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História Obsession Paulo Dybala - Capítulo 68


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Capítulo 68 - Quinquagésimo sexto capítulo.


Fanfic / Fanfiction Obsession Paulo Dybala - Capítulo 68 - Quinquagésimo sexto capítulo.

|• Paulo 

 

Sobre Ricci, aquela desculpa esfarrapada que Melissa contou não me convenceu. Ela me esconde algo pelo modo que falou dele, não tinha tranquilidade ao falar desse Marcelo Ricci.

 

Esse nome é tão comum poderiam ter mil Marcelos no mundo mais eu ainda consigo desconfiar que é alguém muito importante. Não sei porque.

 

Ela apenas sorriu depois de dizer que era um dos amigos de trabalho no qual eu não conhecia. Relevei a situação, ela estava exausta e precisava dormir. 

 

Desistiu de esperar o jantar e se deitou delicadamente por conta da cirurgia.

 

- Pode dormir, eu fico com ela. - Eu digo prendendo o cabelo de Melissa. 

 

- A Khalifa está demorando. - Ela diz. - Eu não vou conseguir dormir, eu acho melhor esperar o Enzo me dizer como o bebê está. O que acha? - Sugere.

 

- Melissa precisa dormir, precisa se recuperar logo! - Insisto. - Se acontecer alguma coisa eu te chamo, fica tranquila.

 

- Estou com dor, eu odeio sentir dor e ficar vulnerável assim. - Ela diz bufando. - E daqui a pouco eu tenho que amamentar novamente, eu não consigo controlar a ansiedade. Como estão alimentando o meu filho? 

 

Dói em mim essa situação até porque eu contribui, meu filho estava na UTI sem previsão de alta e eu nem ao menos tenho coragem de contar a Melissa. 

 

- Ele está muito bem, estava dormindo e tinha acabado de ser alimentado quando sai de lá. - Explico a deixando mais relaxada. - Está bem agasalhado se quer saber, muito bonitinho do jeito que imaginamos. 

 

- Mais nada pode substituir oque eu tenho a oferecer para ele, não é? 

 

- Nada! - Sorri. - Agora vá dormir, eu vou pedir para a enfermeira te medicar. 

 

- Ok, mais antes vê se está tudo bem com a sua filha. - Ela diz arrumando o cobertor em seu corpo.

 

Não vou me estressar com ela, ela só pode estar falando assim para me irritar.

 

Me aproximo da menina mais linda que já vi, ela estava se movendo brevemente. Ela era muito preguiçosa, eu diria. Puxo o berço da pequena até perto do sofá onde eu provavelmente passaria a noite. 

 

- Tudo certo com ela, qualquer coisa a Khalifa me ajuda. - Digo para Melissa que provavelmente já estava dormindo.

 

- Então somos só nós dois! - Eu sussurro para a bebê que abriu os olhos por alguns segundos. Eu diria que ela é cara da mãe dela, linda. 

 

Até agora não tem nada parecido comigo, já Paulinho...

 

Estava tudo calmo, eu fiquei respondendo algumas mensagens dos meus amigos. Amanhã eu tinha um jogo importante demais contra o Milan, mais eu não posso abandonar a minha mulher e os meus filhos assim, precisando de mim. 

 

Nunca pensei que o futebol me deixasse nesta situação, mais eu preciso ficar aqui! 

 

Logo Khalifa voltou, abriu a porta lentamente e me encarou caminhando devagar para não acordar Melissa.

 

- O Lorenzo quer falar com você. - Ela diz baixo suficiente para não deixar Melissa ouvir. 

 

Eu sabia que naquele momento algo não tinha saído com planejado.

 

- Não deu certo, não é? - Digo e ela balança a cabeça.

 

- Não, mais vai dar tudo certo. - Ela me abraçou rapidamente. - Agora vai, eu fico com ela.

 

Apenas concordo, sai de lá e corri até a UTI, eu não quero que machuquem o meu filho, mais se isso for necessário para que ele sobreviva infelizmente terão que fazer.

 

 

Melissa irá me odiar se souber que deixe machucarem nosso filho! 

 

Enzo conversava com Valentim, eu tenho que os agradecer por cuidarem com tanta devoção de Melissa e dos meu filhos. 

 

- Então, não deu certo? - Digo preocupado.

