História Ocean Blood - Interativa - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~santanico

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Interativa, Piratas, Sereias
Visualizações 256
Palavras 6.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIOIOI GENTE
OLHA AQUI EU E A SANTANICO COM UM CAPITULO SURPRESA <3 ANTES DA DATA QUE A GENTE PROMETEU HEIN <3
pra alegrar o feriado de vocês OIDJASOIDJASOIDJIO esperamos que gostem do capitulo. A gente capricho uwu
esses quase 6k são pra recompensar vcs IODJSAOIDJASOIDJA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
BOA LEITURA <3

Capítulo 7 - . o rei dos mares


Fanfic / Fanfiction Ocean Blood - Interativa - Capítulo 7 - . o rei dos mares

Calisto nadava dando piruetas ou apenas ziguezagueando junto a Oparin, ambos conversam animados sobre a nova entrada dos mares no começo do mês, pelo menos até passarem perto dos corais que Aura havia explodido mais cedo. Algumas sereias artesãs trabalhavam para ajudar na reconstrução dos estragos que havia sido grande demais até para uma pegadinha de Aura. 

— Dessa vez ela passou dos limites. — Oparin repreendeu Aura em seu próprio sentido de justiça.

— Aposto que Aura não planejou que a explosão chegaria a essa proporção. — Calisto apontou para os estragos, enquanto defendia a sereia mais nova.

— Ela podia ter machucado alguém Calisto! Pare de defendê-la. — Oparin insistiu sobre o erro de Aura e Calisto apenas o ignorou, rebatendo em defesa de Aura.

— Aposto que ela nunca teria intenção de machucar alguém. — disse nadando mais depressa, deixando Oparin para trás, que logo a acompanhou bufando irritado pela amiga ainda defender aquela que havia magoado seu coração.

O golfinho sabia que apesar do tempo ter se passado, Calisto ainda sofria pela falta que Aura fazia e apesar de muitas vezes não concordar com a atitude da sereia mais nova, tentava amenizar a cicatriz que, aos poucos, vinha se curando em Liz.

— E você acha que Aura se deu muito mal? — Oparin, mesmo sempre evitando conversas que envolvia a mais nova, perguntou sabendo que aquilo faria Calisto feliz.

— Não sei. Provavelmente as anciãs ficaram super bravas, mas Raina sempre protege Aura como pode. Só que com todo esse estrago em um evento tão importante... — Calisto se interrompeu franzindo o cenho, juntando as sobrancelhas e pensando que talvez Aura realmente havia se dado mal. Isso a preocupou, pois quando algo a chateada ela ia para superfície e estavam em época de pescas. Mas ela não iria para superfície sabendo das pescas, Liz rebateu seu próprio pensamento, sentindo a preocupação fervilhar em sua mente. — Acho que deveríamos procurar por ela, tenho um mau pressentimento de tudo isso. 

— Como assim Liz? Toda vez que você tem um mau pressentimento acabamos em aventuras muito perigosas. — o golfinho se contorceu lembrando-se da ultima vez que acabaram em uma caverna cheia de ouriços e como depois daquilo passou uma semana tendo que tirar espinhos e tomar suco de caramujo do mar para eliminar o veneno do sistema. Aquilo com certeza havia sido horrível.

Calisto não o respondeu e Oparin não ousou quebrar o silêncio que se formou entre os dois.

Os pensamentos que rondavam a mente de Liz não eram nada agradáveis e muito menos pensando se Rainha a achasse em algum lugar proibido, esses eram muito piores. Se Raina já tivesse lhe pego e dado algum esporro sabia que a sereia mais nova com certeza havia ido para algum lugar ilegal. Como sempre. Tal pensamento a fez revirar os olhos pelas atitudes de Aura continuava a agir de maneira infantil e que ainda poderia acabar lhe colocando em grande risco.

— Concentração, Oparin. Temos que achar Aura antes que a Rainha de por sua falta. — disse começando a nadar mais rápido para o lugar em que a sereia mais nova sempre recorria quando estava chateada. Limpou a mente dos pensamentos inoportunos, olhou a diante, porém seu estômago contraiu vendo vossa majestade aproximar-se com preocupação nos olhos. 

Oparin, logo se aprumou e sem jeito fez uma singela reverência e Callisto revirou os olhos, endireitando a postura e copiando a reverência de seu amigo.

— Majestade! — Calisto falou tentando parecer surpresa. — Você por aqui. — o sorriso apreensivo como se tudo estivesse normal espalhava-se por seu rosto, principalmente quando olhou nos olhos de sua rainha e viu que eles apenas carregam preocupação e isso a deixou ainda mais tensa.

— Oh... — o tom de desapontamento foi claro na voz de Raina. — Achei que estaria com Aura. 

O coração da sereia mais nova deu um solavanco, sua boca salivou rapidamente ao tentar formar uma resposta rápida.

— Ela estava indisposta quando a encontrei, preferiu descansar na caverna da lua. — Calisto respondeu rapidamente, tentando transparecer o máximo de naturalidade que conseguia. Oparin se surpreendeu com a rapidez da amiga em responder Raina, principalmente pelo fato de mentir para ela sabendo que Aura podia estar em apuros.

