História Oh baby, you can lean on me - Capítulo 14


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Dino, Hansol, Hoshi, Jeongcheol, Jeonghan, Joshua, Jun, Junhao, Meanie, Minghao, Mingyu, Seoksoo, Seungcheol, Seunghan, Seungkwan, Seventeen, Soonhoon, Soonyoung, Verkwan, Vernon, Wonwoo, Wooji
Visualizações 141
Palavras 4.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltando antes *porque amo vocês* com esse capítulo super verkwan para abençoar o domingão dos meus cheirosooos!
Obrigado amores, vocês estão sempre aqui me apoiando, obrigado por tudo mesmo!
E aqui está um lemon, não completo mas é sempre um lemon!
Eu não queria mas a minha irmã disse: "Nossa Jéssica essa fanfic tá chata! Faz a minha shipp se pegar, nunca acontece nada!"
Eu pensei, pensei e pensei, cheguei na conclusão que deveria contentar os leitores fogosos (*cof cof* oi Lucas como você tá?) que nem a querida, abençoada e endemoniada da minha irmãzinha!
Eu queria ir com mais calma, deixar eles se conhecerem e tals, mas tem muitas couples, eu posso ir devagar com as outras, né?!
Uma coisa, se eu colocar trechos de músicas nos capítulos vocês os preferem a letra original ou a tradução?
Sobre esse Meanie eu não sei o que dizer...
AS COISAS AINDA VÃO ESQUENTAR EU NÃO VOU FALAR É NADA!
Então aqui está mais um capítulo, desfrutem e comentem o que acharam!
Beijos❤️

Capítulo 14 - Sim, por favor.


Fanfic / Fanfiction Oh baby, you can lean on me - Capítulo 14 - Sim, por favor.

"Me encanto no teu cheiro, e ali me deixo inteiro."

 

11:30 da noite...

 

— Que frio! Podíamos esperar o JeongHan dentro do restaurante. — MingHao abraça o próprio corpo para se aquecer.

— Para de ser frescurento, você podia se cobrir mais. — MinGyu o repreende e depois o abraça.

MingHao lhe mostra a língua para o provocar e o maior sela a sua bochecha.

— Hoje você dorme comigo? — Pergunta MinGyu ao Chinês.

— Não posso. — Ele ri. — Antes o Chanie me chamou e me fez prometer que estaríamos juntos o resto da noite. — O Kim faz uma careta.

— Então eles dormem na sua casa Soon? — Indaga imaginando que SoonYoung provavelmente os convidou para ir à sua casa para não incomodar a senhora e o senhor Kwon.

— Sim. — Confirma apreensivo. — Se vocês não me deixarem dormir, amanhã irão trabalhar no meu lugar.

— Amanhã é Domingo Soon... — Relata Hao rindo.

— Eu trabalho todos os dias. — Informa SoonYoung o fazendo sessar de rir.

— Ele ainda se mata de trabalho?! — O chinês questiona a SeungKwan e MinGyu.

— Sim. — Responde o Kwan já sabendo no que MingHao está pensando.

MingHao quer repreendê-lo mas deixa para o dia seguinte, não quer estragar o clima pacífico e amoroso.

— Eu sei me comportar hyung. — Alega fazendo olhos doces.

SoonYoung sorri descrente e nega com a cabeça, MingHao nunca se soube comportar. 

— Hansol? 

— Boa noite. — O mestiço lhe sorri.

Ele abraça o Kwon, o MinGyu, e se apresenta ao chinês.

— Você veio a pé? — Pergunta o Kim o analisando dos pés à cabeça com um semblante preocupado.

— Não. — Ele ri de leve. — Estacionei a minha moto pouco longe daqui. — Diz buscando SeungKwan com os olhos e o encontra tremendo de frio.

— Kwanie... — Ele vai até o garoto encolhido, tira o próprio casaco e o entrega a ele. 

— Eu estou bem. — SeungKwan recusa o casaco. — Não precisa, põe logo esse casaco de volta, você vai ficar doente.

— É você quem vai ficar doente! — O americano começa a vesti-lo à força; quando termina SeungKwan lhe lança um olhar de desaprovação com um bico enorme nos lábios.

Hansol circunda o seu corpo abraçando-o por detrás. 

— Você fica uma gracinha bravo. — Sussurra no seu ouvido o apertando forte.