 

- Eu não sei o que aconteceu Paulo, ele não responde ao tratamento. mais está se alimentando. - Lorenzo diz passando as mãos pelo rosto. - Eu vou fazer o plantão, não vou deixar o bebê da Melissa na responsabilidade de outro. - Ele me encara. - Vamos ter que   tomar outras atitudes. Iremos colocar o bebê na sonda, essa é a última opção. Depois só podemos esperar, ou drenar mais isso é doloroso demais para ele.

 

- Vai machucar muito o bebê? - Pergunto.

 

- Iremos fazer de tudo. Mais não conte nada a Melissa, ela não pode sonhar que iremos fazer isso! Garanto que o bebê irá se recuperar logo! - Valentim diz. - Precisamos da sua autorização.

 

Era isso ou perderíamos o meu bebê.

 

- Tudo bem, mais por favor! O mantenha vivo. - Digo.

 

- Vou fazer de tudo. - Enzo diz calmo. - Tudo.

 

Eu acreditava na competência dele pela primeira vez na da vida, mesmo ele sendo novato nessa profissão, mesmo tendo riscos. 

 

Eu o encaro.

 

- Obrigada, por cuidar dele. Ele é muito importante para gente, eu não imagino como vai ser nossa vida se o perdemos. - Digo quase que em um desabafo.

 

- Eu vou salvar o bebê dela, vou cuidar dele como se fosse meu! - Lorenzo me encarou de modo frio. - Eu preciso ir agora, vá dormir Dybala! As enfermeiras estão aí para cuidar da Emanuelle, qualquer coisa é só chamar. 

 

- Isso, vá dormir que amanhã você precisa estar bem para o jogo! E eu apostei na vitória contra o Milan. - Valentim diz automaticamente.

 

Eu apenas o encaro surpreso, tantas coisas preocupantes e ele vem me falar de jogo.

 

- Vai trabalhar Valentim, faz esse favor! - Eu digo rindo do próprio. 

 

Apenas saio da li e volto para o quarto, Melissa já estava acordada novamente impressionante.

 

- E aí Paulo? O que falaram? - Ela diz enquanto Khalifa balança a menina de um lado para o outro pois ele estava chorando escandalosamente.

 

Nunca pensei que um bebê fizesse tanto barulho.

 

- Não deu certo. - Digo de uma vez vendo a própria esconder o rosto nas mãos. 

 

- Puta que pariu! O que irão fazer agora? - Ela pergunta limpando as lágrimas. - Machucar o meu bebê?

 

- Vai dar tudo certo! Só precisa saber disso. - Eu digo me sentando ao seu lado na cama. - Lorenzo está confiante, e a gente confia.

 

Melissa apenas apertava o tecido fino de sua camisola com força como se estivesse no limite da raiva.

 

A bebê chorava, Melissa chorava, e nada estava certo, eu não estava dando conta de acalmar nenhuma das duas. 

 

- Por favor Khalifa, faça ela calar a boca! - Melissa diz automaticamente tampando os ouvidos desesperada. - Por favor Dybala, leva ela pra o Berçário eu não consigo....eu não consigo ser uma boa mãe!

 

Melissa está visivelmente detonada a maternidade não a fez bem não. 

 

- Você é uma boa mãe, acredite em mim! - Khalifa diz.

 

- Eu estou com muita dor! Eu não quero ser má, mais eu estou explodindo de dor de cabeça. Por favor eu amamento ela e depois você a leva para a enfermeira. - Ela diz me encarando com os olhos cheios de lágrimas. 

 

Talvez eu a entenda, mãe de primeira viagem passando por muitas situações juntas e misturadas. Até que ela tem sido forte, muito forte.

 

- Melissa, não leva ela pro berçário, para de ser louca! - Khalifa diz finalmente acalmando a pequena.- Ela precisa de você, o que vai fazer quando ela chorar e você estiver em casa? Colocar uma almofada na cara dela? - Khalifa diz brava e Melissa a encara confusa. - Me desculpa, não queria falar assim com você! 

 

- Eu sei que está tudo muito difícil amor, mais por favor paciência! Eu vou levá-la para o berçário, ela estará mais segura. - Eu digo encarando Khalifa. - Tudo bem Khalifa, apenas hoje! Ela está emocionalmente abalada, precisa de paz. São dois bebês, duas responsabilidades.

