História Oh My Sweet Coffee! - Capítulo 1


Escrita por: e Kiume

Postado
Categorias Black Pink, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Lisa, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 8
Palavras 9.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero Que Gostem E Dêem Muito Amor... Bjs 😘🍭

Capítulo 1 - Expresso


Fanfic / Fanfiction Oh My Sweet Coffee! - Capítulo 1 - Expresso

- Jiar ! - gritou o garoto sentindo a mais nova ser arrancada de seus braços.


Jiar se debatia nos braços do pai chorando inconsolávelmente, sua visão turva lhe permitia ver apenas a silhueta de Jackson enquanto era arrastada até o grande carro preto. A porta ao seu lado foi trancada, pôs sua cabeça para fora da janela apenas para ver o garoto pouco mais de um ano mais velho que ela correr freneticamente atrás do carro que continuava a acelerar.


- Eu vou te encontrar ! - gritou o garoto com toda a sua voz. - É uma promessa! - 


- Eu não vou me esquecer de você, então não se esqueça de mim ! - a garota gritou como resposta. - É uma promessa!  - disse por fim sem saber se foi ouvida.





O garoto de cabelos acinzentados acordou ofegante graças a droga de memória que fazia questão de lhe atormentar duas ou três noites por semana, passou a manga de sua camisa de flanela por sua testa com a intenção de secar o suor que fazia seu corpo colar à fina coberta sobre si. Pôs se sentado à cama encarando o relógio digital sobre a mesinha ao lado, piscou algumas vezes até que seus olhos conseguissem focar nos pontinhos brilhantes cor verde florescente que indicavam exatamente seis e trinta e cinco, logo a baixo os mesmo pontinhos cintilantes indicavam o dia lhe trazendo à tona um de seus piores pesadelo, hoje era sábado.


Sábado era de longe o motivo de seus pesadelos, o problema era o que vinha com o sábado, Sweet Coffee Bar's, esse sim era um problema e tanto, em geral o garoto até gostava do lugar e das pessoas que encontrava nele mas até hoje não encontrou alguém louco o suficiente para se sentir feliz por ter de  acordar as sete da manhã de um sábado para ir trabalhar. Encarou o relógio por mais um tempo esperando que o mesmo despertasse, assim que ouviu os bipes agudos incessantes do aparelho digital apertou o botão em sua lateral, suspirou alto forçando se a deixar sua mais que confortável cama e arrastou seu corpo em direção ao corredor que levava ao banheiro passando pela porta de um de seus companheiros de dormitório que pendia aberta. 


- Droga... eu sem dúvidas vou me atrasar ! - suspirou novamente correndo até o banheiro.





- Drogra Tuan um banho não faz milagre!  - gritou batendo pela milésima vez na porta de madeira.


- Se você não nasceu bonito não vai ser a ducha que vai mudar isso ! - Berrou Bambam atrás do mais velho . 


O som da chave girando alarmou a todo, os dois garotos frente a porta se entre olharam, estavam preparados para a guerra que seria tentar entrar naquele banheiro e assim que Mark Tuan abriu espaços deixando o banheiro livre lá se fora qualquer laço de amizade que aqueles quatro tinham até cinco minutos atrás.

A guerra foi declarada .

Depois de longas uma hora e meia todos estavam finalmente deixando o apartamento indo em direção ao elevador, o mais novo dos cinco ali apertou o botão indicador do térreo, notou de relance o botão do andar à baixo piscar indicando que o elevador havia sido chamado para aquele andar e sorriu levemente. Poucos segundos se passaram até que a porta à sua frente se abriu revelando a sorridente Min Hari e a não tão sorridente Mariane.


- Bom dia meninos ! - diz Hari alargando mais seu sorriso se é que isso era possível. 


- Bom dia ! - a resposta veio em uníssono. 


- Um bom dia acordando as seis e meia da manhã de um sábado ? -  disse Mary quase como um sussurro. 


- Só pode estar brincando! - completou.


Ouviu um bufar como resposta e sabia exatamente à quem pertencia, Im Jaebum vulgo JB estava poucos passos atrás da garota de longos cabelos castanhos com suas pontas tingidas de roxo uma de suas cores favoritas. O garoto de longe mais alto encarou a jaqueta da menor como se pudesse perfura lá com os olhos revirando os em seguida contendo a vontade de chuta lá para fora do elevador, não se dera bem com a garota desde que a conhecerá à  anos atrás quando foram apresentados por Park Jinyoung um de seus melhores amigos de infância .

Imprensado em um dos lados da pequena cabine de metal Jackson Wang respirou fundo o perfume inebriante da loira ao seu lado e pensou duas ou três vezes em arrumar uma mexa de cabelo fora do lugar pondo a para trás da orelha da menor, repreendeu o pensamento pondo suas mãos no bolso de sua calça jeans batendo seus pés de forma ritmada esperando anciosamente a hora em que a porta do elevador se abriria novamente.


- Desse jeito vai acabar perfurando o chão. - disse Bambam. 


O tailandês sorriu para o companheiro vendo em seu rosto um grande sinal de repreensão, o garoto pouco mais alto que seu hyung chegará pouco mais de um ano ao país carregando consigo nada além de seus visto de estudante, uma mala generosa e um grande sorriso no rosto. Era ligeiro e inteligente, suas notas sempre impecáveis, não era de se admirar que ganhará uma bolsa bem generosa para aquela que era uma das melhores faculdade da Coréia do Sul. 


A porta do elevador finalmente se abriu libertando os sete da caixa de metal que mais parecia uma lata de sardinha, Mark Tuan respirou aliviado assim que pôs seus pés no térreo. Não lembrava de ser claustrofóbico mas sempre sentia um grande desconforto em entrar num elevador, achava absurdo o fato de pessoas acharam normal subir e descer dentro de uma caixa de metal pendurada por um cabo de aço e algumas engrenagens, será que ninguém mais achava um absurdo essa ideia ? 


Quando deu por si já estavam a alguns metros da cafeteira que por sorte ( ou nem tanto ) ficava a apenas algumas quadras de distância do dormitório. Yugyeon encarou a faixada rústica, as cadeiras de madeira envernizada faziam par com a mesa central de mesmo material e sobre ela um pequeno jarro transparente com flores de cores diferentes que de alguma forma combinavam, do outro lado um banco extenso de madeira pendia recostado a parede, seu assento acolchoado coberto por couro falso de cor branca dava destaque à entrada. 


Passou juntamente com os outros pela porta de entrada e escolheu uma das mesas mais escondidas perto da grande extensão de vidro que substituía a parede para se sentar, avistou do outro lado do salão um sorridente Park Jinyoung sair de seu lugar atrás do balcão para cumprimentar seus amigos recém chegados.


- Bom dia ! - disse caminhando até eles.


- Defina bom. - retrucou Mark fazendo o rir.


-  Um dia bom.... Um dia em que você vai ser pago por acordar cedo aos sábados e ainda ter verba extra porque ajudou o chefe a arrumar as coisas antes de fechar ! - sorriu convencido.


- Boa definição ! - disse JB dando dois tapinhas no ombro do amigo indo em direção aos armário.




- Vamos receber hoje ! - Hari apoiou-se nos ombros da amiga. 


- O que acha de irmos à boate que abriu recentemente?  - Saculejou a amiga algumas vezes por conta da empolgação.


