter ido pessoalmente.

 

Ele tentava me falar algo mais eu o cortava. Eu vejo as flores em sua mão e só penso em como eu fui ingênua.

 

- Você no meu quarto por dias, não saia de perto de mim, estava lá e agora você mente como se eu não fosse capaz de suportar esta droga! - Eu digo. - Você me fez acreditar que ele estava bem! Agora ele morreu Paulo, você pode o trazer de volta? - Grito. - Eu te odeio, te odeio tanto.

 

Eu só queria que tudo fosse mentira, que não passasse de um engano.

 

- Antonella! - Ele tentou me abraçar mais eu o empurro. 

 

- Todos, todos poderiam mentir Paulo. Mais você olhou nos meus olhos e me disse que meu pai estava bem. Eu te odeio! Some daqui. - Digo entre as lágrimas apontando para a saída.

 

As pessoas já estavam a os observar e comentar.

 

- Eu sei o que é perder um pai só estava te poupando do sofrimento. - Ele explica.

 

- Não, Paulo. - Eu digo. - Você não estava me poupando de nada.

 

Eu apenas viro-me de costas para ele e entro para o quarto. Eu desejava morrer, mais eu tinha que ser forte. Eu tinha que saber a fundo oque levou a morte dele e se minhas suspeitas estão certas.



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