História Ocean Whistle - Capítulo 44


Escrita por: e exosmol

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho
Tags Arromanticidade, Assexualidade, Baekyeol, Chanbaek, Colegial, Demissexualidade, Exo, Kadi, Kaisoo, Longfic, Lovexhate, Menção De Seho, Slowburn, Sookai, Transtorno De Ansiedade
Visualizações 1.565
Palavras 10.080
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ NAVEGANTES!!!!! Depois de um bom tempo sem atualização (pedimos perdão por isso) aqui voltamos com mais um capítulo de Ocean Whistle, que já está chegando ao fim. Vocês conseguem acreditar que só faltam 3 capítulos para o final? Ainda é um choque para a gente quando paramos para pensar. Esperamos que tenham gostado da jornada até agora, e que gostem ainda mais da forma como iremos acaba-la.

Sobre o capítulo? Bom, é a continuação da duologia de Razão e Sensibilidade. Agora focada no Baekhyun, e nos resultados do que aconteceu no último capítulo. Acredito que muitos ficaram curiosos sobre o que iria acontecer, e bom, finalmente terão suas respostas.

Baekhyun é a sensibilidade. Age no impulso, não pensa nas coisas antes e acaba se metendo em problemas por isso. Ou pelo menos ele era assim antes, vocês podem notar que nosso pequeno rebelde mudou um pouco nesse departamento, assim como Kyungsoo também mudou no seu papel de razão. Mas esse capitulo traz os personagens de volta aos papéis originais, nem que seja por um pouco tempo. E foi divertido (e um pouco estressante, tenho que admitir). Enfim, espero que gostem do novo capítulo 💞 vejo vocês nas notas finais.

Capítulo 44 - 44. The Sensibility


Fanfic / Fanfiction Ocean Whistle - Capítulo 44 - 44. The Sensibility

 

>> Byun Baekhyun <<

 

Baekhyun nunca se imaginou como presidente de um clube. Todo mundo sempre falou que ele era o rei do Hana Academy, e o líder do quarteto, mas o garoto nunca levou aqueles títulos e comentários a sério. Não era como se ele tivesse responsabilidades, muito pelo contrário, ele ganhou aquela fama devido a sua falta de responsabilidade, por sua impulsividade em fazer besteira e irritar as autoridades.

Então, quando de uma hora para outra ele fundou o jornal da escola, e trabalhava como editor-chefe, tudo na sua cabeça lhe avisava que seria um fracasso e que ele acabaria estragando tudo. Ele não tinha nenhuma experiência liderando, ele não era o Kyungsoo.

Mas algo em fazer parte daquele clube fazia o rebelde se sentir… Bem. Ele se sentia feliz, mesmo com as dores de cabeça que sofria ao ter que chamar a atenção dos seus membros, seja por conta de Jungwoo conversando demais com o seu namorado no telefone, ou pelas polêmicas causadas por Suji, sempre publicando muitos textos contra machismo no jornal, acusando professores de sexismo.

Ele amava ter que lidar com aquelas coisas, e ele percebeu que escrever lhe ajudava. Poderia estar até mais do que óbvio naquele ponto, desde que começou com o diário filho da puta ele conseguiu “evoluir” bastante, mas era um pouco mais do que apenas um método de controlar sua raiva, parecia até mesmo que ele havia nascido para aquilo. Ele já havia escrito músicas, mas as escondia por medo, sempre se duvidou muito naquele departamento, e ainda se duvidava um pouco naquele momento, mas a sua escrita não se prendia necessariamente a apenas composição, e ele descobriu aquilo naquele jornal.

— Baekhyun, eu terminei o meu artigo sobre representação feminina nos filmes da Marvel, tudo bem? — falou Suji, esticando os seus braços na mesa ao seu lado.

O mais velho riu. Era óbvio que o artigo que ele havia pedido para ela fazer analisando Guerra Civil se tornou aquilo.

Suji não seguia regras, foi algo que Baekhyun teve que aprender no momento em que começaram a trabalhar juntos naquele jornal.

— Só me diga que você, por favor, não xingou ninguém no seu texto.

A menina apenas deu de ombros.

— Não acho que houveram xingamentos…

Baekhyun suspirou pesadamente.

— Isso significa que definitivamente houveram xingamentos. Eu me lembro do quanto você reclamou sobre a representação feminina feita pela viúva negra um dia, e se pelo menos metade de sua reclamação para mim naquele dia está nesse seu texto, realmente há muito xingamento.

A garota permaneceu calada por uns segundos.

— Bom, você é o editor, não é mesmo?

Baekhyun apenas riu, estava prestes a responder a garota quando foi interrompido.

— Chefinho? — chamou Jungwoo, que como o mais velho havia descoberto, amava falar tudo no diminutivo. O garoto era como uma máquina de aegyo que nunca parava, mas o editor-chefe não estava exatamente reclamando. — Então, se lembra como você publicou um e-mail para denúncias e recomendações no jornal? Para que os alunos pudessem ter uma certa voz?

Baekhyun assentiu.

— Então, acabamos de receber um e-mail da reitora Kang. — disse. — Eu já li, mas acho que seria bom você dar uma olhada.

— Ah sim, tudo bem. Obrigado. — respondeu o editor-chefe, já abrindo o seu e-mail no seu pequeno computador. — Você já terminou aquela recomendação daquela série da Netflix?

Jungwoo sorriu animado.

— Estou acabando. E acredite, até você vai querer assistir Grace and Frankie depois de ler meu artigo, nem se preocupe.

Baekhyun riu de leve.

— Bom, espero mesmo. — falou, e deu uma piscada para o mais novo. — Foi por isso que eu te recrutei para esse jornal. Me manda assim que acabar para eu dar uma lida, tudo bem?

O mais velho poderia jurar que viu o rosto do maior — e sim, Jungwoo era mais alto — ficar um pouco rosado, antes do mesmo assentir e voltar para sua mesa.

Baekhyun, então, abriu o e-mail de recomendações, e estava bem claro o e-mail da reitora do programa estudantil. Ele realmente não esperava um e-mail da mesma, até porque ele havia deixado claro no artigo postado no jornal que era algo exclusivo para alunos, mas aquilo não pareceu impedir a mais velha.

O garoto abriu o e-mail e começou a ler o texto, no começo achando um pouco engraçado toda a formalidade do mesmo e então começou a se sentir um pouco emotivo ao final do mesmo.

“...Quando você chegou no navio, era um jovem com problemas. Eu conseguia ver em você que talvez tivesse problemas em casa, ou simplesmente não tivesse confiança em si mesmo, sem falar em todos os boatos e histórico de besteiras que havia feito em sua antiga escola. Então, quando me avisaram sobre o isqueiro, eu vi aquilo como uma oportunidade. Uma oportunidade de lhe dar uma chance de crescer, uma chance de mudar.

E eu preciso que você entenda que eu não estou tomando crédito por nada, pois você não é o primeiro aluno com qual eu tento isso, e na maioria das vezes não funciona. Mas em você funcionou. Na verdade, funcionou até mesmo além da minha expectativa. Você não tem ideia de quantos elogios eu recebi de você durante sua época no serviço comunitário, meu jovem. Os responsáveis simplesmente te amaram, sempre falando como você e o seu parceiro, o Sr. Park, faziam uma ótima dupla e conseguiam fazer o trabalho da melhor forma o possível. E desde aquela época eu já sentia orgulho. Eu sinto orgulho de todos os meus alunos, até mesmo quando eles falham e não conseguem alcançar seus objetivos.

Mas você, Sr. Byun, é completamente diferente. Ninguém esperava que depois do serviço comunitário você se tornasse o líder de um clube, que você na verdade fundasse um novo clube, com completo interesse e força de vontade. E fizesse funcionar tão bem. Só houveram três publicações do jornal, mas eu já consigo sentir a sua marca no mesmo. Na forma como você seleciona os textos publicados, até forma que você escreve seus próprios textos.

