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História Oh cupido, pra longe de mim! (Namjin and Taegi) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Oh cupido, pra longe de mim! (Namjin and Taegi) - Capítulo 2 - Chapter Two

"Eu tenho um admirador secreto, tão secreto que nem ele sabe que me admira."

{•}

 

Quando Min Yoon-gi passou pela porta da cafeteria, o lugar parecia estranhamente vazio demais para aquele horário. Uns jovens universitários ocupavam uma mesa mais ao fundo, um homem de terno qualquer no canto tomando um cappuccino e comendo um pedaço de torta enquanto digitava freneticamente no computador e um casal com duas crianças em uma mesa mais próxima da entrada. O escritor não era muito fã de "ambientes claros", mas aquele era um dos seus lugares favoritos depois da própria casa. Aquele era um dos vários pequenos cafés espalhados por Seul. A fachada em tijolos, com janelas duplas e vasos de plantas por todos os lados deixavam o lugar com cara de floricultura ao invés de cafeteria. Seu interior era pintado de creme com alguns desenhos bonitos em uma das paredes, os móveis — em sua maioria de mogno — contrastando evidentemente no ambiente, os diversos quadros com frases motivacionais espalhados. E o cara atrás do pequeno balcão de vidro. O motivo dos suspiros diários do anjo cúpido que o seguia para todos os lados. Desde que Yoon-gi vivia naquele bairro a cafeteria estava ali e o funcionário também. Segundo as observações do escritor, ele geralmente pegava o turno da manhã ou do fim de tarde que se estendia até à noite. Sabia — por meio do anjo fofoqueiro — que ele era um ano mais novo, bolsista em alguma faculdade e trabalhava na cafeteria além de fazer alguns turnos em uma loja de conveniência embora sua família tivesse condições suficientes para custear os estudos e sustento dele. Na verdade, ele não tinha lá muito interesse em saber da vida dos outros, mas desde que Jinnie apareceu ele provavelmente sabia mais da vida do atendente do que de seus próprios amigos.

O Min escolheu uma mesa no canto — onde conseguia ter plena visão do balcão —, sendo seguido de perto por Jinnie. O escritor se acomodou antes de abrir a pasta que trazia consigo e retirar o notebook de dentro dela. Os fones de ouvido também vieram para fora. Yoon-gi nunca mais ousou esquecê-los em casa. Ainda no início — quando ele ainda estava se adaptando a sair na rua com Jinnie em seu encalço falando o tempo todo — as pessoas achavam que ele estava louco, já que ficava "falando sozinho" e ninguém via nem mesmo um fone de ouvido em sua orelha para imaginar que ele falava ao telefone. Desde a estranha vez em que ele estava em um ponto de ônibus, começou a falar com Jinnie — achando que estava só na parada do coletivo — e uma moça que era enfermeira e esperava a condução também perguntou se ele precisava de ajuda e quase o levou a força ao hospital, não era mais uma opção esquecer os fones de ouvido. Era questão de sobrevivência.

Logo um outro funcionário — que Yoon-gi nunca lembrava o nome — que atendia as mesas se aproximou para anotar o pedido. Na verdade, o funcionário já estava acostumado a ver o escritor ali então sabia que ele provavelmente ia pedir só um café. Um ice americano era o pedido dele de sempre. Mas dessa vez o Min também pediu um pedaço da torta de limão divina que eles serviam ali. Com o humor horrível que estava, nada melhor do que uma coisa doce para ajudar. O anjo sentado — mesmo que as outras pessoas não pudessem ver — ao seu lado mantinha o olhar fixo no garoto preparando os pedidos. Foram mínimas às vezes em que o escritor trocou algumas palavras com Kim Nam-joon ali na cafeteria, mas sabia que embora ele fosse um pouco tímido e desastrado, era inteligente até demais e tão educado quanto um senhor de meia idade. Yoon-gi achava engraçado ver o anjo totalmente apaixonado pelo universitário desengonçado, eles no mínimo seriam um casal estranho.

— Então Yoon-gi... — Jinnie começou. O anjo se moveu até ficar de frente para ele. Seria estranho aos olhos das pessoas ele falando virado para o lado onde não havia ninguém. — O que acha de sair com a Bae Joo-hyun?

— Aquela do segundo ano de moda?

— Essa mesma! — Jinnie sorriu animado. — Acho que consigo arrumar tudo ainda essa semana.

— Você está me zoando? — Yoon-gi perguntou ironicamente. — Ano passado você me arranjou um encontro com aquela amiga dela, Jennie Kim. Foi uma bosta se você não lembra.

— Tá, mas só porque elas são amigas não quer dizer que sejam iguais. — Jinnie deu de ombros. — Kim Ji-soo?

— O Eun-woo amigo do Jung-kook gosta dela.

— Kim Jong-in?

— Não gosto de dançarinos.

— Minatozaki Sana?

— Se você não percebeu ainda, a última coisa que ela gosta é de garotos. — Yoon-gi riu.

— Rosé Park?

— Chata. — O Min revirou os olhos.

— Kim Da-hyun?

— Insuportável.

— Lee Tae-min?

— Metido demais. E já disse que não gosto de dançarinos.

