História Obtusos - Capítulo 2


Escrita por: , EvilMonster e fcksyoonx

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Fckstaex, Flex, Jikook, Kookmin, Taekook, Taemin, Threesome, Vhope, Vkook, Woo Jiho, Yoonkook, Yoonkookmin, Yoonmin
Visualizações 221
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, vocês!
Primeiramente, somos gratas pelo apoio no primeiro capítulo. De verdade, obrigada! <3
Agora sem enrolação...
Boa leitura!

Capítulo 2 - 02; Meu bebezão.


P A R K J I M I N

Após o fatídico incidente do arroto, optei que o melhor a se fazer para evitar estresse, porque os móveis na sala de estar não paravam de arrastar contra o piso em um ruído enfadonho — provavelmente Yoongi e Jeongguk os utilizavam para se proteger como em um campo de guerra —, era arear as panelas. Olha que tarefa interessante para passar o tempo. Em verdade, eu preferia estar fazendo qualquer outra coisa do que limpando gordura de panela. Infelizmente, por descuido em priorizar outras compras para casa, acabo por esquecer de adquirir aquelas luvas de látex multiuso m scotch brite amarela… E não, eu não memorizei o nome do produto, só dei uma pesquisada rápida aqui no Google com medo de errar. Sei lá, sou perfeccionista em alguns aspectos, embora estes, por muitas vezes, sejam completamente desnecessários.

Mencionando compras, eu preciso encher as despensas novamente. Para nossa sobrevivência, só tem um pacote de arroz pela metade. E não pense vocês, caros leitores, que esse “metade” pode ser dividido entre nós três; esse arroz todo é o que Jeongguk come apenas no almoço. Isso mesmo. Apenas no almoço.

O que é um prato de pedreiro ao lado do prato de Jeon Jeongguk?

É nesses momentos em que paramos para refletir o quanto a vida é injusta. Se eu comer um pedacinho miudinho de pão, tipo aqueles que jogam para os pombos na praça, as calorias automaticamente são distribuídas pelo meu corpo, preenchendo minhas bochechas, quadris e coxas. Mas o senhor abençoadinho vulgo Jeongguk, insira risadas sarcásticas aqui, nada acontece. Ele continua pleno e malhadinho na medida certa.

Não xinga palavrão, Jimin.

Com o Yoongi é quase a mesma coisa, todavia, de alguma forma, ele consegue ser mais controlado, o que não rende nenhum tipo de prejuízo na conta bancária.

Enxuguei as mãos no pano de prato assim que ouvi o toque da campainha reverberar, anunciando que atenderia a porta. No momento em que meus pés tocaram o cômodo da sala de estar, desejei profundamente um par de algemas presos em meus pulsos; eu iria cometer um crime com aqueles dois que, rapidamente, ajeitaram as posturas, assistindo um programa aleatório na televisão. Eles estavam conscientes de que levariam uma bronca pela bagunça e era bom saber da minha autoridade nessa bagaça.

— Yoonie, outra entrega para você — fechei a porta, curioso com o que tinha dentro daquela caixa média com a logo do AliExpress. — O que você tanto compra nesse site?

— Coisas inúteis que nem ele — Jeongguk provocou, recebendo uma pezada na cara. Ele resmungou palavras incompreensíveis, ameaçando socar Yoongi, porém cruzei os braços em sua frente, com uma expressão que repreendia suas atitudes. — Por que você não briga com ele também? — emburrou-se no sofá com as bochechas infladas; parecia uma criança birrenta.

— Você já escovou os dentes? — indaguei, cruzando os braços e cerrando os olhos. — Ou quer ficar com cáries? Meninos bonitos escovam os dentes depois das refeições, sabia?

