História Obtusos - Capítulo 1


Escrita por: , EvilMonster e fcksyoonx

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Fckstaex, Flex, Jikook, Kookmin, Taekook, Taemin, Threesome, Vhope, Vkook, Woo Jiho, Yoonkook, Yoonkookmin, Yoonmin
Visualizações 201
Palavras 2.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Cá estou eu, após um tempo sem publicar fanfics, com essa história recém-retirada do forno.
Primeiramente devo agradecer a duas maravilhosas pessoas quem fazem parte da minha lastimosa vida, @EvilMonster, o Jeongguk do meu Jimin, e a @fcksyoonx, o Yoongi do meu Jimin. Sim, nós somos um 3some muito cheiroso e cheio de vulgaridades. Já temos nossas passagens pro inferno reservadas, então tudo certo! Mamãe ama vocês, lindas! <33
Enfim, a fanfic apresenta um enredo que não deve, jamais, ser levado a sério, afinal é uma trágica TENTATIVA de comédia com os acontecimentos — quase isso — de nossas vidas. Cada personagem tem uma essência nossa e foi bastante legal trabalhar com isso.
Dedico a fanfic para essas meninas que sempre estiveram ao meu lado, me apoiando e ajudando com todas as minhas inseguranças e problemas pessoais. Eu amo muito elas, afferson!
Espero que vocês também gostem, sim? Fiz com muito carinho! Não tenham medo de comentar; tô aqui pra responder com muito amor e mimos. Adoro mimar. <33
De qualquer forma, desejo uma boa leitura!

Capítulo 1 - 01; Paciência, Park Jimin.


P A R K J I M I N

Deslizei o dedo no visor de meu celular, buscando minha mais recente playlist com músicas atualizadas no Spotify, selecionando o modo aleatório assim que a encontrei na minha bagunça eletrônica. Como puderam constatar, não sou considerado o cúmulo da organização, afinal, meu guarda-roupas serve de prova para tal fato infeliz. Sei lá, não consigo manter as roupas dobradas por mais de uma semana, ou pior, dois dias sem que resulte na minha revolta por não encontrar uma peça favorita e desordenar tudo novamente em um amontoado que desaba quando as portas são abertas. Simplesmente não disponho desta capacidade, embora seja singela para muitas pessoas.

Permiti que a música tocasse em um volume baixo, repercutindo o som instrumental deslumbrante pela casa, enquanto derramava uma pequena quantidade do líquido arroxeado, com odor de lavandas — segundo o rótulo do produto de limpeza —, no piso do corredor, esfregando o pano em seguida. Sendo bastante sincero, a minha maior satisfação era ver o piso reluzindo mesmo que meus braços peçam por descanso de tanto esfregar as manchas que, subitamente surgem na forma de crosta, exigindo certo esforço para limpar. Em verdade, eu sabia a razão daquelas sujeirinhas em formato oval, porém só queria crer que os responsáveis por esta não fossem tão imundos de não limpá-las mais tarde. Em consequência disso, me dei a liberdade de cuidar dos afazeres da casa como minha mãe costumava fazer na época em que eu era um pequeno bebezinho. Aprendi a lidar com a vida de adulto independente — nem tanto — quando recebi o convite para morar em um apartamento, localizado em um bairro de classe média alta nas redondezas de Busan. O dono deste ostensivo imóvel não era ninguém menos que Jeon Jeongguk, meu melhor amigo, acompanhado de Min Yoongi, o seu rival de infância… Nem tão rival assim.

Sejamos honestos, uma pessoa em plena consciência jamais compartilharia o mesmo teto para morar com quem supostamente odeia, pelo menos eu não faria isso se não fosse com a cara do indivíduo. Não tem sentido, correto? Bom, no mundo ilimitado de Jeongguk e Yoongi nada faz sentido, então determinadas situações acabam se tornando naturais. Desde que eu me conheço por gente, meus melhores amigos brigam como cachorros raivosos. Jesus! Devo admitir que para aturá-los todo santo dia, requer um nível de paciência elevado. Não estou exagerando; eles são retardados. Os motivos das brigas são tão estúpidos quanto às respostas que meus pobres ouvidos são obrigados a escutar. Francamente. Sempre soube que o vocabulário dos seres humanos eram sórdidos em ocasiões onde a raiva predomina, porém quando o assunto em questão está relacionado a eles, meus amigos, vocês descobrem ofensas que sequer tinham o conhecimento em existir.