E é por isso que eu queria te mandar esse e-mail. Para dizer que você foi o meu maior orgulho desse ano, que a sua jornada não foi completamente ignorada. Eu vi tudo, desde o seu primeiro dia, e jamais irei esquecer. Parabéns pelo jornal, Sr. Byun.”

Baekhyun nem sabia exatamente o que sentir naquele momento. Sua garganta havia feito algo que ele não entendia muito bem, mas não era possível formar palavras. Ele queria chamar a Suji, mas não conseguia tirar seus olhos da tela do computador.

Orgulho.

Ele era o orgulho de alguém, ele havia dado orgulho a alguém.

Sua cabeça estava a mil, não conseguia parar repassar e reler partes daquele texto. Nem mesmo conseguia acreditar que havia sido a reitora mesmo que havia lhe enviado aquilo, talvez fosse algum aluno querendo tirar sarro de sua cara?

Mas não, realmente havia sido a reitora, e ele percebeu aquilo no momento em que viu o e-mail. Era o e-mail oficial da mulher.

Ele realmente havia dado orgulho a aquela mulher. Dentre todos os alunos do navio, ele havia sido seu orgulho.

Baekhyun conseguia sentir lágrimas surgindo nos seus olhos. Não que ele fosse chorar, ele nunca chorava, com raras exceções, mas aquela não era uma exceção. Ele apenas estava sentindo uma onda de emoções, e não sabia exatamente o que fazer com aquilo.

Pelo resto do dia ele não tirou o sorriso bobo do seu rosto. Ele se sentia tão feliz, ele se sentia como se tudo estivesse certo no mundo, como se sua vida tivesse andando da melhor forma possível.

Não demorou para que o horário acabasse e todos fossem liberados. Baekhyun marcou de sair com sua amiga, Suji, para tomar sorvete junto dos seus namorados — a garota havia começado a namorar alguém no navio, e queria apresentar ao mais velho. E então partiu em direção seu armário, para guardar as coisas do jornal para que pudesse se arrumar para ir para seu encontro.

Seus planos eram simples: Dar uns amassos com Chanyeol assim que o encontrasse para tirar do seu sistema, assim ele não iria precisar beijar o mais novo na frente da Suji e seu novo namorado.

Era um bom plano, não era?

Ele continuou andando em direção ao armário, sorrindo ao pensar em como a vida era engraçada e cheia de surpresas. Quem diria que ele estaria ali naquele momento? Naquela posição? Sendo editor-chefe do jornal, tendo o melhor namorado do mundo, com as melhores amizades.

Aparentemente nem mesmo a própria reitora poderia ter previsto.

Ele realmente se sentia feliz, e era um sentimento raro para o Byun. Ele não o sentia frequentemente, pelo menos não aquela felicidade verdadeira. Aquela felicidade que nem mesmo a sua insegurança poderia abalar, aquela felicidade que lhe fazia pensar que nada podia dar errado. Nada poderia estragar seu dia.

Pelo menos até ele abrir seu armário e um bilhete laranja cair do mesmo.

Sua primeira reação foi piscar os olhos, e se beliscar. Ele havia acabado de voltar no tempo, o que havia acontecido? Mas depois de se beliscar, e perceber que aquilo era um absurdo, não podia ter voltado no tempo, e nem muito menos estava sonhando.

Ele encarou aquele bilhete no chão por alguns minutos, nem mesmo percebendo o tempo passar. Sua cabeça estava processando aquela informação de forma completamente lenta, mas ainda assim processando.

Teria sido Kyungsoo? Kyungsoo havia lhe mandado um bilhete?

Mas aqueles eram os bilhetes de admiração, eram os bilhetes que ele mandava lhe fazendo elogios e declarando seu amor. Baekhyun duvidava que o mesmo ainda sentisse aquele tipo de sentimento por si, depois de tudo que aconteceu.

Ele se abaixou e pegou o bilhete em sua mão.

Não era possível que aquilo estivesse acontecendo, mas estava.

— Espião? — o garoto falou algo, como se aquele bilhete fosse de alguma forma um walkie-talkie com o seu ex melhor amigo. — Você… Por que me mandou isso? Foi você quem me mandou isso?

Ele deveria abrir, não deveria? Ele deveria ler o que estava dentro do bilhete, saber se realmente se tratava de Kyungsoo ou não.

Mas ao mesmo tempo….

Ele não queria passar por tudo aquilo de novo. Ele sabia que se o conteúdo do bilhete mostrasse que o menor ainda tinha sentimentos românticos por si… ele não saberia o que fazer, ele não queria ter que rejeitar o menor de forma alguma. Ele não o amava daquela forma, ele não poderia ficar com ele daquela forma.

Mas talvez o bilhete nem mesmo falasse aquilo. Talvez o bilhete fosse uma despedida formal. Talvez o bilhete fosse Kyungsoo lhe falando que eles nunca mais iriam conversar, que Baekhyun estava morto para ele e que não existia mais nada entre os dois.

Haviam muitas possibilidades, e todas acabava com Baekhyun se sentindo mal. Todas acabavam com sua felicidade…. Bem, acabando.

Seu dia estava ótimo, e ele não queria estragar aquilo. Ele não queria ter que sentir mais dor, ele não queria ter que sentir aquelas palavras novamente.

Memórias do dia do baile voltaram para sua cabeça no mesmo instante. E pareceu até mesmo que haviam jogado gelo em seu estômago.

Ele não deveria abrir o bilhete então, certo? Ele realmente não deveria abrir o bilhete.

 

***

 

— Você deveria ler o bilhete. — disse Chanyeol, logo após escutar o seu namorado que grunhiu que como resposta.

— Chanyeol…

— O que? Eu leria, ué. — se defendeu. — Mas talvez eu apenas seja curioso demais, mas realmente não conseguiria me aguentar. Eu teria que ler.

Baekhyun suspirou.

Realmente não esperava aquela resposta do maior, pois já havia sido difícil demais não rasgar aquele pequeno envelope durante todo o caminho para seu quarto.

— Mas e se for uma pegadinha? E se o Kyungsoo não quiser mais saber de mim? E se ele ainda está apaixonado por mim? E se for algo ruim? — perguntou, até mesmo um pouco histericamente.

Ele não estava conseguindo lidar com todas as emoções que estavam acontecendo em seu corpo devido aquele bilhete.

Não mesmo.

Chanyeol, por outro lado, apenas deu de ombros e usou um dos seus sorrisos mais fofos do mundo. Colocando sua cabeça de lado, enquanto encarava Baekhyun em seus olhos.

— E se algo bom acontecer? — perguntou.

Baekhyun piscou sem reação ao ouvir aquilo.

E então, começou a rir.

Era engraçado, você tinha que admitir, como a mente do menor ia logo para todas as possibilidades negativas, e nem sequer pensava em algo positivo sobre aquele bilhete. Tudo que passou pela cabeça de Baekhyun foram coisas que o destruiriam, mas… Poderiam ser que não o destruísse.

— Eu tenho medo, Yeollie… — disse o menor, olhando para o seu bilhete naquele momento.

Chanyeol se aproximou, virou o menor para que ficasse de costas para ele  e puxou para um abraço, descansando seu queixo sobre sua cabeça.

— Eu estou aqui, Baekhyunnie. — responde, sua voz baixa, o que fez os pelos do pescoço do menor arrepiarem um pouco. — E eu acredito que tudo vai ficar bem.

Baekhyun suspirou.

Não acreditava naquilo, mas… Queria acreditar. E sua curiosidade também não era necessariamente a coisa mais controlável.

— Tudo bem, eu vou abrir.

E foi exatamente aquilo que o menor fez.

Ele abriu o envelope, logo percebendo um texto maior do que qualquer outro bilhete que ele já havia recebido antes.

Pelo menos um bilhete do Kyungsoo.

Não pôde evitar em olhar para Chanyeol, ou pelo menos tentar, mas não conseguiu e acabou rindo.

— Eu deveria ler, certo?

— Sim, babe. — respondeu. — Você já abriu, então deveria ler.

Baekhyun sorriu ao ser chamado daquela forma, e assentiu.

