História Ok, Denny. (Romance Gay Yaoi) - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Child, Gay, Paixão, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Brinquedo


Não sabia o real motivo para que aquele homem estivesse em minha casa. O pai de Denny fitava-me dos pés à cabeça, com um sorriso um tanto estranho. Tentei retribuir, mas a incerteza pulsava em meu peito. Ele devia ter a minha confiança?

Com passos calmos, adentrei a sala. Minha mãe estava na cozinha e logo apareceu trazendo algo para nós bebermos. Peguei o copo, trêmulo, se tinha uma coisa certa naquele lugar era que os cubos de gelo eram mais quentes do que as minhas mãos. Sentei no sofá, ele no oposto. O silêncio só deixava-me mais tenso, e ele parecia gostar de me ver assim.

Pai D. - Olly... eu... soube que você e Dennis voltaram a conversar. - assenti a dar um gole no copo - E como anda a amizade?

Olly - Nós... não somos mais... amigos. - dizer aquilo feria-me, mas era verdade. O mesmo pôs a mão sobre o queixo, pensativo - Ele disse que não podíamos ficar juntos, até mesmo, pediu para que parasse de chamá-lo de Denny. E... estou lhe obedecendo.

Pai D. - Mas, você parece tão bem com essa distância. - revirei os olhos a beber mais um pouco.

Olly - Eu não posso ficar o dia inteiro chorando, pelo seu filho, e suas atitudes fúteis. - surpreso com minha resposta, largou o copo sobre a mesa de centro - Ele quis assim, não posso obrigá-lo a nada. Muito menos a me considerar um amigo por apenas meu anseio.

Só estávamos nós dois na sala, ouvi o barulho do chuveiro no andar de cima acompanhado de um canto sereno. Ela adorava fazer isso nos seus banhos.

Pai D. - Quero que saiba que não foi uma decisão feita por Dennis. - o encarei - Eu pedi isso a ele. - disse com a maior tranquilidade do mundo.

Olly - Como? Então... quer dizer que tudo o que ele disse para mim, foi a mando seu? - tentava controlar meu tom de voz, lhe devia respeito, acima de tudo ele ainda era mais velho.

Pai D. - Olly eu quero que entenda um coisa. - cruzou as mãos - Não é certo vocês ficarem juntos, gosto muito de você e apesar do tempo que estivemos longe da cidade, eu... sinto que você faz parte da vida do Dennis. - suspirou, meus olhos caiam cada vez mais - Mas, mesmo assim, eu não quero que tenham uma relação. No futuro, precisarei de alguém que me dê netos, tenha uma família bem estruturada, que faça Dennis feliz, acima de tudo. E que não passe de uma simples aventura... - o cortei.

Olly - Então... eu não passo de uma aventura para você? Acha que não posso fazê-lo feliz? E só porque somos garotos, não podemos ter uma família? - o olhei com desdém - Saiba de uma coisa senhor. Uma família não é feita só de sangue, ela é criada a partir do amor, não importando o seu passado. A felicidade é um caminho que fazemos sozinhos, porém no meio do percurso escolhemos alguém para compartilhar. E uma aventura, faz parte da vida de qualquer um. Mas essa. - apontei para mim, erguendo-me - Aventura. Sofreu demais a pensar que o seu filho até mesmo podia estar morto. - tentou dizer algo, mas não permiti - Essa mesma aventura, rezava todas às noites para que ele sempre tivesse saúde, que não importasse onde ele estivesse, - meus olhos começaram a lacrimejar - a minha alma lhe guiasse, o protegesse de qualquer mau que tentasse atingí-lo, para que pelo menos uma vez. - não segurei o choro - Uma vez, eu pudesse vê-lo de novo. Nem que fosse de longe, eu estaria feliz só por ter a certeza que estava bem.

Dennis - Olly... - olhei para a porta, mesmo com as lágrimas pude ver seu rosto na entrada.

Pai D. - Dennis volta pro carro! - gritou a apontar de costas, sentado.

Dennis - Não pai! - gritou a abrir à porta - Eu não vou sair daqui até falar direito com o Olly.

Pai D. - Você não tem nada para falar com ele, anda! Volta para o carro, garoto!

Dennis - Mas que droga! O senhor me forçou a vir até aqui, fez o Olly chorar e acha que ficará por isso mesmo? - apontou para mim, secava os olhos com a manga da camisa em vão.

Pai D. - Ele chora por que é um garoto mimado. Desde pequeno sempre foi assim, sua mãe devia parar de lhe proteger do mundo desde aquela época. - disse ríspido - Vamos, Dennis. - caminhou até a porta.

Mãe - O que está acontecendo aqui? - perguntou a olhar-me triste no canto da sala - Olly?

Pai D. - Peço desculpas, pelo ocorrido. Já estamos de saída, vamos Dennis. - puxou o braço do garoto que se manteve rígido - Vai teimar com o seu pai, garoto?!

Dennis - Sim, irei. - puxou o braço com força.

Olly - Dennis, vá. - disse com a voz abatida, coçando os olhos - Por favor...

Dennis - Você me chamou de Dennis? - olhou-me cabisbaixo.

Olly - Sim, Dennis. Vá. - caminhei até a escada, mas antes de subir me virei ao seu olhar - Vá, obedeça. - o mesmo assentiu, saindo rápido pela porta, deixando seu pai ali, para fechá-la.

