História OITNB - Atrás das Grades - Capítulo 26


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Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heeeey meus leitores queridos!

Esse é o último capítulo da segunda temporada e o final do motim em Litchfield! Espero que todos tenham curtido a história dessa segunda temporada, tentei abordar muitos temas e espero que não tenha ocorrido nenhum desfalque quanto a isso.

Em relação a terceira temporada, eu quero muito fazer uma, mas não sei se ela vai ter tantos leitores como essas duas temporadas tiveram, apesar de ter muita gente comentando! Tenho muito medo de que a história fique enjoativa ou maçante para vocês...

Boa leitura e até lá embaixo!

Capítulo 26 - 02X13 - Storm-y Weather - Season Finale


Com uma única bomba, a porta principal de Litchfield havia ido a baixo. Os detentos que faziam a guarda começaram a gritar e a fumaça resultada da bomba bloqueou a visão deles. Paulinho tentou chegar até o corredor, mas foi pego pelos oficiais, levando um choque de contenção e desmaiando no mesmo instante.

Firmino tentou se proteger sorrindo para os oficiais tentando cegá-los, mas foi inútil. Dos Santos e Hernandez apanharam com cassetes e também foram contidos. Sem ter o que fazer, Marcelo saiu correndo antes que fosse visto pelos oficias.

Mais uma vez Litchfield estava em caos instaurado quando os oficiais começaram a pegar um por um todos os detentos. Uma correria pelos corredores principais mostrava a tentativa inútil de se salvarem da violência dos oficias, muito pesada.

- Temos que sair daqui! – Marcelo entrou no dormitório correndo e encontrou Neymar e Coutinho se pegando em um dos beliches – Isso não é hora para se pegar, caralho! – Deu dois tapas nas cabeças dos rapazes.

- Estamos aproveitando o momento antes de morrermos – Coutinho falou com um ar de embriaguez.

- Encontramos isso na cama do Jesus – Neymar disse sorridente. O moreno segurava uma garrafa de catuaba que já estava no finalzinho – Ele é um ícone. Estamos fazendo isso e memória a ele – Novamente bebeu junto de Coutinho.

- Mas que porra... – Marcelo colocou as mãos na cabeça desacreditado. A gritaria em Litchfield continuava a todo o vapor – Acabaram de pegar o Paulinho e o Firmino, não posso perder vocês também. Vamos! – Levantou os dois bêbados da cama e então correram para um destino incerto.

Os oficiais entraram na capela, onde havia sido um palco de horror minutos atrás. Dybala ajudou Suarez com seu tiro na perna e os dois saíram a tempo. Os detentos que permaneceram ali, demonstraram rendição pacífica, especialmente Piqué, que estava junto de Valon e Asensio, fingindo rezar. Um Marco deprimido imediatamente se levantou e estendeu seus braços aos guardas, que o algemaram com a maior facilidade do mundo.

- Nós somos os maiores mártires de Litchfield. Especialmente eu por ter sido baleado! – Piqué dizia de olhos fechados, enquanto vários detentos eram algemados atrás de si.

- Isso é besteira – Asensio falou e então um oficial o prendeu.

- Se você relar em mim com violência eu vou gritar – Valon avisou, mas seus braços foram virados para trás e mobilizados com três algemas, por preocupação – Caralho, eu não sou nenhum maluco não! – Gritou.

- Você é sim. Corrente nele – Piqué foi o único a não ser algemado, pelo fato de estar com seu braço baleado. O oficial responsável por ele o guiou para fora da capela – O que você vai fazer comigo? – Perguntou preocupado, mas não obteve nenhuma resposta.

- Levante – O oficial virou-se após algemar Valon e então encarou o Detento Chorando, sentado num dos bancos da capela.

- O que você vai fazer comigo? – Irritado com aquela cara de choro, o oficial desceu o cassetete no Detento Chorando, que obviamente chorou ainda mais com a agressão – Meu Deus, porque?! – Saiu de lá chorando acompanhado por outro oficial.

- Nós estamos todos fodidos - Marco balançou a cabeça negativamente. O loiro havia perdido Jesus, seus amigos e a sua liberdade novamente. Não sabia as consequências daquilo, mas tinha a certeza que seriam bem ruins.

Piqué foi levado para fora da capela, deixando seu destino incerto em meio aquele caos. Valon, Asensio, o Detento Chorando e vários outros eram levados para fora daquele enorme salão. Os oficiais não perdoavam ninguém e não se importavam de forma alguma em usar violência, até quem fosse mais pacífico possível.

