História Obstinada Domme - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oi oi, olha quem apareceu hihihi
Perdoe-me a demora gente, mas eu realmente necessitava de um descanso na mente rsrs.
Temos aí mais um pouquinho das loucuras de Lena Luthor e Kara Danvers, já peço desculpas novamente, pois viajarei a amanhã e provavelmente só volto a postar semana que vem rs.
Boa leitura 🥰 espero que gostem.

Capítulo 9 - Quarto vermelho da dor?


Fanfic / Fanfiction Obstinada Domme - Capítulo 9 - Quarto vermelho da dor?

 

Quando acordo, ainda está escuro. Não tenho ideia de quanto tempo dormi. Espreguiço-me embaixo do edredom, e me sinto dolorida, deliciosamente dolorida. Lena não está por perto. Sento-me na cama, observando a silhueta da cidade diante de mim. Há menos luzes acesas nos arranha-céus, e a aurora começa a se anunciar no leste. Ouço música. As notas cadenciadas do piano, um lamento triste e doce. Bach, acho eu, mas não tenho certeza. Enrolo-me no edredom e vou de mansinho para o salão. Lena está sentando encarando uma mesinha que continha um jogo de xadrez, feito em mármore branco, completamente absorta na melodia. Tem uma expressão triste e desolada, como a música. Encosto na parede da entrada, e fico ouvindo e a admirando, embevecida. Está apenas com peças íntimas, o corpo banhado pela luz quente de uma luminária ao lado do sofá. Com o resto da sala às escuras, é como se estivesse em seu pequeno foco de luz isolada, intocável... sozinha dentro de uma bolha. Vou de mansinho em sua direção, incitada sublime melancolia. Sinto-me mesmerizada, observando seus dedos esguios e habilidosos encontrarem as peças do jogo com delicadeza, pensando em como esses mesmos dedos lidaram com meu corpo e o acariciaram com destreza. Enrubesço e suspiro com a lembrança, e aperto as coxas. Ela ergue os olhos, aqueles seus insondáveis olhos esverdeados brilhando, a expressão misteriosa.

 

— Desculpe — murmuro.— Não queria atrapalhar. 

 

Ela franze o cenho.

 

— Com certeza, eu que devia estar dizendo isso para você — murmura ela. 

 

Ela move mais uma peça e põe as mãos sobre as pernas. Corre os dedos pelo cabelo e se levanta. Fico com a boca seca quando ela displicentemente dá a volta e vem na minha direção.

 

— Você devia estar na cama — adverte.

 

— Bach? — me refiro a música. 

 

— Transcrição de Bach, mas originalmente um concerto para oboé de Alessandro Marcello.

 

— É deslumbrante, mas bastante triste, uma melodia muito melancólica. 

 

Ela dá um sorrisinho.

 

— Para a cama — ordena. — Você vai estar exausta de manhã.

 

— Acordei e você não estava no quarto.

 

— Tenho dificuldade de dormir, e não estou acostumada a dormir com alguém— murmura ela. 

 

Não consigo entender seu estado de espírito. Ela parece meio abatida, mas é difícil dizer no escuro. Passa o braço em volta de mim e me acompanha gentilmente de volta ao quarto.

 

— Há quanto tempo você pratica? Xadrez? 

 

— Desde os seis anos.

 

— Ah.

 

Lena com seis anos... visualizo a imagem de uma linda garotinha de cabelo longos negros e olhos esmeralda, meu coração se derrete, uma garotinha que gosta de música triste.

 

— Como está se sentindo? — pergunta ela quando chegamos ao quarto. Ela acende a lâmpada de cabeceira.

 

— Estou bem. 

 

Ambas olhamos ao mesmo tempo para a cama. Há sangue nos lençóis, prova da perda da minha virgindade. Enrubesço, sem jeito, me enrolando mais no edredom.

 

— Bem, isso vai dar à Sra. Jones o que pensar — murmura Lena parada à minha frente. — Espere aqui, vou trocar os lençóis. 

 

Levou cerca de 5 min para que o fizesse. Ela segura meu queixo, inclinando minha cabeça para trás, e fica me olhando. Examina meu rosto com um olhar intenso. Percebo que ainda não tinha visto seu corpo por inteiro. Instintivamente, estico a mão para passar os dedos em seu ombros. Na mesma hora, ela recua, evitando o contato. 

 

— Deite na cama — diz bruscamente. Sua voz fica mais doce. — Vou deitar com você. 

 

Abaixo a mão e franzo o cenho. Acho que ainda não a toquei como eu queria. Ela pega uma blusa na gaveta e a veste depressa.

 

— Para a cama — torna a ordenar. 

 

Volto para a cama, ela deita ao meu lado e me aconchega, abraçando-me por trás. Beija meu cabelo com delicadeza e funga.

 

— Durma, querida Kara — murmura, e fecho os olhos, mas não posso deixar de sentir uma ponta de melancolia, seja por causa da música, seja pelo comportamento dela. Lena Luthor tem um lado triste.

