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História Ocaso grego - Parte III - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais um capítulo para vcs... Beijosss ❤️❤️❤️❤️

Capítulo 3 - Sonho do pôr do sol


Fanfic / Fanfiction Ocaso grego - Parte III - Capítulo 3 - Sonho do pôr do sol

Antes de Xena adormecer aquela noite, ela ficou refletindo sobre a discussão que teve com Ísis. Ela não gostava de ver a menina de cara virada para ela, mas também não podia dar o braço a torcer, pois se o fizesse, a garota iria entender que podia fazer o que quisesse. Gabrielle por sua vez, nunca interferia nas discussões das duas e muito menos tirava a autoridade de Xena. Ela entendia que Ísis tinha o gênio muito forte e se não fosse controlada, algo ruim poderia acontecer.

A imperatriz teria passado muito mais tempo em claro se não fosse o fato de Gabi ter trazido ela para seu abraço e feito cafuné em seu cabelo. Xena se sentiu em paz depois daquele conforto e dormiu rapidamente. A morena teve sonhos calmos aquela noite e logo em seguida, eles se transformaram em eróticos. Fazia tempo que ela não sonhava com algo daquele jeito, talvez fosse o fato de estar casada a tanto tempo, mas não podia negar que era um doce sonho.  

Gabrielle estava na praia com ela e o sol ardia em suas peles. O que tornava tudo mais interessante, era o fato das duas estarem nuas na água fresca e envolvidas uma nos braços da outra. Gabrielle enrolou as pernas em sua cintura e deu um beijo gentil ali, a imperatriz sentiu seus hormônios responderem e avançou para mais um beijo. A diferença é que agora ele estava mais molhado que o normal e o subconsciente de Xena a fez acordar. Lentamente ela abriu os olhos e se deparou com Talo em cima da cama lambendo sua boca. A morena acordou, arregalou os olhos e empurrou Talos para o lado com um grito de nojo.

-Mas que merda...- Falou ela se sentando na cama e limpando a boca cheia de baba. 

-O que foi?- Gabrielle saiu da câmara de banho enquanto secava os cabelos e Xena notou que já era de manhã.

-Esse cachorroo...- Respondeu ela ainda limpando a boca. –Estragou meu sonho...- A imperatriz ainda sentada, jogou cabeça para trás e lamentou. Talos parecia apaixonado naquela manhã e aproveitou para lamber a orelha dela. –SAI...- Xena levantou e viu que a porta do aposento estava aberta. –Onde vai?- Quis saber ela enquanto parava na frente de Gabi.

-Lugar nenhum. Só tomei um banho antes de descer. Lila veio aqui ver se você estava acordada e Talos entrou junto.- Gabi colocou a toalha em uma cadeira.

-Ela veio fazer o que aqui?- Xena se espreguiçou. 

-Quer que você vá brincar. As crianças acharam uns buraquinhos por entre a grama e querem que você vá explorar com eles.- Gabi riu achando aquela situação adorável e tocou o rosto da morena. 

-Eles querem me fazer de cobaia, se algum bicho sair de lá eu vou ser picada primeiro. - Xena falou e Gabi riu novamente.

-É por isso que eles são seus filhos. São espertos. - Gabi foi beijar Xena, mas parou logo em seguida enquanto limpava mais baba de Talos dali. –Depois que você lavar o rosto eu te beijo. - A loira beliscou a bochecha de Xena e caminhou até a porta.

A morena não conseguiu evitar em olhar para a bunda de sua mulher que parecia muito atraente naquele vestido branco grego e quando a porta fechou atrás dela, se sentiu irritada com Talos por ter acordado ela numa das melhores partes do sonho.

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Enquanto Xena se arrumava para viver mais um dia agitado ao lado das crianças, Eve descia as escadas do casarão alegremente. Depois da briga que Ísis teve com sua mãe, ela pode ter toda atenção do mundo no jantar e acordou de muito bom humor naquela manhã. Quando desceu o último degrau cantarolando, viu Ísis tentando sair pela porta da sala de fininho.