Seus olhos começaram a escanear o papel, cada palavra atingindo o seu coração de uma forma diferente. Muitas vezes ele ficava triste, pelas coisas ditas pelo menor, e outras com raiva, por ele chegar a pensar em algo assim. Foi uma montanha russa, e não demorou mais do que um minuto para que ele lesse tudo, mas mesmo assim pareceu que como se houvesse sido uma eternidade.

— Baekhyunnie? — chamou Chanyeol, quando o menor não falou mais nada.

— Ele quer…. — começou a falar. — Me encontrar. O Kyungsoo, ele quer me encontrar para a gente conversar, Yeol.

No mesmo instante Chanyeol virou o garoto novamente e lhe abraçou isso.

— Isso é incrível, Baek! — celebrou, começando a rir logo em seguida. — Eu sabia que era algo bom, eu estava sentindo. Algo na aura tava dando a ver que seria uma boa notícia, eu tinha certeza.

Baekhyun riu de leve de volta, mas não pareceu ficar muito animado.

E Chanyeol pareceu perceber aquilo.

— O que foi, pequeno? — perguntou. — Você não tá feliz?

— Eu só… Não consigo entender, ou realmente acreditar. — deu uma risada seca. — Já faz mais de dois meses que ele nem sequer olha no meu rosto, e do nada me manda uma carta pedindo para a gente conversar? Eu não consigo entender.

Chanyeol cerrou o cenho.

— Achei que quisesse voltar a falar com ele.

— E eu quero! — disse rapidamente. — Quero muito, muito mesmo. É só que… Não faz sentido, entende? Por que agora? O que foi que houve que o fez querer conversar comigo? Que o fez mandar esse bilhete?  

— Você só vai saber a resposta se for.

Baekhyun olhou para o conteúdo do bilhete novamente.

Se ele fosse encontrar o Kyungsoo iria ter que cancelar seu encontro com a Suji e seu namorado.

— Eu não sei….

— Baekhyunnie, o que você está esperando? — perguntou o maior. — Isso é tudo que você mais queria. Finalmente tudo na sua vida vai estar indo bem, seu melhor amigo vai estar de volta.

— Mas e se as coisas estiverem diferentes? E se nós não conseguimos mais ser melhores amigos depois de tudo que aconteceu?

Chanyeol riu.

— Novamente digo que você só irá descobrir se for lá, pequeno. — colocou sua cabeça na cabeça do mesmo. — Eu te amo, você sabe disso. E eu vou apoiar qualquer decisão que você tomar, mas eu realmente lhe aconselho a ir.

O menor sorriu.

— Eu também te amo. — respondeu. — E… pode pegar meu celular?

Chanyeol piscou os olhos surpresos por aquele pedido, mas não perdeu tempo antes de ir até a cama do menor e pegar o aparelho, lhe dando em sua mão.

Baekhyun: Suzzyyy, então, não vou poder ir hoje? podemos remarcar? Me diz um dia que dá certo para você e o garoto mistério.

Baekhyun: Te vejo amanhã.

— Então… Se decidiu? — perguntou.

Baekhyun assentiu.

— Acho que é hora de voltar a confiar nas minhas emoções, e simplesmente agir nelas. Seguir a razão não é o meu papel, e nunca vai ser.

Chanyeol riu.

— Então, está esperando o que? Você já está atrasado, corre!

Baekhyun riu, e não perdeu tempo saindo do seu quarto e indo em direção ao local decidido por Kyungsoo.

 

 

***

 

Ele chegou no local. Nem sabia se o que estava fazendo era ainda chamado de respiração, pois não parecia. Estava tão nervoso, sua mão nunca suou tanto, sentia como se… Bem, sentia como se fosse se reencontrar com a pessoa mais importante da sua vida, e não sabia nem mesmo o que ia falar.

Ficou encarando aquela porta.

Ele deveria abrir, abrir e entrar e fazer as pazes com seu espião, mas algo estava lhe prendendo no mesmo lugar. Não estava conseguindo dar mais nenhum passo, ou mexer nenhum músculo.

E se não tivesse sido o Soo que tinha mandado a mensagem? Talvez tinha sido alguém que o odiava e queria lhe magoar? Não seria a primeira vez, muita gente o odiava.  

Mas não.

Não iria deixar um pensamento de dúvida lhe impedir.

Então segurou a maçaneta, a virou e entrou na sala no mesmo instante. Tudo em um só impulso, sem nem mesmo pensar muito.

E naquele momento, em que viu a sala completamente deserta, sem ninguém. Absolutamente nenhuma alma ali dentro. Sentiu que deveria ter seguido o seu pensamento, e simplesmente ido embora.

Mas acima de tudo. Baekhyun sentiu raiva.

Não raiva comum, não a raiva que sentia quando perdia em um jogo online. Mas sim a raiva que sentia quando criava esperanças sobre algo, quando uma coisa importante era tirada de suas mãos em um piscar de olhos. A raiva que fazia seu sangue ferver, e seus músculos tremerem por si só.

Aquele tipo de raiva, incontrolável. Que lhe fazia fazer as maiores das besteiras do mundo, e nem mesmo se arrepender depois, pois estava com a raiva em seus olhos, lhe cegando.

Baekhyun sentia que podia explodir.

Ele queria socar tudo. Socar aquela sala inteira. Socar quem fosse que tivesse inventado aquilo.

Mas ele não iria fazer aquilo.

Ele não iria se rebaixar, ou se entregar àquele sentimento.

Então, simplesmente saiu daquela sala, e foi diretamente para o banheiro, para jogar água em seu rosto e tentar se acalmar. Ele precisava se acalmar, tudo que via no momento era vermelho, e não podia se deixar sentir daquela forma. Não mais.

— Puta que pariu, eu vou matar ele. — disse Baekhyun, sobre a pessoa que armou aquilo. — Meu Deus, se eu encontrar com essa pessoa irei torcer o seu pescoço, eu juro.

Ligou a torneira e jogou água em seu rosto.

— Puta que pariu, puta que pariu, puta que pariu, como alguém pode fazer isso? Como? Caralho, eu… — continuou a reclamar, até que as reclamações não faziam mais sentido em sua cabeça, então simplesmente gritou de raiva. Em seguida jogando mais água em seu rosto.

Não estava adiantando muito.

— Eu vou matar, eu juro que vou matar com minhas próprias mãos.

Jogou mais e mais água em seu rosto. Estava prestes a se afogar, se não fosse pelo fato de que uma das cabines do banheiro se abriu atrás de si, e ele olhou para o espelho, a fim de ver através do reflexo de quem se tratava, e paralisou no mesmo momento.

Kyungsoo.

Parecia que o mundo tinha paralisado completamente naquele exato momento. A torneira mal fechada fazia com que o barulho dos pingos de água ecoassem pelo ambiente completamente silencioso, nem mesmo as respirações dos dois garotos eram audíveis, porque provavelmente nenhum dos dois conseguiam liberar o ar que se prendeu em seus pulmões.

E o mais impressionante naquilo tudo, era que toda a situação parecia como a primeira vez novamente, mas os sentimentos que estavam englobando toda a cena eram completamente diferentes daquela vez e a história era muito mais repleta de páginas e momentos que jamais seriam esquecidos.

— V-V-Você… V-Você foi mesmo… — Kyungsoo disse, muito, muito baixo, porém, Baekhyun foi capaz de escutar aquilo por conta do ambiente silencioso.

Então, não foi uma brincadeira de mau gosto? O bilhete era realmente verdade?

Naquele momento, foi como se a ira do Byun se dissipasse automaticamente de seu corpo e ele apenas continuava em estado de choque… completamente sem saber o que fazer, ou o que dizer.

Porém, sua mente não pôde continuar muito em estado de choque, porque ao passar de poucos segundos, o mais novo desviou o seu olhar, soltou o ar que prendia pelo nariz e pela boca ao mesmo tempo, em uma forma intensa e não demorou muito para que o mesmo começasse a soluçar e as lágrimas caíssem de seus olhos copiosamente.

