História Odeio Amar Você - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Dominique Weasley, Fred Weasley Ii, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucy Weasley, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley II, Personagens Originais, Pirraça, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Geração Marotos, Grifonória, James Sirius Potter, Malfoy, Potter, Sonserina
Visualizações 43
Palavras 2.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente linda do meu coraçãozinho.
Olha eu aqui com mais um capítulo dos dramas de Adhara Malfoy!
Não deixem de comentar :3
Bjusbjus

Capítulo 6 - A Maldita Indiferença


Fanfic / Fanfiction Odeio Amar Você - Capítulo 6 - A Maldita Indiferença

Tá legal, eu não estava tão disposta assim a socializar. Depois de uma longa reflexão que levou todo o caminho de Hogsmead até o Castelo e então até o meu quarto, sem falar do banho divido no banheiro dos monitores chefes, eu finalmente decide que não havia nada de errado comigo.

Na verdade, era ótimo o fato de todo mundo me considerar insociavel e reclamona. 

Roxanne tinha boas intenções ao falar aquilo para mim. Mas não significa que eu vá ou deva mudar meu jeito, certo? 

Exatamente.

Coloquei uma roupa mais social para me encontrar com o professor Slughort. Suas reuniãozinhas eram conhecidas por não serem nada "inhas". 

Já devidamente vestida com uma saia de couro preta e soltinha, uma blusa vermelha estilo bata é minha jaqueta de couro também preta, sai do meu dormitório até a sala de Poções, ainda com o estômago revirando de nervoso. A voz de Roxanne teimava em ressoar pelos meus ouvidos.

Como eu já previra, a música da sala do professor podia ser ouvida do lado de fora. Lá dentro, umas vinte pessoas já ocupavam a mesa, com Slughort na cabeceira como sempre, uma conversa animada sobre amenidades preenchia o ambiente. 

Slughort sorriu assim que me viu na entrada da sala. Gesticulando para que eu entrasse. Infelizmente o único lugar vago era ao lado do Trasgo.

Talvez eu devesse ter bebido umas cervejas amanteigadas a mais. Com certeza eu deveria ter bebido.

Mal olhe para ele ao me sentar. Depois dos cumprimentos, Slughort comandou a conversa do jeito que ele adora fazer: perguntando sobre as famílias de seus troféus, mencionando ex-alunos espetaculares, falando de Harry Potter principalmente.

—Pensei que não viria. —Sussurrou aquele cabeça de titica para mim, da maneira mais discreta possível. 

Abri um sorriso para Rose sentada na minha frente, que retribuiu de um jeito muito fofo. Okay, eu não poderia culpar meu irmão por gostar dela. Talvez ela também fosse uma Weasley que valia a pena.

—Sinto muito decepciona-lo, Potter. —Respondi. Antes de olha-lo bem nos olhos e dar o meu melhor sorriso amarelo de todos os tempos. —Ah não, espera um pouco. Não sinto nada na verdade.

—Pelo menos nisso a gente concorda, Malfoy. —Falou o Trasgo.

O encarei de cenho franzido. 

Nisso o que, Potter?

Ele abriu um sorrisinho irônico e voltou a falar com Dreya Fleumont, uma das ex-alunas que Slughort convidou para essa noite.

Ao longo de todo o jantar, mal o encarei uma segunda vez. Por mais que meu lado explosivo quisesse estapear a cara desse energúmeno a cada piadinhas sem graça, sorriso maroto e piscadela do tipo "eu sou um gostosão".

—Adhara, minha querida. —Falou Slughort, como quem chama uma velha conhecida. Tentei a todo custo não revirar os olhos. —Soube que seu pai está trabalhando em um projeto novo.

—Ah sim, ele está muito ansioso para abrir a nova ala do Sant Mungus. Planeja tratar pessoas que foram torturadas por maldições negras. —Eu conto, animada. —Eles tem um ótimo projeto de orientação para quem quer cursar Medibruxaria depois de Hogwarts, sem falar nos trabalhos voluntários que eles promovem para todas as idades.

—É verdade! Eu participei ano passado. A equipe toda foi muito atenciosa. —Conta Rose. —Eu fiquei na ala das crianças, aqueles que perderam os pais para saqueadores e tinham sido resgatados por aurores nas últimas 48 horas. —Rose olha diretamente para mim enquanto fala com um sorriso meio tímido. 

—Impressinante. —O nosso professor fala. Retomando a conversa para si. —Certa fez, um de meus mais estimados alunos foi levado pelos Sequestradores, na era sombria de você-sabe-quem...

Parei de prestar até no resto do que ele falava ao me ocupar apenas em apreciar o jantar. Pelo menos a comida ali valia o esforço. 

Por mais que eu quisesse sair correndo pela porta assim que a sobremesa foi servida, controlei meus nervos. Os pratos foram retirados e Slughort nos levou até sua sala particular, para os drinks finais. 

Antes de entrar na sala, ouvi uma risadinha feminina e olhei para trás, me deparando com Dreya e aquele Trasgo praticamente se engolindo. 

