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História Obsidian and Pearl - Capítulo 38


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Notas do Autor


Olá queridos, tudo bem? Espero que estejam todos saudáveis lendo isso :) Bom, voltei com mais OP e tem o desfecho da notícia de gravidez da Hanna.

Bom, agora administrando novas fics, estou tentando me organizar e eis que estarei postando mais DOIS capítulos hoje. Bora na duplinha?

Torço para que gostem, boa leitura!

Capítulo 38 - Separação de Culpados


Fanfic / Fanfiction Obsidian and Pearl - Capítulo 38 - Separação de Culpados

Jung-kook não estava passando lá seus melhores momentos. De início, achou que a notícia da gravidez seria uma das mais encantadoras experiências como alfa, talvez até um incentivo para aproximar o casal, mas estava tremendamente enganado. Sua esposa não reagiu conforme o esperado, isso era típico de Kim Han-na, mas expulsá-lo de casa? Ok destino, já estamos passando um pouquinho da conta.

- Senhor, precisa de ajuda com algo? - a empregada perguntava pela segunda vez enquanto assistia aflita, seu patrão colocar os pertences em duas malas sem sequer dobrá-las corretamente, tamanha era a sua ira exalando.

- Eu me viro. Vá cuidar de sua patroa, ela precisa de você mais do que eu. - ordenou com amargura, porém ainda sim preocupado com o bem-estar de Han-na, afinal agora ela carregava seu filho no ventre e nenhuma discussão entre os dois mudaria esse fato.

- E-eu sinto muito, senhor Jeon. A senhora Han-na provavelmente está apenas assustada com tudo isso, mas logo irá perdoá-lo. Isso é normal para alguém tão jovem, os hormônios afetam as emoções. - comentou a mulher com sorriso ameno.

E o alfa queria mesmo acreditar nas palavras da mais velha. Tudo seria bem menos complicado se não fossem as birras da ex Kim, mas também não seria ela se não tivesse um drama envolvido. Quase quis rir quando parou para pensar nos tais "hormônios". Como será que uma ômega lúpus ficaria grávida? Dada a sua fama de seres naturalmente mais sensíveis, era incerto o que se poderia esperar. Porém o lúpus estava disposto à observar de longe o desfecho, aguardar a sua ruivinha teimosa ceder, afinal eles estavam marcados.

[...]

- Então vocês estão morando separados? - Seo-rin perguntou paciente e a filha logo assentiu abraçada aos travesseiros e à mascote Yune, que dormia serena. - Han-na, mas você precisa de seu alfa para criar o filhote ou... - a sentença da matriarca logo foi parada.

- Não eomma, ele fez de propósito para me prender ainda mais à ele. E esse filhote não precisa de nenhum alfa idiota, eu serei suficiente. E não quero falar nesse assunto. - empinou o nariz com revolta e a mulher optou por acatar, ela conhecia bem sua cria.

[...]

Dia seguinte

Jeon tivera uma das noites mais conturbadas dos últimos meses e seu semblante deixava isso notório à todos os funcionários da empresa que o questionavam, mas ele desconversava. Porém uma específica não poderia ser evitada.

- Oppa, diz logo o que você tem. Olha essas olheiras, esse cabelo desgrenhado... foi algo com a herdeira? E por falar nisso, ela não apareceu até agora. - a loira despejava tudo de uma só vez no impaciente irmão, que bufou contrariado.

- Aish, foi sim algo com ela. Uma história longa e que não estou à fim de contar. - rebateu passando as palmas pelo rosto cansado e ajeitando os fios negros em seguida.

- Estão falando da Han-na? Jeon, onde está minha CEO? Todo aquele circo ontem e hoje ela não vem, com certeza você fez besteira. - inquiriu um intrometido diretor Kim assim que cruzou a porta do escritório do Jeon, sem se anunciar.

- Já chega! - o moreno se pronunciou alterado e suspirou. - Eu não sei nada dela porque estamos separados. - desabafou tempestuoso.

- O que? - os dois responderam em uníssono, ambos chocados.

- Senhor Jeon, tem visita do... - uma Hye-sun quase inocente surgiu em meio à revelação com seu ar profissional, porém uma pitada de alegria presente, já que tinha ouvido com clareza o que disse o alfa.