-Pensando em arrumar mais encrenca?- Eve perguntou com um sorriso. Ísis assustou e deixou várias maçãs caírem no chão. –Aahh, você vai tentar ver Zaryel, não é?- Eve se referiu a égua de Ísis. 

-Me deixa em paz, ranhosa. - Ísis pegou as maças, colocou no pano que as carregava e deu uma boa olhada nos cantos. 

-Você não vai conseguir passar pelos guardas...- Disse Eve já toda feliz com a encrenca que sua irmã estava prestes a arrumar de novo. 

-E você acha mesmo que eu vou ser burra de entrar no celeiro pela porta?- Ísis agora tinha um sorriso esperto na cara e Eve ficou séria. 

-Se não for pela porta, então por onde vai entrar, besta? - Eve cruzou os braços e tentou raciocinar. 

-Eu não vou te falar, descubra sozinha. - Ísis continuava com o sorriso maldoso no rosto. –E não, você não vai me seguir...- Ela falou dura quando viu Eve vindo em sua direção. 

-Como quer que eu descubra então? - Eve ficou irritada, ela odiava quando Ísis dava uma de esperta. 

-Se você fosse filha da….- Ísis começou a falar com todo folego do mundo, mas então parou e fez cara de culpada. 

-Filha da.... o que? - Eve não entendeu. –O que quer dizer com isso? - A estava ficando brava. 

-Ah Eve, me desculpe...deixa pra lá, vai. Melhor você não saber...- Ísis usou um tom manso na voz e se virou para sair da sala, mas Eve já estava com a pulga atrás da orelha e segurou o braço dela. 

-NÃO SABER O QUE? Fala logo. - Ela puxou o pano com as maçãs e elas voltaram a cair no chão.

-Não, é sério, Eve. Deixa pra lá. - Repetiu Ísis com um tom chateado, o que preocupou mais ainda sua irmã mais nova. 

-ANDA LOGOOO. - Eve sacudiu a cabeça de Ísis quando ela se abaixou para pegar as maçãs de novo e dessa vez a loira olhou para ela. 

-Ta bom. – Gritou ela afastando Eve. - Mas não diga que não te avisei...- Falou Ísis ainda com tom estranho. –É que...A uns verões trás, a mamãe estava voltando do mercado quando achou uma cesta num beco. - Ísis fez uma pausa dramática e Eve arregalou os olhos. – Tinha uma bebezinha na cesta, então ela resolveu trazer para casa e deu o nome de Eve. - Ísis finalmente terminou de falar e segurou para não rir da cara de Eve.

-Mentirosa. - Falou Eve sem saber se acreditava ou não.

 –Não é mentira, pergunte para a mamãe. Ela vai te dizer a mesma coisa. - Ísis agora pegou as maçãs de novo e ficou em pé. 

-Ela vai falar que é mentira. –Eve encarava Ísis, mas sua irmã não parecia estar brincando. 

-Se você não fosse adotada, seria inteligente como o restante da família e saberia como entrar no celeiro sem usar a porta. - Ísis ficou séria por mais uns segundos e aquilo foi o suficiente para Eve cair em seu papo furado. 

A menina soluçou e abriu o berreiro logo em seguida. Eve jurava que não era adotada, mas saber daquela forma foi horrível. Ísis começou a rir e aproveitou a deixa para sair da sala com as maçãs. 

Em seguida, Xena desceu as escadas e encontrou Eve com o rosto vermelho, chorando sozinha na sala vazia. 

-O que foi? - A morena ficou preocupada e pensou que a menina tivesse caído ou coisa do tipo. Ela abaixou na altura de Eve e a menina continuou chorando.

-A Ísis fado que eu to anodada.- Eve falou entre o choro e Xena fez cara de confusa. 

-Tá. - A imperatriz passou a mão no rosto molhado da menina. –Para de chorar e me conta de novo o que a Ísis fez. - 

A menina soluçou algumas vezes e tentou falar de novo.