 

A morena apenas concordou com a cabeça, eu sei o quanto Khalifa amava esse bebê e sabe como a melhor amiga está ansiosa e triste.

 

- Eu não a odeio, não pensem assim! Eu só estou muito triste, com dor e cansada. Eu já disse que não faço por mau. - Melissa diz para nós dois. - Eu a amo, você sabe Paulo! Mais hoje eu não estou dando conta de tudo isso, dessa bagunça estou desesperada.

 

Melissa andava me deixando intrigado nos últimos dias, ela precisa de ajuda profissional.

 

Eu apenas concordo com a cabeça acariciando a mão gelada da própria, algo que acho estranhos demais pois ela estava completamente coberta. 

 

Melissa está com dor, e está insuportável pois suas mãos estão geladas e ela pálida e suando um pouco. Que merda está acontecendo? 

 

Incrível como em dez minutos o mundo cai aos meus pés e eu não consigo fazer nada. Eu me culpo a cada segundo por ter contribuído a essa situação.

 

Chamei a enfermeira que logo fez todo o procedimento para ver se Melissa estava bem e a medicação que teria que tomar.

 

- Está com um pouquinho de febre, a dor é normal você não pode fazer esforços certo? Vou te dar um medicamento para dor e depois você vai tirar uma soneca. Eu vou levar a Emanuelle para o berçário e vamos cuidar dela muito bem. - Diana sorri amigavelmente para nós. 

 

- Ela estava gelada. - Digo. - Pálida, e eu estou preocupado. 

 

- Ela não comeu, não quis comer nada! - Khalifa diz. 

 

- Eu estou ansiosa e preocupada, não consigo comer. - Melissa diz pegando Ema no colo e em seguida a amamentando. 

 

- Você precisa se alimentar e se hidratar precisa de muito leite, vai amamentar dois. - Diana diz aplicando a medicação na própria. - Mandei trazerem uma refeição deliciosa para você!

 

Melissa nem ao menos a encara para agradecer.

 

- Quando vou amamentar o Paulinho? - Ela pergunta.

 

- Só precisamos que os procedimentos do pediatra Lorenzo de certo! Depois está livre para amamentar seu bebê. - Ela diz sorridente. - Mais precisa comer e ficar forte.

 

A expressão de Melissa muda de preocupada para feliz. 

 

- É tudo que eu quero, pegar o meu bebê! - Ela segurou minha mão. - Eu vou ver o meu bebê, não posso acreditar. 

 

- Então, não tem coisa mais feliz que isso! Mais por favor agora relaxe, aproveite o momento com a Manu, Jaja nossa vida voltará a ser uma bagunça. - Eu digo. 

 

- Eu sei, e tenho medo, não vou ser uma boa mãe! Eu sinto. - Ela diz acariciando o rosto da bebê. 

 

 

- Que isso Melissa? - Diana diz. - Você nasceu para isso, não é porque está sem paciência hoje que é uma péssima mãe! Você nasceu com a maternidade dentro de você, eu tenho certeza.

 

- exatamente, não tem mulher mais dedicada do que ela! - Eu sorri para Melissa que estava visivelmente emocionada. 

 

 

 

- Meu Deus, está me fazendo chorar. - Ela diz sorrindo. - Ok, eu acho que ela já está cheia demais, não é possível que queira mamar tanto, sem contar que isso dói! - Melissa diz nos fazendo rir.

 

Percebo que Khalifa se mantém quieta.

 

- Não adianta fazer essa cara amiga, você precisa desencasar, todos precisamos! Pode ir para casa, você também Paulo! - Ela diz. - Por favor, amanhã você tem um jogo importante demais.

 

 

- Não! Nem precisa falar uma coisa dessas. Vou ficar. - Eu digo. - Khalifa vai para casa e a Diana vai cuidar muito bem da sua afilhada. 

 

- Oh céus, eu não vou conseguir dormir em paz sabendo que ela está no berçário sem a mãe dela! - Khalifa diz brava.

 

- Ela nem vai sentir a falta dela. - Explico. - Uma noite só.

 

 

 

[....]

 

|• Melissa 

 

Acordar e ver Antonella no quarto já não me assustava mais, que inferno de garota! Não tenho um minuto de paz e sossego.

 

Ela estava com a minha filha nos braços, e eu não contive minha raiva toda guardada. 