 

 

                                  ***

 

 

A luz inunda o quarto, tirando-me de um sono profundo até eu despertar. Espreguiço-me e abro os olhos. É uma linda manhã de maio, Metrópoles aos meus pés. Uau, que vista. A meu lado, Lena Luthor dorme profundamente. Uau, que vista. Estou surpresa que ela ainda esteja na cama. Está de frente para mim, e tenho a oportunidade inédita de estudá-lo. Seu belo rosto parece mais jovem, relaxado pelo sono. Seus lábios carnudos e esculturais estão ligeiramente entreabertos, e seu cabelo limpo e brilhoso está gloriosamente bagunçado. Deveria ser proibido por lei alguém ser tão bonita assim. Penso no quarto lá em cima... talvez ela não ande dentro da lei, mesmo. Balanço a cabeça, tenho muita coisa em que pensar. É tentador esticar o braço e tocar nela, mas, como um bebê, ela é uma graça quando está dormindo. Não tenho que me preocupar com o que eu digo, com o que ela diz, nem com os planos que ela tem, especialmente com os planos que tem para mim. Eu poderia passar o dia inteiro olhando para ela, mas tenho necessidades, necessidades fisiológicas. Deslizando da cama, encontro a camisa preta dela no chão e visto-a. Saio por uma porta pensando que poderia ser a do banheiro, mas entro num amplo closet, do tamanho do meu quarto. Fileiras e fileiras de vestidos, camisas, saias, calças, sapatos e até algumas gravatas. Como alguém pode precisar de tanta roupa? Dou um suspiro de desaprovação. Na verdade, o guarda-roupa de Nia deve rivalizar com este. Nia! Ah, não. Não pensei nela a noite inteira. Era para eu ter lhe mandado uma mensagem. Merda. Vou arranjar problema.

 

Volto para o quarto e Lena continua dormindo. Tento a outra porta. É o banheiro, e é maior que o meu quarto. Por que uma mulher sozinha precisa de tanto espaço? Duas pias, reparo com ironia. Já que ela não dorme com ninguém, uma delas nunca deve ter sido usada. Olho-me no espelho gigantesco em cima das pias. Será que estou diferente? Sinto-me diferente. Um pouco dolorida, para dizer a verdade, e meus músculos,nossa, é como se eu nunca tivesse feito um exercício na vida. Você nunca fez um exercício na vida. Meu inconsciente acordou. Está me olhando com os lábios contraídos, batendo o pé. Então, você acabou de dormir com ela, de entregar sua virgindade a ela, uma mulher que não a ama. Aliás, ela tem ideias muito estranhas a seu respeito, quer fazer de você uma espécie de submissa. ESTÁ MALUCA?, grita comigo. Faço uma careta ao me olhar no espelho. Vou ter que processar isso tudo. Honestamente, não tem cabimento me apaixonar por uma mulher deslumbrante, mais rica que Creso, o último rei da Lídia, que tem um Quarto Vermelho da Dor à minha espera. Estremeço. Estou perturbada e confusa. Meu cabelo está rebelde como sempre. Esse cabelo pós-foda não me cai bem. Tento pôr ordem no caos com os dedos, mas falho completamente e desisto, talvez eu encontre uma presilha na bolsa. Estou faminta. Volto para o quarto. A bela adormecida continua dormindo, então, deixo-a e vou para a cozinha. Ah, não... Nia. Deixei a bolsa no escritório de Lena. Vou até lá pegá-la e trago o celular. Três mensagens de texto. 

 

Vc tá bem Kara?

Onde vc tá Kara?

Droga Kara!!! 

 

Ligo para minha amiga. Quando ela não atende, deixo uma mensagem para lhe dizer que estou viva e não sucumbi a maníaca por controle, bem, não do jeito que a deixaria preocupada, ou quem sabe eu tenha sucumbido. Ah, isso é muito confuso. Tenho que tentar avaliar e analisar meus sentimentos por Lena Luthor. Trata-se de uma tarefa impossível. Balanço a cabeça, derrotada. Preciso de um tempo sozinha, longe daqui, para pensar. Encontro duas presilhas na bolsa e rapidamente faço uma trança. Sim! Quanto mais eu me parecer com uma garotinha, mais protegida talvez eu fique da maníaca por controle. Pego o meu iPod e ponho os fones de ouvido. Não há nada como cozinhar com música. Enfio o aparelho no bolso da blusa de Lena, aumento o volume e começo a dançar. Caramba, estou com fome. A cozinha dela é intimidadora. É muito elegante e moderna, e os armários não têm puxadores. Levo alguns segundos para deduzir que tenho que pressionar as portas para abri-las. Talvez eu deva preparar um café da manhã para Lena. Ela estava comendo uma omelete outro dia... hã, ontem, no Heathman. Nossa, tanta coisa aconteceu desde então. Olho a geladeira, onde há vários ovos, e decido fazer panquecas com bacon. Começo a fazer a massa, dançando pela cozinha. É bom estar ocupada. Há brecha para pensar, mas nada muito profundo. A música alta em meus ouvidos também ajuda a evitar grandes reflexões. Vim aqui para passar a noite na cama de Lena Luthor e consegui, embora ela não admita ninguém na cama dela. Sorrio, missão cumprida. Mandei bem. Dou uma risadinha. Mandei muito bem, e me distraio com a lembrança da noite passada. As palavras, o corpo dela, o seu jeito de fazer amor... Fecho os olhos enquanto meu corpo cantarola ao se lembrar, e meus músculos se contraem deliciosamente no fundo do meu ventre. Meu inconsciente me repreende... Ela fode, não faz amor, grita para mim como um gavião. Finjo que não ouço, mas, no fundo, sei que tem razão. Balanço a cabeça para me concentrar na comida. Há um fogão de primeiríssima linha. Acho que já peguei a manha dele. Preciso de algum lugar para manter as panquecas aquecidas, e então começo com o bacon. Amy Studt está cantando no meu ouvido sobre os desajustados. Essa canção costumava significar muito para mim. Porque sou uma desajustada. Nunca me encaixei em lugar algum e agora... Tenho uma proposta indecente do para considerar. Por que ela é assim? Natureza ou criação? Isso é muito diferente de tudo que conheço. Ponho o bacon no grill e, enquanto ele frita, bato uns ovos. Viro-me e vejo Lena sentada num dos bancos do balcão da cozinha, debruçada ali, o rosto apoiado nas mãos. Ainda está usando top e agora uma calça de moletom. O cabelo desgrenhado fica muito bem nela. Ela olha para mim, divertida e perplexa. Fico paralisada, enrubesço, então me recupero e tiro os fones de ouvido, as pernas bambas ao vê-lá. 

