História Obsidiana - Capítulo 61


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 101
Palavras 2.962
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 61 - Capitulo 61


Fanfic / Fanfiction Obsidiana - Capítulo 61 - Capitulo 61

Doeu muito deixar de publicar a tag “Waiting on Wednesday” , mas ainda faltavam várias semanas para o meu aniversário. E, apesar da Taylor ter me dito para usar o computador dela, não queria escrever isso nele. Contrariada, peguei uma lata de refrigerante da geladeira da Taylor e voltei para a sala. Aliens realmente comiam muito.

— Você quer mais pizza? — ofereceu minha amiga, olhando para a última fatia com tanta vontade que eu comecei a pensar que ela e o Adam precisavam reavaliar o relacionamento deles.

Fiz que não. Taylor já tinha comido o suficiente para alimentar uma pequena cidade e, francamente, eu não estava com fome. Comer enquanto ela e o Adam me observavam estava ficando chato e desconfortável. Taylor achava que eu não havia notado, e o Adam estava só fazendo uma pausa antes de me perguntar outra vez o que tinha acontecido naquela noite.

O que todo mundo sabia era que a Lauren havia matado o Baruck e que eu não tinha me ferido tão gravemente quanto a Taylor achara. De alguma maneira, Lauren tinha conseguido convencê-la de que eu estava só em choque. Olhei para os dois.

Mas tinha sido eu, eu tinha matado alguém. De novo.

Surpreendentemente, esse pensamento não me provocava o mesmo horror e náusea de antes. Ao longo dos últimos dois dias, eu tinha meio que aceitado as minhas ações. Era um nível de aceitação ainda relutante, mas que tornava mais fácil engolir, por mais que não fosse jamais conseguir esquecer.

Era ele ou eu e minhas amigas.

O alien bundão tinha que sumir.

Todo mundo estava me encarando. Ótimo.

Taylor se sentou ao meu lado e tomou um gole de refrigerante. Convencida ou não, ela sabia que alguma coisa tinha acontecido quando eu voltei com a Lauren naquela manhã… E tinha mesmo.

Ela cutucou minha perna, me chamando a atenção.

— Você tá se sentindo bem?

Se eu ganhasse um dólar por cada vez que ela me perguntava isso, já teria comprado meu laptop. Não era como se eu não soubesse a sorte que tinha por estar viva. Deveria estar sofrendo de estresse pós-traumático, mas realmente me sentia bem. Nunca tinha me sentido tão bem fisicamente, para ser sincera. Era como se pudesse correr uma maratona ou escalar uma montanha. Não queria nem pensar na razão por trás disso. Já passara por situações apavorantes o suficiente.

Alguém limpou a garganta, arrancando-me dos meus devaneios. Ergui os olhos e vi a Taylor e o Adam me encarando com expressões curiosas. Não me recordava o que eles queriam.

— O quê?

Taylor sorriu um pouco animada demais.

— A gente estava se perguntando como é que você tá lidando com as coisas. Se tá preocupada com outros Arum.

— Ah, não, você acha que pode haver mais? — respondi imediatamente.

— Não — me assegurou Adam. Desde a batalha com Baruck, ele tinha começado a falar comigo. Era uma boa mudança. Ash e Andrew eram outra história. — A gente acha que não.

Sentindo-me desconfortável, mudei de posição. Minha pele coçou. Não tinha certeza de quanto tempo conseguiria ficar ali com eles me olhando como se eu fosse uma experiência malsucedida.

— Achei que você tinha dito que a Lauren ia voltar logo.

Adam se sentou na poltrona. Os olhos da Taylor se desviaram do garoto para mim.

— Ela já deve estar chegando.

Não havia visto a Lauren desde aquela manhã. Já tinha perguntado várias vezes para a Taylor aonde ela tinha ido, mas minha amiga nunca me respondia. Finalmente, desisti.

Os dois começaram a conversar, fazendo planos para o feriado de Ação de Graças que viria em algumas semanas. Eu me desliguei, como vinha fazendo nos últimos três dias. Era estranho. Não conseguia me concentrar. Sentia-me aérea, como se faltasse uma parte de mim.

Um calor cobriu minha pele, como brisa quente. Vindo de lugar nenhum. Olhei ao redor, observando se alguém mais havia notado o mesmo. Eles continuavam conversando. Ajeitei-me no sofá, e a sensação aumentou.

A porta da frente da casa se abriu e minha respiração ficou presa na garganta. Em segundos, Lauren entrou na sala. Seus cabelos estavam bagunçados e havia olheiras sob seus olhos. Sem dizer nada, ela se jogou no sofá. Suas pestanas pesadas cobriam os olhos, mas eu senti que me observava.

— Onde você estava? — perguntei, com uma voz que soou aguda aos meus próprios ouvidos.