— M-Me desculpa, me desculpa, me desculpa, por favor Baekhyun… E-Eu… Caramba, eu… me d-desculpa… E-Eu sinto m-muito, m-muito mesmo, e-eu… — o Do não conseguiu continuar dizendo nada porque a vontade de chorar estava mais forte do que qualquer outra coisa naquele instante.

E Baekhyun? Foi como se sua cabeça começasse a ativar inúmeros alarmes assim como em um quartel de bombeiros. Kyungsoo não podia chorar, não podia, não podia chorar na sua frente, não podia chorar, ele simplesmente… não aguentava vê-lo daquela forma, parecia demais para o seu coração aguentar. Então, sem ao menos perceber, o Byun caminhou até o menor e o abraçou sem nenhum tipo de hesitação, encostando o queixo no ombro alheio e o apertando mais forte que podia e sinceramente… ele sentia tanta falta de seu melhor amigo, aquilo só ficou ainda mais óbvio no momento que o envolveu em seus braços e alguns segundos depois, o mais novo retribuiu o abraço na mesma intensidade.

Naquele momento, foi como se Kyungsoo tivesse começado a chorar ainda mais copiosamente, sem se importar com os soluços altos e o assoar de seu nariz ocasionado pela situação que se encontrava. Baekhyun logo fez questão de afastar o seu rosto para que pudesse encará-lo melhor, sem se afastar do abraço que lhe dava. O seu rosto estava todo encharcado, as lágrimas não paravam de cair em momento nenhum, os seus olhos inchados e pequenininhos por conta do choro. O Byun tinha certeza que os seus próprios também estavam completamente marejados, mas não se importava nem um pouco no momento. Passou as costas de suas mãos no rosto alheio para tentar secar nem que fosse um pouco.

— Não chora, por favor. Não chora… — disse baixo, tentando se controlar e não deixar suas emoções falarem mais alto no momento.

O menor então, passou uma de suas mãos embaixo de seus olhos, também tentando fazer com que as lágrimas parassem de cair de uma vez por todas e suspirou profundamente.

— Desculpa, e-eu não consegui me controlar… — respondeu, ainda tentando limpar seu rosto com a manga do casaco que usava, mas logo olhou para o Byun novamente e franziu as sobrancelhas, parecia estar ainda muito afetado por conta de tudo. — Então, você me odeia e quer me matar porque eu vim ao banheiro?

Baekhyun não pôde deixar de sorrir fraco com aquilo e revirou os seus olhos, tentando descontrair e não fazer o outro se sentir tão tenso.

— Parece que você continua um espião, não é mesmo? — falou e em resposta, Kyungsoo deu um mini sorriso com aquilo, porém, logo o Byun ficou sério novamente. — Eu nunca poderia te odiar, Do Kyungsoo. — respondeu. — E você, me odeia?

O menor balançou a cabeça negativamente sem hesitar.

— Nunca vai existir um mundo onde Do Kyungsoo odeie Byun Baekhyun. — disse, firme. — Eu senti tanto a sua falta.

O coração de Baekhyun quase parou de bater ali mesmo.

— Você tá falando sério mesmo? — perguntou.

Kyungsoo sorriu, mesmo que seu rosto ainda estivesse encharcado.

— Mais do que sério, Baek. — respondeu e apenas pelo fato do garoto ter lhe chamado de 'Baek’, o Byun já podia considerar aquele dia um bom dia.

Eles continuaram ali, um nos braços do outro, sem falar mais nada, apenas apreciando aquele momento. Era estranho, e ao mesmo tempo reconfortante. Baekhyun havia se esquecido como era ficar no mesmo local que Kyungsoo, era como se os dois tivessem um tipo de energia, que quando ficavam juntas, fazia tudo parecer certo. Talvez fossem a aura deles, como diria Chanyeol. Ou talvez fosse tudo coisa da cabeça do Byun.

Mas ele não poderia se importar menos. Pois ele estava com o seu espião, e era aquilo que realmente importava.

— Baek… — começou o menor.

— Sim?

— Eu acho que talvez deveríamos continuar a conversar em outro lugar? — deu uma pequena risada. — Ainda estamos no banheiro.

Baekhyun começou a rir ao imaginar algum cara, provavelmente hétero, entrando no banheiro e encontrando dois garotos abraçados daquela forma.

Seria no mínimo bastante divertido.

— Tudo bem, para onde vamos?

— Podemos ir para o meu quarto.

Baekhyun assentiu.

— Então vamos.

 

***

 

Assim que os dois garotos entraram no quarto de Kyungsoo, a primeira visão que tiveram foi de Kai arrumando uma mochila em cima da cama e quando percebeu a presença dos dois, o mesmo se assustou, desviando seu olhar da mochila e os encarando com os olhos levemente arregalados e incrédulos, porém, não demorou muito até que o mesmo desse um sorriso fraco em direção ao Do.

Baekhyun pôde reparar um brilho um tanto quanto diferente no olhar do Kim no mesmo instante, mas talvez apenas fosse algo de sua cabeça.

— Vai dançar hoje? — foi a primeira coisa que Kyungsoo perguntou e o mais novo assentiu.

— Sim… Estou um pouco mais animado! — respondeu, colocando a mochila em suas costas e acenando fraco para Baekhyun. — Oi, hyung.

— Oi, Kai. — Baekhyun respondeu, sorrindo para o garoto. Então, o bailarino olhou para os dois e pareceu se tocar que estavam prestes a conversar.

— E-Eu vou indo, pra vocês ficarem à vontade, tudo bem? — disse, já se preparando pra sair do quarto, contudo, antes que ele saísse, Kyungsoo segurou o seu braço de leve e o encarou com um sorriso no rosto.

— Obrigado, Jongin…

A forma que Kyungsoo estava o olhando… Baekhyun nunca viu seu melhor amigo olhar para nenhuma outra pessoa daquela forma, nunca mesmo. Era um tipo de olhar que gritava carinho, ternura e… amor? Não, ele só podia estar vendo coisa demais, só podia. Mas... para complicar os seus pensamentos, o dançarino estava olhando para o seu melhor amigo exatamente da mesma forma e…

Era igualzinha a forma que Chanyeol lhe olhava.

Não podia estar louco, certo?

E o que porra era Jongin?

— Não precisa agradecer, Soo. — respondeu, correspondendo o sorriso. — Bem, — ele desviou o olhar para Baekhyun e pareceu acordar para a realidade — eu estou indo agora, até mais. — acenou e se retirou do quarto, deixando os dois garotos sozinhos novamente.

O quarto ficou em completo silêncio. Eles tinham tantas coisas para dizer, tantas coisas para esclarecer, e Baekhyun não sabia nem mesmo por onde começar e, de certa forma, aquilo estava lhe assustando.

Kyungsoo entrelaçou as suas mãos e o puxou até que os dois estivessem sentados um de frente para o outro em sua cama, como indiozinhos. Baekhyun o ficou encarando sério, com medo do que poderia acontecer dali para frente, por mais que soubesse que aparentemente tudo estava bem de novo, porém, certos traumas não poderiam ser esquecidos.

O Do começou a mexer em seus próprios dedos, parecia nervoso da mesma forma, sem saber como começar a conversa, o que era irônico já que o que os dois mais tinham eram palavras para dizerem um ao outro, mas não estava sendo nada fácil. Estavam havia mais de dois meses sem se falarem.

Depois de longos segundos em silêncio e olhando para as próprias mãos, Kyungsoo levantou o olhar e encarou Baekhyun, suspirando pesadamente pelas narinas, fazendo um bico breve.

— Como você está? — foi a única coisa que saiu da boca de Kyungsoo, mas só aquilo já estava lhe fazendo se sentir a maior felicidade do mundo.

Eles finalmente estavam conversando, se encarando e prontos para voltarem com a amizade que na verdade, nunca tinha terminado.

— Ah… Bem, eu acho… — respondeu, se sentindo um tanto quanto intimidado e sem jeito, estava com medo de falar alguma besteira. — E você?

