História Obsidiana - adaptação ( Delena ) - Capítulo 2


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Jenna Sommers, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Delena
Visualizações 33
Palavras 1.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello amores!!!
Vcs estão bem?! Espero q s
Mais um cap novinho.

Elena disse pra mãe dela que ia ver seus novos vizinhos, mais quem são eles?
Sem mais delongas vamos para o cap!

Boa leitura!

Capítulo 2 - Babaca


Mordi de leve o lábio. Podia ouvir a voz do meu pai falando a frase favorita dele para me encorajar: “Vamos lá, Eleninha, não seja uma espectadora.” Endireitei os ombros. Papai nunca tinha deixado de aproveitar a vida.

Afinal, perguntar onde ficava o mercado mais próximo era uma desculpa inocente o bastante para me apresentar. Se a mamãe estivesse certa e eles fossem mesmo da minha idade, talvez acabasse nem sendo um mico muito grande. Era meio bobo, mas eu ia lá de qualquer jeito. Atravessei correndo o gramado e a entrada da garagem antes que amarelasse.

Subi os degraus da varanda, afastei a tela e bati à porta. Dei um passo atrás e alisei os vincos da camiseta. Tô legal. Tô mandando bem. Não tem nada de esquisito em perguntar o caminho.

Ouvi passos pesados vindo do outro lado e a porta se abriu, me botando de frente a um peito largo, musculoso e bronzeado. Um peito nu. Baixei o olhar e meio que perdi o fôlego. O jeans caía um pouco abaixo da cintura e revelava uma linha fina de pelos em volta do umbigo, que desaparecia dentro da calça.

Abdômen tanquinho. Perfeito. Totalmente apalpável. Não do tipo que eu esperaria encontrar num garoto de 17 anos, que é o quanto imaginava que ele tivesse, mas longe de mim reclamar. Longe de mim falar, também. Fiquei só encarando, mesmo sem querer.

Subindo o olhar de novo, reparei nos cílios espessos e escuros que escondiam os olhos dele. Precisava saber de que cor eram.

— Posso te ajudar? — perguntaram aqueles lábios grossos, totalmente beijáveis, mas com uma expressão de aborrecimento.

A voz dele era grave e firme. Do tipo acostumada a mandar e ser obedecida. Ele levantou os cílios, revelando olhos tão azuis e brilhantes que não podiam ser de verdade. A cor de diamante era intensa e contrastava com sua pele bronzeada.

— Oi? Você é muda? — Ele falou mais uma vez, se apoiando com uma das mãos no batente da porta. Respirei fundo e dei um passo para trás, sentindo o rosto queimar de vergonha. O garoto levantou um braço e afastou uma mecha de cabelos da testa. Olhou por cima do meu ombro e depois para mim novamente. — Dou-lhe uma…

Quando finalmente recuperei a voz, eu queria morrer.

— Ta-tava pensando se você saberia me explicar onde fica o mercado mais perto. Meu nome é Elena. Acabei de me mudar pra casa ao lado. — Apontei para lá, falando que nem uma idiota. — Tipo, há dois dias…

— Tô ligado.

Aaaah, tá.

— Bom, eu tava precisando que alguém me indicasse o caminho mais rápido até o mercado e talvez um lugar que venda plantas.

— Plantas?

Por alguma razão, não soou como se ele estivesse me fazendo uma pergunta, mas eu me apressei em responder de qualquer jeito.

— Pois é, o canteiro em frente da casa…

Ele não disse nada, só levantou uma sobrancelha com desdém.

— Sei.

A vergonha estava aos poucos se dissipando e sendo substituída por um crescente sentimento de raiva.

— Então, eu preciso comprar plantas…

— Pro canteiro. Já entendi. — Encostou o quadril no portal e cruzou os braços. Algo brilhou nos olhos azuis dele. Não era raiva, era … alguma outra coisa.

Respirei fundo. Se esse cara me desse mais um fora… Minha voz assumiu o mesmo tom que a minha mãe usava quando eu era mais nova e queria brincar com objetos cortantes.

— Eu gostaria de encontrar uma loja onde pudesse comprar comida e plantas.