 

- Impressionante Antonella, você sempre e que estar aqui quando eu acordo. É plantão de 24 horas? - Eu digo despertando. 

 

Ela apenas revirou os olhos enquanto ainda balançava Manu.

 

- Meu Deus quem arrumou ela? - Digo encarando minha bebê de longe. - Está tão brega. 

 

- Não pode falar assim do meu gosto, não admito. - Antonella diz ofendida. 

 

- Antonella quem te deu autorização?- Digo supresa. 

 

- Paulo, sua mãe, seu pai!  - Ela diz me provocando. - Eu ajudei a escolherem essa roupa, não se preocupe não me aproximei muito, até agora. - Ela diz levando a menina até mim. 

 

- Bom-dia filha. Por favor se mantenha longe da Antonella! - Eu sussurro. - Pode chorar escandalosamente, eu deixo.

 

Antonella apenas ri.

 

- Não cansa de me odiar não é? - Ela diz em um tom mais sério. 

 

- Você me fez sofrer, entenda eu vou te odiar pelo resto da minha vida! - Eu a encaro com raiva.

 

- Eu fico aqui, imaginando comigo mesma como você tem coragem de dizer que me odeia! Depois de tudo que fez contra mim, de verdade. Depois de tudo que me disse naquele hospital. - Antonella ri. 

 

Eu apenas me mantenho calada.

 

- Pode mentir e negar mil vezes, eu sei que foi você! E não sabe como meu peito está cheio de raiva. Mais eu ignorei tudo isso para ajudar você com a sua filha! Então cala a boca, para de me tratar mau, porque não tem ninguém neste hospital que seja a sua família a não ser eu! - Ela diz entre os dentes. - E você está mais vulnerável do que gostaria, e eu não tenho paciência Melissa, nenhuma! 

 

- Está me ameaçando? - Pergunto. 

 

- Sim! Então eu sugiro que fique quieta e me deixe aqui cuidando da sua filha. - Ela diz afastando Emanuelle de mim. 

 

Eu não tenho reação alguma, Antonella junça falou assim comigo.

 

- Quando a Alice chegar eu quero que você vá embora! - Eu digo devagar respirando fundo e me sentando na cama para descer cuidadosamente. 

 

- Não, não vou sair! - Ela diz. - Acho que precisamos conversar, uma conversa bem franca.

 

Eu gelo, meu deus impressionante como me odeiam.

 

- Não temos nada para conversar garota. - Digo caminhando até ela. - Nada.

 

- Temos Melissa, mais do que você queira! Principalmente a paternidade dos seus bebês, o que gerou toda essa confusa e o Dybala nem sabe. 

 

Eu não acredito que chegou até ela. Antonella pode acabar comigo apenas com uma informação.

 

- Você está louca, não sei oque te disseram mais é mentira! - Eu digo segurando as lágrimas de ódio. - Você não sabe de nada!

 

Ela encarou minha filha que estava com seus imensos olhos escuros encarando qualquer coisa.

 

- Ela não se parece com o Paulo, não tem nada dele. - Ela diz me torturando. - Mais não se parece com o Lorenzo! 

 

Minhas mãos tremiam, eu estava muito preocupada.

 

- Por que está comparando a minha neta com o Lorenzo? - Escuto a voz de Alice no quarto e me recomponho. 

 

Ela pode ter escutado tudo, e eu nem ao menos sei oque falar. Antonella apenas me encarou por alguns segundos.

 

- Alice, que supresa! - Digo caminhando até ela e Gretta que parecia nervosa tombamento pelo comentário de Antonella. Ela apenas arregalou os olhos como se quisesse me alterar sobre algo.

 

- Anda, me diz Antonella! Por que está comprando a minha neta ao Lorenzo Capucho? - Ela foi rude me ignorando. 

 

Antonella apenas revirou os olhos.

 

- Você não sabe? Tem sempre aquela ideia de que quando uma grávida pega raiva de alguém provavelmente o bebê pode nascer com alguns traços parecidos. Coisas de superstição na família! - Nunca agradeci tanto por Antonella falar algo que preste.

 

- Sim! - Eu digo. 

 

- Viemos sem avisar, desculpa! - Gretta diz acabando com a tensão.

 

- Tudo bem! - Eu digo. - Antonella pode deixar que a Alice e Gretta vão cuidar dela direitinho! Pode me ajudar a tomar um banho e ficar apresentável? - Digo, foi a única ideia que me veio à cabeça para que a situação fosse normalizada.

