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História Oh, my teacher. - Capítulo 39


Escrita por: e shxstyle


Notas do Autor


Com tamanha dor, venho informar que alguns dias atrás comecei a fazer definitivamente o final dessa fanfic e vê-la acabando, me deixa um pouco triste. E ao postar esse capítulo vejo que realmente está perto do fim, de tudo que já escrevi nesses meses.

Oh my está crescendo, estamos quase no 10k aqui no Spirit e isso é muito gratificante.

Obrigada por tudo :)



O capítulo está...punk.

Capítulo 39 - Thirty nine


Fanfic / Fanfiction Oh, my teacher. - Capítulo 39 - Thirty nine

°Zulema Pov°

  Eu não pensei que esse momento aconteceria agora, exatamente agora.

  Meu corpo começou a pulsar sangue rapidamente por conta do aceleramento repentino do meu coração. Cada vez que o dedo do garoto clicava para trocar de foto e partir pra outra, eu ficava mais apavorada.

Não temia por mim, mas sim por Helena.

  Sua feição estava assustada e claramente ela estava com medo do que iriam falar ou como iriam agir. Eu consigo perceber de longe o preconceito vindo de seus pais e isso não era bom, Helena iria sentir muito por isso e... Deus.

Ouvi meu nome ser pronunciado por Fran e foquei na mulher. Os seus olhos estavam arregalados e ela não parecia acreditar no que estava diante de seus olhos. O irmão de Helena havia mostrado as fotos de hoje, quando almocei com a menina, a do portão... Mas não tinha como alguém ter visto aquilo do nada.

 

  Então já fazia um tempo que ele nos observava...

 

  Ele não parou de mostrar mais e mais fotos. O olhar do pai da garota estava furioso e a loira do meu lado estava com a mão na boca, desacreditada. Que bela noite, ein.

E para fechar com chave de ouro, Fábio mostrou uma foto em que Helena e eu nos beijávamos. Ao terminar seu momento de atenção, ele baixou a câmera trazendo seu olhar a mim, tendo um sorrisinho maldoso e irritante estampado em seus lábios.

 

— Isso, com certeza, deve ser montagem, não é Zahir? – Fran perguntou baixo, enquanto permaneci calada apenas a observando.

— Você não tem vergonha de pisar nessa casa? Helena, QUE MERDA É ESSA? – Se pronunciou Jonathan.

A menina se encolheu em sua cadeira enquanto eu tentava manter a calma.

- Mãe por favor, a senhora Za-hir não têm culpa de nada!– Helena dizia em puro desespero começando a soluçar. Já não havia mais jeito de omitir, não tem como aquelas fotos serem montagens. Vejo Jonathan pegar no braço da filha com uma certa estupidez, acabo por não me aguentar.

~ Ei, solte-a!

— Zulema voc...

— Essa ordinária do caralho! Você não tem vergonha nessa tua cara? Abusar menores? SUA SEM VERGONHA! – o pai da menina gritava revoltado. Eu não conseguia tirar os olhos de Helena, a mesma estava em choque e tinha seu corpo trêmulo.

— Eu não imaginava que você era assim. Enquanto eu te convidava para vir aqui em casa e...  – Fran começou a falar e percebi uma lágrima cair de seus olhos. – Você cuidava... A minha filha.

- Ela nunca me abusou, el...a.– um tom vermelho se apossou do rosto de Helena junto com um estralo que foi ouvido. Seu pai havia chocado sua mão enorme no rosto da menina, fechei os olhos me segurando. Filho da PUTA!– ELA ME TRATA MELHOR QUE VOCÊS!

— Eu tenho nojo de você. Tenho pena do seu filho por ter uma mãe tão repugnante!

~ Não meta meu filho nisso...

— MAS VOCÊ METEU MINHA FILHA NISSO, VAGAB- – o corpo do homem veio para cima do meu, segurei seu braço com força o afastando de mim.

~ Chega ser ridículo! A menina fica o dia todo sozinha, e isso já acontece há anos. Depois eu que sou uma mãe repugnante? Incrível.

— E você abusou da carência dela, SEM VERGONHA. – sua mão estava vindo na direção do meu rosto, porém não me afastei e disse alto.

~ BATE! ESTÁ ESPERANDO O QUÊ?  - mantive meu rosto perto do homem, o meu corpo tremia de raiva. Nunca tive controle do que sentia e sempre deixava por me levar, mas eu não poderia deixar acontecer isso hoje.