Kyungsoo riu fraco e olhou para baixo de novo.

— Tentando não fazer nenhum tipo de burrada na minha vida mais, eu acho… — suspirou. — Baek… Eu realmente sinto muito pelo o que aconteceu. — disse de uma só vez. — E-Eu não queria que as coisas chegassem ao nível que acabou chegando, eu me arrependo tanto.

Quem suspirou daquela vez foi o próprio Baekhyun.

— Eu não quero que você fique se desculpando por nada, Kyung. Só quero que sei lá… você me explique o que aconteceu, queria saber porquê não me disse nada. Só quero escutar isso saindo da sua boca e mais de ninguém. — disse, tentando continuar firme, queria encerrar toda aquela história de uma vez por todas. — O que realmente aconteceu?

— Eu me apaixonei por você, Baek. — Kyungsoo disse de uma vez, olhando nos olhos de seu melhor amigo. Só aquilo fez o coração do mais velho apertar de uma forma insuportável. — Quer dizer, eu achei que me apaixonei por você… — riu fraco, triste. — Coloquei bilhetes no seu armário, na minha cabeça só você podia ser o amor da minha vida, entendeu? Desde 2015. — então, era por causa daquilo que ele não suportava tanto aquele ano? — Eu achava que sei lá… pelo fato de nós sermos tão próximos, tão colados, percebêssemos tudo um do outro era porque éramos feitos um para o outro, sabe? Baekhyun, eu coloquei isso na minha cabeça e fiquei com esses pensamentos por dois anos, e mesmo que eu tentasse pensar contra isso, nunca conseguia ver outra saída.

— Por que você nunca me falou nada disso? Eu nunca ia perceber. — Baekhyun engoliu em seco, aquela conversa ainda parecia muito surreal para si.

— Eu tinha medo, e também… você jurava que nunca se apaixonaria por ninguém, incontáveis foram as vezes que você simplesmente me disse isso. Então, sei lá, era meio difícil dizer. Mas eu ia te dizer… no dia do baile. — confessou, e no mesmo instante Baekhyun fechou os olhos com força, tudo começava a fazer mais sentido em sua mente. — Eu estava determinado a te falar, eu ia dizer com todas as letras que te amava e que queria ficar com você… Mas ainda bem que não disse.

Baekhyun prendeu a respiração, sem entender muito bem o que aquilo significava.

— Eu… não te amava dessa forma, nunca amei. E provavelmente iria acabar percebendo uma hora ou outra, mesmo se ficássemos juntos. — deu uma risadinha. — Confundi amor fraternal com o amor romântico, a que ponto minha cegueira pode chegar, não? — suspirou. — A pior coisa que aconteceu na minha vida foi ter me distanciado de você, queria ter percebido tudo de uma forma diferente, mas foi desse jeito que aconteceu e não posso voltar no tempo. — soltou o ar pela boca. — O dia do baile foi um misto de sensações pra mim, eu realmente fiquei chateado por várias coisas, por sei lá, ter descoberto que você estava namorando, por estar tão enganado comigo mesmo, por… você não ter me falado nada…

— Mas…

Kyungsoo levantou a mão.

— Por favor, me deixa terminar de dizer, depois você diz tudo e eu vou te ouvir com toda a atenção do mundo. — pediu, com o tom de voz mais manso que pôde usar, Baekhyun entendeu que ele não estava chateado por conta daquilo. — Eu fiquei triste por você não ter me falado nada sim, mas eu agora entendo que você não tinha escolha alguma. Chanyeol hyung não queria que você dissesse, Sehun descobriu por causa do Chanyeol hyung e você não teve culpa de nada, mas estava difícil pra mim raciocinar no momento, entende? Por isso que eu só fui embora, eu só queria desaparecer do mundo. — esclareceu, fazendo Baekhyun ficar mais aliviado. — Baek, eu sei que não podemos mudar o que aconteceu, mas podemos mudar o que vai acontecer daqui pra frente. Eu te amo para o resto da minha vida, você não é só um melhor amigo pra mim, você é muito, muito mais do que isso. E ficar longe de você só me fez perceber ainda mais como você é uma parte do meu coração que eu simplesmente não consigo e não posso viver sem. — o que ele estava dizendo? — Você na verdade é o irmão mais velho que eu não tenho, sempre foi e sempre será. A pessoa mais importante da minha vida e minha alma gêmea, sabe por quê?

— Por que? — Baekhyun estava com muita vontade de chorar, mas estava se segurando com todas as forças do mundo.

— Porque almas gêmeas podem ser melhores amigos também e você é a minha. Você é uma das pessoas mais incríveis do universo e eu nunca mais quero pensar em te ter distante de mim outra vez, como se nunca nos conhecêssemos, sendo que minha mente ia para você todos os dias. Então, você me perdoa? — o Do pediu, com os olhos marejados novamente.

Tudo o que Baekhyun fez foi puxar o seu melhor amigo novamente para um abraço apertado.

— Você não precisa pedir perdão por nada, meu irmão mais novo. — disse, e Kyungsoo riu com aquilo. Naquela altura do campeonato, Baekhyun sentia as lágrimas caindo pelo seu rosto, pois não conseguia se conter. — Eu te amo, seu espião idiota.

— Eu te amo mais seu babaca filho da puta.

E simplesmente era aquilo. O céu era azul, as rosas eram vermelhas, Baekhyun e Kyungsoo eram melhores amigos para o resto de suas vidas, e nada, nem ninguém podia mudar aquilo.

— Eu ia te contar sobre o Chanyeol, Soo. — Baekhyun disse, se afastando e vendo o mais novo limpar as lágrimas também, assim como ele próprio. — Talvez não foi certo eu esconder tudo de você por tanto tempo, porque eu sei que você nunca espalharia nada para ninguém, afinal, você sabe os meus maiores segredos. Basicamente, você sabe sobre a minha vida inteira, você é a pessoa que mais me conhece no mundo. — passou a mão pelo rosto, secando o rastro que a lágrima fez. — Mas eu estava com tanto medo, espião, eu estava tão confuso… Chanyeol era… é o meu primeiro amor, eu nunca senti isso por ninguém antes, então, não sabia muito bem como lidar ou o que fazer, eu sinto muito por isso.

— Tá tudo bem…

— Não, não está, eu tinha que me desculpar por isso, ainda carrego o peso da culpa até hoje nas costas.

— E eu que decidi me afastar de você sem dizer nada, a culpa é inteiramente e principalmente minha. — Kyungsoo rebateu.

Baekhyun suspirou por causa daquilo, já sabendo que a argumentação não chegaria a lugar nenhum, pois sabia que Kyungsoo iria insistir que a culpa era dele e o Byun não queria que o mesmo pensasse daquela forma.

— Que tal a gente chegar a um consenso que nenhum de nós teve culpa? Acho que nós dois somos muito teimosos. Você não vai me deixar dizer que sou o culpado e eu não vou deixar você dizer isso também. — sugeriu o mais velho, fazendo com que o Do abrisse um grande sorriso, daqueles que o fazia fechar os seus olhos e o seu coração se aliviava no mesmo instante.

— Tá bom, nenhum de nós tem a culpa. — o mais novo confirmou e depois ficou sério novamente. — Eu não vou te esconder mais nada a partir de agora, tudo bem? Vou sempre tentar ser sincero e evitar que outra situação dessas aconteça, por favor, se você se magoar com algo que eu fizer, me diga.

— Pode deixar, espião. — o Byun assentiu. — Você tem certeza dos seus sentimentos, certo? Não quero achar que estou te iludindo de alguma forma daqui pra frente.

— Baekhyun… é claro que eu tenho certeza. — riu e segurou a mão de Baekhyun. — Você não precisa se preocupar em relação a isso, tá bom? Pode agir normalmente comigo sem nenhum medo. Eu estou sendo cem por cento sincero. E também… eu tenho algo pra te contar.

A curiosidade de Baekhyun se aguçou no mesmo instante.

— O que? Fala!

