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História October - Imagine Heejin - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Tio sumiu mas voltou com o cap mais dramático de toda a história
Aheueheue
Tamo aqui pra sofrer então vamos.
Vou deixar uma música nas notas finais, onde tiver escrito "Play" vcs colocam pra tocar, tudo bem?
Bora lá. 🤙

Capítulo 10 - Perfectly Out Of Place


Fanfic / Fanfiction October - Imagine Heejin - Capítulo 10 - Perfectly Out Of Place

[10] perfectly out of place


Me sentia sobrecarregada com algo que não tinha explicação nem pra mim mesma. Minha cabeça estava sempre a mil e eu insistia em me martirizar me culpando pelos meus próprios sentimentos. A final, quem era o culpado daquilo a não ser eu mesma? Eu nunca deveria ter a deixado entrar.

Os dias seguintes, foram totalmente dedicados a Solbin, isso foi ótimo. Cuidar dela tirou minha atenção de mim mesma e encheu meu coração de carinho.

Eu amo tanto a Sol, assim como os outros dois que nos rodeiam. São como minha segunda família.

Era efeito do Ecstasy, as próximas 48hs ela passou com uma péssima produção de endorfina, triste, pra baixo, cansada e sonolenta. E claro que nós três não saímos do lado dela pra nada, sempre a auxiliando nas coisas mais básicas pra que ela ela tivesse a melhor recuperação possível.

E a teve, em dias ela já estava bem, se recuperando não só dos efeitos mas de seu psicológico que ficou abalado com o acontecimento.

Em questão de uma semana ela disse e que já se sentia 100% e nos acreditamos porque a conhecemos bem.

Não era nada além da pura verdade.

Por um lado, o lado óbvio, sua recuperação foi maravilhosa mas logo me senti de frente pra mim mesma outra vez.

Como eu iria fugir de mim mesma se onde eu ia, eu estava?

Era nisso que eu pensava deitada com a cabeça no colo de Jackson enquanto ele comia salgadinhos e jogava com a Solbin.

- O que foi? - A voz um tanto suave de Young me tirou do transe.

Ele estava sentado no tapete, olhando o jogo e comendo pizza.

Talvez tenha percebido meu estranho silêncio.

- Acho que estou fodida. - Admiti.

- Não me choca. Você sempre arruma uma confusão. - Enfiou um pedaço de pizza na minha boca e aceitei de bom grado mastigando em seguida. - Mas o que foi dessa vez?

Terminei de digerir o alimento e soltei um suspiro me ajeitando no colo de Jackson que estava totalmente alheio a nossa conversa, concentrado no jogo.

- É difícil admitir em voz alta. Não quero admitir nem em pensamento, na verdade.

Ele gargalhou.

- Fala de uma vez. O que pode ser tão ruim? Você matou alguém? Eu te ajudo a esconder o corpo. - Brincou e eu ri. - Não está usando drogas não é? Aí não poderei te defender.

Ri levemente outra vez.

- Talvez até essas coisas seriam melhores.

- Vai, fala logo. Drama não combina com você.

- Talvez você tinha razão sobre o que me disse aquela vez. Que minha hora iria chegar. - Comecei. - Acho que ... Acho que tomei um chá.

Ele riu.

- Ah fala sério? Só pode tá brincando.

- Não estou. - Admiti em um suspiro. - Não consigo parar de pensar nela um minuto sequer e quando não tô com ela, sinto que preciso estar, sabe? E ela é tão linda e maravilhosa, e eu me sinto num problema sem tamanho por que... Olha onde eu estou em metendo! É oficial, Young. Eu... Eu realmente estou apaixonada. - Admiti sentindo o peso daquelas palavras.

Só então percebi que agora meus três amigos me encaravam como se eu tivesse, no mínimo, umas oito cabeças.

Não os julgo, até eu estava chocada.

A primeira reação veio do Jackson que começou a gargalhar como se não houvesse amanhã.

A Sol, em seguida, apenas sorriu pra mim com uma clara feição de pena e caminhou até o sofá pra se sentar ao meu lado e me puxar pro seu colo.

- Você tá realmente fodida. - Foi o que o Young falou.

- Cara... - Jack disse ainda entre risos. - Você?? Apaixonada? Que diabos tá havendo com esse mundo, meu deus?

