História Oh My Hater! - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Acalasia, Bts, Hoseok!idol, Maris Berranteira, Taehyung!hater, Taeseok, Vhope, Vhope Flex, Yoonkook Mention
Visualizações 44
Palavras 2.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, olha quem voltou shuahsuahsuah
Vocês já devem até ter esquecido dessa história, confesso que até eu tinha esquecido o que tinha acontecido no capítulo passado, desculpa a demora, de verdade.
Eu tive férias, mas veio tanto parente aqui que fiquei apurada pra escrever. Bem, isso não justifica nada, mas o que importa é que eu estou de volta, e prometo não demorar na atualização de O21D, nem dessa aqui também shaushuahushau
duda, minha soulmate, promessa é dívida, então to aqui, atualizando shauhsua
Boa leitura, meus amores!

Capítulo 4 - Inimigos? Inimigos


O dia seguinte se iniciou com o pé esquerdo, a começar pelo fato de que Taehyung era muito espalhafatoso para dormir, o que resultou em um Hoseok todo encolhido e raivoso enquanto o Kim estava todo esparramado na cama, em uma posição quase digna de contorcionista.

Hoseok, que acordou primeiro por sentir um forte e certeiro chute em seu biruleibe, bufava de cinco em cinco segundos, tentando reprimir a vontade de empurrar Taehyung daquela cama enquanto torcia para que ele quebrasse pelo menos duas costelas.

Seu playground doía mais que o inferno, Hoseok mal aguentava se mexer, por isso e apenas por isso o Jung não chutava Taehyung para fora da cama, da casa, da cidade, do país, do universo, de todos os lugares que fosse possível chutar Kim Taehyung.

– Merda, Taehyung, nunca vi ninguém se mexer tanto pra dormir! Acorda, praga, eu não vou fazer café sozinho.

– Ô, Hoseok, me deixa dormir, justo na hora que eu tava quase beijando o Jimin você me acorda, dá pra parar de ser filho da puta pelo menos no meu sonho?

– Não sei se te avisaram, mas é mais fácil você me beijar do que beijar o Jimin. Ou seja, possibilidade zero.

– Você que pensa, idiota, ainda vou beijar muito aquela boca. Falando em boca vai escovar os dentes, você tá com um bafo insuportável.

– O imundo falando do mal lavado, né, Taehyung? Tô tendo que falar com você tapando o nariz.

– Vai pra merda. – Taehyung proferiu e se dirigiu até o banheiro. É, ele estava mesmo com um bafo pior que o de Hoseok.

Kim tomou um banho e fez questão de usar todos os produtos de Hoseok. Shampoo, condicionador, sabonete, até com a toalha de Hoseok ele se secou.

Depois de limpinho, cheirosinho e com um hálito levemente mentolado, Taehyung se dirigiu até a cozinha. Em pouco tempo se iniciariam as gravações. Apesar de o programa ser um tipo de reality show, as câmeras estavam posicionadas em apenas alguns cômodos, e tinham horários para serem ligadas e desligadas.

Naquele dia eles teriam que fazer e tomar o café da manhã juntos, almoçar juntos, e arrumar a cozinha. Juntos.

– Taehyung, coloca o leite pra esquentar e arruma a mesa – Hoseok disse assim que viu o Kim entrando na cozinha. Taehyung não mexeu sequer um músculo. – Por favor, Kim Taehyung. E veste uma camisa, não quero ninguém seminu perto de mim não.

– Tá falando o cara que saiu do banheiro só de toalha e se vestiu na minha frente ainda por cima. Eu podia ter tirado uma foto e vazado seu nude, hein. – Disse e foi pegar o leite na geladeira. – Ah não, esse leite me dá dor de barriga, não tem outro não?

Hoseok mirou Taehyung com um olhar desacreditado.

– E tem diferença de um leite pra outro? Larga de frescura, Taehyung.

– Claro que tem. Esse me dá dor de barriga. Compra outro.

– Eu não, compra você.

– Não dá, eu tô duro.

– Mas o que isso tem a ver? Ah, você quis dizer que tá sem dinheiro, entendi.

– Tá abobado, J-Hope, pensou que era o quê?

– Eu? Nada. Vou pedir pro Namjoon comprar outra marca de leite, fica de boa.

– Beleza.

Hoseok olhou para Taehyung, como se estivesse esperando algo.

– Que foi, Jung?

– Não vai agradecer?

– Não, vou agradecer o Namjoon, ele que vai comprar.