Camila e a mãe de Helena ainda estavam em choque com tudo isso, mal abriam a boca.

— TARADA, VELHA ABUSADORA! – meu rosto ardeu, certamente ficou uma boa marca de mão nele.

- PARA! – Helena veio para o meio de nós dois e afastou meu corpo de perto do homem.

~ Helena, saia...

- Por favor, pare.– meu tronco foi abraçado pela garota fortemente. MERDA!

- Minha filh-a... Como você pôde fazer iss...o com sua m-ãe? – Fran estava em lágrimas e o choro da menina só piorou. Afastei Helena de mim e passei meu olhar no homem em nossa frente.

— O QUÊ VOCE NÃO DEVE TER FEITO COM A NOSSA FILHA NA VIAGEM? NOJENTA.

- Ontem Helena não passou a noite em casa, certamente estava na casa dela. – comentou Fábio. Haha... Ele conseguiu o que queria, deve estar feliz por dentro.

 

  Meu peito doía por dentro vendo Helena desse jeito e eu estava sem ter o quê fazer, o meu Deus.

 

— NÃO DUVIDO QUE PASSE A MÃO NA MINHA FILHA NA FRENTE DE UMA CRIANÇA DE TRÊS ANOS! Tu ES UMA PUTA SEM VERGONHA! – cada vez mais ele cuspia as palavras com ódio, eu não estava mais conseguindo me controlar. Falar do meu filho era o estopim.

~ Que ótimo você falar do filho dos outros, eu cuido muito bem do Téo. E SE VOCÊ CUIDASSE BEM DE SUA FILHA, ela não teria se metido onde não era correto?! – dei uma risada e neguei com a cabeça, fazendo outro tapa se chocar contra meu rosto. O tapa era o de menos, apanhei tanto nessa vida desde pequena dos meus pais, socos, pontas pés e chutes sem piedade contra uma criança. Que diferença faz mais um tapa na vida?

- Para de bater nela papai.– Helena suplicava.

— Daqui pra frente não me chame de pai!

A menina encarou o homem com os olhos arregalados e agarrou o braço dele, em prantos.

— SOLTA. SOBE PARA O SEU QUARTO, AGORA!

~ Se você bater nela novamente, considere-se um homem morto! – digo bravamente batendo no seu peito. – DA PRÓXIMA VEZ, cuide mais de sua filha!

  Me retirei daquela casa com o coração apertado. Eu tenho medo do que esse louco poderia falar ou fazer com Lê, suas palavras a machucaram eu pude ver em seus olhos. Adentrei em meu carro e acelerei até a próxima rua, parando em baixo da primeira árvore que avistei.

~ PORRA. — acertei o volante com vários socos em menos de segundos e suspirei fundo, deixando as lágrimas virem átona.

°Pov Helena°

— SOLTA. SOBE PARA O SEU QUARTO, AGORA!

  Vi Zulema sair pela porta. O local ficou em silêncio, havia um clima pesado.

Pra que tudo isso,irmão.

  Me direcionei às escadas rapidamente, eu não quero mais ficar nessa casa... Alguns passos me seguiram e adentrando no meu quarto, fechei a porta rapidamente.

ME DEIXA EM PAZ!

Não havia um minuto em que não chorei durante isso tudo, os meus olhos estavam detonados, minha manga da blusa estava encharcada, tudo estava horrível. A cena do meu pai batendo em Zulema não saía da minha cabeça, ela simplesmente deixou. É tudo culpa minha.

- Zule...

Sentei no chão, soluçando. O meu peito doía de angústia, minha cabeça estava confusa e meu coração despedaçado completamente.Eu destruí a noite da minha mãe, ela havia ficado tão feliz com a notícia.  Se não me consideram mais, logo terão um próximo filho para me substituir. Escutar frases que te machucam, de pessoas que você considera, ama, te corrói. Ainda mais vindo de quem te cria, da sua família, é pior ainda.

  Zulema e eu voltamos e vieram mais confusões, até quando ficaremos desse jeito? Eu apenas quero momentos tranquilos e sem preocupação ao lado de Zulema, por favor.

— Abra a porta.

 Escutei uma voz vindo do lado de fora, mas me manti sentada. Meu corpo começou a tremer novamente, não não.