— O Jongin… eu…

— Que porra é Jongin? — o Byun perguntou, um tanto confuso, fazendo seu melhor amigo dar uma risada. A risada que ele sentia tanta falta.

— O Kai, o nome dele é Jongin, Kai é só apelido. — explicou e Baekhyun assentiu em entendimento. Não entendia muito bem de onde tirou ‘Kai’ de ‘Jongin’, mas fingiu.

— O que tem ele? — questionou o mais velho.

Kyungsoo suspirou pesadamente.

— Baek, eu estou completamente apaixonado por ele, tipo, não estou brincando quando falo isso, entendeu? Só de estar perto dele é como se eu fosse parar de respirar e sofrer um ataque cardíaco a qualquer momento, eu nunca, nunca senti isso por absolutamente ninguém, nem mesmo quando me iludia achando que gostava de você. Não é só uma paixonite boba, sabe? Não é aquela coisa que  nos dá apenas aquele friozinho besta na barriga e que a gente só acha a pessoa bonita, não é. — disse de uma vez, como se tivesse tirando um peso das suas costas. — Eu não sei explicar, só dele olhar pra mim eu já me sinto tremer todinho, eu só sei que ando pensando nele toda hora e meu coração começa a acelerar, e eu passo mal só por causa de pensamentos! Pensamentos, Baekhyun! E… E também se eu pudesse olhar nos olhos dele o dia inteiro eu olharia. — suspirou, frustrado. — Eu realmente estou ficando louco! — exclamou, indignado. — Agora mesmo só pensava que ia morrer quando o vi arrumando as coisas pra dançar balé, porque… eu o vi dançando ontem mesmo e caramba viu, eu realmente estou um idiota por causa daquele garoto, que saco.

Baekhyun soltou uma risadinha em ver seu melhor amigo daquela forma, parecendo irritado por estar apaixonado. Parecia até mesmo ele quando descobriu que gostava de Chanyeol.

Porém, no final das contas, ele não estava enganado em desconfiar do jeito que Kyungsoo olhou para o bailarino, hein? Realmente estava estampado na cara do seu melhor amigo que ele estava apaixonado pelo Kim.

— Eu percebi quando você pediu obrigado pra ele, seus olhos estavam brilhando, Soo. — riu. — Puta que pariu, tá estampado na sua cara! Quem diria, realmente o ódio vira amor, não é mesmo? — disse, implicante. —  Eu avisei.

Kyungsoo revirou os olhos, brincalhão.

— Ai Baek, eu realmente acho que isso é amor mesmo, nem é paixão mais, porque não existe uma coisa dessas. Eu só quero vê-lo sorrir, se ele demonstra estar mal é como se tudo perdesse o sentido pra mim, eu só quero que ele seja feliz e se eu pudesse… fazer qualquer coisa do mundo pra deixá-lo com aquele sorriso lindo no rosto pra sempre, eu faria. Eu realmente o amo, Baek. — respondeu sem hesitar. — Eu estou disposto a fazer isso funcionar, mas ao mesmo tempo eu acho que é impossível ele gostar de mim de volta, sabe? Tenho medo de estar me iludindo porque sei lá…

— Pode parando por aí! — Baekhyun o interrompeu, perplexo. — Claro que ele gosta de você, Kyung! Eu não sou nenhum louco, eu vi a forma que ele te olhou, se tem alguém que aquele bailarino gosta, esse alguém é você! — exclamou, sem nenhum pingo de dúvidas. — Você é maravilhoso, é óbvio que ele deve ter se apaixonado também.

Kyungsoo olhou para as suas mãos, parecia sem graça com aquilo, mas não pôde conter um sorrisinho de aparecer em seu rosto.

— E-Eu sei lá, ainda estou tentando me resolver em relação a isso, mas eu realmente quero que dê certo dessa vez, eu só não sei como vou fazer, mas sei que irei me encontrar. — comentou, parecia preocupado.

Baekhyun não podia deixar de se preocupar também, afinal, ele só queria que Kyungsoo fosse feliz de uma vez por todas.

— Assim que eu gosto, você parece bem convencido.

— Convencido não, apenas realista. — Kyungsoo respondeu, com o dedo levantado.

Baekhyun quase explodiu ao ouvir aquilo, ele sentia tanta, tanta falta de Kyungsoo que o seu coração chega estava dolorido.

— Então, finalmente vai me contar sobre o seu famigerado namoro, hein? — o Do perguntou, brincalhão. — Como estão as coisas? Você está feliz, não está? Ele tá cuidando bem de você?

— Não preciso que ninguém cuide de mim, que isso? — o mais velho implicou, fazendo com que Kyungsoo revirasse seus olhos.

— Você me entendeu, Baek!

Baekhyun riu.

— Ele cuida muito bem de mim sim, espião. — respondeu. — Na verdade eu sentia que eu meio que cuidaria mais dele do que ele de mim, mas acabei me surpreendendo. Ele é… Eu nem sei explicar, Park Chanyeol é a pessoa mais pura que eu já conheci, ele é como um anjo, sério, ele sempre tenta fazer a coisa certa e é sempre tão bondoso. — sorriu ao se lembrar do seu namorado, de todas as vezes que foram para o serviço comunitário juntos, por tudo que já passaram. — Me surpreende ele acabar ficando com alguém como eu, mas realmente não estou reclamando.

— Ei, o que isso? — o menor reclamou. — Você é ótimo, Byun Baekhyun.

— Eu sei que sou ótimo, nunca disse que não era. — respondeu novamente, fazendo o menor rir. — Mas você não pode mentir em dizer que sou a pessoa mais simpática desse navio, não é? Porém, mesmo com meu jeito, eu consegui conquistar o meu gigante. Isso me deixa muito feliz.

— Você e seus apelidos, impressionante. — o menor comentou. — Não me surpreenderia se você me falasse que vive chamando ele de ‘gigante’ e de ‘poste’. É a sua cara mesmo.

Baekhyun revirou seus olhos, batendo de leve no seu melhor amigo. Pequenas coisas que eles faziam, tudo se encaixando novamente e voltando ao normal. Engraçado como as coisas funcionavam, não é mesmo? Era como se eles nunca tivessem se separado.

— Eu também o chamo de ‘namorado’, então ele que fique satisfeito. — deu de ombros. — Não vim na terra para ficar babando ninguém, até você eu xingo.

Agora foi a vez de Kyungsoo rir.

— Tá brincando, né? Você vive me babando, Baekhyun! — argumentou. — E me mimando também.

Novamente o mais velho deu de ombros.

— Ah, não tenho culpa também. Você é ótimo em tudo que faz.

— Não mentiu.

Os dois riram.

— Eu senti falta disso. — falou Baekhyun, se aproximando do menor e deitando sua cabeça em seu colo. E logo sentiu a mão do seu melhor amigo passando pelos fios do seu cabelo.

— Eu também.

Eles ficaram em silêncio, mas não um silêncio ruim, não um silêncio constrangedor. O silêncio que eles dois já estavam acostumado, o silêncio que mostrava o quão próximos eram um do outro. Baekhyun e Kyungsoo continuavam conversando, mesmo naquele silêncio, tendo pensamentos similares, tendo ideias completamente iguais e logo chegando em um assunto em comum.

— Eu não vou dizer ao Junmyeon! — anunciou Baekhyun rapidamente. — Não vou mesmo, você que se vire. Não to afim de escutar gritos, Deus que me livre.

Kyungsoo grunhiu.

— Mas Baekhyun….

— Nem vem, espião. — disse, mas era óbvio em seu tom que o maior só estava brincando sobre aquilo. — Eu já tenho que dividir o quarto com o Sr. Dramático, não tenho nem condições de ficar aguentando gritos dele hoje.

— Ele só vai ficar feliz, eu acho.

— E um Junmyeon feliz é muito calmo, não é mesmo?— argumentou. — E se você não liga, porque não conta?

O menor acabou rindo.

— Porque eu também não quero escutar gritos, tá bom? — respondeu. — Mas então nós dois contamos, e abraçamos ele logo em seguida, aí você tampa a boca dele e pronto.