– Vai pro inferno, então.

– Meu querido, eu já sou o diabo.

Hoseok bufou, revirou os olhos e voltou sua atenção unicamente para o café que estava passando no coador. Não valia a pena discutir com crianças, afinal.

Depois de trocarem farpas no mínimo mais umas três vezes, os dois se sentaram à mesa e tomaram café. Ou tentaram, pelo menos.

– Hoseok, o café tá muito forte.

– Tá muito bom, eu gosto assim.

– Eu vi você fazendo careta quando deu o primeiro gole.

– Viajou legal, Taehyung. Não fiz careta nenhuma.

– Fez sim, Hoseok.

– Não fiz.

– Fez.

– Não fiz.

– Fez, sim.

– Tem açúcar na prateleira, Taehyung. Não tá satisfeito adoça mais, porque de azedo aqui já basta você, né.

Taehyung foi até a prateleira e demorou um tempo até achar o pote de açúcar. Ele sempre demorava pra achar as coisas. Em casa, quando sua mãe pedia para ele pegar um mísero balde, Taehyung levava uns cinco minutos procurando o balde e ainda levava o balde errado para a mãe. É, a vida tem dessas.

Enquanto o menino Kim divagava sobre qual seria o pote de açúcar, Hoseok aproveitou a oportunidade para pegar um adoçante e jogar o vidro quase inteiro em sua xícara de café. Ele realmente colocou pouquíssimo açúcar, ninguém conseguiria tomar aquilo.

– Por que tem sal no pote de açúcar e açúcar no pote de sal, J-Hope? Não vai dizer que é…

– ...Pra enganar as formigas, exatamente.

– Você é muito infantil e idiota, não acredito, Hoseok.

– Você devia me tratar com respeito, Taehyung. Eu sou seu hyung, você tem que usar honoríficos comigo.

– Enfia os honoríficos no ânus e gira. Acho que você vai gostar, até. – Taehyung deu o dedo do meio para Hoseok, pegou sua xícara devidamente açucarada, seu deliciosíssimo pão com margarina e foi para a sala. E até iria sentar no sofá, se não tivesse o caminho interrompido por Jung Hoseok.

– Eu não suporto deboche e falta de respeito, Taehyung. Então é bom você nunca mais falar uma coisa dessas perto de mim, ok? Eu fiquei sem fazer nada por bastante tempo, mas já deu, Taehyung. Deixa de ser essa criança malcriada e...

Hoseok, que segurava o pulso de Taehyung, teve a fala interrompida por um líquido preto e quente que voou em direção ao seu rosto. Ele tentou desviar, mas Taehyung estava muito perto e jogou rápido todo o café em sua face.

– Desgraça, Taehyung, você queimou meu rosto! Que droga, tá ardendo demais! – Hoseok estapeou Taehyung às cegas e correu para o banheiro.

– Hoseok, foi sem querer, eu juro! – Taehyung correu atrás dele até o banheiro, mas Hoseok não o deixou entrar e trancou a porta.

– É claro que foi sem querer, né, Taehyung? Você nem me odeia, por que você jogaria café quente na minha cara, não é mesmo? Ah, que dor!

– Hoseok, eu juro pelo que você quiser que foi sem querer! Você puxou o meu pulso, meu reflexo foi jogar o café na sua cara, eu tinha esquecido que era você!

Taehyung já sentia algumas lágrimas encherem seus olhos, tanto por ter machucado Hoseok quanto por ter se lembrado de uma situação no passado com um primo distante.

– Me desculpa, Hoseok, de verdade, eu juro que não queria te machucar.

– Sai daqui, Taehyung, agora.

– Já estou saindo.

Taehyung voltou para o quarto, se encolheu na cama e começou a chorar. O episódio do café da manhã o lembrou muito de quando ele tinha quinze anos e um primo tentou empurrá-lo para dentro do banheiro e beijá-lo à força. O Kim só reagiu daquele jeito com Hoseok porque a forma como o rapper segurou em seu pulso remeteu na hora à forma como seu primo havia lhe segurado.

Namjoon apareceu no quarto e perguntou a Taehyung o que havia acontecido e o porquê de Hoseok estar trancado no banheiro.

– Eu joguei café quente no rosto dele, mas eu juro que foi sem querer, que droga! Eu não sei se eu machuquei ele ou não. Tudo bem que eu odeio o Hoseok, mas eu nunca jogaria algo quente nele de propósito.

