História Old Scars, Future Hearts - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Remo Lupin, Sirius Black, Zacharias Smith
Tags Drarry, Harry Potter
Visualizações 352
Palavras 2.052
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pimpolhos o/
Espero que gostem.
Beijinhos e me digam o que acharam.

Capítulo 18 - Você se lembrará de que pertence a mim


Você voltará

Logo você vai ver

Você se lembrará de que pertence a mim

Você voltará

You’ll be back – Hamilton Musical

 

Era difícil ordenar os pensamentos e a dor atrás da minha cabeça não ajudava. Estava no meu apartamento, tinha certeza disso, então as luzes apagaram e essa era a última lembrança que tinha. Agora não sabia onde estava, o local estava completamente escuro, com exceção de uma luz que entrava por uma fresta que deveria ser a porta, mas era algo tão mínimo que não me ajudava em nada.

Tentei levantar, mas fui tomado por uma forte tontura, ao colocar a mão atrás da minha cabeça senti o líquido que só podia ser sangue. Voltei a me sentar, era melhor do que cair. Queria saber quanto tempo fazia que tinha sido levado, tinha ignorado as ligações dos meus pais, meu pai queria saber onde estava, minha mãe foi mais direta, ela disse que se tivesse sido eu a fazer aquilo com Draco ela mesma me entregaria para as autoridades.

Só em pensar em Draco uma raiva me consumia. Se ele tivesse sido um bom garoto, obediente e amável poderíamos estar viajando agora. Ele nunca se esforçou o suficiente, sempre querendo me irritar, dando atenção a quem não devia, conversando com pessoas, deveria tê-lo tirado daquela cidade enquanto tinha a chance.

E depois começou a sair com aquele garoto, como se o Potter fosse digno. Ninguém podia tocar em Draco além de mim, ele era meu e só meu, e se ele não aceitava isso tinha que entender que não podia ser de mais ninguém. Sabia que ele entenderia isso, demorava, mas Draco sempre entendia que eu queria apenas o melhor para ele. Ele tinha que morrer e reis eram queimados, então foi uma boa morte depois de tudo. Ele morreria em seu lugar especial, onde ele era importante, fazendo o que ele adorava fazer. O principal era que ninguém mais tocaria nele.

Só não estava mais satisfeito por não ter conseguido pegar o Potter também, mas ainda teria tempo. O pequeno órfão também ia aprender que não poderia tocar em algo que lhe pertencia. Talvez se tivesse se livrado do Potter antes Draco poderia ter pensado mais racionalmente e percebido que eu sou o único amor da sua vida. Sim, Potter ia pagar por ter afastado Draco ainda mais de mim.

Tentei me levantar novamente, tinha que sair daquele lugar. Minha cabeça ainda doía, mas a tontura tinha passado, ao menos. Fui tateando pela parede até chegar a fresta de luz, a sala não era tão grande quanto a escuridão fazia parecer, cheguei até a porta e comecei a bater no metal frio.

– Ei. – Continuei a bater na porta. – Minha família tem dinheiro, se vocês querem o resgate basta ligar para os meus pais e eles vão pagar qualquer valor.

– Você finalmente acordou, já estava ficando entediado. – Alguém falou do outro lado da porta e a abriu em seguida me derrubando.

A luz se acendeu de repente e meus olhos acostumados à escuridão se fecharam, ouvi a porta se fechando e o som de um tranca.

– Quem é você? O que quer? – Pisquei meus olhos para me acostumar a claridade e ergui o rosto para ver meu sequestrador. – Senhor...

– Levante-se, Zacharias. – Ele falou e pegou uma cadeira que estava no outro canto do cômodo. – Vamos conversar.

– Senhor Malfoy... – O homem estava exatamente como eu me lembrava. A semelhança entre ele e Draco se acentuava mais agora que ele tinha os cabelos cortados, os olhos azuis tão iguais aos de meu amor era como uma assombração e me perfuravam como agulhas. Mas meu Draco nunca tinha me olhado assim, ele me amava, o homem a minha frente me encarava como se eu fosse um verme muito incomodo. – O que o senhor quer?

– Nunca tive a chance de falar com você, fui embora antes que se interessasse por meu menino. – Lucius disse. – Claro que se eu estivesse lá Draco nunca teria se relacionado com alguém como você, um Smith... Por favor.

Ele cuspia as palavras, sempre superior.

