História Ok, Denny. (Romance Gay Yaoi) - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Child, Gay, Paixão, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - II'II - Irmão


Dennis - Oi. - disse calmo, com o sorriso ainda presente à face.

Olly - Por que não me disse que precisava vir correndo para casa? - lhe dei um tapa no braço, encolheu-se assustado - Se você passasse mal na minha frente, não saberia como agir.

Dennis - Desculpa, eu achei que já sabia... - virei o olhar para o jardim, bravo - Ficou preocupado comigo? - se aproximou e assenti com um bico - Que fofo.

Olly - Não é nada fofo. E se... eu te perdesse? - o olhei cabisbaixo.

Dennis - Não perdeu. - bateu em minha testa, puz a mão a massagear - Para de ser pessimista.

Olly - Doeu. - ele riu de canto a dar-me um beijo na bochecha.

Mãe - Olly, Dennis. - nos viramos a vê-la - Venham, o jantar já está na mesa.

Nós sentamos separados, com os meus pais ao meio. O pai de Denny olhava-me sério, não tinha medo dele, porém a maneira como encarava-me, incomodava. Passei o jantar inteiro a olhar para o prato, quieto e apenas sorrindo algumas vezes por força de vontade. Ouvia todas as histórias que contavam, até mesmo do tempo no colegial. Não era entediante, mas não sentia-me à vontade. A sobremesa foi servida, vi Dennis bufando no fundo indignado. Decidi acompanhá-lo e não comer, o mesmo fitou-me surpreso quando afastei a taça de perto de mim. Parecia ser muito doce para ele.

Mãe D. - Olly, não gosta? - disse a olhar-me preocupada.

Olly - Não, estou satisfeito. Muito obrigado. - Dennis sorriu para mim e lhe retribuí.

Mãe D. - Ok. - voltou a mexer sua colher, comendo. O pai de Dennis me olhou estranho, balançou a cabeça e retornou também a comer.

Dennis - Mãe, posso mostrar a casa para o Olly? - disse.

Mãe D. - Ah, claro e espero que goste da decoração. - assenti - Só não demorem muito por aí. - olhou para Dennis que sorriu a levantar-se.

Começamos a andar pelo largo corredor, que dava para as principais dependências. Tudo muito claro, e com grandes janelas dando visão para o jardim tropical. Dennis tentou pegar em minha mão, porém sempre fugia com medo de que alguém nos visse. Ele ficou chateado, mas dei de ombros.

Dennis - Você é muito difícil. - sorri - Não tem ninguém aqui, por que acha que teríamos problemas? - parei no corredor para olhá-lo.

Olly - Você viu a maneira como seu pai olhava para mim. Não quero irritá-lo e nem trazer mais confusão para nós dois. - puz a mão nos bolsos.

Dennis - Eu não ligo para isso. - aproximou-se - Na minha opinião, acho melhor contarmos que estamos juntos. - o olhei sem entender - Não quero ficar guardando isso, nem poder te tocar. - pôs uma das mãos ao meu pescoço - Lhe beijar. - uniu seus lábios aos meus, num beijo calmo.

Olly - Você ia me mostrar a casa, certo? - riu a mostrar os dentes.

Dennis - Tudo bem, você venceu. - ergueu às mãos, rendido - Vamos até a escada, meu quarto fica na parte de cima. - assenti.

Dennis me mostrou cada canto da parte superior da casa, corredores cobertos por quadros, vasos caros e móveis reluzentes, além de uma bela tapeçaria. Guiou-me até o terraço e de lá era possível ver a cidade inteira. As pequenas luzes dos prédios, pessoas em tamanho minúsculo e carros em uma correria tremenda. A brisa fria, balançava alguns fios de cabelo a me cobrir os olhos, com as mãos nos bolsos, Dennis entrelaçou um dos seus braços à minha cintura. Também a olhar a cidade, em seu estado mais caótico.

