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História Ochako de Neve - Capítulo 1


Escrita por: e KacchakoPjct


Capítulo 1 - Eu vou, eu vou...


Fanfic / Fanfiction Ochako de Neve - Capítulo 1 - Eu vou, eu vou...

Era uma vez, em um reino distante, um rei e uma rainha. Um belo dia, a rainha Uraraka estava apreciando a neve que caía lá fora e, tentando ter uma melhor visão, foi abrir a janela. Nisso, acabou fazendo um corte em seu dedo e um pouco de sangue caiu sobre o amontoado de neve que havia ali. Vendo tanta beleza nas cores, cresceu dentro da rainha o desejo de um dia ter uma filha que fosse branca como a neve e com lábios vermelhos como o sangue.

Alguns anos depois, a rainha Uraraka ficou grávida e deu à luz uma linda menininha. A pequena princesa tinha os cabelos castanhos como o chocolate, pele branca como a neve e lábios vermelhos como sangue, assim como sua mãe havia desejado. Assim, a princesa recebeu o nome de Ochako de Neve. Mas, infelizmente, a rainha faleceu no parto, deixando o rei Uraraka governando sozinho por alguns anos.

Quando a pequena Ochako já estava um pouco crescida, o rei conheceu uma bela mulher e se casou com ela, acreditando que seria uma boa figura materna para sua filha. Porém, o que nem o rei nem a princesa desconfiavam, era que a nova rainha era extremamente vaidosa e ciumenta, além de mexer com magia. Todos os dias, a Rainha Má Midnight conversava com seu Espelho Mágico Best Jeanist, e todos os dias a pergunta era a mesma:

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bela do que eu?

- Não, oh, minha rainha – ele respondia entediado, claramente de saco cheio de ter que responder aquilo todos os dias. – Tu és a mais bela de todo o reino e além.

A rainha sorria presunçosa e orgulhosa, indo em direção ao seu outro espelho comum e se arrumando. Maquiagens, penteados, roupas elegantes... Tudo era sempre pensado nos mínimos detalhes, para sempre ser a mais bela de todas.

Os dias corriam bem e, apesar da rainha fazer a pequena Branca de Neve ajudar os empregados nas tarefas do castelo, a princesa não reclamava e chegava a apreciar o serviço. Em uma de suas tarefas diárias, Ochako estava no poço, cantando para seu próprio reflexo na água – porque é assim que princesas fazem, veja em Detona Ralph – e distraída, quando ouviu uma movimentação perto de si. Um belo príncipe, alto, loiro e de olhos vermelhos como o sangue se aproximava, montado em seu cavalo preto. A princesa, morrendo de vergonha da imponente presença do príncipe, saiu correndo e deixou o nobre rapaz para trás.

- Espere! – ele gritava. – Não vá! – mas a princesa não olhou pra trás, apenas correu. O príncipe bufou alto e cruzou os braços, irritado. – Oh, caralho, eu queria saber onde fica a porra da saída desse reino maldito.

Um belo dia, muitos dias após o de cima, a rainha estava em sua situação diária de encher o saco de Best Jeanist, que já estava prestes a se jogar no chão e se quebrar em diversos caquinhos, porque até isso era melhor do que aguentar uma rainha como aquela.

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bela do que eu?

- Não... – o espelho começou a responder, mas algo diferente lhe apareceu. Finalmente, havia aparecido alguém que pudesse desbancar a rainha. – Na verdade, há sim, rainha. Ochako de Neve é a mais bela de todo o reino e além.

- Mas que porra? – a rainha olhou incrédula. – Como que ela pode ser melhor do que eu?

- A princesa já está nos seus 16 anos, rainha. Sua beleza está começando a ser notada pelas pessoas.

- Mas não vai mesmo! – ela rangeu os dentes, furiosa. – Tokoyami Fumikage! – gritou pelo empregado.

- Sim, ó, majestade! – ele apareceu da sala ao lado, fazendo uma reverência. – Em que meus serviços lhe serão úteis?

- Eu preciso que realize uma tarefa confidencial, ouviu bem? Leve a princesa Ochako para a floresta e a mate. E traga o seu coração para mim, nessa caixinha – a rainha lhe esticou uma pequena caixa de madeira.

- Sim, minha rainha. Seu pedido é uma ordem – o caçador pegou a caixa e saiu com uma reverência.