O silêncio pairou, com outros dois pares de lindos olhos focados em mim. Minhas bochechas ficaram quentes e me recostei, me sentindo uma idiota. Cruzei os braços e mantive meus olhos firmes nos delas. Que bela maneira de atrair atenção para mim mesma.

— Bom, oi, querida. Eu estava enchendo a cara e pegando umas mulheres. Eu sei, minhas prioridades andam estranhas.

Meus lábios se cerraram com essa resposta sarcástica.

— Babaca — resmunguei.

Taylor gemeu:

— Lauren, não seja idiota.

— Sim, mamãe. Eu estava com outro grupo, revirando a droga do estado inteiro pra ter certeza de que não sobrou nenhum Arum vagando por aí sem a gente saber — contou ela, e sua voz profunda acalmou uma estranha dor dentro de mim, ao mesmo tempo em que tive vontade de dar uma cacetada na cabeça dela.

Adam se inclinou para a frente.

— E não tem nenhum, né? Porque a gente falou pra Camila que ela não tinha nada com que se preocupar.

Os olhos dela se desviaram de mim rapidamente.

— Não encontramos nenhum.

Taylor comemorou, feliz, e bateu palmas. Ela se virou para mim com um sorriso genuíno desta vez.

— Viu? Nada com que se preocupar. Acabou.

Sorri de volta para ela.

— Isso é um alívio.

Ouvi Adam conversar com Lauren sobre a viagem, mas era difícil prestar atenção. Fechei os olhos. Todas as células do meu corpo tinham consciência dela, como aquele dia na sala da minha casa, mas num nível diferente.

— Cami? Você tá aqui com a gente agora?

— Acho que sim. — forcei um sorriso, pelo bem da Taylor.

— Vocês andaram pentelhando a Camila? — perguntou Lauren, suspirando. — Bombardeando a menina com um milhão de perguntas?

— Nunca! — gritou Taylor. Em seguida, riu. — Ok. Talvez.

— Imaginei — murmurou Lauren, esticando as pernas. Incapaz de me controlar, me virei para ela. Nossos olhos se encontraram. O ar entre a gente pareceu estalar, de calor e eletricidade. Na última vez em que a vira, tínhamos nos beijado. No entanto, não fazia ideia se isso significara alguma coisa.

Taylor chegou mais perto de mim, limpando a garganta.

— Continuo com fome, Adam.

Ele riu.

— Você é pior do que eu.

— Verdade. — minha amiga ficou de pé. — Vamos até o Smoke Hole. Acho que hoje tem bolo de carne caseiro. — ela passou por trás de mim, se abaixou e deu um beijo na bochecha da Lauren. — Estou feliz que você tenha voltado. A gente estava com saudade.

Lauren sorriu para a irmã.

— Eu também.

Quando a porta se fechou atrás da Taylor e do Adam, soltei o ar que vinha prendendo.

— Tudo bem mesmo? — perguntei.

— Na maior parte. — ela esticou uma das mãos e roçou os dedos na minha bochecha. Respirou fundo. — Droga.

— O que foi?

Ela se sentou e chegou mais perto, sua perna pressionando a minha.

— Trouxe uma coisa pra você.

Não era o que eu esperava.

— Vai explodir na minha cara?

Lauren se recostou no sofá e riu. Botou a mão no bolso de traz da calça jeans. Tirou de lá uma bolsinha de couro e me entregou.

Curiosa, puxei o cordãozinho e cuidadosamente esvaziei o saco na minha palma. Ergui os olhos, e, quando ela sorriu, senti meu coração dar uma cambalhota. Era um pedacinho de obsidiana, com cerca de seis centímetros, polida e cortada no formato de um pingente. O vidro era preto e brilhante. Parecia vibrar em contato com a minha pele, e era frio ao toque. A corrente prateada na qual se pendurava era delicada e se enroscava no topo do pingente. A outra ponta tinha sido afiada bem fina.

— Acredite ou não — disse Lauren —, até mesmo algo tão pequeno tem a capacidade de furar a pele de um Arum e matá-lo. Quando ela ficar bem quente, você pode ter certeza de que há um por perto, mesmo que não esteja vendo. — cuidadosamente, pegou a corrente, segurando-a pelos fechos. — Levei um tempão pra achar uma peça como esta, já que a lâmina se partiu em mil pedaços. Não quero que você tire nunca, tá? Ao menos… bom, pela maior parte do tempo.

Chocada, levantei os cabelos sobre a nuca e me virei, deixando que ela pusesse o colar em volta do meu pescoço. Quando já estava fechado, me virei para ela.

— Obrigada. De verdade, por tudo.

— Não é nada de mais. Alguém te perguntou sobre o seu rastro?

Fiz que não.

— Acho que eles já esperavam ver um, por causa da briga toda.

Lauren assentiu.