Dennis - É tão bom estar com você. - sorri - Quando cheguei na cidade, eu só ficava aqui em cima. Todas às noites. Tentando decifrar qual era a sua casa. - apontou para as luzes da cidade - Você esperou muito por mim?

Olly - Muito. - disse - Tanto que achei que devia te esquecer de vez, para tentar aliviar minha dor. Você foi embora sem nem se quer avisar, achei que havia feito algo de errado. Eu fui te visitar na sua antiga casa, e quando minha mãe disse que haviam ido embora. - suspirei - Achei que tinha lhe perdido de vez. - sorriu ao meu ouvido - Mas... parece que não sentiu tanta falta de mim... até namorou.

Dennis - Ei, ei. - se pôs a minha frente - Eu só fiz isso para tentar te esquecer também. - fiz uma careta de lado - E... nem durou muito. Vai me dizer que não ficou com alguém nesse tempo todo?

Olly - Ah, fiquei. Mas... não é a mesma coisa. - olhou-me sério.

Dennis - Quem? - perguntou.

Olly - Ah não Denny, não me force a falar essas coisas. - disse a bufar, cruzei os braços.

Dennis - Não vai me dizer que foi o... Ben. - o olhei assustado, tentei desviar o olhar para o chão - Ozinho! Eu odeio esse garoto!

Olly - A culpa não é minha. - olhou-me bravo.

Dennis - Desde aquela festa no berçário, o meu ódio começou crescer e ele sempre queria ficar perto de você, me excluindo. - fez um bico fofo - Até mesmo, deixou de brincar comigo por dias, só para satisfazer os desejos dele.

Olly - Você ainda lembra disso? - disse rindo dele, ele assentiu com o rosto vermelho e a cara fechada.

🌼 Fleche de Memória:

Dennis - Vamos, Ozinho. - puxava Olly pelo braço, até o campo de areia no parquinho da escola - 'Cuidadu', com os pezinhos, pode ter algum galho perdido. - o menor assentiu a sorrir.

De repente, alguém puxa Olly pelo lado oposto, pondo o garoto divido entre Dennis e o estranho. O maior olhou para trás, vendo um outro menino segurando o bracinho de Olly, que se mantinha confuso e um tanto dolorido.

Dennis - Sai, Ben! - gritou - O Ozinho vai brincar 'cumigo' agora. - empurrou Ben ao chão com raiva, que caiu de bunda na areia.

Ben - Não! Você já brincou com ele ontem, é a minha vez! - tentou pegar na mão de Olly, mas Dennis o protegeu.

Olly - Denny, vamos 'bincar' com ele, juntos. - disse por trás das costas dele, tímido.

Dennis - 'Nom', Ozinho. Ele é chato. - fez uma careta - E você é meu amigo, só.

Olly - 'Oxe' tem que aprender a dividir os amiguinhos. Que 'cosa' feia, Denny. - apontou para o rosto do maior - Eu 'vô bincar' com ele, se quiser pode vir com a gente. - Olly pegou na mão de Ben, fazendo com que Dennis ficasse mais irritado.

Dennis - Poxa, Ozinho. Vai me deixar? - o mesmo assentiu, em sua mente Dennis estava sendo muito egoísta em não deixá-lo brincar com o garoto, mas no fundo, ele só estava cuidando de Olly, conhecia muito bem Ben - Ele vai te 'machucá'. - fez um bico, simulando choro.

Olly e Ben, caminhavam até uma área onde haviam mais crianças, Denny se sentou ao chão, olhando o movimento das folhas do local, secas, como a sua tristeza. Ao olhar para o outro lado, viu os dois meninos juntos, brincando como se fossem amigos de infância. Até que em certo momento, Dennis viu Ben empurrar Olly com toda a sua força. Fazendo com que, ele batesse a cabeça ao chão.

Causando um leve arranhão. E com fúria, Dennis foi até lá. Empurrou Ben com raiva, ajudando Olly caído e com o testa sangrando.