— Não sabia não, até porque eu não sou bonito, mas, sim, lindo. Bonito é um sinônimo que deve ser usado para pessoas arrumadinhas, sem mais nem menos, o que não é o meu caso — ele disse em um tom brincalhão, arrancando uma risada baixa minha. Em seguida, esboçou um biquinho infantil. — Eu ainda tô com fome, hyung. Quero a sobremesa. — bateu o pé no chão, exigindo. Com esse tempo residindo o mesmo teto que meus amigos, constatei que Jeongguk só tem cinco aninhos, nem saiu da fralda.

— Vou te dar a minha bunda de sobremesa, pirralho — tornei com a expressão séria. — Anda logo e vai escovar os dentes.

Jeon abriu a boca em um perfeito “O”, desacreditado.

— Você vai mesmo? Jura? Promete? — ele questionou tudo tão rápido que por muito pouco quase não compreendi.

— Eu…

— Olha que bonitinho meu mini jogo de chá! — Yoongi se jogou por cima de Jeongguk, revelando a caixa com os tênues objetos de porcelana. — Tão… Tão precioso — fingiu secar uma lágrima, emocionado.

— Você gasta dinheiro com essas coisas, mas quando o assunto são meus remédios “nossa, que absurdo” — Jeon fez as aspas com os dedos.

Vai começar...

— O dinheiro é meu e eu gasto com o que quiser, valeu? A alergia é tua, rapaz. Que eu tenho a ver com isso? Sou apenas um ser humano buscando o prazer — Yoongi beijou a caixa, arrumando a postura. — Credo, tem gosto de chinês morto. Porém lindo.

— Vou buscar o meu prazer já já te jogando pela janela — Jeon cruzou os braços, o cenho franzido.

— Eu caio, mas caio tirando, rapá. Sou brabo. — Yoongi pegou a mini xícara, analisando-a com os olhos expelindo amor.

Então, além dos gatos, você também gosta de miniaturas? Vou deixar anotado.

Jeongguk ignorou Yoongi, trazendo de volta sua atenção para mim, com um sorrisinho sugestivo demais. Ou era coisa da minha cabeça?

— Eu quero a sobremesa, hyung.  Ainda estou esperando.

— Hã… — pisquei algumas vezes — Vai comer, ora.

— Você me ofereceu sua bunda de sobremesa. Eu quero ela agora.

Aí, cacete.

Não se deixe abalar.

— V-Você não quer nada. — cocei a garganta, tentando manter a postura. — Vai logo escovar os dentes ou não vou comprar a versão limitada daquele danone dos X-Men que você gosta.

— Credo, que promíscuo — Yoongi se levantou com uma careta. — Tô indo tomar chá com as minha bonecas. Adeus.

— Hyung! — Jeongguk resmungou. Agora sim, eu podia confirmar minha teoria sobre ele ser um bebê. Aquele biquinho fofo nos lábios rosadinhos, a expressão que não apresentava nenhum tipo de ameaça a sociedade… Queria dar uns socos na cara dele por ser tão bonitinho. Mas, é claro, jamais admitiria isso em voz alta. Jeongguk se achava demais pro meu gosto. — Por que você me odeia? Sempre me rejeitando, nada novo. — em um piscar de olhos, a expressão emburradinha deu espaço para uma tristonha.

Antes que eu dissesse alguma coisa, ele se levantou, indo para o banheiro.

— Jeongguk, volta aqui! — fui atrás dele, recebendo uma portada na cara. — Eu não estou rejeitando você. — suspirei, deitando a testa na madeira. — Eu só… — nada podia ser ouvido do outro lado do recinto. Eu sou um bosta mesmo. — A-Aparece no meu quarto mais tarde. Tenho uma coisa para dar a você. — mordi o lábio inferior, um tanto nervoso.

Retornei para a cozinha, finalizando meus afazeres. Por que diabos estou tão nervoso?

[...]