– Taehyung, se você queimou o rosto dele a gente tá com um problema seríssimo, ele tem um photoshoot hoje! Meu Deus, Taehyung!

– Você vai levar ele no médico, né?

– Não dá mais tempo, vou comprar alguma pomada para ele passar no rosto e esperar que não tenha queimado nada.

– Deixa que eu vou, Namjoon. Vê se ele tá bem, já que o Hoseok não me deixa entrar naquele banheiro.

– Eu também não deixaria, Taehyung.

– Eu sei, se fosse comigo eu também não.

Taehyung saiu cabisbaixo da casa e foi em direção à farmácia mais próxima comprar a pomada para Hoseok. Em uma das prateleiras viu o remédio que deveria tomar quando tivesse azia, e se lamentou profundamente por ainda não ter dinheiro para comprar aqueles comprimidos que salvavam sua vida.

Pegou somente a pomada e foi até o caixa pagar.

A atendente passou o produto e perguntou se Taehyung desejava mais alguma coisa.

A garganta do Kim coçou para que ele dissesse sim e pegasse o remédio, mas depois do que ele havia feito com Hoseok seria muita cara de pau comprar seu remédio com o dinheiro dele. Taehyung esperaria que o dinheiro caísse em sua conta para comprar, e nesse meio tempo torceria para que a azia não desse as caras no meio da madrugada.

Depois de pagar e com muita dor no coração sair da farmácia apenas com a pomada, Taehyung voltou para casa e encontrou Hoseok com um pano molhado no lado do rosto.

– Hoseok, eu comprei uma pomada pra você passar no rosto. Me desculpe. – Colocou o produto em cima da mesa e foi até a cozinha. Já era hora de preparar o almoço. Namjoon veio logo atrás de Taehyung.

– O rosto dele, machucou muito? – O Kim mais novo perguntou enquanto pegava os ingredientes para fazer um strogonoff. Taehyung esperava, do fundo do coração, que Hoseok gostasse daquele tipo de comida.

– Eu creio que não, só ficou um pouco vermelho e com a pele bem sensível. Você precisa tomar mais cuidado, eu sei que vocês não se gostam, mas não precisa tentar matar o Hoseok!

– Eu juro, juro por qualquer cosa, que não foi por querer. Eu fiz aquilo por causa de um trauma passado, a gente tava discutindo e ele segurou meu pulso, eu tava de costas pra ele. A forma como ele me segurou me lembrou muito a vez que um primo meu fez isso numa festa e tentou me arrastar pra onde eu não queria. Eu me desesperei, por isso joguei café no Hoseok hoje. Que droga, eu não queria machucar ele, mesmo que ele seja um pé no saco.

– Ele não é um pé no saco, Taehyung. A forma como vocês se conheceram que não contribuiu em nada para a relação de vocês. Hoseok também tem traumas do passado, por isso aconteceu tudo o que aconteceu naquele dia em que ele quebrou sua câmera. Eu acho que você deveria dar uma chance para ele, você ia ver que ele não é o que você pensa.

– Nunca, ainda mais agora que ele também me odeia. E outra que esse programa precisa de ódio para funcionar, né? Uma relação amistosa não iria dar audiência alguma. E eu também não quero ser amigo dele depois do que ele me fez. O Hoseok não acreditou em mim e ainda por cima quebrou a câmera que meu amigo me deu há uns anos. A minha única câmera, e ela tinha um valor sentimental enorme pra mim.

– Tudo bem, quem sabe com a convivência vocês não se tornem amigos?

– Sonhou demais, ele é muito imbecil, jamais eu teria um sentimento de amizade por ele.

– Então por que se importou tanto com o Hoseok por ter machucado o rosto dele?

– Eu faria isso com qualquer pessoa, eu odeio o Hoseok sim, mas não desejo que ele morra, também. Eu não sou um monstro insensível. Espero que ele goste de strogonoff.

– Caramba, é a comida preferida dele! Acertou em cheio, Taehyung.

– Ah! Pelo menos agora o universo decidiu colaborar comigo. Obrigadinho. – Juntou as mãos infantilmente e olhou para o céu.

– Meu olfato tá me traindo ou você tá fazendo strogonoff, Namjoon? – Hoseok gritou da sala e o Kim mais velho soltou um riso.

– Até parece que eu iria cozinhar pra você, Hoseok. É o Taehyung quem tá fazendo. – Respondeu no mesmo tom. – Agora vou deixar você sozinho porque é hora de gravar. – Namjoon disse e virou as costas, sumindo do campo de visão de Taehyung.

