História Ocean Eyes - Carl Grimes - Capítulo 16


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Capítulo 16 - 015 - Novos Horizontes


Fanfic / Fanfiction Ocean Eyes - Carl Grimes - Capítulo 16 - 015 - Novos Horizontes





  — Não! Me deixa! Em paz! Me solta! - Eu gritava desesperadamente.


  — Ei, Ariel! Tá tudo bem é só um sonho. - Sinto-o segurar meus braços para eu pare de me debater e eu abro os olhos instantaneamente.


    Carl me observa com olho arregalado. Ele me solta meus braços e me observa sentado na cama.


— Você está bem? — Pergunta cauteloso.


— Acho que sim. Foi só um pesadelo. Desculpa se eu te acordei.


— Eu ainda tava acordado. Estava sem sono. — Ele cruza os braços.


  — Bom, acho que não vou conseguir pegar no sono nem tão cedo.


— Então, permita-me distraí-la.


Sorri e cedo um espaço na cama. Ele se senta ao meu lado.


— Isso sempre acontece? — Referiu-se aos pesadelos.


— Pesadelos existem desde que o mundo era o mundo. Mas digamos que essa nova realidade é um péssimo combustível para minha imaginação fértil. — Sorri.


— Eu entendo. Nos primeiros dias do apocalipse, eu nem mesmo conseguia pregar os olhos. E quando conseguia, tinha sonhos terríveis. Era demais para a cabeça de uma criança de 12 anos.


— A situação já péssima acontecendo em um dia qualquer, mas imagine se acontecesse no dia de seu aniversário — Deixo isso escapar e Carl me olha confuso. Suspiro pesadamente — Isso aconteceu no meu aniversário de 12 anos.


— Como aconteceu? — Ele pergunta e eu hesito — Olha, se você não quiser falar, não tem problema.


— Não, tudo bem. Uma hora outra eu não ia mais aguentar guardar isso tudo para mim. — Me mexo desconfortável na cama. O ar havia ficado mais pesado de repente.


  — Eu voltava da escola pela tarde enquanto cantarolava uma canção antiga. Eu estava animada, é claro. Era o meu aniversário. Eu entrei pela porta da cozinha animada e abri um grande sorriso ao ver que minha mãe havia preparado para mim. Como era de se esperar, só havia minha mãe e minha Candice. Tudo corria bem, mas durante a festa, Candy se sentiu mal e foi ao banheiro. Não sei o que aconteceu lá dentro. Talvez ela tenha batido a cabeça ou sei lá. Após alguns minutos, minha mãe foi vê-la para ver se estava tudo bem. Ela só não esperava que ao abrir a porta do banheiro Candice se atiraria em sua e morderia fortemente sua bochecha. Eu me lembro de levantar do sofá desesperadamente ao ouvir os berros de minha mãe. Eu só queria a apagar de minha memória a lembrança de minha caída ao chão enquanto aquilo se deliciava de sua carne. Candice virou em minha direção então pude ver seus olhos leitosos e sem vida. Eu corri até a cozinha com ela em meu encalço. Me lembro de pegar a faca e cravar em sua cabeça. Senti o peso de ter que fazer aquilo. — Meus olhos estavam marejados, mas não me permiti chorar.


— Nossa, eu nem imagino pelo o que você passou. Mas eu sei o que é perder a mãe dessa forma. Eu perdi minha mãe no parto da Judith. A prisão onde morávamos atacada e os errantes estavam por toda a parte. Minha mãe, Maggie e eu acabamos indo para em parte da prisão mais afastada para nos proteger. Mas o que não esperávamos aconteceu: minha mãe entro em trabalho de parto. O pai da Maggie era médico, então ele deveria fazer o parto, mas nós não podíamos sair dali. Maggie fez o parto, mas ela acabou perdendo muito sangue e desmaiou. E eu... - Sua voz estava trêmula e gaguejava algumas vezes - Eu atirei na cabeça dela para ela não se transformar. Eu matei ela.


  - Não, Carl. Você apenas a protegeu. Você não queria que ela voltasse como uma daquelas coisas então você foi forte o suficiente para fazer o que tinha que ser feito. Ao contrário de mim que ao invés proteger minha mãe para que ela não virasse, apenas fugi como uma fraca. Talvez meu pai estivesse certo sobre mim.