— I really can’t stand you. — Murmura SeungKwan fazendo SoonYoung e Hansol rirem, afinal, são os únicos que entendem o inglês.

— O que está rolando aqui? — Indaga MingHao baixinho, erguendo um pouco o rosto para olhar pro Kim. 

Pra ele é estranha a aproximação deles, SeungKwan nunca foi tão próximo a alguém que não faz parte do grupo de melhores amigos.

— Por enquanto são amigos.  — Responde MinGyu com um sorriso maroto nos lábios fazendo o chinês soltar um risinho.

— MinGyu, hoje o WonWoo me chamou e me perguntou se você estava comigo... — Informa Hansol já sabendo que tem algo de errado com os dois.

O Kim o encara sorpreso. Ele recebeu as mensagens e as telefonadas do Jeon mas não imaginou que o mesmo teria telefonado aos amigos para conseguir contatá-lo.

Será que ele chamou o JiHoon e o Cheol também? Eles podem ter dito que eu não estava com eles.

Pensa. 

Mas ele não deveria pensar, ele não deveria pensar no WonWoo.

— Vamos? — Pergunta Hansol já começando a andar. — Nos vemos, cumprimentem o JeongHan por mim. — Os outros acenam saudando-o. 

SeungKwan dá um beijo e um abraço em todos desejando uma boa noite.

 

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Hansol Pov’s

 

— É longe? — Me pergunta olhando para os lados à procura da minha moto.

— Não. — Um sorriso nasce nos meus lábios quando ele bufa.

— Se não é longe por que ainda não chegamos? — Volta a perguntar impaciente.

— Se eu te disse que está aqui perto é porque está perto. — Respondo já vendo a minha Harley. — Aqui está. — Pego a chave no meu bolso e a ligo.

Abro o assento dianteiro e de dentro tiro dois capacetes.

— Nossa, é tão grande. — Exclama a olhando maravilhado e um pouco medroso.

— Sim, é grande, mas não morde.— Garanto colocando o capacete nele.

— Você bagunçou o meu cabelo. — Se lamenta com uma careta lhe adornando a face.

— Não é pra tanto, você continua bonito. — Asseguro sorrindo. — Vem, monta. — Ele me olha indeciso. — Eu nunca faria algo que poderia te prejudicar, monta.

A sua delicada mão esquerda se apoia no meu ombro, a direita no outro, a sua perna circunda a moto, e com um impulso ele se senta. O garoto entrelaça os braços entorno ao meu abdômen e aperta forte.

 

17 minutos depois...

 

— Você está bem? — Pergunto preocupado descendo do veículo. — Vem aqui. — O pego pela cintura e o ergo. — Nossa SeungKwan, você está pesado, ein! — Brinco tirando o capacete da sua cabeça.

— Primeiro você bagunça os meus cabelos e depois me chama de gordo. — O Boo alisa os próprios vestidos como se quisesse tirar cada dobra — inesistente — dos mesmo e se dirige verso a portineria do condomínio sem adicionar mais nada.

— Eu estava brincando! — Grito me repreendendo mentalmente.

Guardo os capacetes e o sigo.

Entro dentro da recepção e o vejo conversar com o ChunJi.

— A senhorita JinSeol passou esta tarde, ela subiu rapidamente, disse que tinha que lhe deixar algo. — Informa.

— Você viu o que era? — Indaga se apoiando no balcão no qual do outro lado se encontra o rapaz.

— Não, estava dentro uma sacola.

— Hm, vou lá ver, boa noite. — Deseja entrando dentro do elevador.

Quando SeungKwan desaparece o homem me analisa.

— O que aconteceu? — Pergunta risonho já sabendo que fiz merda.

— Eu disse uma idiotice. — Ele ri da minha cara.

— Pede desculpa, ué! — Sugere simplório.

— Eu vou tentar. — Murmuro começando a subir as escadas.

 

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11:57 da noite...

MinGyu Pov’s 

 

De novo, aqui estou, olhando para as estrelas com os meus aleatórios pensamentos, e estou sentindo sua falta, tanta falta que o meu coração chega a doer. Quantas vezes ao dia ele pensa em mim? Aliás, será que ele pensa em mim?

 

Narradora Pov’s 

 

MinGyu se levanta da cama, esperando poder deixar os seus inúteis pensamentos que envolvem um certo alguém ali, vai até a cozinha, liga a tevê e põe um filme qualquer que a SKY sugeriu.

