História Ok, Denny. (Romance Gay Yaoi) - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Child, Gay, Paixão, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Esqueça-me


O beijo. Não conseguia parar de pensar naquele momento maravilhoso em que nossos lábios se tocaram e que pude sentir, levemente o seu perfume. A insônia tomou conta de mim, revirava sobre a cama e fitava o teto, bufando, porém feliz a passar os dedos sobre meus lábios formando sorrisos bobos.

Ele me trouxe felicidade, e pela primeira vez senti-me completo. No dia seguinte, acordei com dor nos ombros devido dormir numa posição desconfortável. Desci às escadas com a bolsa do lado, praticamente a arrastar pelo chão. Tomando meu café, senti um olhar sobre mim, um tanto estranho. Era minha mãe, e me parecia querer perguntar algo.

Olly - Diga. - a encarei sorrindo - Antes que se engasgue com o pão.

Mãe - Oras, Olly. Não seja grosso. - respondeu com uma careta - Como foi ontem, com Dennis? - bateu de leve em meu braço.

Olly - Normal, ele é super legal. - sorri, mas sabia que aquilo não havia lhe satisfeito - Ele levou-me para ver as estrelas, depois no cinema, em seguida trouxe-me para casa. E...

Mãe - E... - chegou o rosto mais perto com uma cara maliciosa.

Olly - Nós... nos beijamos. - a mesma jogou às costas na cadeira, chocada, suas bochechas rosadas ao extremo, e um sorriso de orelha a orelha.

Mãe - OLLY! QUE NOTÍCIA BOA! - disse a quase gritar - Já estava na hora dele mostrar iniciativa. E me fale... ele te pediu em namoro? - abaixei a cabeça, estou tão contente que nem percebi esse detalhe.

Olly - Não... - colocou a mão sobre a boca, sua felicidade acalmou.

Mãe - Entendo... é uma pena. Mas, não perca as esperanças. Ontem foi um beijo, daqui uns dias podem estar já pensando em casamento.

Olly - Ah, mãe. - bufei a levantar - Não me assuste desse jeito. Eu nem sei se ele gosta realmente de mim. Talvez, fez aquilo para demonstrar afeto.

Mãe - Ok. Se quer assim, será. - assenti com a cabeça - Agora ande, vai se atrasar para a escola.

~ QUEBRA DE TEMPO:

Ao chegar na escola, corri para onde Shelly estava. Rodeada por garotas, lhe puxei pelo pulso sem nem pedir licença, a carregando para o pátio. Recebi alguns insultos no meio do caminho, mas prefiri ignorar.

Shelly - Sabe... eu poderia estar com uma futura namorada agora. - sentou no banco com os braços cruzados - Por que fez isso? - lhe contei tudo o que havia acontecido, a mesma pálida levantou-se rápido a abraçar-me com força - Olly! Que fofo!

Olly - Fale baixo, o mundo não precisa saber disso. - bati em seu braço.

Shelly - Ok, ok. E... já falou com ele? 

Olly - Não, para falar a verdade, não o vi até agora. Ele chegou? - disse um pouco nervoso, pela resposta.

- Não, acho que chegará tarde hoje. - o sinal ecoou - Ou já deve estar na sala, vamos.

Lado a lado, fomos para a sala. Shelly tinha mais um motivo para me perturbar agora. Ao chegar na porta, vejo Dennis deitado a cabeça sobre a mesa, estava pensativo. Por um segundo achei que dormia. Helena ao seu lado, rabiscava algo em seu caderno, sem falar com o garoto ao canto, cabisbaixo.

Shelly - Será que aconteceu algo com ele? - sussurrou ao sentarmos - Parece perdido em pensamentos.

Olly - Irei perguntar depois. Acho que me dirá. - assentiu.

As aulas passaram voando, e apesar da maioria ser tremendamente chatas, consegui aprender algumas coisas novas. A minha atenção se voltou para Dennis, não olhava para mim como de costume e parecia sofrer com algo. O sinal do intervalo tocou, todos sairam correndo, mas ele continuou sentando, erguendo-se bem devagar, até que seus olhos se focam aos meus.

Fui ao seu lado, toquei em sua mão e o mesmo fitou-me sério. Tirou com tremenda força, parecia ter raiva de algo. E buscava em minhas memórias se havia feito algo de ruim para ele.

Olly - Denny, o que houve? - disse com calma.

Dennis - Nós não podemos ficar juntos. - disse ríspido.

Olly - Como? Denny, explique isso direito! - sentei ao seu lado.

Dennis - Não me chame assim! - bateu a mão sobre a mesa - O meu pai abriu meus olhos, não é correto o que está acontecendo entre a gente. - coçou a cabeça brutalmente - E o pior é que eu não consigo tirar você da cabeça. Que droga! - bufou.

Olly - Não tire. - puz uma das mãos sobre seu braço - Por favor, não esqueça de mim.

Dennis - Olly, eu... eu não posso. Não sinto nada por você além de atração. Acho melhor parar de se iludir e ir atrás da sua amiga. Vá! - apontou para a porta da sala - Não me chame mais de Denny. - puxou o braço de volta.

Meus olhos começaram a encher de lágrimas. O que o pai dele disse que o fez criar tanto ódio de mim? Me levantei com os olhos irrigados, tentei secar com as mangas compridas da blusa, mas era em vão. O mesmo com foco ao vazio, recusava olhar em meu rosto, me debruçava no choro ao seu lado.

Olly - Por... que... Dennyyyy?!! - saí a correr em direção ao corredor, ouvi alguém vir atrás de mim, mas não dei importância. Estava surdo, iludido por meus pensamentos e sentimentos.

Fui para trás da quadra, sentei ao chão com as pernas encolhidas a chorar como nunca. Soluçava e meu peito doía. Shelly desesperada veio ao meu encontro, se jogou de joelhos na minha frente, passou a mão no meu rosto em tentativa de apagar minhas lágrimas.

Olly - Eu sou muito burro, Shelly! - bati os pés ao chão com fúria - Muito burro! Eu esperei esse tempo todo só para receber uma rejeição. E da pior forma possível!

Shelly - O que aconteceu, Olly?

Olly - Aquele... aaaaa. - ia bater minha cabeça na parede, mas sou segurado.

Shelly - Está maluco, Olly? - jogou-me de volta ao lugar que estava - Anda! Me fala!

Olly - Ele aceitou seguir aos conselhos do pai do que os próprios. Disse na minha cara que apenas sente atração por mim e que não era para ter esperanças de ficarmos juntos.

Shelly - Fique calmo, eu sinto que tudo irá se encaixar. Você precisa se acalmar, meu amor. - beijou minha testa, meus soluços estavam mais fortes.

Olly - Não dá. - levantei-me a secar os olhos - Seria tão fácil se eu fosse uma criança, e nada disso fosse real. - Shelly sorriu a vir para o meu lado - Só quero dizer uma coisa. - respirei fundo a gritar em seguida - EU TE ODEIO DENNISSSSS!

Shelly - Será que ele ouviu?


Notas Finais


Será?🤔 Até o próximo capítulo gente!


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