 

— Bom dia, Srta. Danvers. Você está cheia de energia hoje — diz ela secamente. 

 

— E-eu dormi bem — explico, gaguejando. Seus lábios tentam disfarçar o sorriso. 

 

— Não consigo imaginar por quê. — Ela se cala e franze a testa. — Eu também dormi bem depois que voltei para a cama. 

 

— Está com fome? 

 

— Muita — diz ela com um olhar intenso, e desconfio que não esteja se referindo à comida. 

 

— Panquecas, ovos e bacon? 

 

— Está ótimo. 

 

— Não sei onde você guarda seus descansos de prato. 

 

Dou de ombros, tentando desesperadamente não parecer nervosa. 

 

— Eu faço isso. Você cozinha. Quer que eu ponha uma música para você continuar a sua... hã... dança? 

 

Olho para os meus dedos, sabendo que estou corando. 

 

— Por favor, não pare por minha causa. É muito divertido. 

 

O tom dela é de deboche. Contraio os lábios. Divertido, é? Meu inconsciente morreu de rir de mim. Dou meia volta e continuo batendo os ovos, provavelmente um pouco mais forte que o necessário. Num instante, ela está ao meu lado. Puxa com delicadeza a minha trança. 

 

— Adoro esse penteado — murmura. — Ela não vai proteger você.

 

— Como você gosta dos ovos? — pergunto asperamente. Ela sorri. 

 

— Batidos e mexidos — diz com cara de boba. 

 

Volto ao que eu estava fazendo, tentando disfarçar o sorriso. É difícil ficar com raiva dela. Especialmente quando ela está sendo tão atipicamente brincalhona. Ela abre uma gaveta e tira dois descansos de prato de ardósia preta e os coloca sobre o balcão da cozinha. Ponho a mistura de ovos numa panela, pego o bacon, incorporo-o à mistura, e levo de novo ao grill. Quando me viro, há suco de laranja na mesa, e ela está fazendo café. 

 

— Quer chá? 

 

— Sim, por favor. Se tiver. 

 

Encontro dois pratos e coloco-os na chapa quente do fogão. Lena abre o armário e pega uma caixa de chá Twinings English Breakfast. Contraio os lábios. 

 

— Fui um problema relativamente fácil de resolver, não? 

 

— Você? Não sei bem se já resolvemos alguma coisa, Srta. Danvers — diz ela. 

 

O que ela quer dizer com isso? Nossas negociações? Nosso, hã... relacionamento... seja lá qual for? Ela continua muito enigmática. Sirvo o café em pratos aquecidos e coloco-os sobre os descansos. Procuro na geladeira e encontro maple syrup.

 

Olho para Lena, e ela está esperando que eu me sente. 

 

— Srta. Danvers. — Ela indica um dos bancos do balcão. 

 

— Sra. Luthor — agradeço com um gesto de cabeça. Ao me sentar no banco alto, faço uma careta. 

 

— Quão dolorida você está? — pergunta ela ao sentar-se. Fico vermelha. Por que ela faz essas perguntas íntimas? 

 

— Bem, para ser honesta, não tenho com que comparar isso — digo secamente. — Está se desculpando? — pergunto com gentileza demais. 

 

Acho que ela está tentando conter um sorriso, mas não dá para ter certeza. 

 

— Não. Eu me perguntava se devíamos continuar com seu treinamento básico. 

 

— Ah. — Olho perplexa para ela. Paro de respirar e tudo dentro de mim se comprime. Hum... isso é bom. Suprimo o gemido. 

 

— Coma, Kara.

 

 

Meu apetite fica duvidoso de novo... mais... mais sexo... sim, por favor. 

 

— Isso está delicioso, por sinal. — Ela sorri para mim. 

 

Provo uma garfada de omelete, mas quase não consigo sentir o gosto. Treinamento básico!

 

— Pare de morder o lábio. Isso me distrai muito, e por acaso sei que você não está usando nada por baixo da minha blusa, o que faz com que isso me distraia ainda mais. 

 

Mergulho o saquinho de chá no pequeno bule que Lena providenciou. Estou atordoada. 

 

— Que tipo de treinamento básico você tem em mente? — pergunto, a voz num tom ligeiramente agudo demais, traindo o meu desejo de soar tão natural, desinteressada e calma quanto possível, com os hormônios fazendo estragos pelo meu corpo.