 

- São amigas agora? - Gretta diz visivelmente enciumada.

 

Antonella apenas coloca Ema nos braços da avó.

 

- Somos primas, irmãs! Crescemos juntas a situação teria que passar em alguma hora. - Eu digo e vejo Antonella se engasgar com a própria saliva, ou melhor veneno. 

 

- Ok, vamos Melissa! Você está horrível. - Antonella diz revirando os olhos.

 

- Fiquem a vontade! - Eu digo. - Anda Antonella, me ajuda a procurar algo para vestir digo a encarando de modo que ela intendesse oque eu queria! 

 

Ela apenas concordo indo até minha mala e tirando algumas coisas que são necessárias.

 

- Mais já está de pé? - Diana havia trocado de plantão então outra estava me atendendo. A enfermeira Liz diz entrando pela porta com meu café da manhã. 

 

- Sim, Antonella vai me ajudar, ok? Eu vou tomar um banho e me arrumar. Essa roupa de hospital está me enjoando. 

 

- Senhora Melissa! Não pode colocar nada apertado, ok? - Ela diz e eu concordo. - Vou te ajudar com o curativo antes do banho. - Ela diz e eu odeio essa parte do meu dia. - Quando sair do banho me chame para cuidarmos desses pontos. - Ela foi simpática e eu ignoro a própria apenas sorrindo como agradecimento. 

 

 

*****

 

 

- Eu não acredito que estava comentando sobre algo tão sério e que poderia acabar com o meu casamento assim, tão algo! - Eu repreendo Antonella que me ajudava a me despir. 

 

Ela se manteve calada com a cara fechada. 

 

- E você Melissa, por que ficou tão nervosa? Mentiu para o Paulo? - Ela me encarou e eu me calo.

 

- Nunca faria nada que o magoa-se, eu o amo! Você sabe Antonella. - Eu digo de uma vez.

 

- O ama mesmo? Será? - Ela diz. - Não vou te julgar, mesmo que eu possa. Mais se mentir sobre isso irá arruinar tudo. - Ela diz ligando o chuveiro.

 

- Eu nunca mentiria sobre isso, seria injusto com os dois. - Eu fui clara. - Mais a Flora, ela fez essa maldita suposição de paternidade! E o Paulo estava indo se encontrar com ela quando ele me atropelou. Ele me atropelou, Antonella! Tem noção do que faria comigo se essa suposição cair no seu colo? - Eu digo tentando destruir a imagem de bom homem que Dybala tem e vejo ela mudar a expressão.

 

- Não foi por querer Melissa, você sabe. - Ela diz.

 

Eu apenas sorri enquanto aquela água morna me despertava ainda mais.

 

- Você não o conhece como eu, não sabe nada como eu sei! São anos juntos Antonella eu sei cada traço dele, até os pensamentos. - Eu digo a provocando. 

 

- Eu o conheço suficientemente bem, para saber que Paulo nunca te faria nada de mau se descobrisse a verdade. - Ela fala.

 

- Mais não é verdade, você sabe! - Eu a encaro. - E só olhar para o meu filho, você vai saber oque eu estou falando. 

 

- Eu não deveria, mais eu vou ficar quieta. Esse assunto não me convém, e afinal ele escolheu você. - Antonella se encostou na parede e bufou. 

 

- Você que não quis lutar, se abateu com uma simples cena! E olha para mim, vi você e ele juntos, jantei com vocês, fui humilhada varias vezes e eu consegui! Eu estou casada com o Dybala e você continua se lamentando colocando a culpa nele, você é a culpada! Não se tira algo que não é seu. Mais também não se conquista e entrega em uma bandeja. Você foi covarde Antonella. - Eu digo lavando o meu cabelo, as vezes eu mesmo me impressionava com a minha frieza.

 

- Eu não queria que os seus filhos tivessem uma vida infeliz porque você estava infeliz! Foi isso, meu erro foi te considerar mais do que você me considerou. - Ela diz e eu me calo.

 

- Não entendo porque fez isso, não consigo compreender eu nunca abriria mão de algo que eu amo! Nunca. - Eu a encaro. 

 

Ela apenas passou as mãos no rosto.

