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História Odile - Capítulo 16


Escrita por: Vatrushka

Capítulo 16 - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction Odile - Capítulo 16 - Dezesseis

Despertei aos poucos. Me senti mais pesada e mais zonza que o normal.

Abri os olhos. Minha visão estava embaçada.

Tentei falar. Foi quando senti uma mordaça em minha boca.

Senti a corrente de adrenalina fluir em meu sangue, mas meu corpo parecia lento demais para responder. Com a respiração acelerada, tentei me mexer.

Foi quando percebi que meus pulsos estavam acorrentados às extremidades da cabeceira de minha cama. Não sei como estavam minhas pernas, mas sequer conseguia mexe-las.

Entrei em pânico. Não. Isso de novo não.

Só pode ser um pesadelo.

— Finalmente acordou. — A voz de Lady Tremaine já não estava tão doce. — Já não tinha tanta graça brincar com você desta forma.

Esforcei-me para enxergar o que estava acontecendo. Lady Tremaine estava nua em cima de mim. Eu estava com o espartilho que ela havia me dado de presente.

Como...? Minha mente tentava articular. A minha última memória havia sido de quando eu tinha ido me deitar, após conversar com Cinderela...

— Eu comprei mais um presente pra você. — Lady Tremaine me disse. — Aqui está. — Ela me mostrou uma gargantilha. — Linda, não?

Senti seu toque em minha garganta. Mesmo que eu estivesse tentando reagir com cada fibra do meu ser, não conseguia.

— Oh, não não não. Quietinha. — Ela sorria de forma maligna. Mostrou-me uma seringa vazia. — Isto a deixará... Tranquila.

Inferno. Então era por isso que não conseguia me mexer direito.

No mínimo, devia ter invadido meu quarto depois que me deitei para me drogar com aquilo.

Senti sua intimidade roçando na minha, enquanto ela ainda falava: — Vi que foi visitar a criada no meio da noite. Tsc tsc tsc. Meus cuidados não foram suficientes pra você? E claro... Também não pense que não vi as fugas de Hércules para o seu quarto nestas últimas noites...

Como última alternativa, pensei em me transformar em cisne para fugir dali. Tentei, mas não consegui.

Lógico que não consegui. Concluí. Estou fraca demais para qualquer coisa.

O pior foi ouvir seus gemidos. — Você é realmente uma gracinha... Assim como diziam os rumores: a filha do marquês de Samênia, a atração principal de várias festas... Achou que escaparia disto aqui em Monúria, gracinha?

Apenas acabe com isto logo, pelo amor de Deus.

— E sabe o que é o melhor de tudo? Ninguém acreditará em você. — Ela sussurrou em meu ouvido. — E se ainda assim tentar me incriminar, contando tudo o que sabe... Espalharei como o vento seu envolvimento direto no assassinato da princesa Odette.

Ela se divertiu ao ver o desespero nos meus olhos.

— Sim. Eu sei. Tenho meus contatos. Um passo fora de meus conformes e sua vida estará arruinada. — Ela afirmou, ainda esfregando-se em mim. — Até lá... Apenas me obedeça.

Após gozar, ela se levantou.

— Eu tentei ser legal, Odile. — Ela deu de ombros. — Você apenas dificultou tudo.

Eu só tinha uma certeza.

Minha lista de homicídios apenas aumentaria.

Subitamente, desacordei.

 

-

 

Acordei.

Olhei ao redor, confusa. Encarei minhas próprias mãos, como se esperasse que elas tivessem saído de lugar.

Verifiquei a cabeceira de minha cama e todo o quarto. Não havia nenhum vestígio de qualquer movimentação ali que não a minha.

Nenhuma corrente. Nenhuma seringa. Nada.

Olhei para meu próprio corpo. Encontrei a camisola com a qual havia ido me deitar, não o espartilho.

Suspirei e me sentei na cama novamente, infinitamente aliviada. Meu Deus. Esfreguei meu rosto com as mãos. Os meus pesadelos estão ficando muito elaborados.

Olhei-me no espelho da penteadeira, lamentando-me por mim mesma — embora mais calma.

Foi quando vi a gargantilha em meu pescoço.

Meu sangue gelou. Meu corpo travou.

Continuei a encarar o meu reflexo por longos minutos, recusando-me a acreditar que aquilo havia sido verdade.

Não! Minha mente gritava, enquanto minhas lágrimas escorriam em abundância. Não!



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