– Eu e Draco nos amamos, ele teria lutado por mim, estando o senhor lá ou não. – Falei com raiva, Draco era meu, ele sempre seria meu. Até a sua morte me pertencia.

– No meu exílio eu ouvi muitas coisas, sr. Smith. Algumas bem preocupantes. Soube de seu namoro com meu filho e isso me desgostou muito, não queria meu nome vinculado a sua família oportunista, mas entendi a apelação da relação, essa relação pareceu trazer estabilidade a pequena mancha que havia em nosso nome depois que alguns dos meus negócios veio a tona.

– O senhor quer dizer depois que a policia bateu na sua porta e o senhor fugiu como um covarde? – Uma coragem tola me possuiu, mas aquele homem teria me separado de Draco.

– Sim. – Ele sorriu. – Bem, depois eu soube de algo muito perturbador, que meu menino tinha ido até o hospital machucado e depois ele disse que o culpado era você. Que você o tinha maltratado durante toda a relação. Uma vergonha, Draco deveria ter acabado com você na primeira vez que ousou tocar nele com violência. Uma falha que eu teria corrigido se tivesse oportunidade.

– Eu o amo, nunca quis machuca-lo, mas ele fazia coisas erradas, me irritava de propósito e ele tinha que entender que eu era o único que o amaria da forma como ele merecia. Ele tinha a mim, não precisava de mais ninguém.

– Eu queria mata-lo naquele instante, mas fui convencido que isso só traria mais problemas. Cissa cuidou de tudo, aparentemente. Ela afastou você dele, te mandou para longe, ela avisou aos seus pais o que aconteceria com você caso chegasse perto de Draco novamente, caso tocasse nele mais uma vez.

– Ele começou a namorar um Potter, aquele órfão desgraçado quis roubar o Draco de mim. Ele é meu. ELE É MEU.

– Sim, Potter... Meu filho não tem um bom gosto para escolher com quem vai se envolver, mas consigo ver porque ele se interessaria pelo garoto.

– Potter não serve para ele, ninguém serve. Eu sou o melhor que Draco poderia ter.

Lucius sorriu com escárnio, não tinha percebido o bastão em pé ao lado da sua cadeira até ele pegá-lo. O golpe veio rápido e me jogou no chão, a dor lacerante parecia reverberar em todo meu corpo.

– Por favor... – Eu gemi.

– Eu pensei que você demoraria mais para implorar, ele também implorava quando você o agredia?

– Eu não queria machuca-lo. Eu o amo, eu amo o Draco. – Lágrimas desciam por meu rosto.

– Você nunca deveria ter olhando para meu filho. – Cada palavra vinha acompanhada de um golpe. Tentei me arrastar para longe, mas ele continuava avançando, batendo nas minhas costas e pernas. Ele me chutou fazendo com que eu me virasse e acertou minha perna novamente, dessa vez meu joelho.

A sala se encheu com gritos, meus gritos. A dor era tanta que todo meu corpo parecia gritar em agonia.

– Por favor, senhor Malfoy. – Ergui as mãos pedindo clemência. – Eu não quero morrer.

O homem parou com o bastão levantado, seu olhar passou a ser de pura fúria.

– Você pensou nisso quando deixou Draco naquela sala em chamas? Pensou no que ele sentiria ao ter o corpo consumido pelo fogo?

– Eu só queria...

– Não importa o que você queria, importa o que fez e vai pagar por isso. Vai pagar por tudo que fez ao meu menino. Você vai sentir tudo que ele sentiu, vai implorar para que eu pare, vai desejar morrer, mas não vou permitir. Você não tem ninguém e quando você sentir que está morrendo vai perceber que a dor mal começou.

– Não. Não. Me desculpe, eu não deveria ter feito aquilo. Me desculpe. Me desculpe, eu não queria mata-lo, eu só queria ter ele só para mim.

Lucius sorriu novamente.

– Ele não morreu, Draco está bem, seguro e estará melhor quando perceber que você nunca mais se aproximará dele.

– Eu não vou me aproximar mais dele. Eu vou sair do continente e ele nunca mais saberá de mim. – Falei entre gemidos, ele tinha me chutado e minha boca era consumida por um líquido amargo.

– Ah não, eu quero que ele tenha notícias suas, quero que ele saiba que está livre. Ele e Harry viverão felizes se esse for o desejo de Draco, podem até casar e ter filhos.