O seu dia foi cheio mas ele não está cansado, pelo contrário, tudo nele borbulha que nem no interno de um vulcão.

Algo impede o seu bem estar e ele não entende o quê, ou talvez não queira.

MingHao está à alguns metros da sua casa, SeokMin estará na Coréia daqui a algumas horas; SeungKwan, JeongHan e SoonYoung aparentam estarem feliz, e ele também deveria estar, mas não, não é assim.

Como pode alguém que ele conhece somente desde um mês estragar o seu humor? Como pode alguém que ele conhece somente desde um mês torná-lo impotente diante certas situações? Fazê-lo pensar tanto assim? Capturá-lo com tanta facilidade?

Como pode Jeon WonWoo turbá-lo sem o seu consenso? Como pode Jeon WonWoo tirar o seu sono, e confundi-lo?

Como pode?

 

MinGyu Pov’s 

 

Pego o pacote de pipoca e o coloco dentro do microondas, instalo o timer de dois minutos e vou até a sala para acender o aquecedor.

As noites de Seul estão se tornando mais frias com o chegar do inverno, sempre gostei da estação mais fria do ano, é como se a mesma me completasse, eu sou tão quente e o inverno tão gélido.

Tin!

O som estridente se espalha pela casa.

Os meus olhos voam até a porta. 

Com certeza é a pipoca que está pronta, não pode ser a campainha...

Volto na cozinha e noto que a confecção de pipoca se encontra dentro do microondas, que está apagado.

Eu estou ficando doido!

Ligo o microondas e me certifico que a pipoca está estourando.

Tin!...Tin!

Dessa vez é seguramente a campainha, é meia noite e quarenta e três...quem pode ser?

Paro na frente da porta e espio pelo olho mágico.

O que ele está fazendo aqui?

Ignoro a sua presença, coloco a pipoca, já pronta, dentro de uma bacia, desligo as luzes da cozinha, pego uma coberta no meu quarto e me sento no sofá.

Quando o filme começa o meu celular vibra, inicialmente são mensagens que, logo depois da minha indiferença, viram chamadas.

É tão difícil entender que não quero mais vê-lo nem pintado de ouro?

Quando ele para de me ligar e eu penso que desistiu, a campainha começa a tocar repetidamente.

Me levanto irritado e rumo até a porta, que abro violentemente.

— Você sabe que posso te denunciar? — Ameaço bravo.

— Bom dia pra você também. — Responde com um sorriso na cara desconsiderando a minha irritação. — Posso entrar? — Pergunta me analisando dos pés à cabeça. — Aqui está frio.

— Não, você não pode entrar! — Nego batendo o pé no chão.

— Eu vou ficar resfriado Gyu... — Adiciona me olhando pidão.

— Qual é a parte da frase "Eu não quero mais te ver" que você não entende? — Indago com uma careta.

— Não tem uma parte, são duas palavras na verdade, "não" e "mais"... — O encaro estupefato. — Me deixa entrar por favor... — Pede novamente agora sem sorrir.

— Você não entendeu nada né WonWoo..."desculpa" é isso que você deveria dizer. — Relato chateado.

Ele não faz de propósito, está acostumado a ter tudo o que quer com um sorriso, um olhar, um gesto, mas comigo não basta, essa coisa de vir até a minha casa de madrugada, pedir pra entrar, sorrir ladino, não serve a nada.

Os seus olhos contornam o meu rosto uma última vez antes de eu fechar a porta e voltar a assistir o filme.

Ele acha que eu estava brincando quando disse que não sou os outros, acha mal, muito mal.

 

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Hansol Pov's 

 

Encontro a porta do seu apartamento aberta e entro.

Atravesso a enorme sala e vou até a porta do seu quarto, bato e ele não responde. Abro de leve a porta constatando que ele não está.

Entro e me deito na sua cama.

Escuto a porta do banheiro se abrir depois de alguns minutos.

— Eu não sei se tenho roupas que te possam servir, as que você usou anteontem ainda não lavei. — Diz andando pelo cómodo. — Toma. — Volta a dizer, depois de um tempo, lançando-me um calção e uma camiseta. — Vê se essas cabem em você.

Levanto o torso da cama e o analiso.

Ele está de meias, o seu pijama consiste em uma camiseta larga branca e um short curto cinza de um tecido ligeiro.