Suarez e Dybala estavam nos corredores junto com dezenas de detentos às pressas para encontrar um esconderijo. Em meio à confusão, acabaram esbarrando em Sergio e David, que acabavam de sair da enfermaria após deixar um Lewandowski desfalecido numa das macas, junto de Oscar e Podolski.

- Para onde vocês estão indo?! – Suarez perguntou se segurando em Dybala por causa de seu ferimento devido ao tiro de Tite.

- Sair daqui porra! – Sergio gritou.

- Eles estão indo para lá, é loucura! – Dybala falou.

- Vocês têm um plano melhor, agora?! – David voltou, aflito para sair dali – Porra! – Berrou ao ver os oficiais aparecerem no corredor.

- Todos na parede, agora! – Uma oficial feminina chegou aos gritos. Os quatro detentos se encostaram na parede rapidamente. Suarez foi imediatamente separado de seu grupo, igual a Piqué.

- Para onde vão leva-lo? – Dybala perguntou enquanto era algemado.

- Provavelmente nunca mais o veremos – David lamentou. Aqueles efeitos do final da rebelião seriam irreversíveis. Foram levados em direção a saída da prisão. Sergio estava preocupado com Alisson, que àquela altura do campeonato estava mais preocupado consigo mesmo.

Não tão longe deles, Gareth desviava ao máximo do alcance dos oficiais. Não sabia por onde seus amigos haviam ido ou se já tinham sido pegos. A princípio não ligava muito para aquilo, principalmente por estar sempre sozinho na prisão.

- O que você está fazendo aqui? – Gareth avistou um Cristiano encolhido no canto da sala de administração junto de Bruna, a única refém que não havia sido resgatada.

- Está uma bagunça nos corredores, nós preferimos ficar aqui dentro e esperar acabar – Cristiano olhou para Bruna, ambos com olhar de medo. Era nítido que ele não havia se recuperado desde o trauma vivido na solitária – Viu o Piqué?

- Piqué está se virando por aí. É demais perigoso para vocês dois ficar aqui – Gareth falou preocupado – Principalmente se você tentar sair. Alguém vai te usar como refém – Olhou para Bruna, que parecia muito mais assustada do que Cristiano e Gareth. Ela era uma vítima em potencial e não sabia o que fazer para se proteger.

- Como vou fazer para sair daqui? – Bruna perguntou trêmula. Gareth era sua única salvação no momento.

No mesmo instante, Alisson apareceu na sala.

- O que vocês estão fazendo aqui ainda? – Alisson perguntou com o semblante pálido – Eles estão chegando!

- Não devia estar com seu namoradinho? – Gareth olhou com repúdio para Alisson, enquanto ajudava Cristiano a se levantar.

- Deveria deixar suas ironias de lado – Alisson cerrou os olhos para Gareth. Estava preocupado com Sergio, mas não podia ficar atrás dele o tempo inteiro uma vez que tinha a própria vida para salvar.

- Enfim... – Gareth esbugalhou os olhos ao ouvir um oficial mandar alguém ir contra a parede. Olhou para Cristiano e percebeu que ele não seria uma boa ajuda, não naquele momento – Cristiano, saia com calma e levante os braços. Se gritar alguma coisa que os comova eles não vão te bater – Disse com toda a atenção possível – Vou ajudar Marquezine. Ela vai ficar bem – Cristiano assentiu com a cabeça e lentamente deixou a sala, se preparando para se entregar.

- O que vai acontecer? – Bruna perguntou.

- Venha conosco – Gareth olhou para Alisson, que apenas seguiu o fluxo.

Cristiano os deixou. Mesmo com o medo dominando-o, levantou as mãos e correu na direção dos oficiais. Gareth, Alisson e Bruna foram pela direção oposta, tendo tempo de fugir graças a Ronaldo.

- Eu sou lindo! Eu sou lindo! – Ouviram a voz de Cristiano ecoar pelo corredor enquanto ele se entregava.

- Deite essa sua bunda linda no chão! – Quando a voz do oficial chegou até eles, tiveram a certeza de que Cristiano havia sido pego sem violência.

