História Ódio é Amor - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolecente, Debby Ryan, Johnny Depp, Romance, Violencia
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Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - III


Estava tão mal aquele dia, parecia que todos os pequenos pedaços quebrados do espelho com meu reflexo estavam afiados demais para serem colocados de volta, pequenos demais para importar, mas grandes o suficiente para se cortar em tantos pequenos pedaços, se tentar tocá-los. Mas com certeza eu ficarei bem, apenas tive uma noite ruim.

Estava limpando uma sala, aquilo já estava exaustivo pois já devo ter limpando "quase toda a escola"... e infelizmente essa era a punição mais leve que vai encontrar nesse maldito lugar. Enfim eu desisti pois com toda certeza não iria fazer tudo isso, e foi então que ouvi uma música vindo do lado de fora, já que eu estava na porta pude ouvir um som suave de uma música com violão, então decidi ir atrás daquele barulho.

Não precisei andar muito para poder ver uma salinha um pouco afastada das outras mas não menos descuidada. A porta estava entreaberta e então pude ver o que estava acontecendo ali. Mas com certeza estava mais impressionada com a bagunça, roupas jogadas pelo chão, um sofá e uma cama mal feita e vários instrumentos espalhados, aquilo era um quarto ou uma sala de música abandonada? Fecho os olhos e sorrio ao reconhecer a voz que estava arriscando algumas canções timidamente, com uma cara engraçada crio coragem para entrar. Se o diretor quer que eu limpe a escola inteira, agora mesmo eu limpo.

Trazendo as coisas da limpeza e sem muitas chances, ando por cima de toda aquela tralha chamando a atenção daquele que nesse exato momento eu mais queria e não me perguntem porquê pois nem eu mesma sei como lidar comigo as vezes.

Então ele parou com o violão e olhou para mim, ele estava diferente, com o cabelo mais bagunçado e com roupas mais normais, nem parece o mesmo bad boy que me chamou de vadia alguns dias atrás, só mais um menino normal e por algum motivo este lado dele não me atraía ou me deixava tensa.

- O que faz aqui? E cuidado com os instrumentos. _ voltando a atenção para as cordas do violão percebi que este lugar poderia ser o mundo dele, pois parece bem apegado as coisas, principalmente com aquele violão velho com uma corda arrebentada, o que pra mim era muito esquisito.

Olho para ele tentando ignorar tudo e qualquer coisa que possa sair daquela boca. Por fim descido limpar pois aquele lugar estava me deixando mesmo incomodada, uma das coisas que eu mais odeio na vida é bagunça. Após limpar uma boa parte da sala percebo que ele nem sequer olhou para mim, apenas continuou com os dedos nas cordas do instrumento. Claro que aquilo era injusto...

- Você bem que poderia me ajudar, a culpa é sua por me meter nessa sozinha ainda, e você sabe MUITO bem que não fui só eu, por isso venha me ajudar agora! É uma ordem. 

Então ele sorriu... não foi mais um dos sorrisos cínicos, falsos ou pervertidos dele. Foi um sorriso amigável, quando me dei conta estava abrindo um sorriso tímido no canto da boca ele deixou o violão no pedestal e veio até mim.

- Não faço isso por você, mas concordo que isso aqui está um lixão. _ pelo menos ele admitiu _

- Hhaha mas eu to fazendo por você!

Então olho para ele de novo e ainda sorrindo, ficando meio sem jeito abaixo a cabeça colocando o cabelo atrás da orelha... Mas espera! Era pra ele me ajudar.

- O seu ingrato vai me ajudar ou não? Não vale apenas concordar, eu sei bem disso.

- Tá bem, tá bem. _ ele foi até um canto da sala pegando um saco escuro e colocando algumas garrafas e coisas mais dentro, pelo menos foi mais fácil do que pensei. Ele é até bem compreensível _

Uma hora depois mais ou menos terminamos conseguimos organizar as coisas de um modo que pelo menos desse para andar, não estava 100% mas já era um progresso. O ruim foi todo esse tempo sem conseguir ao menos ouvir a respiração dele, admito que o olhei algumas vezes...