- Hmm.. eu tenho um compromisso hoje então não vai dar, deixa pra outra hora ! - sorriu tentando ser o mais convincente possível. 


Não era como se a brasileira estivesse mentindo ou não quisesse sair com a companheira de quarto, apenas não queria tocar no assunto afinal sabia o quão curiosa Min Hari podia ser.

Caminhou em direção ao seu armário tirando dali seu avental ignorando as muitas perguntas de Hari sem dar mais respostas, olhou de relance para o garoto dois armários depois do seu e o encarou por algum tempo. Nunca entenderá porque o melhor amigo de Jinyoung a odiava, por algum tempo até tentou se aproximar o chamando sempre que havia uma festa ou reunião de amigos, o garoto esteve em todos os seus aniversários desde que viera do Brasil para morar na Coréia mas com o passar dos anos apenas desistiu de forçar uma amizade que claramente não daria certo.


- Algum problema?  - o garoto de cabelo avermelhado a encarou. 


- Não!  - sorriu voltando à si. 


- Só achei que tinha visto algo no seu rosto, bem... aqui ! - apontou para um lugar pouco acima de seu olho esquerdo e saiu sem dizer mais nada. 


Jaebum por sua vez se virou afobado para o armário em busca do espelho guardado ali, segurou forte o objeto e sorriu ao perceber que a garota se referia aos duas pintinhas pouco abaixo de sua sobrancelha. 


- Cai nessa de novo... - sorri novamente. - Idiota! - 


Se dando por vencido apenas pôs seu avental e voltou para o salão, é  hora de trabalhar.



Jinyoung varreu o lugar com os olhos, apenas alguns poucos clientes haviam chegado ao café e seus pedidos já estavam prontos e prestes a serem entregues. Seu olhar parou sobre o garoto exageradamente alto que continha uma xícara de achocolatado fumegante em suas mãos, seus cabelos rosados jugados em seu rosto em formato de franja lhe fazia parecer mais jovem do que era basicamente lhe transformando em uma criança em tamanho gigante, viu os olhos do menor se encontrarem com os seus vez ou outra e lhe sorria simpático sempre que acontecia. 

  Sorrateiramente começou a caminha em sua direção com algumas piadas em mente, sabia o quanto Yug detestava suas piadas e brincadeiras fosse sobre o que fosse, interrompeu os próprios passos assim que viu Mary voltando da cozinha com um dos pedidos e voltou tão rápido quanto saiu do balcão buscando atrás do mesmo a pequena caixa embrulhada em um papel de presentes que julgará ser mais caro do que deveria mas todo o exagero era pouco para aquela data em especial. Esperou que a garota terminasse de servir a cliente que à agradeceu sorridente e assim que a menor se afastou da mesa passou seus braços pelas laterais de seu corpo de forma desajeitada lhe abraçando pelas costas, o presente em suas mãos bem a sua frente.



- Abre e me diz o que acha ! - disse empolgado.


- Espero que tenha a cor certa ! - seus tom mudou bruscamente para preocupação.


A garota quase sem reação se moveu entre seus braços retirando a tampa da caixa que estranhamente também fazia parte do embrulho, Mariane não se assustou com o ato do mais velho pelo contrário estava mais do que acostumada com as ações exageradas de Jinyoung mesmo assim o olhou em completa confusão.


- Por favor me diz que você não esqueceu Mariane. - a encarou de forma severa atraindo os olhares dos amigos que estavam por perto.


- Desculpa Jinnie ! - disse com voz de choro.


- Posso sair mais cedo e comprar o meu não posso ? - perguntou lançando um sorriso sapeca para o garoto que lhe sorriu cúmplice.


- Porque só eu me lembro de datas importantes ? -  deixou a pergunta pairar no ar enquanto caminhava de volta ao seu lugar atrás do balcão, a pequena caixa em mãos.


- Porque você é o melhor Jinnie!  - disse alto o suficiente para que fosse ouvida.


- Porque você é o melhor Jinnie!  - ouviu a voz ao seu lado repetir de forma melosa.


- Algum problema Choi Youngjae?  -  se vira com um sorriso não tão amigável para o garoto que tinha suas mãos na cintura em uma pose nada máscula. 


- Tem alguma coisa a perguntar ? - questionou novamente. 


- Eu ? - Perguntou em tão inocente. - Não, nada não Mary!  - pôs suas mãos para o ar em rendição. 


- Ele pode não ter mas eu tenho ! - Hari encarou a amiga.


- Quando vocês vão assumir ? - pôs se frente a frente com Mary. 


- Não temos nada à assumir ! - a morena dá de ombros.


- Se você não quer me dizer então vou ter que perguntar para o JINNIE - disse em tom de desdém. 

 

Hari caminhou sorridente até o chefe atrás do balcão.


- Então o Jinnie é o melhor ? -  repetiu Youngjae.


- Jaejae, você não tem uma mesa pra limpar ? - respondeu Mary se afastando, indo até a cozinha. 




A loira caminhou confiante até seu destino, estava convicta de que hoje descobriria o que havia por trás da relação entre Jinyoung e Mariane. Foi uma pena sua atenção ter se voltado ao garoto correndo do lado de fora, o suor descendo seu pescoço lhe fazia parecer mais atraente, seus corpo se virou levemente para observar melhor o moreno que passava.


- Precisa de algo Hari-ah?  - a voz lhe traz de volta de seus pensamentos não tão puros.


- Então JINNIE... - disse de forma arrastada e melosa. 

 

- Eu e os meninos vamos pra boate que abriu recentemente hoje a noite, o que acha de vir com a gente?  - o encara sorridente. 


- Sinto muito Hari-ah mas hoje eu tenho um compromisso que não posso adiar, deixa pra outra hora! - diz voltando sua atenção ao caixa. 


- A Mary vai com você ? - perguntou como quem não quer nada. 


- Sim ! - diz simples.

 

- E agora ainda tenho que comprar um presente extra ! - completa descontente.


- Qual é a sua e da Mary ? -  perguntou com cautela. 


- A mesa três tem um pedido ! - disse sem olha lá.   


- É a sua deixa ! - explica apontando para a mesa e sorrindo em seguida. 



- Tudo bem... entendi o recado! - 



Hari se deu por vencida e apenas pegou seu pequeno bloco de notas, sua caneta esferográfica e voltou ao trabalho. 



As horas passaram surpreendentemente rápido e viram aos poucos o céus escurecer e os clientes irem embora. Apesar de ainda serem seis horas não se via mais pessoas nas mesas e apenas duas ou três pessoas passavam pelo balcão para um atendimento rápido, o aviso de " FECHAREMOS ÀS 19:00 " provavelmente tinha algo haver com isso.


- Avise a todos que é hora de fechar ! - disse organizando os copos sobre o balcão esperando que seus amigos finalmente chegassem ao salão. 



Jinyoung estava especialmente cansado naquele dia, passará o dia anterior inteiro programando e planejando o jantar daquela noite, tudo deveria sair perfeito. Não era como se o jantar fosse ser alguma surpresa afinal era feito na mesma época todos os anos mesmo assim não deixava de ser algo especial para o garoto,  era provavelmente o único dia do ano em que Mary agia como a Mariane que ele tanto gostava.

