História Ok, Denny. (Romance Gay Yaoi) - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Child, Gay, Paixão, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Perto


Trancado em meu quarto. Olhava a rua, sentado sobre o parapeito da janela, uma chuva fina batia contra o vidro, podia facilmente comparar às lágrimas que corriam por meu rosto. Eu estava sozinho, iluminado apenas por um abajur fosco. E sem vida. Meu peito ainda estava dolorido, e fleches de suas palavras ecoavam em minha cabeça, fazendo ficar pior ainda. Sua rejeição abalou-me muito.

Não entendi o porquê de negar-me. Estava tudo tão bem entre nós que por um segundo achei que ele realmente gostava de mim. Seu pai nunca foi rude comigo, pelo contrário, desde de pequeno buscava-me para brincar com Denny. - Droga, é Dennis agora. Aceite! - Será que tudo era fingimento? No final das contas, ele não gostava de me ver perto dele? Se isso for verdade, ele é um ótimo mentiroso.

Sou tirado de meus pensamentos com o bater da porta. Minha mãe abriu lentamente, em mãos havia uma bandeja com comida. Veio até mim, secou minhas lágrimas com sua blusa de lã e ajoelhou-se ao meu lado. Pôs a bandeja de canto, a acariciar meus cabelos.

Mãe - Olly, você está pálido. Tu precisas comer, se não irá ficar doente. - disse preocupada.

Olly - Não, eu não sinto fome. Por favor, pode me deixar sozinho? - negou com a cabeça, bufei.

Estar sozinho era o que eu mais queria agora. E até isso, me negam. A chuva parou, e a lua apareceu com seu brilho na janela.

Mãe - Não adianta ficar preso aqui, uma hora ou outra vocês iram voltar a se ver. - virei o rosto e a mesma puxou de volta - Lembre-se, você não esperou à toa. Eu sinto isso, e pare de agir como um garoto mimado, nem tudo o que deseja irá vir aos seus pés. Erga a cabeça, ele não merece o seu choro, até por que, não está aqui para vê-lo. - soltou, olhava em seus olhos - Olly, coma...

A abracei forte pela cintura, a afundar minha cabeça em sua barriga, não pude conter meu choro. A mesma fazia um carinho em minha cabeça a cantarolar bem baixo algo. Parecia uma canção infantil, a mesma que meu pai cantava todas as noites para que eu dormisse. - Sinto falta dele, havia épocas que achava ter o perdido para aquela maldita da minha 'madrasta'. Queria um abraço. - E não foi diferente, minutos após ela parar já fechava os olhos de maneira sonolenta. Aos poucos fui deitando sobre o estofado do pequeno sofá que estava repousado, e apenas senti seus lábios tocarem a minha testa, em um beijo calmo. Tampou-me com a coberta, indo em direção à porta com passos silenciosos.

Mãe - Boa noite, Olly. - a porta foi fechada, e a luz que entrava por ela foi diminuindo, até não sobrar mais nada. Encolhi minhas pernas, adormecendo calmamente.

No dia seguinte, acordei com os olhos em chamas. Eu não devia ter chorado tanto. Sentei-me sobre os lençóis, me espreguiçando. Mesmo que dormi cedo, o corpo ainda aparenta cansaço, bufando fui para o banheiro para fazer minhas higienes. Após o banho, penteava meus cabelos com calma, a vontade de espetar aquele espelho com o pente era grande, mas lembrei que se eu fizesse isso, seria uma atitude mau pensada. A porta do meu quarto estava aberta, e pude ouvir o tocar do telefone no corredor, minha foi atender com pressa. E queria não ter escutado...

* Voz abafada do corredor pela parede do banheiro:

Mãe - Certo. Faz tempo que não marcamos algo. Irei ligar sim para ele. - o "ele" só podia ser meu pai.

...

Mãe - Será muito divertido, irei contar para Olly. Sinto saudades de nossas conversas, e eu vi seu filho, já está um belo rapaz. - deu uma risada, revirei os olhos. Com quem ela estava falando?

...

Mãe - Ok, um jantar. Depois irei retornar a ligação, para podermos marcar tudo, e será aqui em casa. Tudo bem? - um silêncio reinou - Combinado, e mande um beijo para o Dennis. - ao ouvir aquele nome, lancei o pente ao chão com raiva, cravando no tapete - Até mais tarde. - desligou.

* Voz Off.

Mãe - Olly! - veio até o quarto e num impulso fechei a porta do banheiro com força - Está bem? - deu alguns toques na porta.

Olly - S-Sim. - estava sentado perto da privada, com o rosto entre as pernas - E-Estou terminando de me arrumar...

