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História Ocean Lovers - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii gatenhos~
Tia piink aqui, eu já tentei postar tanta fanfic nessa vida, porém não sei fazer isso direito (crise), então cá está a minha primeira postagem que eu acho que — TALVEZ — eu não apague.

Vai depender da vergonha KKK
Enfim, espero que gostem, me desculpem qualquer erro, repetição ou narrativa entediante, eu escrevi isso com sono apenas para sustentar uma ideia que eu tive, uma vez na vida.

Capítulo 1 - Cap. único - Beach


A brisa gelada que trazia consigo o som das ondas do mar, os pássaros tão, tão longe, mas ainda sim pertos o suficiente para servirem de músicos aos tímpanos do coreano que se encontrava em meio a praia deserta. O pôr-do-sol que deixara a imensidão do azul em tons alaranjados nunca fora tão lindo quanto a primeira vez que admirou aquele deslumbre de paisagem. 

Jeno e Renjun eram casados há exatos cinco anos e em todos os aniversários do cônjuge, nunca deixaram de ir prestigiar aquele local qual fora o cenário do dia mais importante da vida de ambos. O dia no qual o Lee nunca esteve tão nervoso e Huang tão inseguro, no entanto assim que o cerimonialista proferiu em alto bom som "Declaro vocês marido e esposo" não puderam deixar de se sentirem completamente realizados.

Contudo, a vida não é um mar de rosas ou um filme clichê de comédia romântica na Netflix, viver em um casamento era algo mais complicado do que puderam imaginar. Foram cinco anos cheios de altos e baixos, contas que vinham, dinheiro que lhes faltava, crises emocionais e a falta de se verem quando seus empregos tomavam todo o tempo e suas energias. O amor sempre esteve ali presente, mas não deixá-lo se tornar frio era um grande desafio.

Desafio que agora atormentava ao Lee, com suas madeixas castanhas que se mexiam conforme a ventania. Pela primeira vez estava naquela praia sozinho, pois sequer trocou palavras nas duas semanas anteriores com seu marido. Estavam brigados.

O chinês sempre fora um tanto sorridente, simpático e carinhoso a sua maneira, não do tipo de abraços e calor humano em volta de si, mas se preocupava e cuidava de longe, como um pequeno anjinho da guarda. Enquanto Jeno era um tanto mais expressivo, emocionado e espontâneo, porém de certa forma era isso que os completavam. Os opostos se atraem, ou melhor, se complementam. 

Todavia, a relação havia mudado a mais ou menos um mês, eles estavam em um êxtase fora do comum, afinal com o progresso no emprego de escritor do Huang, o mesmo tinha mais tempo para se dedicar ao casamento, o que não ocorreu como o previsto.

Renjun adoeceu, estava indisposto a maior parte do tempo, não segurava nada em seu estômago e muito menos conseguia se manter acordado. Chegou até mesmo ao ponto de quase desmaiar, posteriormente se recuperando sozinho em sua própria residência, ele odeia hospitais, o que o Lee poderia fazer? Apenas aceitou de bom grado a escolha de seu amado, ainda que não se desse por satisfeito, e aí os problemas só foram aumentando. O humor do menor se tornava tão facilmente áspero que o seu temperamento mais agressivo estava aguçado o suficiente para se tornar no mínimo, um incômodo. Tal característica era a responsável de os dois agora estarem tão afastados, mais do que estiveram em todo este tempo.


Duas semanas antes...


— Você só fica nessa porcaria de celular, não é mesmo? — soltou sem nem direcionar o seu olhar para quem o proferia. Estava sentado no sofá menor da sala, enquanto Jeno se encontrava em sua poltrona no outro canto. A tv estava desligada, estavam somente os dois ali em completo silêncio.

— Claro, porque ter uma conversa com você é quase impossível. — o mais novo dentre o casal soltou, em um tom mais calmo, porém ainda com uma pontinha áspera.

— Eu me tornei chato para você, Lee Jeno? — e o último citado parecia rosnar, pois é claro que aquela pergunta era idiota.

— Mas que merda, Injun. Você sabe que eu odeio quando me chama assim... — suspirou. — E você sabe muito bem que este não é o problema.

— Estou falando o seu nome, para ver se presta atenção em mim. — cruzava os braços. — O que você tem, ein? Está me escondendo algo? 

— Ah, claro... O problema sempre é comigo. — ditou baixo ainda olhando para a tela do eletrônico que exibia uma rede social qualquer, mas a sala estava tão quieta que aquele comentário não passará despercebido pelo mais velho.

— Então o problema sou eu? É isso?  Você se cansou? Está me traindo? — Renjun se levantou, apontando para o celular. 

— Ah, pelo amor de Deus... Te traindo? — riu um tanto sarcástico. — É isso que tem pensado de mim? 

— Responda a todas as minhas perguntas, Lee! — aumentou seu tom de voz. — É quase impossível não pensar isso quando o seu marido não larga a porra do celular nem para ter uma conversa simples.

— Já parou para se questionar sobre como tem estado? Você não é o centro do mundo, o pequeno injustiçado, Lee Renjun. — e por mais que brigassem, Jeno ainda insistia em usar o nome de casado do chinês. — Sinceramente, não estou te traindo, mas se continuar nessa desconfiança toda e esse... Esse seu mal humor...