Pelo amor de Merlim, eles deveria arranjar um quarto isso sim. Bufei, revirando os olhos para aquela cena patética e quase batendo testa com testa em Rose que seguia na minha direção com passos mais lentos.

—Ai. Desculpa —Falei, esfregando meu rosto assim como a Weasley. —E aí, Rose, tudo bem?

A ruiva me encarou como quem observa um E.T falando algo pela primeira vez. Enquanto caminhamos lado a lado até uma das poltronas próximas a lareira.

—C-claro, Adhara. Tudo ótimo, e você? —Ela perguntou, ainda insegura. 

Sorri para ela, nunca tentativa de me mostrar mais amiga. Quer dizer, se ela viesse a ser minha cunhada, o mínimo que eu podia fazer era ao menos tentar. Não é como se eu estivesse seguindo o conselho de Roxanne e me aberto para o mundo.

Apenas Rose. Nada demais, nadinha.

Com um pouco mais de esforço, começamos uma conversa mais tranquila sobre a escola, livros e até mesmo nossas bandas preferidas. Acabei descobrindo que Rose era uma garota muito legal, tímida e inteligente como a mãe dela.

Eu estava prestes a encerrar a noite, depois de me despedir de todos os presentes —ou melhor, quase todos— sai da reuniãozinha do Slu me sentindo melhor do que eu esperava.

Não que não tivesse sido desagradável, certas coisas não mudavam, como por exemplo o Potter e sua insaciável mania de agir com a cabeça debaixo ao invés dos neurônios de cima. Mas isso não importa, não me interessa nadinha.

Acabei me distraindo com minhas afirmações do quanto eu não estava nem aí para o que aquele babuíno boboca tapado de meio cérebro que por uma fração de segundos errei o piso da escada, torcendo o pé.

Tudo aconteceu muito rápido, antes que eu pudesse retomar meu equilíbrio a escada se mexeu, mudando de lugar e me fazendo girar e girar e girar. 

Meu corpo chegou no fim da escada ao mesmo tempo que a mesma parava no andar seguinte. Mal tive tempo de abrir os olhos quando um par de mãos chamou o meu nome.

Não exatamente o meu nome Adhara.

—Malfoy. —Era a inconfundível voz do maldito Trasgo. Por que ele sempre está por perto quando eu me ferro na escada?

É praga de Merlim? Castigo de Morgana? Já sei, eu estou amaldiçoada por toda a eternidade por conta daquela vez que falei para Scorpius que ele era adotado e ele ficou chorando por semanas, sem acreditar que meus pais diziam que era mentira.

Com toda certeza foi naquele ato de maldade.

Tentei sentar, mas minhas costelas pareciam arder, meus olhos se encheram de lágrimas no mais simples movimento.

—Estou ótima, Potter. Porque não volta lá para a Fleumont e sua troca de germes? —Minha voz soa mais rancorosa do que eu me sinto. Okay, isso é uma baita mentira.

Ele me encara como se eu fosse maluca. 

—Por mais que você seja uma tremenda chata, metida e mau-humorada, a boa educação que meus pais me deram me impede de simplesmente deixar você sozinha aqui chorando de dor como um bebê, Malfoy. —Disse ele, todo arrogante.

—Eu não estou chorando. Muito menos como um bebê. E eu dispenso qualquer ajuda sua. —Cruzei os braços. Admito que a situação deveria estar até engraçada vists de fora, mas eu odeio tanto esse imbecil que não podia apenas evitar aquele conflito.

Sem falar que eu detesto pedir ajuda pra alguma coisa. Teimosia herdada da minha querida mãezinha, Astoria.

—Cabeça dura.

—Cabeça de titica.

—Essa ofensa já virou repetitiva. Está sem criatividade, Malfoy?

—Vai a merda, Potter! —Novamente tentei me mexer, soltando um palavrão de dor.

Não era só minhas costelas. Meu pé também estava numa posição bem estranha.

—Aiaiaiaiaiaiaiaiaiai tá doendo. —Eu choraminguei dessa vez. Com direito a algumas lágrimas escorrendo pela bochecha e tudo.

Apesar da minha situação delicada, James Sirius Potter não conseguiu controlar sua risadinha irônica. Então finalmente resolveu usar aqueles músculos dele (não que eu tenha reparado nos músculos dele. Longe de mim, bem longe de mim) e me carregou no colo até a enfermaria.

—Quem diria, Malfoy, por trás desse seu coração de gelo existe um bebê chorão —Zombou ele. 

Fiquei tentada a beliscar qualquer parte do corpo dele pelo insulto, mas a coerência me trouxe de volta a razão, já que uma nova queda não me faria bem nenhum.

—Cala a boca. —Resmunguei.

Meu corpo foi tomado pelo cansaço, minha cabeça se apoio no pasmem peitoral do Potter e eu fechei os olhos.