Ele tem as pernas mais bonitas que já vi na minha vida inteirinha, as suas coxas são tão apertáveis que mais as olhos mais me sinto patético por não podê-las tocar como quero...

SeungKwan é por inteiro tão formoso.

O seu aspecto é harmonioso, gentil, a sua mente é brilhante e absurdamente inteligente, o seu caracter é forte e ele é muito decidido.

Mas SeungKwan também tem o seu outro lado, o doce, dengoso, birrento, sensível e amável.

Pego os vestidos que ele me deu, os jogo encima dos ombros e  me levanto, ele me dá as costas e começa a andar verso a porta.

— Bebê... — Toco a sua mão, a seguro o parando.

Ele não me olha, só permanece parado fitando a porta.

— Olha pra mim... — O garoto endireita as costas, consigo o escutar inspirar profundamente um monte d’aria antes de me encarar.

Com os olhos conectados aos dele me aproximo até ficar-nos colados.

— Quando você vai parar de ser tão inseguro? — Pergunto calmamente. 

— Vai se trocar. — Responde desviando nervosamente os seus orbes dos meus, ele se vira e sai do quarto.

 

(…)

 

SeungKwan Pov’s.

 

Saio do quarto com o coração na garganta que implora para ser vomitado enfim de não sentir o mesmo novamente.

Por que ele se comporta assim?

Os mesmos gestos, repetidos novecentos e noventa e nove vezes, e na milésima vez ainda me deixa nervoso.

Acho que nunca vou me habituar.

Hansol me confunde.

Ligo o alarme da casa e os aquecedores, abaixo um pouco a luminosidade das luzes automáticas presentes em toda a casa e rumo verso a cozinha.

Pego o leite na geladeira, uma panelinha e dois copos.

“De noite você não pode tomar leite.” Lembro das palavras da minha mãe.

Dane-se, sempre gostei de tomar leite quente de inverno.

Acendo o fogão, despejo o leite na pequena panela, e a coloco no fogo. Permaneço na frente do fogão, pelo calor, observando o líquido branquinho se esquentar.

Os seus braços possessivos circundam a minha cintura, o seu corpo quente se gruda ao meu, e o seu rosto se apoia no meu ombro.

Sorrio pequeno sem deixá-lo notar.

Ele é tão carinhoso.

— Bebê, você está chateado comigo? — Pergunta docemente.

— Não é como se você não tivesse razão... — Murmuro fingindo indiferença.

— Sobre o quê? — Indaga com uma voz realmente duvidosa.

Aperto forte o bordo de mármore do fogão.

— Nada, não é nada. — Respondo desligando o fogo.

Ele gira o meu corpo, fazendo-me encará-lo. 

— O quê? — Pergunto evitando os seus olhos.

— Olha pra mim, — Pede e o obedeço. — você sabe que odeio quando se menospreza, eu estava brincando. — Um sorriso divertido contorna os seus lábios.

— Eu te odeio. — Alego lhe dando um tapa. 

— Você me ama. — Comenta simplório.

Reviro os olhos sorrindo.

— Pense o que quiser...agora pode me soltar? — Ele tira as suas mãos do meu quadril. —  Você tem que parar de segurar a minha cintura desse jeito. — Reclamo falsamente saindo da cozinha.

Não posso permitir que ele continue fazendo-me sentir assim.

Tudo em Hansol é quente, as suas mãos, as suas palavras, os seus gestos, olhares, risadas, sorrisos, até o seu respiro.

Ele é doce, está sempre tão perto, sempre me fazendo sentir especial, querido, e isso não é bom, eu posso me acostumar.

Interpreto sempre tudo muito mal, ele só é exageradamente carinhoso, pra Hansol sou um garoto da sua idade que compartilha a sua mesma paixão, nada de mais.

Preparo uma cama pra ele no quarto dos hóspedes e volto pra cozinha.

  — Eu fiz um pouco de leite pra você também. — Digo servindo-o.

— Obrigado. — Agradece com uma cara um pouco estranha.

Bebemos o leite em silêncio, o que é muito insólito para nós, estamos sempre conversando, rindo ou falando besteiras.

— O que você tem? — Indago tentando lê-lo.

— Nada. — Responde sem adicionar mais nada.

Aceito a sua resposta sem insistir.

Quando termino coloco a caneca dentro da pia.

— Vamos dormir? — Pergunta fazendo o mesmo que eu.

