História Odeio Te Odiar - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Personagens Originais
Tags Bakudeku, Bakugou, Boku No Hero Academia, Deku, Izuku, Izusuki, Kacchan, Katsuki, Katzuku, Midoryia, My Hero Academia
Visualizações 107
Palavras 2.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, seres humanos lindos desse mundo!
Uma semana se passou, então aqui estou!
Espero conseguir manter essa frequência de um por semana! Torçam por mim!
Agradeço aos comentários, fiquei muito feliz com suas palavras!
Enjoy, humans!

Capítulo 2 - Eu sou uma pessoa terrível?


Izuku realmente estava em choque. Nunca recebeu um sorriso sincero da parte do outro, fato que o pegou totalmente de surpresa e não negaria, aqueceu seu coração.

- Nós nos conhecemos há quanto tempo?

O loiro o reconhecia, se lembrava da presença do outro em sua vida, mas nada muito específico. Se o esverdeado iria viver contigo até que ele estivesse bem, se sentiria mais a vontade sabendo mais sobre ele, bem, novamente.

- Pra falar a verdade, não me lembro ao certo..

 Bakugou observava atentamente a paisagem que passava rapidamente, era bom sentir o vento batendo em seu rosto.

- Nossas mães são amigas, então acabamos nos acostumando um ao outro..

- Você fala como se tivesse algum problema com isso, não é algo bom?

Midoriya parou em um semáforo e coçou a cabeça nervoso.

- Sim, sim, é.. – seu riso falso chamou a atenção do outro, que podia estar perdido, mas por alguma motivo sabia perfeitamente que o outro mentia pelos trejeitos.

- Tem algo que não quer me contar? – perguntou com uma olhar neutro que comumente era direcionado com alguma ameaça, o que gerou um arrepio involuntário no corpo do maior.

- Não.. É... Bem.. Então.. – Midoriya começou a gaguejar mais forte. Só confirmando que estava escondendo algo.

- Você não gosta de mim?

- Não! Claro que eu gosto! É que.. – o esverdeado se deu conta do que falou em voz alta e começou a tremer. Só saiu de seus devaneios graças à busina do carro atrás deles, indicando que o semáforo abriu, mas seu rosto ainda pegava fogo.

- Eu não gosto de você?

O jovem de olhos verdes não tirou os olhos da estrada, mas sua expressão de vergonha deu lugar a algo entre medo e tristeza, fato que o outro capitou facilmente.

- Mas você faz algo que eu não gosto?

- Se você contar respirar, sim. Fora isso, não.. – Izuku percebendo como respondeu o outro, por reflexo levantou o braço que estava do lado de Bakugou para se defender, mas disfarçou arrumando o retrovisor ao ver o menor o encarando confuso.

- É Midoriya, certo? – questionou antes de continuar o interrogatório.

- Pode me chamar de Izuku.. Ou..

- Deku..

- Sim.. – respondeu com um sorriso meio azedo.

- Você não gosta desse apelido, não é?

- Inicialmente não, mas.. Aprendi a gostar dele. Com o tempo ele ganhou outro significado.. Foi você que me deu esse apelido, Kacchan..

O loiro olhou dele para frente e depois voltou a olhar para a janela com um rubor crescendo pelo rosto.

- O que foi? Não gosta de Kacchan?  - questionou com um sorriso sincero. Ele não o julgaria, sabia como era ter um apelido que não gostava.

- Não.. Quer dizer, não tem problema me chamar assim, é que.. Passa uma intimidade que por mais que eu saiba que existe, não tenho no momento.. É estranho..  – definitivamente, ser sincero e falar de sentimentos era uma coisa nova de se ver da parte do menor.

- Porque você está tão na defensiva?

O maior poderia se fazer de desentendido, mas sabia exatamente sobre o que o outro estava perguntando. Mas ele não fazia por mal, só estava acostumado com o Bakugou que não perdia uma oportunidade de lhe dar um soco.

- Digo, se eu respiro um pouco mais alto você começa a tremer.. Eu.. É.. Batia em.. – o esverdeado não o deixou terminar a pergunta, pois sabia que isso geraria mais perguntas e ele não estava confortável para ter essa conversa.

- Vamos parar de falar de mim, me diga, como você se sente? – a questão era tanto para mudar de assunto como por preocupação.

- Na verdade, muito bem. Sei que não lembro de nada, mas.. Isso é bom, de certo modo. Mesmo que seja passageiro, vou aceitar o concelho da Vital e aproveitar uma vida sem preocupações enquanto posso.