Libertei um suspiro longo, mas carregado de satisfação quando finalizei a limpeza no corredor; era capaz de visualizar meu reflexo no piso. Não existia satisfação maior em encerrar um trabalho árduo quanto assistir aqueles videos nojentos de espremer cravos e espinhas no YouTube. Pois é, eu dedicava meu tempo vago para entreter-me com essas coisas. Enfim, alguém precisava manter a casa nos conformes diariamente, pois se a vida na terra dependesse de Yoongi e Jeongguk, era melhor adiantar o pagamento de um plano funerário. Sério, eles só servem para trazer prejuízo. Finalmente compreendo quando minha mãe reclamava dos meus irmãos — pois eu era uma criança muito prestativa, sem querer me gabar — por não fazerem sua devidas obrigações. Eu, Park Jimin, definitivamente era a “mãe” de Jeongguk e Yoongi.

Resvalei as costas da mão na testa, retirando as tênues gotículas de suor formadas ali, verificando as horas no relógio de parede da cozinha. Restavam dois minutos para Yoongi chegar da escola com Jeon. Felizmente o almoço já estava pronto desde às nove da manhã, ou seja, minha única preocupação com esses adolescentes de dezoito anos, que estão prestes a se formar no ensino médio, era a precaução com os uniformes escolares. Eu tenho certeza que os dois possuem algum tipo de furo na boca quando ingerem os alimentos, porque nunca vi pessoas para mancharem tanto de molho aqueles malditos tecidos que, Jeová, só queimando, sem condições. Nem mesmo o mais poderoso anti-manchas resolve no combate, e quando o faz, meu deus, é o mesmo que nada. Ninguém merece esfregar roupas a mão para lavar molho de tomate ou até mesmo achocolatado. Acho que a solução para este pequeno probleminha é a compra de dois babadores.

Ouvi a porta ser aberta, revelando os meus adoráveis pirralhos com cara de bunda, em verdade, somente Jeongguk estava com uma expressão de poucos amigos. E eu poderia até cogitar o porque disto.

Pela vigésima vez, Yoongi chegou em casa com um filhote branco de gato em seus braços como se estivesse carregando um bebê recém-nascido. Em seu sorriso infantil, pude notar que os felinos lhe traziam determinada felicidade, afinal, era dono de seis gatos pestinhas, contando com meu Berry, sete.

Ok, Jimin… Qual o problema em ter sete belos gatinhos vagando pela casa?

Com exceção dos gastos em comida, os gastos com os antialérgicos de Jeongguk. Este teve o desprazer de nascer com uma grave alergia a pelos de animais, melhor dizendo, pelos de gatos. Costumo realizar a limpeza do tapete com um aspirador de pó, e posso confirmar uma única coisa: a quantidade de pelos que encontro flutuando no ambiente é um verdadeiro absurdo. Até mesmo no meu café já encontrei pelo de gato; a experiência não fora muito agradável, devo admitir.

— Por que você sempre traz esses animais tendo consciência da minha alergia? — Jeongguk indagou, puxando e sentando-se na cadeira da mesa do almoço. Suas sobrancelhas espessas, unidas, comprovavam o aborrecimento no descaso de seu amigo com sua saúde.

Tinha a mais plena ciência do que este inocente questionamento arrecadaria, me preparando para a onda de respostas delicadas.

— Tá, mas e eu com isso? Nunca reclamei da sua presença aqui em casa — Yoongi disse, servindo uma tigela de leite para o novo gatinho. — Aliás, eu também tenho alergia, sabia?

— Tem?

— Nessa tua cara de vagabundo, animal de teta.

Jeongguk riu sem ânimo.

— Eu acho melhor você tomar muito cuidado com as suas palavras, senhor Yoongi. Sou o dono desse apartamento e posso muito bem jogar você e seus gatos na rua, se quiser.

Não, Jeongguk não era uma pessoa ruim a ponto de cometer tal atrocidade com nosso amigo. Ele só utilizava a clássica ameaça para persuadir o indomável Min Yoongi, o que raramente dava certo.

— Me diz, de que adianta ser dono do apartamento se você não sabe cuidar da própria vida? Moleque, nem as tuas cuecas freadas de bicicleta você sabe lavar. Não fica se achando só porque alguns pentelhos nasceram no teu saco.