Com a desculpa de que queria lhe mostrar uma coisa na floresta, Fumikage guiou a ingênua princesa por caminhos desconhecidos – pensando que ela era bem bobinha de acreditar em tudo que lhe falavam também. Quando já estavam alcançando uma clareira, o caçador pegou sua adaga e estava se preparando para dar o bote, mas algo dentro de si o impediu.

- Princesa, você deve correr!

- Do que está falando, Fumikage?

- A rainha é má e quer o seu coração. Corra, princesa! Corra, se esconda e nunca mais volte!

Ochako levou a mão à boca, surpresa. Aquilo estava mesmo acontecendo? Segurando o seu vestido, a princesa saiu correndo pela floresta, sendo incentivada pelo homem que ainda gritava com ela. O rapaz matou um animal que avistou ali perto e arrancou o seu coração, colocando na caixinha e levando para a rainha, dizendo ter cumprido sua missão. Com imensa alegria, a rainha deu uma recompensa ao caçador, que só aceitou e fingiu que tava tudo certo.

Ochako de Neve, enquanto isso, ainda andava pela floresta. Já tinha cansado de correr e agora procurava abrigo, pois em breve ficaria de noite. Logo ela encontrou uma pequena casa. Ela bateu à porta e ninguém atendeu. Como ninguém nunca lhe ensinou sobre isso, a jovem achou que poderia então entrar na residência. A princesa avistou uma cozinha com uma mesa e sete pequenas cadeiras, uma sala com sete pequenas poltronas e, no andar de cima, havia um quarto com sete pequenas camas. A morena, vendo que estava tudo uma bagunça, deu uma ajeitava de leve e subiu deitar nas camas, as arrastando para ficarem grudadas umas às outras e assim a caber deitada.

Não muito longe dali, em uma mina, sete anões acabavam de formar fila para voltarem para casa cantando o que um dia seria um funk. O Mestre ía na frente, balançando os braços roboticamente e guiando o caminho. Em pouco tempo, os anões chegaram em casa e estranharam ao ver a porta entreaberta. Se assustaram ainda mais ao entrarem e verem que a casa estava um pouco organizada. E Feliz soltou um grito de susto ao subirem e verem uma mulher deitada em todas as camas. A princesa acordou com um pulo, dando de cara com sete homens que a encaravam.

- Quem são vocês?

- Os donos da casa, quem diabos é você? – um anão loirinho e invocado rebateu.

- Eu sou a princesa Ochako de Neve.

- Princesa? Tipo, a que vive lá no castelo?

- Lógico que é a do castelo, Denki, pelo amor de qualquer coisa! – o mesmo loirinho respondeu, aparentemente bravo.

- Permita que nos apresentemos, princesa! – o anão ajeitou os óculos no rosto enquanto falava. – Iida Tenya, também conhecido como Mestre.

- Sou Shinsou Hitoshi, conhecido como Soneca – o outro anão falou e bocejou em seguida.

- Sou Kaminari Denki, conhecido como Feliz – o anão deu um sorriso e fez arminhas com as mãos, estalando a língua.

- Sou Kirishima Eijirou, também conhecido como Dengoso – ele declarou e se enfiou atrás de Denki, envergonhado.

- Sou Sero Hanta, conhecido como Atchim – o anão disse pontuando praticamente todas as palavras com, quem diria, espirros.

- Eu sou o Monoma Neito, conhecido como Zangado. E melhor do que a turma A! – o anão disse com um ar debochado, que incomodou a princesa.

- E aquele é o Koda Koji, conhecido como Dunga – Tenya apontou para o último anão, que sorriu envergonhado. – Ele não fala com a gente, mas eu sempre tive a impressão que ele fala com os animais.

- Encantada em conhecer todos vocês! – ela fez uma leve reverência.

- Agora, se nos permite a pergunta, princesa... O que faz aqui? – Eijirou perguntou curioso.

Depois de contar sua história, os sete a deixaram ficar ali, em troca dela fazer as tarefas domésticas – ou ir pras minas às vezes também, pois ela não era obrigada a ficar em casa e ser empregada de macho. Naquela noite, a princesa ajeitou algumas cobertas no chão da sala para dormir, já que os anões precisavam das camas deles.

No dia seguinte, os sete saíram trabalhar cedo e a princesa fez questão de beijar a testa de cada um deles antes de partirem. Assim que estava sozinha, a princesa começou a cantar, invocando animais silvestres da floresta. Ela nem sabia dizer como fazia, mas quando cantava eles a obedeciam. Em pouco tempo, Ochako terminou a faxina naquela casa que parecia que não via uma vassoura há semanas. Quando terminou de limpar, decidiu começar a janta e, nessa hora, todos os bichos voltaram para a floresta, porque nenhum deles queria virar comida. Se virando com o que pareciam ser legumes – armazenados no armário, já que ainda não existia geladeira –, a princesa preparou uma sopa, finalizando bem em tempo dos anões voltarem para casa.