No meio daquele processo, Fernandinho, Douglas, Giroud e Gislason também foram pegos pelos oficiais na cozinha e encontraram Quaresma embaixo de sua cama. Rumando até a enfermaria de Litchfield, os homens armados estavam prestes a invadir o local, onde Cavani e Rodriguez haviam se escondido junto com os três feridos da rebelião.

- Eu odeio essa rebelião do caralho – Rodriguez cruzou os braços, observando Lewandowski desacordado - Ficamos aqui o tempo inteiro de olho neles. E por causa do Tite voltamos para cá – Se sentou na maca do lado do chefe dos guardas, sem se importar com sua presença;

- Vai tudo voltar a ser como era antes – Cavani disse, desanimado – Ao menos pudemos passar mais tempo juntos – Os dois deram uma leve risada – Aquela ideia de sermos um casal foi uma loucura.

- Era isso ou levar um tiro – Rodriguez falou e novamente riram – Espero que os caras estejam bem.

- A essa altura do campeonato eu não posso esperar mais nada desse lugar – Cavani olhou para Rodriguez – Mas pelo menos fiquei o tempo todo do meu melhor amigo – Rodriguez sorriu de canto e se levantou para abraçar Cavani.

O abraço dos dois amigos foi interrompido quando a enfermaria foi invadida pelos oficiais. Rodriguez e Cavani foram colocados contra a parede e devidamente algemados, antes que fossem punidos pelos guardas feridos ali dentro. Os dois detentos foram removidos do local, junto das macas dos feridos.

- Avisem para mandarem mais duas ambulâncias – O chefe dos oficiais avisou em seu walkie talkie Há dois homens feridos e um detento em coma. Deem prioridade para os guardas, é claro.

Oscar, Lewandowski e Podolski foram todos removidos da enfermaria quando a prisão foi quase 100% evacuada, ainda faltavam cinco detentos e uma refém a serem encontrados. Litchfield estava uma bagunça e provavelmente levariam um longo tempo até restaurarem a prisão e ela voltar a ser habitada.

Do lado externo da prisão, Marina continuava acompanhando o alvoroço causado durante a evacuação. Muitos familiares aguardavam notícias dos detentos durante horas, e finalmente puderam vê-los.

Paulinho, Firmino, Hernandez e Jonathan lentamente saíram algemados de Litchfield. Depois daqueles dias de rebelião, finalmente viam a luz do sol, junto de vários flashes das câmeras de repórteres que faziam a cobertura do motim. Logo atrás deles, vinham David, Sergio, Dybala, Valon e o Detento Chorando.

Desprezo.

- Andem logo! – Um oficial empurrou Giroud.

Humilhação.

- Sentados! – Outro oficial obrigava os detentos a se sentarem em fileiras num forro azul, para realizarem a contagem dos capturados.

Opressão.

- Silêncio – Ordenaram que Firmino ficasse quieto. O dono dos dentes mais belos de Litchfield ficou em silêncio enquanto era obrigado a viver aquela situação.

Dentro da prisão, Alisson, Gareth e Bruna perceberam que não havia mais ninguém ali senão eles. Era a única oportunidade dos dois e darem Bruna como forma de receberem algum ‘’benefício’’ por a manterem salva todo esse tempo. Estava quase anoitecendo e eles ainda não haviam sido capturados.

- O que vocês estão fazendo aqui?! Caralho! – Gareth levou um belo de um susto ao verem Marcelo, Neymar e Coutinho saindo da biblioteca de fininho, pensando que a confusão finalmente havia acabado.

- Eu que pergunto.... – Marcelo falou e segurou um Coutinho bêbado antes que ele caísse – E você ainda está aqui – Olhou para Bruna, perdida e cansada daquela rebelião. Ela queria apenas a sua cama.

- Deveria ter concordado com ela – Neymar olhou para Bruna e balançou a cabeça negativamente. Marcelo olhou para o moreno, arqueando a sobrancelha – Se levasse em conta o acordo, não teria acabado desse jeito.

- Nós todos vamos sofrer as consequências pela rebelião – Alisson podia apenas cruzar os braços e esperar. Olhou para Gareth, com medo, mas ao menos estava ao lado dele novamente num momento tão terrível.

- Eu acho que deveríamos ir na farmácia e tomar todos os calmantes disponíveis, por que eu estou achando vocês todos muito tensos! – Coutinho falou mais alegre do que nunca em um momento tão inoportuno – Melhore essa cara – Olhou para Neymar, que revirou os olhos com o estado de Coutinho.