   Tamborilou seus dedos de forma anciosa no balcão vendo seus amigos chegarem aos poucos, vasculhou entre os papéis em busca dos envelopes nomeados cada um com seus respectivos donos, caminhou até eles entregando a cada um seu salário recebendo um sorriso sincero como resposta.


- Bem crianças essa é a hora que vocês tanto esperaram ! - disse se recostando à madeira firme do balcão.


- Lembrando que amanhã não vamos Abrir assim como fazemos em todos os dias seguintes ao pagamento! -


Todos bateram palmas em comemoração, até mesmo ele, sabia o quantos seus amigos estavam cansados e o quanto precisavam relaxar. 


- Vejo vocês na segunda de manhã!  - disse por fim.






- Você tem certeza de que não vai comigo ? - insistiu Hari pela milésima vez. 


- Sim, eu tenho Hari ! - suspirou. Seria bem mais difícil do que esperava tirar Min Hari da sua cola.


- Pra onde as mocinhas planejam ir ? - a voz soou por detrás das duas.


- Que inferno Wang, você é um fantasma ou o que ? - berrou Hari batendo algumas vezes no ombro do maior.


- Hari precisa de companhia para ir à nova boate ! - disse simples. 


-  O que acha de acompanhar ela Wang ? - Mary sorri sugestiva.


- Eu tenho que ir pra casa ! - Hari disse de algum lugar já distante.


- Espero que esteja com a sua chave ou vai ter que dormir com o Jinnie ! - diz por fim.


- Acho que ela não levou na brincadeira. -  


Mary voltou sua atenção ao armário de onde tirou o vestido e a pequena caixa com o colar e os brincos de mesma cor.


- Onde fica essa nova boate ? -  o garoto atrás de si perguntou como quem não quer nada.


- Hmm... em algum lugar entre a nossa rua e a estação de trem . - Mesmo que estivesse prestando atenção no que o garoto dizia Mariane realmente não sabia o lugar exato da boate e naquele momento não fazia muita questão de saber.


Ouviu o mais velho murmurar um " até logo " e finalmente se sentou livre para retirar de seu armário o vestido rosa queimado que ganhará de Jinyoung a apenas alguns dias, despiu se o mais rápido que conseguiu e deslizou seu corpo para dentro do tecido suave, a renda preta que formava a alça ombro a ombro fazia destacar seus seios, a saia rodada pouco acima dos joelhos deixava à mostra o suficiente de suas coxas para que fosse sexy sem vulgar. Tentou de todas as formas subir o zíper que se encontrava em suas costas mas todas as tentativas falharam, até que sentiu seu vestido se fechar fazendo o contorno perfeito de seu corpo e sorriu agradecida por ele já estar pronto.



- Obrigado Jin... nie - 


Sou voz foi cortada ao meio e o ar pareceu desaparecer quando percebeu que havia cometido um erro estrondoso, o garoto agora à sua frente tinha a mesma idade e altura mas não seria nem de longe Jinyoung.


-  Como entrou Jaebum ? - perguntou tomando fôlego. 


- Jinyoung me deu a chave extra, eu esqueci minha carteira então vim pegar... - 

 

     Mesmo que falasse com ela os olhos de Jaebum vagavam para algum lugar longe e sua mente parecia estar tão distante quanto.



- Bem... eu vi que você precisava de ajuda então... -  der repente o garoto pareceu voltar a si.


- Obrigada ! - sorriu sem jeito. 


- E desculpa por ter te chamado de Jinnie, foi meio constrangedor ! - disse por fim. 


- Sem problemas, já vou indo ! - se afastou voltando ao corredor. 


- Jaebum! - chamou ainda constrangida fazendo o se virar um pouco rápido de mais.


- Sua carteira... Você não pegou ! - apontou para o armário pouco distante. 


Tão rápido quanto entrou o ruivo de feição séria saiu, não disse nenhuma outra palavra, nem mesmo um tchau ou até logo, apenas se foi.


Caminhou pelo pequeno corredor não muito iluminado até chegar ao salão principal onde à poucas horas atrás estava trabalhando, suspirou pelo constrangimento de ser chamado pelo apelido mais que íntimo de seu melhor amigo e implorou para que a garota no vestiário não tenha percebido o rubor em seu rosto. Ouviu os passos firmes vindo das escadas que levavam a sala particular de Jinyoung e de imediato olhou para cima vendo o amigo em seu traje social descendo as escadas da forma elegante que só ele sabia, viu seu rosto mudar para um misto de surpresa e algo que não sabia descrever quando se percebeu ser observado por si.


- Ja estou de saída ! - disse antes de tudo.


- Esta tudo bem ! -  sorriu em resposta.


- Você tem a chave, não é como se estivesse invadindo ! - gargalhou esperando que o amigo lhe acompanhasse, não aconteceu. 


- Só vim buscar minha carteira ! - outro longo suspiro. - Até segundo Jinnie-ah ! - caminhou até a porta sem se importar com o frio que o esperava do lado de fora. Teria de correr, já estava quase atrasado e não precisava de mais dores de cabeça por hoje.



A porta do carro bateu atrás de si e ambos sorriram admirando o quão elegante estavam, Jinyoung olhou para o café uma última vez se sertificando de que não esquecerá nada. 


- Eu tinha razão, esse vestido ficou perfeito em você ! - sorriu vitorioso. 


- Você também está lindo Jinnie ! - apesar de não olha lo Mariane tinha certeza disso afinal era quase impossível encontrar uma forma em que Park Jinyoung não ficasse perfeito. 


- Sinto saudades de tempos assim... - confidenciou à garota.


- Quais tempos ? -  o encarou sem entender. 


- Aqueles em que você é a Mariane que eu amo, com sorrisos e abraços sinceros... -  suspira. 


- Que não se esconde ! - completa finalmente a olhando.


- O que te faz pensar que a Mariane que você conhece e a Mary que os outros conhecem não é a mesma ? - 


 Mesmo que entendesse o que Jinyoung queria dizer não pode deixar de se sentir ofendida, sim ela tinha um passado com ele mas isso não fazia seu presente ser menos significante.  Claramente omitia certas coisas de seus amigos mas isso não fazia de sua relação com eles menos sincera.


- Você não é bem a melhor pessoa para falar sobre se esconder... Não acha ? - sabia que não era justo tocar em sua ferida mas ele também não estava sendo justo tocando na sua.


-  Não é a mesma coisa, você sabe disso ! - ligou o motor. - E não gosto de falar sobre isso ! - deu a partida. 


- Eu não sou o senhor Park, pode conversar comigo ! - ajeitou sua gravata e viu o garoto relaxa. 


- Vamos, nossa reserva está marcada para as oito ! - disse por fim acelerando o carro.







Os passos da garota cortaram a avenida, sorria desinteressada chegando sozinha a entrada da balada, já recebia olhares, a maioria devido ao comprimento do vestido que seguia em usar sem se importar.

Dentro da balada ao som abafado da musica eletrônica seguiu até o bar, onde ficou por menos de minutos e logo apareceu alguém para lhe oferecer uma bebida, depois de algumas dose seu interesse pelo homem estranho que pagara pela bebida começou a se manifestar, ainda mais sorridente se ergueu de seu lugar e se juntou a alguns conhecidos na pista de dança.