Dennis - Eu falei, Ozinho. - olhou para o mesmo - Ele te machucou, eu vi.

Olly - 'Dicupa', Denny. - levantou a por a mão sobre a testa.

Coordenadora - O que aconteceu aqui? - disse caminhando até os garotos - Olly?

Dennis - Tia, o Ben empurrou o Ozinho no chão. Eu vi. Ele é muito malvado. - apontou com um dos dedos ao garoto encolhido ao canto.

Coordenadora - Isso, é verdade? Benjamim? - ele não respondeu - Bem, vamos para a enfermaria Olly. Precisa fazer um curativo, ok? - assentiu - E você, Ben. Logo irei lhe levar para a diretoria, não é a primeira vez que seus pais são chamados na escola, por suas atitudes agressivas.

A mulher pegou Olly ao colo, vendo de perto o corte. Virou-se em direção à entrada, mas sua blusa é puxada por Denny o que lhe roubou a atenção.

Dennis - Tia. - disse tímido - Eu 'possu' ir com o Ozinho? - a mulher o olhou confusa - Ele pode começar a chorar se a enfermeira por álcool. - ela sorriu a fazer um carinho na cabeça do menor.

Olly - É tia, deixa... - disse com os olhos quase fechados, pela dor e a balançar os pezinhos no colo da mesma.

Coordenadora - Tudo bem, mas tenha cuidado. Sente na cadeira, e fique quieto. - assentiu - Pelo que vejo, você é o porto seguro dele. - sorriu.

Memória off.

Olly - Eu ainda tenho a marca, olha. - apontei para a testa, ele riu a ver.

Dennis - Você chorou muito na hora que ela foi desinfetar. - soltou uma longa risada.

Olly - Ah, engraçadinho. - revirei os olhos - Quero ver se fosse com você. - disse e o mesmo ergueu a camisa, mostrando uma cicatriz no abdômen.

Dennis - Lembra? - passei a mão a negar - Essa foi quando eu caí de um barranco, me cortei em espinhos, tudo pra pegar a sua bola...

Dennis/Olly - Preferida. - dissemos juntos e sorrimos.

Olly - Desculpa. - ele sorriu, abaixou a camisa.

Dennis - Não foi tão ruim assim, ganhei um beijo na bochecha depois. - sorriu corado - Mesmo estando todo arranhado foi a melhor recompensa.

O abracei pelo tronco, ele pôs o queixo sobre a minha cabeça, me apertando mais ao seu corpo.

Mãe - Olly! - gritou na parte de baixo - Já estamos indo!

Após nos despedirmos, fui em direção ao carro do meu pai. Ele levou minha mãe para casa, e em seguida fomos para a sua casa. No caminho ele contava coisas sobre seu novo trabalho, e vida com a bruxa, opa, a esposa. E de novo, disse que tinha uma surpresa para mim.

Ao chegarmos abriu a porta, puz a mala no chão da sala. Ela estava lá, e tinha um garoto ao seu lado. Alto e moreno. Meu pai caminhou até ela, lhe dando um beijo, o que fez meu estômago revirar.

Pai - Olly, quero lhe apresentar uma pessoa. - o garoto se levantou a virar para mim - Yuri, esse é Olly, Olly esse é Yuri. Seu mais novo irmão.

Não entendi aquilo, quer dizer que meu pai tinha outro filho? Além de mim?

Olly - Como? - cruzei os braços.

Pai - Bom, talvez seja estranho no começo, mas... considero Yuri como meu filho, já que sua mãe é minha esposa agora. - minha 'madrasta' soltou um leve sorriso sarcástico, tinha algo de muito errado aqui.

Yuri - Prazer, Olly. Acho que nós iremos nos divertir muito durante esses dias.


Notas Finais


Parte 2. 💓 Tarde da noite e eu postando.

Até o próximo capítulo, amores.


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