 

- E se tivesse que abrir mão por algo que amava por amar outra coisa maior? E considerar outras coisas? - Ela diz se aproximando.

 

- Que isso Antonella? Vai me dizer está apaixonada por mim? E que fez isso porque me amava mais do que o Dybala? Meu deus eu me surpreendo as vezes. - Eu jogo água na própria que revira os olhos.  - Eu sei, sou incrivelmente gostosa e bonita. Mais eu não acho que curto mulheres não, ainda não cheguei a esse ponto. 

 

- Você é idiota Melissa? - Ela diz gargalhando. - Não consegue conversar sem envolver nada relacionando a dizer o quão bonita você é, que egocêntrica! 

 

Estávamos tendo uma conversa decente, eu nem acreditava nisso. Que ódio.

 

- Qual o look de hoje? - Pergunto quebrando o clima que se instalou. 

 

Ela encarou as coisas que havia trazido para o banheiro.

 

- Uma calça e uma blusa, acho melhor não sei. - Ela diz me mostrando. -A blusa é bem fácil de abrir e você vai poder amamentar. - Ela diz.

 

- Não Antonella, eu não vou amamentar hoje! Eu vou ficar com o meu filho. - Eu digo. - Estou ansiosa demais. 

 

Eu desligo o chuveiro.

 

- Mais e a Ema? - Ela pergunta.

 

- Vou tirar leite, hoje minha prioridade é o meu bebê! Então vamos logo, me ajude! 

 

****

 

Eu e Antonella até que nos demos bem, e eu acho bom a ter próxima partir de agora, ela sabe algo que pode me ferrar. Então eu vou ignorar todo meu ódio por enquanto, até que eu arme outra coisa.

 

Até fotos nos renderam. Algo para ajudar a imagem de ambas. 

 

 

 

- Nossa, incrível como em dez minutos nasceu outra Melissa! - Paulo diz assim que me vê saindo do banheiro linda demais. 

 

Ele havia corrido mesmo do treino até aqui.

 

Eu precisava me arrumar, me sentir bonita. A maternidade estava me fodendo. Arrumei meu cabelo e fiz uma maquiagem qualquer.

 

- Créditos a Anto, ela me ajudou. - Eu digo sem emoção na voz e Paulo sorriu para Antonella. 

 

- Não nos matamos! - Ela diz. - E aí? Cadê a minha sobrinha? 

 

Antonella diz e eu vejo a expressão de Dybala mudar imediatamente.

 

- Que isso garota? Só porque me ajudou no banho já está me considerando sua irmã? - Pergunto. 

 

-  Não! Claro que não. - Ela se recomponha.

 

- Respondendo você Antonella, sua " Sobrinha". Foi tomar sol, pela primeira vez! - Ele sorri. - Vai para onde vestida assim? Seduzir os médicos? 

 

- Isso te interessa? - Antonella retrucou em tom divertido. 

 

- Quer mesmo que eu responda? - Dybala diz e eu o encaro. - Mais nada supera minha esposa! 

 

Eu apenas ignoro. 

 

- Então, eu vou ver meu bebê! - Eu digo pegando meu celular.

 

- Eu vou com você! - Dybala diz.

 

- A Antonella vai comigo, depois nos vemos lá. - Eu digo o cortando e vendo sua reação meio confusa.

 

- Não, acredito que vão visitar o meu filho juntas. Que milagre foi esse que o papa jogou sobre nossa cidade? - Paulo diz gargalhando. 

 

- Não foi milagre foi necessidade. - Antonella diz. 

 

- Te odeio também não se preocupe! - Eu a encaro. - Meu bem, eu preciso que se concentre no jogo e não se preocupe com cada! - Beijo seus lábios brevemente. 

 

- Vou fazer isso, e quando voltar eu sei e sinto que o nosso bebê estará bem e aqui com você! - Ele diz sorrindo. - Agora vai, sei que está ansiosa! 

 

[....]

 

Ser mãe de um bebê que nasce com alguns problemas é ser pega pela surpresa e o despreparo.

 

É não segurar seu filho nos braços quando nasce. É olhar pela incubadora. É sentir sua cria pela ponta dos dedos esterilizados em álcool gel.

