História Oculto. - Capítulo 18


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Bertolt Hoover, Jean Kirschtein, Reiner Braun
Tags Amizade, Bertholdt, Ciumes, Drama, Reiner, Romance, Shingeki No Kyojin, Traição
Visualizações 50
Palavras 1.471
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como muita gente me disse que ficou faltando aquele finalzinho falando mais sobre a Christa, resolvi postar essa parte, que eu até já havia escrito. Vamos dizer que é um epílogo! *w*
Boa leitura!!

Capítulo 18 - Recomeçando.


Fanfic / Fanfiction Oculto. - Capítulo 18 - Recomeçando.

 – Ah, eu não aguento mais! Essa criança tá ficando cada dia mais pesada.

– Que nada, é você que tá ficando velho.

Reiner desceu a garotinha dos ombros a aterrissando no chão. A pequena saiu rodopiando e gritando “cavalinho, cavalinho”.

– Alá, ela quer brincar de novo.

– Eu acho é que ela tá te chamando, Jean. - Reiner sorriu satisfeito em provocar Jean.

– Melhor ter cara de cavalo que o lombo de um.

– Tá reclamando do meu lombo, Jean?

– Que isso eu não, na verdade, até que eu gosto. - Jean lançou um sorrisinho a Reiner – Bons tempos.

– Olá homens! - Christa chegou carregando algumas cestas cheias de frutas. – Que bonito né, eu e o Berth nos matando na colheita e vocês aqui; fazendo o que mesmo? - Christa olhou desconfiada para os dois. – Não me digam que já estão discutindo de novo.

– Claro que não, Christa. - Reiner se adiantou ajudando Christa com as cestas. – É só o seu marido aqui, elogiando meus dotes.

– Jean! - a mulher olhou feio para Jean, que afundou no sofá. – Será que dá pra vocês deixarem isso no passado; não quero que a Ymir saiba dessas coisas.

– Por que, achei que ela fosse ao meu casamento com o Berth.

– Não, claro que ela vai Reiner! Vamos todos! Mas eu já expliquei pra ela que você e o Berth são apaixonados, igual a mamãe e o papai. Mas se ela ouvir, ou ver você e o Jean trocando “carinhos”, igual a mamãe e o papai, ai eu não sei mais o que dizer.

– Desculpe Christa, não queria dar mal exemplo pra Ymir.

– Não é mal exemplo, seria até hipócrita se eu dissesse isso, não é mesmo? - houve um silêncio onde Christa pareceu viajar no tempo; uns oito anos atrás. Algumas lágrimas surgiram antes que ela conseguisse se conter. – Desculpem, eu tenho que ver como a Ymir está.

Reiner e Jean ficaram em silêncio. Ambos sabiam que Christa, apesar de ter conseguido aquilo que desejava, se culpava pelo fim da amada. Christa chorou por meses, talvez, até anos, antes de se conformar que a vida devia seguir e que agora, havia duas com ela. A garota resolveu tomar a mesma decisão que Jean; seguir Reiner e Bertholdt de volta a terra natal deles.

O casamento de Reiner também seria uma boa oportunidade para Christa e Bertholdt ficarem mais próximos. Durante todos esses anos, embora Bertholdt trabalhasse com ela nas colheitas no campo, o rapaz evitava a todo custo a sua companhia. Eram raras as vezes que Bertholdt ia até a casa onde Jean e Christa moravam. No começo, havia sim a desconfiança de que Bertholdt estava com medo de perder Reiner; ciúmes. Mas, com o tempo, começaram a perceber que na verdade, Bertholdt também se culpava, por quase ter estragado tudo; por ter traído a confiança da garota. Christa chegou a jurar a Bertholdt que isso não importava mais e que ela o entendia. Mas Bertholdt, parecia irredimível.

Quando Christa chegou no quarto, viu a filha sentada, ajeitando a coroa de flores no cabelo, em frente ao espelho.

– Mamãe, você acha que eu vou ficar bonita para o casamento do tio Reiner?

– E do tio Bertholdt, não se esqueça de falar do tio Bertholdt, senão o tio Reiner vai ficar triste.

– Mamãe você não fala muito sobre o tio Bertholdt. Você não gosta dele? É porque ele e tio Reiner são… papai e mamãe diferentes de você e do papai?

– Papai e mamãe diferentes? - Christa sentiu uma pequena vontade de rir da forma como a filha interpretou aquilo.

– É que eles são… - a menina sussurrou aquilo com um tom de mistério – papai e papai, não é?

– Ah, sim, verdade! - Christa acabou rindo.

– Mas o tio Bertholdt é a mamãe, porque ele é fofo, gentil, muito bonito e faz bolos e doces incríveis! - os olhinhos de Ymir brilhavam ao descrever Bertholdt.

– Poxa, é mesmo, isso é bem o jeito de ser do Berth. Mas eu não me importo deles serem papai e papai, na verdade, eu até sinto um pouco de inveja deles.