Certo, até que não era tão ruim assim. Estava até aceitável. Quer dizer, tirando fato daquele cheiro horrível dele, uma mistura de sabonete, creme de barbear e perfume masculino. Sem falar no hálito de menta com whisky de fogo que exalava dele toda vez que o maldito abria a boca para comentar algo. Eu estava ignorando completamente todas essas coisas, como o coração dele batia acelerado contra o meu ouvido devido ao esforço de me carregar escada acima. Ou o som da respiração dele, que chegava morna e fazia minha franja balançar.

Eu definitivamente não estava reparando nessas coisas.

Quer dizer. Eu não estava mesmo  ligando para isso. 100% de indiferença da minha parte.

...

Madame Promfrey conseguiu tratar dos meus ossos fraturados com tamanha rapidez que eu já me sentia muito melhor. Ela insistiu para que eu passasse a noite ali, mas como eu também sou um pouquinho persuasiva, a convenci de me deixar ir para o meu quarto.

Passando pela estátua de Alastor Moody, abri a porta do meu quarto necessitada de cama. A noite tinha sido muito exaustiva e por mais que amanhã fosse domingo eu ainda tinha coisas para resolver, principalmente sobre as monitorias. 

—Que Merlim me...

Soltei um grito esganiçado ao dar de cara com Abgaill no meu quarto. Eu tinha esquecido completamente de que ela viria aqui depois do encontro.

Me apoiei na porta, com as mãos sobre o peito. Meu coração batia tão rápido que eu pensei que estava infartando.

—Misericorida de Morgana, Abgaill Zabine! Eu quase morri aqui.

Minha amiga sorriu para mim desconfiada.

—Dizem que quem leva susto desse jeito é porque estava pensando em coisa que não devia. —Ela comenta, apoiando os rosto entre as mãos ao deitar de bruços. —No que você estava pensando?

Minhas bochechas pareciam pegar fogo, algo bem raro de acontecer, sendo sincera. Tirei minha jaqueta a colocando sobre a cadeira.

—Você lê romances trouxas demais para tirar essas conclusões malucas.

Minha amiga levanta as sobrancelhas de maneira engraçada.

—Hmmmm quer dizer que você estava pensando em um cara? Uau, Adhara, eu já tinha me conscientizado que você era uma lésbica não assumida.

—Se eu não estivesse tão cansada, eu varia você retirar tudo isso que disse, jovem Zabine. —Eu suspiro ao me jogar na cama ao seu lado. —Vamos ao que o interessa aqui, seu encontro com Frederico Weasley! Devo preparar algum plano que envolva cortar as bolas dele fora ou...?

Minha amiga soltou um daqueles suspiros que pessoas apaixonadas soltam quando lembrar de alguma coisa. A encaro fixamente, o sorrisinho frouxo nos lábios, a cara brilhando.

—Que Morgana nos salve, você está apaixonada por um dos amigos de James Sirius Potter. É O APOCALIPSE!!!

Ela me bateu com uma das almofadas. 

—Estou debilitada, você não sabe do acidente que eu passei no caminho para cá!

Então eu conto para ela da história toda com a escada. E a reunião do professor Slughort também. 

—Ele beijou ela bem na sua frente? Que horror —Ab diz, numa careta de nojo. 

Eu reviro os olhos.

—Pare de mudar de assunto. Me conta do encontro logo! 

Minha amiga sentou na cama com as pernas cruzadas, me estendeu uma das garrafas de Gim que a própria havia contrabandeado diretamente de Hogsmead para o caso de tudo dar errado e nós precisarmos afogar as mágoas.

—Ele foi um fofo! —Ela exclama. Minha cabeça tem dificuldade de associar a imagem de Fred Weasley como sendo fofo, mas como dizem: quando se está apaixonado até cheiro de pum vira perfume francês. —No início Fred estava nervoso, achando que você ia sair de algum lugar escondido para ataca-lo se ele tentasse alguma coisa comigo.

—Bom, pelo menos ele sabia dos riscos...

—Shiu! Estou contando. —Ela fala antes de dar um longo gole na bebida. —Passeamos Hogsmead inteira. Você sabia que tem uma lanchonete nova lá? Eles fazem comida estilo fast food dos trouxas. Ficamos por lá com milkshakes e batata frita, conversamos bastante. Ele me contou que quer trabalhar com o pai quando terminar Hogwarts, e perguntou de mim também! Saímos da lanchonete de mãos dadas. Ele é tão romântico.

Ela suspirou de novo. Abraçando a garrafa como se representasse Fred. Eu reprimo minha vontade de revirar os olhos.

Como eu bem disse, provavelmente fui amaldiçoada por Merlim e Morgana, só isso explica o porquê de que a cada dia que passa, de alguma maneira nova, acabo mais e mais envolvida com coisas relacionadas ao maior Imbecil de toda a Hogwarts.




Notas Finais


Oioi monamores!
Mais um capítulo para vocês fresquinho !
O que acham de um pov James no futuro próximo?
Não deixem de comentar!
Bjusbjus


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