 

Foi assim que se resumia a minha primeira visita ao meu bebê, minhas lágrimas estavam escorrendo por todo momento. Ele estava ligado à droga de um aparelho e suas narinas estavam com um pequeno tubo que levava oxigênio ao seu corpo, maldita hora que eu fui atrás de Dybala! Antes ele tivesse descoberto a verdade do que me fazer passar por isso.

 

ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança, é destruidor.

 

A enfermeira foi clara comigo, hoje não! Hoje não era a hora de eu o amamentar, e ela simplesmente me sentou ao lado dele, e me fez tirar meu leite na máquina. Nada me destruiu mais do que ver o leite entrando pela sonda. E torcer para a quantidade aumentar todo dia, para que ele possa sair da situação.

 

- Ele está ganhando peso? - Antonella pergunta a enfermeira enquanto acaricia meu cabelo para me ajudar a me controlar quando eu me sinto perdida.

 

- 15 gramas, isso é bom! - Ela diz atenciosamente. - Ontem ele tinha perdido e hoje já recuperou tudo!

 

- Ele não vai embora comigo? - Eu digo entre as lágrimas. 

 

- Não, ele precisa de cuidados! E eu posso te acalmar, com uma ótima! - Ela diz e eu encaro Lorenzo entrando na pequena sala que era exclusiva. - Mais vou deixar o Pediatra com a missão!

 

Eu apenas sorri ao ver meu bebê com seus olhos abertos. 

 

- Nossa Melissa toda vez que te vejo está chorando! Para com isso! - Ele diz. - Olha, seu bebê está se alimentando! - Ele me conforta. - E sim, está dando tudo certo! Ele reagiu, mais ainda precisa ficar aqui ganhando peso e respirando por aparelhos pelo menos por mais algumas horas! 

 

- Ma sinto a rainha da Impotência, por ver o sofrimento e a dor do Paulinho e simplesmente não poder fazer nada. Só confiar em você! - Eu digo.

 

- Melissa, que notícia ótima o Enzo te deu! Antonella me anima. 

 

- Eu estou com medo Antonella, muito medo! - Eu toco sua mão. - Se meu bebê morrer? 

 

- Está gelada, garota! Calma por favor. - Ela sorri. - Não vai acontecer nada.

 

Enzo nos encara.

 

- Obrigada por apoiar Melissa! De verdade. Isso faz muita diferença é ela sabe, não é dona briguenta? - Lorenzo diz para mim e eu concordo por um minuto. - Ele é lindo! 

 

Antonella me encarou por algum segundos como se aquilo fosse um erro. 

 

- Eu posso pegar? - Pergunto. 

 

- Não, ainda não. - Ele se aproximou da incubadora e eu seguro a mãozinha pequena e delicada do meu menino, era tão frágil. Tão pequeno.   

 

E aquilo me dói, me corrói. Eu não posso sentir o cheiro do meu filho não posso o beijar seus cabelos o pegar no colo. 

 

- Não posso nem sentir o cheirinho dele Enzo, porque está me torturando assim? - Eu o encaro. 

 

- Eu sei que dói! E pode ter certeza que dói muito mais em mim, mil vezes mais ver a mulher que eu amo, tendo que implorar para pegar o seu bebê e não conseguir. - Lorenzo foi claro fazendo meu coração se partir, eu sei que ele está fazendo de tudo. 

 

Eu sabia que Antonella estranhou oque Enzo disse, pois a dias atrás ele dizia que me odiava a meio mundo! De repente  eu virei o amor da sua vida, como se súplice sentimentos por mim a vida toda.

 

- Caramba, não sabia que a amava! - Antonella o encarou. - Mais tudo bem! Agora não é hora para isso! Só temos mais três minutos Melissa! 

 

Eu apenas encaro meu filho.

 

- Paulinho, a mamãe te ama, mais do que qualquer outra pessoa no mundo! Mais do que tudo, por favor fique com a mamãe, fique comigo me deixe ter essa benção de te chamar de filho e te mimar como se fosse o dono do mundo! Eu juro que não vou desistir de você, juro por tudo! - Eu digo enquanto minhas lágrimas caíam. 

 

- Tudo bem Melissa, ele te ouviu! Eu tenho certeza que ele vai ficar bem. Ok? Por favor não chore. - Antonella se agachou até mim e me abraçou assim que a enfermeira voltou e me ajudou com a minha roupa. - Eu vou ficar aqui, vou te ajudar! Não vai acontecer nada com o seu bebê, juro!



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