Minha mãe matinha a face séria, em sua mente haviam milhares de xingamentos ecoando. E por baixo do seu pijama discreto, floral, existem muitas farpas. A porta foi fechada, a mesma olhou-me sem entender a situação, meus olhos queimavam, e pela primeira vez desejava sumir da terra instantaneamente.

Mãe - O que ele fez com você? - perguntou a apoiar-se na escada.

Olly - Não quero ser um motivo para que perca amizade com ele. Eu... vou para o meu quarto. - dei alguns passos, mas a mesma puxou-me pelo pulso.

Mãe - Não sou amiga dele, sim, da esposa. Sua "tia", como gosta de lhe chamar.

Sim a chamava desse jeito, assim como Dennis aos meus pais. Isso era um sinônimo de família, apesar do pai de Dennis ser a maçã podre. Sua esposa era um amor de pessoa, em todos os meus aniversários o fato mais marcante, era seus presentes inéditos. Queria tanto vê-la.

Olly - Ok, mãe. Preciso de um banho. Foram muitas emoções para um dia só e ainda me sinto muito mal por estar chorando que nem louco, por um.... - cocei à cabeça - Aaaaa.

Mãe - Vá, precisa esfriar a cabeça, ande. - empurrou-me a dar um tapa em minha bunda de leve.

Olly - Mãe! - soltou uma risada.

Mãe - Não reclame, você ainda é o meu bebêzinho. - fez um sinal em suas bochechas infladas - Ozinho. É o bebêzinho de mamãe, é? O bebêzinho. - revirei os olhos, subindo às escadas ao som de suas risadas.

Ao entrar no quarto, fechei a porta encostando minhas costas nela. A cabeça doía. Não haviam mais lágrimas, sentia-me seco por dentro. Retirei meus sapatos, e com meias caminhei até a janela. Abri, fitando à rua escura, iluminada fracamente. A estrada estava molhada, e alguns carros corriam sem preocupação de derrapar. A Lua estava em sua mais bela estação, deitei a cabeça com o queixo a apoiar no parapeito.

Olly - Seria tão fácil, se eu não tivesse lhe conhecido. - fechei os olhos a sentir a brisa e o cheiro de terra molhada - Mas estou feliz por meu anjo da guarda ter lhe protegido, e te trazido até mim.

Quase peguei no sono, na janela, e quando tomei noção fui para o banheiro. Retirei minhas roupas, às jogando ao chão do banheiro. As costas nuas, com os pelos arrepiados pelo ambiente frio. Entrei no box, a ligar a ducha. A água estava morna e relaxava meus músculos, fechei os olhos, a água corria por minha face de maneira serena, a limpar todos os maus pensamentos que estava tendo durante o dia. Me sequei, e saindo do banheiro, fui em busca de roupas limpas. Vestido, ia deitar-me na cama, mas sou acertado no pé por uma pedra, que entrou pela janela. Pulei no quarto com o pé dolorido. QUEM FOI O INSOLENTE!!??

Fui até a janela, olhando para fora com raiva. Já ia gritar, porém vejo uma sombra familiar no meio do jardim. Olhava para cima, sua face demonstrava medo, e eu por outro lado, não entendia o porquê dele estar ali. Era Dennis, e sorriu após perceber que não o xinguei. Por pouco!

Dennis - Posso subir? - fiz uma careta - Ah, deixa vai, Olly! - fiquei quieto - Ok, se não vai responder eu subo então. - que teimoso.

O mesmo agarrou-se a uma árvore próxima, que dava direto a minha janela. Ofegante, sentou-se em um galho, similar a uma cadeira. Sua moto estava ao lado da cerca, com o capacete azul pendurado.

Olly - Você... fugiu? - assentiu.

Dennis - Não podia ficar sem te ver... depois do que eu ouvi. É verdade? - perguntou.

Olly - O que? - me fiz de desentendido.

Dennis - Que rezava todas às noites para que eu ficasse bem? - assenti com um pouco de vergonha - Obrigado. - sorriu.

Olly - Obrigado, pelo o que? Não devia estar aqui. Lembra? "Não podemos ficar juntos... Não me chame de Denny". Por você ainda insiste?

Ele sorriu, a virar o rosto para o lado, voltou a olhar-me sério.

Dennis - Por que eu te amo, Olly. - disse alto - Que desgraça! - gritou a bufar.

Olly - Nossa, não precisa ser... - parei - Espera, você me ama? - meu rosto começou a queimar.

Dennis - Amo, muito, muito, muito, muito. - sorriu em seguida - Mas, você não parece reconhecer isso, eu vou embora. - iniciou a descida.

Olly - Não! - gritei e ele parou - Não vai... Denny... - sorriu à mostrar os dentes.

Dennis - Denny? - assenti já bem vermelho - Fala de novo. - revirei os olhos.

Olly - DENNY! - soltei a bater os braços ao corpo, impaciente.

Dennis - Se você quer, então eu ficarei, Ozinho. - sorri - Posso entrar? Daqui a pouco posso me espatifar no chão.

O ajudei a entrar, a janela era grande. Mas num descuido, o mesmo se desequilibrou a cair sobre mim, pondo nossos rostos o mais próximo possível.

Dennis - Cada vez que eu fico perto de você, eu sinto vontade louca de lhe beijar. - disse a sorrir.

Olly - Então, o que ainda está esperando?


Notas Finais


Mores, novidade: próximo capítulo tem o primeiro Lemon, ein! 💓


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