A rainha refletiu por um momento e seus ombros aliviaram-se com a notícia de que a jovem não estava planejando uma vingança maquiavélica ou ido para algum lugar perigoso. Como sempre fazia.

— Bom, nesse caso, vejo vocês na celebração. — Calisto simulou novamente uma reverência preguiçosa, enquanto Raina dava meia volta em direção a cidade.

 

✖ ✖ ✖ ✖

 

A neblina era densa no mar, tão densa que envolvia o navio por completo, deixando o glorioso perola negra escondido sobre a penumbra esvoaçante. O ar úmido e gelado abraçava o navio, fazendo com que os tripulantes abusassem com o excesso de roupas para se protegerem do álgido que tentava os atacar.

Passava-se um pouco depois da meia noite quando Andrew Sykes se prontificou no convés principal, caminhando despreocupado, enquanto segurava uma velha caneca de metal, que ele poderia jurar que era tão velha quanto ele, já que o objeto estava amassado e até mesmo um pouco enferrujado, mas não se importava contanto que não mudasse o sabor de sua bebida, que transbordava em abundancia na velha caneca.

O rum que descia queimando por sua garganta entorpecia seus sentidos e seus olhos vermelhos de noites não dormidas faziam sua visão embaçar, deixando seus passos frouxos. Ao irromper as pesadas portas de madeira, que davam acesso à parte baixa do navio, as falações misturadas aos ruídos e risadas altas fizeram seus ouvidos tinir e sua cabeça girar.

A cada degrau que descia era possível ver mais próximo a maior conquista da tripulação, mas só ao adentrar no espaço pode ver com os próprios olhos o enorme aquário preso ao teto por grossas cordas e dentro dele uma silhueta se encolhia parecendo amedrontada, enquanto o resto dos piratas balançava o vidro ou soltavam insultos desconexos que se enrolavam nas línguas embriagadas.  

Andrew aproximou-se, tentando se espremer entre a pequena multidão que cercava o aquário sujo de vidro empoeirado e foi só na primeira fila que pode notá-la. A pequena sereia de olhos esbugalhados em desespero que encarava a tripulação em busca de qualquer oportunidade de fuga ou intercalando para que cobrisse seu próprio corpo feminino com seus magros braços.

A imagem de pavor que se instalaram nos olhos da sereia reviveram em Andrew trágicas memórias de seu passado, ele quase pode se ver no lugar da criatura, paralisado de medo. Cerrou os punhos, fazendo um esforço para afastar-se das memórias ruins e deu as costas para o aquário, esbarrando sem querer no Capitão Jones.

— Linda, não? — suspirou o capitão com um olhar triunfante ao encarar a sereia, que agora mostrava os dentes afiado a James Flint que havia balançado o aquário, fazendo-a bater contra os vidros, causando risadas por parte dos colegas piratas.

David Jones, o Monstro do mar, que agora sob o céu negro da noite mantinha sua forma de homem, era um dos mais temidos capitães que navegavam os sete mares. Sua principal rival era a guerreira Talísse, tão temida quanto a monstruosa aparência de David.

— Ah... — ele disse saudoso, como se recordasse de algo. — as selkie... As doces filhas das águas... — divagou o capitão, fitando sua tripulação se divertindo ao provocarem a sereia. — lembre-se, quanto mais bela, mais mortal. — Andrew o encarou curioso, mas o homem apenas lhe rondou e caminhou até a frente do aquário, fazendo sinal para seus homens baixarem as cordas que o prendiam ao teto.

A tripulação se afastou e o silêncio se fez presente pela primeira vez durante aquela noite. 

Quando o aquário tocou o chão todos olharam ansiosos para o capitão, David abaixou-se ao lado do aquário e abriu a tampa de silicone deixando a água salgada encharcar suas gastas botas de couro. Aura aproveitou-se para subir para a borda do aquário, cruzando os braços sobre ela e se apoiando na beira de silicone, deixando seu corpo colar sobre vidro, seus seios pequenos foram espremidos contra a vidraça, misturados aos seus cabelos caramelados que tentavam escondê-los como se soubessem que estavam a mostra. 

Os homens do local a olharam desejosos, como se quisessem a tocar, corromper algo tão puro como o corpo de uma sereia, enquanto as piratas rolaram os olhos para a cena a sua frente. Aura sorriu por tirar sua atenção por algo tão banal como aquele, mas se aproveitou da atenção para mexer sua cauda e molhar alguns dos piratas mais perto do aquário, para lhes tirar de seus transes. A cauda rosada de Aura também sobre o vitral, tornando possível ver o brilho de cada escama, como se fossem compostas por milhares de diamantes, causando o brilho de luxuria nos olhos de cada pirata naquele navio. 

Entretanto, Davy Jones tinha planos melhores para tal beleza, planos que o fariam conquistar os sete mares e com este pensamento determinado em sua mente, ele andou até ficar em frente a Aura, olho a olho com a sereia e a encarou de maneira intimidadora. 