-A Ísis disse que eu sou adotada. - Ela finalmente falou e Xena suspirou.

-Você não é adotada. Já falei para parar de acreditar nas coisas que sua irmã fala. - Respondeu Xena com um olhar sério.

-Certeza? - Perguntou a menina ainda com o rosto vermelho. 

-Absoluta, eu vi você nascer, Eve. Solan escolheu seu nome e você chorava demais para eu ter esquecido daquilo. Bom, ainda chora. - Xena secou o rosto da menina mais uma vez. –Vamos lá fora, seus irmãos estão aprontando alguma coisa para variar. - A morena pegou a mão da criança e elas saíram do casarão.

Quando chegaram lá fora, atravessaram o jardim enorme e chegaram até a orla da floresta onde os gêmeos, Estevan e Théo estavam cutucando alguma coisa com gravetos. 

-O que estão fazendo? - Perguntou Eve e se soltou da mão de sua mãe. 

-MÃE, OLHA ESSES BURAQUINHOS. - Ulisses estava todo eufórico e afastou um pouco a grama para mostrar pequenos buracos que haviam ali. 

-Tem muitos desse? - Xena perguntou com um sorriso maldoso no rosto. Ela sabia muito bem o que era aquilo e mal podia esperar para mostrar. 

-Tem, olha aqui...- Falou Estevan que agora era a cara do duque de Loyola. 

Xena observou que realmente haviam vários buraquinhos espalhados ao longo da grama.

-O que é, mãe?- Eve que nem se lembrava mais da maldade de Ísis deitou no chão e tentou enxergar o que tinha no buraquinho. 

Xena que estava com cara de sapeca foi até algumas árvores da orla e pareceu procurar algo. As crianças ficaram curiosas e perguntaram o que ela estava fazendo.

-Me ajudem a procurar um pouco de cera no tronco das arvores. - Disse ela se referindo a uma cera mais branca que algumas abelhas pretinhas produziam naquela região. As crianças começaram a olhar no tronco das arvores ao longo da orla, até que Theo, seu sobrinho finalmente encontrou. –Ótimo. – Xena foi até ele e pegou um graveto muito fino. Ela melecou bem a ponta dele na cera e tornou a ir até os buraquinhos. –Vamos descobrir se tem algo aqui dentro. - Ela falou já sabendo bem o que ia acontecer. 

A imperatriz colocou o graveto no buraquinho e as crianças fizeram silêncio. Eles olhavam com atenção as tentativas que Xena estava fazendo e quando pensaram que nada ia acontecer, o graveto tremeu sozinho.

-O QUE FOI ISSO?- Ulisses gritou e apontou para o graveto e Xena puxou ele muito rápido. 

Lila soltou um grito agudo quando viu uma aranha grudada na ponta do graveto e Xena riu. 

Da varanda, Gabrielle que estava tomando o café da manhã com Rita, Selene, Délia e Cyrene, observou quando as crianças gritaram perto da floresta e saíram correndo enquanto Xena ia atrás delas. 

-Eu disse que era um ninho de aranhas. - Falou Délia e Gabi riu. 

-Em Anfípolis tinha dessas aranhas também. Xena e Liceus pegavam linhas e enfiavam nos buracos até as aranhas ficarem presas na cera, depois saiam arrastando elas pela estalagem e assustava os clientes. - Cyrene recordou com um sorriso no rosto e Gabi achou bem a cara de sua mulher fazer aquilo.

-Eu ainda acho isso surpreendente, sabia? - Falou Délia para Gabi. –Você não faz ideia da diferença que fez na vida dela. – A duquesa apontou para Xena que ria com as crianças.

Gabrielle realmente não fazia ideia. Sabia quem Xena havia sido e ainda presenciava muitos reflexos daquele passado. Ela ainda tinha certo receio das explosões que vez ou outra Xena tinha, mas o que importava era o constante esforço que sua mulher fazia para ser alguém melhor.