Hoseok viu que Taehyung estava sozinho na cozinha e foi até lá.

– Tá cozinhando strogonoff só pra me agradar, é?

– Abaixa tua bola, Hoseok, eu nem sabia que você gostava. Só tô fazendo porque eu gosto, se é sua comida preferida aí é lucro.

– Aff, Taehyung, não corta a brisa, eu tava me sentindo especial.

– Hoseok, você precisa entender que eu nunca vou fazer você se sentir especial, porque você não é especial pra mim.

– Eu sou o cara que tá te tirando do buraco, isso não me faz especial?

Taehyung adicionou o creme de leite na panela e continuou mexendo, impassível.

– Não, você quebrou a minha câmera fotográfica, uma das coisas mais importantes pra mim, você tipo... Matou a minha filha. Isso te faz especial? É claro que não, isso só te faz um assassino. É isso que você é. Um assassino de câmeras fotográficas. Eu te odeio.

– E você é um aspirante assassino de pessoas, Taehyung. Você queimou o meu rosto todo, isso dói muito mais do que quebrar uma câmera.

– Eu devia ter te matado mesmo, Hoseok. Falei pro Namjoon que não desejava que você morresse, mas te matar parece ser bem divertido. Pelo menos morto você não é imbecil.

– Tem bastante facas na segunda gaveta, porque não experimenta me matar? – Hoseok debochou enquanto apontava para as gavetas do armário.

– Obrigada, vou fazer isso hoje à noite, vou te esquartejar todinho. A começar pelo seu amiguinho aí... – Apontou para o meio das pernas de Hoseok com um olhar mortal.

O Jung juntou os joelhos e tapou seus documentos com as mãos.

– Ah não, Taehyung, aí a brincadeira ficou séria. Já não basta o chute que você me deu enquanto a gente dormia.

O rosto de Taehyung enrubesceu e ele começou a rir de forma descontrolada, até que o ar viesse a faltar. Foi preciso que ele pegasse um copo d’água para tentar se acalmar depois do ataque de riso.

– O quê? Eu lembro que antes de sonhar que tava beijando o meu lindo, maravilhoso, perfeito e gostoso do Jimin, eu sonhei que tava jogando futebol... Agora tudo faz sentido! É por isso que a hora que eu cobrei o pênalti eu senti que tinha chutado duas bolas ao invés de uma... Meu Deus! – Continuou rindo até quase desmaiar por falta de ar.

– Isso, continua, Taehyung. Saiba que eu nunca vou te perdoar por ter me chutado e tentado me matar queimado, viu?

– Então estamos quites, Hope, porque eu jamais vou te perdoar por ter matado minha filha com o Yoongi.

– O quê? Vocês são namorados, meu Deus!

Taehyung riu tanto que até se engasgou com a água.

– Claro que não, tudo bem que ele é lindo, gente boa e também é gostoso pra caramba, mas ele é tipo meu irmão, e além do mais só tem olhos para o Jungkook. Foi ele quem me deu a câmera fotográfica, por isso ela é minha filha com o Yoongi.

– Ah, sim. Tudo bem, então, vamos ficar ressentidos um com o outro e guardar mágoas para sempre? – Hoseok perguntou enquanto provava um pouco do strogonoff e levava um belo tapa de Taehyung.

– Exatamente, esse é o coração da coisa. Mágoa, ódio e rancor para sempre.

– Você não vai deixar eu me explicar pelo que aconteceu naquele dia?

– Não, não tenho nada a ver com aquele garotinho, nem com quem seja a mãe ou o pai dele, e também não vou me explicar pelo que aconteceu hoje, te queimei sem querer mas isso não vai curar a sua pele, então... Eu odeio você.

– Certo. Eu também odeio você.

– Inimigos?

Inimigos.

Talvez inimigos seja o nosso “sempre”.

– Ah não, Taehyung. Frase de A culpa é das estrelas agora não, por favor.

– Tá bom, seu idiota.

– Vai ficar mesmo implicando?

– Eu vou fazer da sua vida um inferno, Jung Hoseok.

– Estou esperando, Kim Taehyung. Pode vir quente que eu estou fervendo.


Notas Finais


É isso aí, prometo tentar atualizar O21D ainda essa semana, mas não garanto que cumprirei, porque sou um merda mermão. Era pra ter brigas bem piores, mas esses safados ganharam vida própria então a treta fica pra próxima.
Até mais, espero que tenham gostado.


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