O capitão puxou do cinturão o antigo mapa, ainda incompleto e o desenrolou com cuidado, a tripulação murmurou em euforia, mas apenas com o olhar mortal do capitão voltaram a se calar. Ao ver o precioso mapa nas mãos de Jones, os olhos de Andrews brilharam em ambição e suas mãos formigaram para tocá-lo, claro que conhecia a lenda do mais corajoso pirata iria revelar os segredos escondidos pelo mapa e não podia evitar seu ego inflando ao dizer que em suas mãos aquele pequeno pedaço de papel amarelado se revelaria. Ou talvez devesse encontrar outro pirata corajoso e usá-lo para conseguir o mapa e roubá-lo. 

— Diga-me criatura, que tipo de magia obscura revelará o mapa. — a forte voz do capitão reverberou pelo local tirando Andrew de seus pensamentos confiantes sobre sua coragem e sua atenção retornou para a sereia, que fez uma expressão confusa e logo depois de um tímido sorriso, que não durou muito, pois deu espaço a um travesso sorriso em seus lábios rosados.

— Se ele não se abriu para o capitão, significa que não é tão corajoso como todos dizem. — a petulância em sua doce voz infantil devolveu a Andrews um sorriso divertido para segurar a risada. O capitão bufou enraivecido por ser desafiado por um ser tão pequeno. Enquanto os outros cochichavam e davam risadinhas ou encaravam feio por tal desrespeito para com seu capitão. — e eu aqui preocupada sobre estar nas mãos do pirata mais temido dos sete mares, mas acho que estava enganada. — comentou deixou um sorriso inocente brincar em seus lábios, apenas para ver o rosto do homem mais velho avermelhar-se de raiva.

—Olhe ao seu redor. — Jones indicou com a mão, mostrando seus tripulantes que a encaravam com brilho nos olhos, sedentos para que pudessem a vender como um grande tesouro. — é você quem esta em desvantagem, então é melhor me contar o que quero saber ou terei que arrancar as escamas dessa sua brilhante cauda. Aposto que devem valer muito ouro. — disse o homem em tom ameaçador, causando risadinhas e sorrisos orgulhos por parte dos outros piratas. 

— Oras — começou Aura, apoiando a cabeça sobre os braços, descontraída. Sabendo muito bem que brincava com fogo e como ela adorava se queimar. — mas pelo que eu sei você precisa de mim para encontrar o cálice e se eu estiver ferida, não vai conseguir o canto e nem lágrimas puras da sereia mais inocente e bla bla bla — disse Aura zombando da própria lenda, enquanto revirava os olhos, cansada por ter sido capturada por algo tão banal como aquele. 

Zhou Yuna se enfureceu com a atitude petulante da sereia com seu capitão e tomando suas dores, assumiu a frente, já segurando uma faca que aguardava em seu cinto.

— Tome cuidado pequena sereia, porque pode ser que não sejamos tão delicados com você como pensa. — Yu disse entre dentes, olhando nos olhos de Aura, que brilhavam em pura diversão.

— Acalme-se Yu. — a voz do capitão a censurou.

— Vocês são muito mal educados. Nem perguntaram meu nome antes de começarem com as ameaças. — comentou em seu tom de deboche.

— Sereias têm nome? — René perguntou fascinado, tentando se aproximar do aquário.

— Claro que temos. O que acha que somos...? Monstros — Aura mostrou os dentes afiados, antes de colocar a mão no peito, como se estivesse ofendida.

— Qual seu nome criatura? — Jonathan perguntou, finalmente se levantando de sua cadeira, mostrando algum interesse na situação.

— Aura. Viu? — comentou levantando a cabeça, enquanto agora mexia no cabelo, sentindo-se despreocupada com seu próprio contexto. — Não foi tão difícil assim, agora parem de me chamar de criatura e podem voltar a me ameaçar. Eu não tenho medo de vocês. — disse cruzando os braços emburrada por todo aquele cenário desnecessário.

Sempre ouvira historias de Raina e Éris sobre piratas que tentavam buscar sereias para irem atrás do cálice, mas nunca pensou que seria pega, se não estivesse frustrada consigo mesmo, talvez estivesse com medo de sua situação, mas talvez se conseguisse usar seu canto, só talvez pudesse sair dali, apesar de nunca ter sido de praticá-lo o bastante. Quando Éris ainda residia no cardume, ambas cantavam juntas e praticavam, até mesmo brincavam na superfície para encantar homens, mas isso havia sido no passado.

Aura sorriu travessa, antes de deixar as melodias dançarem em seus lábios, formando palavras incompreensíveis para os homens, mas inconscientemente os seduziam. Zhou avançou contra o vidro, batendo o punhal na superfície, fazendo-a parar abruptamente.

— Sua bruxaria não vai funcionar. — a sereia silenciou-se, olhando para Zhou que ainda se mantinha furiosa. Aura riu do desespero da pirata e dos homens que se sentiam atordoados por suas poucas melodias.

— Controle-se, mulher. Ela é nossa única fonte de informações. Machucá-la não a fará revelar o que precisamos. — René empurrou sutilmente a pirata do aquário pelos ombros, pouco entendia sobre os motivos de Zhou para agir de maneira tão agressiva, mas impressionava-se com os danos que sua espada podia causar. Diferente dela, René mostrava-se um home controlado e de certa maneira, cortes demais para um pirada do pérola, talvez os bons costumes ainda sejam carregados de seu passado na realeza.