 

Vejo a suspirar e rapidamente se levantar ficando de frente para mim. Toma meus lábios em um selinho. 

 

— Vamos tomar um banho de banheira. Porém, termine o que está em seu prato primeiro. — ordena e deixa um beijo na minha testa saindo. 

 

Meu celular toca, é Nia. 

 

— Oi. 

 

Vou até as portas de vidro da varanda, com receio dela chegar e me ouvir com as conversas malucas da minha amiga. 

 

— Kara, por que não me mandou uma mensagem ontem à noite? — Ela está zangada. 

 

— Desculpe. 

 

Fui surpreendida pelos acontecimentos. 

 

— Você está bem? 

 

— Estou, sim. 

 

— Você transou? 

 

Ela está à cata de informações. Reviro os olhos diante do tom esperançoso da voz dela. 

 

— Nia, não quero falar pelo telefone. 

 

Lena está de volta e olha para mim. 

 

— Você transou... Já vi tudo. 

 

Como assim ela já viu tudo? Está blefando, e não posso falar desse assunto. Assinei o raio de um pacto. 

 

— Nia, por favor. 

 

— Como foi? Você está bem? 

 

— Já disse que estou bem. 

 

— Ela foi delicada? 

 

— Nia, por favor! — Não consigo disfarçar a exasperação. 

 

— Kara, não me esconda nada. Ando esperando por esse dia há quase quatro anos.

 

— A gente se vê à noite. 

 

Desligo. Vai ser difícil resolver isso. Ela é muito tenaz, quer saber detalhes, e não posso lhe contar porque assinei um... como é mesmo o nome? Termo de confidencialidade. Ela vai surtar, com razão, portanto, preciso de um plano. Volto a observar Lena circular com elegância pela cozinha. 

 

— O termo de confidencialidade, será que ele cobre tudo? — pergunto timidamente. 

 

— Por quê? 

 

Ela se vira para mim enquanto guarda a caixa de chá. Fico vermelha. 

 

— Bem, tenho umas perguntas, sabe, sobre sexo. — Fico olhando para meus dedos. — E gostaria de fazê-las a Nia. 

 

— Você pode perguntar para mim. 

 

— Lena, com todo o respeito... — Minha voz falha. Não posso perguntar a você. Vou ter como respostas sua visão enviesada, sacana e distorcida do sexo. Quero uma opinião imparcial. — É só sobre a mecânica da coisa. Não vou mencionar o Quarto Vermelho da Dor. 

 

Ela ergue as sobrancelhas. 

 

— Quarto Vermelho da Dor? O quarto tem mais a ver com prazer, Kara. Pode acreditar — diz ela.

 

— Sua família sabe da sua... hum, predileção? 

 

— Não. Não é da conta deles. — ela vem andando até parar na minha frente. — O que você quer saber? — pergunta, correndo os dedos de leve no meu rosto até o queixo, inclinando minha cabeça para trás para poder me olhar nos olhos. Fico com vergonha. Não consigo mentir para essa mulher. 

 

— Nada de específico no momento — sussurro. 

 

— Bem, podemos começar com: como foi a noite de ontem para você? 

 

Seus olhos ardem de curiosidade. Ela está louca para saber. Uau.

 

 

— Foi boa — murmuro. Ela dá um sorrisinho. 

 

— Para mim também — concorda ela. — Eu nunca tinha feito sexo baunilha. Tem suas vantagens. Mas vai ver que é por ser com você. 

 

Ela passa o polegar no meu lábio inferior. Respiro fundo. Sexo baunilha? 

 

— Venha, vamos para banheira. 

 

Ela se inclina e me beija. Meu coração dispara e o desejo se acumula bem... lá embaixo. 

 

 

    

                                   * * * 

 

 

A banheira é feita de pedra branca, funda e oval, muito sofisticada. Lena se abaixa e abre a torneira na parede azulejada para enchê-la, e acrescenta à água um óleo de banho que parece caro. A água espuma à medida que a banheira enche, liberando um perfume doce e quente de jasmim. Ela se levanta e me olha, os olhos sombrios, depois tira  o top e o joga no chão deixando seus seios nus. 

 

— Srta. Danvers. — ela estende a mão. 

 

Estou parada no vão da porta, olhos arregalados e cautelosos, os braços em volta do corpo. Adianto-me, admirando discretamente seu corpo escultural. Pego a mão dela, e ela me convida a entrar na banheira enquanto ainda estou com sua blusa. Obedeço. Vou ter que me acostumar a isso quando aceitar sua oferta ultrajante...se eu aceitar! A água está bem quentinha. 

 

— Vire-se, olhe para mim — ordena ela com a voz suave. Obedeço. Ela me observa com atenção. — Sei que este lábio é delicioso, e já pude comprovar, mas poderia parar de mordê-lo? — diz ela com os dentes cerrados. — Quando você morde, me dá vontade de foder, e você está dolorida, ok? 

 

Automaticamente arquejo, soltando o lábio, chocada. 

 

— Muito bem — provoca ela. — Conseguiu entender? 

 

Ela me fuzila com os olhos. Balanço freneticamente a cabeça, assentindo. Eu não tinha ideia de que isso o afetava tanto. 

 

— Ótimo. 

 

Ela estica o braço, tira o iPod do bolso da sua blusa e o coloca ao lado da pia. 