Junto a musica e seus sentidos alterado mal notou quando o homem se aproximará, tocando vagarosamente seu corpo. Em outro canto da balada um grupo seguia bem falante e embriagados, todos com seus sentidos meios distanciada, mas mesmo sob a escuridão das luzes piscando sem para Jackson pode reconhecer aquele corpo agitado no meio da pista, sorrio com os olhos vagos diante da garota, e então seu sangue ferveu ao ver seja la quem for a abraçando por trás.

Mesmo sem perceber ou querer seus passos cruzaram meia pista e podi confirmar o que seus olhos viam, sua mão envolve o braço de Hari e a puxa.


-Ei! - reclamou a garota olhando para o maior o reconhecendo de cara. - Jackson? O que esta fazendo... ?  

-Ao menos avisasse assim eu não teria gastando meu dinheiro com você... 

-Vem! - berrou Jackson ignorando o homem e puxando Hari pelo braço. 


-Hey... onde você esta indo? - falou o homem puxando o outro braço da garota. - Ao menos avisasse assim eu não teria gastando meu dinheiro com você... 

O homem que aparentava ter mais dos trinta anos resmungo. 

-Se você não soltar ela- 

Mal Jackson teve tempo de terminar de falar para ver o homem recuar, bufando.

-Vadia...


-O que você esta fazenda? - falou seria tentando desvencilha o braço, mas seguia sendo facilmente puxada pela força superior do maior, até que de supetão parou fazendo seu salto travar no chão. 

-Você sabe o que esse cara quer com você! - berrou Jackson se voltando para a garota. - E você não quer isso! Idiota.

-Você não sabe o que eu quero! - resmungou parecendo uma criança. 

Por um segundo Hari viu os olhos do garoto queimarem sobre si, por um mísero momento se constrangeu, mas então os olhos do maior seguiram e pararam em um ponto fixo atrás de si. 

Mentalmente Jackson murmurava vários palavrões, vendo a garota de cabelos descoloridos como seu, passando bem diante de seus olhos, tão imersa na musica que mal reparou em seu olhar pesado em sua direção, e se notou apenas deu de ombro, então a garota voltou a desaparece no meio da multidão, pensando que havia consumido álcool demais para estar começando a ver "fantasmas" negou para si mesmo o que havia visto e voltou andar puxando a garota para fora da boate.

-Quem... você viu pra te deixar assim? - murmurou Hari, cruzando os braços sentido o frio que fazia do lado de fora lhe arrepiar.

-Não é da sua conta! - falou voltando a si.

-Anh...? - indagou incrédula. - Vá para o inferno, eu vou voltar la para dentro! - resmungo.

-Espera. Não era ninguém... Não volte para la. 

Pediu sincero abaixando o tom de sua voz. 

Lentamente voltou a se aproximar da garota, encolhida, tirou seu casaco de couro e o colocou sobre o ombro da garota. 

-Por que insisti em se vestir assim? - balbuciou quase inaudível, não esperava uma resposta mas veio.

-Porque só assim eles olham. - disse firme porem envergonhada reconhecendo o valor das palavras e o que elas significavam. 

-Você não é esse tipo de garota. 

-Você não sabe como eu sou! - retrucou afastando a mão de Jackson que antes tocava gentilmente seu rosto.

-Não... mas porque você nunca deixou eu me aproximar. 

A garota sorriu amargo.

- Você não preenche os requisitos! - falou fria. 

-Requisitos? E os sentimentos, eles não importam? 


-Voce não entenderia... - murmurou, um nó agarrou em sua garganta quis contar pela primeira vez isso para alguém, mas então voltou a si sorrindo pensando que esse sentimento era culpa da bebida. - Tchau  Wang! - falou mantendo o tom de voz arrogante. - Esqueça aquele beijo. 



O mesmo viu a garota se afastando e indo em direção a um ponto de táxi logo entrando em um e desaparecendo, sem ter coragem ou vontade para voltar a barulheira e bebedeira da festa apenas decidiu ir embora.



Enquanto isso dentro da festa a miragem ou fantasma que Jackson havia visto, se divertia vendo a reação do mesmo ao vê-la, mesmo que ele estivesse arrastando uma garota por aí como se fosse namorado dela, apenas se deixou divertir pela forma como o mesmo ficou a encarar, a garota de longos cabelos platinados continuou relembrando a cena enquanto bebiricava sua bebida doce e colorida. 

-Oi... - um garoto surgiu ao seu lado. - Desculpe, mas posso te fazer uma pergunta? 

-Hmm... - murmurou fingindo desinteresse no garoto. 

-Então... Dizem por ai que gatas tem 7 vidas, será que você poderia viver uma delas comigo? 

A garota olhou para o outro não conseguiu evitar sorri. 

-Que horrível... - falou gargalhando.

-Eu sei! Isso que acontece quando meu amigo bom de lábia some! - falou a fazendo sorri mais uma vez. - Ao menos você esta sorrindo.

-Que tal se apresentar? - falou virando para o garoto e estendendo a mão. 

-Mark Tuan! - falou sorridente, pegando na mão da garota. 


Se até o Jackson podia se divertir porque eu não?  Pensou.


- Você pode me chamar de. .. - 






Do outro lado da pequena cidade iluminada o moreno estendeu sua mão para ajudar a menor a sair do carro,entrelaçou seus braços nos dela e juntos subiram a pequena escadaria do luxuoso restaurando. Lembrou se com pesar de que aquele era seu restaurante favorito apesar de não frequenta lo com frequência, caminharam rápido e suspirou aliviado ao perceber que seu mesa ainda estava vazia.


- Eles ainda não chegaram! - Mary concluiu o pensamento do outro.


- Sorte nossa !- disse por fim puxando a cadeira para que a morena pudesse sentar.


- Obrigada! - sorriu. 


Não demorou muito até que o garçom viesse lhes recepcionar com seu avental preto, seu traje social e seu sorriso que deixou de ser amigável no momento em que avistou o casal naquela mesa.


- Boa noite, já decidiram o que vão pedir ? - perguntou tentando controlar sua voz.


- Ainda não ! - disseram juntos sem tirar os olhos do menu.


- Vamos esperar mais um pouco ! - disse o mais velho pensando sobre as carnes.


- Eu vou querer... - Mariane finalmente olhou para o garçom, o rosto e os trajes tão familiares que se sentiu de volta à algumas horas atrás. 


- Um suco de laranja! - conseguiu terminar sua frase com dificuldade.


- Com ou sem gelo ? - puxou seu bloco de notas. 


- Sem, obrigada ! -  


- Não vai querer nada Jinnie?  - perguntou ao garoto fazendo o finalmente olhar para si.


- JB ! - sorriu para o amigo. 


- Água com gás ! - diz simplista. 


- Eu já volto. - se vira voltando para seu lugar de costume, a cozinha.


Viu um de seus companheiros de trabalho e lhe entregou o pedido, sussurrou três ou quatro palavras o convencendo a atender a mesa em seu lugar e voltou ao seu trabalho tentando pensar o mínimo possível no quão azarado poderia ser a ponto de ter que passar por isso duas vezes no mesmo dia.



- Vocês finalmente chegaram ! - disse a garota admirando o casal mais velho se juntar à eles.


- E vocês ainda reclamam que nós somos atrasados.- provocou o maior.