— Pelo menos um de vocês parece inteligente. — bufou Aura aproximando do pirata que se virou para encará-la.

— Enchanté — disse René com suavidade na voz tremula, sem se incomodar com os olhares que recebia da tripulação, pelo contrário, um sorriso formou em seus lábios sendo respondi com o arquear de sobrancelhas da sereia.

— Não temos tempo para seu cavalheirismo agora, René. — Lilac, a tão bela pirata irrompeu pela multidão sem esforços, todos lhe deram passagem, a mulher caminhou lentamente, os passos arranhando o piso de madeira, René suspirou desalento para iniciar uma nova discussão com ela. — Se seu plano é fazer uma sereia apaixona-se por você para lhe arrancar as lágrimas, relaxe, você não tem essa capacidade para fazer uma mulher chorar, quanto mais uma sereia. — a tripulação riu, já a pirata cerrou os dentes em ódio.

— CALEM A BOCA TODOS VOCÊS. — Berrou o capitão, imediatamente o silencio instalou-se. — Bando de inúteis, maldita horas em que os escolhi como tripulação! — Brandindo furioso ele voltou-se para os homens, sua carranca estava pior que os de costume. — Logo nós dominaremos os mares, teremos o poder em nossas mãos e tudo se conseguimos apenas uma lágrimas da criatura, por isso eu garanto que aquele que a conseguir será muito bem recompensado! Eu trarei a glória pra o Pérola e Negra e assistirei meus inimigos sangrarem, e finalmente terei a cabeça daquela puta do dama da noite em uma bandeja! 

Todos levantaram suas espadas encorajando o capitão soltando palavras de ódio, Aura enjoou-se com a cena expressando sua cara de nojo quando Davy Jones se aproximou. 

— Se você quer da maneira difícil, então é assim que vai ser. — Com o sorriso perverso, o capitão se apoiou no vidro. — James! — Chamou o tripulante. 

— Sim, capitão. — Prontificou-se a frente. O alto homem de longos cabelos dourados parecia irradiar arrogância e prepotência pela pele brilhosa. Não haviam mulheres que resistiram ao seu charme de pilantra, assim como não haviam mulheres que conquistaram seu coração.

— Reúna alguns homens, leve o aquário para prisão e o esvazie até a barriga da... Aura. — repetiu seu nome com maldade fazendo a sereia sentir um calafrio tenebroso, pela primeira vez sentindo medo.

— Sim, Senhor. — Com um aceno rápido James chamou seus companheiros, ao torno de sete piratas, para carregar o aquário de maneira descuidada fazendo aura chocar-se com o vidro vez o outra, enraivecida ela rosnava mostrando os dentes pontiagudos ao piratas que riam da garota. 

Eles a levaram para a parte mais baixa e suja do navio, quando mais adentravam mais o breu dominava o caminho. Com a boca James prendeu uma luminária ente os dentes e guiava o caminho ainda carregando o aquário. Aura havia se calado e apenas observa o cenário enegrecido pela podridão.

Chegaram com muito esforço a um corredor largo com algumas celas iluminado por conta de velas já consumidas em seu estado final. Na primeira cela o cheiro de morte e decomposição era forte, Aura pode ver através das sombras um home esquelético caído no chão, uma faixa suja enrolada no ombro onde um dia foi seu braço, apenas um olho estava aberto petrificado ao encará-la, não se podia dizer se estava vivo ou morto. As outras celas estavam vazias, mas a sereia tinha certeza que muitos morreram nelas. 

Os homens a levaram até o fim do corredor, uma cela maior com grossas barras de ferro e sem muito cuidado colocaram o aquário dentro dela. James retirou a tampa deixando a água escorrer ainda um pouco acima da barriga e fechou novamente. O estomago da sereia roncou e ela se culpou por não ter se alimentado antes de sair de casa, a empolgação para sua pegadinha no festival não lhe deixou com fome. O pirata riu ao escutá-la.

— Desculpe princesa, mas sem comida até ter algo para nos contar. — sem dizer mais nada ele a deixou, girando a chave pela tranca e afastando-se com a luz, fazendo questão de apagar todas as velas e deixando a pequena sereia na mais profunda solidão do breu.

 

✖ ✖ ✖ ✖

 

— Maldita Aura. — Oparin a condenou, sentindo as nadadeiras cansadas demais para continuar a procurá-la.

— Para com isso Oparin, isto é serio. Aura não está em nenhum dos lugares que procuramos. — Calisto respondeu sentindo o coração bater mais rápido de preocupação. Além de sua cabeça que não a ajudava se concentrar, pois lhe inundava com diversas possibilidades horríveis que Aura poderia ter se enrascado.

— Deveríamos pedir ajuda. — respondeu o golfinho, já sentindo o corpo pesar.

— Não deveriamos não. — rebateu Calisto irritada.

— Olha. — Oparin apontou para a sereia loira que nadava perto dos recifes esverdeados. — Margot! — Oparin nadou o mais rápido que seu cansaço lhe permitiu até May.