— Sim, — Apago as luzes da cozinha. — já preparei um quarto pra você. — Informo indo na frente para o guiar.

— Voce preparou um quarto pra mim? — Indaga rindo sem graça.

— Sim... — É a única coisa que sai da minha boca por eu não saber o que dizer.

— Eu acho que agora é a minha hora de perguntar "o que você tem?", sempre dormimos juntos, sempre segurei na sua cintura, sempre, e do nada você começa a agir assim, qual é o problema? — Pergunta irritado parado no meio do corredor.

— Não tem nenhum problema, você pode dormir comigo, vamos. — O chamo, sem graça e surpreso, entrando no meu quarto.

— Não. — A sua voz se torna mais grossa, menos doce, ou talvez é só a minha imaginação. — Eu durmo no quarto dos hóspedes. — Finaliza andando até o final do corredor e entrando no cómodo.

Me repreendo mentalmente pelas minhas palavras, eu o tratei mal enquanto ele sempre foi muito cuidadoso comigo.

É claro que ele notaria, Hansol nota tudo.

Decido ir dormir e não pensar muito no ocorrido, amanhã conversaremos, eu querendo ou não.

 

(...)

 

Acordo no meio da madrugada escutando barulhos, me levanto e estremeço pelo rígido contraste de temperatura entre debaixo do cobertor e o ambiente.

Mas eu deixei os aquecedores acesos...

Entro na sala, um pouco escura mas não tanto pelo abajur encima de uma mesinha estar aceso, e dou de cara com Hansol sem camisa e sem meias.

— Você quer morrer congelado que nem o teu clone americano? — Pergunto divertido tentando não reparar muito no seu abdômen à mostra.

— Não, não quero. — Responde risonho. — E eu não me pareço com ele.

— Só um pouquinho. — Rio achando graça da sua cara incrédula. — O que aconteceu com você? — Indago me aproximando e o encarando dos pés à cabeça.

Ele está só de bermuda e com os cabelos todos bagunçados, é fofo e sexy ao mesmo tempo.

— Eu tirei tudo porque a casa estava muito quente, mas do nada senti frio e vim controlar se os aquecedores estão acessos. — Se explica tentando liga-los novamente. Rio baixinho o observando apertar todos os botões. — Você pode me ajudar invés de rir da minha cara? — Indaga emburrado. — Eu não sou um técnico! Aliás, esse treco é muito complicado. — Exclama dando um leve soco no monitor.

— Sai! — O empurro de leve ainda com um sorriso zombeteiro na cara. — Esse treco é super caro e tecnológico, dá um soco no monitor de novo e quem vai sair machucado é você. — Ameaço mesmo sabendo que ele nunca sentiria medo de mim.

— Desculpa. — Pede com uma voz estranha.

Não o encaro, só absorvo as suas palavras silenciosamente.

Consigo sentir os seus olhos sobre mim, observando-me acender novamente o aparelho. 

A presença de Hansol aquece tudo em mim, a sua áurea mexe tanto comigo.

— Desculpa. — Peço igualmente me referindo ao que aconteceu algumas horas antes.

— Não precisa se desculpar...

— Eu pensei que você estaria mais cómodo se tivesse uma cama só pra si mesmo. — Minto ocultando a patética verdade.

— Não me importo com a cama, eu quero dormir com você. — Diz e sei que ele está se aproximando pela voz ter soado mais perto. 

Me viro e o encaro pedindo silenciosamente para ele não se aproximar mais ainda.

Desconsiderando o meu olhar, as mãos tão conhecidas pela minha cintura a aperta, o seu corpo se cola ao meu, os nossos rostos estão tão perto que as nossas respirações se misturam.

Mesmo a minha mente dizendo que preciso o afastar eu não consigo, mesmo querendo não o olhar tão profundamente como ele faz eu não consigo, mesmo querendo não gostar de tê-lo tão perto eu não consigo.

— Eu posso? — Pergunta baixinho e eu já não sei se ele está pedindo permissão para dormir comigo ou me beijar.

— Sim, você pode. — Consinto e ele se aproxima mais ainda esclarecendo as suas intenções.

A sua boca se cola à minha, permanecemos parados, não me atrevo nem a respirar. 