- Não vou receber ninguém, Hye-sun. - soltou áspero para a secretária que fez menção em se pronunciar, todavia...

- Uau, você está mais mal-humorado do que de costume. Que bicho te mordeu, Jung-kookie? - Ji-min havia adentrado o recinto com um sorriso divertido nos lábios fartos e uma feição curiosa sobre os demais presentes. - Parece que temos uma reunião particular que não fui convidado. - cruzou os braços com deboche.

- Eu saio por alguns dias e vocês já fazem uma bagunça. Como a minha preciosa ômega te aguenta? Ela fez um bem para si mesma te largando. - Seok-jin foi o autor da crítica e seu corpo alto logo saiu sem delongas.

- Hein? A ruivinha te largou? - Park bradou surpreso e um rosnado do mais novo o fez recuar, assim como as duas ômegas.

- Não chame ela assim. - repreendeu ácido.

- Aigoo, isso é um problema dos grandes. Ela é nossa modelo agora e também a presidente, o que vamos fazer? Jung-kook, precisam resolver seja lá o que for que tenha acontecido. Se papai descobrir, vai te matar e o dela então... é velório na certa. - dramatizou So-min.

- Não posso resolver porque não tem nada para ser tratado. Ela simplesmente... - foi só aí que o alfa notou a terceira presença, nem um pouco boa naquele ambiente e todos o acompanharam.

- O que você ainda faz aqui? - a fraterna foi quem broncou em seu lugar e totalmente atrapalhada, a Park saiu em disparada enquanto Ji-min meneava a cabeça.

- Desculpem por ela, vocês sabem que ela... tem uma queda no senhor lúpus aqui. - apontou para o amigo que revirou os olhos se acomodando na poltrona de sua mesa.

- Pois isso é outro problema que precisamos cuidar. Essa lambisgóia de olho no meu irmão e na frente da Han-na, sentem o cheiro da treta? Pois é, eu já senti faz tempo. - a Jeon debatia numa careta.

- Eu vou falar com ela, não se preocupem. - garantiu o baixinho se voltando para o empresário jogado em seu assento. - Naquele noite que fomos para minha casa, você por um acaso não deu nenhuma esperança pra ela, né? - inquiriu o alfa sério.

- Epa, que história é essa? - a ômega interferiu desconfiada.

- Nada d-demais, So-min. - Jung-kook engoliu em seco, aquela conversa o lembrava do acontecido mais estúpido de sua vida e isso não era bom.

- Se não é, por que tá gaguejando seu cretino? - observou a implacável e esperta Jeon So-min, com os olhos cerrados.

- Será q-que podemos voltar ao foco? A Hye-sun não m-me interessa, está mais para uma irmã de consideração. - o moreno respirou fundo tentando transmitir calma ao dizer o que queria.

- Olha, ao invés de ficar perdendo meu tempo com vocês e suas farras, eu vou trabalhar no lugar do casal Jeon que está "ausente" hoje, tanto de corpo quanto de mente. - alfinetou se encaminhando para a porta e logo o fitou uma última vez. - E você se entenda com a herdeira, tá na cara que vocês gostam um do outro. - sorriu faceira e saiu.

- Parece que eu não sou o único que nota esses sentimentos aí entre o casal da nação. - Park provocou se sentando de frente para o melhor amigo, que suspirou encarando o teto. - Conta pro seu amigo, o que tá acontecendo? Eu sei que não é coisa boba pela sua cara. - findou prestativo.

- Que isso fique entre nós, Jiminie. Ninguém pode saber, nem a So-min e menos ainda o Tae-hyung. - alertou erguendo o dedo em riste para o outro, que acenou confuso pela seriedade daquele olhar. - Se lembra que eu disse que Han-na e eu... transamos na viagem? - corou por fim ao dizer e o loiro gargalhou de imediato.

- Por que tá vermelhinho, garotão? Todos nós fazemos um sexo selvagem de vez em quando. - zombou malicioso e Jung-kook silvou incomodado pela tão costumeira espontaneidade do amigo. 

- Enfim, nós ficamos no cio e... - pausou mordendo os lábios finos. - Eu não usei proteção e ela... está g-grávida. - soltou por fim em timbre baixo.

Um silêncio se instalou e o lúpus sabia que o Park estava absorvendo a informação para dar uma de suas frases icônicas ou conselhos inusitados, mas tudo que viu foi o alfa sorrir largo para si.