Avistei o punho esquerdo de Jeongguk, apoiado sobre a mesa, ser pressionado, destacando seus tendões nas veias que ornamentavam sua mão. Estava consciente de que esta singela ação fora executada justamente para não avançar em cima de Yoongi que mantinha a sua atenção no filhote de gato. Considero incrível a capacidade de conter a raiva que Jeon possuía. Se fosse eu em seu lugar, com certeza, estaria derramando lágrimas frustradas por me considerar fraco demais para provocações alheias. Precisava intervir naquela discussão, não queria mais bagunça na casa; havia acabado de polir o piso da cozinha.

— Vocês vão mesmo ficar discutindo? — questionei, passando um pano na pia livre de louças.

— Quem começou foi o imundo — Yoongi respondeu, apontando para Jeongguk.

Ele bufou, justificando:

— Eu só pedi pra ele parar de trazer esses animais para cá — Jeongguk suspirou, lançando o olhar carregado de irritação para Yoongi que propositalmente o ignorava. — Você quem vai bancar meus remédios pra deixar de ser babaca.

—  Ué, não é você o todo poderoso dono do apartamento?

Pressionei o cenho; estava perdendo tempo em tentar domar os animais. Recordei que precisava descer com o lixo acumulado do final de semana.

— Me façam um pequeno favor e desçam com o lixo — pedi.

— Ih, Jimin... — Yoongi negou com a cabeça, recostando na pia com os braços cruzados. — O Jeongguk é muito pesado para carregar sozinho até lá embaixo.

— Nossa, vai se foder! — Jeon xingou, levantando-se da cadeira que ameaçou tombar para trás. — Por que você sempre age dessa forma comigo?!

— Porque… — finalmente Yoongi retribuiu o olhar de Jeongguk, entreabrindo os lábios para responder algo. Em seus olhos pude notar que a indagação de Jeon lhe deixou desnorteado por breves segundos. — P-Porque você é chato! — mandou o dedo do meio, fazendo careta.

Jeongguk murmurou coisas incompreensíveis, retirando-se da cozinha. Pude ouvir o estrondo da porta de seu quarto assim que fora fechada.

— Quer destruir a porta, arrombado? — Yoongi gritou.

— Vai se foder, a porta é minha!

— Tá vendo isso, Jiminnie? — Yoongi murmurou, pondo-se atrás de mim que, agora, organizava a louça seca no armário de parede. Seus braços enlaçaram em minha barriga ao mesmo tempo em que seu queixo repousava no meu ombro. — Ele não está mais me respeitando.

— Você perturba demais ele e... — ri baixo, tenso, apoiando as mãos na borda frígida da pia, pressionando os lábios para que nenhum som esquisito escapasse de minha garganta. Yoongi estava fazendo de novo. — Yoonie, por favor…

— Por favor o quê? — sua voz estava baixa, arrastada, mais rouca que o habitual. Suas mãos quentes e ousadas acariciavam sutilmente minha cintura por dentro do casaco de lã que eu trajava. Depois, seus dedos atrevidos apertaram minha pele, sem muita força, porém o suficiente para que um arrepio estranho percorresse minha espinha. Não era capaz de ocultar que, infelizmente, era sensível aos seus toques e, graças a isto, Yoongi acabava se aproveitando de minha fraqueza para provocar. — Você não respondeu…

— N-Não faz isso, huh?

— Isso o quê? — ele perguntou com uma falsa ingenuidade, tocando sua pélvis na minha bunda. — Você está muito cheiroso, Jiminnie — seu nariz acariciou meu pescoço, fazendo-me contorcer de nervoso em seus braços. Com tão pouco, era capaz de sentir o ambiente mais denso que o normal; precisava intervir com isso antes que fizéssemos coisas erradas na cozinha, embora no fundo, bem no fundo de minha alma com desejos nada castos, eu realmente quisesse continuar com aquilo. — Jiminnie…

— E-Eu… — pisquei algumas vez, conseguindo me afastar finalmente. — Eu vou dar uma olhada no Jeongguk agora. Troque de roupa e vá almoçar, tá bom? — fugi da cozinha como o verdadeiro covarde que eu era, balançando a cabeça para dissipar a minha maravilhosa imaginação — para não dizer o contrário — do que poderia ter acontecido se eu não fosse tão cagão.

Ajeitei meu casaco; felizmente meu amigão aqui embaixo não deu sinais de vida, seria constrangedor demais para mim. Desferi duas batidas contra a porta, aguardando por qualquer resposta de Jeongguk, a qual não demorou para vir.

