História Olá - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Cartas, Drama, Romance, Suícidio
Visualizações 4
Palavras 308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O que vocês estão achando?

Capítulo 7 - Capítulo VI


Vanilla Sky. O céu com tons de rosa era o favorito de Ana. Frequentemente íamos para um parque, deitávamos na grama e ficávamos observando as nuvens. De todas as facetas que o céu possui, rosa era o favorito dela.

- Parece um doce. – ela diria

Alguma vez você já parou para observar o céu? É incrível a calmaria que ele nos passa enquanto as nuvens nadam de um lugar para o outro, sempre em transformação, capazes de ser chuva e capazes de não ser.

Primeiro ano de namoro. Comemoramos num parque e, em silêncio, encarávamos o doce no céu.

- Eu acho que não quero viver mais. – ela disse, sem me encarar

- O quê? – ainda deitado, olhei para ela

- Sempre penso quais são meus sonhos, meus planos ou qualquer coisa do gênero. Eu não tenho.

- O que isso tem a ver? – eu não estava preocupado, mas a seriedade dela me era um tanto estranha – Muitas pessoas vivem sem sonhos.

- Algumas não têm chance de sonhar, Lucas. Mas eu tenho e ainda assim decidi ficar acordada. Não tenho propósito nenhum em viver. – ela sentou e começou a se esticar, sem me olhar – Mas no fim está tudo bem.

- Tudo bem mesmo, amor?

- Claro. – ela me olhou, sorrindo -  Ainda tenho muito tempo para descobrir meu sonho. Mas ei, vamos comprar algodão doce.

Ela era como Vanilla Sky. Doce e suave a princípio mas, no fim, todos sabemos que antecede a noite, a escuridão. Mesmo que fugisse do assunto, mesmo que falasse de coisas mórbidas como se fosse brincadeira, era tudo sério demais. Quando éramos pequenos, sempre que eu batia no meu irmão ele gritava que estava morrendo e, mais de uma vez, minha mãe dizia: “Com a morte não se brinca!”. Hoje eu entendo.

Mas apesar dos pesares, alguns dias eram muito bons.



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