- Ao menos ele vai morrer feliz – Gareth deu os ombros e Marcelo o fuzilou com o olhar.

Bruna se sentia numa escuridão junto com os detentos restantes à sua volta. Litchfield estava vazia, quebrada e sem vida. Os corredores sem ninguém transitando restavam apenas móveis destruídos, pichações e outras depredações. A ex-diretora se sentia culpada pelo ponto de como as coisas chegaram no lugar em que mais deveria ter se destacado em sua profissão, mas agora não tinha volta.

E esperar o que fosse acontecer com todos eles. Principalmente quando os oficiais encontraram os seis no meio do corredor.

- Nós temos uma refém aqui! – Gareth levantou as mãos em rendição imediatamente quando a oficial feminina apontou a arma em direção a eles. Alisson em meio ao desespero se jogou no chão e colocou as mãos na cabeça.

- Prendam eles! – Outro oficial gritou. Coutinho foi segurado por Neymar e os dois foram arrastados juntos por um oficial, sumindo da vista de seus companheiros. Marcelo sabia que não havia mais para onde ir e fechou os olhos, esperando que o levassem. Reagir aquilo poderia causar a sua morte.

Bruna ficou surpresa quando ela foi distanciada dos detentos que a protegeram esse tempo todo e começou a gritar. Nenhum deles havia sido violento com ela e agora eles quem sofriam a violência. Infelizmente a moça não podia fazer nada senão berrar enquanto era arrastada por um oficial para fora da prisão.

Tinha medo de nunca mais vê-los.

Do lado de fora de Litchfield, todos os detentos sentados nos forros azuis assistiam vários ônibus correcionais estacionarem. Paulinho e Firmino continuavam aflitos com a ausência de Marcelo. Cristiano estava ao lado de Valon, preocupado por não ter visto Piqué há horas desde que aquele caos havia começado. Ninguém sabia ao certo o que iria ocorrer, mas não seria bom.

Filas eram feitas enquanto os detentos eram encaminhados para os seus ônibus de transferência, e muitas separações ocorriam.

- Eu estou fodido nas mãos desses caras quando descobrirem que fui responsável por começar o motim - Gareth suava frio em desespero.

- Para onde vão nos levar?! – Dybala perguntou em uma fila que estava ele, Asensio, Sergio, David, Valon – Eles vão levar a gente para onde?! – Começou a ficar ofegante devido ao nervosismo e ansiedade.

- É a segurança máxima. Não cabem todos nós ali dentro – Asensio bufou, devido á tensão.

- Alisson não apareceu até agora – Sergio olhou para trás uma última vez, antes de entrar no ônibus.

- Nenhum dos meus garotos estão comigo, se não o Cristiano e o Valon – David olhou para a fila ao lado, onde se encontravam Cristiano, Valon e James, que havia acabado de se separar de Cavani.

Após David e Sergio irem embora, finalmente Gareth, Alisson, Marcelo, Neymar e Coutinho foram retirados de dentro da prisão e foram para as duas últimas filas dos ônibus. Litchfield finalmente estava vazia.

E o inevitável aconteceu.

- Nós estamos juntos – Coutinho disse para um guarda, lado a lado de Neymar numa única fila.

- Ótimo. Guardem seus lugares no ônibus – O guarda separou Coutinho de Neymar, empurrando o moreno para a mesma fila de Alisson.

- O que?! – Neymar sabia que não podia voltar ou sofreria uma retaliação – Coutinho! – Gritou desesperado.

- Porra, não! – Coutinho finalmente havia caído na realidade e voltado a sua sobriedade. Corria o risco de nunca mais ver Neymar com aquela separação.

Estavam próximos de embarcarem em diferentes ônibus.

- Eu amo você! – Neymar falou bem alto, antes de ser empurrado para dentro do ônibus e Coutinho ao seu.

Inevitável o destino de cada um após aquela rebelião, as coisas mudariam para sempre na vida de todos os envolvidos naquela fatalidade ocorrida em Litchfield.


Notas Finais


Parece que isso encerra a história de vários personagens na fanfic e deixa em aberto as consequências do motim (Marcelo, Bruna, Marco, Piqué e Suarez).

NOSSO NEYTINHO FOI SEPARADO! Para onde que vão levar o nosso casalzão da porra, será que eles chegarão a se ver novamente?

Coisas que precisam ser respondidas na terceira temporada, até mais!


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