— Mal humor? — questionava indignado.

— Sim, mal humorado. Se continuar com tudo isso, sugiro que tenhamos um tempo para pensar se esse casamento realmente vale a pena, não acha? Vá que dessa vez eu realmente te traia, aí sim eu vou achar que você tem uma razão plausível para agir rude assim, da mesma maneira que está fazendo agora e que fez nos últimos dias. 


O silêncio. A ausência de qualquer que fosse o som, um único e simplório timbre do tom de voz de ambos, nada saia, até que Huang se manifestou, sendo visível que em seus olhos continham lágrimas salgadas e tristes, pois nem o próprio sabia identificar  o porquê de estar daquela maneira, entretanto era inevitável que se sentisse um tanto quanto chateado com tudo que ouvia.


— Então é isso? — saiu uma ação muda, somente finalizando com uma risada soprada. — Você é um idiota, um grande filho da puta idiota! Sinceramente, acho isso uma ótima idéia, não suporto mais viver aqui como se eu estivesse com um estranho na minha casa, seria melhor conviver com um desconhecido do que com você.

— Ah, não faça drama, você- — o Huang o interrompeu, já indo em direção as chaves e pegando apenas um casaco. 

— Você não presta, Jeno. Um grande desgraçado! Se não me dá atenção e nem me ama mais, é só falar, você não é a última bolacha do pacote para ser o único. — e Jeno o segurou pelo antebraço.

— Pare de gritar igual a um surtado para todos os vizinhos ouvirem! Sinceramente, faça o que bem entender. Não irei lhe impedir.


Foram as últimas falas do Lee antes que visse o estrangeiro passando pela porta sem nem olhar para trás, indo em direção a casa da própria mãe que o acolheria. O castanho só sentiu o peso de suas ações e palavras quando se viu longe de quem mais amava. Doía muito, mais do que qualquer dor física que podiam conhecer.

E fora assim que agora o coreano havia parado ali, sem nada, sem ninguém, se sentindo péssimo em não estar segurando a mão de quem mais sentia falta, inalar o cheiro adocicado do perfume costumeiro do menor a qual tanto amava ou até mesmo, admirar o sorriso bobo que o amado expressava em ações do dia a dia. 


Estava quebrado.


Se levantou e em passos lentos caminhava na borda do mar, sentindo a areia sob seus pés e a água fria vez ou outra alcançando seus dedos, já havia desistido de esperar por Renjun, na esperança de que este não seria capaz de cancelar até mesmo o ato mais importante que tinham juntos, sua cabeça era baixa e nem os galhos incomodavam mais os pés do garoto.

Até que algo lhe chamou a atenção.

Era uma figura bem conhecida por si, os fios negros naquele corpo de estatura baixa e feições delicadas, tímido enquanto sua mão esquerda segurava seu braço direito, em sinal de nervosismo. Era Huang, ou melhor, Lee Renjun indo em direção ao seu companheiro, cessando os passos lentamente a uma distância considerável.


— R-renjun? — Jen dizia boquiaberto. — M-me desculpa, eu... Eu sei que-

— Fique quieto, por favor não se desculpe. — sua voz era firme, não grosseira, apenas convicta. Melodiosa como sempre. — Você falou aquelas coisas para mim, mas eu também disse coisas horríveis antes para você, somos dois babacas. — riu meio sem graça. 

— Eu achei que você não viria. — declarou seu pensamento em voz alta, desviando as orbes para o mar.

— É claro que eu viria, esse é o encontro mais importante de todos os nossos anos, eu não poderia deixar de vir aqui. Não poderia, porque mesmo que tenhamos nos desentendido eu... — umedeceu os lábios, numa pausa dramática. — Eu não deixo de te amar, Jen. Não deixo de ser seu marido, não deixo de ser seu...


E da mesma forma como se conheceram no ensino médio, com uma troca de olhares tão poderosa e feroz quanto uma flecha no peito, mas tão calma quanto a maré naquele dia em questão, era assim que seus olhares se encontravam novamente. Os sorrisos bobos estampados em seus rostos, a borboleta em seus estômagos, ah como era bom sentir que o amor ainda estava ali... O amor vive.


— E você nunca deixará de ser, assim como eu espero que você me ame, me queira por perto, espero que você me considere seu todos os dias, apesar disso ser engraçado, porque você disse que eu não era o único. — provocou.

— Ah, cala a boca vai! — esse sim era Huang Renjun. — Você não é só único, você é tudo. E não tem como alguém ser tudo, só você, unicamente você. — voltara a caminhar, agora estando a pouco menos de dois passos. — Mas se quer saber, acho que encontrei a razão  por trás de tudo isso. Digo... A causa de eu ter ficado extremamente frágil...

— Frágil, chato, emocionado, enjoado e dorminhoco? — o garoto assentiu. — Mas isso era aquele lance que o médico tinha dito, não?


E Renjun riu de novo, balançando a cabeça negativamente.