Por que ela foi embora e me deixou aqui? Imagina o que eles não irão fazer comigo? Quais serão as próximas palavras que irão usar para me ferir? Coloquei minhas mãos sobre meus ouvidos, tampando-os.

  Eu nunca vi meu pai desse jeito, ao ponto de pedir para que eu não o chamasse de pai, isso foi o bastante para mim. Novamente tudo começou a passar em meus pensamentos, meu choro só piorava invés de parar.

Batidas na porta foram ouvidas novamente e me levantando, abri tendo o homem em minha frente.

— No que erramos? Por que fizeste isso? — perguntou enquanto entrava no quarto. Mantive o olhar no chão, eu estava com medo de ouvir mais e mais, e também não tem a Zulema aqui. — Pode dizer pro pai, ela te forçou a fazer isso? E-u...

- Para de dizer isso, PARA! — Gritei grunhindo. Por que a ideia dela me abusar ainda permanecia? POR QUE? TUDO o que fizermos foi com a minha autorização, foi com o meu QUERER.

— Parar de dizer por quê? Eu sou o seu PAI e quero qu...

- Quer o qu-e? Meu bem? Se quisesse não teria falado TANTA merda lá emb-aixo! VOCÊ ME FERIU. CADA PALAVRA, CADA FRASE DITA. Isso eu nunca vou conseguir esquecer — fui para trás.

— Então você acha certo? Se relacionar com alguém trinta e um anos mais velho que você e AINDA por cima ser DUAS pessoas do mesmo sexo? HELENA, CAI NA REAL. — sua voz começou a se alterar de novo e,  mordendo meu lábio inferior, abrí meu guarda roupa. — Estou falando contigo, presta atenção em MIM! — pegou em meu braço — HOJE ERA PRA SER UM DIA FELIZ PARA A NOSSA FAMÍLIA, UM MEMBRO NOVO ESTÁ POR VIR! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? É ERRADO MINHA FILHA, ESCUTA SEU PAI!

-  EU NÃO TENHO MAIS PAI. — MERDA, cadê a porra da mochila. — Eu tô pouco me lichando pra vocês, na maioria das coisas que aconteceram comigo nesse últimos ANOS, vocês não estavam no meu lado e agora querem estar? O trabalho é mais importante que seus filhos? TENHO DÓ DA CRIANÇA QUE VIRÁ, DÓ!

— MAL AGRADECIDA, É ISSO QUE VOCÊ É!

- Mal agradecida? SEMPRE FUI MUITO GRATA A VOCÊS, MAS A PARTIR DOS MEUS OITO ANOS, TUDO COMEÇOU A MUDAR, vocês se afastaram. MEU irmão se afastou de mim, o que aconteceu? O QUE EU FIZ?! EU SUPORTEI TUDO SOZINHA NESSES ANOS, TUDO SOZINHA.

— O quê uma criança de oito anos faria de errado? Não viaje da cabeça, não desfoque do assunto. — meu braço foi puxado para longe do guarda roupa, quando tentei puxar ele apertou mais ainda. - Por que você está guardando suas roupas? Não vai sair daqui.

- Nesse inferno eu não vivo mais, estou cheia de tudo. Eu te considerava, apesar do afastamento entre vocês e eu, você era por quem eu mais sentia amor. Mas depois de passar por isso e ouvir o que eu ouvi... — olhei meu braço sendo segurado por ele — Chegou pra mim.

— Você não vai sair dessa casa, Helena. Vai ficar trancada em seu quarto para aprender a não fazer e não falar tanta BESTEIRA!

  Neguei com a cabeça, em lágrimas novamente. Deus, me tira daqui de uma vez por favor. Me soltei de sua mão e voltei a pôr as coisas numa mochila, eu estava tão nervosa que não percebi o que havia botado ali e o que iria ficar, ficou. Não boto mais os pés nessa casa.

- Besteira, BESTEIRA! Bem que a minha avó me disse para me distanciar de você. Foi você que fez minha mãe e meu irmão, que me protegia e SEMPRE ficava em meu lado, se afastarem de mim? ME DIZ! — choquei minha mão em seu peito. —  Seja HOMEM uma única vez, já que não foi HOJE.

— E quem é você pra dizer que não sou homem? BATI E BATERIA MAIS NAQUELA MULHER QUE VOCÊ ESTA PROTEGENDO TANTO! Ela é uma baita de uma PUTA, você é nova, ELA APENAS TE USA, ACORDA.