— Oparin, NÃO! Não envolva Margot nisso. — gritou Calisto em desespero, colocando a mão no rosto já prevendo onde tudo aquilo iria dar.

— Me envolver no que? — May perguntou curiosa ao lado de Oparin, que tentava cruzar as nadadeiras mostrando que tinha feito certo.

— Em nada May. Já pode ir embora.

— Oh... —  comentou fingindo tristeza. — mas eu não poderia. Oparin não estaria tão agitado se algo não tivesse acontecido. Não é mesmo Oparin? — o golfinho em resposta mexeu a cabeça afirmando e naquele momento Calisto quis matar seu amigo e ate poderia com o olhar que lhe lançava. — Deixa de ser chata Liz. Vai! Eu posso ajudar. — disse animada.

— Ahhh... — Calisto lamentou em derrota. — Tudo bem, mas precisa manter isso só entre a gente.

— Tudo bem. O que aconteceu? — perguntou Margot animada.

— Aura sumiu.

— Como assim sumiu? Ela sempre some e você mesmo sabe disso. Ela vai aparecer quando estiver pronta. — respondeu sem pensar.

— Não, você não está entendendo. Ela sumiu. Eu e Oparin a procuramos em todos os lugares possíveis que ela poderia ir, mas ela não está. — o tom desesperado de Calisto sobressaiu em sua voz, sua preocupação estampada em seus olhos assustou Margot, mostrando o quão serio Liz estava.

— Tem certeza? Se esse é o caso, deveríamos falar para Raina.

— Não podemos. Aura vai se encrencar mais.

— Deveríamos formar um grupo de busca, Liz. — sugeriu Margot, olhando pensativa, enquanto mordia o lábio inferior.

— Não faça isso May. — Calisto mandou, sabendo que não deveria ter contado para alguém em primeiro lugar.

— Ela pode ajudar Liz, calma. — Oparin tentou acalmar a amiga.

— Desculpa Liz, mas se Aura sumiu e nem você sabe onde ela está e eu não posso deixar isso quieto. Vou procurar ajuda. — Margot saiu nadando o mais rápido que pode para não ser alcançada por Calisto.

— Obrigada Oparin. Isso ajudou muito. — Calisto disse antes de nadar atrás de May.

 

Alycia nadava ao lado de Merle que lhe contava as novidades do cardume oeste. Margot as avistou e nadou mais rápido, vendo Calisto quase a alcançando.

— Ally, Merle. — gritou May, tentando chamar a atenção delas. — Aqui!

— Não faça isso Margot, por favor! — Calisto implorou.

— Olha, não é a Calisto nadando atrás da Margot? — Merle perguntou a Alycia, olhando para as duas e acenando com um sorriso simpático.

— O que elas querem agora? — perguntou Ally, sentindo-se tediosa, rolando os olhos.

Margot parou em frente as duas e muito antes de Calisto chegar as contou.

— Aura está desaparecida? — Merle questionou preocupada, assim que Calisto parou tendo esperanças que May não havia contato nada.

— Droga Margot. Não consegue fazer nada que lhe pedem. — Calisto rebateu sentindo a raiva esquentar o corpo.

— A pirralhinha está ou não desaparecida Calisto? — Alycia perguntou, se colocando na frente.

— Está. — disse bufando irritada, enquanto lançava olhares furiosos a May. — Vocês não precisam se preocupar com isso. Tenho tudo sobre controle.

— Bem, não parece que tem. — Alycia rebateu.

— Eu não pedi a ajuda de vocês. — se Calisto tivesse pernas e pé estaria os batendo naquele momento.

— Calisto acalma-se. Elas só querem ajudar. — Oparin comentou e Calisto se virou para ele.

— Você começou tudo isso. Poderíamos ter encontrado ela juntos, ainda não fomos lá. — rebateu Liz, irritada, conversando com seu golfinho, enquanto as outras não a entendiam.

— Seja lá o que Oparin estiver dizendo, ele está certo. — Margot entrou na frente para defender o golfinho.

— Não se intrometa, Margot. Você já fez o bastante.

— Que lugar é esse que ainda não procuraram Aura? — Merle perguntou, tentando acalmar as coisas.

 

Morgana nadava sozinha, sentindo a água gelada contra seu rosto e como ela adorava aquela sensação. Tentava encontrar lugares que poderia explorar. Desde que Aura havia explodido o cardume mais cedo, o dia que transcorreu só se mostrou um tédio, deveria ter chamado a pequena sereia para procurar novos navios afundados com ela. Apesar de não gostar de falar, gostava da companhia da pequena.

Nadando mais para cima, perto da superfície, conseguiu avistar algumas sereias que pareciam estar prestes a brigar, geralmente ela nadaria para o lado e deixaria aquilo para trás, mas por algum motivo nadou até suas irmãs.

— Oi meninas. — Morg acenou tímida para todos, mas foi ignorada, pois Ally, Calisto e Margot discutiam.

— Oi Morg. — Merle nadou para seu lado, olhando as três que brigavam. — Aura sumiu e elas estão brigando sobre o que vão fazer.

— Como assim Aura sumiu? Ela não está em nenhum lugar perigoso como sempre acaba indo? — Morgana perguntou, pensativa sobre os lugares que Aura geralmente ia quando ficava chateada.