Já o tive tão perto, já segurei na sua mão, já dormimos juntos, comemos e jantamos juntos, ele já tomou banho na minha casa e eu fiz o mesmo na dele, já saímos muitíssimas vezes, já compartilhamos o mesmo copo, o mesmo garfo e a mesma colher, já o vi acordar e ele já me viu vagar pela casa só de cueca e camiseta, já cantamos juntos, vimos filmes juntos, já brigamos e depois fizemos pazes, já lhe contei sobre a minha vida e ele me contou sobre a sua, já fizemos tudo isso, e esse é o ato mais íntimo que já tivemos, o mais vergonhoso, talvez, o mais puro, provavelmente, o mais bonito, sem dúvida, e fará parte da nossa coleção de momentos íntimos, definitivamente sim.

O meu coração quase para de bater quando ele move os seus lábios encaixando-os aos meus, com calma retribuo o carinho, não é um beijo bruto, é lento e gentil. Ele me encosta na parede sem receio, timidamente os meus dedos tocam a sua pele desprotegida por trajes, acaricio o seu  torso, a sua pele é macia. Quando chego no seu pescoço o circundo possessivamente, a sua língua invade a minha cavidade bucal brutalmente pelo meu gesto e o beijo avança de nível quando devolvo o mesmo juntando a minha língua com a sua.

As suas mãos descem da minha cintura até as minhas coxas e as aperta com força, ele sospira pesadamente se destacando da minha boca.

— Bebê, você é tão gostoso aqui... — Segreda no meu ouvido acariciando a região.

Mesmo querendo responder não consigo, só sei sentir, só sei sentir as suas grossas mãos me apertarem, o seu hálito quente bater contro o meu rosto, o seu cheiro se misturar com o meu, o seu corpo roçar no meu, os seus olhos me analisarem, só sei sentir Hansol entrar dentro de mim e arrasar o meu interior.

Nenhuma palavra sequer sai da minha boca, só suspiros e mais suspiros.

— Aqui também... — Ele aperta as minhas nádegas com vontade e começa a beijar o meu pescoço. 

Tombo a cabeça para o lado respirando desreguladamente. 

O seus lábios distribuem selos molhados pela região, e depois sobem até a minha orelha.

— Bebê, eu posso te beijar de novo? — Pergunta com a voz rouca. — De uma maneira diferente... — Ele chupa o meu lóbulo.

— Sim, por favor. — Solicito procurando os seus lábios, e não demora muito para eu sentir o gosto dele de novo, pois Hansol volta a beijar-me novamente.

Ele me pega no colo, as suas mãos permanecem na minha bunda, a sua boca se move lentamente com a minha, os meus dedos mergulham nas suas mechas cor de mel, as puxando vez ou outra quando sinto vontade de descontar nele todo o meu prazer. As minhas costas deixam a parede quando ele se põe a andar, só percebo que ele está no sofá e eu sentado no seu colo, quando as suas mãos deixam as minhas nadegas para segurarem firmemente a minha cintura.

Ele tortura o meu lábio inferior entre lambidas, mordidas e chupadas, cansado de só sentir e querendo fazer ele saber o que provoca em mim, deixo os seus lábios e passo a beijar o seu pescoço. 

O seu cheiro é amadeirado, masculino. 

Ele geme quando inconscientemente me movo encima do seu colo, paro imediatamente de beijá-lo quando o ouço.

Tiro a cabeça do vão do seu pescoço para o olhar.

Esparramado nesse sofá, comigo encima, com a boca entreaberta, a respiração desregulada, os olhos que me analisam e o abdômen desnudo, Hansol é o homem mais bonito que já vi na minha vida, e não por ser simplesmente agradável de se ver, ele é bonito em todos os sentidos e modos.

Quando ele sorri, quando ele ergue as sobrancelhas por estar surpreso, feliz, ou confuso, quando ele ri escandalosamente, quando nervoso se morde os lábios, quando gesticula, quando pensa, quando dorme, qualquer coisa ele esteja fazendo, ele é bonito.

Me perco no seu olhar; como me perdi nos seus lábios, na sua fala, nos seus cachos, nas suas mãos, na sua pele, nas suas palavras, nas suas risadas, no seu rosto, no seu corpo, no seu caracter, na sua maneira de pensar, na sua despreocupação e simplicidade, no seu conjunto; como me perdi na sua intensidade, na sua essência, no seu ser.