- Olha, eu não sei quem era o seu pai ou o que ele disse a você, eu só sei que você passa longe de ser fraca. Você sobreviveu durante todos esses anos e acredite, nem todos conseguriam fazer isso. Sim, existem pessoas sobrevivem por acaso. Por sorte. Como as que viviam aqui antes de chegarmos, mas elas estava protegidas por estes muros, não tiveram que se esforçar. Assim como você eu também já estive lá fora, e sei que  alguém fraco não sobreviveria muito tempo a isso. Então, todas as vezes que você duvidar de sí mesma, lembre de sua história e pense que apesar de tudo que você passou: você está viva.


   Nosso olhar se encontra e nós nos encaramos profundamente. Aquelas palavras haviam mexido comigo, mesmo que eu não quisesse admitir. Fico presa por um momento em seu lindo olho azul como um oceano.


- Obrigada, Carl. Por tudo o que disse.


- Obrigada também, Ariel. Foi bom conversar com você. Acho que eu nunca falei dessas coisas com ninguem.


- Eu também não.


  O silêncio cai e eu começo a me sentir sonolento e quase durmo no ombro de Carl.


- Acho que você já está com sono. É melhor eu ir. - Ele começa a se levantar para sair.


- Não, Carl. Fica por favor. - Digo sem saber o que em mim nesse momento. - Não me deixa sozinha. Por favor.


   Ele acaba concordando e se deita ao meu lado. Eu me sinto confortável com a presença dele. Acabo pegando no e dormindo tranquilamente.


(...)



   Pela manhã, acordo e vejo que ele ainda dormia. Eu não tive mais nenhum pesadelo. Consegui dormir tranquilamente; Coisa que eu não fazia a tempos. Ele abre o olho vagarosamente e diz:


- Bom dia, Pequena Sereia. - Ele diz com um sorriso idiota.

- Bom dia, Rapunzel. - Retruco.

  Viramos a cabeça rapidamente em direção a porta ao ouvirmos um barulho. Carl e eu caminhamos vagarosamente e saímos do quarto. Fomos até o final do corredor com nossas armas em punho.

- O que tá fazendo na nossa casa? - Dissemos em uníssono. Nossas armas direcionas para a parte de trás da cabeça do sujeito.

Nosso olhar se encontra por um pequeno momento, mas voltamos a olhar para o homem sentado na escada com um dos quadros da parede em suas mãos.

- Eu estou sentado na escada, olhando esse quadro e esperando os seus pais se vestirem. - O tal homem falou com a cabeça um pouco virada para para o lado.
Fico confusa com sua frase. Certamente ele estava falando de Carl. Ele havia dito "seus pais" de quem ele estaria falando? Além de Rick, é claro.

Ah, não me diga que...

  A confirmação de meu pensamento veio instantaneamente. Rick sai do quarto sem camisa junto de Michonne que terminava de arrumar suas roupas.  o Grimes mais velho olha assustado para o filho. Eu me seguro para não rir da situação.

 - Carl, oi... - Rick começa mas Daryl, Abraham e chegando e apontando suas armas para Jesus.

- Tá tudo bem. - Carl fala mas eles permanecem com suas armas nas mãos.

 - Você quer conversar? Vamos conversar. - Rick veste sua camisa

(...)


   Rick questionava Jesus sobre sua fuga. O resto de nós - Inclusive Maggie - só observamos dizendo algo vez ou outra. Michonne nao havia dito nada até então. Ela se mexia desconfortável na cadeira e evitava o olhar de Carl a todo momento. Ele parecia não se importar pois tinha um pequeno sorriso esperto nos lábios.

  Jesus explicava que também morava em uma comunidade e como era algumas coisas por lá.

- Espera aí, você vai atrás de outros assentamentos. Quer dizer que está negociando com outros grupos? - Maggie diz e nossos olhares foram em Jesus esperançosos em sua resposta.

   Ele soltou uma risada e respondeu:

- Seu mundo tá pra ficar bem maior.

Continua...



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