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Enquanto Xena distraia as crianças, Ísis seguia com seu plano em ação. Ela ouviu do celeiro os risos vindo de longe e não pensou duas vezes em subir no telado, no lado oposto dos guardas. Com o pano cheio de maçãs firme na mão ela começou a engatinhar até chegar numa parte onde conseguia apoiar seu pé numa janela e escorregar para dentro.

Ísis caiu num monte de feno e depois de se certificar que estava tudo bem, levantou com as maçãs e foi calmamente até sua égua. Ísis havia ganhado Zyrael quando completou 11 verões. Xena tinha recebido um novo bando de cavalos treinados e logo que Ísis bateu os olhos na égua malhada, se apaixonou. Zyrael havia agora 7 verões e reconhecia sua dona de longe. Quando a cabeça da princesa ficou a vista o animal relinchou e sacudiu a cabeça dando boas-vindas. 

-Oi, menina! - Disse ela enquanto acariciava a cara preta e branca de Zyrael. –Fique quietinha ou vão ver que estamos juntas. - Ísis falou baixo e o animal começou a cheirar o pano gordo na mão de sua dona. Ísis riu e tirou as maçãs de lá. –Você é uma gulosa. - 

Ísis adorava ficar com Zyrael, as duas possuíam uma ligação muito forte e além de Ísis, a única pessoa que conseguia montá-la era Xena. Quando a princesa ficou maior, passou a dar voltas mais longas pelo terreno do casarão e tomou coragem para se aventurar na floresta. Os passeios eram algo que sempre a distraia, mas depois de sua briga com Xena, as coisas ficaram difícil. 

-Minha mãe acha que não sei me cuidar. - Falou Ísis baixinho enquanto esfregava o pelo macio do animal. – Na verdade ela pensa que somente ela sabe se virar sozinha, Zyrael. Não sei porque ela perdeu todo o tempo do mundo me ensinando a lutar, sendo que não me deixa se quer dar uma cavalgada sem aqueles brucutus atrás de mim. - Ísis parecia chateada de verdade e Zyrael balançou a calda enquanto mastigava as maçãs. –Porque será que ela não confia em mim, hein?- Ísis parou de alisar o pelo e ficou olhando para o nada enquanto refletia.

Ela se lembrava de várias vezes em que se encrencou e teve Xena para livrar sua barra, até mesmo uma vez quando foi ao jardim de noite e jurou ter visto um monstro entre os arbustos. Por mais que não tivesse nada lá, ela foi salva por sua mãe. Ou será que realmente havia algo lá naquela noite? Ísis franziu o cenho e percebeu que todas as vezes que sua mãe apareceu do nada, era porque algo ruim estava prestes a acontecer, como por exemplo a vez que ela tentou descer a escadaria do palácio em uma das travessas de banquetes. Quando as coisas foram de mal a pior, Xena estava no fim da escada para pegar ela antes de se machucar. 

Enquanto matutava sobre aquilo, a porta do celeiro se abriu e um dos criados entrou cantarolando com um balde na mãe. Ísis abaixou rapidamente e ficou agachada em baixo de Zyrael com cara de apuros. 

-Droga!- Resmungou ela quando lembrou do pano com as maçãs no chão. 

O servo que era um dos mais antigos do casarão parou de repente e encarou a cena do crime. Ísis já estava sentindo dor de barriga sabendo que ele iria caguetá-la para sua mãe e a coisa ia ficar feia, mas então, os deuses sorriram para ela.

-SENHOR LAVIO!- Chamou Septmus, amigo de Ísis que ficou dando cobertura perto do galinheiro. 

O servo olhou para o garoto que veio correndo em sua direção sem folego.

-O que foi?- Disse o senhor. 

-Tem um porco do mato perto do galinheiro. - Falou o rapaz fingindo que havia corrido quilômetros. 

-Porco do mato? Mas eles não aparecem aqui nessa época do ano. - Respondeu Lavio e Septmus arregalou os olhos. 

-Juro que tem um lá.- Septmus insistiu.

-Mas que saco.- Falou Lavio que atirou o balde que estava na mão no chão e saiu andando com o menino. 