- Eu também queria saber. - Falei.

- Ah, não falem assim com ela ,tá? - Solbin me defendeu, acariciando meus cabelos. - E você, Young, pode ir parando que até parece que você também não está caidinho pela Lia.

- Mas o Young é um babão. - Jackson falou fazendo o outro garoto lhe encarar emburrado. - Mas você? Nossa, como isso aconteceu?

- Eu pensei que você eram meus amigos. - Falei falsamente, mas nem tanto, triste.

- Mas nós somos! - Jackson riu.

- Você sabe que pode contar comigo pra lidar com isso não é? - Sol disse puxando meu rosto pra que eu a olhasse. Eu assenti. - E se você se sentir triste, eu vou curar sua tristeza. - Seu tom e sorriso maliciosos me fez sorriso da mesma forma, sabendo bem do que ela estava falando.

- Nossa. - Jackson se aproveitou. -  Acho que estou apaixonado também, sabe.

- Cala a boca, Jackson.

[...]

Minha cabeça estava pra explodir. Minhas mãos soando. Meu coração disparado. E eu me perguntava o por que daquilo tudo.

Eu não me contive, essa noite.

Fui pra praia, respirar um pouco e pensar mas aquela vontade de vê-la, de tocar, beija-la me consumiu e nem percebi quando, automaticamente, eu lhe enviei uma mensagem a pedindo pra lhe ver.

Ela disse que sim.

Depois de algumas coisinhas.

E aqui estou eu, batendo os dedos no volante, estacionada na frente da casa dela.

- Ei! - Tomei um susto. Olhei pro lado e vi um garoto que me chamava.

- Ah.. Oi. - Respondi incerta.

- Eu sou o irmão da Heejin, você não quer entrar e esperar lá? Ela ainda está no banho.

- Ah... - Me senti nervosa. - Não precisa, eu espero aqui mesmo.

- Tem certeza? - Assenti com um meio sorriso. - Então, tá okay! Inclusive, carro legal.

- Ah.. Valeu.

- É um GT V8?

- Isso.

- 2016, certo? - Assenti novamente. Tínhamos um Sherlock Holmes em carros ali. - Uau, deve correr como foguete.

- Sim, ele tem um torque incrível,apesar de eu não ser muito fã de "pisadeira".

Ele riu.

- Que bom que minha irmã está em boas mãos, então.

Aquelas palavras me acertaram em cheio e me fizeram engolir a seco. Apenas sorri em... Agradecimento?

- Contando calúnias sobre mim, Kookie? - Heejin disse saindo da casa e vindo na nossa direção.

Senti meu coração acelerar novamente.

- Sim, tava dizendo pra ela ficar esperta por que você não vale nada. - Eles riram e me perguntei até onde ele sabia sobre o nosso... envolvimento.

- Ela já sabe bem disso. - Ela respondeu deixando o garoto chocado.

E até eu.

- Uau, é melhor eu ir. Está ficando perigoso. - Foi bom te conhecer. - Ele acenou pra mim enquanto Heejin adentrava meu carro.

Acenei de volta.

- A gente se vê por aí. - Respondi, dando partida no carro.

Percebi o olhar da garota sobre mim mas me mantive concentrada na estrada.

- O que foi? - Perguntei e ela riu.

- O que meu irmão falou?

- Nada demais, ele só comentou sobre o carro ser um ótimo esportivo e falei pra ele que mesmo assim eu não era muito de pisar. Ele disse que estava feliz por que você estava em boas mãos. - Ela riu novamente.

- Mas eu estou mesmo. - Sorriu presunçosa se jogando no banco.

- Ele sabe? Sobre... Nós?

- Sim. Ele sabe. A essa altura acho que todos sabem, não é? - Agora seus dedos invadiram os fios da minha nuca, começando um carinho ali como de costume.

Eu adorava aquilo.

Lhe olhei um tanto confusa com suas palavras mas voltei minha atenção para o sinal que havia sido aberto.

Certo que realmente éramos um tanto sem cuidado, nos abraçando em qualquer lugar e não nos importando com quem estava vendo ou não mas, nunca passou pela minha cabeça como as coisas eram em relação aos amigos e claro, o namorado dela.