— Você se lembra da noite em que comemoramos o meu livro, hm? — Jeno murmurou um "sim". — Se lembra do que fizemos, exatamente?


O mais novo raciocinou um pouco.


— Nós saímos o dia todo, fizemos juras de amor naquele lugar com os cadeados, um jantar incrível no nosso quintal e... A melhor foda da minha vida, a melhor que já fizemos. — O "baixo ventre" daquele que falava até mesmo formigou só de se lembrar das sensações que o corpo a sua frente haviam lhe causado. Fora uma noite cheia de beijos, marquinhas, palavras sujas e algumas bonitas também, vez eram carnais em seus desejos vez eram carinhosos em seus toques, com direito a gemidos nada discretos por toda a casa, afinal repetiram a dose até que tivessem passado por quase todos os cômodos de sua casa, realmente, uma noite jamais esquecida. — Mas... Por que a pergunta?


E o outro ali presente mordeu o lábio inferior, sorridente ao final do ato, charme qual fazia Jeno enlouquecer.


— Realmente, foi muito bom... Tão bom que seremos papais.


O cérebro do coreano parecia ter dado algum tipo de tela azul.


— Que? — Renjun acabou com toda a distância entre eles, segurando ambas as mãos e deixando um selar casto nos lábios alheios que tanto sentia falta. Era tão bom ter o seu amado de volta, puxaria o mesmo facilmente para matar toda a sua saudade, a falta dos beijos molhados e carinhosos, das mãos percorrendo todo o seu corpo. Lee Jeno era um pecado, além de lindo, era bom em tudo o que fazia. 

— Eu... Eu estou grávido, Jen. Fiz vários testes na casa da minha irmã, além de o exame de sangue ter dado positivo também. — dizia ainda meio incerto, agora admirando o chão que parecia ter ganhado uma beleza indescritível.

— Nós... Iremos ser pais? De verdade? Você não está brincando comigo, est Renjun? — Lee tinha tomado um êxtase fora do comum, algo que nunca sentira antes, uma mescla de amor, felicidade e um aperto no coração, mas isso era o de menos agora. Ao mesmo tempo que, Jun já tinha revirado os olhos.

— E eu lá tenho cara de quem 'tá brincando, Nono?


E aquilo era um sim, Jen sabia que era, pois seu marido tinha maneiras estranhas de responder algumas coisas, no entanto ele sabia o que aquilo significava. Quase como em um piscar de olhos, o acastanhado segurava na cintura fina do mais velho o levantando do chão enquanto o rodopiava, uma cena daquelas que na mente deles rodava lentamente como nos filmes românticos e como se não fosse o bastante, assim que pousou o corpo pequeno ao chão, puxou e o envolveu em seus braços, parecia a primeira vez daquele ato em mil anos, lentamente se soltando até que colassem suas testas, tomando a boca alheia como se estivesse em abstinência, entrelaçando suas línguas numa dança que somente eles sabiam a música. Os dígitos das mãos de ambos tateando seus corpos com volúpia em busca de mais contato, tudo era tão calmo e também tão intenso, era o desejo e o amor unidos em um só momento.

E a brisa pairava, o mar até refletiu um pouco mais, o sol ficara ali só para admirar o belo casal que festejava em atos calorosos por estarem em trégua, pelo aniversário de sua união e o maior e mais importante novo motivo de todo o resto de suas existências nesta terra passageira, a sua herança para o mundo...

O filho que Renjun agora carregava consigo. 

Não demorou para que o ar lhes faltasse, os lábios incharem e tudo  sua volta parecia se dar conta de que o tempo estava passando, então a brisa voltou, o mar se agitou e o sol os deixou, dando espaço para as estrelas que se instalavam céu a fora. Jeno assim como em seu casamento, saiu dali com Renjun em seus braços, sem a chuva de arroz ou os gritos dos amigos, mas tinha tudo o que precisava.

Seguiu comemorando naquela noite, dizendo aos quatro ventos que teria o seu primogênito e é claro que, o chinês não expressava contando a todos, porém sorria grandemente, pois sabia que seu filho ou filha seria muito amado e presenteado com o melhor dos pais que poderiam existir.


— Eu te amo muito, Injun. Assim como amo ao nosso futuro pequeno ou pequena, ou quem sabe os dois… — começou a tagarelar.

— Eu também te amo, Nono… mais do que você pode sonhar. — deitou a cabeça no ombro do mesmo. — e um só está de bom tamanho, uma garota seria bom aliás, porque se vier um mini Jeno é capaz de eu morrer cedo.

— Que calúnia contra a minha pessoa, eu nem era arteiro.

— Quebrou os dois braços e uma perna, com dez anos, Jen.


E os dois caíram na risada.


— Tudo bem, talvez eu fosse um pouquinho.


É... Como era bom ter se apaixonado justo por aquele poste. 


Lee Jeno.









Notas Finais


Acho que foi isso??

Muito obrigada quem leu até aqui, você é um guerreiro e provavelmente tem gosto ruim pra escrita, porque a minha é péssima (tô pensando se realmente alguém vai ter lido até aqui), de qualquer forma, obrigada!

Minha primeira oneshot...

Beijinhos na bochecha da Tia Piink~


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