- Tá, tome cuidado. - disse.

Ouvi seus passos para fora do local. Me mantive sentado ali por um tempo. Eu não tinha outra alternativa, querendo ou não, eu o veria aqui em casa em breve, meu pai não deixaria ficar em sua casa, fora que minha 'madrasta', seria a primeira a negar minha presença. E não estava a fim de ver a cara dela tão cedo.

Saí do banheiro com uma toalha na cintura, sentei sobre a cama com os braços cruzados, preciso pensar em algo para fugir dessa situação. E rápido. Me arrumei e desci às escadas devagar, minha mãe na cozinha a ver seu livro de receitas. Peguei uma fruta indo em direção para a porta, aos finais de semana tinha o costume de passear de bicicleta pela rua e talvez, isso serviria agora para eliminar um pouco minhas crises de choro por aquele idiota. Uma bela distração também.

Retirei minha bicicleta do fundo da garagem, dando início ao meu passeio. O dia estava ensolarado, e haviam poucas pessoas na rua, em sua maioria, era os fanáticos por esportes que preenchiam o lugar. As sombras das àrvores cobriam-me, os pássaros cantavam em harmonia e o ambiente era quase perfeito, até que ao fundo vi um campo de futebol, dando-me um relance de memória.

🌼 Fleche de Memória:

Caminhava com o meu pai na frente do parque. O dia estava quente e ele comprou para mim um picolé, de fato, me sujei todo, a deixar um longo rastro de chocolate por minha face, além das mãos já estarem colando, pelo doce. Segurava na mão do mais velho, apesar da sua mão ser o triplo da minha em tamanho; alguns esquilos corriam pelo local e batia os pés tentando assustá-los.

Um campo de futebol ao fundo, haviam crianças lá dentro e o jogo era controlado por um adulto. Meu pai levou-me até lá, me colocando sobre o banco para criar altura suficiente para enxergar o campo.

Pai - Veja, Ozinho. - apontou para a imensidão de grama - Não parece ser divertido?

Olly - 'Xim.' - sorri - Olhe papai, é o Denny! - apontou com seus dedos manchados de chocolate para um garoto parado no meio do campo.

Pai - Sim, ele parece jogar bem. - disse a cruzar os braços.

Denny olhou para a grade do campo, e viu Olly sobre o banco, em pé, com um sorriso marcado com às bochechas marrons de chocolate, saiu em disparada para aonde o menor estava e grudou seus pequenos dedinhos para fora da grade com um sorriso, a mostrar-lhe os seus pequenos dentes. Alvo e sincero. Olly desceu do banco, com a ajuda do pai, indo até o garoto do outro lado da grade.

Dennis - Oi, Ozinho. Que 'saudadi'. - Olly mordeu o palito com um pouco de sorvete ainda preso.

Olly - Eu também senti 'saudadi'. Achei que tinha esquecido de Ozinho. - fez um bico, causando no maior uma face de espanto.

Dennis - 'Nom', Ozinho. Denny nunca esqueceu de 'oxe', Denny ama, Ozinho. - sorriu a inflar às bochechas.

Olly encarou o palito em suas mãos, ergueu a frente, colocando perto do buraco na grade. Seu pai ajoelhou-se ao lado do garoto, e sorriu com sua ação generosa.

- 'Qué sôveti'? - perguntou ao maior que mordiscou o pedaço do mesmo lhe manchado os cantos da boca também com chocolate, Olly deu uma risada fofa ao vê-lo naquele estado - Denny, sujinhoooo! Denny sujinhoooo! - apontou para o rosto do mesmo que fez uma careta.

Pai - Olly, temos que ir. Dê tchau para o Denny. - Olly foi até o buraco da grade unindo às mãos com as do pequeno.

Olly - Te vejo depois, Denny. - disse a sorrir.

Denny puxou a mão de Olly mais a frente, dando um beijo de leve. E a acenar em seguida, dando passos em direção ao campo. O treinador apitou chamando a atenção do garotinho por ter saído sem permissão.

- Eu só fui ver o Ozinho! - bateu os braços contra o corpo, ganhando um carinho sobre a cabeça.

Olly deu a mão para o pai, a voltar para casa saltitando por mais uma vez conseguir ver Denny.

Memória off.

Relembrar aquilo só fez meu dia ficar pior. Voltei para casa a arrastar-me, joguei a bicicleta no jardim de qualquer jeito e logo entrei para dentro, demorei muito para chegar, tanto que a tarde já alastrava. Ao abrir a porta tenho uma surpresa. Talvez... muito desagradável.

Pai D. - A quanto tempo, Olly. Você cresceu....


Notas Finais


AaaAaaAA, socorro.


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