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História Obsoleto e em desuso. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoa, como prometido um novo capítulo e até antes do esperado digamos que eu me animei com a escrita.
Eu espero que todos que estão lendo entejam gostando e espero que comentem algo, dicas, ideias tudo é bem vindo.
Boa leitura.

Capítulo 3 - Capitulo 3


John se orgulhava em dizer que deu um pé na bunda do seu antigo patrão e começou a montar o seu bar e de como ele idealizou tudo o que queria que tivesse no local. No entanto, lá estava ele, limpando cacos de vidros do chão e pensando nos bancos novos que ele teria que comprar para repor no local depois da confusão da noite anterior. Lumos estava um verdadeiro chiqueiro e foi quando alguèm entrou pela porta que John viu que teria o seu maior acesso de raiva, Harry Potter estava passando pela sua porta com a cara mais lisa e descarada do mundo. Ele foi em direção ao moreno como um leão corre atrás de uma gazela.

 -  Olha só quem voltou para pagar o prejuízo que me deve. - disse o tatuado possesso de raiva.

- Na verdade, eu vim pedir por um emprego. - disse em meio a um sorriso amarelado. 

- Você só pode estar de sacanagem com a minha cara. Olha o estado do meu bar!

De fato as coisas não estavam muito bem, várias coisas quebradas, bebidas perdidas, cacos de lâmpadas jogadas no chão e um Harry bem envergonhado já que, de fato, lembrava de tudo o que tinha feito no local.

- Olha, eu realmente sinto muito mas eu não tenho dinheiro para pagar por isso. - disse enquanto saia de perto de John e ia para perto do balcão. - Mas olhe por outro lado, eu tenho anos de experiência como garçom e como faz tudo. Eu vou fazer bebidas até lavar privadas.

O dono do local estava começando a prestar atenção em Harry, a ideia era interessante, o bar realmente precisava de mais funcionários mas como ele iria pagar aquele cara com todo aquele prejuízo que ele causou?

- Eu tenho uma proposta para você. John? Isso, John. Eu posso trabalhar com você durante os 3 turnos todos os dias e a cada 15 dias eu tenho uma folga no final de semana. Eu vou trabalhar de graça até pagar tudo o que eu lhe devo e a única coisa que você precisa é me contratar.

John estava olhando Harry com a cara mais desconfiada que ele jamais teve na vida. Era um proposta até que válida, mas ele não queria dar o braço a torcer.

- Posso saber o por que de você está aceitando trabalhar de graça? Não precisa da grana?

Harry parou por alguns segundos e pensou nas contas que ele precisaria pagar, Gina era editora chefe do Clarim Diário e segurava as pontas a alguns anos. Mas, Harry se assustou um pouco, ele precisaria pagar as despesas não só dele, como de seus filhos também. Afinal, ele estava lutando por eles. 

- Preciso, mas eu vou conseguir dar um jeito. - disse Harry tão incrédulo que John quase não acreditava. 

Eles fecharam um acordo e Harry começaria no dia seguinte. Finalmente ele estava começando a consertar algumas falhas que tinham na sua vida. No entanto, ele se lembrou que precisava pagar o Sr. Collins com qual dinheiro ele ainda não sabia. Precisava ajeitar o apartamento para os seus filhos e foi então que ele percebeu que precisaria fazer algo  que ele estava adiando, não só ele como Gina também. Foi então que ele pegou o seu celular, que por sorte havia sido encontrado por John no meio do caos do Lumos. 

- Alo? 

- Gina, nós precisamos conversar e …

- Eu sei. Venha até aqui agora de tarde. As crianças estão dormindo e tem algumas coisas que eu preciso resolver de noite. 

Harry não esperava essa reação da ruiva, parecia tão cedo, parecia tão arriscado. E foi com o coração palpitando e  quase saindo pela garganta que ele pegou um ônibus em direção a casa em que ele morava com a esposa. O Lago Grimmauld n 12 era uma herança da família que ele só conseguiu ter acesso quando Gina estava grávida do seu primeiro filho. O local precisou de boas reformas, era um casarão velho que até o número da casa havia caído depois de anos lá.