- Antes de mais nada ! - anunciou estendendo a pequena caixa para a mulher a sua frente. - Feliz aniversário mãe ! - 


A mulher encantada com o presente sorriu agradecendo algumas vezes seguidas porém guardou o embrulho sem sequer perguntar o que havia dentro. Talvez à algum tempo atrás quando era mais novo Jinyoung se ofendesse com tal ato mas agora já conhecia bem a mulher e sabia o quão reservada era, a ponto de abrir seu presente apenas quando chegasse ao conforto de seu lar.


- Me desculpe ! - a morena começou sem jeito.


- As coisas estão corridas ultimamente, acabei me esquecendo de seu presente. - lançou sua desculpa mais esfarrapada porém mais sincera. Sua semana fora mesmo corrida, faltavam apenas alguns dias para o fim do semestre e estava ajudando Jinyoung com o evento temático que fariam no Sweet Coffee, contudo acabará esquecendo uma das datas mais importantes, o aniversário da senhora Park. 


Antes mesmo que seu suco chegasse ou que qualquer outra palavra fosse dita seu telefone vibra sobre a mesa chamando a atenção de todos.


- É do Brasil ! - disse e viu a mulher assentir.


Sem aviso se levou com pressa ainda olhando a tela do telefone, sentiu seu corpo bater ao do garçom e fechou os olhos sentido o impacto lhe levar ao chão juntamente com o outro, ouviu o tilintar do vidro tocando o chão e o " Uooo " que vinha das pessoas mais próximas. 


- Me desculpe, me desculpe, me desculpe... - choramingou tentando levantar e ajudar o pobre garoto que amorteceu sua queda.


JB por outro lado se preocupava com o tanto de vidro ao redor da garota e não sabia distinguir se a mancha recém aparecida em seu vestido era vinho ou sangue. Não restou tempo para falar graças ao gerente que vinha cuspindo fogo, a ética era clara ' o cliente tem sempre razão ', e graças a isso o garoto de cabelos tingidos não teve chance de se explicar .


- Senhorita, você está com a família Park não é?  - a garota apenas assentiu tomando um ar sério .


- Eu sinto muito por isso, hoje em dia não se acha bons garçons!  - sorriu forçado .


-  Se esta se referindo a Lim Jaebeom sinto em lhe informa mas está severamente enganado ! - disse fazendo ambos lhe encararem sem entender.


- Vejo Lim Jaebeom trabalhar todos os dias no Sweet Coffee que por sinal pertence à família Park e ele é um dos melhores e mais qualificados garçons que eu conheço. -  


- A culpa foi minha, não olhei para onde ia e acabei causando confusão e peço desculpas por isso ! - para afirmar suas palavras Mary se curvou não apenas para o gerente mas também para o companheiro de trabalho. 


- Por favor ponha na conta da minha mesa tudo o que foi gasto e por favor não puna alguém inocente por um erro meu ! - disse por fim se afastando e indo em direção a porta de entrada. 





- Sim tio Jonathan, eu estou ouvindo ! - 



Suspirou ouvindo atenta a cada palavra do homem do outro lado da linha, caminhou de um lado para o outro inquieta e pensou algumas vezes em desligar e dizer que houve um problema com o sinal ou algo do tipo mas conteve sua vontade até que ouviu o homem se despedir finalmente a liberando de volta para seu jantar. Se virou para voltar à sua mesa mas foi impedida.



- Não quero que o Jinyoung pague a conta, eu mesmo faço isso !  -  disse tão rígido quanto de costume.


- Não se preocupe, ele não vão. - sorriu simples. 


Percebeu o maior encarar a mancha em seu vestido e mesmo que não tivesse perguntado resolveu lhe avisar.


- Foi o vinho ! - o mais velho deu de ombro. 


- Não conte ao Jinnie, por favor Beomie! - pediu choramingando sem perceber o apelido que à muito não usava.


- N-não vou ! - respondeu sem olha la. 


- Obrigada, ele ficaria uma fera se descobrisse que quase causei sua demissão ! - sorriu correndo de volta para seu lugar.


- É, ele ficaria ! - resmungou o outro para si mesmo se virando para a entrada de funcionaria e passando pela porta entreaberta. 





Já beirava as três da manhã quando a loira de cabelos bagunçados cambaleou para dentro do predio, os braços do desconhecido enlaçados em sua cintura puxando a para si rumo ao elevador, em algum momento o homem em seu encalço havia se apresentado sabia disso mas não havia interesse em seu nome apenas no que tinha a lhe oferecer.  Apertou freneticamente o botão que chamava o elevador e viu descer dele um borrão em forma de garota ou talvez uma garota em forma de borrão seu cabelo cor de neve estava preso em um coque, o borrão ajeitou seu casaco e o restante de sua roupa, sussurou um " boa noite " e lhes lançou um sorriso um tanto zombeteiro que fez Hari fechar a cara. Mas logo voltou a si apertando o número de seu andar sentindo a boca do bebado ao seu lado percorrer espaços entra sua boca e seus seios de forma incessante, ambos sorriram quando as portas se abriram e foram direto para a primeira porta à frente, viu o homem começar a se despir mesmo antes de entrarem.





Mariane tirou os sapatos de salto que tanto a encomodaram durante a noite sentindo o alívio percorrer seu corpo assim que seus pés tocaram o chão gélido, soltou os cabelos que já estavam a tempo de mais presos em um coque sentindo a liberdade de ser ela mesma novamente, apertou o número de seu andar e vasculhou sua bolsa em busca da chave em forma de cartão e ouviu o bip anunciando que seu andar chegará e viu a porta se abrir. Destrancou a porta de seu apartamento e só precisou dar alguns passos para ver a cena que a fez querer lavar os olhos com água sanitária e escovinha de aço, Hari estava estirada no sofá coberta por um lençol, ao contrário do homem completamente nu de ponta cabeço com metade do corpo no sofá e a outra no chão. 

A raiva lhe subiu a cabeça,  Hari conhecia muito bem as regra e pior ainda conhecia muito bem sua colega de quarto, Mary já havia à avisado muitas vezes e dessa vez as coisas passaram dos limites. Caminhou furiosa até a cozinha, pegou o pequeno balde de limpeza enchendo o com água direta da geladeira e cubos de gelo vindo do freezer e voltou para a sala parando de frente para à amiga e o senhor desconhecido arremessando a água sobre os dois.


- Ei ! - gritaram juntos pulando do sofá.


- Sua maluca ! - gritou o homem.


- Olha como fala comigo essa é a minha casa ! - o encarou jogando suas peças de roupa sobre ele.


- O que acha que está fazendo ? -  reclamou Hari que tinha o rosto vermelho, só não sabia se era efeito da raiva ou da água gelada.


- Te ajudando, dizem que banho gelado ajuda a melhorar a ressaca. -  sorriu cínica. 



- Agora tira o seu novo amiguinho da minha sala e boa noite. - caminhou até a porta de seu quarto.


- Esse também é meu apartamento ! - retrucou Hari.


- Você não paga o aluguel a dois meses. - Se virou para encarar a garota.


- Então não, esse não é seu apartamento ! - disse por fim entrando no quarto. 



- Você não ouviu ? -  perguntou ao homem .


- O que ? - a encarou incrédulo .


- Boa noite,  foi bom te conhecer... Agora cai fora ! - disse empurrando as costas do maior o forçando a ir até o corredor. Trancou a porta atrás de si depois que o viu pegar o elevador com cara de poucos amigos, rumou ao banheiro e deixou a água quente cair sobre seu corpo e implorou mentalmente para que Mariane acordasse de bom humor.