— Entra!

Abri a porta devagar, colocando apenas a cabeça para dentro do quarto. Jeon estava sentado na cama, deslizando os dedos de forma ligeira no seu celular ostensivo com a capa do Wolverine.

— Está tudo bem? Tô preocupado com você.

— Tô bem — ele suspirou, jogando o celular de lado para retirar o calçado — Já estou acostumado com as imbecilidades do Yoongi, então nem ligo mais pra ele.

— Tomou seus remédios?

— Tomei.

— Aquela última cartela que comprei para você já acabou?

— Hyung…

— Hm?

— Eu tô bem, sério — ele sorriu sem revelar os dentes avantajados que, geralmente, o torna muito mais gracioso.

Eu sei que estava sendo chato e muito pegajoso por ficar demais em seu pé, mas não podia simplesmente evitar em não me preocupar com seu estado mental, ainda mais quando o período das provas escolares estavam tão próximas. Jamais ponho pressão nos garotos quando se trata dos estudos, porém não posso aceitar quando relaxam, cogitando a possibilidade de recuperar o tempo perdido justo no momento da avaliação.

Cocei a nuca, um tanto sem jeito.

— Tudo bem, eu acho. — segurei na barra do meu casaco. — Quando terminar de se trocar coloque a camisa pra lavar e venha almoçar conosco, tá bom?

— Tá bom, hyung.

— Certo — sorri pequeno, girando os calcanhares para sair, entretanto, interrompi meus passos. — E coloque as meias para lavar também antes que fiquem encardidas.

Jeongguk riu baixo.

— Ok, mamãe — ele brincou. — Mais alguma coisa?

— Mamãe? Aish! — resmunguei. — Não tem mais nada. — retirei-me de seu quarto, fechando a porta.

[...]

— Então — comecei quando o silêncio era o único que reverberava entre nós. — Como foi o dia na escola? — olhei para Yoongi que batalhava para comer o bife, embora a faca estivesse ao seu dispor. Em seguida, para Jeongguk que alimentava-se com toda a classe que provinha de sua família. — As notas estão boas?

— Estão um cu — Yoongi respondeu com a boca cheia, cuspindo sem querer um pedaço no arroz na toalha de mesa. Contive a vontade de rir. — Os professores querem meter as provas na nossa bunda a seco, tá ligado? Nem aquele cuspizinho inicial pra dar uma lubrificada aqueles filhos da puta querem fazer.

— Eca! — Jeongguk fez careta, soltando os talheres no prato.

— Eca o que, seu resto de esperma ambulante? Se tu souber o que é meter já é um grande passo pra humanidade.

— Na mesa do almoço não, por favor — forcei o sorriso, tentando — só tentando — manter a calma. — Vamos fingir que vocês são dois adoráveis coleguinhas de dezoito anos, e não cinco anos, como aparentam ter, que estão em um agradável almoço com um homem, eu, de vinte e dois anos, ok?

Jeongguk deu de ombros, tornando a se alimentar.

— Jiminnie, vai fazer o que hoje? Tava pensando na gente agarradinho no sofá da sala enquanto assiste uns pornôs, que tal? Eu deixo você tocar no meu lendário.

— Ah, meu deus! — Jeongguk bufou, levando o prato vazio na pia.

— Cala boca, Jeongok! — Yoongi ordenou.

— É Jeongguk! — Jeon corrigiu.

— Jeogukok? Jeoncock?

Jeongguk forçou o sorriso, e eu já estava visualizando o prato ensaboado voar na cabeça do Yoongi.

— Ignora ele, Jiminnie! — Yoongi se pôs de pé, colocando a louça suja dentro da pia junto das demais que Jeon lavava. — Jeogukok — chamou.

— O que você quer?

Yoongi arrotou.

Exatamente.

Min Yoongi liberou um arroto selvagem que ouvido de dentro de uma selva poderia ser julgado com o grito de um leopardo, justo contra a face de Jeongguk. É, dessa vez, eu sabia que Jeon não deixaria as coisas como estavam, correndo atrás de Yoongi com as mãos respingando sabão. Permaneci sentado na cadeira, terminando de alimentar-me e ignorando os objetos que, provavelmente eram arremessados contra o outro, repercutindo o som alto por toda a casa. Certamente, os vizinhos devem pensar que três animais habitam o apartamento.

Paciência, Park Jimin.

Muita  paciência.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...