E assim se criou uma rotina na vida da princesa, limpando casa, fazendo comida, caçando alguns pequenos coelhos pra janta e, por vezes, ajudando na mina – apesar de ela ainda não entender o sentido daquele trabalho.

O tempo foi passando e, no castelo, a rainha continuava com seu mantra diário de perguntar quem era a mais bela, ainda atazanando a vida do pobre Best Jeanist. Até que, um dia, a resposta do Espelho Mágico foi diferente – de novo.

E lá foi a rainha ter um surto de novo. Grita daqui, se joga no chão e esperneia dali... E finaliza batendo o pé no chão, indignada.

- Cadê essa garota? Era para ela estar morta! Me mostre onde ela está. Agora! – ela exigiu aos gritos.

Revirando os olhos, o Espelho Mágico revelou a localização da princesa: uma pequena cabana no meio da floresta. Uma informação vaga, considerando o tamanho que era a floresta e quantas pessoas possivelmente poderiam morar por ali, mas a rainha fez o espelho lhe mostrar a rota exata até o local. Para sua sorte, o caminho era uma reta.

Midnight saiu batendo o pé da sala e foi em direção ao subsolo, um local que era desconhecido pelo próprio rei do castelo. Ali era onde ficava sua sala de magias e poções, que nunca foi encontrada porque o rei nunca se importou em averiguar os cômodos. A rainha rapidamente preparou uma poção e pegou uma das maçãs que havia em seu cesto, mergulhando a fruta na poção, a deixando enfeitiçada. Colocou a maçã de volta no cesto, o que provavelmente contaminou as outras maçãs que ela encostou, mas isso não vem ao caso.

A rainha fez outra poção e bebeu, se transformando em uma simpática idosa vendedora de maçãs, que usava uma injeção enfiada no coque da cabeça e agora se chamava Recovery Girl. A mulher pegou a cesta de frutas e se teletransportou pra fora com outra poção, pois se só saísse andando pra saída, ninguém a reconheceria como rainha e poderia acabar mal. Ela só não percebeu que esqueceu o antídoto da poção de transformação, para que pudesse a voltar ser Midnight depois.

A idosa saiu andando pela floresta, porque também não foi inteligente o suficiente de se teletransportar diretamente em seu destino. Sorte que o caminho era reto, apesar de que era bem longe. Quando já passava da hora do almoço, ela finalmente chegou na cabana, já suando bicas. Ajeitou a roupa e fez a melhor cara de coitada que poderia, enfiando a cara na janela e assustando a princesa, que soltou um grito.

- Desculpe, bela moça – ela segurou o riso. – Estou vendendo maçãs. Gostaria de uma?

- Oh, me desculpe, simpática senhora! Eu não tenho dinheiro.

- Eu passo cartão! – a senhora insistiu.

- É que eu não tô podendo gastar – a princesa sorriu amarelo.

- Só pega logo, pode ficar – a idosa catou a maçã e estendeu pra Ochako.

- Assim, tudo bem! – a princesa sorriu, fazendo a rainha pensar em como aquela garota era ingênua e estúpida.

Ochako mal pode esperar e já deu uma boa mordida na maçã. O gosto estava diferente, mas ela não estava dando importância. Talvez só estivesse madura demais... E antes que pudesse formular mais alguma teoria, caiu morta no chão.

A velha riu malvadamente, com direitos a raios caindo atrás dela para causar mais tensão. Ela caminhou de volta para o castelo e, usando um conveniente restinho de nada da poção de teletransporte, entrou de volta e voltou a ser a Rainha Má Midnight.

Lá na cabana, a princesa ficou caída no chão até os anões chegarem. Eles a cutucaram, mas ela não acordou. Percebendo que estava morta, os sete resolveram fazer um funeral para a Ochako de Neve. Por algum motivo, acharam normal colocá-la em cima de uma mesa gigante de pedra e a tampar com uma redoma de vidro, para que pudessem admirar sua beleza até... Bem, até ela virar apenas um monte de ossos, pelo jeito.

- Vamos achar o filho da puta! – Neito fechava os punhos, zangado. – Foi alguém da turma A, com certeza!

- Oh, não! Oh, princesa – Denki choramingava dramaticamente e bem alto, como se quisesse que alguém que passasse por ali o ouvisse.