– Mamães são mais fofas! Acho que seria legal ter mamãe e mamãe, já imaginou como seria? - a garotinha parou de sorrir assim que viu a mãe ameaçar chorar. – Mamãe, me desculpe! Eu não queria ser má, eu amo o papai, eu estava só… - a criança também ameaçou chorar junto a mãe.

Christa correu abraçar a filha.

– Não chore meu amor, a mamãe não está brava com você, na verdade eu fiquei tão feliz, que chorei; desculpa amor! Eu sei que você ama o papai, eu também gosto muito dele, mas, sim eu ficaria muito feliz se pudesse ter sido mamãe e mamãe! Talvez, ela não fosse tão fofa quanto o tio Berth, e nem soubesse fritar um ovo, mas, com certeza, ela seria a pessoa mais incrível do mundo.

– Ela quem, mamãe? - Ymir limpava as lágrimas olhando confusa para a mãe que parecia completamente perdida.

– Uma princesa, que viveu em uma terra distante há alguns anos atrás. - Bertholdt apareceu ali na porta do quarto, segurando uma cesta igual as que Christa havia trazido. – Mas, ela não era uma princesa qualquer. Ela não era do tipo que gostava de cozinhar, ou ser delicada. Ela gostava mesmo era de cavalgar, lutar, e era muito boa em salvar jovens donzelas.

– Você e a mamãe conheceram uma princesa de verdade? E o que aconteceu com ela, tio Berth?

– Bem, ela foi morar em uma fortaleza, muito bonita e bem guardada, e sabe por quem? - a menina fez que não com a cabeça ainda parecendo estupefata com a história incrível que Bertholdt contava. – Por um anjo. - Christa cobriu o rosto com o chapéu para que a filha não a visse chorando de novo. – E sempre que ela se sente sozinha, ela reza e o anjo conversa com ela. - Bertholdt afagou os cabelos loiros iguais aos da mãe. – Seu pai tá te chamando pra você comer o doce de leite que o tio Berth trouxe.

A garota saiu correndo, eufórica, se esquecendo de tudo o que não fosse o doce de leite feito por Bertholdt.

– Oi, você esqueceu os tomates! - Bertholdt estendeu a cesta à mulher, tímido como sempre.

– Desculpe por fazer você inventar uma história dessas, Berth!

– Bem, na verdade, eu não inventei nada! E me desculpe por entrar assim, mas, o Jean insistiu para eu dizer um oi!

Christa abraçou Berth, desta vez, sem receios. Depois de anos, pode sentir o homem retribuir de verdade, dizendo que estava tudo bem agora.

– Eu acho que a fortaleza está desmoronando. Todos os dias, eu coloco dois ou três tijolos, mas ai vem as lembranças, bate a saudade, e caem dez.

– Você é mais forte do que imagina, Christa. E não se preocupe, é assim mesmo; um tijolo de cada vez.

Bertholdt beijou a testa da mulher e se despediu. Assim que deixou o quarto, Jean entrou e estendeu as mãos para a esposa. Christa olhou curiosa para as mãos vazias de Jean.

– Eu sei que pode parecer pouco, mas essa é a minha contribuição. - Jean simulou o gesto de colocar algo nas mãos de Christa, que ficou olhando sem entender nada. – É um tijolo, para sua fortaleza.

 

Se Christa chorou ao ser confortada por Bertholdt, agora, a garota que se mostrava sempre tão forte, caiu na choradeira, se jogando no colo do marido. Jean se preocupou um pouco e abraçou a mulher que, com o tempo, aprendeu a amar.

Jean gostava do jeito doce e tímido de Bertholdt e até aprendeu a apreciar a forma meio rude e as liberdades que passou a ganhar de Reiner. Mas, ele sabia que entre os dois, não havia espaço para ele; teria, assim como Christa, que recomeçar do zero. Juntar os cacos e tentar seguir em frente com o que tinham, e um ao outro, era tudo o que lhes havia restado. Decidiram morar juntos assim que chegaram a nova terra, até para dar mais liberdade a Reiner e Bertholdt.

Christa sabia que Jean sentia muita falta de Marco e que ainda insistia suprir tal buraco com a companhia de Bertholdt, que raramente cedia. Até mesmo Reiner, Jean se acostumou a procurar para aliviar as tensões mais pesadas. Tinha que admitir, nunca se importou muito com as preferências de Jean, uma vez que ela mesma, teve as suas; ela o entendia bem.

Mas logo veio a notícia de que Ymir estava a caminho. A chagada do bebe mudou a atitude de todos; principalmente a de Jean, que passou a se dedicar mais a mulher.

Durante todos esses anos, embora nunca tivesse dito nada, Christa sabia que tanto Bertholdt quanto Reiner, também colocavam seus tijolinhos ali. Mas Jean, foi muito mais que apenas uma outra pequena parte disso.

Ele era o alicerce.  



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