— Bem, Calisto já a procurou em todo lugar, menos em um, mas ela não quer nos dizer. — respondeu Merle, observando Calisto tentar ir para cima de Margot, mas sendo impedida por Oparin.

— Devemos esperar elas terminarem?

— Não sei, mas acho que devemos nos concentrar em encontrar Aura e não em brigar. Ela realmente pode estar em perigo. — Merle comentou se irritando com as irmãs e se pôs a frente. —  Parem! Temos que nos concentrar em encontrar Aura. — disse determinada, olhando feio para Ally, Calisto e Margot que a olhavam irritada por tê-las as interrompido. — Fale logo onde você ainda não procurou pela Aura, Calisto.

— Porque eu deveria? — Calisto cruzou os braços e virou-se de costas.

— Porque como todas aqui estamos preocupadas com Aura, então deixa de ser boba e nos fale logo. — Alycia disse irritada com toda a situação.

— Viu, Liz. Elas só querem ajudar. Fale logo. — Oparin insistiu.

— Eu sei, Oparin. Eu só estou com medo de que se formos lá vamos encontrar o pior. — respondeu Calisto par ao golfinho que baixou a cabeça, pensando nas coisas horríveis que realmente poderiam ter acontecido se Aura estivesse lá. — Tudo bem. — Liz respirou fundo antes de tomar coragem e lhes dizer. — Procuramos em todos os lugares, menos na superfície.

— Ela não teria saído para a superfície em época de pesca. — Morgana disse, colocando a frente e olhando para cima, vendo a claridade bater em seu rosto e resplandecendo na água.

— Pode ser que ela não tenha ido sozinha. — Calisto disse o que mais temia. Aura ser pega.

— Ela não seria pega, é muito esperta para isso. — Merle comentou tentando trazer esperanças a todas.

— Bem, só nos restas ir até lá e procurá-la. — Alycia falou o que ninguém queria ouvir, sabendo que ir para superfície naquela época do ano era muito perigoso, mas agora era inevitável.

Todas olharam para cima, vendo como o sol brilhava contra o mar e depois olharam para Calisto.

— Que foi? — perguntou, olhando para trás para ver se havia algo. — Porque estão me olhando?

— Porque você é a única que já saiu para ir a superfície com Aura. — Merle falou e todas concordaram, até mesmo Oparin balançou a cabeça sutilmente.

— Então, é a única que pode saber em que lugares ela foi fazer naquele mundo de humanos. — Margot disse. — Você precisa ir Calisto.

— Sozinha? — perguntou, quer dizer, era obvio que era só ela. Já havia saído algumas vezes sozinha, mas nunca em época de pesca.

— Sim, não podemos sair todas juntas. Será suspeito demais. — Ally falou, tentando ajudar, apesar de fazer ao contrario.

— Você consegue. Pense que você vai encontrar Aura. — Morgana a incentivou.

— É muito perigoso Calisto. Você não pode ir assim. É época de pesca, você pode ser pega — Oparin se opôs a maluca ideia delas de enviar sua amiga, em sua percepção a morte.

— Não, elas têm razão Oparin. Eu conheço mais Aura que todas e também já saímos para fora juntas. Eu sei em que lugares preciso ir procurar por ela. — disse de cabeça baixa, pensando e sentindo o coração doer em preocupação. — Tudo bem, mas preciso que arranjem algo para que eu me vista quando sair.

— Posso atrair algum humano usando minha persuasão para você e pegamos a roupa dele. — Margot se ofereceu.

— Tudo bem então, acho que podemos ir. Sei um lugar perto das pedras que eu posso sair. — Calisto comentou e começou a nadar em direção ao recife de pedras que ficava perto do cais abandonada, pois os humanos diziam que era assombrado. E aquele era um dos lugares que Aura e ela costumavam ir quando ainda eram amigas.

As outras a seguiram, todas em silêncio sem dizer qualquer palavra, apenas Aura e Calisto haviam se atrevido a irem naquele lugar, então poucos conheciam o lugar das pedras pontudas, como Aura costumava chamar. A tensão entre elas era palpável, todas sabiam do perigo que o mundo dos homens trazia e pior ainda quando eles caçam. Aquela maldita época de pesca que todas as sereias tinham que ser mais cuidadosas do que nunca.

 

— É aqui. — Calisto disse, olhando para as enormes pedras que começavam embaixo da água e só terminavam sobre a superfície.

— Boa sorte. — Margot disse, dando-lhe um enorme blusão verde encardido.

— Tome cuidado Calisto. — Morgana disse e Merle concordou, enquanto a abraçava.

— É, vê se não ferra tudo. — Alycia comentou, tentando sorrir para passar confiança a irmã.

— Liz, por favor, volte em segurança. — Oparin disse, tentando não chorar.

— Se eu não voltar em uma hora, por favor, vão me procurar. — disse olhando para todas antes de nadar para cima, sentindo a água quente a envolver e o sol bater em seu rosto.

Ela não conseguia acreditar que estava saindo para a superfície em época de pesca, principalmente depois de tudo que ela e Aura haviam passado. Talvez Aura a achasse louca, uma perseguidora, mas Calisto só esperava encontrar Aura logo para que voltassem sãs e salvas de volta para o mar.