Midoriya olhou de soslaio para o dono dos olhos vermelhos com um sorriso travesso e voltou a se concentrar na estrada.

- O que?

- Nada.. É.. – Izuku ria de nervoso. – Você não sabe o quanto é estranho te ver assim..

- Assim como? – Katsuki franziu a testa como sempre faz quando estava nervoso, mas sem sua habitual aura endiabrada, na verdade não era tão assustador.

- É.. Passivo? - a questão, ou seria uma afirmação? Bem, fez o menor desejar se fundir com o banco.

O donos dos olhos verdes fez uma curva parando na portaria de um condomínio. O maior sabia que ali ficava a sua casa, mesmo sendo difícil de explicar, algumas coisas surgiam conforme ele revia coisas, lugares ou pessoas, mas nada concreto, apenas fragmentos e noções.

- Bom dia... É.. Desculpe, não me lembro seu nome.. Poderia por favor, liberar nosso acesso?

O guarda abaixou a cabeça assustado olhando para o motorista e novamente para o carona. Vale enfatizar que o susto era pela educação e estado de espírito do morador e não pelo fato do mesmo ter esquecido seu nome.

- Bom dia, Mitsui... É.. Você pode me dar à segunda autorização da garagem dele?

- C-claro.. Você vai ficar quanto tempo? – questionou enquanto entrava no cadastro do loiro.

O maior analisou o outro devagar e percebeu que ele se sentia desconfortável recebendo sua atenção. Essa seria uma experiência interessante..

- Acredito ser melhor reservar por tempo indeterminado.. O Bakugou está com alguns problemas de saúde e vou ajudá-lo por enquanto..

- Você tem certeza, Sr.Midoriya? – ao receber um olhar de reprovação pela pergunta da parte do loiro, o porteiro quase caiu para trás. Da maneira menos vergonha que pode, ele recompôs a postura e entregou o cartão ao loiro.

- Ele pode ser difícil de engolir, mas no fundo vale a pena! – declarou levando um soco no ombro.

- Eu ainda estou aqui e parem de olhar pra mim com cara de medo, eu ehn...

Com um aceno, o esverdeado se dirigiu para a quadra e rua cuja a residência do outro se encontrava.

- Chegamos! – anunciou depois de estacionar.

- Eu lembro da minha casa, ok? – Katsuki fez menção de sair do carro, mas seu corpo ainda doía muito quando tentava se mover. Mesmo que para algo simples como abrir uma porta, o que o deixou emburrado, mas pelo menos ele não estava cheio de faixas. Fofo, foi à palavra que passou pela cabeça do outro.

- Acho que eu posso ir embora, porque esse é o Bakugou que conheço.. – afirmou com um semblante triste.

- Ah, qual é.. Se todos ficassem olhando pra você com cara de medo, como se você fosse bater neles a qualquer momento, como se sentiria?

Izuku suspirou saindo do carro, indo em direção à outra porta para auxiliá-lo. O loiro até tentou recusar a ajuda, demonstrando que sua teimosia ainda estava bem viva, mas quando percebeu que cairia depois de um passo, se deixou ser carregado nos braços.

Sinceramente, como o deixaram sair do hospital?

Midoriya pegou a bolsa no porta malas que ele mesmo fez com as roupas do amigo e a colocou no ombro, caminhou devagar em direção a porta, subindo as escadas da casa.

Era uma casa aconchegante e modesta. O primeiro andar possuía dois quartos, sendo um usado como uma espécie de escritório e um banheiro entre eles. O térreo contém um quintal nos fundos, a cozinha e a sala, que era à entrada da casa.

Qualquer um que entrasse ali, nunca diria que aquela era a casa de Katsuki. Além de limpa, possuía um designer moderno com tons claros de cinza.

- Você prefere na cama ou no sofá?

A pergunta veio com um tom inocente, mas ambos coraram ao perceber o duplo sentido.

- Ér... Pode me deixar aqui o sofá, por enquanto..

Soltando a bolsa no chão, o maior o colocou sentado em seu sofá da maneira mais delicada que pode, irritando o outro.

- Eu não sou uma boneca de porcelana! – disse um pouco alto demais, assustando o mais novo que o soltou no sofá com o susto.

Bakugou gemeu de dor, mas mais em reflexo, pois boa parte do impacto foi absorvida pelo estofado.

- Desculpe, você me assustou.. Está doendo muito, você quer um remédio para a dor? Quer alguma.. – o loiro se irritou com o excesso de cuidado dele novamente e acabou gritando, brotando faíscas das mãos.