Uma vez, me lembro do Jack dizendo "Cara,o Jacob tem aquela cara de cu azedo pra todo mundo. Dizem que quando ele perde o controle, fica fora de si mas sobre a Heejin? Ele é um corno manso". Incrível como eu devia ter tirado muito mais dessas palavras do meu amigo do que consegui tirar na época.

As coisas começaram a se encaixar na minha cabeça.

- O que foi? - A voz num tom suave de Heejin me tirou do transe.

- Hum? - Perguntei ainda distraída.

- Você tá tão quietinha.

- Não é nada. - Menti. - É só o trânsito que tá uma coisa hoje. - Falei mas ela não pareceu engolir uma vírgula sequer. - Quer comer alguma coisa? - Desviei o assunto.

- Hum... - Ela fingiu pensar. - Só que a gente for pra aquele lugar onde vendem aquele milkshake de chocolate com amendoim delicioso.

Sorri pra ela.

Ela realmente adorou aquela mistura.

- Tudo bem. Próxima parada o Road Club.

[...]

- E depois ela vomitou o dia inteiro. Eu nunca tinha visto nada como aquilo. - Suspirei em agonia só de lembrar dos dias seguintes ao que aconteceu com Solbin. - Sinto aquela aflição só de pensar.

- O importante é que agora ela tá bem. - Heejin assegurou tocando minha perna. - Que nada pior aconteceu e que seu amigo deu o que aquele cara merecia.

Sorri pra ela que me olhava terna.

- Sim. - Ri. - Ele teve mesmo o que merecia.

Ela riu também.

- Até eu daria uma surra naquele cara idiota. - Ela disse.

- Quem não daria? - Senti raiva só de lembrar do indivíduo mas o silêncio da garota ao meu lado me fez olhá-la. - O que foi?

- Não acho que surrar alguém é do seu feitio. - Eu ri desviando o olhar pra janela. - É que você é tão doce e gentil e quando as coisas saem do controle você foca em agir ajudando a voltarem pro lugar e não partindo pra violência.

- Lá vem você com suas paléstras de psicologia. - Falei a fazendo rir e levar uma batata frita aos lábios.

- Talvez eu realmente acredite que tenho talento e tento um curso psicologia na universidade.

Sorri pra ela.

- Vamos pra praia? - Perguntei de súbito.

Ela me encarou por alguns segundos.

- Vamos!

[...]

Não demorou pra que meus pés, agora descalços, entrassem em contato com a areia fofa e fria. Eu havia deixado meus sapatos no carro, assim como nossos pertences e minha jaqueta.

Observei quando Heejin passou correndo por mim, na direção do mar.

O clima estava ótimo, o calor não estava não forte mas, o clima de verão não abandonada San Francisco. O céu era visto entre as palmeiras e as luzes da avenida.

O que deixava tudo ainda melhor.

- VEM!!! - A voz de Heejin me tirou do transe e logo a avistei, já dentro da água e despida.

Não tardei a tirar minhas calças e seguir na sua direção. Caminhamos pra mais fundo e a garota passou os braços pelos meus ombros, me abraçando.

Sorri pra ela antes de ter meus lábios cobertos pelos seus. Logo a água que cobria boa parte de nossos corpos era quente e aconchegante e sair naquele contato parecia uma péssima ideia.

Eu não sei exatamente quanto tempo passei saboreando seus lábios, no calor daquelas águas com seu corpo colado no meu mas foi péssimo quando a noite começou a esfriar nos alertando que já era hora de sair.

Heejin segurou minha mãe e me puxou pra fora da água e o vento frio fez nossas peles se arrepiarem.

- Tá com frio? - Ela perguntou a minha frente me fazendo rir levemente mas foi questão de segundos pra que meu rosto se tornasse sério.

Em suas costas haviam grandes manchas que eu não tinha percebido antes. A baixa iluminação do lugar não me deixava ver com clareza mas quanto mais nós aproximávamos da avenida iluminada, eu tinha certeza; eram hematomas.

Senti meu sangue ferver e respirei fundo.

- Heejin, o que aconteceu?

Talvez meu tom, tão subitamente sério, atraiu a forma confusa com que ela me olhou.

Paramos de andar, as ondas leves tocavam nossos pés. Ela se virou pra mim e riu aí da sem entender minha pergunta.

- O que...

- Suas costas. - Respondi antes que ela terminasse e então sua feição mudou.