— Bom, você tá brilhando que nem um cometa agora. Essa droga tem que desaparecer, ou a gente vai voltar à estaca zero.

Um calor foi lentamente crescendo dentro de mim. E não era do tipo bom.

— E o que é essa estaca zero, exatamente?

— Você sabe, a gente presa uma a outra até o maldito rastro sumir. — seu olhar estava distante.

Presa uma a outra? Meus dedos apertaram meus joelhos cobertos pelo jeans.

— Depois de tudo que eu fiz, a gente ficar junta é estar presa?

Lauren deu de ombros.

— Sabe do que mais? Dane-se, amigona. Por minha causa, o Baruck não achou a sua irmã. Por causa do que eu fiz, quase morri. Você me curou. É por isso que eu estou com esse rastro. E nada disso é culpa minha.

— E é minha? Eu devia ter deixado você morrer? — seus olhos queimavam agora, como piscinas de esmeraldas. — Era isso o que você queria?

— Que pergunta idiota! Não lamento que você tenha me curado, mas não vou mais aceitar essa merda de uma hora você me tratar bem e na outra mal.

— Eu acho que você não quer reconhecer que gosta de mim. — um sorriso irônico surgiu nos lábios dela. — Parece que tem alguém tentando se convencer.

Respirei fundo e expirei devagar. Por mais que me incomodasse dizer isto, porque havia uma parte de mim que a desejava, falei.

— Eu acho que seria melhor você ficar bem longe de mim.

— Não vai rolar.

— Qualquer outro Luxen pode tomar conta de mim — protestei. — Não precisa ser você.

Seus olhos se encontraram com os meus.

— Você é minha responsabilidade.

— Eu não sou nada sua.

— Você é definitivamente alguma coisa.

A palma da minha mão coçou para dar um tapa na cara dela.

— Eu te detesto tanto.

— Detesta nada.

— Ok. A gente tem que tirar esse rastro de mim. Agora.

Um sorriso maroto apareceu nos lábios dela.

— Podemos nos beijar de novo. E ver no que vai dar. Da outra vez, pareceu funcionar.

Meu corpo gostou da ideia. Eu, entretanto, não.

— É, só que isso não vai acontecer.

— Foi só uma sugestão.

— Que não vai acontecer. Nunca. Jamais. — cuspi cada palavra, deliberadamente. — Não de novo.

— Não finge que você não se divertiu…

Bati com força no braço dela. Lauren apenas riu, e eu comecei a empurrá-la, mas… espera. Botei minha mão sobre o peito dela e a encarei.

Lauren levantou uma sobrancelha.

— Você tá me apalpando, Cami? Estou gostando do rumo que isto está tomando.

Eu estava e estava gostoso e tal, mas não era por isso. O coração dela batia na minha palma, num ritmo forte e levemente acelerado.

Tum. Tum, tum. Tum. Botei minha outra mão sobre o meu próprio peito. Tum. Tum, tum. Tum.

Comecei a ficar tonta.

— Nossos batimentos… são iguais. — ambos os nossos corações estavam acelerados agora, completamente sincronizados. — Meu Deus, como isso é possível?

Lauren ficou pálida.

— Ah, merda.

Meus cílios se levantaram. Nossos olhos se encontraram. O ar entre nós pareceu estalar, cheio de tensão. Ah, merda, mesmo. Ela pôs a mão sobre a minha e apertou.

— Mas isso não é ruim. Quer dizer, eu tenho quase certeza de que te transformei em alguma coisa, e esse lance do coração é a prova de que a gente está conectada. — sorriu. — Podia ser pior.

— Exatamente como poderia ser pior? — perguntei, perplexa.

— A gente ficar junta. — deu de ombros. — Podia ser pior.

Parte de mim não estava bem certa se havia entendido o que ela queria dizer.

— Espera um pouco. Você acha que temos que ficar juntas por causa de um negócio alien que está conectando a gente? Mas há dois minutos você estava reclamando porque ia ter que ficar presa a mim…

— É, bom, eu não estava reclamando. Só disse que a gente estava presa uma a outra. É diferente. Você sente atração por mim.

Apertei os olhos.

— Vou voltar à última frase em um segundo, mas você tá dizendo que quer ficar comigo agora porque se sente… forçada?

— Não diria exatamente forçada, mas… mas eu gosto de você.

Olhei para ela. Era fácil demais me lembrar do que eu tinha escutado quando havia me curado. Parte de mim achava que a que Lauren sentia era real, e parte acreditava que era só um produto do que fizera comigo. Fazia sentido agora, considerando o que estava dizendo.

Lauren franziu o rosto.

— Ah, não, eu conheço essa cara. O que você tá pensando?

— Essa é a declaração mais ridícula que eu já ouvi — falei, e me levantei. — Que péssimo, Lauren. Você quer ficar comigo por causa de alguma doideira que aconteceu?