 

— Água e iPod não é uma combinação inteligente — murmura. 

 

Ela se abaixa, segura a blusa pela parte de baixo, retira-a pela minha cabeça e a joga no chão. Recua para me olhar. Estou completamente nua. Fico vermelha e olho para as mãos na altura do meu baixo ventre, querendo desesperadamente sumir na espuma dentro da água quente, mas sei que ela não vai querer isso. 

 

— Ei — ela me chama. Olho para ela, que está com a cabeça inclinada para o lado. — Kara, você é uma mulher muito bonita. Não abaixe a cabeça como se estivesse envergonhada. Você não tem do que se envergonhar, e é uma verdadeira alegria estar aqui olhando para você. 

 

Ela segura meu queixo e levanta minha cabeça para eu encará-la. Os olhos de Lena estão meigos e carinhosos, até excitados. Ela está muito perto. Bastaria eu esticar o braço para tocar nela. 

 

— Pode se sentar agora. 

 

Ela interrompe meus pensamentos dispersos, e entro correndo na água quente e convidativa. Aah... a água pinica e isso me pega de surpresa, mas tem um perfume divino, também. A dor inicial logo passa. Deito-me e fecho os olhos por um instante, relaxando naquela quentura calmante. Quando os abro, ela está me olhando. 

 

— Por que não se junta a mim? — pergunto, corajosamente, acho eu, a voz rouca. 

 

— Acho que vou fazer isso. Chegue para a frente — ordena. 

 

Ela retira a calça de moletom e entra atrás de mim. A água sobe quando ela se senta e me puxa contra o peito. Coloca as pernas compridas sobre as minhas, os joelhos dobrados e os tornozelos na altura dos meus, e afasta os pés, abrindo minhas pernas. Arquejo, espantada. Seu nariz está no meu cabelo e aspira profundamente. 

 

— Você é muito cheirosa, Kara. 

 

Um tremor percorre todo o meu corpo. Estou nua numa banheira com Lena Luthor . Ela está nua. Se alguém me dissesse que eu faria isso quando acordei na suíte dela no hotel ontem, eu não acreditaria. Ela pega um vidro de sabonete líquido da prateleira embutida ao lado da banheira e espreme uma quantidade na mão. Esfrega uma mão na outra, fazendo uma espuma macia, encosta as duas mãos no meu pescoço e começa a me ensaboar até os ombros com seus dedos longos e fortes. Suspiro. O toque de suas mãos faz eu me sentir muito bem. 

 

— Está gostando? — Quase posso ouvir seu sorriso. 

 

— Hum. 

 

Ela esfrega meus braços. As mãos dela deslizam nos meus seios, e respiro fundo quando seus dedos os rodeiam e começam a massageá-los de maneira delicada, mas firme. Arqueio o corpo instintivamente, pressionando os seios nas mãos dela. Meus mamilos estão doloridos, muito doloridos, sem dúvida devido ao tratamento nada delicado que receberam ontem à noite. Ela não se demora muito e desliza as mãos para minha barriga. Minha respiração acelera e meu coração dispara. Tento descartar o pensamento inoportuno. Ela para e pega uma esponja enquanto ofego encostada nela, desejando-a... precisando dela. Minhas mãos descansam em suas coxas firmes e musculosas. Ela coloca mais sabonete na esponja e se inclina para lavar entre minhas pernas. Prendo a respiração. Os dedos dela me estimulando através da trama da esponja, isso é divino, e meus quadris começam a mexer em seu próprio ritmo, pressionando a mão dela. À medida que as sensações tomam conta de mim, inclino a cabeça para trás, revirando os olhos, a boca entreaberta, e gemo. A pressão está aumentando lenta e inexoravelmente dentro de mim... ai, meu Deus. 

 

— Assim, mesmo, baby. — Lena sussurra no meu ouvido, e com muita delicadeza, morde o lóbulo da minha orelha. — Faça assim para mim. 

 

Minhas pernas estão imprensadas pelas dela na lateral da banheira, permitindo-lhe fácil acesso às minhas partes mais íntimas. 

 

— Ah... por favor — suspiro. 

 

Tento esticar as pernas enquanto meu corpo se enrijece. Estou num estado de submissão sexual total, e ela não permite que eu me mexa. 

 

— Acho que agora você já está suficientemente limpa — diz ela, e para. O quê! Não! Não! Não! Minha respiração é entrecortada. 

 

— Por que você parou? — suspiro. 

 

— Porque tenho outros planos para você, Kara. 

 

O quê... ai, meu Deus... mas... eu estava... isso não é justo. 

 

— Vire-se para mim. Eu também preciso estar limpa — murmura ela. 

 

Ah! Virando-me, fico chocada ao ver que ela estava estimulando a si mesma. Meu queixo cai. 

 

— Quero que você conheça, que fique íntima da minha parte preferida e mais prezada do meu corpo. 

 

Olho para ela e fico cara a cara com seu sorriso malicioso. Ela está se divertindo com minha expressão de espanto. Percebo que estou olhando fixo. Engulo em seco. Ela quer que eu toque nela. Hum... tudo bem, vamos lá. Sorrio, pego o sabonete líquido, e coloco um pouco na mão. Faço como ela fez, esfregando o líquido até ficar com as mãos cheias de espuma. Não tiro os olhos dela. Meus lábios estão entreabertos para respirar melhor... de propósito, mordo delicadamente o lábio inferior e corro a língua por ele, localizando o ponto que meus dentes apertavam. Seus olhos estão sérios e sombrios, e se arregalam à medida que passo a língua no lábio inferior. Estico o braço e a toco imitando o jeito que ela fez. Ela fecha os olhos um instante.