No entanto, o moreno conseguia se lembrar de bons momentos com a ex esposa, havia sido lá que ele viu os primeiros passos de seus filhos, que ele celebrou os livros publicados por Gina e acima de tudo, foi lá que ele viu que ele tinha família. Família, essa palavra doeu em Harry durante muitos anos em que morou com os seus tios, ele era bem mais um serviçal do que um membro da casa na Rua dos Alfeneiros. Por sorte, o garoto magrelo de óculos redondo havia conseguido uma bolsa de estudos no internato de Hogwarts e durante os seus anos na escola que ele conheceu Ron, Hermione, Gina e tantos outros. Foi então que dentro do ônibus, Harry teve uma epifania. Draco havia estudado na mesma escola que ele e tinha quase certeza de que isso era verdade, mas lembrava muito pouco desse fato. Então ele percebeu que estava quase chegando na sua antiga casa e ele sabia que precisava conversar com Gina mas por onde ele iria começar?

Desceu do ônibus e andou cerca de duas quadras antes de apertar a campainha onde segundos depois uma Gina de cabelos presos, olheiras profundas, pijamas, pantufas e uma cara de poucos amigos recebeu Potter. Parecia estranho para Harry entrar naquele lugar em que eles moravam juntos e agora não era mais seu, maldito dia em que ele teve que colocar a casa do nome da ruiva.

- Harry - começou Gina sem muitos rodeios. - Os advogados estão pedindo alguns documentos até segundo feira e eu preciso que você entregue para que eu possa ficar com as crianças.

- O que lhe faz pensar que eu não quero ter os meus filhos comigo? - disse Harry furioso.

Gina suspirou sabendo que a conversa não seria tão curta quanto ela gostaria.

- Harry, você não tem um emprego fixo a anos. Você sempre dependeu de mim para tudo o que envolveu meus filhos…

- NOSSOS FILHOS GINERVA!

- ELES NÃO ERAM NOSSOS FILHOS E MUITO MENOS EU ERA SUA ESPOSA QUANDO VOCÊ RESOLVEU NÃO LIGAR MAIS PARA A SUA VIDA!

Aquilo foi como um soco no estômago de Harry Potter. Ele sabia do que se tratava aquilo. Cerca de seis meses atrás Harry foi parar no hospital St. Mungos após uma tentativa frustrada de suicídio após começar a cortar os pulsos e ser achado no banheiro por Hermione. Harry lutava a anos contra depressão e ansiedade, havia desistido dos remédios pois não tinha mais dinheiro para pagar por eles, havia perdido novamente o seu emprego por causa de crises de ansiedades e ataques de pânico no meio do expediente. Gina sabia o quanto tudo aquilo afetou a vida de Harry, o relacionamento deles e acima de tudo o relacionamento dele como pai. 

-Me desculpa, eu…

- Não precisa se desculpar. - disse orgulhoso e amargurado. - Eu trago os documentos segunda feira sem falta. Mais uma coisa, eu consegui um emprego e eu vou lutar pelos meus filhos.

- Harry, você precisa lutar por você primeiro. 

Aquilo era uma verdade que o moreno escutou durante anos dos seus amigos e especialmente de Gina. Mas, aquilo era uma batalha perdida e toda batalha deixava marcas, marcas essas que Harry escondia em blusas de mangas longas até mesmo em dias quentes e ensolarados. Ele não percebeu quando Gina saiu do corredor de entrada da casa e foi até a sala fazendo com o que Harry o seguisse.

- Eu sei que o Harry que eu conheci quando era criança ainda existe. - disse ela andando em direção ao mais velho e o entregando um envelope pequeno e branco. - Eu fui fazer uma ultrassom hoje. Ainda não tem como saber o sexo mas o bebê está saudável. 

Potter olhou aquele pequeno borrão em preto e branco como se fosse uma nova esperança para os seus dias nublados e ele mal percebeu quando seus olhos encheram de água e começou a chorar. Ele prometeu para Gina que não iria desistir de nenhum dos quatro, e ela sabia que os quatro eram as crianças e ela, infelizmente. 

E foi assim que Harry saiu do Lago Grimmauld, com o coração apertado sem saber como seriam os próximos dias ou meses, como ele iria lidar com todas aquelas novas responsabilidades, com o emprego e a falta de dinheiro. Além disso, havia o Sr. Collins que definitivamente não iria continuar trabalhando de graça para ele e muito menos iria se tornar uma casa de caridade. 

Tudo o que restava para o jovem de 27 anos era que um milagre acontecesse e ele não tinha fé o suficiente para isso e muito menos tempo mas uma coisa ele teria que ter. Forças.

 


Notas Finais


Então pessoal, o que acharam? Por favor digam algo. Nessa quarentena to precisando de interação. Espero que estejam gostando.


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