Ísis suspirou de alivio e no fundo do celeiro viu Agnes abrindo a outra porta. 

-Te vejo mais tarde, Zyrael.- Disse a garota depois de um afago rápido, pegou o pano e saiu correndo na direção oposta com Agnes. 

As duas amigas saíram correndo enquanto riam e quando estavam longe do celeiro, vibraram de alegria por ter dado tudo certo. 

-Ainda bem que Septmus pensa rápido. - Falou Agnes enquanto recobrava o folego. 

-Ainda bem. - Concordou Ísis. 

-Oh ou.- Falou Agnes com cara de medo. 

-O que?- Ísis olhou para a amiga e em seguida olhou para frente. –Droga. - Falou ela quando viu Gabrielle vindo em sua direção. 

-Eu vi tudo. - Disse Gabrielle com os braços cruzados. 

-Impossível, foi perfeito. - Disse Ísis e Agnes arregalou os olhos. 

-Não foi não. Você vai ter que fazer melhor que isso para me driblar. - Disse Gabrielle ainda com cara de brava. 

-Eu vejo você mais tarde, Ísis.- Disse Agnes baixinho. –Com sua licença, alteza.- Disse ela quando passou por Gabrielle e se afastou.

-Eu não montei em Zyrael, só fui dar maçãs a ela. - Disse Ísis já se defendendo e Gabrielle suspirou.

-Minha filha, é só você se desculpar com a sua mãe. Você foi irresponsável e respondeu ela na frente de todo mundo pela milésima vez. - Gabrielle falou cansada e Ísis se pôs na defensiva de novo.

-Eu não entendo porque ela insiste em colocar aqueles homens atrás de mim. - Falou a menina brava. 

-Ela está prevenindo você de ser pega de surpresa, Ísis. Todo mundo nessa família anda com guardas, eles recebem para fazer esse trabalho. - Disse Gabrielle. 

-É desnecessário, até parece que alguém vai aparecer do nada. - Ísis estava começando a elevar a voz. 

-Alguém pode aparecer sim, Ísis. Sua mãe tem milhares de inimigos e o melhor jeito de desestabilizar ela é se alguém machucar você ou seus irmãos. - Para Gabrielle aquilo já era óbvio, mas Ísis não queria abrir os olhos. 

-Me diga uma única vez que ela foi atacada, ou você foi....- A princesa cruzou os braços. 

-Quando eu cheguei no palácio e me aproximei de sua mãe um dos generais dela tentou me estrangular. - Gabrielle falou brava omitindo o detalhe de que quase foi estuprada também. Ísis abriu a boca, porém ficou sem reação. –Ela não está te privando de sair e se divertir, só pede para você levar dois soldados com você. Pode escolher quem você quiser, Ísis.- Gabrielle falou mais calma e Ísis abaixou a cabeça. 

-Bom...acho que eu fiz a minha má fama...- Disse a garota chateada consigo mesma. 

-Você não tem má fama, meu amor. É levada e já nos deixou de cabelo em pé, mas nós te amamos. - Gabi abraçou a menina e Ísis suspirou. –Tente se desculpar com sua mãe depois e quem sabe ela não muda de ideia. - Ísis se sentiu motivada e Gabi sorriu para ela.


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Mais para o fim da tarde, Gabrielle deixou as crianças brincando até cansarem e foi até Xena que lia alguns pergaminhos na sala. Ela chamou a imperatriz para dar uma volta na praia e sem poder resistir aos olhos verdes de sua rainha, Xena aceitou. 

-O que te fez querer escapulir? - Perguntou Xena de mão dada com Gabrielle enquanto desciam o pequeno caminho que levava até a praia.

-Nada. Faz um tempinho que não aproveitamos sozinhas. - Disse a loira de maneira fogosa. 

-De fato faz. - Xena concordou e trouxe Gabrielle para mais perto. As duas estavam descalços e abraçadas enquanto andavam. 