— Jackson Wang? — Jinnie perguntou mais uma vez.

— Não quero ser parte do chão onde ele passar o rodo. — O Min bufou. — Você só quer me arrumar alguém da faculdade? Troca o disco Seok-jin.

— Ou você prefere o Son Hyun Woo?

— O da administração? Deus que me livre! — O Min fez sinal da cruz.

— Difícil você ein Yoon-gi? Caral... — O anjo pigarreou. — Quer dizer, caramba!

— Você que só me arruma bomba seu cúpido barato!

— Cúpido barato? Eu? — Jinnie arregalou os olhos, ofendido. — Olha aqui meu querido, eu sou um dos melhores no ramo tá? A culpa não é minha se você é um chato que não consegue fazer um encontro dar certo.

— Então por que você não desiste do meu caso?

— Porque eu quero ser h... — Jinnie se interrompeu antes que falasse besteira. O escritor não sabia o motivo pelo qual o anjo era tão empenhado em arrumar sua vida amorosa. E o celestial queria que continuasse assim por enquanto. — Porque eu nunca larguei um caso então não vai ser agora que vou fazer isso.

— Eu te odeio. — Yoon-gi resmungou.

— Também te amo querido Yoonie. — O anjo piscou para ele. — Prometo que vou tentar conseguir um encontro que preste para você dessa vez.

— Seria melhor encontro nenhum?! — O Min perguntou retoricamente.

— Com licença, seu pedido.

O escritor ficou em silêncio enquanto Kim Nam-joon colocava o pedido na mesa. O outro funcionário parecia ter saído por uns instantes, sobrando para o universitário levar os pedidos. Yoon-gi pode encarar seu rosto de perto, um rosto longe dos padrões de beleza coreanos, mas que com certeza chamava a atenção. "Bonito", pensou ele. Talvez fosse o que Jinnie via nele? Ser diferente dos outros? O Min ouviu o anjo suspirar novamente enquanto observava de perto o garoto. Então, repentinamente ele teve uma ideia.

— Uhm... Nam-joon né? — Ele perguntou atraindo a atenção do funcionário e do anjo que o olhou atentamente.

— Sim. — O garoto deu um sorriso simpático. — Precisa de mais alguma coisa?

— Seu número. — O Min foi direto. Jinnie abriu a boca, surpreso com a atitude do escritor. Que porra Yoon-gi estava fazendo?

— Oi? — Nam-joon perguntou confuso e ao mesmo tempo surpreso. Aquele cara estava flertando com ele?

— Seu número. — Yoon-gi repetiu e balançou o próprio celular. — Tem um amigo meu que está interessado em você.

— Um amigo seu? — Nam-joon continuava confuso. O anjo queria poder gritar e bater no escritor naquele momento. — Eu o conheço?

— Na verdade não. Ele só passa por aqui de longe e vê você às vezes. — O Min inventou uma desculpa qualquer. — Mas ele gostaria muito de te conhecer e conversar com você.

— E por que ele não vem até mim? — Nam-joon questionou, achando tudo aquilo estranho demais.

— Ele é muito tímido, não tem confiança em vir aqui e pedir seu número. — Yoon-gi balançou a cabeça. — Então? Vai me dar o número ou não?

— Talvez seja melhor você me dar o número do seu amigo? — Nam-joon perguntou estendendo o celular para que ele salvasse o contato. Preferia pegar o número do que fornecer o seu próprio assim do nada. — Qual o nome dele?

— Seok-jin. — O escritor tinha outro chip no celular que ele não usava para nada, então aquele foi o número que ele salvou no celular do mais novo. O número que seria do anjo. — O nome dele é Seok-jin.

— Eu vou entrar em contato com ele qualquer dia. — Nam-joon garantiu. O mais novo curvou-se brevemente e fez o caminho de volta para o balcão.

— Você enlouqueceu Min Yoon-gi? — Jinnie quase gritou no ouvido dele. — Meu Deus! O que foi isso?

— Agora você tem o número dele. — O Min disse como se fosse óbvio. — Não precisa agradecer.

— Meu Deus Yoon-gi! Por quê? — Jinnie ainda estava surtando com o acontecido.

— Eu fazendo o que você não tem coragem de fazer. — Yoon-gi provocou. — Não é fácil ver você falando vinte quatro horas sete dias por semana do garoto. Não sei como as orelhas dele não caíram ainda de tanto que você fala dele!

— E agora? O que eu faço? O que eu faço — O anjo se desesperou.

— Senta e espera. — Yoon-gi riu. — Agora ele vai entrar em contato, vocês vão conversar, ele vai se apaixonar por você e blá blá blá. Final feliz. Happy end.

— Você nem sabia se ele joga no time Yoon-gi. Podia ter causado uma cena aqui! — Jinnie reclamou.

— Meu anjo... — O Min riu de sua própria fala. Afina, ele estava literalmente falando com um anjo mesmo. — Eu reconheço de longe. Meu radar não erra. Relaxa!

— Eu só não xingo você porque sou um ser iluminado e evoluído. — Jinnie respirou fundo. — Mas você me paga!

— Débito ou crédito? — O Min debochou.

— Me aguarde Min Yoon-gi. Só me aguarde



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