 

✖ ✖ ✖ ✖

 

O dama da noite velejava sem pressa, em um ritmo bonançoso que não era de seu costume. Era guiado pelo vento, que bailava elegantemente junto a escuridão que banhava o céu, enquanto a lua com toda sua grandeza iluminava aquela dança por um esplendida penumbra, que se refletia no convés do navio, que ousava tentar ser quase tão brilhante quanto o luar.

Convés esse que fora esfregado tantas vezes por Sebastian que já podia sentir os braços doerem e as mãos latejarem por segurar o velho cabo do esfregão com força. Já não aguentava mais tentar polir o chão amadeirado com aquele trapo esfarrapado, que agora já adquiria um tom quase cinza escuro.

Ele olhou para o balde cheio com água suja, do qual utilizava-se para limpar o pano e desistindo d tarefa que lhe foi designado, simplesmente o jogou dentro do objetivo metálico, fazendo com que aquela água purulenta espirrasse no convés que havia acabado de limpar.

Bast suspirou cansado e se apoiou em uma viga de madeira, deixando-se escorregar-se por ela, até se sentar no gélido chão amadeirado. Ele pode sentir seu corpo tensionar no momento em tentou relaxar os músculos. Droga! Realmente deveria parar de fazer coisas idiotas, principalmente aquela em particular.

Sebastian olhou para o céu e procurou pelas estrelas que naquela noite pareciam tímidas, já que tentavam se esconder atrás de grossas nuvens cinzentas que se empenhavam em cobrir o céu, apesar de falharem, pois a lua estava determinada a comandar o céu a seu bel-prazer. Bast fechou os olhos para aproveitar-se de um banho de lua, que costumava fazer quando a rara tranquilidade reinava no dama da noite.

Corwin andava pelo convés a procura de Lynx, que como na maioria das vezes estava se escondendo em algum lugar do navio. Suspirou fundo, aceitando que não a acharia agora, então deixaria um lanche para a garota em cima da mesa da cozinha. Provavelmente estava ouvindo alguma história de Mahina em algum lugar do navio e uma hora ela aparecia para ele a procura de comida.

Dryd deu meia volta para voltar a cozinha, mas avistou Sebastian encostado em uma viga e balançou a cabeça em negação, sabendo que provavelmente o garoto não havia terminado a tarefa que a capitã Talisse havia designado a ele, mas isso não era surpresa nenhuma para os tripulantes daquele navio, afinal Sebastian era teimoso o bastante para continuar desafiando a capitã para duelos que sempre perdia e acabava com uma tarefa nada agradável.

Corwin limpava as mãos sujas de cebola em seu avental branco que se prendia na cintura, enquanto se aproximava do garoto que mantinha os olhos fechados e uma expressão serena no rosto. O homem mais velho riu do desleixo do menino em cochilar em qualquer lugar e agachou-se, ficando de cócoras para acordá-lo antes que alguém com intenções não amigáveis o despertasse. 

— Você tem que parar de desafiar a capitã para duelos, garoto. — o cozinheiro comentou, assustando Bast, que acordou em um pequeno pulo.

— Eu sei, mas ainda acredito que assim ela cairá no meu charme. — o pirata mais novo respondeu com uma piscadela e em resposta recebeu o olhar desaprovador de Corwin.

— Você nunca aprende. — Dryd suspirou cansado, deixando os lábios curvarem-se para cima em um sorriso acanhado. — A capitã nunca cairá em seus charmes baratos Bast. — Corwin levantou-se e ofereceu a mão para Sebastian, que aceitou de bom grado, sendo soerguido pela ajuda do amigo.

— Pode até estar certo, mas nunca vou saber se eu desistir agora. — respondeu com um sorriso ladino recebendo mais um dos olhares de censura de Corwin, que logo foi substituído por uma rouca risada por parte dos dois.

— Você não tem jeito mesmo. — disse jogando os braços sobre os ombros de Sebastian, que fez o mesmo e ambos andaram em direção a cozinha do navio.

Mahina passou correndo pelos dois, sem sequer os cumprimentar como fazia normalmente. Corwin estranhou, mas apenas deu de ombros, enquanto Bast curioso e que não suportava ver uma bela dama não lhe dar atenção, mudou seu destino para seguir Mahina.

— Onde está indo Bast? — Corwin perguntou já sabendo a reposta. Era tão comum ver o amigo correr atrás de suas "damas", mesmo nunca se concentrando em apenas uma. Bast podia ser considerado um cafajeste com um grande coração, é claro, tendo os dois lados da moeda.

— Ajudar uma donzela em perigo. — ele respondeu dando uma piscadela, levando mais uma vez o olhar desaprovador de Corwin em retorno, que para sua infelicidade seguiu Bast.

Lavinia andava apressada pelo convés em direção a cozinha, enquanto deliciava-se com um dos doces que Corwin havia feito aquela tarde, seguida pelo irmão, Dominic, que parecia entediado pelo fim de tarde parado, mas em suas mãos uma cheia taça de rum o entretinha, mas logo um sorriso formou-se em seus lábios vendo Mahina passar correndo por eles.