Para seu azar isso não aconteceu, Mary acordou o mais cedo possível considerando a hora em que foi dormir e estava disposta a pendudar um novo quadro na parede da sala, foi uma pena ter mudado de idéia sobre o local na parece cerca de dez vezes e ter usado a furadeira que pegará emprestado de um dos vizinhos para ajudar no serviço. Como se não bastasse ligou o som no último volume, Paramore sua banda de rock alternativo favorita estava tocando, " Hard Times " cantou a todos pulmões como se estivesse presente no show, resolveu reorganizar os móveis, mudar a TV e até as cortinas, nem mesmo as plantas decorativas se safaram. É claro que a pobre garota não estava fazendo aquilo para se vingar da companheira de quarto, nem de longe apenas resolveu aderir o Feng Shui.


Hari por sua vez decidiu não ceder a provocação,  ficaria a todo custo em sua cama até a hora que lhe fosse conveniente e essa hora foi exatamente as uma da tarda, hora em que tinha marcado o almoço com os vizinhos de cima, faziam isso praticamente todos os domingos quase como um ritual de família e sabia que a situação pioraria se não levantasse logo e subisse antes dos pratos estarem à mesa. Percebeu o silêncio repentino tomar conta da casa, pulou da cama pegando os primeiros short e blusa que encontrou pelo caminho, calçou seus chinelos e abriu a porta à tempo de ver a de entrada se fechando, correu até lá e como quem não quer nada deslizou se quieta até o elevador e se posicionou do outro lado da cabine o mais distante que conseguiu.

A porta do elevador se abriu revelando o corredor vazia, a outra saiu na frente entrando no apartamento e batendo a porta atrás de si como se não estivesse acompanhada. Talvez para a mesma realmente não estivesse.


Bambam saiu do banheiro ainda com os cabelos molhados e viu Mary passar por si como foguete indo em direção a cozinha, não parecia nada amigável e ultimamente era assim que a garota se parecia na maior parte do tempo, ouviu a porta da sala bater novamente e dessa vez era Hari a entrar, essa por sua vez parecia ter sido atropelado por um trator, o cabelo emaranhado preso em um coque no topo da cabeça, os olhos fundos se fechavam em duas pequenas linhas pela irritação a luz do ambiente, sem dizer uma única palavra se jogou no sofá. 


- Ressaca ? - perguntou já sabendo a resposta óbvia. 


- O que acha ? - disse retórica. 


- Tem remédio no armário da cozinha ! - deu de ombros sentando ao seu lado.


- Não entro lá nem morta ! - fechou os olhos novamente jogando a cabeça para trás. 


- O que a Mary tem ? - repetiu os jestos da garota.


-Está de mal humor ! - disse simples. 


- Tá mas porquê? - virou seu rosto para encara lá. 


- Pergunta à ela ! - retrucou sem se mover.


- Pergunte à Hari porque encontrar ela e o novo amiguinho pelados na minha sala me deixou de mau humor ! - gritou da cozinha.


Em resposta Bambam gargalhou de forma que ninguém poderia duvidar que havia se divertido com a resposta.


- Você não fez isso, fez ? - perguntou aos risos.


- Talvez. - respondeu tentando não rir sentindo sua cabeça doer pela pressão. 


- Porque não no quarto ? - 


- Boa pergunta ! - berrou Mary do mesmo lugar. 


- Ele disse que na sala seria interessante ! - deu de ombros.


- E foi ? - perguntou malicioso.


- Nem de longe! - disse fazendo o garoto voltar a gargalhar. 


- E foi ? - perguntou malicioso.

- Nem de longe! - disse fazendo o garoto voltar a gargalhar.


Ao ouvir o papo nada agradável para seus ouvidos, Jackson bateu a porta de seu quarto, fazendo Bambam pular de susto e Hari, levantar do sofá bufando. 

-Oh IDIOTA O QUE ACHA QUE ESTA FAZENDO? 

-Indo comer. - falou em desdém quase cantarolando, parando diante do sofá pra encarar a garota que agora estava ajoelhada no mesmo o encarando brava. 

-Ah Wang, que desnecessário! - falou se curvando sobre o encosto do sofá.

-Então barulhos altos estão lhe incomodando? - falou dando um sorriso falso. 

-Simmmm! - berrou Mary da cozinha.

-Vocês são uns idiotas! - murmurou voltando a se sentar no sofá. - Porque não vao todos para o inferno! 

-Saiba que já estamos, principalmente por ter  que conviver com vocês assim! - replicou Jackson puxando o cabelo da garota forçando o corpo da menor contra o seu, enquanto que a mesma passavam a tentar se livra das mãos do maior. 

-Para! - berrava sentindo o corpo cair no sofá, e sobre o seu, o do maior. 

Quem via de fora não sabia se estavam se pegando ou se matando, enquanto Bambam gargalhava ouvindo os berros de reprovação da garota e as risadas do amigos, que sempre fazia graça com tudo, mas essa sem duvida foi a primeira vez que fizera algo assim com Hari. E o mais novo entre os três adorava presenciar a cena, mas que a mesma é cortada por um Jinyoung extremamente aborrecido entrando no apartamento.

-O que diabos estão fazendo? 

Num segundo Jackon e Hari estavam embolados no sofá e no outro parados lado a lado esperando as palavras de Jinyoung. 

-Que belo começo de semana! - falou Bambam. 

-Jinnie, de um jeito em Hari. - falou Mary. 

Num segundo Jackson arqueava um sorriso, no outro apenas deixava a sala, indo para a cozinha. 


Num segundo Jackson arqueava um sorriso, no outro apenas deixava a sala, indo para a cozinha. 

-De repente perdi a fome. - falou a loira com cara de poucos amigos.

-Para. - resmungou Mary. - Anda logo, se você continuar de estomago vazio vai se sentir pior o resto do dia. 

-Uhum... - concordou. - É só Jinyoung chegar que você passa a ficar legal! - falou encarando a amiga com um sorriso sapeca. 

A outra revira os olhos empurrando Hari pelo correndo indo para cozinha. 

-Você ainda não disse como aquela mancha surgiu no seu vestido? - comenta Jinyoung, antes de entrar na cozinha. 

-Não foi nada. - falou depois de ver repentinamente JB saindo do próprio quarto, o mesmo segue atrás dos amigos adentrando a cozinha.

-Hoje tem minha especiaria! - falou Jaejae, sorrindo vendo todos os amigos na cozinha, que passou a parecer duas vezes menor. 

-Comida! - falou Hari indo para seu lugar costumeiro.


- Eai, como foi o jantar ? - perguntou Bambam dando uma garfada em sua carne.


- Divertido ! - sorriu para a garota à sua frente. 


- Ah, JB porquê nunca me disse que trabalhava em  outro lugar ? - procurou pelo amigo à mesa esperando sua resposta. 


-  O hyung tem outro trabalho ? - foi a primeira vez que Yugyeon se pronunciou no dia.


- Só não queria que entendesse errado !- deu de ombros prestando a atenção no próprio prato.


