História Ok, Denny. (Romance Gay Yaoi) - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Child, Gay, Paixão, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - I'II - Irmão


Mãe - Olly? - acordei com batidas na porta - Olly? - olhei para os lados com a visão embaçada, a procurar de onde vinha, até que percebo Dennis ao meu lado. Apenas de cueca e uma de suas pernas sobre mim.

Bati no ombro do mesmo, com força. Ele se assustou e fechou o punho para um soco, por pouco, quase acertando-me . O segurei a fazer um sinal sobre o lábio, apontei para de baixo da cama, ele assentiu a jogar-se no chão com tudo, escondeu-se.

Mãe - Olly? - abriu a porta - Que barulho foi esse? - perguntou-me a vir ao meu lado.

Olly - Nada, mãe. - disse a olhar para o chão - O que a senhora quer?

Mãe - Vim te dizer que o jantar será na casa do Dennis, eu confesso, não queria ir, mas a muito tempo não vejo a minha amiga. - assenti - E... o seu pai irá também, ligarei para ele para confirmar.

Olly - E a bruxa? - olhou-me confusa.

Mãe - Que bruxa? - disse e riu em seguida - Olly, não seja maldoso, ela é a nova esposa do seu pai. Você deve respeito.

Olly - Não! Ela não gosta de mim, e... preferia mil vezes você com o papai. - fiz um bico a sorrir de lado.

Mãe - Mocinho, mocinho. Não me diga essas coisas. Sabe que não é tão fácil assim. - apontou para mim - E já faz 4 anos.

Olly - Eu sei que a senhora ainda ama ele. O Fred é só uma distração. - disse a alfinetá-la.

Mãe - Pare com isso. Ele está aí, e pode ouvir. - disse corada, não era mentira. Desde que meu pai pediu o divórcio, minha mãe nunca foi a mesma. Na verdade até hoje eu não consigo entender o que levou a tamanha decisão. Eles eram tão bons juntos. - Voltando ao assunto, não ela não irá. E você passará o final de semana na casa dele, arrume uma mala pequena e não se meta em encrencas com ela. Ok?!

Olly - Ok. - assenti com a cabeça.

Mãe - Já vou indo. - virou às costas - E eu sei que você está aí, Dennis.

Puz a mão sobre a boca, rindo de vergonha. Ele pôs a cabeça para fora com uma expressão frustrada, ela já havia saído.

Dennis - Desculpa. - disse a rir, apontei para o colchão, ele subiu - Ela vai me matar, sei disso.

Olly - Ela deve ter notado a sua moto lá embaixo, burrão. - bati em sua cabeça.

Dennis - Ah, falou o esperto. - pôs às mãos em minha cintura - Quem é Fred?

Olly - O novo namorado da mamãe, é gente boa. Mas... não é a mesma coisa que o meu pai. - assentiu - Sinto falta dele, ele me ligou esses dias, disse que tem uma coisa para me dizer. Importante. Estou muito ansioso.

Ele olhou para o relógio, e em seguida. Virou-se para mim, sério.

Dennis - Acho que eu preciso ir, se não, sua mãe irá ficar brava comigo e eu não quero isso. - sorri e lhe dei um beijo - Ah, agora é assim, é? - lhe dei outro.

Olly - Fica mais um pouco. - fiz um sinal com os dedos - Ela já sabe que você está aqui mesmo. - ele bufou a por sua calça de volta.

Dennis - Melhor não, meu pai deve estar me procurando. E, eu devo respeito a minha sogra agora. - revirei os olhos - Não me olha assim, está namorando com uma pessoa séria. Não com um vagabundo. - comecei a rir, ele permaneceu olhando-me de canto, sério.

Olly - Ok, pessoa séria. Te vejo à noite. - veio até mim, pondo a sua camisa e dando-me um beijo.

Dennis - Até a noite. - pegou às chaves de sua moto, e saiu com passos silenciosos.

Caí às costas sobre a cama, o teto parecia se mexer, mas sabia que era a felicidade que fluía em minhas veias. Meu corpo estava quente, e relembrava cada toque seu nele, seus beijos e principalmente, a paciência. Estava nas nuvens, pois finalmente podia chamá-lo de meu namorado. Após tanto tempo de espera. Ouvi o barulho da moto, no solo e logo o som foi diminuindo até não sobrar resquício algum.