Seu semblante agora era sério e ela preferiu encarar a água a baixo de nós com um suspiro.

- Foi... Um mal entendido com ...

- O Jacob?

- Não foi proposital. - Ela assegurou e suspirei novamente.

A certeza de que ele havia sido o autor daquilo me encheu ainda mais de raiva.

Exatamente como eu desconfiava.

E o que mais me deixava indignada era a tranquilidade e a passividade como ela continuava passando por tudo aquilo.

Porque ela não tomava uma atitude?

Ela cedia.

E aquilo eu não conseguia engolir.

- Ei... - Ela segugou minha mão novamente, se aproximando. - Não vamos estragar nosso momento falando disso, okay? - Mais um suspiro vindo de mim. Forcei um sorriso e assenti. - Agora vamos, meus pais já devem ter chegado e eu estava proibida de sair hoje.

- Vamos, eu te levo.

[...]

Me virei na cama e me deitei com a cabeça no colo de Solbin. Encarei o teto de seu quarto, cheio de luzes decorativas. Me lembro que eu e Jackson havíamos a ajudado a cola-las ali.

Foi um dia divertido.

Seus dedos adentraram os fios do meu cabelo e logo tiveram contato com meu couro cabeludo me fazendo relaxar. 

- Você não vai fazer nenhuma besteira, né? - Ela perguntou quase num sussurro.

Sua voz doce foi tudo que pôde ser ouvido no meio naquela madrugada silenciosa.

Neguei com a cabeça ainda encarando o teto branco.

Eu estava a ponto de enlouquecer.

Depois que deixei Heejin em casa não consegui parar de pensar em seu corpo coberto de hematomas. Na sua omissão. No qual nojento aquele Jacob era.

- Vem aqui. - Solbin se mexeu e sai de seu colo pra que ela se deitasse e me puxasse pra deitar de frente pra si. Nos olhamos e ela voltou sua mão pra minha nuca. - Não faz nada, por favor. - Pediu. - Eu sei bem como você é, que te indigna esse tipo de coisa mas, por favor, não vai se meter com esse cara.

Assenti.

- E eu não tenho nada a ver com isso, não é? Não tenho nada que me meter.

Ela assentiu em concordância e afundou os dedos em meu cabelo.

Os minutos se passaram e logo as carícias em meu couro cabeludo se cessaram, Solbin havia dormido mas eu não consegui pregar os olhos. Logo horas se passaram também.

Eu tinha minha convicção, eu estava proibida de me meter naquilo mas, por que meu corpo parecia não querer obedecer?

Eu queria, ao menos, conseguir entender o que era toda aquela vontade de protegê-la, de defende-la. Mesmo ela não se auto titulando em defesa.

Passei as mãos pelo meu rosto e me sentei na cama pra só então notar pela janela, que deixamos aberta, que já era dia novamente. O céu já estava quase totalmente claro. Olhei rapidamente pra Sol que dormia tranquilamente ao meu lado, sorri lembrando do quanto ela era maravilhosa. Deixei um beijo carinhoso em seu rosto e voltei a encarar a janela.

Dois suspiros e eu apenas senti algo tomar conta de mim.

Peguei as chaves do meu carro e o meu celular, caminhei rapidamente pra fora do quarto, descendo as escadas e logo eu já acelerava pelas ruas ainda pouco movimentadas de San Francisco.

Eu não sabia exatamente onde ele morava mas meu cérebro parecia fazer o caminho exato.

Logo entrei numa rua de um bairro tradicional da cidade.

E pronto.

Freei imediatamente ao ver o rapaz que jogava com sua bola de basquete numa cesta a frente da sua casa.

Senti toda a raiva voltar a mim e foi movida por ela que sai do carro e praticamente corri até ele.

- Ei, cara. - Empurrei suas costas o fazendo derrubar a bola que segurava e se virar pra mim com uma expressão confusa. - Qual a porra do seu problema, hein? Você é um bêbado fodido com probleminhas com o papai e ainda por cima um covarde? Não pode socar a cara do seu velho então desconta numa garota? É isso que você é, né?

Ele continuou me olhando sem expressão por alguns segundos mas logo desviou o olhar pro chão soltando uma risada.

