História Old Times - Chans (one-shot) - Capítulo 1


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Categorias Undertale
Personagens Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Grillby, Sans
Tags Chans, Desafio Dos 100 Temas, Frisk X Asriel, Friskriel, Romance, Sans X Chara, Tema 23, Tema 48, Tema 85, Undertale
Visualizações 152
Palavras 2.178
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Incesto
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Meant to be yours


Fanfic / Fanfiction Old Times - Chans (one-shot) - Capítulo 1 - Meant to be yours

Ela gostava de ouvir o barulho da água. Desde pequena, era algo que a tranquilizava, restaurava suas energias.

Era por isso que sempre ia naquela lagoa. A pequena população de peixes que vivia ali dava graça ao ambiente com suas cores alegres e vibrantes.

Batia os pés na borda da lagoa, aonde as plantas estavam úmidas. O barulho de suas botas na quase lama era uma das únicas coisas que se podia ouvir, juntamente com o piar de alguns passarinhos ao longe e os peixinhos nadando.

Cantarolava a última música que havia ouvido na playlist de seu celular. A batida havia ficado em sua cabeça e ela não podia fazer nada a não ser cantar para tentar esquecê-la. Mesmo que aquela não fosse uma de suas preferidas, talvez estivesse como chiclete no cabelo devido a ela estar tentando se distrair.

– Hey Kiddo– Chama uma voz masculina fazendo a de cabelos castanhos virar a cabeça para trás e encarar o homem de cabelos platinados que continha um sorriso maroto no rosto– Posso me sentar?

Chara apenas assente com a cabeça observando enquanto Sans senta ao seu lado. Por um momento eles apenas ficaram encarando o lago, o casal de peixes que parecia querer namorar e as nuvens cinzentas que pouco a pouco tomavam conta do céu.

– Então, quer contar o que aconteceu?– Pergunta finalmente Sans atraindo um suspiro cansado da mais nova que apenas lhe dirige o olhar.

– Não aconteceu nada. Por que acha isso?

– Nós costumávamos vir aqui quando você era menor. Consegue se lembrar do motivo? – O maior tomba a cabeça para ao lado fazendo com que sua franja cobrisse um pouco de seus olhos azuis. Chara por um momento apenas se perde neles esquecendo da confusão que era o mundo.

– As brigas de meus pais– Chara suspira se recordando da época. As cenas passavam em sua cabeça como pequenos flashbacks.

Asgore e Toriel chegaram perto de se separar várias vezes e mesmo que sua mãe tentasse não demonstrar isso, os gritos de Asgore eram altos demais para serem ignorados. Com isso ela, Frisk e Asriel ficavam meio perdidos, não sabendo para onde ir já que não se sentiam confortáveis em casa. Era então que Sans aparecia e os levava para passear. No verão eles levavam roupas de banho e ficavam horas nadando na lagoa. Algumas vezes até pescavam alguns peixes, mas sempre os devolviam para a água logo em seguida. Já no inverno, as águas congelavam, portanto Sans os ensinara a patinar. Mesmo que tivessem levado alguns tombos e até mesmo ralado os joelhos no inverno seguinte estavam dignos de campeonatos mundiais.

– Certo você venceu– Desiste ela encolhendo ainda mais as pernas que já estavam dobradas– Asgore e Toriel descobriram o namoro escondido de meus irmãos.

– Frisk e Asriel estão namorando? Oh, minha nossa, por essa eu não esperava –Sans dá um sorriso tentando esconder a alegria, ato que falha miseravelmente– Mas com quem? Eu nunca nem os vejo saindo muito de casa.

– Aí é que está a questão. Eles estão se namorando– No momento em que a menina acaba de falar Sans solta uma exclamação surpreso. Chara dá de ombros e apenas continua –Asgore não aceitará de jeito nenhum incesto na família, ainda que eu e ela sejamos adotadas. Ele é tradicional demais para isso. Toriel por outro lado apenas parece querer ver os filhos felizes. E você já sabe o que acontece quando eles começam a discordar... A casa está parecendo um ringue de luta.

– E você se sentiu deslocada?

– De certa forma. O motivo da discussão não me inclui. O que me impressiona porém é não ter notado a paixão deles antes. Eu vivo com eles 24 horas por dia, como não pude perceber os olhares repletos de duplos sentidos, às vezes em que Frisk não acordava no quarto e eu achava que ela havia se levantado mais cedo? Como não pude perceber que eles estavam gostando um do outro? Me sinto uma irmã relapsa.

– Bem Kiddo, isso não te faz uma irmã relapsa. Eles é que decidiram manter a relação em segredo. E tem gente que é muito boa em esconder segredos.