Fui em direção ao banheiro, e após tomar um banho, fiquei por alguns minutos encarando o espelho. Haviam marcas rosadas, por todo o meu peito, as olheiras que até a noite passada estavam desenhadas em minha face, sumiram por completo e os lábios, mais vermelhos que o normal. Penteei o cabelo, e logo saí do banheiro com a toalha envolta à cintura. Escolhi roupas claras, já que os meus tons, de antigamente eram mais escuros. Sentia-me sereno.

Desci às escadas, vendo minha mãe com Fred, tomando café. Ela ria de algo aleatório, e decidi juntar-me a eles.

Fred - Olly, que bom te ver. - sorri - Como vai?

Olly - Muito bem, obrigado. - me ajeitei na cadeira, sentindo uma forte dor no bumbum, minha mãe notou minha cara de espanto e tentei por às mãos sobre o rosto para escondê-la.

Mãe - O que foi, filho? - a olhei assustado.

Olly - Nada mãe, eu só... estou com fome. Muita fome, sabe? - disse tentando processar minhas palavras.

Mãe - Aham, sei. Fome... - disse a morder um pedaço de pão, com o olhar de canto para mim.

Fred - O que foi, gente? Há algo de errado aqui? - nos entreolhamos.

Mãe/Olly - Não! - o rapaz se encolheu, meu rosto pegava fogo. - Desculpa. - rimos pelas falas juntas.

Mãe - Ah, Fred. Conte para o Olly, sobre o que achou de Dennis. - a olhei com raiva e tomei café em minha xícara, para disfarçar.

Fred - Ele é um bom garoto, acho que seria ótimo namorado também. - o encarei confuso - Desejo tudo de bom para vocês. - assenti, minha mãe ria de fundo.

Mãe - Olly, já arrumou sua mala? - neguei com a cabeça - Não quero que seu pai chegue aqui para reclamar comigo, sobre seus atrasos. Odeio isso.

Olly - Ok, mãe. - peguei um pedaço de bolo - Irei arrumar tudo agora. - levantei, mas ela me puxou pelo pulso.

Mãe - Antes... - disse a me trazer de volta.

Olly - Te vejo depois, Fred. É ótimo ter você conosco. - disse a sorrir, ela largou-me com um olhar de satisfação. Desde que era pequeno, sempre foi dessa forma, às vezes eu acho ser educado demais, devido à ela.

Mãe - Pensei que Dennis ficaria para tomar café, mas... ele quase saiu correndo. - a olhei sem entender nada - Disse que adorou ter dormido aqui e que tinha... uma...

Fred - Uma vacina pra tomar? - minha mãe confirmou.

Mãe - Isso, exatamente. - disse com a mão levantada - Sabe do que se trata, Ozinho? - neguei com a cabeça.

Olly - Eu vou subir, tenho que por tudo em ordem. - fui em direção às escadas, correndo, porém a dor quase me derrubava.

Sentei sobre a cama com calma, cada vez que me mexia, aquilo doía mais ainda. Com às peças de roupa sobre, fui pondo uma a uma, em ordem. Até que me lembrei do que minha mãe havia dito. Vacina?

Pelo que eu sabia não havia um motivo para aquilo, e para ele sair correndo devia ser algo muito sério. Tentei procurar em minhas memórias, mas nada conectava, acredito que aconteceu algo durante o tempo que estivemos separados. Fechei a mala, a pondo no canto da cama, olhei para a janela e enfim consegui achar a possível resposta.

🌼 Fleche de Memória:

Estávamos no parque a brincar, abaixo da sombra de uma árvore. Olly tinha em mãos uma pá de brinquedo, e cavava a terra que rodeava a árvore, Dennis puxava um pequeno caminhão de brinquedo por uma corda, até chegar perto do menor.

Dennis - Olha, Ozinho. Uma minhoca. - apontou para a terra com o dedo pequeno, onde se mexia algo.

Olly - Eca! - exclamou a sair de perto - Ozinho 'nom' vai mais brincar. - disse a pegar a pá do chão e pondo dentro de um balde também de brinquedo.

Dennis - 'Nom' precisa 'tê' medo, Ozinho. - pegou a minhoca nas mãos sem medo algum - Olha! - ergueu aos olhos do menor que fez uma careta, a por a língua para fora - Ozinho, 'xe' é engraçado. - os dois riram.

Após recolherem os brinquedos, Dennis guiou Olly até seus pais que estavam em um picnic, rodeados por cestas e livros. Além do pai de Dennis, ter um violão em mãos, a cantar algumas cantigas alegres. Ele estava diferente, parecia outra pessoa.

