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História Odyssey - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Antes de iniciar a leitura, gostaria de esclarecer alguns detalhes:

1. Eu não sou a rainha da escrita. Se em algum ponto eu cometi algum erro de português super incômodo ou deixei algo ficar muito confuso, vocês podem me avisar sem medo. Na minha cabeça, palavras não fazem sentido, então isso pode acabar acontecendo.

2. Alguns fatos da fanfic são reais, mas outros são fictícios. Não estou narrando a vida do Cellbit, isso não é uma biografia.

3. Esta fanfic foi inspirada no vídeo do Tropia.

4. Por favor NÃO PLAGIAR!

5. Se divirta.

Capítulo 1 - O inicio


Nuvens pretas se espalhavam pelo chão do quarto, surgindo de uma origem desconhecida. Rafael estava começando a ficar acostumado com as sombras o rodeando em seu escuro quarto; sabia que ninguém mais as conseguia ver, eram completamente invisíveis para os demais.

As vezes se questionava se aquelas nuvens realmente estavam lá ou se era apenas fruto de sua imaginação.

Seu computador estava desligado há mais de uma semana, o que costumava ser incomum para o até então "garoto gamer". Olhava para o computador parado, tentando encontrar uma motivação para levantar e voltar a fazer seus animados vídeos, mas não encontrava o ânimo; pensava estar nas últimas, acreditava ser seu fim.

Seu corpo estava pesado como o chumbo, sentia o chão o puxar para baixo cada vez mais, trazendo um  intenso desespero interno.
Não sabia o porquê daquilo estar acontecendo. Meses atrás, ele ainda era o até então amado e divertido Cellbit, fazendo vídeos sobre coisas que ele gostava, falando coisas que vinham a mente, mas de repente, fazer vídeos tinha virado um tipo de obrigação. Vendo no que tudo havia se tornado, mesmo sendo sempre dedicado ao seu canal, acabou caindo num ciclo vicioso de agradar pessoas ao invés de agradar a sí mesmo, fazendo com que sua mente virasse um caos sobre suas ações. Sua paixão havia virado um trabalho, e isso era tedioso.

Não sabia ao certo o que estava acontecendo com ele mesmo, nada parecia ter sentido.

Tudo parecia ter mudado em seu coração e em sua cabeça após o acidente. O acidente que até então ninguém além de sua família sabia que havia ocorrido, desligou - ou até mesmo ligou - algo em Rafael. Algo havia mudado, era óbvio, mas ele não sabia o que nem o porquê. 

No inicio, pensou que estava delirando. Estava vendo coisas incomuns que não conseguia enxergar antes. Chegou a procurar um dos melhores psicólogos de sua região, mas os mesmos apenas acusaram ser um estresse causado por um transtorno de ansiedade que o mesmo tinha desde que era uma criança. Seguindo as recomendações do psicologo, descansou por meses, mas nada havia mudado. Não se sentia estressado e tampouco se sentia louco.

Em um impulso de adrenalina, decidiu ligar seu computador e voltar a gravar mais uma vez aquela série na qual não suportava mais jogar; - O Gênio Quiz - mas desta vez, tudo seria diferente. Não aguentava mais os pedidos de seus inscritos pelo maldito jogo, e mesmo tendo parado de jogar por sete meses, os pedidos não cessavam. O jogo além de esteticamente feio, era frustrante e chato. Anteriormente, Rafael tinha um certo carinho pelo jogo, mas quando começou a perceber que o jogo havia virado uma estratégia descarada de marketing para ganhar dinheiro, sentiu-se enojado.

Na visão de Rafael, não era o dinheiro que importava. Não estava interessado em receber uma comissão de um jogo apenas por joga-lo, sentia-se enganando seus inscritos com um jogo tão ruim quanto aquele. Sabia que criar o design decente de um jogo como aquele não era tão dificil, não precisava ser um deus do design de jogos para saber disso, e queria mostrar isso ao seu público fazendo de forma rápida e fácil uma interface que fosse mais aceitável do que a do jogo original. Pela primeira vez em meses se sentiu confiante e poderoso. Estava finalmente se libertando de suas correntes, estava se expressando.

Decidido de uma vez a parar totalmente com essa maldita série, gravou um vídeo com suas opiniões sinceras e enviou ao seu editor, que na mesma hora que viu o conteúdo, se chocou.

" Você tem certeza que quer postar algo assim no seu canal?"

Rafael estava decidido, nada iria fazer com que ele voltasse atrás. Começou a digitar uma mensagem explicativa sobre suas ações, mas algo lhe incomodava. Ele não queria justificar suas ações, não precisava fazer isso, queria parar com esse ciclo de justificativas sem fundamento. 

Apagou então toda a mensagem que havia escrito, e com um sorriso confiante no rosto, enviou-lhe a seguinte mensagem:

"São novos tempos, caro amigo."

"Você sabe o que está fazendo?" disse o editor, enviando o video logo em seguida.

Rafael preferiu postar seu vídeo antes de responder. O título passava exatamente o que ele queria passar. Respirou fundo pela última vez e clicou no botão de enviar; não havia volta. 

O vídeo estava postado.

"Eu também quero saber." respondeu, se afastando do computador logo em seguida.

Percebeu que as fumaças pretas que o rodearam por meses estavam sumindo lentamente, conforme se sentia leve. Achou a ação interessante, porém curiosa. Queria entender mais sobre o que estava vendo e sentindo, mas suas perguntas pareciam tão estranhas que nem mesmo os usuários de um famoso fórum da DW souberam responder.

Todas as pessoas que respondiam suas perguntas anônimas recomendavam que ele fosse visitar um psiquiatra, e isso o deixava ainda mais frustrado. 

"Porra de psiquiatra! Eu sei que as respostas não estão num médico! Eu quero uma resposta!" gritou em seu quarto, tentando soltar a raiva que se acumulava.

Após gritar tais palavras, ouviu em grande estrondo do lado de fora de seu quarto.

Na primeira vez, estranhou. Estava sozinho em casa, tinha certeza disso.

"Isis? Mãe?" Gritou, esperando uma resposta, mas nada.

Havia adquirido um conhecimento extraordinário de sobrevivência após consumir tanto conteúdo de terror, e sabia que sair de seu quarto de longe não era uma das melhores opções.

Colocou seu ouvido na porta, esperando ouvir alguma voz ou ruído, mas não era nada.

Então abriu a porta e se deparou com uma criatura peluda: seu gato, do lado de fora do quarto, derrubando algumas coisas no chão acidentalmente.

Rafael se sentiu idiota por alguns minutos, então começou a rir. 

Após ver o adorável gatinho, andou até a sala para segurar o bichano em seus braços, mas esse foi seu pior erro.
Sentiu-se estranho após sair de seu quarto, uma presença intimidadora podia ser sentida, fazendo com que não conseguisse se mover.
Um grande e dourado portal se abriu em sua frente, fazendo com que o mesmo ficasse hipnotizado.  Uma longa perna animalesca saiu do portal, seguido de um corpo esguio e peludo, revelando uma criatura nunca antes vista por ele nem mesmo em seus jogos.

"Senhor Rafael, precisamos que venha comigo até Daw" disse a misteriosa criatura.

Aquilo só poderia ser um sonho.
 


Notas Finais


Bem, e esse foi o primeiro capítulo de Odyssey, espero que tenham gostado!


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