- O que é isso? - Ele perguntou ainda rindo. - Te contrataram como guarda-costas da Heejin? Por que você deve tá recebendo bem pra tomar as dores dela. - Seu olhar debochado não me acovardou mas eu estava surpresa com sua reação. - Eu vou te dizer umas coisinhas, tá bem, filhinha da mamãe? Que antes de bancar a filhotinha latindo você devia saber. Não vale a pena perder tempo nesse emprego, não. - Ele fingiu uma cara de tristeza. - A Heejin não é a princesa em defesa  que você pensa que ela é. - Ele riu. - Você acha que eu não sei? Quando ela tá com você. Acha que eu não reconheço esse seu perfume francês de burguesa mimada? Ela tem esses contatos dela, sabe? Mas o cara dela sou eu.  Ela só tá te usando, filhotinha. Acorda. Ela só te usa pra se sentir amada. Como ela faz com todos os outros.

(PLAY)

Aquelas palavras foram como facas pontiagudas perfurando o meu peito. Dei um passo pra trás ainda encarando seu sorriso cínico e b aberto pra mim.

- E você se achando a heroína. - Ele gargalhou e não dei tempo de ouvir mais nada.

Dei mais alguns passos pra trás e logo me virei passando a caminhar rapidamente na direção da meu carro que acabou ficando mal estacionado a poucos metros dali.

- Isso!!! Vê se vaza daqui e não se ilude mais.

Sua voz agora era distante e oca.

Eu só queria sumir daquele lugar.

Take me back where I was your only friend

(Me leve de volta pra onde eu era seu único amigo)

Well I was patiently waiting on your response

(Bem, eu estava esperando pacientemente pela sua resposta)

You’re perfectly out of place

(Você está perfeitamente fora do lugar)

You say if I can’t love myself

(Você diz se eu não posso amar a mim mesmo)

Then how the hell can I try to love you?

(Então como diabos eu poderia amar você?)

Did you forget how it first felt

Or did you feel nothing when I held on to you?

(Você esqueceu como se sentiu pela primeira vez?

Ou você não sentiu nada quando me agarrei a você?)

You’re perfectly out of place

You’re perfectly out of place

(Você está perfeitamente fora do lugar. Você está perfeitamente fora do lugar)


De repente eu acelerava pelas ruas já movimentadas da cidade, sem ter noção de onde eu estava indo.

Eu não havia pensado direito quando fui até Jacob, por impulso, mas esperava qualquer outra reação dele.

Pra mim ele era o tipo machão top que partiria pra cima ou me xingaria de nomes machisitas e homofóbicos, aquilo não me abalaria mas ele era completamente diferente. Ele não era o tipo burro bruto.

Ele sabia onde era a ferida e ele me atacou dentro dela

Aquilo fazia doer como o inferno.

Eu era uma perfeita otária.

Agora eu tinha mais do que certeza.

Fiz o maior papel de idiota de toda minha vida por uma garota que só estava me usando todo esse tempo.

Eu eu nem estava brava com ela.

Eu estava brava comigo.

Por estar me prestando a isso.

Por estar me afundando tanto.

Meu peito parecia queimar enquanto eu tentava engolir as lágrimas.

Heejin havia me bagunçado perfeitamente.


And you’re so beautiful

I wish I could reach out and touch you

(E você é tão linda. Eu queria poder tocar você)

Soft skin, your lips

I could die, could die and never cry again

(Pele suave, seus lábios. Eu poderia morrer, poderia morrer e nunca mais chorar)

Avistei uma vaga entre alguns carros estacionados e manobrei o meu ali. Fora o melhor a se fazer. Eu não estava em nenhum estado pra direção.

Desliguei o motor e puxei a gola da minha camisa, limpando meu rosto banhado em lágrimas.

Só então vi meu celular vibrar no porta objetos alegando ser uma chamada da Sol.

O peguei o atendendo.

- Oi.. - Minhas voz soou fraca. Ela percebeu.

- Onde você está? Tá tudo bem? Por que está chorando? Vem pra casa. Não vá fazer nada, vem pra casa.

Ela dizia.

Mas já era tarde demais.

Eu já havia cavado minha cova.

Heejin havia desestabilizado tudo dentro de mim.

Eu estava perfeitamente fora do lugar.


Notas Finais


Link da música: https://youtu.be/REH8peVzS40

Voltarei ⛷️


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