Eu o olho e ele me olha, a nossa conexão me transmite muitas palavras, pensamentos e sentimentos, é palpável o quanto estamos entregues, e eu consigo entender e sentir o que ele está me dizendo, o que tenta explicar com o seu olhar, e eu espero que ele entenda o que sinto, mesmo sendo confuso, caótico, desconexo, sinuoso, desalinhado, revolto, e mais sinônimos e sinônimos sobre o que se passa no meu interior.

Ele tira a mão da minha cintura e a leva até a minha nuca, aproxima o meu rosto ao seu e toma os meus lábios pela terceira vez nessa madrugada.

Durante o nosso selar ele acaricia o meu corpo inteirinho como se o quisesse gravar na sua memória.

E eu me deixo tocar o corpo, a anima, a mente, eu me deixo ser tocado, só por ele, só por Hansol.

Se é ele eu deixo, eu permito, eu consento, mas só se for ele.

Os seus lábios deslizam encima dos meus mais arrastadamente, a sua língua contorna a minha com mais calma, tudo é mais sensual, ele começa a se movimentar embaixo de mim e eu faço o mesmo rebolando no seu colo.

Ele pressiona o meu quadril para baixo esmagando o seu membro que se enterra na minha bunda. Me movimento lentamente encima dele, observando atentamente cada sua expressão, cada suspiro, cada tragar de saliva, cada fechar de olhos, cada seu movimento nesse momento de prazer e deleite.

Os nossos movimentos se tornam mais apressados, talvez até desesperados, ele tira a minha camiseta e me deita no grande sofá se colocando entre as minhas pernas. A esse ponto ambos estamos excitados, o volume entre as suas pernas é prontamente percebido por mim quando ele se deita encima do meu corpo.

Circundo o seu quadril com as pernas o trazendo para mais perto, e dessa vez sou eu que, atrapalhadamente por estar sentindo demais, toma os seus lábios. 

Tê-lo encima de mim me torna mais quente, mais febril, a sua mão direita deixa os meus fios e desce alisando todo o contorno do meu corpo, estremeço, quando a mesma empurra o meu quadril contro o seu me fazendo sentir o seu volume.

Destaco a minha boca da sua e o barulho do beijo molhado soa pelo ambiente.

Ele acaricia o meu rosto com um sorriso nos lábios

— É cómodo transar nesse sofá? — Pergunta franzindo as sobrancelhas.

— Sim. — Respondo atrevidamente um pouco transtornado.

— Ah, e como ele era? — Indaga com um sorriso grande nos lábios.

— Muito bonito. — Alego fingindo pensar na tal pessoa.

— Mais bonito do que eu? — Questiona fingindo-se surpreso.

— Existe alguém mais bonito do que você? — Pergunto acariciando os seus fios rebeldes. 

— Existe você. — Responde apertando de leve a minha bochecha.

— Solie... — Digo o seu nome enquanto acaricio os seus braços. 

Mais nada sai da minha boca, permanecemos assim, nos olhando, assimilando o ocorrido, fecho os olhos cansado.

Ele sela os meus lábios carinhosamente.

— Já volto. — Diz saindo de cima de mim.

O vejo entrar dentro do corredor que dá acesso aos quartos.

Penso em tudo o que aconteceu e me pergunto o que estamos fazendo.

Nos conhecemos um mês atrás e estávamos quase transando no meu sofá.

Será que estamos indo rápido demais?

Ele volta com um cobertor e com a minha camiseta.

— Coloque-a, você pode se resfriar. — Obedeço pensando no quanto ele é premuroso.

Eu não sou assim, não sempre, às vezes sou rude, resmungão e mal educado, acho que é porque tenho tanta coisa pra pensar, o trabalho me estressa.

Hansol não, ele é sempre tão tranquilo, relaxado, carinhoso, simples, ele transmite calma.

— Vamos dormir. — Alega se sentando ao meu lado, ele estende a coberta encima dos nossos corpos e se deita.

Nos encaramos por um tempo, sem palavras, medos, preocupações e dúvidas.

Me arrasto para mais perto dele, o beijo brevemente, circundo a sua cintura e mergulho a cabeça no seu peito

— Boa noite, bebê. — Ele deixa um beijo na minha cabeça.

— Boa noite, Hansolie. — Lhe desejo fechando os olhos.


Notas Finais


EEEEE NÃO ME MATEM!
O capítulo não e revisado, vou tomar banho e depois o controlo com mais calma!😌
Amo vocês❤️


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