A menina fica um tempo em silêncio apenas pensando no que o maior havia dito. Fazia sentido, mas algo dentro dela ainda não se sentia feliz. Era algo parecido com uma mistura de inveja e tristeza.

– Mas e como as coisas vão ser a partir de agora? Não vou conseguir não pensar que estou os atapalhando. Serei como uma vela, aquele amigo que faz comentários, ri sozinho e não divide a pipoca com ninguém quando está no cinema.

– Não acho que Frisk e Asriel vão lhe deixar de fora. Talvez seja até mesmo por isso que eles estivessem escondendo de você o relacionamento. Sabiam como iria se sentir e não queriam estragar a bela relação de companheirismo que vocês têm. Não se esqueça pequena, eles sempre serão seus irmãos. Pense como numa palavra, ela pode ser algo, mas dependendo da frase assume diferentes funções. Assim também são com as pessoas, para Toriel e Asgore você é filha, para Frisk e Asriel você é irmã, para seus professores aluna e para mim é amiga. E mesmo assim um não interfere no outro.

–Hum...– É tudo que ela consegue dizer. Seu estômago começava a dar sinais de vida e ela não conseguia pensar direito com o estômago vazio.

– Está com fome. Vamos, posso te levar para comer. Te garanto que será uma ótima maneira de relaxar e relembrar os velhos tempos.

[...]

– Sans! Quanto tempo não te vejo por aqui! –Diz Grillby comprimentando o menino com um aperto de mão. Sans retribui com um enorme sorriso no rosto– E trouxe um dos filhos dos Dreemurr como companhia. E aí Chara, como vai?

– Bem– Diz ela dando um sorriso meigo que Grillby responde bagunçando seus cabelos. Sans entendia o gesto do garçom, Chara era como o mascote deles, por ser mais nova e mais fofa.

– Grillby, será que pode nos ver dois x-burguers, um com bastante ketchup e o outro simples com bastante tomate? –Pede ele fazendo o outro pegar um pequeno bloquinho no bolso do casaco e anotar o pedido.

– Dois x-burguers no capricho saindo! Se quiserem aproveitar a sala de jogos enquanto isso, fiquem a vontade– Diz ele dando uma piscadela e depois sumindo pelas portas da cozinha.

– Então, o que me diz?– Pergunta o menino se virando para Chara que o encara confusa. Sans aponta para a máquina que continha a pista de competição de dança e a menina parece refletir por um momento.

– Você sempre me ganhava no Just Dance quando eu era menor– Ela faz um biquinho meigo e cruza os braços ao respondê-lo. O menino porém apenas ri e põe a mão em seu ombro o apertando de leve.

– Ah, vamos? Você cresceu e deve estar com muito mais pique do que eu. Vai me ganhar sem nem fazer esforço algum.

– Certo. Espero apenas que nossos 14 anos de diferença me sirvam como vantagem.

Sans sorri e acompanha a menina para a pista. Logo que a máquina detecta sua presença a tela brilha indicando que eles deveriam escolher uma música.

[...]

A respiração de Sans estava ofegante enquanto pingos de suor escorriam. Seu cabelo estava ensopado e ele havia retirado a blusa azul que sempre costumava usar. Com Chara não era diferente, assim que a música acabou ele a olhou, ela estava com a língua para fora e as bochechas rosadas, sua blusa de moletom estava jogada ao lado da pista a deixando assim apenas com a de mangas curtas que também era verde clara.

– Ganhei– Diz ela sorrindo cansada quando eles voltam a se sentar nos bancos da lanchonete. O menino a olha com um brilho de diversão e lhe dá um sorriso antes de responder, tentando regularizar a respiração novamente.

– Você escolheu a música mais difícil! Ao menos conhecia Rasputin ou foi pelo nível de dificuldade?

– Nhé, vou ser honesta. Eu não fazia ideia de que música era essa. Mas pelo menos o ritmo era bom. E a letra tinha meio que uma história– Responde ela com um sorriso. Sans sorri também, mas não tem a chance de responder pois Grillby chega com os dois x-burguers.

– Bon appétit.

[...]

Estava chovendo quando eles deixaram o lugar. Mesmo que Chara tivesse se recusado, Sans fizera uma espécie de guarda chuva utilizando seu casaco. A menina não podia deixar de achar o gesto fofo, mas tonto ao mesmo tempo. Isso poderia até mesmo a fazer não pegar um resfriado, mas poderia deixá-lo resfriado. Porém quando ela dissera isso, ele apenas ligou o carro e com um sorriso a respondeu:

– Minha imunidade é invejada por muitos, raramente fico doente. Então não se preocupe.