-Eu sinto falta de poder termos noites mais tranquilas. Nós ficávamos juntas por mais tempo e fazíamos mais amor.- Gabi falou calmamente e com uma pontada de culpa por sentir saudades de quando não havia os filhos. 

-Isso quer dizer que você quer fazer amor hoje? - Xena falou muito animada e Gabrielle riu. 

-Você só ouviu essa parte do que eu disse, não é? - Gabi empurrou Xena e se preparou para correr. 

-Só.- Xena correu atrás de Gabi como era evidente, mas a loira não escapou por muito tempo, pois foi pega pelo braço e acabaram se desiquilibrando e caindo no chão. 

As duas começaram a rir e Gabi tentou levantar para correr de novo, mas ficou presa embaixo de Xena. 

-O que está pensando em fazer? - Perguntou Gabi com cara de sapeca e Xena beijou ela. 

O som do mar, a areia quente e o sol começando a se pôr tornou aquele momento perfeito. As duas fecharam os olhos e deram um beijo longo e lento. Elas só pararam quando sentiram uma onde chegar perto demais e molha-las.

-Poxa, estamos molhadas. - Disse Xena fingindo muito mal que estava desapontada. 

-Nem pense nisso. - Falou Gabi com um sorriso no canto do lábio e uma sobrancelha erguida. 

-Nisso o que? - Xena retribuiu a cara de safada. 

-Nem pense em me levar até aquela pedra e fazer amor comigo. - Gabrielle falou com segundas intenções e Xena ergueu os olhos para ver que pedra era.

Havia um conjunto de pedras altas mais na frente que seria perfeito para escorarem e ficarem escondidas caso alguém aparecesse. Xena lambeu os lábios e finalmente saiu de cima de Gabi. Ela pegou a loira no colo e pisou na água até ficar entre as pedras. A maré estava subindo então a água batia na perna delas vez ou outra. 

Xena encostou Gabrielle ali e deu um beijo no pescoço salgado devido a água do mar. Gabi gemeu baixinho e envolveu as mãos na cintura da morena. Em seguida, Xena puxou o vestido branco de Gabi e a visão do corpo branco e úmido pela água do mar foi demais para ela. Gabi não pensou duas vezes antes de tirar a roupa de Xena também e atirar por cima da pedra.

Elas se agarraram com vontade ali e as mãos passeavam por toda parte. Gabi que ainda estava encostada na pedra bateu na bunda de Xena, enrolou as pernas na cintura dela e a imperatriz deixou Gabi em seu colo enquanto se beijavam. A maré foi subindo cada vez mais e conforme a onda vinha, espalhava água salgada nos corpos quentes. 

Xena tornou a deixar Gabi no chão, mas dessa vez se ajoelhou. Gabi flexionou levemente os joelhos e sem delongas, a língua da morena tocou o sexo cheio de tesão. A loira agarrou os cabelos da imperatriz com uma mão e fechou os olhos. 

A brisa de primavera tocava os corpos úmidos e quentes, deixando as peles arrepiadas. O sol alaranjado refletia na pele morena de Xena e fazia com que Gabrielle quisesse beijar por toda parte. Enquanto admirava a pele dourada de sua mulher, Gabi passou a delirar com as estocadas que recebeu e não podendo resistir depois de um tempo, fez Xena encostar na pedra e lambeu desde o pescoço, até ao abdome bem trabalhado. Com seus dedos delicados, elas tocaram entre as pernas uma da outra e tornaram a se beijar. 

Elas não terminaram de fazer amor, pois logo, logo o sol estaria se pôr e para que toda aquela paixão parasse de arder, teriam de ficar horas. Com mais uns beijos, lambidas e apertões sensuais, as duas se forçaram a pôr os vestidos úmidos e voltarem para o casarão. Elas deram sorte de que ninguém as viu chegar e correram para o quarto. 

No fim, as duas conseguiram transar por mais alguns minutos até que pesinhos e vozes agudas foram notadas no segundo andar.


Notas Finais


⚠ Aviso: Todos os capítulos estão sujeitos a correção ortográfica depois de postados.


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