Mãe O. - Venha, Ozinho. Não comeu nada até agora. Ande, se não irá ficar fraco. - fez um sinal com uma das mãos, e o mesmo obedeceu.

Olly - Mamãe, eu quero bolo de 'chocolati'. - apontou com um dos dedos.

Mãe O. - Ok. - olhou para Dennis ao lado da mãe - Denny, também quer um pedaço? - o mesmo olhou triste para a mulher.

Mãe D. - Desculpe, mas... ele não pode. - Olly olhou para o maior, um pouco confuso. Afinal, por quê ele não podia comer? - Foi bom até lembrar-me. - vasculhou sua bolsa e pegar uma pequena seringa, com um frasco médio de álcool - Está na hora da picadinha. - Dennis fez uma cara triste e Olly riu, inocentemente.

Após aplicar, Dennis sentou-se ao chão. Quieto. Olly pegou uma maçã, e andou até o mesmo, sentando-se ao seu lado, a fazer um carinho sobre a cabeça dele, lhe causando um sorriso.

Olly - 'Qué' maçã? - estendeu a fruta, com os olhinhos bem abertos, já mordida pelo pequeno. Dennis não se importou e também deu um mordida devagar a deixar seus dentinhos ali marcados - É mais 'saudaveu', né Denny? - todos riram e o garoto deu outra mordida - Vai com calma, Denny!

Denny - 'Dicupa, Ozinho'. - sorriu envergonhado, recebendo um abraço de lado.

Mãe O. - Ah, por que ele não pode comer o bolo? Vi que ele queria tanto.

Pai D. - Ele tem um probleminha com doces. - disse a repousar o seu violão ao canto.

Pai O. - Fica elétrico? - disse a sorrir, como uma brincadeira.

Pai D. - Não, o Denny tem...

Memória off.

Diabetes. Era isso que ele tinha. E que na época, não sabia o quanto o afetava. Como eu pude esquecer de um detalhe tão sério? Estava nervoso e preocupado por não saber se ele havia chegado em casa, a tempo de tomar a dose. E teria que ficar nessa incerteza até a hora do jantar.

~ QUEBRA DE TEMPO:

Meu pai veio nos buscar na hora certa e como modo de confirmar. Olhei todas as janelas, na busca de não encontrar minha 'madrasta' por ali. Do nada, a porta do carro foi aberta, minha mãe fechou a porta de casa, vindo ao nosso encontro. Meu pai estava com uma camisa social, olhou para mamãe surpreso, quase a deixar o queixo cair. Puz uma das mãos sobre o rosto, sorrindo.

Pai - Você está linda. - sorriu um pouco tímido - Venha. - abriu a porta do carro rapidamente.

Mãe - Não precisa ser tão educado assim. - olhou-me surpresa - Obrigada. - sentou-se no estofado do carro e ele fechou a porta.

Olly - Pai, pai. O senhor e suas novidades. - fui em direção a porta traseira, ele deu um tapa no meu braço a rir.

O caminho inteiro foi ao silêncio, mas, meu pai não tirava os olhos da minha mãe. Eu estou de vela? Guiei o olhar para a janela, a Lua nos seguia, por entre os galhos das árvores e os prédios bem iluminados.

A casa de Denny não ficava muito longe. Paramos em frente, e logo saímos do carro. Eu não queria ver a cara do pai dele tão cedo. Tocamos a campainha, e quem nos recebeu foi a mãe dele, com um sorriso largo. Me viu ao lado de papai, vindo em minha direção a abraçar-me.

Mãe D. - Olly! Quanto tempo! - tentava buscar ar, em seus braços.

Olly - Também senti saudades. - largou-me

Mãe D. - Ah, vejo que não mudou nada.

Pai - Nem o tamanho. - o fitei com uma careta triste.

Mãe D. - Que nada, cresceu sim. - sorri - Vamos para a sala, Dennis está lá junto ao pai. - assenti e a seguimos.

Junto ao pai? Que coisa estranha, não?

Ao adentrarmos percebi que ele estava bem. Um alívio. Evitei ao máximo olhar para o pai dele, e assim fui direto para a varanda. O vento bem gelado, balançava às folhas das árvores, chocando-se contra o meu rosto. Dennis veio ao meu lado, e se apoiou também na barra a olhar-me.


Notas Finais


Boa noite.💓 Essa é a parte 1 de 2. Até o próximo capítulo, gente.


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