Eles chegaram em sua casa quando estava perto das 20:30. Do lado de fora não dava para se ouvir gritos, isso quer dizer que provavelmente eles já tinham se resolvido. Seja lá o que isso quisesse significar.

– Eu só espero que estejam todos lá quando eu entrar. E que ninguém vá embora no dia seguinte– Diz ela o olhando no profundo de seus olhos azuis enquanto encosta no banco macio do carro.

Sans apoia o cotovelo na parte de cima do banco aonde ela está sentada e se debruça para frente, ficando assim bem perto dela e a fazendo corar instintivamente. Depois de um tempo olhando para o lado de fora da janela, ele volta a sua posição original com um sorriso no rosto.

– Não se preocupe Kiddo. As luzes do quarto de seus pais estão acesas. E a da sala também, isso quer dizer que provavelmente ninguém pretende sair dali tão cedo. Acho que eles arrumaram um desfecho pacífico para a história toda.

– Hum... – Ela coloca a mão na maçaneta do carro e encara o menino– Obrigada Sans, por ter me aconselhado e feito meu dia melhor. Sem você provavelmente eu teria ficado na lagoa e voltado para casa tarde da noite depois de ter pego no sono perto da lama da rio.

– Não foi nada, você coloriu muitos dias da minha vida quando era menor. E continua fazendo isso, mesmo que não perceba. Minha vida de adulto não é pesada graças a você. Então vamos dizer que estamos quites.

Sob a luz da lua, Chara podia ver que o menino estava com as bochechas coradas. Podia apenas ser uma impressão da jogada da luz, mas ela sentia que não era bem isso. Então, antes que perdesse a coragem se aproximou mais de lhe deu um beijo delicado e lento na bochecha.

Por um momento Sans apenas a olhou enquanto ela se afastava. Tinha certeza de que também estava com as bochechas coradas, mas isso era algo comum para ela. Frisk costumava dizer que suas bochechas rosadas eram sinal de saúde quando elas eram mais novas. E talvez fosse mesmo já que ela ruborizava por qualquer coisa.

– Kiddo, se quer provocar alguém, tem que fazer da maneira correta–Diz ele fazendo a menina o encarar confusa. Quando vê que ele está se aproximando fecha os olhos e flexiona os músculos não sabendo pelo que esperar. Tudo que recebe porém é um beijo no canto da boca. Sua respiração ficou tão próxima de sua pele que chegou a lhe causar arrepios.

Quando Chara abriu os olhos novamente, viu Sans a encarando com um sorriso divertido no olhar. Ela estava se sentindo estranha, incompleta. Havia algo queimando dentro de si, implorando por mais e ela achava que não iria se calar tão cedo.

– Boa noite Kid...– Chara não o deixou completar sua frase pois já havia o puxado pela gola da blusa e selado seus lábios. Sans parecia confuso no começo, porém depois apenas relaxou e correspondeu aos sentimentos que havia guardado fazia muito tempo.

– Boa noite comediante– Diz ela por fim quando se afastou, já abrindo a porta do carro e saindo pela noite fria afora.

[...]

– Chara! Que bom que voltou! –Diz Frisk logo se jogando em cima da irmã quando esta entrou pela porta de casa. Chara retribui o abraço e sente alguém afagando seus cabelos.

– Pensamos que estivesse de mal conosco– Diz Asriel passando a mão pelas bochechas da garota que sorri ao sentir a mão quentinha de seu irmão mais velho.

– Não sejam bobinhos. Eu nunca conseguiria ficar de mal com vocês. Somos uma família e vocês sempre serão meus irmãos. Os apoirei em qualquer decisão que tomarem. Mas e então, como ficaram as coisas com nossos pais?

– Bem– Começa Frisk juntando as mãos atrás do corpo– Depois de boas horas de discussão a mamãe conseguiu fazer ele concordar com ela. Disse que nós somos jovens crescidos e sabemos o que estamos fazendo.

– Depois disso eles foram para o quarto trocando beijos. Talvez nós ganhemos mais um irmão, mas eu prefiro não pensar nisso– Diz Asriel com uma careta fazendo com que as duas meninas caíssem na risada– Mas e aí, o que a senhorita estava fazendo fora esse tempo todo?

– Ah... Eu...– Começa ela com um sorriso e logo que pensa em Sans sente as bochechas esquentarem– Estava relembrado os velhos tempos. E espero que dá próxima vez, vocês possam vir comigo.


Notas Finais


One shot dedicada a todos os meus leitores que queriam ver Chans acontecer em Birds on a wire. E também a todos que gostam desse shipp.
Espero que tenham gostado! ❤💙


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