Dom sabia que para Mahina estar correndo daquele jeito e para aquela direção significa que havia informações e das quais a capitã não gostaria nenhum pouco. Ele cutucou levemente a Irmã pelo ombro.

— Parece que finalmente algo interessante vai acontecer. —  Disse animado, apertando o passo para acompanhar Titânia. Ansiosos para uma nova aventura finalmente, em suas vidas de piratas já havia algum tempo em que o mar já não era mais uma ameaça para o Dama da Noite, e por isso as aventuras não tinham mais o mesmo calor.

— O que está acontecendo? — Lynx questionou saindo de um enorme barril, enquanto comia doces escondida de Corwin. Como sempre.

— Parece que Mahina nos trouxe novidades. — Lavinia disse em seu tom calmo e mantendo os passos em seu ritmo normal.

— Que tipo de novidade? — perguntou a mais nova ansiosa, enquanto andava em pulinhos.

— Logo iremos descobrir. — Nia rebateu, tentando conter o sorriso acintoso que se formava em seus lábios rosados. Deu alguns tapas em empolgação nas costas de Dom que riu da pequena felicidade da irmã mais nova.

 

 Todos seguiam para a mesma direção que Mahina havia corrido, direcionados para o centro do navio onde se localizava os aposentos de Talisse, a capitã do dama da noite.

— Interessante. — comentou Lucille chegando junto aos outros. — Fazia tempo que não saímos em uma aventura de verdade. — Ninguém poderia confirmar de onde ou como Lucille apareceu do nada, era típico da ruiva de pés silenciosos.

— Finalmente. — comentou Dominic com os olhos brilhando em ansiedade. Todos se puseram no covés principal, alguns metros dos aposentos, aguardando.

Antes que qualquer um pudesse dizer mais alguma coisa ou expressar a alegria, as portas do quarto se abriram de supetão, batendo contra as paredes de madeira do navio, causando um enorme estrondo e assustando Lynx, que nunca se acostumaria com aquilo, já os outros a olhavam calmos ou animados, enquanto esperavam por noticias. Apesar de que não parecia que seria uma boa noticia.

Talisse saiu de seus aposentos com os punhos fechados, sentindo as unhas pressionarem sua pele, mas ela não se importou. Sua raiva  manifestava-se por seus olhos escuros, labaredas de fogo pareciam chamuscar através do olhar da capitã. Ela encarou cada um de seus homens e mulheres, todo minuto que se transcorria era um minuto dando poder a seu inimigo. Aquela maldita noticia. Maldito Davy Jones, já fazia anos que ele estava em sua lista. Ela virou-se para todos os presentes ali que esperavam ansiosos por suas palavras.

— Mande um recado para Levi e Elliot. Quero informações sobre o Pérola Negra até o amanhecer. — a voz de Talisse saiu tremula de raiva e Dominic se prontificou a fazer o que foi mandado antes que a ira recaísse sobre ele. — Iremos partir de manhã e espero que até lá tudo que foi mandando esteja aqui. Não quero perder novamente para aquele homem desgraçado. — decretou a mulher, olhando para o mar que se abraçava a escuridão da noite, a capitã não aceitava perder, mesmo que mal soubesse os planos de Davy, Talisse se prestigiava da vitória em qualquer aventura, não seria desta vez que deixaria o Velho Davy vencer. — Lucille e Mahina me tragam tudo que sabem sobre sereias e onde já foram vistas e levem para que Lavinia leia o mais rápido que puder. Quero estas informações prontas para quando eu retornar.

— Onde vai Leoní? — Corwin perguntou, tentando se aproximar e compreender toda aquela exasperação. Sabia que não era a melhor hora para questioná-la, porém a impulsividade de Talisse o preocupa.

— Ao cabaré. — Talisse respondeu, pegando seu casaco, seu cinto junto sua espada e caminhando para fora do dama da noite. Se precisava de informações sobre o cálice e sereias, sabia que precisaria dela, mesmo que odiasse ter que se submeter a ajuda de Éris.


Notas Finais


Gente, quem não apareceu nesse cap, relaxa que vai aparecer no outro. E se você não apareceu aqui, pode ser porque não encontramos sua ficha. Caso comente, comente o link da sua ficha só para a gente ter certeza e tudo mais que não vai mais perder elas.
E esperamos que gostem <3 comentem falando o que acharam, a gente se dedicou bem para tudo hahah
E PRA QUEM TEM DUVIDA SOBRE OLHAR OS PERSONAGENS QUE APARECEM NO PRIMEIRO CAP: AQUI TEM POSTAGENS DOS PERSONAGENS QUE APARECERAM NESSE CAP: https://interativaoceanblood.tumblr.com

Estamos abrindo novas vagas também para sereias/tritões e alguns piratas.
O jornal está aqui: https://spiritfanfics.com/perfil/himesenju/jornal/ocean-blood-7799602
mitologia das sereias na ficc: https://interativaoceanblood.tumblr.com/mitologia
O prazo de entrega da ficha será aceito até o fim de dezembro.
Você poderá reservar sua aparência no comentário ficho, que terá aqui em baixo, assim como terá nele outras informações.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...