Ele estava vivo e estava com o Potter ainda. Sua morte não era minha, eu deveria ter ficado lá para garantir. Mas eu vou garantir, tudo de Draco me pertence, sua vida é minha, eu deveria tê-lo matado com as minhas mãos, acertado sua cabeça tantas vezes até ver o interior de seu crânio ou ter apertando aquele lindo pescoço até ver as veias surgindo e sua alma vazando pelos seus olhos de tempestade. Assim ele nunca mais me trairia com o Potter.

– Você queria que ele morresse, não é? Queria ter terminado o que você começou.

– Não... Eu não queria. Eu não sei o que estava pensando. Eu amo o Draco, nunca o mataria. Por favor, Senhor Malfoy, ele está bem e eu vou para longe. Por favor, não é justo, ele está bem.

– Justo? – Ele largou o bastão e se abaixou socando o meu rosto duas, quatro vezes. – Justo? Não rapaz, não há nada justo aqui. Você deveria saber.

Eu sentia minha consciência se esvaindo, meus olhos queriam se fechar, ele ainda falava, mas o som era confuso e não fazia sentido para mim. Minha consciência voltou na forma de um grito quando o bastão tocou meu joelho machucado novamente, a dor despertou todos os meus sentidos.

Ele passou a reversar os golpes, ora me chutava, me batia com o bastão e quando sua raiva parecia impossível de extravasar ele usava suas mãos. Ele nunca ia longe demais para que eu pudesse desmaiar, e eu queria tanto, na inconsciência eu estaria livre da dor e ele sabia disso por isso limitava seus golpes onde doeria mais, mas que me deixasse acordado.

– Por favor... O senhor conhece minha mãe, eu sou seu único filho, por favor... Por ela.

Ele ficou balançando o bastão e pareceu pensar por um instante.

– Tudo bem, vou deixar isso nas mãos dela. Vou te dar essa oportunidade.

Não entendi muito bem, ele saiu da sala o que foi reconfortante. Olhei em volta, a única forma de sair seria pela porta, mas eu nunca conseguiria isso, minha perna estava em uma posição estranha e meu joelho parecia despedaçado, meus braços doíam e toda minha coluna tinha sido machucada. Minha única esperança era apelar para que ele parasse.

A porta voltou a abrir e ele entrou, mas a surpresa foi ver quem o acompanhava. Ela estava em um vestido justo que ia até abaixo do joelho e um casaco, seu cabelo estava preso em um coque na nuca e seus olhos me encaravam em um desgosto frio.

– Ele ainda está vivo? – Narcisa se voltou para Lucius. – Você se cansou? Rodolfo pode assumir então, ele queria mesmo um tempo com o infeliz.

Ele sorriu para ela, seus olhos brilhavam quando a encaravam.

– Ele apelou para a mãe, disse que é o único filho dela. – Lucius falou, ele nunca tirava os olhos dela.

– Draco também é meu único filho e ele não pensou nisso. Não pensou no que eu sentiria ao enterrar minha linda criança.

– Mas ele está bem e eu nunca vou mais vou chegar perto dele. Eu prometo, me dê uma segunda chance, por favor.

Ela olhou para mim, me olhava com mais desprezo que o homem ao seu lado.

– Eu lhe dei uma segunda chance quando permiti que saísse de Hogsmeade com vida. Eu dei uma chance para que pudesse ser uma pessoa melhor, mas você voltou e atacou meu filho. O deixou para morrer naquele inferno.

– Não, por favor. Eu prometo, eu nunca mais...

– Sim, você nunca mais fará nada, nunca mais chegará perto de Draco, nunca mais irá olhar para ele e respirar o mesmo ar que ele. Você nunca mais irá respirar. – Narcisa chegou bem perto, o suficiente para eu sentir a fragrância que seu corpo emanava.

– Senhora Malfoy...

– Mate-o, Lucius. E o faça sofrer.

– Sim, minha querida. Qualquer coisa por você.

– Não, não, não.

Ele pisou na minha perna novamente.

– Acho que somos só nós dois novamente, Zach. – Ele pisou mais forte. – Vamos continuar.


Notas Finais


Estou bem na dúvida se vocês vão gostar, até um tempo atrás não sabia se ia colocar esse capítulo, mas eu queria tanto que decidi por sim.
Ai que tensão ~roendo as unhas~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...