 

 — Assim — sussurra, e mexe a mão para cima e para baixo, pressionando com firmeza meus dedos. Ela fecha os olhos de novo, e sua respiração fica presa na garganta. Quando torna a abri-los, vejo um olhar abrasador. 

 

— Isso mesmo. 

 

Ela solta minha mão, deixando que eu continue sozinha, e fecha os olhos; eu faço movimentos circulares. Ela mexe o quadril, pressionando ligeiramente minhas mãos, e eu automaticamente aumento meus estímulos. Um gemido gutural escapa de dentro dela. Eu me lembro dela enfiando o polegar na minha boca e pedindo para eu chupar com força. Ela abre a boca quando sua respiração fica mais intensa. Inclino-me para a frente e a olho. Ela parece entender e senta na borda da banheira com as pernas arreganhadas. Delicadamente me aproximo e toco seu ponto pulsante com a língua. 

 

— Hum... Kara. 

 

Ela arregala os olhos, e eu chupo com mais força. Hum... é firme e delicado ao mesmo tempo, parece revestido de veludo, e surpreendentemente gostoso. Salgado e  suave. 

 

— Nossa — geme ela, fechando os olhos de novo. Eu me abaixo e o enfio a língua na sua entrada. 

 

Ela geme de novo. Rá! Minha deusa interior está elétrica. Posso fazer isso. Posso fodê-la com a boca. Giro a língua pela pontinha de novo, e ela flexiona e levanta os quadris. Está com os olhos abertos agora, excitadíssimos. Seus dentes estão cerrados e ela continua o movimento de vaivém, eu enfio minha língua mais fundo, apoiando-me em suas coxas. Sinto suas pernas tensas embaixo das minhas mãos. Ela me agarra pela trança e começa a se mexer de verdade. 

 

— Ai... que gostoso — murmura. 

 

Chupo com mais força, passando a penetrando precisamente. Ela sibila ao respirar com os dentes cerrados, e geme. 

 

— Nossa... Kara? — Hum... 

 

Enfio mais fundo ainda. Minha língua gira e sinto sua parede vaginal. Ela é como um fruto proibido sabor Lena Luthor, só minha e de mais ninguém. Chupo cada vez com mais força, enfiando mais e mais fundo, movimentando a língua rapidamente. Hum... Eu não tinha ideia que dar prazer podia provocar tanto tesão, vê-la se contorcer sutilmente de desejo. Minha deusa interior está dançando merengue com passos de salsa. 

 

— Kara, vou gozar na sua boca — seu tom ofegante é um sinal de alerta. — Se não quiser que eu goze, pare agora. 

 

Ela mexe os quadris de novo, com os olhos arregalados, cautelosos, cheios de lascívia e desejo, ela me deseja. Deseja a minha boca... nossa. As mãos dela estão segurando meu cabelo. Posso fazer isso. Aumento ainda mais minhas investidas, e, num momento de extraordinária confiança, toco seu clítoris. Isso a derruba. Ela grita e fica imóvel, e sinto o líquido quente e salgado descendo pela minha garganta. Engulo depressa. Argh... Não estou segura quanto a isso. Mas basta olhar para ela, e não ligo, ela desmoronou na banheira por minha causa. Sento-me e a observo, um sorriso triunfante de satisfação estampado no rosto. Sua respiração está entrecortada. Ela abre os olhos e me fita. 

 

— Tem certeza que é sua primeira vez? — pergunta ela, espantada. — Meu Deus, Kara... isso foi gostoso, muito gostoso. Embora inesperado. — Ela franze a testa. — Sabe, você está sempre me surpreendendo. — Sorrio, e conscientemente mordo o lábio. Ela me olha, especulando. — Já fez isso antes? 

 

— Não. 

 

E não posso deixar de sentir uma pontinha de prazer com a negação. 

 

— Ótimo — diz ela complacente e, acho eu, aliviada. — Mais uma primeira vez, Srta. Danvers. — Ela me avalia — Bem, você ganhou a nota máxima em habilidades orais. Venha, vamos para a cama, estou lhe devendo um orgasmo. 

 

Orgasmo! Mais um! Rapidamente, ela sai da banheira, presenteando-me com minha primeira visão completa de Atenas, deusa grega que é Lena Luthor. Minha deusa interior parou de dançar e está olhando também, boquiaberta e ligeiramente babando. Ela enrola uma pequena toalha a altura dos seios, cobrindo sua obra de arte, e me estende uma toalha maior e macia. Saindo da banheira, pego a mão que me estende. Ela me enrola na toalha, me puxa para seus braços, e me beija com força, enfiando a língua na minha boca, e fico com a sensação de que talvez esteja manifestando sua gratidão pelo meu primeiro oral. Uau. Ela se afasta, as mãos no meu rosto, olhando atentamente em meus olhos. Parece perdida. 

 

— Aceite — sussurra com ardor. Franzo a testa, sem entender.

 

 

— O quê? 

 

— Nosso acordo. Ser minha. Por favor, Kara — murmura, implorando, enfatizando a última palavra e meu nome. 