— Eu amo um gênio que pensa.

— Acho que para ser um gênio… Você tem que pensar mesmo, Baek.

Baekhyun se virou no colo do menor para lhe olhar no rosto.

— Olha, me deixa? — brincou, e então riu. — Manda uma mensagem para ele, e para o Sehun também. Estamos brincando, mas eu sei que isso também foi difícil para eles e… Bem, eu sinto falta de nós quatro juntos.

— O quarteto realmente tem que se reunir.

— Já não era sem tempo.

 

***

 

Por que porra o Baekkie nos chamou aqui daquela forma tão misteriosa? Tô suando pelo cu de nervosismo aqui, pelo amor de Deus. — foram as primeiras coisas que Baekhyun escutou ao entrar em seu quarto. E para ser honesto, ele até mesmo esperava coisa pior.

Junmyeon estava em pé, no meio do quarto, andando de um lado para o outro, enquanto Sehun parecia completamente relaxado em sua cama. As coisas entre os dois haviam se acertado até rapidamente, já estavam agindo como antes, como melhores amigos novamente. Com exceção de tantos toques, como faziam antes, mas ainda assim a conexão entre eles ainda estava lá, Baekhyun podia sentir.

— A rainha do drama já começou? Me diz que eu vou embora. — Baekhyun falou, chamando a atenção dos dois garotos.

— Por que chamou a gente aqui, Baek? — perguntou Sehun, se sentando. — Vai anunciar o casamento com o Chanyeol?

Baekhyun sentiu suas bochechas ficarem um pouco rosadas com aquela ideia, mas fez de tudo para que não ficasse óbvia a sua vergonha com aquele comentário.

— Sehunnie, tu nem brinca com isso, pelo amor de Deus. — disse Junmyeon, cruzando seus braços. — Se o Baekkie e Channie noivarem é capaz de eu sair peidando de felicidade pelas ruas de Seul.

O rebelde riu.

— Você já não fez isso antes? Naquele dia que comeu comida picante?  — perguntou, fazendo questão de lembrar do dia que a comida fez seu amigo passar um pouco mal e ele só fez rir o tempo inteiro, pelo menos antes de lhe ajudar e perguntar a governanta de sua casa qual era o remédio para aquela situação.

Junmyeon revirou seus olhos.

— É uma expressão, que inferno! — reclamou, se aproximando para dar um pequeno tapa no braço do maior. — Me deixa viver, Baekkie. Só isso que eu te peço.

— Desculpa, não posso. Meu trabalho é te desmoralizar, você mesmo diz.

Então, foi a vez de Sehun dar uma grande risada.

— Anda logo, Baek. — falou. — Diz porque chamou a gente, sua mensagem fez até mesmo parecer que você tá planejando pular do navio ou algo assim. Ficamos um pouco preocupados.

Baekhyun deu de ombros, mas com um sorriso em seu rosto.

— Não há motivo para que fiquem preocupados. — respondeu. — Eu só queria dizer que temos uma visita.

Junmyeon revirou seus olhos de novo.

— A gente já conhece o Chanyeol, valeu? Não precisa apresentar oficialmente, porém me sinto honrado e…

— Junma, se dependesse de mim o Chanyeol nem saberia seu nome, então silêncio. — Baekhyun interrompeu.

O garoto, então, saiu do quarto, pegando o seu melhor amigo pelo braço e o fazendo entrar junto de si.

Foi uma das cenas mais engraçadas que Baekhyun já presenciou. Os olhos de Sehun se arregalaram no mesmo momento que a boca de Junmyeon se abriu, seu queixo só não batia no chão, pois era impossível.

— Surpresa! — disse Kyungsoo.

Mas os dois garotos continuaram em silêncio, como se estivessem em total estado de choque. Pelo menos até que Junmyeon desse um grito enorme, fazendo com que Baekhyun precisasse tampar seus ouvidos e pulasse em cima dos dois garotos.

— MEU DEUS FINALMENTE, FUI EU QUEM PEDI, MEU PAI! — continuou gritando. — EU TO MUITO LOUCO.

— Caralho, se tu for gritar me larga. — reclamou Baekhyun, tentando se soltar do mais velho. — Não quero ficar surdo, ainda gosto de ouvir os gemidos do meu namorado, obrigado.

Junmyeon bateu em Baekhyun de novo.

— Para de palhaçada! Não estraga esse momento falando putaria, caralho. — repreendeu, mas então começou a sorrir de novo. — Ai meu Deus, isso realmente tá acontecendo?

Kyungsoo assentiu, e Baekhyun pôde ver que seus olhos estavam um pouco marejados.

Sehun, então, se levantou da sua cama e se aproximou dos dois, lhes abraçando também. Ele parecia calmo, mas dava para perceber o quão feliz ele estava.

— Já não era sem tempo de vocês dois teimosos se acertarem, bicho. — disse baixo no abraço. — Senti falta de vocês, hyungs.

— Você me chamou de hyung? — perguntou Baekhyun. — Que honra.

Sehun riu.

— Meu Deus, eu não consigo acreditar que minha família tá de volta! — Junmyeon disse, já chorando e sinceramente, foi a primeira vez que Baekhyun teve que se segurar para não fazer o mesmo que o mais velho. — Vocês não fazem ideia do quanto eu senti falta disso.

— Nós também, Junma, pode acreditar nisso. — foi o Do que disse, com uma lágrima escorrendo em seu rosto.

— Seus idiotas, nunca mais façam isso de novo, entendido? — Junmyeon passou a mão no rosto e fungou. — Eu juro que mato vocês.

Baekhyun olhou para Kyungsoo e sorriu.

— Nunca mais vamos nos separar. — foi o que ele disse, e o Do apenas assentiu.

— Nunca mesmo. — o mais novo confirmou.

— Será que podemos parar um pouco com essa novela e vamos partir para nosso abraço em grupo logo, bicho? — Sehun disse, rindo.

— SIM! SIM! — então, o mais velho do grupo puxou todo mundo, de forma que pudessem ficar agarradinhos de uma só vez no meio do quarto.

O quarteto estava unido de novo e nada no mundo podia os afetar novamente.

Sehun começou a puxar os três menores e se jogou com eles em cima da cama de Baekhyun, causando uma bagunça de risadas descontroladas, e não demorou muito para que ficassem deitados um do lado do outro, com suas pernas para fora, pois estavam deitados de forma errada na cama.

— Vamos contar as novidades, gente. Eu sei que nem todos nós estávamos afastados, mas eu sinto falta das nossas fofocas. Então, eu vou começar. — Junmyeon disse depois dos minutos em silêncio, com empolgação em sua voz. — Eu tô preparando um discurso maravilhoso pra formatura e… decidi o que vou fazer na faculdade. Tava esperando em algum momento que pudesse dizer com todos reunidos, mas como a panelinha voltou, então não preciso segurar mais nada, felizmente.

Kyungsoo deu um pulo ao lado de Baekhyun e encarou o mais velho.

— E AÍ? O QUE DECIDIU? — perguntou, desesperado.

— Bem, eu decidi cursar publicidade e propaganda. — riu. — É, eu sei que não tem muito a ver com as atividades que fiz aqui, mas vocês sabem que eu sou uma pessoa muito eclética, não sabem? Eu gostei do que li e vi sobre esse curso, acho que posso me identificar mesmo.

Baekhyun deu um sorriso. Ele realmente estava muito feliz por Junmyeon ter decidido e parecer tão determinado de sua escolha.

— Estamos muito orgulhosos de você, Jun. — Sehun disse, com felicidade nítida em sua voz. — Você com certeza tem talento pra isso e gosta de “panfletar” as coisas por aí, é muito criativo e esforçado, acho que escolheu a coisa perfeita pra você.

— Sim! Eu também acho, Junmyeon. Você vai se dar muito bem. — foi a vez de Kyungsoo falar.