- EU TO BEM, CARAMBA! PARE DE ME TRATAR COMO CRIANÇA!

Um olhar de medo mais perceptível tomou o rosto de Midoriya que tropeçou caindo para trás com o grito.

- É... Desculpe.. Você tem razão, me perdoe, Kacchan. Eu vou preparar algo pra você comer.. A Vital deixou uma dieta pra você seguir para se recuperar mais rápido.

O menor acompanhou o andar do esverdeado até a cozinha e virou a cabeça para a janela, ele estava ficando irritado com o jeito do outro. Escutou sua geladeira ser aberta, seguido dos armários e em alguns minutos não estava mais sozinho na sala.

- Eu fiz uma lista do que faltava... É.. Vou ao mercado, você quer alguma coisa? – perguntou sem o olhar nos olhos.

- Tse.. Quero ficar sozinho..

- T-tudo bem.. – o maior pegou o controle da televisão e deixou no colo de Bakugou, que mantinha os braços cruzados olhando para o lado oposto.

O esverdeado pegou sua chaves e saiu da casa fechando a porta devagar. Sabia que independente da perda de memória, ainda teriam coisas que não iriam embora, como o gênio do outro. De qualquer modo, ele realmente precisava de um tempo para si, não se perde a memoria todos os dias.

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Guardando as compras no carro, Midoriya sustentava o celular no ombro.

- Sinto muito, mas preciso me ausentar da agência por alguns dias, tenho certeza que você pode cuidar das coisas.. Sim, sim.. Não, estou bem, mas não posso trabalhar como herói até segunda ordem.. Tudo bem, conto contigo!

Ao encerrar a ligação, recebeu uma mensagem de Vital.

“Olá Deku! Como estão indo?”

“Voltando do mercado.. Porque você colocou fondue de chocolate amargo na lista de necessidades dele?”

“Ah, esse tipo de chocolate é rico em antioxidantes, com maior teor de nutrientes e menor de gordura e açúcar e os morangos... É.. Ele melhora a capacidade mental, que é o que nosso amiguinho explosivo precisa..”

“Certo... E quanto a chile picante?”

Fechou o porta malas e entrou no carro esperando uma resposta.

“Anti-cancerigino, analgésico, anti-inflamatório e antimicrobianos... Quer que eu continue?”

“Porque preciso fazer massagem nele enquanto ele toma banho?”

A resposta veio mais rápida dessa vez, o que o fazia pensar que ela já tinha pensado nas respostas dessa conversa.

“A massagem ela ajuda de diversas maneiras, controle do estresse, alivio de dores musculares, melhora a circulação sanguínea.. É para ele melhorar mais rápido..”

“Fora que ajuda na aproximação de vocês..” -  enviou em seguida.

Ela finalmente falou o que ele precisava para confirmar sua teoria.

“Ele não devia ter saído do hospital ainda...”

Pelo indicador do aplicativo, Izuku identificou que ela gravava um áudio e longo pelo jeito.

“Meu querido Deku, eu não tomaria nenhuma decisão que seria prejudicial à saúde dos meus pacientes. Tenho total noção das mãos de quem está responsável por cuidar dele, então não tem problema algum. E qual o problema de você tentar se aproximar dele nesse momento? Te conheço o suficiente para saber que não vai se aproveitar dele e que na verdade ele pode acabar fazendo isso por si só..”

O esverdeado ligou o carro e quando ia responder para desligar o celular e voltar à casa do loiro o mesmo mandou uma mensagem.

“Deku?”

“Oi, Kacchan.. Você se lembrou de alguma coisa que queria?”

“Não.. Você vai demorar pra voltar?”

“Já estou a caminho, por que? Aconteceu algo?” – o maior já ia pisar fundo, quando a resposta chegou.

“Não.. Só pra saber”

“Daqui a pouco estou ai”

Midoriya não sabia como reagir, pois Katsuki nunca iniciava a conversa, então não sabia se algo tinha acontecido e ele não contou ou se só está com medo de ficar só, ou algo do tipo. Antes de partir, ele respondeu Vital com outro áudio.

“Você tem que parar de dar uma de cupido, uma hora pode dar errado..”

Mas de qualquer forma ele sorria para a estrada, pois se houvesse uma oportunidade de voltar a ter um relacionamento normal com o outro, não seria nada ruim.

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Bakugou entendia sua situação, mas mesmo assim não deixava de se irritar com o tratamento que as pessoas lhe davam.