Ela ficou de pé e revirou os olhos.

— A gente se gosta. É verdade. É estúpido continuar a negar.

— Ah, sim. Falou a garota que me largou seminua no sofá. — balancei a cabeça. — A gente não se gosta.

— Ok. Eu acho que tenho que pedir desculpas por isso. Sinto muito. — Lauren deu um passo adiante. — A gente já se sentia atraída antes de eu te curar. Você não pode dizer que não é verdade, porque eu sempre… sempre senti essa atração por você.

Dei um passo atrás.

— Sentir atração por mim é um motivo tão idiota para ficar comigo quanto o fato de estarmos presas uma na outra agora.

— Ah, você sabe que é mais do que isso. — fez uma pausa. — Eu soube que você me traria problemas logo no começo, no instante em que bateu na minha porta.

Eu ri, mas sem nenhum humor.

— O sentimento é mútuo, definitivamente, mas não é uma desculpa pra essa dupla personalidade que você tem.

— Bom, eu estava meio que esperando que fosse, mas obviamente não é. — Lauren abriu um rápido sorriso. — Cami, eu sei que você sente atração por mim. Eu sei que você gosta…

— Sentir atração por você não basta — falei.

— A gente se dá bem.

Continuei impassível. Ela me ofereceu outro sorriso cheio de dentes.

— Quer dizer, às vezes a gente se dá bem.

— A gente não tem nada em comum — protestei.

— Temos mais do que você pensa.

— Que seja.

Lauren segurou uma mecha do meu cabelo e enrolou-a em volta do dedo.

— Eu sei que você quer.

A memória do beijo doce que havíamos trocado no campo retornou. Frustrada, tirei meu cabelo da mão dela e me concentrei.

— Você não sabe o que eu quero. Não faz ideia. Quero uma garota que queira ficar comigo porque realmente quer. Não uma que se sinta forçada a ficar comigo por um senso de responsabilidade bizarro.

— Cami...

— Não! — interrompi-a, fechando meus punhos. Vamos lá, Camila, não seja uma espectadora. Eu não seria mais uma espectadora, o que significava não ceder a Lauren. Não quando as razões dela para me querer eram tão idiotas, nível top dez da idiotice. — Não, sinto muito. Você passou meses sendo a maior babaca comigo. Não pode de repente decidir que gosta de mim e esperar que eu esqueça tudo. Quero o que meu pai tinha com a minha mãe, alguém que goste de mim. E você não é essa pessoa.

— Como é que você sabe? — seus olhos brilharam, transformando-se em joias preciosas.

Balancei a cabeça e me virei na direção da porta dos fundos. Lauren apareceu na frente dela, bloqueando minha passagem.

— Deus, odeio quando você faz isso!

Ela não riu, nem sorriu, como faria normalmente. Seus olhos estavam abertos e brilhantes, hipnóticos.

— Você não pode continuar fingindo que não quer ficar comigo.

Eu poderia, ou pelo menos podia tentar. Mesmo que, lá no fundo, quisesse. Mas eu queria que ela me desejasse, não porque tínhamos que estar juntas ou porque estávamos conectadas de alguma forma. Sempre gostei dos lampejos da Lauren real. Com aquela Lauren eu poderia ficar, adoraria. Mas ela nunca durava muito, sempre afastado pelo infinito dever com a família e a espécie. Triste com isso, cerrei meus lábios.

— Não estou fingindo — falei.

Os olhos dela procuraram os meus.

— Você está mentindo.

— Lauren.

Ela pôs as mãos nos meus quadris e me puxou cuidadosamente para si. Sua respiração eriçou os cabelos junto das minhas têmporas.

— Se eu quisesse ficar com… — começou a falar, apertando as mãos. — Se eu quisesse ficar com você, você dificultaria as coisas, né?

Levantei a cabeça.

— Você não quer ficar comigo.

Os lábios dela se retorceram num sorriso.

— Eu acho que quero, sim.

Partes do meu corpo gostaram disso. Meu peito inchou. O estômago deu um nó.

— Achar não é o mesmo que querer.

— Não, não é, mas é alguma coisa. — ela baixou as pestanas, escondendo os olhos. — Não é?

Pensei novamente no amor da minha mãe e do meu pai. Afastei-me, balançando a cabeça.

— Não é o suficiente.

Os olhos da Lauren se encontraram com os meus, e ela suspirou.

— Você vai tornar isto muito difícil, né?

Não falei nada. Meu coração estava aos pulos quando desviei dela e me dirigi à porta.

— Camila?

Tomando ar, encarei-a.

— O quê?

Um sorriso afastou seus lábios.

— Você sabe que eu adoro um desafio, né?

Eu ri e me virei para a porta, mostrando o dedo do meio para ela.

— Eu também, Lauren. Eu também.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...