— Você tá largando um monte de pelo na minha cama, Berry — comentei para o felino que ronronava na minha barriga, recebendo afagos na cabeça. Recordo-me quando minha mãe chegou em casa com um filhote nos braços, dizendo não ter “resistido” de tê-lo salvado das ruas. Acho que minha mãe e o Yoongi se dariam bem no quesito de gatos. — Você quer papar, nenê? Papai vai colocar comidinha pra você, tá bom? — me pus de pé, pegando a vasilha de ração na comôda e a deixando no cantinho do quarto para que eu mesmo não tropeçasse.

Resvalei as mãos nos meus cabelos ruivos falsificados, averiguando atentamente os fios no espelho da parede. Estão descolorindo de novo, talvez eu devesse voltar para o preto. Mas eu gosto tanto do ruivo… Não estou com banca para ficar gastando com tinta. Abandonei meus pensamentos desordenados, levando imediatamente minha atenção para a porta quando o som de passos se fizeram presentes.

— Estou aqui, hyung — Jeongguk disse, escondendo as mãos dentro dos bolsos de sua calça moletom folgada. Merda. Ele estava tão sexy com aquela maldita camisa branca, quase transparente, justa em seu tronco de curvas esbeltas. Averiguando minuciosamente — porque eu sou sem vergonha, devo admitir — seria capaz de encontrar os músculos de seu abdômen.

Quando você deixou de ser aquele pirralho magricelo?

— Oi, Jeon — cumprimentei um tanto sem graça, o convidando para dentro do quarto com um gesto de cabeça. — Obrigado por vir.

— Então o que você queria dar para mim?

Deus, me perdoe pelos pensamentos pecaminosos.

— Eu queria dar — dei ênfase ao “dar”, arrancando uma risada baixa dele — isso aqui — dobrei as mangas do meu casaco, me preparando para enfrentar meu pior inimigo; o guarda-roupas. Como havia mencionado no capítulo anterior, meu armário é uma verdadeira bagunça, ou seja, a caixa com o presente estava perdida por entre aquele amontoado de roupas que desabavam para fora. Eu devia me sentir envergonhado, mas quem liga? Não é como se todos nós não tivéssemos nossos poderes.

Yoongi libera gases tóxicos, em consequência de seu refluxo, também conhecidos como peidos no oxigênio em que respiramos.

E o Jeongguk, bom, não descobri nada que suje sua reputação até agora.

— O que é isso? — ele ergueu uma sobrancelha, tangível era sua confusão enquanto recebia a caixa de tamanho médio.

— É o que eu queria dar pra você. — Menti. Eu queria dar outra coisa, mas ficarei quietinho. Não sei se você lembra, mas, sabe aquele meu amigo da faculdade, o Hoseok, que parou no hospital com um… Enfim, vou poupar você dessa história.

— Hm, acho que sim. O que tem ele?

— Então, graças a ele, tive a chance de obter essa belezinha — apontei para a caixa que era desembrulhada gradativamente conforme aclarava — para você. Me custou um sangue, suor e lágrimas porque no caminho pra casa eu ralei o joelho na calçada, mas agora tô bem.

— Hyung…

— Eu sei que não devia ter gastado dinheiro com isso, mas quero agradar você tanto quanto agrado o Yoongi. — Se bem que com o Yoongi, eu agrado de outra forma mais impudica. — Deixa o hyung fazer isso só dessa vez, tá bom? Prometo de dedinho nunca mais fazer, se não quiser.

— Por que isso tão de repente, hyung?

— É como eu disse, só quero agradar você. — sem romper essa pequena barreira que eu mesmo impus na nossa relação.

— Mas eu já disse que… — seus olhinhos se arregalaram simultaneamente com seu sorriso que aumentou de forma graciosa. Eu sabia que tinha feito a coisa certa. — Aí, hyung! É a action figure do Wolverine, o meu preferido. Como você sabia?

Roupas, quadrinhos colecionáveis, pôsteres no seu quarto, capa do celular, cuequinha com a estampa…

— Seu hyung sabe de tudo. Agora vai lá, aproveite seu presente.

E seja para sempre meu bebezão.


Notas Finais


Até a próxima! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...