Logo se entediou com o conteúdo da televisão e passando por cima da dor, ele se ajoelhou no sofá e ficou observando a paisagem do lado de fora.

O condomínio tinha um formato de heptágono. A portaria se localizava na base, reservando três casas por reta ao redor do conjunto. O meio era dividido por uma passarela que vinha da portaria até a ponta superior. A primeira fileira do meio tinha quatro casas, duas de cada lado da passarela e esse numero crescia até o centro e voltava a decair até quatro casas no topo.

O loiro morava na primeira casa da segunda fileira, ao lado da passarela, o que dava visão de todos que cruzavam o caminho.

Algumas pessoas acenavam com a cabeça e ele retribuía com um sorriso e um aceno fraco, o que causou alguns tropeços, alguns aceleraram os passos e outros ficaram em choque, até que ele se cansou e fechou as cortinas. Ele deve ser uma pessoa horrível, isso justificaria a reação de todos com sua educação.

Depois de tanto pensar, resolveu que seria interessante ir escrevendo as coisas que ele ia descobrindo e suas percepções fora da curva, para quando recuperar a memoria ser alguém pelo menos um pouco melhor.

Katsuki ponderou sua situação e pensou se não seria melhor esperar o maior chegar para pegar seu celular, mas não queria ser totalmente dependente do outro, devia tentar se mover pelo menos... O que podia dar errado?

Bem, essa pergunta foi respondida dez minutos depois dele tentar chegar ao Rack em busca do aparelho que carregava. O dono dos olhos vermelhos tentou levantar, mas percebeu que sustentar o peso do seu corpo não era uma opção, então acabou engatinhando o mais devagar possível pelo tapete e quando ficou de frente para o móvel, a dor já estava forte demais, então ele caiu no chão com tontura.

Com suas ultimas forças estendeu a mão e pegou o celular para chamar o outro. Como deveria chamar ele? Deku, Midoriya, Izuku.. Optou por Deku, era mais fácil de escrever.

 “Oi, Kacchan.. Você se lembrou de alguma coisa que queria?”

Ele respondeu de imediato, o que o surpreendeu, já que o outro havia demonstrado ser super protetor. Provavelmente pensou que tinha acontecido algo.

“Não.. Você vai demorar pra voltar?”

“Já estou a caminho, por quê? Aconteceu algo?”

Ao pensar em como o outro reagiria se ele contasse o que tinha feito e que estava estirado no chão, provavelmente ele sairia voando, o que não era seguro.

“Não.. Só pra saber”

“Daqui a pouco estou ai”

Bakugou pousou o aparelho no peito e ficou feliz ao saber que o outro estava voltando. Esse conflito de sentimentos para com o esverdeado estava matando ele.

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Izuku parou o carro e saiu meio apressado, pois estava com medo que sua teoria estivesse certa e ele odiava quando estava correto nessas ocasiões.

- Kacch.. KATSUKI! – enquanto abria a porta ele já chamava o loiro, mas se assustou ao ver o outro desmaiado no chão e acabou gritando. – Oe, Kacchan, acorde..

O maior trouxe o mesmo delicadamente para seu colo e tentou acordá-lo, mas sem sucesso.

- Kacchan, por favor, acorde..

Chorando e quase terminando de discar o numero de Vital o menor segurou seu braço.

- Não precisa.. Ligar.. Pra ninguém..

- Você estava desmaiado no meio da sala, não acordava mesmo eu estapeando sua cara, esperava que eu fizesse o que?

O outro emitiu um rosnado fraco que teria assustado o esverdeado se o mesmo não estivesse em choque.

- E-eu... Só preciso de um banho.. Comer.. E dormir.. Só, isso.. – disse entre pausas.

- Não, eu vou ligar para a Vital, você não está bem.. – mas não conseguiu pegar o celular, já que não iria machucar o outro para tal. – Kacchan, me da o celular!

Bakugou fez que não com a cabeça e se forçou a se sentar, pousando a cabeça na curva do pescoço do maior que prendeu a respiração.

- Banho.. – sussurrou causando um arrepio no corpo abaixo de si, que o pegou no colo e subiu devagar até o banheiro o colocando na banheira.


Notas Finais


Uhn.. Eu sei, eu sei.. Parei na melhor parte. Ou será que não? Bem, para saber se parei no que seria a melhor parte, já sabe.
Nos vemos por aqui, espero que quinta que vem! O horário pode variar, please, keep calm..


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