E assim aconteceu. Um príncipe de um reino próximo passava por ali, quando ouviu gritos e uma movimentação estranha. Pensando em ir pedir informação, para que finalmente conseguisse sair daquele maldito reino que parecia um labirinto, Bakugou Katsuki se aproximou.

- Ei, vocês! – ele chamou a atenção dos sete anões.

- Um príncipe! – Eijirou gritou. – Ele pode ajudar!

- Oh, excelentíssimo príncipe...

- Katsuki – ele completou.

- Príncipe Katsuki! Beije nossa amada princesa e a salve!

O loiro olhou para os lados, vendo apenas os anões e uma pessoa morta num caixão de vidro. Encarou os sete, com os olhos semicerrados e perguntou confuso:

- Tá falando da morta ali?

- Sim! – Eijirou já estava até mesmo tirando a tampa de vidro.

- Pessoal, temos que pensar racionalmente... – Tenya começou, mas foi ignorado por todos os outros, recebendo apoio apenas de Hitoshi.

- Não! – Denki rebateu. – Beije logo e a salve!

- Tá fodido da cabeça? – perguntou, agora bravo. – Não vou beijar uma pessoa morta! Tudo bem que esse rosto redondo é bem bonito e respeitável, mas ela tá morta!

- Faz só uns dias que ela tá aí – Denki tentou convencer, fazendo o príncipe torcer o nariz. – Tá! Pode ser na testa!

- E onde mais seria? – ele esbravejou. – Não posso beijá-la na boca sem a conhecer e sem seu consentimento!

- Só vai logo! – Monoma reclamou, revirando os olhos.

Indo contra sua própria vontade, pra poder finalizar a história, o príncipe Katsuki se aproximou da princesa, fazendo uma careta. Beijou a testa gelada dela e logo se afastou, bebendo um gole de sua bebida alcoólica que estava em seu cantil, numa tentativa de higienizar sua boca.

Em segundos, a princesa abriu os olhos e se sentou, confusa. Ela lembrava de ter comido uma maçã, mas não lembrava de ter morrido depois. Os anões explicaram que a encontraram morta no chão e que Katsuki havia a beijado para a salvar. A morena olhou para o lado e encontrou o príncipe fazendo gargarejo com a bebida, ainda tentando se livrar da aflição que sentia na boca por ter beijado uma morta.

- Oh, belo príncipe Katsuki! Me salvastes! – ela levou as mãos ao peito, emocionada.

- Puta merda! – ele deu um pulo pra trás, assustado, cuspindo toda a bebida no chão.

- Serei eternamente grata! Vamos nos casar!

Sem entender como ela havia chegado nessa conclusão, ele apenas deu de ombros rendido.

- Desde que me tire logo dessa porra de reino fodido!

Ochako de Neve riu dos palavrões do amado e foi em direção à ele, subindo em seu cavalo também. Os sete anões, acostumados com a presença da princesa, decidiram a seguir para seu novo lar, montando em pôneis que Koda havia chamado.

Então, a princesa Ochako os guiou para fora do reino sem nem ao menos falar nada com seu pai – que aparentemente era bem ausente, já que nem se deu conta do sumiço da filha. Assim que saíram e pegaram uma estrada, o príncipe Katsuki foi capaz de reconhecer o caminho e os levar para o seu reino.

Apesar de estranhar todas aquelas pessoas que acompanhavam seu filho, o rei e a rainha Bakugou receberam a todos de bom grado.

Um tempo depois, a princesa Ochako e o príncipe Katsuki se casaram, tendo os anões como padrinhos.

E viveram felizes para sempre.


Notas Finais


Tcharaaaaan! Percebam a mente da pessoa pra conseguir fazer sair isso, HAUEHAUSEHAS.
Vou falar que eu até me diverti escrevendo essa fice foi a que eu tive mais facilidade em escrever.
Não sei se ficou tão bom, mas aí eu me apoiarei no fato de que nem precisava ficar tão boa, afinal é uma crackfic, HIASUEHASIUEHSA.

Agradecimentos mais do que especiais à lindíssima @Mileninha_Fics que me fez essa fanart exclusivíssima pra eu usar de capa. FALA SE NÃO FICOU LINDA? EU SEI QUE FICOU. Tô me sentindo muito phyna tendo uma fanart exclusiva dessas. VALEU, MAILINA ♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡

E é isso aí, meu povo!
Amanhã vai ser mais fofo e normal, prometo, HASIUEHASUIEHAS.
Até lá! ♡


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