Conversaram sobre coisas aleatórias como a necessidade de férias, o novo projeto do Sweet Coffee Bar's, como Bambam era o único com notas considerávelmente boas no fim do semestre e acabaram até por lembrar da vez no fundamental em que Mark ainda não sabia bem como se expressar em coreano e acabou por causar uma briga não só com três dos garotos da sala mas também com JB e Youngjae apenas por ter trocado duas ou três palavras que para ele pareciam a mesma coisa mas eram totalmente diferentes. Já haviam terminado o almoço a quase dez minutos e continuavam a relembrar os desastres que já fizeram acontecer enquanto estavam juntas como o dia em que Yug se tornou oficialmente um adulto e fizeram uma festa no dormitório masculino, foi pena no meado da festa a  mesinha de centro ter sido quebrada  em pedaços quando alguns dos meninos desafiaram Jaejae a beber três garrafas de soju sem pausa e dançar encima da mesa, obviamente a coisa não ia acabar bem. 


Os garotos envolta da mesa se encararam em silêncio e as duas garotas apenas esperaram anciosas, Viram sete mãos se posicionarem sobre a mesa se revezando entre pedra, papel e tesoura. Por fim sobraram na cozinha apenas Jinyoung, algumas muitas louças sobre a pia, pratos sobre a bancada de mármore e um Yugyeon mal humorado como ajudante.


- Hyung ? - sua voz soou cautelosa por trás do mais velho.


-  Sim, Yug ! - disse mantendo sua concentração nas louças sendo lavadas.


- Você e Mary... - suspirou sem ter como continuar.


- Nós somos amigos, assim como todos aqui. - estendeu as mãos com os pratos molhados para que o outros os secasse. 


- Assim como todos aqui... - seus olhos encontraram os do moreno a sua frente que ria de sua reação. 


- Não posso acreditar! - gargalhou vendo o mais novo corar e seus olhos se tornarem duas finas linhas por conta da  raiva.


- Kim Yugyeon está com ciúmes ? - se aproximou do garoto forçando o a lhe encara e num movimento rápido passou seus dedos cheios de sabão pelo rosto do maior. Por impulso Yugyeon o empurrou para longe fazendo o bater com suas costas na grande pia de mármore, os fatos depois disso aconteceram muito rápido, em um momento Park Jinyoung estava rindo da reação do menor e no outro estava encarando a mão esquerda enquanto via o sangue esvair de si graças aos cacos de vidro derivados do copo agora estilhaçado sobre a pia.



- Droga Jinnie. - O menor assustado correu até uma das portas do armário tirando de lá o quite de primeiros socorros. 


Tomou para si a mão do mais velho que permanecia atônito, retirou os poucos pedaços de vidro presos ali, molhou o pequeno pedaço de algodão no álcool e com todo o cuido limpou a região ferida cobrindo a com o curativo. 


- Me desculpe hyung, eu não... - foi interrompido pelo riso fraco do mais velho.


- Esta tudo bem ! - com sua boa bagunçou o cabelos rosados do garoto prestes a chorar.


- Você não fez por mal, eu sei ! - afagou suas bochechas secando dali uma única lágrima que insistiu em cair. Sorriu vendo Yug corar com a proximidade.


De longe o tailandês encarou a cena esperando o próximo passo dos amigo que aproximavam aos poucos seus rosto até que suas testas tocassem uma à outra. Caminhou silênciosamente de volta para a sala com a cena ainda na cabeça se jogando no sofá ao lado de Jackson. 



- Eai, qual foi a do barulho?  - a voz de Mark soou alta chamando a atenção daqueles na sala.


- O hyung só quebrou um copo ! - deu de ombros.  - Nada de mais. - 



- Sabe... eu vim pensando numa coisas esses dias ! - Mark se moveu tentando achar uma posição mais confortável no sofá. 


- Cuidado Tuan você pode dar pane no cérebro se pensar muito em alguma coisa ! - retrucou JB sem nenhum humor.


-  No seu caso em qualquer coisa ! - disse por fim fazendo todos rirem.


- Continuando... eu estava pensando nós nos conhecemos a batente tempo, a maioria de nós se conheceu no fundamental ou no ensino médio mas sabemos muito pouco uns dos outros - suspirou pensando nas próprias palavras.


- Quer dizer nós cinco moramos juntos desde o último ano do colegial e nem sequer percebemos que JB tinha outro emprego. - encarou as palmas de suas mãos percebendo o quanto aquilo tudo era idiota.


- Mark hyung tem razão, sabemos muito pouco uns dos outros, só conhecemos o senhor e  a  senhora Tuan, a mãe do Bambam e o senhor Park. - se ajeitou no braço do sofá onde estava sentado.


- E bem nós somos sete homens. - pausou pensando em que palavras usar.  - Qual a possibilidade de sermos todos heteros ? - 


- Essa é a minha deixa ! - Mariane se levantou dr seu lugar e caminhou até Jinyoung que até então observava a conversa  recostado a uma das paredes. Sem dizer nada se aproximou do maior depositando um beijo em seu rosto e se voltando em direção a porta. 


- Boa tarde para vocês senhores, Bambam amanhã eu vou mais cedo me avisa se quiser carona ! - disse por fim batendo a porta atrás de si.


Apertou o pequeno botão metálico mas antes que o elevador chegasse ao seu andar ouviu a porta bater novamente e um Mark Tuan mais desleixado que de costume correr ate si.


- Hey Mary preciso de um favor ! - disse lançando seu maior sorriso para a garota.


- Nem fudendo Tuan, da última vez quase fui expulsa por te acobertar em um trote. - viu a porta de metal se abrir.


- Por favorzinho... - choramingou.


- Prometo que dessa vez você não vai ter problemas, palavra de escoteiro ! - disse pondo a mão direita sobre o coração. 


- Você nunca foi escoteiro Mark ! - tentou segurar o riso.


- O que você quer ? - perguntou se rendendo ao amigo.


- Uma amiga chegou a poucos dias no país e precisa de um lugar para ficar... -  encarou a brasileira com os olhos de cachorrinho que caiu da mudança.


- Uma amiga ? - perguntou desconfiada.


- Espero que ela não me dê trabalho Tuan. - disse entrando no elevador.


Antes que a porta se fechasse Mark pôs se entre as duas parte e encarou a amiga de forma seria.


- Quando vai contar para eles ? - suspirou.


- Não quero falar sobre isso agora Mark ! - sorriu forçado encarando o chão. 


- Me conte se as coisas ficarem complicadas no Brasil, eu vou tentar te ajudar. - sorriu de orelha a orelha e por fim deixou que a porta se fechasse.



Dentro do apartamento Choi Youngjae gargalhava ao ouvir ou ver qualquer coisa que fosse no mínimo engraçada até ver Mark passar pela porta, seu rosto sério até chegar ao centro da sala. Apesar de preocupado com o amigo apenas ignorou a situação, sabia como Mark era, mesmo que alguém tivesse morrido ele diria que está tudo bem e sorriria naturalmente. Voltou sua atenção para o novo assunto que surgiu na conversa e viu alguns dos meninos se empolgarem, JB deixou a sala sorrateiramente adentrando o quarto e viu Hari se remexer desconfortável em seu lugar.



- Bem, juntos nós somos nove então não é possível que todos nós tenhamos dinheiro em quantia considerável. - riu Bambam e todos encararam Mark quando o virão levar uma das mãos. 


- Eu não tenho grana ! - riu.


- Não conta se você é rico mas sua grana foi bloqueada pelos pais hyung. - retrucou Jaejae fazendo todos rirem.


- Bem crianças eu vou para casa. - anunciou Hari Se levantando. 