- Enfim fizemos um ótimo trabalho juntos, não pense que vamos ser amigos porque eu ainda te odeio, me ajudar era sua obrigação seu machão encrenqueiro. _ eu precisava manter minha honra, não queria ser doce mas ao mesmo tempo não queria ser rude. Então me joguei no sofá disposta a arrancar alguma conversa daquele coveiro ambulante _

- Então? Você toca alguma coisa? Quero saber porquê tá aqui jovem rebelde

- Já estive no seu lugar várias vezes. _ com a sua personalidade e atitudes não duvido nada _

Ele se sentou em um banco de madeira bem atrás de um piano velho, com certeza foi restaurado. Haha por um lado penso que ele tem uma relação meio paternal com essas coisas, dá pra ver isso pelo jeito que passa calmamente os dedos pelas teclas do piano ou como teve cuidado com o violão. Por outro... ele poderia quebrar tudo por apenas um instante de raiva.

- A música faz parte da minha vida, sei tocar vários instrumentos. Eu e minha banda vamos em algumas cidades vizinhas de vez em quando.

- Jura? Então porque é tão chato comigo? poderia me deixar em paz pelo menos. Então você tem uma banda? Maneiro, por isso você é tão popular com as garotas. Qual nome da banda? _ sim, isso estava ficando interessante, eu tinha que ir mas algo estava me puxando para ficar _

- Vc também é uma chata comigo, e uma mimada mal educada. A banda é Hollywood Vampires, eles não gostaram do nome mas vida que segue. _ enquanto fala ele aperta teclas diferentes, o barulho não estava incomodando muito menos atrapalhando e nem mesmo formando alguma música, ele estava perdido em pensamentos enquanto falava comigo, era como se apenas o corpo dele estivesse presente _

- Hahaha se não gostaram do nome porque colocaram? Que conversa pra boi dormir. _ ri tímida enquanto abria uma embalagem de chicletes e ofereço à ele. - Quer?

- É uma história bem engraçada. Estávamos prestes a abrir show pra uma banda famosa, meus amigos disseram para falar ao locutor que o nome era The Kids, mas eu achei ridículo, então juntei as duas coisas que mais gostava e ficou o que é agora, quando o locutor nos anunciou eu entrei no palco e o pessoal ficou lá achando que era outra banda, queriam me matar depois do show. 

Aquilo foi patético mas interessante, ele tinha suas perspectivas e atitudes montadas e ninguém muda o que ele enfia na cabeça. É um cara de atitude que sabe se divertir, até eu fiquei impressionada com tamanha coragem. Ele se levantou pegando um chiclete e se sentando próximo dos meus pés agradecendo a guloseima.

- Hhhum, interessante a historinha, mas eu tenho que ir agora, vem junto? _ estava me levantando procurando minha bolsa assim que olho para ele... _

- Não quer ficar mais um pouco? _ Aí meu Deus, olhei para ele e... agora entendi o que estava me puxando para ficar, aqueles olhos são muito persuasivos. Mas verdade seja dita... _

- Por que você é tarado e tá chegando cada vez mais perto. Não pense que eu esqueci seus comentários, e agora nem parece o mesmo cara, ta apaixonadinho é?

- Sou impulsivo nas palavras, relaxa não sou um tarado nem um Bad Boy... quer dizer, não sempre.

- Aposto que tem uma câmera gravando pra você postar nos sites pornôs. _ começo a olhar em volta, mas não sei no que estava pensando, não vou transar com ele, mesmo assim não teria confiança em um cara assim... _ - Tá bem tá bem, diga logo o que você quer. Mais chiclete?

- Ficamos escondidos aqui, não tem câmera. E eu não teria coragem de fazer isso. Bom... Eu não tenho pra onde ir, estou sozinho aqui, abri um pouco do meu mundo pra vc, poderia fazer o mesmo. Como um acordo de paz, sabe?

