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História Ocean Eyes - Carl Grimes - Capítulo 1


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Capítulo 1 - 000 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Ocean Eyes - Carl Grimes - Capítulo 1 - 000 - Prólogo

Minhas pernas doíam. Eu já não aguentava mais correr. Lágrimas salgadas escorriam pelas minhas bochechas, enquanto as lembranças me torturavam cada vez mais. E isso estava me matando pouco a pouco.

Cada cena daquela noite passava como filme se repetindo em minha mente. Ainda me lembro dos olhos dela. Me lembro da voz dela dizendo a única palavra que teve forças o suficiente para dizer;

Fuja!

O seu rosto já estava pálido, seus lindos e radiantes cabelos loiros pareciam brancos e sem vida. Seus olhos já me diziam que não teria muito tempo de vida. Por fim, fiz o que ela me pediu. Fugi, como um cão covarde. Mesmo não querendo, fugi.

Não tinha para onde ir, então apenas vaguei por aí. Sem ninguém. Somente eu e minhas torturantes lembranças daquele fatídico dia.

Dia 11 de novembro.

Meu aniversário de 12 anos.

O dia em que tudo aconteceu. O dia que o mundo morreu. O dia em que mortos começaram a caminhar buscando incessantemente saciar sua fome por carne fresca.

Andei por tanto tempo me sentindo como eles, que não me sinto digna de ser chamada de sobrevivente. Talvez eu realmente seja como eles por dentro: podre.

Matei pessoas para sobreviver. Me arrendi de coisas que não deveria. Matei mais errantes do que posso contar...

E mesmo assim me sinto uma covarde.

Ainda me lembro da voz de meu pai me dizendo:

- Meninas fortes não choram. Chorar demonstra fraqueza. Você não quer ser uma pequena garotinha covarde, quer? - Ele me disse.

Ele era um militar rígido e não muito presente. Nunca fora um pai carinhoso. Ele sempre dizia que eu era fraca e que morreria se um dia precisasse sobreviver sozinha. Ele estava errado. Eu sobrevivi. Embora eu mesma não saiba como, sobrevivi.

Olho para trás. Finalmente consegui despistar eles. Tinham alguns caras de um grupo estranho me perseguindo. Eles tinham um W na testa, ou algo to tipo. Eles eram completamente malucos. Eles tentaram roubar os poucos suprimentos que me sobraram, por sorte, consegui fugir a tempo.

Me apoio sobre meus joelhos tentando recuperar o fôlego perdido. Por fim, acabo deixando meus joelhos tocarem o chão frio da estrada.

Todas as lembranças que venho guardando durante todo esse tempo me sufocam. Não consigo estar em paz de modo algum. Não aguento mais viver em meu próprio corpo. Se eu morresse, ninguém sentiria minha falta. Nada me impede.

Olho para minha mão direita, onde seguro a pistola que peguei no dia em que tudo aconteceu. A pistola de meu pai. A única lembrança que tenho dele. Olhos para minha mão esquerda onde havia uma única bala restante. Coloco-a na arma. Logo escuto um barulho vindo da minha esquerda. Eu sabia muito bem o que aquele som significava.

Caminhantes á vista.

Olho em direção ao som, e vejo um pequeno bando vindo em minha direção. Olho para minha esquerda, e mais errantes apareciam. Olho para arma em minha mãos melancólicamente.

Fim da linha, Ariel.

Levo a arma em direção a minha cabeça com as mãos trêmulas, fecho os olhos lentamente. Não valia a pena continuar desse jeito. Não tem porquê continuar lutando. Mas antes que pudesse concluir o ato, abri os olhos, não sei o porquê, mas abri.

Vi uma pequena garotinha por entre as árvores da floresta que havia na beira da estrada. Ela usava um lindo vestidinho branco de renda. Eu conhecia aquele vestido. Os cabelos loiros soltos na altura da cintura, assim como os meus. Olhos azuis, assim como os meus. Uma pele alva e pálida assim como a minha. Aquela era eu. Exatamente como quando tudo aconteceu. Quando tinha doze anos. Ela me encarava fixamente como se quisesse me dizer algo. Eu não ouvia mais os grunhidos dos errantes. Parecia que tudo ao meu redor havia sumido. Eu só conseguia encarar ela, ou melhor, me encarar.

A pequena garotinha correu para dentro da floresta. Quando me dei conta, acabei pegando minha faca e matando alguns errantes que estavam mais próximos a mim. Ao acabar, corri na mesma direção que a pequena versão de mim correu. Eu sabia que era somente uma alucinação de minha mente covarde para impedir de consumar meu ato anterior, mas não me importei, somente fui atrás de minha alucinação mesmo não tendo motivos para isso.

A vejo entrar em uma pequena cabana no meio da floresta, a sigo até a pequena construção de madeira. Ao entrar vejo um local aconchegante. Estava cheio de poeira, mas ainda sim parecia um bom lugar para passar a noite. Vasculhei o lugar para ter certeza de que não havia nem um caminhante ou algumas pessoa maluca. Só encontrei um corpo com um tiro na cabeça deitado na banheira. Peguei a arma que estava na mão do cadáver. Estava carregada, faltando somente uma bala, que obviamente ele a usou para estourar seus miolos. Observei por um tempo aquela cena. A instantes atrás eu quase fiz o mesmo que ele, não o julgo por ter optado não passar pelas dores deste novo mundo.

Ao sair do banheiro, travo a porta e as janelas da cabana. Deito na cama de solteiro que havia no canto. Assim que coloco minha cabeça no travesseiro, não dei oportunidade para minha mente continuar a me torturar. Fechei meus olhos, logo entrando em sono profundo.

Continua...

Capítulo revisado e modificado✅


Notas Finais


N/a: Olá pessoas! Cá estou eu com fanfic nova. Finalmente criei coragem pra postar fanfic com o mozão ksksksksksks. Ainda não sei se vou deixar ela disponível. Se floppar, apago e fingo que nunca aconteceu ksksksks. Deixem votos e comentários para eu saber se gostaram. Obrigado por ler. XOXO

Ella Burns


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