- Se eu der sorte talvez Mary já esteja de bom humor agora que tomou sua dose diária de Park Jinyoung. - caminou até a porte e acenou sem olhar para trás. 



Os seis garoto no entanto continuaram a conversar fervorosamente até que aos poucos se desperssaram sobrando apenas Jackson e os outros dois que não pertenciam a aquele lugar e aos poucos esses também deixaram o lugar. A tarde passou rápido e logo o sol deixou de brilhar no céu dando lugar a grande lua em seu formato mais bonito, a bela parte perdida da terra brilhava redonda na imensidão negra pintada de pequenos pontos cintilantes. 

O garoto de cabelos tingidos de rosa sorriu vendo seu celular vibrar algumas vezes antes de pega lo, seu sorriso foi desfeito assim que leu a mensagem e seu precursor, a leu algumas vezes sem saber como responder então apenas bloqueou o aparelho e voltou a encarar o céu noturno, implorou para que finalmente conseguisse uma noite de sono decente. Sentiu seus olhos fecharam por conta própria e se jogou na cama se virando para o canto pedindo aos céus para que seu cérebro parasse de imaginar futuros impossíveis e situações que não aconteceriam.



O sol brilhou não muito forte naquela manhã, iluminou aos poucos os pequenos espaços expostos do apartamento, os alarmes dispararam em desordem nos quartos e um por um foram levantando. A guerra matinal pelo espaço mais que precioso do banheiro começou com alguém surpreendentemente, Lim Jaebeom foi o dono do primeiro despertador a soar de forma gritante pelo quarto mas diferente dos outros não demorou mais de vinte minutos no lugar, arrumou o que era necessário, pôs uma roupa confortável e se pôs a esperar os outros.  


Juntos novamente se infurnaram na caixa de metal e desceram até o térreo, caminharam até a lateral do prédio onde se encontrava o estacionamento e encontraram lá as duas garotas recostadas no carro preto esportivo, conversavam animadas sobre os que nenhum deles conseguiu entender, sorriram juntas assim que virão os cinco se aproximarem. Trocaram apenas algumas pequenas palavras e se separaram, Bambam como de costume se sentou no banco traseiro com Mary no volante e Hari-ah ao seu lado, no outro carro Mark segurava firme o volante enquanto ouvia os outros três conversarem sobre uma assunto aleatório, algo sobre dança e performance, manteve a concentração no caminho mesmo depois de ouvir o celular vibrar algumas -muitas- vezes até que chegaram a entrada do campus.


Estacionou o carro pouco distante da vaga preenchida pelo carro de Mary, sentiu o telefone vibrar novamente no bolso traseiro da calça e se afastou para atender. Depois de um breve cumprimento dispersaram - se cada um para bloco, Mariane e Bambam foram juntos para a Administração, JB para Música encontrando Youngjae já na porta da sala,Yugyeon no entanto permaneceu parado no estacionamento até que avistou o moreno caminhar em sua direção, a roupa social sempre impecável e um grande sorriso no rosto. 

Assim que chegou perto o suficiente Jinyoung apertou as bochechas do maknae vendo seu rosto se fechar numa expressão emburrada afastando as mãos do mais velho, recuando dois passos, parou para observa-lo por um instante, o garoto mais alto parecia sério diferente do habitual. Limpou a garganta antes de começar empolgado.


- Eu tenho um plano e preciso de você! -


Não esperou pela reação do garoto e nem por sua resposta, apenas o fez girar em seu calcanhar e o puxou pelo braço indo rumo ao refeitório.


 Jackson Wang acompanhou os passos da loira a sua frente em silêncio e respirou fundo tomando coragem para falar.


- Min Hari!  - chamou vendo a menor pular por conta do susto e se forçou a segurar o riso.


- Droga Wang, achei que já tivéssemos falado sobre isso. -  esperou que o maior chegasse perto de si. - O que quer ? - perguntou de forma ríspido.


- Minha jaqueta, você ficou com ela no sábado. - disse de forma direta.


- Ah sim, bem acho que ficou no carro do outro cara ! - sorriu vendo o maior se irritar.


- Vou legar para ele e te aviso, tenho quase certeza de que ficou com um dos sete. - disse por fim se virando e seguindo seu caminho para o bloco de Artes Cênicas.


Como se a manhã de Wang já não estivesse indo de mal a pior recebeu um aviso do treinador da equipe de esgrima informando que precisava dele com urgência no ginásio, correu até lá passando pelo grande arco de cimento que sustentava a entrada, viu Mark ao longe e o mais velho parecia ancioso e inquieto. Se aproximou do treinado que parecia estar de luto, o senhor de cabelos grisalhos e porte físico de alguém vinte anos mais jovem encarou o seu pupilo segurando seus ombros.



- Temos um problema Wang ! - disse rápido. 


- O que aconteceu ? - perguntou vendo que todos os outros membros da equipe se encontravam sentados na arquibancada.


- O membro novo acabou de desafiar o capitão da equipe ! - disse entregando ao garoto seu capacete e sua espada.


- Porque todo carma para mim é pouco! - disse mais para si mesmo do que para o outro.


  Respirou fundo se encaminhando até a pista, a espada em punho e o elmo em seu lugar, quando o duelo se inicia Jackson ver além do visor do capacete a tela de led, vê seu oponente a sua frente mantendo a cabeça ereta, se aproxima para comprimento-lo e recebe apenas uma virada de ombro, sorriu por trás da mascara desejando acabar logo com aquilo.


   No segundo seguinte pedia para que o duelo recomecasse. Seus olhos acompanham os movimentos de seu oponente como copias mais ligeiras que o seu, sentia se frustrado cada vez que vira que ele fazia um ponto, e passou a levar a sério quando o notou desdém do mesmo em relação a seus passos.

  Dava passos a frente, o mesmo se esquivava facilmente parecendo conhecer muito bem seus  movimentos, praguejou mentalmente ouvindo o placar apitar, uma, duas, três vezes, não parou, apenas seguiu adiante sentindo seu sangue ferver com tamanha era indiferença que o outro lidava com seus movimentos. Bufou levandou outro golpe, se afastou, levando outro golpe em seguida, podia jura que vislumbrou por trás do equipamento no rosto, o sorriso arrogante do esgrimista, não deixaria barato.




Se arrumou em seu lugar ignorando o juiz que acabara de decretar outro ponto para seu adversário e partiu com tudo para cima do esgrimista, ao perceber o mesmo acuado, continuou indo até ouvir um bit mudo vindo do placar, e como um pensamento que ambos compartilhavam apenas continuaram até que o juiz deu um berro, mas somente a voz do treinador de Jackon o fez parar.

 

-Quem é você? - falou retirando o capacete ainda ofegante. 


Notou atrasado que acabaram indo parar no meio do ginásio, sorriu fingindo uma falsa despreocupação, passou a mão pela testa suada e jogou os cabelos platinado colados na pele para trás.


 -Quem você menos espera. - falou em desdém.

Ao retirar a mascara de proteção revelando os fios tão sem cor quanto os do mais alto, o deixou estático, travado, sem fala. Ate mesmo diria assustado.


- Jiar ? - sua voz soou embargada.


-Ótimo duelo Wang, nos vemos por ai. -





Notas Finais


Espero Que Tenham Gostado 😅 Me Digam O Que Acharam... 😘😘


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