 

Torna a me beijar com doçura e paixão antes de recuar e me olhar, piscando ligeiramente. Pega minha mão e me leva de novo para o quarto, e eu o sigo mansamente, trôpega. Pasma. Ela quer mesmo isso. No quarto, ela me olha enquanto estamos paradas ao lado da cama. 

 

— Você confia em mim? — pergunta de repente. 

 

Faço que sim com a cabeça, espantada ao me dar conta de que confio nela, sim. O que ela vai fazer comigo agora? Sinto uma onda de eletricidade me percorrer. 

 

— Boa garota — diz, passando o polegar no meu lábio inferior. Entra no closet e volta com uma fita de cetim vermelha. — Junte as mãos na frente do corpo — ordena ao tirar a toalha que me cobre e jogá-la no chão. 

 

Faço o que ela pede, e ela amarra meus pulsos com a fita, apertando bem. Seus olhos brilham de excitação. Ela puxa o nó. Está firme. Deve ter sido escoteira para ter aprendido esse nó. E agora? Minha pulsação está lá nas alturas, meu coração palpitando num ritmo frenético. Ela corre os dedos pela minha trança.

 

— Você parece uma garotinha — murmura, e se adianta. 

 

Instintivamente, recuo até sentir a cama bater na dobra dos meus joelhos. Ela deixa cair sua toalha, mas não consigo tirar os olhos de seu rosto. A expressão dela é ardente, cheia de desejo. 

 

— Ah, Kara, o que devo fazer com você? — pergunta ela ao me deitar na cama, deitando-se ao meu lado e levantando minhas mãos acima da cabeça. — Fique com as mãos nessa posição, sem abaixar, entendeu? 

 

Seus olhos queimam os meus, e a intensidade me tira o fôlego. Esta não é uma mulher que eu queira contrariar... nunca. 

 

— Responda — exige ela, a voz macia. 

 

— Não vou mexer as mãos. — Mal consigo respirar. 

 

— Boa garota — murmura, e calculadamente lambe os lábios devagar. Fico hipnotizada pela língua dela passando lentamente no lábio superior. Ela me olha nos olhos, observando, avaliando. Então se abaixa e me dá um beijo casto. — Vou beijar você todinha, Srta. Danvers — diz baixinho, e pega meu queixo, forçando-o para cima, o que lhe dá acesso ao meu pescoço. 

 

Seus lábios deslizam, beijando, chupando e mordendo de leve até a pequena depressão na base do pescoço. Meu corpo está alerta... todo ele. Aquela experiência do banho me deixou com a pele hipersensível. Meu sangue excitado se concentra no meu baixo ventre, entre as pernas, bem ali embaixo. Gemo. Quero tocar nela. Mexo as mãos de um jeito um tanto canhestro, uma vez que estou amarrada, e sinto seu cabelo. Ela para de me beijar e me olha, balançando a cabeça, me repreendendo.Pega minhas mãos e as coloca de novo acima da minha cabeça. 

 

— Não mexa as mãos, senão vamos ter que começar tudo de novo — adverte com suavidade. Ah, ela é tão provocante... 

 

— Quero tocar em você. — Minha voz está ofegante e descontrolada. 

 

— Eu sei — concorda. — Mantenha as mãos acima da cabeça — ordena, a voz firme. 

 

Ela torna a segurar meu queixo e começa a beijar meu pescoço como antes. Ah... é muito difícil me controlar. Suas mãos passeiam pelo meu corpo e pelos meus seios enquanto ela alcança com os lábios a base do meu pescoço. Rodeia-a com a ponta do nariz e inicia o cruzeiro preguiçoso de sua boca, rumo ao sul, seguindo a trilha de suas mãos, e descendo do pescoço até os seios. Cada parte é beijada e mordida delicadamente, e meus mamilos são chupados com suavidade. Puta merda. Meus quadris começam a se mexer por conta própria, seguindo o ritmo de sua boca em mim, e estou desesperadamente tentando me lembrar de manter as mãos acima da cabeça. 

 

— Fique quieta — avisa ela, o hálito quente em minha pele. Atingindo meu umbigo, ela enfia a língua ali dentro, e passa os dentes com delicadeza na minha barriga. Arqueio o corpo, desencostando-o da cama. — Hum. Você é muito gostosa, Srta. Danvers. 

 

Ela desliza o nariz pela linha entre minha barriga mordendo-me com delicadeza, provocando-me com a língua. De repente, se senta e se ajoelha aos meus pés, segurando meus tornozelos e abrindo bem minhas pernas. Puta merda. Ela pega meu pé esquerdo, dobra meu joelho e põe meu pé na boca. Observando e avaliando todas as minhas reações, beija ternamente cada um dos meus dedos, depois dá mordidas leves nas partes carnudas. Quando chega no dedo mindinho, morde com mais força, e eu estremeço, gemendo. Ela desliza a língua pela planta do meu pé, e não consigo mais olhar. É muito erótico. Vou entrar em combustão. Fecho os olhos com força e tento absorver e administrar todas as sensações que ela está criando. Beija meu tornozelo e vai deixando uma trilha de beijos da panturrilha até o joelho, parando logo acima. Aí começa no meu pé direito, repetindo todo o processo sedutor e enlouquecedor. 