— Coitados dos estudantes de publicidade, meu Deus. — Baekhyun falou, mas logo recebeu um beliscão de Kyungsoo e começou a rir. — Tô brincando, Junma. Eu tô muito feliz pela tua raba, puta que pariu. Nós acreditamos muito em você, sabe disso, não sabe?

— Eu sei sim, Baekkie. Sinto o mesmo por vocês. Eu tô muito feliz! — disse, suspirando logo em seguida. — Mas chega de falar de mim, quem é o próximo a dizer? Vai, Sehunnie.

— Ahn… Tá bom. — riu. — Hm… Minha mãe me mandou uma mensagem ontem, ela me confirmou que vão me emancipar e vão deixar a casa pra mim a partir do ano que vem. Eles vão bancar tudo pra mim até eu começar a trabalhar… É isso.

— Você vai ser emancipado? — Kyungsoo perguntou, chocado. — Caramba… Seus pais realmente confiam muito em você, acho que os meus não conseguiriam fazer isso comigo.

Junmyeon riu.

— Nem os meus, misericórdia. Duvido que a minha mãe iria conseguir ficar um segundo longe dos meus gritos com a Jiwoon.

Sehun gargalhou.

— É bicho… Mas eles vão. Vou sentir muita falta dos meus pais, mas sei onde é o meu lugar e onde devo continuar com minha vida. E com certeza é no Kim Lyan, no Hana, junto com vocês.

O Byun abriu um grande sorriso e não precisou dizer nada antes que o corinho fosse puxado.

— Awwwwwwwwnnnn — os três disseram em uníssono.

— Que coisa mais fofa, Sehunnie! — Junmyeon disse, todo bobo.

— Assim vocês me deixam sem graça. — Sehun riu. — Agora é você Baek…

Baekhyun riu sapeca, já pronto para soltar alguma pérola, como sempre fazia. Mordeu a língua de leve e decidiu dizer de uma vez.

— Eu dei para o meu namorado bem nessa cama onde vocês estão deitados. — falou, sem vergonha nenhuma na cara.

No mesmo instante, ouviu gritos e um “eca”, ao mesmo tempo que os garotos se jogavam no chão sem hesitar. Baekhyun começou a gargalhar e também se sentou no chão, enquanto levava uns empurrões de Junmyeon.

— Você é muito podre, puta merda! — o mais velho se pronunciou, ajeitando o seu óculos e com uma cara de nojo.

— Ué? Apenas alertei uma novidade, vocês não queriam que eu dissesse algo? Eu falei! — cruzou os braços e respondeu, debochado.

Sehun começou a rir.

— Bicho, não consigo imaginar que você destruiu a pureza do Chanyeol…

— É um favor que eu faço, meu querido. E vocês não fazem ideia como é bom ver o Chanyeol gritando o meu nome bem…

— Chega, pelo amor de Deus, eu vou ficar traumatizado! — Junmyeon tapou os ouvidos e o Byun só soube revirar os olhos.

Kyungsoo começou a bater palmas.

— Muito bonito, viu? Tô adorando os chifres que você tá colocando na minha testa, Byun Baekhyun. — disse, mas claramente estava brincando.

E Baekhyun não pôde amar mais aquilo, pois era a primeira vez que o mais novo brincava daquela forma e claramente, significava que tudo estava bem.

— Mas quem começou com essa história de amante foi você desde o começo desse navio! — respondeu, implicante e logo as bochechas de Kyungsoo ficaram vermelhas e ele deu um empurrão em seu melhor amigo, que só soube rir.

Olhou para os outros dois no quarto e viu que eles os observavam com sorrisos ternos no rosto.

Eles estavam felizes. E bem, Baekhyun sentia como se fosse explodir de felicidade a qualquer momento.

Ele estava se sentindo como a pessoa mais feliz de todo o mundo.

— Kyungsoo hyung, fala alguma coisa agora. — Sehun disse, tentando seguir com o combinado.

O Byun começou a bater palmas animados.

— Agora vem, vem o anúncio do século! — começou a fazer uma dancinha no mesmo lugar e em resposta, Kyungsoo deu mais um empurrão nele, completamente sem graça.

— Para de palhaçada! — revirou os olhos, mas mantinha um sorriso em seu rosto. — Só o Sehun que não sabe, então eu vou direto ao ponto logo. — soltou o ar pela boca e sorriu. — Eu estou apaixonado pelo Jongin.

Sehun piscou uma vez e parecia nem um pouco surpreso com aquilo.

— Bicho, caralho hein, finalmente se tocou? — foi o que disse. — Eu sempre falava pro Jun assim… — tomou postura. — “Ah, Jun, o Kyungsoo hyung ainda vai ter algo com esse colega dele, esse negócio de odiar tá me cheirando muito estranho.” E aí, depois vocês começaram a se aproximar e do nada você ficava secando o menino na cara de pau, é meio óbvio né? Não vem me dizer que só percebeu isso agora?

Baekhyun olhou para o seu melhor amigo e ele estava vermelho que nem um tomate.

— Ah… É que eu… sim eu percebi. — arregalou os olhos. — Ei! E-Eu não fico secando o Jongin!

— E eu sou hater do Red Generation. — Junmyeon disse, claramente irônico, mas logo suspirou. — É o seguinte… Nós gays… — hesitou e olhou para Baekhyun antes de continuar. — Nós gays e bi temos que nos unir e fazer esse casal acontecer e nada importa se não a minha opinião.

Baekhyun deu um tapa no chão.

— Eu concordo! Kyung agarra ele logo! — aconselhou o seu amigo, que bufou em resposta.

— Não é tão fácil assim, gente…

— Qual é a dificuldade de dar um beijo na boca bicho? — foi Sehun que. falou daquela vez.

— Pois é! — Baekhyun assentiu. — Se eu fosse você não perdia a oportunidade não, daqui a pouco o Venetia tá acabando.

Kyungsoo bufou, frustrado.

— Não dá pra eu agarrar o Jongin assim, ele não vai gostar disso.

— Se declara pra ele, Kyunggie. — Junmyeon sugeriu. — Chama pra sair em um jantar romântico, sei que ser romântico é mais o seu estilo do que sair agarrando assim. Você realmente vai deixar passar a oportunidade? Você claramente ama ele!

O Do começou a rir em nervosismo e com aquilo, Baekhyun percebeu que ele realmente estava nervoso. Mas, não conseguia entender, pois Jongin claramente também gostava de seu melhor amigo, mas parecia que só ele não percebia. O Byun abraçou seu amigo de lado e o confortou.

— Eu não quero deixar passar, mas não sei o que fazer. Eu ainda preciso pensar nisso melhor e ver o que eu faço. Mas é que eu fico tão nervoso na frente dele agora. — suspirou. — Toda a minha tranquilidade foi pros ares e eu só sei tremer e gaguejar quando estou tentando conversar com ele e meu coração bate mais forte. Ai que saco gente...

Baekhyun suspirou também.

— Tudo bem espião, você não precisa se forçar a fazer algo que não tá pronto. Mas saiba que quando estiver ou se precisar de alguma ajuda, nós vamos estar aqui pra você. — disse, tentando confortar o seu melhor amigo.

— Isso mesmo, Baekkie. Você se declarando, ou não se declarando, nós estamos aqui pra sempre. Não só pra você, como uns para os outros. — Junmyeon concordou.

— A qualquer momento. — Sehun também completou a frase.

Kyungsoo sorriu.

— Eu amo muito vocês pessoal.

Então, os outros três se jogaram em cima do garoto, o derrubando no chão.

— Nós também te amamos! — responderam, rindo.

E estando ali, junto com os seus três melhores amigos, Baekhyun percebeu que estava de volta ao seu verdadeiro lar, de uma vez por todas.

E parecia que nada poderia o derrubar dali em diante. Absolutamente nada.

 


Notas Finais


esperamos que tenham gostado da reconciliação do milênio!!!!

enfim, é bem capaz que ow termine semana que vem, então, se preparem!!!! kksksksksksk

usarei do final de semana pra responder os comentários que faltam, é isto... mt obrigada por tudo <3 até sexta!


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