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História Odile - Capítulo 17


Escrita por: Vatrushka

Capítulo 17 - Dezessete


Fanfic / Fanfiction Odile - Capítulo 17 - Dezessete

Desci para o jantar.

— Odile, querida! Que bom que acordou! — Lady Tremaine veio até mim de forma atenciosa. — Está se sentindo melhor?

É um jogo que você quer jogar? Concluí.

Jogaremos então.

— Bem melhor. — Espreguicei. — Nada mais restaurador do que uma boa noite de sono.

Já passei por coisas tão piores, sua vaca. Queria lhe dizer por pensamento. Não é você que vai me botar medo.

Lady Tremaine deu um sorriso misterioso. — Com certeza, minha querida. Junte-se a nós. Sente-se do meu lado, sim?

A obedeci, da forma como queria. Não me dei ao trabalho de cumprimentar verbalmente Hércules e as filhas da condessa, que também estavam sentados à mesa.

Será que sabem? Me perguntei.

Tinha a impressão que não.

Hércules olhava para mim de canto em uma postura evitativa, como se tivesse vergonha de manter uma conversação comigo depois do que aconteceu. Engraçado. Pensei. Com as duas songa-mongas não há esse problema.

Mas imagino que ele não tivesse outra opção se não suportá-las, de qualquer forma...

Não que eu ainda me importasse muito, àquela altura. Meu foco era outro.

E diga-se de passagem: ele nunca mais tocou no assunto de novo.

— Oh, querida! Já está usando o meu presente! — Seus olhos brilharam, levando o dedo à minha garganta. Segurei-me para não me mexer. — Que bom que gostou.

— Linda, de fato. — Sorri.

— Combinou tanto com você. — Seus olhos me desafiavam. — Por mim, usaria sempre.

Voltei ao meu prato de comida, antes que a atacasse ali e na hora.

 

-

 

Naquela noite, não consegui dormir. Fiquei à espreita, esperando por qualquer momento que lady Tremaine invadiria o meu quarto de novo.

Ela não apareceu. Talvez estivesse se divertindo com a minha ansiedade.

No dia seguinte, suas filhas foram com Hércules para assistir a uma peça de teatro. Lady Tremaine inventou uma desculpa de que eu ainda estava muito frágil para ir, e que me faria companhia em casa.

Quando as portas se fecharam, ergui a sobrancelha. Provoquei em um tom de escárnio: — Qual será a sua desculpa, da próxima vez? Enxaqueca? Um meteoro cairá?

Seu semblante se tornou sombrio. Pegou um pedaço de madeira próximo da lareira da sala.

— Enquanto tiver hematomas do jogo... — Insinuou ela. — Estará indisposta.

Levava o pedaço de madeira de uma mão para a outra. — Tire a roupa.

— Aqui? — Cruzei os braços. — Na sala?

Ela apontou o pedaço de madeira para mim, de forma ameaçadora. — Você faz o que eu mando.

E eu fiz.

Ainda não havia desenvolvido poderes fortes o suficiente para matar uma pessoa com apenas um olhar, ou arremessa-la para longe.

Infelizmente, a prioridade de meu pai nunca foi ensinar autodefesa.

E sim, eu poderia fugir.

E eu iria fugir.

Assim que eu acabasse com aquela desgraçada primeiro.

E ao contrário do meu pai, sem deixar rastros.

Fiz-me de submissa. Nua, deitei-me de barriga para baixo em seu colo — para que despejasse em minha todas as pancadas que quisesse.

Após longos minutos de dor, perguntei: — Satisfeita? Tem as suas marcas agora?

Ainda não. — Ela pegou uma das velas das lanternas que iluminavam a sala. — Fique quietinha.

Passou-se outra longa sessão — na qual ela derrubava gotas de ceira quente ao longo do meu corpo. Aproveitou para beliscar meus mamilos, possivelmente para me assistir passando dor.

Minha expressão entediada deve tê-la irritado. Quando meu corpo estava quase todo sujo, perguntei: — Satisfeita, agora?

Ela jogou a vela apagada no chão, impaciente. Puxou-me pelos cabelos escadaria acima, levando-me para o seu próprio quarto.

Ela tirou sua própria roupa, abrindo suas pernas para mim.

Seus olhos deixavam suas ordens claras.

Enojada, encostei meus lábios em sua intimidade. Sua mão pressionou minha cabeça contra ela ainda com mais força.

— Até eu gozar. — Insinuou ela. — Sua putinha.

Lambi e suguei sua vulva, contrariada. Em minha mente, passavam-se mil planos de como acabar com sua vida.

Seria a vingança mais cruel do universo. Disto eu tinha certeza.

Ela gargalhava, em meio aos seus picos de prazer. — Sabe... Você até faz isso bem. Estou pensando em fazer você se mudar pra cá. Posso cobrar por seus serviços, te oferecendo para alguns contatos meus. Que tal?

Após gozar em meu rosto, jogou-me no chão com pouca delicadeza.

— Esta noite você dorme aí.



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