 

— Ah, por favor — gemo quando morde meu dedo mindinho, o que ressoa nas minhas entranhas. 

 

— Que delícia, Srta. Danvers — diz baixinho. 

 

Dessa vez, ela não para no joelho, continua pela parte interna da minha coxa, abrindo minhas pernas. E sei o que ela vai fazer, e uma parte de mim quer empurrá-la para longe porque estou mortificada e envergonhada. Vai me beijar ali! Eu sei. E uma parte de mim está se regozijando com a expectativa. Ela passa para minha outra perna e vai subindo pela coxa, lambendo, chupando e, ali, entre minhas pernas, passa o nariz de cima a baixo no meu sexo, bem devagar, com muita delicadeza. Contorço-me... Nossa. Ela para, esperando que eu me controle. Acalmo-me e levanto a cabeça para olhar para ela, a boca aberta enquanto meu coração disparado se esforça para sossegar. 

 

— Sabe quanto seu cheiro é embriagador, Srta. Danvers ? — murmura e, mantendo os olhos nos meus, enfia o nariz no meu sexo e inspira. Fico toda vermelha, sentindo-me fraca, e fecho os olhos na mesma hora. Não consigo olhar enquanto ela faz isso! Lena vai chupando meu sexo em toda a sua extensão. Ah, porra... 

 

— Gosto disso. — ela lambe de novo.

 

— Ah... por favor — imploro. 

 

— Hum, gosto quando você implora, Kara.

 

 

Gemo. 

 

 

— Olho por olho não costuma ser meu estilo, Srta. Danvers — sussurra ela, chupando-me delicadamente sem parar. — Mas você me deu prazer hoje e deve ser recompensada. 

 

Ouço o tom malicioso de sua voz, e enquanto meu corpo vibra com aquelas palavras, começa a passar a língua em volta do meu clitóris, abaixando minhas coxas com as mãos. 

 

— Ah! — gemo quando meu corpo se arqueia e estremece com o toque de sua língua. 

 

Ela não para de mover a língua em círculos, mantendo a tortura. Estou perdendo toda a noção de identidade, cada átomo do meu ser concentrado naquele pequeno gerador potente entre minhas coxas. Minhas pernas se enrijecem, e ela enfia o dedo dentro de mim. Ouço seu gemido gutural. 

 

— Oh, baby. Adoro ver você tão molhada para mim. 

 

Ela roda o dedo num amplo círculo, alargando-me, puxando-me, e repete esses movimentos com a língua. Gemo. É demais... Meu corpo implora por alívio, que já não consigo lhe negar. Deixo-me ir, esquecendo todo o raciocínio, o orgasmo tomando conta de mim, em espasmos repetidos. Puta merda. Solto um gemido alto, e o mundo desaparece quando a força do meu clímax anula e esvazia tudo. Estou arfando e vejo-a deitar sobre mim. Bem devagar, ela me esfrega seu sexo no meu e começa a se movimentar. Ai... nossa. A sensação é maravilhosa, atrevida, excitante e delicada ao mesmo tempo. 

 

— Está bom? — murmura ela. 

 

— Sim. Ótimo — respondo. E ela começa a se mexer depressa, se movendo sem parar, implacável, uma fricção deliciosa até eu estar de novo perto do limite. 

 

— Goza para mim, baby. 

 

Sua voz é rouca, dura, áspera em meu ouvido, e explodo embaixo dela enquanto sinto-a chegar ao clímax também. 

 

Lena desaba com todo o peso em cima de mim, e afundo no colchão. Abaixo as mãos atadas em volta da cabeça dela e a abraço como posso. Sei naquele momento que faria qualquer coisa por essa mulher. Sou dela. O milagre que ela me apresentou ultrapassa qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. E ela quer levar isso mais longe, bem mais longe, para um lugar que eu, na minha inocência, nem consigo imaginar. Ah... o que fazer? Ela se apoia nos cotovelos e fica me olhando, os olhos esverdeados e intensos. 

 

— Está vendo como somos boas juntas? — murmura. — Se você se entregar a mim, vai ser muito melhor. Confie em mim, Kara, posso levá-la a lugares que você nem sabe que existem.

 

Suas palavras ecoam em meus pensamentos. Ela esfrega o nariz no meu. Ainda estou atordoada com minha extraordinária reação física, e fico com o olhar perdido, tentando me agarrar a um pensamento coerente. De repente, ambos escutamos vozes no corredor, do lado de fora do quarto. Custo um pouco a processar o que eu consigo ouvir. 

 

— Mas se ainda está deitada, deve estar doente. Ela nunca fica deitada até essa hora. Kiera nunca dorme tanto. 

 

— Sra. Luthor, por favor. 

 

— Booth. Você não pode me impedir de ver minha filha. 

 

— Sra. Luthor, ela não está sozinha. 

 

— Como assim, ela não está sozinha? 

 

— Tem uma pessoa com ela. 

 

— Ah... 

 

Até eu posso notar o tom de incredulidade na voz dela. Lena pestaneja depressa, olhando para mim apavorada e achando graça. 

 

— Merda!

 

— Quem é? — pergunto tentando transparecer meu nervosismo e curiosidade. 

 

— Lilian Luthor, minha mãe!

 

Puta que pariu...


Notas Finais


E aí galera?? E essa visita inesperada da Lilian hahahaha Kara que lute
Até a próxima 😘


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