- Hhum não sei porque eu não acredito em você. Você não é nada feio sabia? Por quê não tem namorada? Aposto que o mundo inteiro quer te namorar. _ Ele... me deu um sorriso aconchegante. Só não esperava pela resposta _

- Por mais que as garotas se joguem nos meus pés eu nunca dei muita bola, não sou gay ou coisa parecida mas... acredito que a pessoa certa é aquela que está ao teu lado nos momentos incertos, não qualquer uma que só quer uma diversão passageira. Não se preocupe, talvez perder equilíbrio por amor, te derrube nos braços da pessoa certa. _ Ele parece ser inteligente, o que ele disse realmente é verdade, pelo menos não é o burro e machão que eu estava esperando, ele não é só um rostinho bonito. Então foi andando até o piano _

- Pra um bad boy você é bem diferente de todos que eu já conheci, já fui pra tantas escolas... Eu não quero falar nada de mim porque sabe... Paredes tem ouvido.

- Acredite, só vc conhece esse meu lado, fora daqui sou só aquele cara. _ Ele se sentou no mesmo banco atrás do enorme objeto e olho para mim sorrindo sem mostrar os dentes me chamando para sentar ao seu lado _ - Quer tentar?

- Não sei como você planeja isso, eu não sei tocar... _ me sentei timidamente ao lado dele _

- Coloca suas mãos nas teclas

Faço o que ele mandou, talvez eu tenha entendido errado pois apertei saindo um som meio alto e me assustando, foi vergonhoso mas foi ele quem quis me ensinar.

- Calma.. _ Ele sorriu tentando me passar confiança, aquilo não funcionou, mas o que ele fez em seguida me aqueceu de alguma forma. Ele colocou calmamente as mãos dele em cima das minhas, a mão dele era quente e áspera, o que foi bom pois a minha estava gelada, senti meu rosto queimar, olhei para ele com aquele sorriso perfeito, meus olhos estavam brilhando. Nunca vivi aquilo com ninguém, ninguém nunca foi bom ou se aproximou assim de mim, ele estava sendo tão gentil, não sei o que poderia ser esse sentimento mas era sim melhor que qualquer droga. Eu me senti amada, e essa é a melhor sensação do mundo. Mesmo sabendo que ele não estava sentindo o mesmo _

- Essas são suas mãos tocando, não as minhas, você é bom. _ sim ele era muito bom mesmo, me ensinando ele coseguiu de alguma forma criar algo bom de se ouvir _

- Com o tempo vc aprende. Acredite, matemática é mais complicado que isso.

- Certo... a música é boa e você é ótimo já me convenceu. _ tirei minhas mãos abruptamente pois sabia que toda essa cena e troca de olhares iria acabar em um lugar ou uma situação que queria evitar pois ainda não confio nele _ - Nunca achei que eu fosse partilhar isso com você.

- É meio impossível de acreditar. _ nos olhamos e um sorriu para o outro _ - Depois desse tempo todo eu ainda não sei o seu nome, qual é?

- Alguma hora você vai saber, vamos fazer mistério. _ ele é totalmente imprevisível e misterioso, o que quer dizer que farei o mesmo _

- Até lá vai ser a princesa. _ ele estreitou os olhos colocando a mão no queixo, não foi uma jogada ruim eu admito, mas uma princesa precisa de um príncipe _

- E você seria o príncipe? Não vejo a hora de você me sacanear na frente dos seus amigos como se fosse uma nerd. Está proibido de esquecer o que aconteceu aqui OK? _ eu vou me lembrar com certeza nem vou dormir! Apesar de tudo eu queria que ele se lembrasse também pois foi muito legal, ele foi a pessoa mais legal comigo em uma hora do que minha própria irmã em anos. Beijei sua bochecha pegando minhas coisas e as coisas da limpeza sorrindo assim que saí... quando olhei para trás vi ele sorrindo com a mão na bochecha olhando para mim, é acho que ele também não vai esquecer _

Tem uma frase que alguém me falou dias atrás: “Nem tudo precisa de explicação”. E agora isso faz total sentido.



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