— Você sabe que esta cidade só tem um semáforo, né? — Ele levantou as duas sobrancelhas até quase a linha do cabelo, como se não acreditasse que eu pudesse ser tão burra.

Foi quando me dei conta do que vi cintilando nos seus olhos. Ele estava rindo de mim, cheio de desdém.

Por um instante, tudo o que consegui fazer foi olhar para ele. Era provavelmente o cara mais gato que eu já tinha visto em carne e osso, mas era também um completo babaca. Vai entender.

— Sabe, tudo que eu queria era uma informação. Tá na cara que te peguei em um mau momento.

Ele levantou um canto dos lábios.

— Qualquer hora é uma hora ruim pra vir atender uma pirralha na minha porta.


— Pirralha? — repeti, arregalando os olhos.

Ele arqueou de novo uma das sobrancelhas escuras, debochando de mim. Eu estava começando a odiar essas sobrancelhas.

— Não sou uma pirralha, tenho 17 anos.

— Jura? — Piscou. — Você parece ter 12. Não. Talvez 13. Minha irmã tem uma boneca que me lembra você. Olhos grandes e vazios. Meio retardada.

Eu parecia com uma boneca? Uma boneca retardada? Senti brotar um calor no peito que foi subindo pela garganta.

— Que coisa. Uau. Desculpa ter incomodado. Não vou voltar aqui nunca mais. Pode acreditar. — Dei as costas e tratei de ir embora, antes que sucumbisse ao crescente desejo de enfiar a mão na cara dele. Ou de chorar.

— Ei! — chamou.

Parei no último degrau da varanda, mas me recusei a virar e deixar que ele notasse minha irritação.

— Que foi?

— Vá reto até o final da rua e então vire à direita, sentido norte, não sul. Vai te levar pra Petersburg. — Bufou, irritado, como se estivesse me fazendo um favor e tanto. — O Foodland fica bem no meio da cidade. Não tem como errar. Quer dizer, talvez você consiga. Se eu não me engano, tem uma loja de material de construção ao lado. Eles devem ter equipamentos de jardinagem.

— Valeu — resmunguei e acrescentei, bufando: — Babaca.

Ele riu, um som alto e gutural.

— Isso não é comportamento de mocinha, Eleninha.

Virei num pulo.

— Nunca mais me chame assim!

— Melhor que chamar alguém de babaca, não? — Ele empurrou a porta. — Foi uma visita muito interessante. Vou me lembrar dela por muito tempo.

Ok. Já deu.

— Sabe do que mais? Você tá certo. Não tem nada a ver eu te chamar de babaca. Porque babaca é uma palavra leve demais pra você. — Mostrei o dedo do meio para ele, sem deixar de sorrir docemente. — Você é um escroto.

— Um escroto? A elegância em pessoa. — Ele riu de novo e baixou a cabeça. Várias mechas de cabelo caíram sobre seu rosto, quase escondendo aqueles intensos olhos azuis. — Muito civilizado, gatinha. Tenho certeza de que você tem muitos nomes e gestos interessantes pra mim, pena que não tô nem aí.

Eu tinha mesmo muito mais a dizer e fazer, mas reuni o que me restava de dignidade, dei as costas e marchei de volta para a minha casa, sem dar a ele o prazer de ver como estava zangada. Eu costumava evitar todo tipo de confronto, mas esse cara conseguiu ligar meu interruptor de barraqueira como ninguém. Quando cheguei ao carro, escancarei a porta com raiva.

— A gente se vê por aí, gatinha! — gritou, antes de bater a porta de casa, rindo.

Meus olhos ardiam com lágrimas de raiva e constrangimento. Meti a chave na ignição e engatei a ré. “Faz um esforço”, foi o que a mamãe dissera. Isso é o que acontece quando você faz um esforço.


Notas Finais


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Bem, o novo vizinho e o Damon e eles já começaram as implicâncias um com o outro, na verdade ele começou. Mas q melhor forma de se conhecer, não? ( tô rindo kkkkk ).
Até o próximo cap!

Beijinhos dos brothers Salvatore!!💙😘


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