- PROTEJO PORQUE ELA ME FAZ BEM, ME TRATA BEM, ESTEVE NO MEU LADO ESSES MESES, ENQUANTO MINHA "FAMÍLIA" ESTEVE POR ONDE? Eu tive que começar a me virar sozinha em casa desde cedo. Uma criança de oitos anos SOZINHA em casa, sem nenhum cuidado. O QUE VOCÊS TEM CONTRA MIM? — berrei do fundo da minha gargante. Eu já estava exausta de tudo, daqui pra frente só quero distância deles. Voltei a por minhas coisas na mochila e não demorando muito, peguei meu celular que estava em cima da cama.

A porta foi barrada pelo Jonathan e logo atrás, sua esposa.

- Vocês tem mais alguma coisa pra falar? Aparentemente nada mudará essa noite. — dei uma risada entre soluços.

— Se você sair dessa casa, iremos te buscar onde for e com polícia junto!

- Tente, mas tente. Contarei tudo a eles desses anos, se meu braço ficar roxo com o tanto que você apertou, tenho mais uma prova.

  Desviei o olhar daquele homem e olhei para Fran, que diferente dele, estava com um olhar abatido e seu rosto estava molhado. O quê ele fez com ela? O quê aconteceu com eles...

- Para quê outro filho? Para ignorá-lo e o deixar em casa sozinho? — soltei uma risada dolorida, passando por eles.

  Aumentei meus passos para sair daquela casa se impedimento, mas a voz daquele homem continuou bem alta. Meu Deus, como dói ouvir tudo isso de pessoas que você considerava e que na real, desde o princípio é apenas você que resta pra tu mesmo se salvar, a recorrer.

  Meus pés começaram a andar para qualquer lado, minha cabeça estava sem condições para pensar no que acontecerá depois disso. Algumas gotas começaram a cair sobre meu corpo fortemente e, jogando minha mochila no chão com uma certa força, chorei. Mas chorei sozinha, ninguém além de mim estava enchendo meus ouvidos de palavras. Era apenas eu e a porra da chuva!

  Eu não sei o que eu faria daqui pra frente, a  escola era paga, nego com a cabeça rindo. Por mais que as condições deles não estivessem boa, sempre, preferiam que sua amada filha estudasse numa escola particular, já que a pública não era "boa". Eu já havia escutado tanta besteira, mas tanta merda preconceituosa vindo da boca deles. Infelizmente algumas que eu escutei quando era muito novinha, acabaran por entrar em minha cabeça, me fazendo pensar igual eles.

Eu não sei o que fazer agora, talvez eu procurasse minha avó e ficasse com ela. A senhorinha com certeza iria me acolher muito bem e me entenderia. Eu não sou mais uma criança, infelizmente tive que aprender muito cedo as coisas, do meu jeito, com nenhuma ajuda de um maior.

Alguns trovões e clarões se fizeram presentes no céu, TEM COMO PIORAR?

- TÊM?

  Meu corpo estava trêmulo pelo frio, pelo medo, por estar sozinha. Segurei a alça da minha mochila encharcada e procurei por um lugar coberto, mas não encontrei nada. As luzes dos postes ajudavam um pouco, mas as gotas caíam tão fortemente que eu mal conseguia ver mais a frente. Procurei meu telefone no meu bolso, tentando o cobrir o máximo possível para não estragar, e procurei o número da Annie.

 

  Zulema havía saido da minha casa, deixou-me sozinha na mão daqueles animais, por que ela não me levou junto?

 

  Os flashbacks...

- Annie! Annie. — eu disse rapidamente quando a chamada foi atendida e começei a chorar novamente ao ouvir sua voz. Eu não conseguia falar sequer uma palavra. — Está tudo arruinado! Eu nã-o sei pra onde ir, m-eu pai... A Zule... — eu não conseguia formular as palavras direito. Ouvi o som de um raio ecoar pelo céu e me abaixei em lágrimas.  — Estou com medo.

Vi o farol de um carro na rua e fui para o canto da calçada—  já que estava literalmente no meio da rua —. Escutei uma porta batendo e passos chegando próximo.

- Eu não sei Annie, eu...

~ Helena? — levantei o rosto rapidamente vendo a mulher diante meus olhos.

- Amor?..



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