- Uou, i-isso é... daebak. P-parabéns lobinho, você é o narigudo imbecil mais sortudo que eu conheço. - brincou com empolgação, mas logo se deteve franzindo o cenho. - Disse que vão ter um filhote e... por que se separaram? - indagou firme.

- Eu sou o "culpado" Ji-min, esse é o motivo. Devem ser os hormônios de ômega. - riu sem humor, lembrando da fala de sua funcionária beta.

- Faz sentido. Você também foi vítima deles quando quis "molhar o biscoito". - tornou o mais velho aos risos, porém reteve sua diversão ao notar o lupino cabisbaixo em sua fronte. - Certo, o que temos que fazer é reatar esse casamento. Para tal objetivo, eu vou ser o anjinho de vocês. - completou num sorriso fofo que milagrosamente conseguiu entreter o moreno, um dos talentos natos de Park Ji-min.

[...]

Uma semana depois

- S-senhora, está se sentindo melhor? - a voz pertencia à So-eun, a babá de Han-na que fora recrutada para estar com a garota naquele momento delicado, onde o corpo da ômega se recusava à aceitar a distância do alfa lúpus, que a humana tanto recriminava em pensamentos.

- Querida, você precisa chamá-lo ou esse bebê não se desenvolverá. - preocupava-se a mãe do outro lado da cama, onde a ruiva estava deitada. A silhueta pálida, olhos fundos e respiração descompassada, tudo parecia exausto no organismo da ômega, que não via seu companheiro à exatos sete dias, sendo estes trabalhosos para o desconforto da gravidez iniciante.

[...]

- Tudo bem, oppa? - a loira Jeon franziu o nariz para o mais velho que suava, visivelmente afetado por algo.

- N-não. Algo está acontecendo com... Han-na. - anunciou se levantando em busca do celular.

- Pra quem está ligando? - interrogou a lupina afrouxando a gravata do irmão, que ainda não lhe respondia.

- Ji-min, onde você está? - praticamente gritou ao telefone.

- Acabei de voltar da casa de sua ômega e estava prestes à te ligar, pois ela não quis me receber e... alguma coisa está estranha por aqui. - finalizou sucinto.

- É claro que está, isso eu já sei desde quando acordei. - vociferou irritado e não esperou por uma resposta, desligando a ligação. - So-min, e-eu preciso ir vê-la. - revelou ansioso.

- Acho uma boa idéia, já que abbeoji e o senhor Kim virão aqui. - estreitou os olhos para o mais alto que a encarou alarmado. - Ah, mas não precisa se preocupar. Eu vou encobrir, vai até sua esposa, rápido! - exclamou com urgência e o alfa não se viu em condições de protestar e logo rumou à seu antigo lar.

[...]

- E-eu vou ligar para seu pai, vamos te levar ao hospital. Isso já passou do aceitável. - apressou-se a ômega Kim em busca do telemóvel, mas um ruído da ruiva a interviu.

- N-não, appa nã-ão pode saber. - choramingou num resfolego.

- Han-na, eu não vou ficar vendo essa situação de braços cruzados. Seu pai está desconfiado. - berrou Seo-rin totalmente fora de si, mas nesse mero instante, um cheiro familiar lhe chamou a atenção, assim como da babá e da herdeira.

- Com licença. - a voz atrás de um Jeon carrancudo era de Park, que acompanhara o amigo para evitar qualquer deslize, mas não sabia se invadir a casa que era sua, se encaixava num problema, visto que a ômega lúpus naquele leito, estava longe de aparentar saúde.

- Que droga. - resmungou o moreno se aproximando sem hesitar da dona de fios acobreados e cheiro fraco, que assim que o avistou com clareza, lançou-lhe um tapa estalado na mão que a segurou gentil. - Pode parar, você é uma orgulhosa sem cura e esse filhote não é só seu. - Jung-kook fora duro em retrucar à mais nova, que se calou sob as orbes em discreto vermelho e o segundo tom, tão sólido quanto os braços que a abrigaram sem pedir.


Notas Finais


Curtiu? Se quiser, pode comentar e trazer um pouco de amor para o meu coração.

Olho vivo na Hyesun e vamos para o próximo!


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